Correias e Componentes Tecnologia · Conhecimento · Conselhosaam- .acionamentos por correia dentada

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Tecnologia Conhecimento ConselhosCorreias e Componentes

Power Transmission GroupAutomotive Aftermarket

Pgina

Introduo 3

Correias dentadas 4 Funcionamento 5Estrutura/materiais 6 Formatos dos perfis/ manuseamento 9Manuteno e substituio 10Substituio de correias dentadas 12Correntes de distribuio 13

Componentes do acionamento por correia dentada 14Polias de desvio e polias guia 15Dispositivos tensores 16Bombas de gua 18

Correias trapezoidais e correias estriadas 22Funcionamento, manuseamento 23Estrutura, materiais, formatos dos perfis 24 correia trapezoidal correias estriadas correias estriadas elsticasManuteno e substituio 30

Componentes do acionamento por correia estriada 32Amortecedores de vibraes torcionais 33Polias de desvio e polias guia,dispositivos tensores 34Rodas livres do alternador 36

Anexo 38Problemas em polias, mecanismo tensor e polias

Contedo

IntroduoElevada potncia mecnica a pedido, totalmente independente da fora do vento ou da gua: a divulgao do motor a vapor veio facilitar a revoluo industrial nas fbricas. As mquinas de produo individuais so acionadas por eixos de ao no teto da instalao, polias e correias de transmisso planas de couro.

Tambm os primeiros veculos a motor e motociclos utilizaram este princpio de transmisso da potncia. No entanto, a correia plana neste campo de utilizao foi rapidamente substituda por outra melhor: a correia trapezoidal, que graas sua seco tra-pezoidal, transmite as foras necessrias com uma pr-tenso nitidamente inferior, tendo-se estabelecido como o padro para o acionamento de agregados secundrios.

No incio dos anos 90, surgiu no segmento automvel um aper-feioamento da correia trapezoidal, a correia estriada. Graas s suas nervuras longitudinais consegue transmitir foras muito superiores. A sua construo plana permite a deflexo e o acio-namento simultneo de vrios agregados. Este desenvolvimen-to deu um novo impulso construo de motores cada vez mais compactos. Para a transmisso sincronizada da fora ao acionamento da rvore de cames em motores de veculos so utilizadas, desde a dcada de 60, correias dentadas.

Os netos e bisnetos das antigas correias de transmisso so, hoje em dia, produtos de alta tecnologia. Para um funcionamen-to correto, os restantes componentes do acionamento por cor-reia como, por exemplo, as polias tensoras e de desvio ou as bombas de gua, tm de satisfazer os mais elevados padres. Com esta publicao desejamos aumentar o conhecimento tc-nico sobre os acionamentos por correia em motores de veculos ligeiros de passageiros e melhorar a segurana de diagnstico.

Adrian Rothschild Product Manager Europe

Automotive Aftermarket

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Correias dentadas

Polia tensora

Polia de desvio

Polia de desvio

Roda dentada de bomba de gua

Roda dentada de cambota

Roda dentada de rvore de cames

Exemplo de configurao

H muitas variantes diferentes de

acionamentos por correia dentada.

As correias dentadas garantem uma transmisso da fora totalmente sincronizada, uma vez que os dentes proporcionam uma unio positiva entre o pinho e a correia. Em motores de combusto so utilizadas para o acionamento de rvores de cames, bombas de injeo, veios de equilbrio e bombas de gua.

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A correia dentada transmite o movimento de rotao da cambota rvores de ca-mes. Os seus cames acionam elementos de transmisso como tuchos, balanceiros ou alavancas de arrasto, que transmitem por fim o movimento s vlvulas. Assim, as vlvulas so abertas com a ajuda da rvore de cames e fechadas atravs da fora das prprias molas. Este processo permite a troca de gases no motor de combusto interna de quatro tempos.

Para que a cmara de combusto possa ser completamente preenchida com o combustvel ou a mistura ar/combustvel e os gases de escape sejam evacuados de forma eficaz, as vlvulas tm de ser abertas e novamente fechadas a interva-los exatamente definidos. Se o aciona-mento ocorrer no momento errado, o motor no debita a potncia desejada, podendo ocorrer danos graves no motor, se as vlvulas colidirem com o pisto.

Num motor de quatro tempos (aspirao, compresso, exploso, expulso), as vlvulas s podem abrir a cada segunda rotao da cambota para executar os quatro tempos. Neste caso, a cambota e a rvore de ca-mes apresentam uma relao de rotao 2:1, ou seja, a rvore de cames roda com metade da velocidade da cambota.

Funcionamento

Distribuio

por vlvulas

> rvore de cames

> Mola da vlvula

> Haste da vlvula com disco

Roda dentada de cambota

A roda dentada da cambota

aciona a correia dentada.

No motor de quatro tempos

tem metade dos dentes das

rodas dentadas das rvores

de cames.

Esta relao 2:1 faz com que

as rvores de cames rodem

com exatamente metade da

velocidade das cambotas.

Roda dentada de rvore de cames

A distribuio por vlvulas

acionada pelas rodas dentadas

da rvore de cames.

As vlvulas de admisso e escape

abrem-se alternadamente com

cada rotao da rvore de cames.

Os intervalos de abertura tm de

ser rigorosamente respeitados.

Caso ocorram desalinhamentos,

no pior dos casos, as vlvulas

podem colidir com o pisto.

(Ver tambm o grfico na pgina 8

Funcionamento do motor de

quatro tempos.)

Cordas de trao

So predominantemente executadas em fibras

de vidro de alta resistncia, as quais apresen-

tam uma especial resistncia ao alongamento

e flexo alternada. Para garantir um compor-

tamento de marcha neutro da correia, so em-

bebidas fibras entrelaadas aos pares, que

foram torcidas para a direita e para a esquerda

de forma alternada.

As fibras de vidro partidas enfraquecem a

capacidade de carga da correia de tal forma,

que esta pode falhar por completo. Por isso,

evitar dobrar ou retorcer as correias dentadas!

Corpo de elastmero

constitudo por um polmero de alta resis-

tncia, reforado com fibras e com cordas de

trao embebidas.

Em acionamentos que tm de cumprir eleva-

dos requisitos em termos de temperatura,

resistncia ao envelhecimento e resistncia

dinmica so utilizados elastmeros HNBR

(borracha de acrilonitrilo-butadieno hidroge-

nado). Este material apresenta uma alta resis-

tncia ao envelhecimento e pode ser utilizado

com temperaturas at aprox. 140 C.

Tela nas costas

As correias dentadas sujeitas a elevados e

sforos so reforadas na zona das costas

com uma tela de poliamida resistentes

temperatura, que aumenta simultaneamente

a resistncia ao desgaste das arestas.

Tela dos dentes

A tela de poliamida protege os dentes contra

desgaste e cisalhamento. Para elevados esfor-

os, so utilizadas telas com uma percenta-

gem de PTFE.

Correias dentadas 6

Estrutura das correias dentadas

Uma correia dentada constituda por quatro componentes principais: > Tela de poliamida> Corpo de elastmero> Cordas de trao> Tela das costas (dependendo da verso)

Alm disso, existem alguns casos especiais, por exemplo:

> Correias dentadas em banho de leo, que permitem um formato mais estreito do motor. Os seus componentes foram especialmente concebidos para esta aplicao e so resistentes ao leo e s sujidades no leo, por ex., partculas de fuligem, combustvel, gua de condensao e glicol.

> Correias dentadas de dupla face, que permitem um acionamento de unio positiva em ambas as faces (por ex., para veios de equilbrio).

> Correias dentadas com costas nervuradas para acionamento de agregados secundrios.

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8

Funcionamento

do motor de quatro tempos:

S a sincronizao dos movimentos

rotativos entre a cambota e as rvores

de cames garantem o funcionamento

do motor.

1. Tempo (aspirao)

2. Tempo (compresso)

3. Tempo (exploso)

4. Tempo (expulso)

Correias dentadas

9

Formatos dos perfis

As primeiras correias dentadas tinham dentes com formato de trapzio, que j tinha sido comeado a ser utilizado na rea industrial (perfil em L). Com os requi-sitos mais rigorosos em termos de rudo e transferncia de carga, os formatos de dente do tipo arco em crculo (perfis HTD

Manuseamento

As correias dentadas so componentes de alto desempenho, que devem traba-lhar de forma fivel e duradoura em con-dies operacionais extremas. Para evitar danos antes da sua utilizao, extrema-mente importante realizar um manusea-mento correto.

Armazenagem: Em local seco e fresco (15 25 C). Sem exposio luz solar direta e

sem influncia direta do calor. Na embalagem original. No armazenar nas imediaes de

substncias facilmente inflamveis ou agressivas, nem de lubrificantes e cidos.

No mximo, 5 anos (consultar a data de armazenagem limite na embalagem).

Montagem: Seguir as instrues de montagem do

fabricante do veculo. Utilizar a ferramenta especial indicada.

Nunca colocar as correias nas polias empregando fora excessiva, por ex., utilizando um ferro de montagem ou semelhante. As cordas de trao de fibra de vidro sero destrudas.

No dobrar/vincar nem retorcer as correias. Nunca dobrar num dimetro inferior ao da polia da correia da cam-bota. As cordas de trao de fibra de vidro sero danificadas.

Se necessrio, ajustar a tenso da cor