Click here to load reader

Correio Notícias - Edição 990

  • View
    215

  • Download
    1

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Correio Notícias - Edição 990

Text of Correio Notícias - Edição 990

  • 1Sbado - 24 de Maio de 2014Edio 990

    24SbadoMaio / 2014Edio 990

    Sebrae promove curso de compras pblicas em Siqueira Campos

    O curso ir oferecer informaes sobre como fornecer administrao pblica e como reduzir riscos, alm de apresentar alternativas para as micro e pequenas empresas. Pgina 5

    Deputados querem investigar consultoria em porto de Cuba

    O lder do PPS na Cmara, Rubens Bueno (PR), e o deputado Simplcio Arajo (SD-MA) prometem exigir explicaes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES) sobre o emprstimo de R$ 3 milhes que a Odebrecht concedeu a uma consultoria que depois viria a inspecionar obras no porto de Mariel, em Cuba. O caso foi revelado pelo Congresso em Foco esta semana. Pgina 3

    Cooperativa de assentados recebe

    crdito e pode dobrar produo de arroz

    A produo de arroz da Cooperativa de Comer-cializao e Reforma Agrria Avante (Coana), que rene 1.300 famlias cooperadas em Querncia do Norte, no Noroeste do Paran, deve dobrar nos prximos anos. Com 340 mil sacas de 60 quilos por ano, a cooperativa responsvel por 30% da produo de arroz do municpio, que o maior produtor dessa cultura no estado. O incremento da produo est sendo viabilizado por meio de um financiamento concedido em julho de 2013 pela Fomento Paran, instituio financeira de desenvolvimento do Governo do Estado. Pgina 5

    Paran realiza aes para proteger crianas e adolescentes durante a Copa

    O Governo do Paran promove nos dias 9 e 10 de junho o I Frum de Qualificao e Sensibilizao dos Profissionais da Mdia e do Turismo. Podero participar profissionais dos dois setores. O objetivo do evento, que acontecer no Hotel Mabu Curitiba Business, sensibilizar a sociedade sobre e importncia de se preservar os direitos das crianas e dos adolescentes durante a Copa do Mundo, quando o Paran receber um grande nmero de turistas. Pgina 8

  • Sbado - 24 de Maio de 2014Edio 990

    2OPINIO

    Siqueira CamposCornlio ProcpioCuritibaIbaitiJapiraJabotiSalto do ItararCarlpolisJoaquim TvoraGuapiramaQuatiguJacarezinhoConselheiro MairinckPinhalo

    DIrEOElizabete GoisEDITOrA CHEFEElizabete GoisrEDAOCamila Consulin, Isaele Machado,Regiane Romo, Tony LimaDIAGrAMAOAndr, MarcosADMINISTrATIvOClaudenice, Isamara MachadoCOLUNISTAGnesis Machado

    CIrCULAO

    rEPrESENTAOMERCONET Representao de Veculos de Comuni-cao LTDARua Dep. Atilio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PRFone: 41-3079-4666 | Fax: 41-3079-3633

    FILIADO A

    Associao dos Jornais Dirios do Interior do Paran

    jornalstica correio do norte s/c ltda - cnpj: 07.117.234/0001-62

    redao jornalRua Piau, 1546 - Bairro Santa IsabelSiqueira Campos - Paran(43) 3571-3646

    Site: www.correionoticias.com.br - e-mail: [email protected]

    eStdio rdio [email protected](43) 3571-4313 | (43) 9604-4882

    [email protected]

    TomazinaCurivaFigueiraVentaniaSapopemaSo Sebastio da AmoreiraNova Amrica da ColinaNova Santa BrbaraSanta Ceclia do PavoSanto Antnio do ParasoCongoinhasItambaracSanta MarianaLepolis

    SertanejaRancho AlegrePrimeiro de MaioFlorestpolisSo Gernimo da SerraSanto Antnio da PlatinaArapotiJaguariavaSengsSo Jos da Boa VistaWenceslau BrazSantana do ItararJundia do SulAndir

    AbatiCambarRibeiro do PinhalNova FtimaBarra do JacarSanta AmliaSertanpolisBela Vista do ParasoRibeiro Claro

    CHARGE DO DIA O contexto estrutural da crise

    na Ucrnia e o BrasilPor ramon Blanco

    Para entendermos as crises, atual e passadas, na Ucrnia, precisamos da Geologia. Preci-samos ver o pas como um local onde duas grandes placas tect-nicas chocam-se. Desde jovens, sabemos a consequncia do movi-mento de tais placas terremotos e que, quanto mais fortes tais movimentaes, mais intensos so os mesmos.

    Com a Ucrnia no diferente. Historicamente, o pas encontra-se no meio de dois grandes polos de poder, situados a oeste e leste, com foras expansionistas e de atrao. esse contexto que d sentido aos acontecimentos na Ucrnia.

    No passado, tais polos eram imprios, tanto europeus quanto russo, e um importante divisor das reas de influncia era o rio Dnie-pre, que corta Kiev, a capital ucra-niana. Atualmente, temos a Unio Europeia (UE) e a Rssia.

    A oeste, vemos a UE, por meio do seu alargamento que comea em 2006 e da Parceria Orien-tal lanada em 2009, buscando aumentar sua ascendncia sobre vrias ex-repblicas soviticas, inclusive a Ucrnia. Com esses dois instrumentos, a influncia europeia chega s fronteiras russas, o que evidentemente pre-ocupa o Kremlin.

    A leste, v-se a Rssia bus-cando recuperar a forte influncia que a ex-Unio Sovitica tinha sobre esses pases e, sobretudo, seu protagonismo no cenrio internacional. V-se, tambm, o pas operando um histrico eixo da sua poltica externa a busca por portos em guas quentes. Por isso, o acesso ao Mar Negro vital. Por meio dele, os russos chegam ao Mediterrneo e ao Atlntico. Assim, Sebastopol, na Crimeia, e sua base militar so centrais.

    Esses dois polos de poder tambm possuem grande fora de atrao. Do lado europeu, a atra-o vem essencialmente por meio da seduo da entrada na UE e,

    possivelmente, na Organizao do Tratado do Atlntico Norte (Otan). Do lado russo, laos culturais, histricos e o baixo preo para compra do gs russo sempre tive-ram um papel-chave.

    Ambas as foras, expansio-nistas e de atrao, tm grande impacto dentro da Ucrnia. No por acaso vemos a poltica ucra-niana recente neste constante pndulo entre a Europa e a Rssia. Sendo pressionado e atrado, com enorme fora, tanto a leste quanto a oeste, no surpreendente que o pas passe por grandes e frequentes turbulncias internas e que atualmente esteja, literal-mente, esgarando-se ao meio.

    Apesar da distncia geogr-fica, no estamos imunes essa crise. A mesma tem enorme rele-vncia para o Brasil. Por um lado, temos uma grande comunidade ucraniana. Sua larga maioria est no Paran. Por outro lado, o Brasil e a Ucrnia tm um impor-tante acordo na esfera espacial. Desde 2003, temos um programa para lanamento de foguetes espaciais, a partir de Alcntara no Maranho. Mais do que isso, temos uma empresa binacional, criada em 2006, responsvel pela criao do Centro de Lanamento de Alcntara. Evidentemente, a crise traz grandes incertezas para a continuao desse projeto espa-cial, acarretando graves prejuzos financeiros e estratgicos.

    Apesar disso, estamos imveis. Se queremos ser um ator relevante em nvel global, precisamos enga-jarmo-nos na soluo de crises como essa. Contudo, o que temos um ensurdecedor silncio bra-sileiro. Tal posio , no mnimo, preocupante vinda de um pas que historicamente, e acertadamente, busca um assento permanente no Conselho de Segurana das Naes Unidas.

    Ramon Blanco, doutor em Relaes Internacionais, pro-fessor da Universidade Federal da Integrao Latino-Americana (Unila) e pesquisador associado do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.

    ART

    IGO

    Por Cristovam Buarque

    O Brasil passou a acredi-tar que 22 milhes de brasilei-ros teriam sado da pobreza extrema. Esse discurso se baseava na ideia de que essas famlias passaram a receber complemento de renda suficiente para ultrapassar a linha de R$ 70 por pessoa por ms. Essa viso aritmtica da pobreza no resiste a uma anlise social que efetiva-mente cuide da pobreza.

    Nada indica que uma fam-lia sem adequada proviso de escola, sade, cultura, segu-rana, moradia, gua e esgoto

    saia da pobreza apenas porque pode comprar aproximadamente oito pes por pessoa a cada dia. A linha da pobreza no deve ser horizontal, separando quem tem mais de R$ 2,33 por dia e quem no tem, mas uma linha vertical, separando quem tem e quem no tem acesso aos bens e ser-vios essenciais.

    como se na poca da escravido o povo fosse conven-cido de que o pas era menos escravocrata apenas porque o proprietrio gastava mais dinheiro na alimentao de seus escravos. A separao entre o escravo e o trabalhador livre no

    era uma linha horizontal definida aritmeticamente pela quantidade de comida que recebia, mas uma linha vertical separando quem tinha e quem no tinha liberdade. Hoje a linha da pobreza efetiva deve ser determinada por quem tem e por quem no tem acesso aos bens e servios essenciais. E nesse sentido o Brasil no est avanando na educao, na sade, no transporte e na segu-rana.

    Mesmo dentro de sua lgica, o argumento aritmtico fica frgil quando observarmos como a renda dos pobres avana e regride dependendo da infla-

    o. Entre maro de 2011 e abril deste ano, a inflao medida pelo INPC foi de aproximada-mente 19,6%, fazendo com que cerca de 3 milhes de brasilei-ros tenham regredido abaixo da linha aritmtica da pobreza extrema. Mesmo com o aumento de 10%, anunciado dia 1. maio, 1,5 milho de pessoas regredi-ram abaixo dessa linha.

    Outra forma de ver a fragi-lidade do argumento aritmtico est na dependncia em rela-o ao valor do cmbio. Pela paridade do poder de compra, em maro de 2011, o benefcio bsico do Bolsa Famlia era equi-

    valente a US$ 1,25 por pessoa, por dia, valor adotado pela ONU como abaixo da linha da qual se caracteriza a pobreza extrema. Com a desvalorizao cambial, houve uma perda de poder aqui-sitivo de aproximadamente 20%. Portanto, cerca de 4 milhes de brasileiros esto de volta pobreza (mesmo considerando o aumento de 10%). Pelo con-ceito social, no aritmtico, de pobreza, considerando acesso sade, educao e ao trans-porte de qualidade, o Brasil tem hoje pelo menos 22 milhes de brasileiros abaixo da linha da pobreza extrema, nmero que

    no diminuiu nesses ltimos anos.

    Cento e trinta e seis anos atrs, o Brasil no aumentou a quantidade de comida nos pratos dos escravos, fez a Lei urea que os libertou. A Lei urea no foi um argumento aritmtico, mas social. Por isso, ela se fez permanente, e ns a comemora-mos nesta semana, sem reca-das

Search related