CORTICEIRA AMORIM, S.G.P.S., S.A. CONTAS .Em termos da actividade operacional desenvolvida ao longo

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CORTICEIRA AMORIM, S.G.P.S., S.A.

CONTAS CONSOLIDADAS (Auditadas)

Ano 2010 CORTICEIRA AMORIM, S.G.P.S., S.A.

Sociedade Aberta

Capital Social: EUR 133 000 000,00

C.R.C. Sta. Maria da Feira

NIPC e Matrcula n.: PT 500 077 797

Edifcio Amorim I

Rua de Meladas, n. 380

Apartado 20

4536-902 MOZELOS VFR

PORTUGAL

Tel.: + 351 22 747 54 00

Fax: + 351 22 747 54 07

Internet: www.corticeiraamorim.com

E-mail: corticeira.amorim@amorim.com

http://www.corticeiraamorim.com/mailto:corticeira.amorim@amorim.com

CORTICEIRA AMORIM, SGPS, S.A. RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADOS EXERCCIO DE 2010

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Senhores Accionistas,

A CORTICEIRA AMORIM, S.G.P.S., S.A., Sociedade Aberta, vem, nos termos da lei, apresentar o:

RELATRIO CONSOLIDADO DE GESTO

1. EVOLUO MACROECONMICA EM 20 10

1.1. Apreciao Global

O ano 2010 ter registado um crescimento global de 5,0%, com o segundo semestre a mostrar nveis de actividade

acima do esperado, em ntido contraste com a contraco global observada no ano anterior e um registo acima da

mdia histrica de crescimento mundial. A recuperao foi marcada pelo acentuar da evoluo econmica a duas

velocidades: nas economias desenvolvidas, o crescimento, ainda que superior ao estimado, manteve-se moderado; na

maior parte das economias em desenvolvimento, pelo contrrio, a actividade mostrou-se robusta, assente na procura

privada, com polticas monetrias ainda expansionistas e entrada significativa de fundos externos. Ainda assim, o

percurso da economia no foi isento de obstculos e receios de regresso a um contexto de abrandamento econmico

a crise da dvida soberana da periferia da Unio Econmica e Monetria (UEM) em Abril/Maio, nomeadamente com

a necessidade de interveno externa (Unio Europeia/Fundo Monetrio Internacional) na Grcia, os receios de um

regresso a contraco econmica nos Estados Unidos da Amrica (EUA) durante o Vero e, de novo, o regresso da

instabilidade na periferia da UEM no ltimo trimestre do ano. A segunda metade do ano ter registado um

desempenho acima do esperado pela melhor performance do consumo privado nos EUA e no Japo. A esta evoluo

no sero alheias as medidas de estmulo fiscal, no Japo, e monetrio (segundo programa de quantitative easing) e

extenso da reduo de impostos, nos EUA.

Estima-se que a Zona Euro tenha registado um crescimento de 1,8% em 2010. Os EUA devero ter registado um

incremento de actividade a rondar os 2,8%, enquanto o Japo que cedeu o lugar de segunda maior economia

mundial China, aps 40 anos nessa posio ter crescido 4,3%. Estas trs economias tinham apresentado

contraco econmica em 2009. A China ter registado uma expanso de 10,3% no produto interno bruto (PIB). A

ndia, por sua vez, ter observado um crescimento de 9,7%, acelerando decisivamente face ao nvel de crescimento

econmico de 2009 (5,7%). O Brasil e a Rssia tero conseguido um crescimento de 7,5% e 3,7% respectivamente.

frica ter registado uma variao positiva de 5,0%.

Os mercados financeiros recuperaram genericamente durante 2010. parte as vulnerabilidades da UEM e as

decorrentes do sector imobilirio nos EUA, ter-se- assistido a um regresso a nveis pr-crise financeira, embora com

uma diferena fundamental: o endividamento passou do sector privado para o sector pblico.

A nvel da poltica monetria, o ano 2010 seguiu tambm a duas velocidades: as economias desenvolvidas pautaram a

actuao pela manuteno de condies extraordinariamente expansionistas (nos EUA, Japo e Reino Unido as

medidas no ortodoxas de injeco de liquidez foram visveis; na UEM, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a refi

rate em 1,0% e definiu esquemas de cedncia de liquidez sem limites) enquanto nas economias em desenvolvimento

(e tambm em algumas desenvolvidas, mas menos afectadas pela crise) se observou o incio de um processo de

subida de taxas de forma a garantir o controlo das expectativas inflacionistas e limitar o sobreaquecimento da

economia.

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A nvel da poltica fiscal, 2010 fez regressar uma avaliao mais cuidada no s quanto aos nveis mas tambm quanto

s tendncias que as diferentes economias e blocos apresentavam da o aumento do prmio de risco cobrado aos

membros da periferia UEM, a colocao sob anlise negativa da notao de rating de outros pases, a exigncia de

apresentao de medidas de consolidao fiscal, os resultados das eleies mid-term nos EUA e as medidas agressivas

tomadas por pases como o Reino Unido.

A inflao ter registado um incremento generalizado em 2010, em clara divergncia com o observado no ano

anterior. Ainda assim, as estimativas de 1,4% nas economias desenvolvidas e de 6,2% nas emergentes e em

desenvolvimento ficam aqum do registado em 2008, ano em que a crise financeira e bancria era j evidente.

Segundo as projeces mais recentes, o desemprego ter aumentado nas economias desenvolvidas para 8,3%

enquanto nas emergentes dever ter registado diminuio.

1.2. Portugal

Tal como observado em finais de 2009, Portugal registou em 2010, sobretudo a partir da Primavera, um aumento

acentuado do prmio de risco soberano, que se traduziu por cortes sucessivos na notao de rating da Repblica e

limitaes obteno de crdito no exterior cerca de 70% da dvida pblica detida por investidores no-residentes

, sendo evidente a exigncia de prmios crescentes para a sua aquisio. A definio de dois pacotes extraordinrios

de medidas de consolidao fiscal, tendentes a diminuir as necessidades de financiamento junto do exterior, em Maio

e em Setembro, que se juntaram s medidas definidas no Programa de Estabilidade e Crescimento (Maro), foram

insuficientes para garantir a confiana dos investidores estrangeiros. A economia dever ter registado um crescimento

em torno de 1,3%, em virtude do forte desempenho do consumo, na primeira metade do ano, e do contributo das

exportaes lquidas, no segundo semestre. E, no entanto, ter-se- j observado contraco econmica no ltimo

trimestre do ano. A procura interna ter contribudo apenas marginalmente para o crescimento da actividade, no

obstante o dinamismo do consumo privado nos trs primeiros trimestres do ano e a antecipao de compras de

veculos automveis associada s alteraes fiscais a vigorar em 2011. A confiana empresarial, o deleveraging e/ou as

limitaes de acesso ao crdito e as limitaes oramentais tero determinado nova contraco a nvel do

investimento. Estima-se que o dfice externo portugus, medido pelo saldo da balana corrente e da balana de

capital, tenha diminudo de forma notria em 2010, para nveis em torno de 8,8% do PIB. O desemprego, seguindo a

tendncia de aumento observvel desde 2008 mas reflectindo uma maior degradao das condies do mercado de

trabalho, ter aumentado para nveis recorde superiores a 11%. A inflao, por seu turno, dever ter terminado o ano

em torno de 1,4%, anulando a situao extraordinria de contraco de preos observada em 2009. A subida do IVA,

em Julho, e dos inputs energticos ter sido reflectida em larga margem nos preos finais ao consumidor.

2. CORTIA: CULTURA, NATUREZA, FUTURO

Bases estratgicas da maior campanha de promoo inte rnacional da cortia

portuguesa

A campanha InterCork Promoo Internacional da Cortia tem como objectivo a promoo da rolha de cortia e dos

materiais de construo e decorao. Com aces individualizadas e ajustadas a cada mercado, a campanha envolve

mais de 140 profissionais e est a decorrer em pases como EUA, Reino Unido, Frana, Itlia e Alemanha para aces

de promoo da rolha de cortia e, no caso dos materiais de construo e decorao - nos EUA, Canad, Alemanha,

Rssia, Japo, Blgica, Holanda, China e Emirados rabes Unidos.

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Os valores fundamentais que sero reforados com esta campanha incluem a qualidade, performance, design, cultura,

sustentabilidade, posicionando a cortia como produto de futuro.

A apresentao da candidatura do projecto foi feita a 30 de Abril de 2009; iniciando-se o projecto a 1 Setembro 2009

com a durao de 24 meses, e tendo como oramento total um valor de 21 milhes de euros: 12,5M destinam-se

promoo da rolha de cortia; 6M promoo dos materiais de construo e decorao e os restantes 2,5M ao

desenvolvimento de materiais promocionais transversais. Complementarmente comparticipao de 80% por fundos

comunitrios, o sector privado responsvel pelos restantes 20%, sendo que deste montante a CORTICEIRA AMORIM

assume metade do seu financiamento, numa clara demonstrao prtica do seu estatuto de lder mundial do sector.

A cortia como um produto natural, sustentvel, moderno, elegante e com caractersticas nicas, so algumas das

mensagens-chave que se pretendem transmitir. No caso dos materiais de construo e decorao, a campanha tem

como pblico-alvo arquitectos, engenheiros, designers, decoradores, retalhistas, importadores e distribuidores,

escolas tcnicas, universidades, centros de design, consumidor final e media especializados. No caso das rolhas de

cortia, os pblicos-alvo so o consumidor, a grande distribuio (hiper e supermercados), a indstria vincola, os

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