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Critérios CPE da UE relativos à ... - European Commission · PDF file • Iluminação médica destinada a exames médicos ou cirurgia, por exemplo, em hospitais, centros médicos,

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    Critérios CPE da UE relativos à iluminação interior Os contratos públicos ecológicos (CPE) são instrumentos de caráter voluntário. O presente documento fornece os critérios CPE da UE desenvolvidos para o grupo dos produtos de iluminação interior. Para uma descrição completa dos motivos que levaram à escolha destes critérios e obter informações mais aprofundadas, deve ser consultado o relatório técnico de referência. São apresentados dois grupos de critérios para cada grupo de produtos/serviços:

    • Os critérios fundamentais são os destinados a ser utilizados pelas entidades adjudicantes em todos os Estados-Membros e que abrangem os principais impactos ambientais do produto em questão. Estes critérios exigem apenas um pequeno esforço de verificação adicional ou um ligeiro aumento de custos.

    • Os critérios complementares destinam-se às entidades adjudicantes que pretendem adquirir os melhores produtos disponíveis no mercado. Estes critérios podem exigir um esforço adicional de verificação ou um pequeno aumento do custo em relação a outros produtos com a mesma função.

    1. Definição e âmbito de aplicação O presente documento abrange os contratos públicos relativos a iluminação interior. Para efeitos destes critérios, a definição de iluminação interior abrange lâmpadas, luminárias (armadura de luz) e comandos da fonte luminosa instalados no interior de edifícios. Os critérios não abarcam os seguintes tipos específicos de iluminação:

    • Iluminação colorida • Iluminação de expositores para museus e galerias de arte • Iluminação de saídas de emergência • Iluminação exterior de qualquer tipo • Sinais luminosos • Iluminação fixa para máquinas ou equipamentos • Iluminação para o crescimento de plantas • Iluminação para transmissões televisivas de desporto • Iluminação para deficientes visuais com necessidades especiais de iluminação • Iluminação de monumentos ou edifícios históricos que não foram convertidos para uso comercial • Iluminação médica destinada a exames médicos ou cirurgia, por exemplo, em hospitais, centros médicos, ou consultórios médicos e dentários • Iluminação cénica em teatros e estúdios de televisão

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    Estes tipos de iluminação especializada não devem ser incluídos nos cálculos da densidade de potência de iluminação constantes dos critérios 2 e 3 relativos à conceção da iluminação. As lâmpadas de substituição constituem o objeto da maioria da contratação pública corrente, tendo sido propostos critérios para a eficiência energética, o tempo de vida da lâmpada, o teor de mercúrio das lâmpadas fluorescentes, o teor de substâncias químicas perigosas e a embalagem. São estabelecidos critérios diferentes para lâmpadas de substituição e lâmpadas em novas instalações, a fim de minimizar a necessidade de substituir as armaduras. No entanto, em algumas circunstâncias excecionais, pode ser necessário mudar de armadura quando não estão disponíveis lâmpadas de substituição para as armaduras existentes. Este é tipicamente o caso das armaduras para lâmpadas de incandescência, em que as lâmpadas fluorescentes compactas com dispositivos de comando integrados podem ser maiores do que as lâmpadas de incandescência que se destinam a substituir e não encaixar na luminária existente. A aquisição de nova iluminação, quer para todo um edifício quer para um determinado espaço, tem grande influência no consumo de energia do edifício. Uma nova instalação de iluminação deve permanecer no local até à sua substituição por uma solução mais eficiente, que seja viável do ponto de vista económico e ambiental, e durante este período de tempo consumirá energia. No que se refere a novas instalações, foi adotada uma abordagem de sistemas com base na densidade de potência instalada. São definidos dois grupos de critérios:

    1. No caso de uma iluminação nova na totalidade de um edifício, o critério é o da potência de iluminação instalada (incluindo lâmpadas, balastros e dispositivos de comando) dividida pela área total da superfície, em W/m2.

    2. No caso de uma iluminação nova num determinado espaço de um edifício, o critério é o da densidade de potência normalizada em W/m2/100 lux, que corresponde ao total de energia consumida pela iluminação, incluindo lâmpadas, balastros e dispositivos de comando, dividido pela área total da superfície do espaço, e por um centésimo da iluminância no espaço. Assim, se a iluminância for de 500 lux, a potência de iluminação deve ser dividida pela área da superfície e por 5.

    Para os critérios complementares, são propostos limites mais rigorosos de densidade de potência. Tanto para os critérios fundamentais como para os complementares, novas reduções da densidade de potência estão sujeitas a critérios de adjudicação. O relatório técnico de referência fornece mais indicações sobre os critérios de densidade de potência e as fontes a partir das quais são definidos. Os critérios para os comandos de fonte luminosa destinam-se a cobrir as áreas mais óbvias de desperdício de energia se a iluminação ficar ligada desnecessariamente. Além disso, os critérios complementares exigem que a iluminação de alguns tipos de espaços seja regulável. A regulação da intensidade luminosa pode poupar energia e atender igualmente às necessidades dos ocupantes, permitindo-lhes que modifiquem o seu ambiente de trabalho. Foi igualmente incluído um critério de adjudicação para a percentagem de iluminação regulável. Importa que os dispositivos de comando da fonte luminosa estejam em boas condições por forma a funcionarem corretamente, que os ocupantes do edifício os saibam utilizar e que o pessoal da manutenção os possa ajustar, no caso, por exemplo, de se alterar a disposição (layouts) das divisões. Consequentemente, é proposta uma cláusula de execução do contrato, no que respeita à operacionalidade da iluminação. Outra cláusula de execução do contrato abrange a prestação de informações, de modo a que os ocupantes saibam como controlar a sua iluminação e o pessoal da manutenção possa proceder aos ajustamentos necessários.

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    A substituição de uma instalação de iluminação por uma nova gera resíduos. Uma cláusula contratual de desempenho exige, se for caso disso, a reutilização ou recuperação de materiais de resíduos por parte dos instaladores. Além dos critérios enumerados no ponto 3, a entidade adjudicante dispõe da opção de realizar uma avaliação dos custos do ciclo de vida, ou de exigir que o contratante realize essa avaliação (ver «Considerações relativas aos custos» infra), recorrendo a metodologias disponíveis para o cálculo dos custos do ciclo de vida. Devido ao rápido desenvolvimento da iluminação interior, especialmente na utilização de LED, prevê-se a revisão destes critérios CPE em 2013. 2. Principais impactos ambientais O principal impacto ambiental da iluminação interior, na fase de utilização, é o consumo de energia e os gases com efeito de estufa associados. Outros impactos ambientais podem resultar da utilização de determinadas substâncias em lâmpadas, por exemplo, o mercúrio. O estabelecimento de requisitos de eficiência energética para a iluminação conduzirá tendencialmente a uma redução do seu teor global de mercúrio, atendendo a que a iluminação instalada terá de ser menor.

    Principais impactos ambientais Abordagem CPE

    • Consumo de energia, em todas as fases, mas especialmente na fase de utilização da iluminação interior

    • Potencial poluição do ar, solos e água durante a fase de produção

    • Utilização de materiais e matérias perigosos

    • Produção de resíduos (perigosos e não perigosos)

    • Garantir, na fase de conceção, que as novas instalações de iluminação têm baixa

    densidade de potência, respeitando as exigências das tarefas visuais • Adquirir lâmpadas de substituição com elevada eficácia • Utilizar dispositivos de comando de iluminação que possibilitem uma maior

    redução do consumo de energia • Incentivar o recurso a balastros reguláveis sempre que as circunstâncias o

    permitam • Na fase de instalação, assegurar que o sistema funciona como previsto, do ponto

    de vista da eficiência energética • Promover a utilização de lâmpadas com um teor de mercúrio mais baixo • Reutilizar ou recuperar os resíduos gerados pela instalação

    Note-se que a ordem de apresentação dos impactos não traduz necessariamente a sua ordem de importância.

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    O relatório técnico de referência contém informação circunstanciada sobre o grupo de produtos de iluminação interior, incluindo indicações sobre a legislação conexa e outras fontes. 3. Critérios CPE da UE relativos à iluminação interior Com base nos dados e informações do relatório técnico de referência, são propostos três grupos de critérios CPE da UE para:

    a) Aquisição de lâmpadas eficientes do ponto de vista dos recursos e da energia b) Conceção de um novo sistema de iluminação ou renovação do sistema de iluminação existente c) Instalação

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    Critérios fundamentais Critérios complementares

    3.1 Critérios CPE da UE relativos às lâmpadas OBJETO OBJETO Aquisição de lâmpadas eficientes do ponto de vista dos recursos e da energia Aquisição de l