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Seja bem Vindo! Curso Direito Processual Penal CursosOnlineSP.com.br Carga horária: 55hs

Curso Direito Processual Penal - Cursos Online SP · PDF fileCondicionam o exercício da ação penal têm caráter processual, atem-se somente a admissibilidade da persecução penal

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  • Seja bem Vindo!

    Curso

    Direito Processual Penal

    CursosOnlineSP.com.br

    Carga horria: 55hs

  • Contedo Programtico:

    Inqurito Policial

    Ao Penal

    Competncia

    Provas

    Priso

    Habeas Corpus

    Bibliografia/Links Recomendados

  • Inqurito Policial

    O inqurito policial a pea informativa fornecida pela autoridade policial, ao

    Poder Judicirio,

    para que este, atravs do Ministrio Pblico, aps a verificao das infor

    maes constantes do Relatrio da Autoridade Policial e das demais peas

    que o compe, entenda que se trata de infrao penal, e formule a denncia

    que dar incio a uma ao penal. Se, no entanto entender que as peas

    apresentadas esto incompletas, ou no est devidamente caracterizada a

    tipificao penal, poder

    antes de pedir o arquivamento do inqurito policial, devolver Delegacia

    de origem para nova diligncias e investigaes, por um prazo de 30 dias,

    aps esse prazo, caso a Autoridade no tenha conseguido terminar as

    Diligncias requeridas, poder pedir prorrogao do prazo por mais trinta dias.

    Aps esse prazo, devem os autos do inqurito ser devolvido ao Poder

    Judicirio, onde o Ministrio Pblico pedir o arquivamento. Entretanto este

    poder ser reaberto se, antes que se opere a prescrio, nos termos do

    pargrafo nico do art. 409 do Cdigo de Processo Penal, se novas provas

    surgirem.

    Embora com outra viso da utilidade de se dar poderes ainda maiores ao

    Ministrio Pblico, concordamos, que o Ministrio Pblico, dever promover,

    quando entender necessrio, a abertura de inqurito policial e a prtica de atos

    investigatrios. Este "poder" dado ao Ministrio Pblico, isto , o Poder de

    poder orientar as investigaes durante a fase instrutria, ir na pior das

    hipteses, gerar

    economia para o Estado. Por outro lado, a condenao de um inocente,

    se tornar bem mais improvvel, isto se a lei for cumprida como est escrita.

    Dessa forma, entendemos que a confisso do acusado, conseguida atravs

    das mais brbaras e crueis forma de torturas, por parte da polcia, no tero

    mais razo de ser. E ainda, relativamente ao inqurito policial, dever o

    Ministrio Pblico, alm de requisitar sua abertura, acompanhar e requisitar

    diligncias e atos investigatrios quando entender til descoberta da verdade

    e determinar a volta do inqurito autoridade policial, enquanto no oferecida a

    denncia, para novas diligncias e investigaes. Durante essa fase, ou seja, a

    instrutria, no deve o magistrado tomar conhecimento das diligncias e ou

    atos investigatrios que esto sendo realizados, para no, se quedar para um

    ou outro lado, para no se tornar incompetente para poder atuar com justia,

    valendo-se, para seu convencimento, das provas que forem produzidas no

    contraditrio.

  • De qualquer forma, entendemos ser o inqurito policial, apenas e to somente

    uma pea administrativa de ordem legal, que deve, e isso imperativo, servir

    apenas como uma informao de um ilcito penal e que durante a persecuo

    processual, se verificar se a quem foi atribuda a autoria na realidade seu

    autor. , em suma o alicerce da ordem jurdica, pois a partir dela que se

    fundamenta a ao penal. Entretanto, cabe observar que no basta, servir-se

    dessa pea informativa, como garantia de assegurar a ordem jurdica de

    represso ao "ser" acusado de ter praticado infrao ilcita, mesmo porque,

    como se trata de uma pea informativa, no pode e nem deve apilastrar

    deciso condenatria.

    Cabe entretanto, ao Ministrio Pblico, como muito alm de representante do

    Estado, que sua

    funo principal, exercer, como Fiscal da Lei o resguardo da moralidade

    administrativa. E, sem esquecer nunca, que cabe a ele saber distinguir entre o

    que legal e legtimo, e, o que ilegal e o que ilegtimo. Pois, o legtimo

    gira em torno da moral, enquanto o legal, em torno do direito. Permite da

    concluir que o legal necessariamente legtimo, mas nem todo legtimo legal.

    Do ngulo nosolgico, o ilegal sempre ilegtimo, mas o ilegtimo nem sempre

    ilegal. Assim parece porque o conceito de legalidade move-se dentro do

    direito positivo, enquanto a noo de legitimidade da rbita do direito natural.

    A legitimidade mais questo de fato do que de direito. A legalidade mais

    questo de direito do que de fato.

    A atividade ministerial no deve ficar apenas calcada nas informaes contidas

    num inqurito policial, como regra. Tanto assim , que na denncia, o

    representante estatal, j tem afirmado, antes

    mesmo que se apurem, e se verifiquem as provas coligidas no contradit

    rio, afirmando que o acusado incorreu, nas sanes de tal artigo do Cdigo

    Penal, e pedindo mais, que seja, depois de processado, no final condenado.

    Quer-nos parecer, que como fiscal da lei, o representante do Ministrio Pblico,

    deveria pedir a condenao, se ao final de toda a persecuo processual,

    ficasse devidamente provado que o acusado realmente foi o autor do ilcito

    denunciado. E creio que a melhor forma de se dizer isso, seria ao invs de

    afirmar que o denunciado incorreu, usar o termo teria incorrido e no final, ao

    invs de pedir que o

    denunciado seja condenado, afirme, como seu dever, como fiscal da le

    i, e ao final, ficando devidamente provado, seja condenado. Em agindo

    assim, cremos, que estaria realmente exercendo sua primordial funo de fiscal

    da lei.

    Na forma atual, o Ministrio Pblico, se vale - aceitando o inqurito policial,

    como a verdade real e incontestvel -, dessa pea, meramente informativa

  • como prova de acusao. Como ocorre costumeiramente. No obstante,

    objetive proteger o Estado e consequentemente a sociedade.

    No que diz respeito a arquivamento do inqurito policial, h a ressalva de que a

    qualquer tempo, possa ser reaberto, se novas provas surgirem. Entretanto, a

    ns nos parece que, salvo quando se trata de crimes considerados hediondos,

    o inqurito uma vez arquivado, no poderia ser reaberto, mesmo que

    surgissem novas provas ou indcios fortes da culpabilidade do autuado, salvo

    se estas surgissem antes de passados 180 dias.

    Entendemos, que da mesma forma, que prescreve em 180 dias o direito de

    queixa, deve prescrever no mesmo tempo, quando o cidado indiciado em

    inqurito policial, e a Autoridade Policial no consegue reunir provas suficientes

    para que a denncia se formalize. E, se a Autoridade Policial, apesar dos

    "recursos" que possui para a apurao de delitos, ainda assim, no conseguiu

    elementos suficientes para que se formalize a denncia, no deve o cidado,

    ficar merc do "acaso" ou do tempo, esperando que a qualquer momento,

    invadam sua casa, para que esclarea novamente o que j foi esquecido.

    Ao Penal

    Condies da ao

    Possibilidade jurdica do pedido: algum pode ser titular do direito de ao, se

    em tese o direito objetivo admitir o pedido;

    Legtimo interesse de agir: quando o autor pede a providncia jurisdicional

    adequada a situao concreta a ser decidida;

    Legitimao para agir (legitimatio ad causam ): pertinncia subjetiva da ao,

    s pode ser proposta por quem titular do interesse que se quer realizar contra

    aquele cujo o interesse deve ficar subordinado ao do autor.

    Direito de ao caractersticas

    Autnomo: no se confunde com o direito subjetivo material; Abstrato:

    independe do resultado final do processo;

    Instrumental: tem por finalidade a instaurao do processo s existe pois

    conexo um caso concreto;

    Subjetivo: titular pode exigir do Estado-juiz a prestao jurisdicional;

    Pblico: serve para aplicao do direito pblico o de provocar a atuao

    jurisdicional.

    AO: direito subjetivo de invocar o Estado-juiz a aplicao do direito objetivo

    a um caso concreto.

    Condies objetivas de punibilidade

    Dependem de aperfeioamento de elementos ou circunstncias, so

    encontradas na descrio tpica do crime e exteriores de sua conduta;

    Condies de procedibilidade

  • Condicionam o exerccio da ao penal tm carter processual, atem-se

    somente a admissibilidade da persecuo penal. Ex.: entrada no territrio

    nacional, do agente que praticou o crime.

    Pressupostos processuais

    Nasce com o reconhecimento do processo como relao pblica autnoma, da

    relao de direito material.

    Para que exista juridicamente um processo penal, faz-se necessrio uma

    demanda onde se exteriorize uma pretenso punitiva ou de liberdade um

    rgo investido de jurisdio e partes que tenham personalidade jurdica ainda

    que formal no plano de processo.

    Tipos de ao penal pblica condicionada; pblica incondicionada; privada principal exclusiva; privada subsidiria; ao penal pblica. no existe ao penal adesiva.

    Ao penal pblica incondicionada e condicionada

    A ao penal pblica, salvo quando a lei expressamente a declare privativa

    do ofendido. Em princpio toda ao penal pblica pois um direito subjetivo

    perante o Estado-Juiz.

    Em certos crimes a conduta tpica atinge to seriamente o plano ntimo e

    secreto do sujeito passivo, que a norma entende conveniente, no obstante

    a lesividade, no querer ver o sujeito processado evitando sofrer novamente .

    Por vezes a conduta corresponde a um bem vinculado exclusivamente ao

    particular, por isso, e nesse