Cursos Online ?· PAUSAS- quando a carga de trabalho físico ultrapassa as ... TRABALHO FÍSICO LEVE,…

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    Ergonomia

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    Contedo Introduo

    Caractersticas Bsicas do ser humano para o Trabalho

    Pesado

    Rendimento da Mquina Humana

    Organizao Ergonmica do Trabalho Pesado

    Trabalho em Ambiente de Altas Temperaturas

    A Reposio Energtica da Mquina Humana

    Fundamentos da Biomecnica

    Iluminao dos Ambientes de Trabalho

    O Conforto Acstico em Escritrios

    Conforto Trmico em Escritrios

    Organizao Ergonmica do Layout

    Ergonomia dos Sistemas de Revezamento e dos Turnos

    de Trabalho

    Os Membros Superiores no Trabalho e Ergonomia nas

    Ferramentas Manuais

    Ergonomia no Mtodo de Trabalho e nos Sistemas de

    Produo

    Ergonomia na Preveno da Falha Humana

    Fadiga no Trabalho

    Bibliografia/Links Recomendados

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    Introduo TRABALHO FISICAMENTE PESADO Na evoluo do processo industrial, haver cada vez menos necessidade do ser humano desenvolver trabalho fisicamente pesado. Isto j quase realidade na sociedade industrial japonesa. Isto no realidade no Brasil, nem o ser to cedo. Nosso predomnio ainda de pequenas empresas, onde o nvel de automao muito baixo, e nossa realidade a de grande contingente de trabalhadores cuja nica habilidade para o trabalho fsico propriamente dito. Torna-se portanto indispensvel conhecer as caractersticas da mquina humana, no sentido de ajustar a exigncia de dispndio energtico da tarefa a esta capacidade.

    O que Ergonomia?

    A ergonomia a disciplina cientfica relacionada ao entendimento das interaes entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e tambm a profisso que aplica teoria, princpios,

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    dados e mtodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema. Os ergonomistas contribuem para o projeto e avaliao de tarefas, trabalhos, produtos, ambientes e sistemas, a fim de torn-los compatveis com as necessidades, habilidades e limitaes das pessoas.

    Histria da Ergonomia

    O mdico italiano Bernardino Ramazzini (1633-1714) foi o primeiro a escrever sobre doenas e leses relacionadas ao trabalho, em sua publicao de 1700 "De Morbis Artificum" (Doenas ocupacionais). Ramazzini foi discriminado por seus colegas mdicos por visitar os locais de trabalho de seus pacientes a fim de identificar as causas de seus problemas. O termo ergonomia, derivado das palavras gregas ergon (trabalho) e nomos (lei natural) entraram para o lxico moderno quando Wojciech Jastrzbowski o usou em um artigo em 1857. No sculo XIX, Frederick Winslow Taylor lanou seu livro "Administrao Cientfica", com uma abordagem que buscava a melhor maneira de executar um trabalho e suas tarefas. Mediante aumento e reduo do tamanho e peso de uma p de carvo, at que a melhor relao fosse alcanada, Taylor triplicou a quantidade de carvo que os trabalhadores podiam carregar num dia. No incio do anos 1900s, Frank Bunker Gilbreth e sua esposa Lilian expandiram os mtodos de Taylor para desenvolver "Estudos de Tempos e Movimentos" o que ajudou a melhorar a eficincia, eliminando passos e aes desnecessrias. Ao aplicar tal abordagem, Gilbreth reduziu o nmero de movimentos no assentamento de tijolos de 18 para 4,5 permitindo que os operrios aumentassem a taxa de 120 para 350 tijolos por hora. A Segunda Guerra Mundial marcou o advento de mquinas e armas sofisticadas, criando demandas cognitivas jamais vistas antes por operadores de mquinas, em termos de tomada de

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    deciso, ateno, anlise situacional e coordenao entre mos e olhos. Foi observado que aeronaves em perfeito estado de funcionamento, conduzidas pelos melhores pilotos, ainda caam. Em 1943, Alphonse Chapanis, um tenente no exrcito norte-americano, mostrou que o "erro do piloto" poderia ser muito reduzido quando controles mais lgicos e diferenciveis substituram os confusos projetos das cabines dos avies. Em 1949, K.F.H. Murrel, engenheiro ingls, comeou a dar um contedo mais preciso a este termo, e fez o reconhecimento desta disciplina cientfica criando a primeira associao nacional de Ergonomia, a Ergonomic Research Society, que reunia fisiologistas, psiclogos e engenheiros que se interessavam pela adaptao do trabalho ao homem. E foi a partir da que a Ergonomia se desenvolveu em outros pases industrializados e em vias de desenvolvimento. Nas dcadas seguintes guerra e at os dias atuais, a ergonomia continuou a desenvolver-se e a diversificar-se. A era espacial criou novos problemas de ergonomia tais como a ausncia de gravidade e foras gravitacionais extremas. At que ponto poderia este ambiente ser tolerado e que efeitos teria sobre a mente e o corpo? A era da informao chegou ao campo da interao homem-computador enquanto o crescimento da demanda e a competio entre bens de consumo e produtos eletrnicos resultou em mais empresas levando em conta fatores ergonmicos no projeto de produtos. O termo Ergonomia foi adotado nos principais pases europeus (a partir de 1950), onde se fundou em 1959 em Oxford, a Associao Internacional de Ergonomia (IEA International Ergonomics Association), e foi em 1961 que esta associao realizou o seu primeiro congresso em Estocolmo, na Sucia. Nos Estados Unidos foi criada a Human Factors Society em 1957, e at hoje o termo mais frequente naquele pas continua a ser Human Factors & Ergonomics (Fatores Humanos e Ergonomia ) ou simplesmente Human Factors, embora Ergonomia tenha sido aceita como sinnimo desde a dcada de 80. Isto ocorreu porque no princpio a Ergonomia tratava apenas dos aspectos fsicos da

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    atividade de trabalho e alguns estudiosos cunharam o termo Fatores Humanos de forma a incorporar os aspectos organizacionais e cognitivos presentes nas atividades de trabalho humano. Alm disso, existe um obstculo profissional que envolve a questo, j que somente engenheiros podem ser "human factors engineers" (engenheiros de fatores humanos)esses profissionais temem perder mercado ao aceitar uma associao mais efetiva com ergonomistas, preferindo assim continuar associados HFES (Human Factors and Ergonomics Society) mais diretamente relacionada engenharia.

    reas A Associao Internacional de Ergonomia divide a ergonomia em trs domnios de especializao. So eles: Ergonomia Fsica: que lida com as respostas do corpo humano carga fsica e psicolgica. Tpicos relevantes incluem manipulao de materiais, arranjo fsico de estaes de trabalho, demandas do trabalho e fatores tais como repetio, vibrao, fora e postura esttica, relacionada com leses msculo-esquelticas. Ergonomia Cognitiva: tambm conhecida engenharia psicolgica, refere-se aos processos mentais, tais como percepo, ateno, cognio, controle motor e armazenamento e recuperao de memria, como eles afetam as interaes entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Tpicos relevantes incluem carga mental de trabalho, vigilncia, tomada de deciso, desempenho de habilidades, erro humano, interao humano-computador e treinamento. Ergonomia Organizacional: ou macroergonomia, relacionada com a otimizao dos sistemas scio-tcnicos, incluindo sua estrutura organizacional, polticas e processos. Tpicos relevantes incluem trabalho em turnos, programao de trabalho, satisfao no trabalho, teoria motivacional, superviso, trabalho em equipe, trabalho distncia e tica.

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    Caractersticas Bsicas do ser humano para o Trabalho Pesado CAPACIDADE GERAL DE TRABALHO FSICO A anlise dos trabalhos dos diversos autores tem nos mostrado a grande concordncia quanto ao fato de ser o homem uma mquina pouco adequada para realizao de trabalho fsico. Assim, na comparao entre homem e mquina, e destacando a superioridade da mquina:

    1- Rocha Gomes destaca que, para se obter 1000 quilocalorias, gasta-se 1 unidade monetria de carvo, 10 unidades monetrias de energia eltrica e 100 unidades monetrias de alimento, o que eqivale a dizer que muito mais dispendioso utilizar-se a energia humana do que as outras formas de energia para movimentar as mquinas. 2- Lehman faz uma interessante correlao entre hp desenvolvidos por diversas mquinas; um homem de 70 kg, com bom estado de sade, tem condies de manter, por tempo maior, apenas uma potncia de 0,1 hp; ou seja, para se obter 1,0 hp de potncia necessitar-se-ia, mantendo-se a mesma proporo, de um indivduo de 700 kg (relao peso-potncia igual a 700 kg/hp ); para os automveis modernos, com motores de exploso (considerados superados) a relao de 10 kg/hp e para caminhes modernos, com motor a diesel, ainda menor.

    3- Como mquina de levantar cargas, mais uma vez fica o homem em desvantagens; enquanto um indivduo de 70Kg pode levantar com segurana apenas uma carga de 23Kg (1/3 de seu prprio peso)- NIOSH (1991), os equipamentos mecnicos levantam cargas dezenas a centenas de vezes mais pesadas que seu prprio peso.

    4- O homem uma mquina que consome energia enquanto parada.

    ADAPTAO AERBICA E ANAERBICA AO TRABALHO FSICO

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    - Metabolismo basal (organismo trabalha, marcha lenta),

    - Adapta-se ao trabalho fsico (sobe) a taxa de metabolismo, - Esforo brusco = anaerbico, - Esforo gradativo = aerbico, - Repouso p/ atividade, processo energtico funcionam mais aceleradamente, fornecimento de energia ATP (quebra de alimentos, carboidratos e lipdios)

    AQUECIMENTO- 1- fornecimento de energia p/ o msculo por processo aerbico,

    2- (sobe) temperatura interna do msculo, 3- promove um certo tnus muscular e ligamentar ao incio da jornada, prevenindo distenes msculo-ligamentares.

    AERBICA- o msculo contm poucos depsitos de O2, desta forma para que a quebra de alimentos no msculo possa se fazer em presena de O2, torna-se necessrio um aumento do aporte de O2 para o grupo musc