DC - 6º Semestre

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Conteúdo do 6º semestre de Direito Civil (apenas um resumo-base)

Text of DC - 6º Semestre

D. Civil : Contratos Civil e Empresarial Roteiro das Aulas: Dos contratos em espcie Aula 1 - Da venda e compra Aula 2 - Das clusulas especiais compra e venda a) Da retrovenda b) Da venda a contento e da sujeita a prova c) Da preempo ou preferencia d) Da venda com reserva de domnio e) Da venda sobre documentos Aula 3: Da Troca ou Permuta Aula 4 - Da Doao Aula 5: Da Locao de Coisas Aula 6: Da lei do inquilinato Lei n. 8.245/91 e aes pertinentes Aula 7: Do Comodato Aula 8: Do Mtuo Aula 9: Da empreitada e prestao de servios Aula 10: Do depsito Aula 11: Do mandato Aula 12 - Da comisso; Da agncia e da distribuio; Da corretagem; Do transporte Aula 13 Do Seguro Aula 14 - Do jogo e da aposta Aula 15 - Da fiana Aula 16 - Do compromisso/Da arbitragem A Lei n 9.307/96 ________________________________________________________ Bibliografia bsica: - DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. Vol. 3: Teoria das obrigaes contratuais e extracontratuais. So Paulo: Saraiva. - GONALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro: Vol. III: Contratos e atos unilaterias. So Paulo: Saraiva. - VENOSA, Slvio de Salvo. Direito Civil. Vol. III: Contratos em espcie. So Paulo: Atlas. Bibliografia complementar: - COELHO, Fbio Ulhoa. Curso de Direito Civil. Vol. 3. So Paulo. Saraiva. GOMES, Orlando. Contratos. Rio de Janeiro: Forense. - MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. Vol. 5. Direitos das Obrigaes 2 Parte . So Paulo: Saraiva. - PEREIRA, Caio Mrio da Silva. Instituies de direito civil. Vol. III: Contratos. Rio de Janeiro: Forense. - RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Vol. 3: Dos Contratos e das e das Declaraes Unilaterais de Vontade. So Paulo: Saraiva. ________________________________________________________ DAS VRIAS ESPCIES DE CONTRATOS I - DA COMPRA E VENDA I.1.- Conceito: A definio do instituto pode ser extrada do art. 481, CC: Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o domnio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preo em dinheiro. Assim, trata-se de um contrato donde defluem obrigaes recprocas para cada uma das partes. Para o vendedor, a obrigao de transferir o domnio da coisa; para o comprador, a de entregar o preo. I.2) O carter obrigacional da compra e venda No direito brasileiro, os efeitos derivados do contrato so meramente obrigacionais, e no reais, pois a compra e venda no transfere, por si s, o domnio da coisa vendida, mas apenas gera para o vendedor a obrigao de transferi-lo. H a necessidade da tradio para a transferncia da propriedade. Demonstra tal tese o art. 1.267, CC, que afirma que a propriedade das coisas no se transfere pelos negcios jurdicos antes da tradio. Seguiu o nosso cdigo a orientao do direito romano, desprezando a tradio francesa para quem do contrato de compra e venda derivam efeitos reais, visto que, atravs dele, e sem outras formalidades, o comprador adquire o domnio. I.3) Natureza Jurdica A compra e venda contrato: Consensual; em oposio aos contratos reais, se aperfeioa independentemente da entrega do objeto, pela mera coincidncia da vontade das partes sobre o preo da coisa (art. 482, CC) Sinalagmtico; envolve prestaes recprocas de ambas as partes; Oneroso; implica sacrifcio patrimonial para ambos os contratantes; Cumutativo; a estimativa da prestao a ser recebida por qualquer das partes pode ser feita no ato mesmo em que o contato se aperfeioa. Em alguns casos, no entanto, nos deparamos com contratos aleatrios art. 458, CC e art. 459, CC. Exemplificamos a questo com a venda de coisa futura: frutos de uma colheita esperada. Alguns casos sujeito forma prescrita em lei, mas no mais das vezes independendo de qualquer formalidade. I.4) Elementos da Compra e Venda Extrai-se do art. 482, CC trs elementos:

a) consensualismo: deve recair sobre o objeto e sobre o preo; b) preo: deve ser em dinheiro sob pena de caracterizar contrato de troca; deve tambm ser srio sob pena de ser entendido como doao. Deve ser determinado ou, ao menos, determinvel. Nesse sentido, a lei autoriza que as partes deixem a sua fixao a critrio de terceiros (art. 485, CC), ou a taxa de mercado (art. 486, CC). No se admite, porm, que uma das partes exclusivamente posso fixar o preo (art. 489, NCC) c) coisa: engloba todas as coisas que no estejam fora do comrcio.(escapam as insuscetveis de apropriao e as legalmente inalienveis). I.5) Da Venda de Coisa Alheia: De regra nula, pois ningum pode alienar o que no seu. Duas excees: a) o vendedor, ao depois e antes que o comprador sofra a evico, torne-se proprietrio da coisa. b) se as partes souberem desde o incio que a coisa pertence a terceiro, o negcio valer como promessa de fato de terceiro, uma vez que o alienante estar prometendo que obter a anuncia do proprietrio para vender a coisa. I.6) Conseqncias subsidirias decorrentes da compra e venda: a) obrigaes acessrias: responsabilidade pela evico e pelos vcios redibitrios: O alienante responde pela perda que o adquirente venha a sofrer ao ser privado da coisa comprada, em virtude de sentena judicial que a atribuir a terceiro, como tambm responde pelos vcios ocultos de que a coisa vendida por acaso seja portadora. b) despesas do contrato: As partes podem fixar quem dever arcar com as despesas mas, no silncio, o art. 490, CC, determina que as despesas de escritura ficaro a cargo do comprador e as de tradio a cargo do vendedor. c) o problema dos riscos: O art. 492, CC, determina que at o momento da tradio, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do preo por conta do comprador O pargrafo 1o. do art. 492 estipula que os casos fortuitos ocorridos no ato de contar, marcar ou assinalar coisa que j estiverem a disposio do comprador, correro por conta destes. Veremos exceo a esta regra quando o comprador estiver em mora de receber a coisa comprada (parg. 2o. do art. 492, CC) d) a questo da garantia: Por seu um contrato bilateral, no sendo ajustado prazo diferenciado, a permuta das prestaes deve ser simultnea. Nesse sentido, o art. 491, CC. Verifica-se, aqui, que a lei mune o vendedor de uma direito de reteno. O art. 495, CC, determina que o vendedor poder sobrestar a entrega da coisa pactuada a termo sempre que o comprador estiver em insolvncia, exigindo cauo. Este artigo deve ser lido em consonncia com o artigo art. 477, CC. ________________________________________________________ Quanto s frases abaixo: I Na compra e venda, em regra, a permuta das prestaes deve ser simultnea; II Na compra e venda apenas um dos contratantes assume obrigaes, qual seja aquele que estiver obrigado a pagar opreo do negcio, razo pela qual considerado o mesmo uma espcie de contrato bilateral. Podemos afirmar que: A) B) C) D) Apenas a assertiva I verdadeira; () Apenas a assertiva II verdadeira; Ambas as assertivas so verdadeiras; Ambas as assertivas so falsas.

A venda de ascendente para descendente: A) B) C) D) nula; anulvel; () no est regulamentada no atual Cdigo Civil; independe da anuncia dos demais descendentes.

A venda e compra entre cnjuges: A) B) C) D) nula; anulvel; lcita em relao a qualquer bem; lcita apenas em relao aos bens excludos da comunho. ()

Adotou o direito brasileiro teoria segundo a qual um contrato de compra e venda se aperfeioa: A) B) C) D) no ato do pagamento; no ato da assinatura do contrato; no ato da tradio; () todas as situaes acima podem ser consideradas como efetivao do contrato.

Quanto s frases abaixo: I A venda de coisa alheia ser sempre considerada ato nulo; II O preo elemento essencial do contrato. Podemos afirmar que: A) B) C) Apenas a assertiva I verdadeira; Apenas a assertiva II verdadeira; () Ambas as assertivas so verdadeiras;

D) Ambas as assertivas so falsas. _______________________________________________________ II.- Clusulas especiais compra e venda: a) Retrovenda A retrovenda a clusula adjeta compra e venda pela qual o vendedor se reserva ao direito de reaver, em certo prazo, o imvel alienado, restituindo ao comprador o preo ou valor recebido, mais as despesas por ele realizadas durante o perodo de resgate, desde que autorizadas por escrito, inclusive as empregadas em melhoramentos necessrios do imvel. Apenas admissvel nas propriedades de bens imveis. O adquirente ter propriedade resolvel que se extinguir no instante em que o alienante exercer o seu direito de reaver o bem. O CC, em seu art. 512, fala que o prazo para a resgate ou retrato de trs anos. Se as partes fixarem prazo com excesso ser considerado no escrito. Se a coisa vier a perecer em virtude de caso fortuito ou fora maior, extingue-se o direito de resgate, uma vez que houve perda do bem para o comprador, sem que ele seja obrigado a pagar o seu valor, e do direito para o vendedor. Se o imvel se deteriorar, o vendedor no ter direito reduo proporcional do preo, que dever restituir ao comprador. O comprador, enquanto detiver a propriedade sob condio resolutiva, ter direitos aos frutos e rendimentos do imvel, no respondendo pelas deterioraes surgidas dentro do prazo reservado para resgate, salvo se agir dolosamente. Se a clusula de retrovenda for nula, tal nulidade no afetar a validade da obrigao principal. Na retrovenda, o vendedor conserva a sua ao contra terceiros adquirentes da coisa retrovendida, ainda que eles no conhecessem a clusula de retrato (art. 507, CC). Assim, se o vendedor fizer uso do seu direito de retrato, resolver-se- a posterior alienao do imvel feita pelo adquirente a terceiro, mesmo que o pacto de retrovenda no tenha sido averbado no registro imobilirio. b) Venda a Contento a que se realiza sob a condio de s se tornar perfeita e obrigatria se o comprador declarar que a coisa adquirida lhe satisfaz. O negcio somente se aperfeioa com a manifestao de agrado da coisa pelo adquirente. O vendedor no poder discutir a manifestao de desagrado do comprador que tem julgamento de carter subjetivo e interno. Destina-se geralmente queles negcios que tm por objeto gneros que se costumam provar, medir, pesar ou