DC - 6º Semestre

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    08-Jun-2015

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Contedo do 6 semestre de Direito Civil (apenas um resumo-base)

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<p>D. Civil : Contratos Civil e Empresarial Roteiro das Aulas: Dos contratos em espcie Aula 1 - Da venda e compra Aula 2 - Das clusulas especiais compra e venda a) Da retrovenda b) Da venda a contento e da sujeita a prova c) Da preempo ou preferencia d) Da venda com reserva de domnio e) Da venda sobre documentos Aula 3: Da Troca ou Permuta Aula 4 - Da Doao Aula 5: Da Locao de Coisas Aula 6: Da lei do inquilinato Lei n. 8.245/91 e aes pertinentes Aula 7: Do Comodato Aula 8: Do Mtuo Aula 9: Da empreitada e prestao de servios Aula 10: Do depsito Aula 11: Do mandato Aula 12 - Da comisso; Da agncia e da distribuio; Da corretagem; Do transporte Aula 13 Do Seguro Aula 14 - Do jogo e da aposta Aula 15 - Da fiana Aula 16 - Do compromisso/Da arbitragem A Lei n 9.307/96 ________________________________________________________ Bibliografia bsica: - DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. Vol. 3: Teoria das obrigaes contratuais e extracontratuais. So Paulo: Saraiva. - GONALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro: Vol. III: Contratos e atos unilaterias. So Paulo: Saraiva. - VENOSA, Slvio de Salvo. Direito Civil. Vol. III: Contratos em espcie. So Paulo: Atlas. Bibliografia complementar: - COELHO, Fbio Ulhoa. Curso de Direito Civil. Vol. 3. So Paulo. Saraiva. GOMES, Orlando. Contratos. Rio de Janeiro: Forense. - MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. Vol. 5. Direitos das Obrigaes 2 Parte . So Paulo: Saraiva. - PEREIRA, Caio Mrio da Silva. Instituies de direito civil. Vol. III: Contratos. Rio de Janeiro: Forense. - RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Vol. 3: Dos Contratos e das e das Declaraes Unilaterais de Vontade. So Paulo: Saraiva. ________________________________________________________ DAS VRIAS ESPCIES DE CONTRATOS I - DA COMPRA E VENDA I.1.- Conceito: A definio do instituto pode ser extrada do art. 481, CC: Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o domnio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preo em dinheiro. Assim, trata-se de um contrato donde defluem obrigaes recprocas para cada uma das partes. Para o vendedor, a obrigao de transferir o domnio da coisa; para o comprador, a de entregar o preo. I.2) O carter obrigacional da compra e venda No direito brasileiro, os efeitos derivados do contrato so meramente obrigacionais, e no reais, pois a compra e venda no transfere, por si s, o domnio da coisa vendida, mas apenas gera para o vendedor a obrigao de transferi-lo. H a necessidade da tradio para a transferncia da propriedade. Demonstra tal tese o art. 1.267, CC, que afirma que a propriedade das coisas no se transfere pelos negcios jurdicos antes da tradio. Seguiu o nosso cdigo a orientao do direito romano, desprezando a tradio francesa para quem do contrato de compra e venda derivam efeitos reais, visto que, atravs dele, e sem outras formalidades, o comprador adquire o domnio. I.3) Natureza Jurdica A compra e venda contrato: Consensual; em oposio aos contratos reais, se aperfeioa independentemente da entrega do objeto, pela mera coincidncia da vontade das partes sobre o preo da coisa (art. 482, CC) Sinalagmtico; envolve prestaes recprocas de ambas as partes; Oneroso; implica sacrifcio patrimonial para ambos os contratantes; Cumutativo; a estimativa da prestao a ser recebida por qualquer das partes pode ser feita no ato mesmo em que o contato se aperfeioa. Em alguns casos, no entanto, nos deparamos com contratos aleatrios art. 458, CC e art. 459, CC. Exemplificamos a questo com a venda de coisa futura: frutos de uma colheita esperada. Alguns casos sujeito forma prescrita em lei, mas no mais das vezes independendo de qualquer formalidade. I.4) Elementos da Compra e Venda Extrai-se do art. 482, CC trs elementos:</p> <p>a) consensualismo: deve recair sobre o objeto e sobre o preo; b) preo: deve ser em dinheiro sob pena de caracterizar contrato de troca; deve tambm ser srio sob pena de ser entendido como doao. Deve ser determinado ou, ao menos, determinvel. Nesse sentido, a lei autoriza que as partes deixem a sua fixao a critrio de terceiros (art. 485, CC), ou a taxa de mercado (art. 486, CC). No se admite, porm, que uma das partes exclusivamente posso fixar o preo (art. 489, NCC) c) coisa: engloba todas as coisas que no estejam fora do comrcio.(escapam as insuscetveis de apropriao e as legalmente inalienveis). I.5) Da Venda de Coisa Alheia: De regra nula, pois ningum pode alienar o que no seu. Duas excees: a) o vendedor, ao depois e antes que o comprador sofra a evico, torne-se proprietrio da coisa. b) se as partes souberem desde o incio que a coisa pertence a terceiro, o negcio valer como promessa de fato de terceiro, uma vez que o alienante estar prometendo que obter a anuncia do proprietrio para vender a coisa. I.6) Conseqncias subsidirias decorrentes da compra e venda: a) obrigaes acessrias: responsabilidade pela evico e pelos vcios redibitrios: O alienante responde pela perda que o adquirente venha a sofrer ao ser privado da coisa comprada, em virtude de sentena judicial que a atribuir a terceiro, como tambm responde pelos vcios ocultos de que a coisa vendida por acaso seja portadora. b) despesas do contrato: As partes podem fixar quem dever arcar com as despesas mas, no silncio, o art. 490, CC, determina que as despesas de escritura ficaro a cargo do comprador e as de tradio a cargo do vendedor. c) o problema dos riscos: O art. 492, CC, determina que at o momento da tradio, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do preo por conta do comprador O pargrafo 1o. do art. 492 estipula que os casos fortuitos ocorridos no ato de contar, marcar ou assinalar coisa que j estiverem a disposio do comprador, correro por conta destes. Veremos exceo a esta regra quando o comprador estiver em mora de receber a coisa comprada (parg. 2o. do art. 492, CC) d) a questo da garantia: Por seu um contrato bilateral, no sendo ajustado prazo diferenciado, a permuta das prestaes deve ser simultnea. Nesse sentido, o art. 491, CC. Verifica-se, aqui, que a lei mune o vendedor de uma direito de reteno. O art. 495, CC, determina que o vendedor poder sobrestar a entrega da coisa pactuada a termo sempre que o comprador estiver em insolvncia, exigindo cauo. Este artigo deve ser lido em consonncia com o artigo art. 477, CC. ________________________________________________________ Quanto s frases abaixo: I Na compra e venda, em regra, a permuta das prestaes deve ser simultnea; II Na compra e venda apenas um dos contratantes assume obrigaes, qual seja aquele que estiver obrigado a pagar opreo do negcio, razo pela qual considerado o mesmo uma espcie de contrato bilateral. Podemos afirmar que: A) B) C) D) Apenas a assertiva I verdadeira; () Apenas a assertiva II verdadeira; Ambas as assertivas so verdadeiras; Ambas as assertivas so falsas.</p> <p>A venda de ascendente para descendente: A) B) C) D) nula; anulvel; () no est regulamentada no atual Cdigo Civil; independe da anuncia dos demais descendentes.</p> <p>A venda e compra entre cnjuges: A) B) C) D) nula; anulvel; lcita em relao a qualquer bem; lcita apenas em relao aos bens excludos da comunho. ()</p> <p>Adotou o direito brasileiro teoria segundo a qual um contrato de compra e venda se aperfeioa: A) B) C) D) no ato do pagamento; no ato da assinatura do contrato; no ato da tradio; () todas as situaes acima podem ser consideradas como efetivao do contrato.</p> <p>Quanto s frases abaixo: I A venda de coisa alheia ser sempre considerada ato nulo; II O preo elemento essencial do contrato. Podemos afirmar que: A) B) C) Apenas a assertiva I verdadeira; Apenas a assertiva II verdadeira; () Ambas as assertivas so verdadeiras;</p> <p>D) Ambas as assertivas so falsas. _______________________________________________________ II.- Clusulas especiais compra e venda: a) Retrovenda A retrovenda a clusula adjeta compra e venda pela qual o vendedor se reserva ao direito de reaver, em certo prazo, o imvel alienado, restituindo ao comprador o preo ou valor recebido, mais as despesas por ele realizadas durante o perodo de resgate, desde que autorizadas por escrito, inclusive as empregadas em melhoramentos necessrios do imvel. Apenas admissvel nas propriedades de bens imveis. O adquirente ter propriedade resolvel que se extinguir no instante em que o alienante exercer o seu direito de reaver o bem. O CC, em seu art. 512, fala que o prazo para a resgate ou retrato de trs anos. Se as partes fixarem prazo com excesso ser considerado no escrito. Se a coisa vier a perecer em virtude de caso fortuito ou fora maior, extingue-se o direito de resgate, uma vez que houve perda do bem para o comprador, sem que ele seja obrigado a pagar o seu valor, e do direito para o vendedor. Se o imvel se deteriorar, o vendedor no ter direito reduo proporcional do preo, que dever restituir ao comprador. O comprador, enquanto detiver a propriedade sob condio resolutiva, ter direitos aos frutos e rendimentos do imvel, no respondendo pelas deterioraes surgidas dentro do prazo reservado para resgate, salvo se agir dolosamente. Se a clusula de retrovenda for nula, tal nulidade no afetar a validade da obrigao principal. Na retrovenda, o vendedor conserva a sua ao contra terceiros adquirentes da coisa retrovendida, ainda que eles no conhecessem a clusula de retrato (art. 507, CC). Assim, se o vendedor fizer uso do seu direito de retrato, resolver-se- a posterior alienao do imvel feita pelo adquirente a terceiro, mesmo que o pacto de retrovenda no tenha sido averbado no registro imobilirio. b) Venda a Contento a que se realiza sob a condio de s se tornar perfeita e obrigatria se o comprador declarar que a coisa adquirida lhe satisfaz. O negcio somente se aperfeioa com a manifestao de agrado da coisa pelo adquirente. O vendedor no poder discutir a manifestao de desagrado do comprador que tem julgamento de carter subjetivo e interno. Destina-se geralmente queles negcios que tm por objeto gneros que se costumam provar, medir, pesar ou experimentar antes de aceitos. A matria vem tratada nos artigos 509 a 512 do NCC. O CC (art. 509) entende que uma venda realizada sob condio suspensiva (ainda que a coisa lhe tenha sido entregue), somente se aperfeioando se o adquirente manifestar sua vontade. Consequncias: a) enquanto no advier a manifestao de concordncia do adquirente, e a despeito de ter havido a tradio, o domnio continua com o alienante, que sofre as perdas advindas do fortuito; b) no tendo adquirido o domnio, o comprador , antes da ocorrncia da tradio, mero comodatria, com o dever de restituir o bem respondendo por perdas e danos por culpa, sem ter direito a cobrar as despesas de conservao (salvo extraordinrias). A lei no determina tempo para a manifestao de interesse do comprador. Assim, se no contrato no tiver prazo, poder o vendedor intimar o adquirente para que, num intervalo improrrogvel, declare se a coisa lhe satisfaz ou no, sob pena de considerar perfeita venda (art. 512, CC) c) Preempo Preempo ou preferncia o pacto adjeto compra e venda em que o comprador de uma coisa mvel ou imvel fica com a obrigao de oferec-la a quem lhe vendeu, para que este use de seu direito de prelao em igualdade de condies, no caso de pretender vend-la ou d-la em pagamento.</p> <p>Somente existir se o comprador resolver vender a coisa, o vendedor quiser adquiri-la, e estivermos dentro de um prazo determinado. Caso contrrio, no ser exigvel. A matria vem regulada nos artigos 513 a 520 do NCC. Alterao: art. 513, pargrafo nico: o prazo para exerccio do direito de preferncia no poder exceder 180 dias se for bem mvel ou 2 anos se for bem imvel. O vendedor pode tambm exercer o seu direito de prelao, tendo conhecimento de que a coisa vai ser vendida, intimando o vendedor. (art. 514, CC) No observado o direito de preempo, no se inibe a venda feita a terceiro mas responder o alienante por perdas e danos. (art. 518, CC) Segundo o art. 516, CC, inexistindo outro prazo, o direito de preempo caducar se no exercido em 3 dias (bens mveis) ou 60 dias (bens imveis). O art. 519, CC, estipula que se a coisa expropriada para fins de utilidade pblica ou interesse social, se no for adotada para o destino desapropriatrio, conferir ao expropriado o direito de preempo pelo preo atual da coisa. Falar do Estatuto da Cidade, Lei n. 10.257/2001 que, em seus artigos 25 a 27, estatuiu o direito de preempo em favor do Poder Pblico para aquisio de imvel urbano objeto de alienao onerosa entre particulares. (Lei municipal baseada no plano diretor fixar as reas em que incidir o direito de preempo e estipular o prazo de sua vigncia) A alienao processada sem a ateno determinada em lei nula de pleno direito, hiptese em que o Municpio poder adquirir o imvel pelo valor da base de clculo do IPTU ou pelo valor indicado na proposta apresentada se este for inferior quele. Diferenas para a Retrovenda: a) enquanto na retrovenda o negcio original se resolve, no pacto de preferncia h uma aquisio feita pelo vendedor primitivo ao primitivo comprador; b) enquanto a retrovenda recai to-s sobre bens imveis, o pacto de preferncia no sofre igual restrio; c) enquanto que na retrovenda o vendedor conserva o direito de readquirir a coisa, desde que o queira e pelo preo que vendeu, na preempo o pretendente s pode recomprar a coisa se o proprietrio a quiser vender e pelo preo que for alcanado no mercado. d) Reserva de Domnio A matria vem regulada no CC nos artigos 521 a 528. Tem-se a reserva de domnio quando se estipula, contrato de compra e venda, em regra de coisa mvel infungvel, que o vendedor reserva para si a sua propriedade at o momento em que se realize o pagamento integral do preo. O comprador s adquire o domnio da coisa se integralizar o preo, momento em que o negcio ter plena eficcia. Negcio confere ampla garantia ao vendedor uma vez que, se no for pago o preo, poder optar entre reclamar o preo ou reaver a coisa, por meio de ao de busca e apreenso ou reintegrao de posse. Caso decida pela recuperao do bem, nos termos do art. 527, CC, poder reter as prestaes pagas at o necessrio para cobrir a depreciao da coisa, as despesas feitas e o mais de direito que lhe for devido, sendo o excedente devolvido ao comprador. Dever ser o devedor constitudo em mora mediante o protesto do ttulo ou interpelao judicial antes do ajuizamento de qualquer ao. O comprador dever suportar os riscos da coisa durante todo o perodo em que estiver como bem (pode se utilizar at de interditos), uma vez que, embora o vendedor conserve o domnio, com a tradio passou o adquirente a usar e gozar do bem, retirando todas as vantagens que a coisa puder lhe oferecer. A clusula de reserva de domnio no impede que a coisa seja vendida a terceiro, desde que haja permisso do alienante, situao em que o nus se transmitir. e) Venda sobre documentos Em razo da ampla utilizao nos negcios de importao e exportao da venda contra documentos, a matria vem regulada pelo CC em seus artigos 529 a 532. A grande novidade justamente a substituio da figura da tradio da coisa pela entrega de seu tt...</p>

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