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DESAFIOS À VERTICALIZAÇÃO AGROINDUSTRIAL FAMILIAR · PDF fileDesafios a verticalização agroindustrial familiar de oleaginosas no ... Meu grande obrigado ao produtor rural e articulador

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DESAFIOS VERTICALIZAO AGROINDUSTRIAL FAMILIAR DE

OLEAGINOSAS NO SEMIRIDO BAIANO:

DIRECIONADORES DE COMPETITIVIDADE DAS USINAS DE LAPO E OLINDINA

Arnoldo Santos de Lima

Orientador: Joo Nildo de Souza Vianna

Dissertao de Mestrado

Braslia - DF, outubro de 2011.

UNIVERSIDADE DE BRASLIA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL CDS.

DESAFIOS A VERTICALIZAO AGROINDUSTRIAL FAMILIAR DE

OLEAGINOSAS NO SEMIRIDO BAIANO:

DIRECIONADORES DE COMPETITIVIDADE DAS USINAS DE LAPO E OLINDINA

Arnoldo Santos de Lima

Dissertao de Mestrado submetida ao Centro de Desenvolvimento Sustentvel da Universidade de Braslia, como parte dos requisitos necessrios para a obteno do Grau de Mestre em Desenvolvimento Sustentvel, rea de concentrao em Poltica e Gesto Ambiental.

Aprovado por:

Joo Nildo de Souza Vianna (Orientador - CDS/UnB)

Magda Eva Soares de Faria Wehrmann (Examinadora Interna CDS/UnB)

Telma Crtes Quadros de Andrade (Examinadora Externa SECTI/BA)

Braslia DF, 14 de outubro de 2011.

UNIVERSIDADE DE BRASLIA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL CDS.

concedida Universidade de Braslia permisso para reproduzir cpias desta dissertao e emprestar ou vender tais cpias, somente para propsitos acadmicos ou cientficos. O autor reserva outros direitos de publicao e nenhuma parte desta dissertao de mestrado pode ser reproduzida sem a autorizao por escrito do autor.

Assinatura

Lima, Arnoldo Santos de

Desafios a verticalizao agroindustrial familiar de oleaginosas no

semirido baiano: direcionadores de competitividade das usinas de Lapo e

Olindina./ Arnoldo Santos de Lima.

236 f.:Il.

Dissertao de Mestrado. Centro de Desenvolvimento Sustentvel da

Universidade de Braslia, Braslia.

1. Agricultura Familiar. 2. Verticalizao da produo. 3.

Desenvolvimento Territorial Rural Sustentvel. 6. Polticas Pblicas. I.

Universidade de Braslia. CDS.

II. Ttulo.

AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer pela imensa hospitalidade e generosidade que recebi dos

agricultores familiares dos territrios visitados no Serto baiano, em especial dos municpios

de Valente, Morro do Chapu, Lapo e Soares. Gente que d sem pestanejar o seu melhor.

Agradeo muito pela acolhida e ajuda da Apaeb, por meio das conversas e relatos

que obtive de Misael Lopes, Nelilton Ezequias, Ismael Ferreira e a equipe de tcnicos e

extensionistas que me acompanharam nas visitas aos produtores. Agradeo a ajuda e a

simpatia da Lvia Santos da assessoria de comunicao da associao e, especialmente, o

apoio da Liliane Oliveira que me auxiliou em Valente e ajudou a abrir importantes portas nas

secretarias de governo em Salvador, muito obrigado.

Agradeo a hospitalidade e colaborao do pessoal da Coopaf: Leandro Wilker,

Fernando de Oliveira, Filinto Emanuel, rico Sampaio, a rapaziada da Associao de

Pequenos Produtores da Chapada e, sobretudo a Zene Vieira que forneceu contatos

fundamentais para a realizao de minha pesquisa.

Meu grande obrigado ao produtor rural e articulador do Projeto Plos, Jos Antnio

Dourado (Nm), que muito me ajudou e me recebeu de portas abertas por dias. Agradeo

pelo seu auxlio e pela confiana no meu trabalho, o que acabou se estendendo aos

agricultores que visitamos juntos no Territrio de Irec.

Agradeo a ateno e confiana de Genildo Gomes e Antnio Oliver da Coafti que

no pouparam esforos em repassar todas as informaes tcnicas da usina de Lapo. Foi

por meio de seus relatos que pude conhecer o desenvolvimento de outro projeto em

desenvolvimento no estado: a usina de Olindina.

Agradeo tambm a Marise Carib que na SUAF repassou todos os detalhes do

projeto da usina de Olindina e teceu consideraes importantssimas para a realizao

desse estudo.

Agradeo ao meu orientador pelas crticas e observaes fundamentais para o

desenvolvimento da pesquisa, bem como, pela confiana que demonstrou frente a minha

capacidade. Obrigado pelo seu empenho pessoal em possibilitar, junto ao CDT/UnB os

recursos necessrios para o aluguel do veculo para a etapa de pesquisa de campo.

Agradeo ao Decanato de Pesquisa e Ps-Graduao (DPP) pelos recursos obtidos

para o custeio de hospedagem, alimentao e passagem area. Da mesma forma agradeo

ao CNPq que me deu o privilgio de ser remunerado pelo Estado para estudar.

Agradeo por fim, aos meus pais, Ccero e Carmem, e ao meu irmo Rodrigo que, ao

longo desses ltimos anos, forneceram amor e apoio que tanto me ajudou nos momentos de

incerteza.

RESUMO

O objetivo dessa pesquisa identificar os principais desafios verticalizao agroindustrial familiar de oleaginosas no Semirido baiano. O procedimento metodolgico, consagrado por Batalha e Silva (1999), baseou-se na anlise dos eixos direcionadores de competitividade, no elo agrcola e industrial, da usina esmagadora de Lapo, localizada no Territrio de Irec, bem como, do projeto de instalao da fbrica de leos vegetais de Olindina, destinada ao Territrio Agreste de Alagoinhas. Ambos os projetos esto sendo conduzidos por cooperativas locais, contempladas por polticas pblicas voltadas a estimular novos arranjos produtivos e articulaes socioeconmicas nesses territrios. A metodologia permitiu averiguar que alm da estrutura de mercado, o ambiente poltico-institucional, a tecnologia empregada, o padro de gesto, os recursos produtivos e as infra-estruturas fsicas e sociais possuem caractersticas desfavorveis quanto ao acesso direto da agricultura familiar ao mercado de leos vegetais como fornecedores para a indstria de biodiesel, mas razoveis para a ricinoqumica e a indstria alimentar. Os resultados apontaram que o processo oneroso e demanda de longo prazo, necessitando de alavancagens especficas em pontos frgeis da cadeia produtiva, sobretudo, no fomento a gesto da propriedade rural de modo a apresentar condies efetivas de se estabelecer como um mecanismo propulsor de desenvolvimento territorial rural sustentvel.

Palavras-chave: agricultura familiar, verticalizao da produo, oleaginosas, direcionadores de competitividade, biodiesel, ricinoqumica.

ABSTRACT

The goal of this research is to identify the main challenges to the familiar vertical agroindustrialization of oilseeds in the semiarid of Bahia. The methodological approach, enshrined in Batalha and Silva (1999), is based on the analysis of drivers of competitiveness in the agricultural and industrial links, from Lapo crushing plant, located in the Irec Territory, as well as the project's installation of a vegetable oil factory in Olindina, intended to be built in Agreste of Alagoinhas Territory. Both projects are being conducted by local cooperatives covered by public policies to stimulate new production arrangements and socioeconomic joints in these territories. The methodology allowed to verify that the market structure, the political-institutional environment, the technology employed, the standard management, productive resources and physical and social infrastructure have unfavorable characteristics to allow the direct access to market of vegetable oils or as providers for the biodiesel industry, or as providers for oilchemistry and the food industry. The results showed that the process is costly and long-term demand, requiring specific leverages on weaknesses points in the production chain, especially in family farm management in order to provide conditions to be establish as a driving mechanism of territorial rural development.

Keywords: family farm, vertical integration of production, oilseeds, drivers of competitiveness, biodiesel, oilchemistry.

LISTA DE ILUSTRAES

Mapa 1 - Territrio de Irec Bahia 79

Mapa 2 - Territrio Agreste de Alagoinhas Bahia..................................................................... 109

Mapa 3 - Distribuio das mini-usinas de biodiesel da Secti........................................................ 150

Figura 1 - Cadeia produtiva de sementes oleaginosas e a Verticalizao Agroindustrial Familiar...........................................................................................................................

38

Figura 2 - Proposta de anlise: avaliao dos eixos ou vetores de competitividade do processo de Verticalizao inserido na cadeia produtiva de oleaginosas de cunho familiar no

45

Figura 3 - Processos produtivos sucessivos na cadeia de produo.......................................... 53

Figura 4 - Integrao Vertical ou Verticalizao........................................................................... 54

Figura 5 - Motivos de apropriao em virtude do poder de mercado........................................ 57

Figura 6 - Modelo de anlise de Zylbersztajn (1995) para a Verticalizao agroindustrial familiar...........................................................................................................................

69

Figura 7 - Modelo de anlise de Zylbersztajn (1995) aplicado ao Prove................................. 73

Figura 8 - Modelo de anlise de Zylbersztajn (1995) aplicado a Apaeb.................................... 76

Figura 9 - Pictograma funcional ou Layout da usina esmagadora de Lapo.............................. 88

Figura 10 -

Clculo da receita bruta e lucratividade operacional das propriedades familiares...... 106

Figura 11 -

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