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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DE RIBEIRÃO PRETO Desenvolvimento de formulações cosméticas contendo pantenol e avaliação dos seus efeitos hidratantes na pele humana por bioengenharia cutânea Flávio Bueno de Camargo Junior RIBEIRÃO PRETO 2006

Desenvolvimento de formulações cosméticas contendo ... · CAMARGO JUNIOR, F. B. Desenvolvimento de formulações cosméticas contendo pantenol e avaliação dos seus efeitos hidratantes

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  • UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    FACULDADE DE CINCIAS FARMACUTICAS DE RIBEIRO PRETO

    Desenvolvimento de formulaes cosmticas contendo pantenol e avaliao

    dos seus efeitos hidratantes na pele humana por bioengenharia cutnea

    Flvio Bueno de Camargo Junior

    RIBEIRO PRETO

    2006

  • UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    FACULDADE DE CINCIAS FARMACUTICAS DE RIBEIRO PRETO

    Desenvolvimento de formulaes cosmticas contendo pantenol e avaliao

    dos seus efeitos hidratantes na pele humana por bioengenharia cutnea

    Dissertao de Mestrado apresentada ao Programa de Ps-Graduao em Cincias Farmacuticas, para obteno do ttulo de Mestre em Cincias Farmacuticas, rea de concentrao: Medicamentos e Cosmticos. Aluno: Flvio Bueno de Camargo Junior Orientadora: Profa. Dra. Patrcia Maria Berardo Gonalves Maia Campos.

    RIBEIRO PRETO

    2006

  • CAMARGO JUNIOR, F. B.

    Desenvolvimento de formulaes cosmticas contendo pantenol e avaliao dos seus efeitos hidratantes na pele humana por bioengenharia cutnea. Ribeiro Preto, 2006.

    152 p. :il.; 30cm Dissertao de Mestrado apresentada Faculdade de Cincias

    Farmacuticas de Ribeiro Preto/USP. rea de concentrao: Medicamentos e Cosmticos.

    Orientadora: Maia Campos, Patrcia Maria Berardo Gonalves.

    1. Pantenol 2. Estabilidade Fsica 3. Bioengenharia Cutnea 4. Cosmticos

  • Autor: Flvio Bueno de Camargo Jnior

    Ttulo: Desenvolvimento de formulaes cosmticas contendo pantenol e avaliao dos seus

    efeitos hidratantes na pele humana por bioengenharia cutnea

    __________________________________________

    Prof (a). Dr(a).

    __________________________________________

    Porf (a). Dr (a).

    __________________________________________ Profa. Dra. Patrcia Maria Berardo Gonalves Maia Campos

    Orientadora Trabalho apresentado e aprovado pela Comisso Julgadora em / / 2006

  • Trabalho realizado no Laboratrio de

    Tecnologia de Cosmticos, da Faculdade de

    Cincias Farmacuticas de Ribeiro Preto, da

    Universidade de So Paulo - USP

  • DEDICATRIA

    A Deus que com sua imensa generosidade e sabedoria, sempre atendeu minhas preces e

    permitiu que eu conclusse mais uma etapa em minha vida ao lado das pessoas que amo e

    admiro.

    Aos meus pais Flvio e Roseli, que com muito amor sempre estiveram ao meu lado, me

    apoiando e dando fora, sem nunca medir esforos para que eu conseguisse realizar os meus

    sonhos. Vocs sempre sero para mim, um exemplo de vida, amor, dedicao e generosidade.

    Ao meu irmo Thiago, que com seu jeito alegre de ser, sempre me incentivou a lutar pelos

    meus objetivos, alm de ser um grande amigo com quem tenho certeza que sempre poderei

    contar.

    Ao meu tio Rudney, que mais do que um tio, tenho como meu segundo pai e sempre fez o

    possvel para me incentivar e ajudar a realizar meus sonhos.

    A minha av Raquel pelo amor e pelas oraes que tenho certeza que me ajudaram a superar

    os desafios.

    A minha namorada Eliana, pelo amor e carinho com que sempre me apoiou nos momentos

    difceis.

    Todos vocs foram de fundamental importncia para que eu conseguisse chegar at aqui.

  • Agradecimento especial minha orientadora, Profa. Dra. Patrcia Maia Campos agradeo pela confiana, pelo carinho com que me orientou e tambm pela amizade e pelas oportunidades. Tenho grande admirao pelo seu entusiasmo, otimismo e determinao.

  • AGRADECIMENTOS

    amiga Dra Lorena Rigo Gaspar Cordeiro, agradeo por sua grande colaborao, carinho,

    incentivo e amizade.

    Aos amigos do Laboratrio de Tecnologia de Cosmticos (Susi, Sabrina, Maria Laura,

    Glasiela, Kassandra, Nlio, Mirela, Allan, Amanda, Juliana), pela amizade, colaborao e

    convivncia durante estes anos.

    Ao Manoel Eduardo Bortolin, funcionrio do Laboratrio de Tecnologia de cosmticos,

    pelo apoio e pela amizade durante estes anos.

    todas as voluntrias que participaram desse estudo, pela sua fundamental colaborao que

    possibilitou a realizao desse trabalho.

    Aos funcionrios da secretaria de ps-graduao da Faculdade de Cincias Farmacuticas de

    Ribeiro Preto, Rosana dos Santos Florncio, Eleni Angeli Passos, Ana Lcia Turatti e

    Carlos Armando, pelo carinho e ateno com que sempre me ajudaram.

    Aos professores e amigos da Universidade Metodista de Piracicaba UNIMEP, que tanto

    contriburam para a minha formao.

    todos os funcionrios da Faculdade de Cincias Farmacuticas de Ribeiro Preto -

    USP que direta ou indiretamente contriburam para a realizao desse trabalho.

  • Aos amigos de Piracicaba, pela amizade e apoio em vrios momentos importantes da minha

    vida.

    A todos aqueles que, de alguma forma, contriburam para a concretizao deste trabalho.

    CAPES e ao CNPq pelo apoio financeiro.

  • SUMRIO RESUMO

    ABSTRACT

    1 INTRODUO........................................................................................................... 19

    2 REVISO DA LITERATURA................................................................................... 22

    2.1 Vitaminas e a pele.................................................................................................... 23

    2.1.1 Pantenol................................................................................................................. 26

    2.2 Estabilidade fsica de formulaes cosmticas Reolgica..................................... 28

    2.3 Eficcia de formulaes cosmticas......................................................................... 30

    2.3.1 Avaliao sensorial................................................................................................ 30

    2.3.2 Bioengenharia cutnea........................................................................................... 31

    3 OBJETIVOS............................................................................................................... 34

    4 MATERIAL E MTODOS....................................................................................... 36

    4.1 Matrias-primas........................................................................................................ 37

    4.2 Equipamentos e acessrios....................................................................................... 38

    4.3 Desenvolvimento das formulaes........................................................................... 39

    4.3.1 Determinao do pH.............................................................................................. 41

    4.3.2 Testes preliminares de estabilidade........................................................................ 41

    4.3.2.1 Teste de centrifugao........................................................................................ 41

    4.3.2.2 Avaliao das caractersticas macroscpicas e organolpticas........................... 41

    4.3.3 Estudo de estabilidade fsica por determinao do comportamento reolgico...... 41

    5 CASUSTICA E MTODOS...................................................................................... 43

    5.1 Avaliao dos efeitos das formulaes na pele humana por Bioengenharia

    Cutnea......................................................................................................................

    44

    5.1.1 Triagem das voluntrias......................................................................................... 44

  • 5.1.2 Descrio das metodologias empregadas neste estudo.......................................... 45

    5.1.2.1 Avaliao Sensorial............................................................................................. 45

    5.1.2.2 Determinao do contedo aquoso do estrato crneo......................................... 46

    5.1.2.3 Determinao da perda transepidrmica de gua (TEWL)................................. 46

    5.1.2.4 Determinao das propriedades viscoelsticas da pele....................................... 47

    5.1.3 Avaliao dos efeitos das formulaes aps uma nica aplicao........................ 49

    5.1.4 Avaliao dos efeitos das formulaes a longo prazo........................................... 50

    5.1.5 Anlise Estatstica.................................................................................................. 50

    6 RESULTADOS............................................................................................................ 52

    6.1. Desenvolvimento das formulaes.......................................................................... 53

    6.1.1. Determinao do pH............................................................................................. 53

    6.1.2. Testes preliminares de estabilidade....................................................................... 53

    6.1.2.1. Centrifugao..................................................................................................... 53

    6.1.2.2. Determinao das caractersticas macroscpicas e organolpticas.................... 53

    6.1.3. Estudo de estabilidade fsica por determinao do comportamento reolgico .... 54

    6.2. Avaliao sensorial.................................................................................................. 82

    6.3. Avaliao dos efeitos das formulaes na pele humana por Bioengenharia

    Cutnea............................................................................................................................

    85

    6.3.1. Avaliao dos efeitos das formulaes aps uma nica aplicao....................... 85

    6.3.1.1. Determinao do contedo aquoso do estrato crneo, da perda de gua

    transepidrmica (TEWL),e das propriedades viscoelsticas da pele.................

    85

    6.3.1.2 Estudo estatstico dos resultados obtidos............................................................ 85

    6.3.1.2.1 Contedo aquoso do estrato crneo................................................................. 86

    6.3.1.2.2 Perda de gua transepidrmica (TEWL)......................................................... 88

    6.3.1.2.3 Propriedades Viscoelsticas da pele................................................................ 90

  • 6.3.1.2.3.1 Viscoelasticidade da pele.............................................................................. 90

    6.3.1.2.3.2 Elasticidade biolgica................................................................................... 91

    6.3.2. Avaliao dos efeitos das formulaes a longo prazo ......................................... 93

    6.3.2.1 Determinao do contedo aquoso do estrato crneo, da perda de gua

    transepidrmica (TEWL) e das propriedades viscoelsticas da pele................

    93

    6.3.2.2 Estudo estatstico dos resultados obtidos............................................................ 93

    6.3.2.2.1 Contedo aquoso do estrato crneo................................................................. 94

    6.3.2.2.2. Perda de gua transepidrmica (TEWL)......................................................... 96

    6.3.2.2.3 Propriedades Viscoelsticas da pele................................................................ 98

    6.3.2.2.3.1 Viscoelasticidade da pele.............................................................................. 98

    6.3.2.2.3.2 Elasticidade biolgica................................................................................... 99

    7 DISCUSSO.............................................................................................................. 100

    8 CONCLUSO............................................................................................................ 110

    9 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS......................................................................... 113

    APNDICES................................................................................................................... 123

    ANEXOS......................................................................................................................... 149

  • RESUMO

  • Camargo Junior, F. B. Desenvolvimento de formulaes cosmticas contendo pantenol e avaliao dos seus efeitos hidratantes na pele humana por bioengenharia cutnea. 2006,

    152 p. Dissertao (Mestrado) Faculdade de Cincias Farmacuticas de Ribeiro Preto,

    Universidade de So Paulo, Ribeiro Preto.

    As vitaminas vm sendo muito utilizadas em cosmticos e dentre elas, o pantenol, por

    fazer parte da constituio normal da pele e devido as suas propriedades umectantes e

    cicatrizantes, tem tido destaque para aplicao nesta categoria de produtos. Devido ao

    interesse e a grande importncia da realizao de estudos que possam avaliar a influncia das

    vitaminas na estabilidade fsica de formulaes cosmticas, bem como de estudos cientficos

    que comprovem os seus benefcios propostos, o objetivo dessa pesquisa foi o

    desenvolvimento, a avaliao da estabilidade e a eficcia na hidratao e nas propriedades

    viscoelsticas de formulaes cosmticas contendo diferentes concentraes de pantenol. Para

    tal, foram desenvolvidas oito formulaes, sendo trs gis a base de polmeros hidroflicos

    (formulaes nos 1, 2, e 3), trs gis creme a base de polmeros hidroflicos e microemulso de

    silicone (formulaes nos 4, 5, e 6) e duas emulses sendo uma delas a base de lcool batlico

    e lecitina de soja (formulao no 7) e a outra a base de manteiga de karit e carbmero

    (formulao no 8). Estas formulaes foram acrescidas ou no de 0,5; 1,0 e 5,0% de pantenol e

    submetidas a testes preliminares de estabilidade. O estudo de estabilidade fsica foi realizado

    por determinao do comportamento reolgico sendo que, com as formulaes consideradas

    mais estveis, foi realizada uma avaliao sensorial prvia ao estudo de eficcia proposto. O

    estudo de eficcia das formulaes objeto de estudo, foi realizado por metodologias in vivo

    no invasivas (Bioengenharia Cutnea), sendo determinados o contedo aquoso do estrato

    crneo, a perda de gua transepidrmica (TEWL), a viscoelasticidade e elasticidade biolgica

    cutnea. Neste estudo, para a determinao dos efeitos a curto prazo, as formulaes foram

    aplicadas nos antebraos de 20 voluntrias, sendo realizadas medidas antes e aps 1 e 2 horas

  • da aplicao nica. Esses mesmos parmetros tambm foram utilizados para realizar medidas

    nos antebraos de 40 voluntrias aps 15 e 30 dias, com aplicao diria das formulaes,

    para avaliar os seus efeitos a longo prazo. Os dados foram analisados estatisticamente para o

    delineamento experimental e discusso dos resultados obtidos. Nas condies experimentais

    deste trabalho, foi possvel concluir que nos testes de estabilidade fsica as formulaes de nos

    2, 5, 6 e 7 foram consideradas as mais estveis e a formulao de n 6 foi a que apresentou o

    melhor sensorial, de acordo com as voluntrias, sendo, portanto, selecionada para os estudos

    de eficcia do pantenol na pele humana. Na avaliao dos efeitos imediatos das formulaes

    na pele humana, foi possvel observar que, aps nica aplicao, todas as formulaes

    estudadas, ou seja, acrescidas ou no de pantenol, proporcionaram um aumento significativo

    no contedo aquoso do estrato crneo aps 1 hora da aplicao, em relao aos valores basais,

    e, aps 2 horas da aplicao, apenas a formulao contendo 5,0% de pantenol provocou um

    aumento significativo neste parmetro. Alm disso, o estudo demonstrou que somente as

    formulaes que continham pantenol nas concentraes avaliadas ocasionaram diminuio

    significativa na TEWL, ou seja, protegeram a funo barreira da pele; entretanto no

    ocorreram alteraes significativas nas propriedades viscoelsticas da pele. Por outro lado, em

    relao avaliao dos efeitos a longo prazo, foi possvel observar que todas as formulaes

    objeto de estudo, apresentaram um aumento significativo no contedo aquoso do estrato

    crneo aps 15 e 30 dias de aplicao, quando comparadas com os valores basais. Em relao

    avaliao da viscoelasticidade e da elasticidade biolgica da pele, assim como no estudo a

    curto prazo, no ocorreram alteraes significativas nestas propriedades da pele no estudo a

    longo prazo. Na avaliao da TEWL, apenas as formulaes que continham pantenol a 1,0 e

    5,0% protegeram a funo barreira, provocando uma diminuio significativa neste

    parmetro, aps 15 e 30 dias de aplicao das formulaes, o que pode sugerir que para que o

  • pantenol tenha um efeito significativo a longo prazo na funo barreira da pele, este deve ser

    incorporado nas formulaes em concentraes mais altas, ou seja, 1,0 e 5,0% de pantenol.

    Palavras chave: Pantenol, Estabilidade Fsica, Bioengenharia Cutnea, Cosmticos

  • ABSTRACT

  • Camargo Junior, F. B. Development of cosmetic formulations containing panthenol and evaluation of their hydration effects on human skin by using Skin Bioengineering

    Techniques. 2006, 152 p. Dissertao (Mestrado) Faculdade de Cincias Farmacuticas de

    Ribeiro Preto, Universidade de So Paulo, Ribeiro Preto.

    Vitamins have been extensively used in cosmetic formulations and panthenol, which is

    vitamin that is a normal constituent of the skin and has humectants and wound healing effects,

    has large application in this category of products. Due to the importance of the conduction of

    studies that contribute to the assessment of the influences of the vitamins on the physical

    stability of dermocosmetic formulations, as well as the necessity of scientific studies that

    confirm their benefits, the aim of this research was to develop cosmetic formulations

    containing panthenol in different concentrations and also to evaluate their physical stability

    and their efficacy in the skin hydration and viscoelastic properties. For this purpose, eight

    formulations were developed, three gels containing hydrophilic polymers (formulations 1, 2 e

    3), other three cream gels containing hydrophilic polymers and silicone microemulsion

    (formulations 4, 5 e 6) and finally two emulsions, one containing batyl alcohol and lecithin

    (formulation 7) and the other one containing shea butter and carbomer (formulation 8). These

    formulations were supplemented or not with 0,5; 1,0 e 5,0% of panthenol and submitted to

    preliminary stability tests. The physical stability of formulations was evaluated by

    determination of the viscosity and rheological behavior. After this, stable formulations were

    submitted to a previous sensorial analysis. The formulation efficacy was evaluated using the

    following non-invasive methodologies (Skin Bioengineering Techniques) determination of

    hydration of the stratum corneum, transepidermal water loss (TEWL), skin viscoelasticity and

    biological elasticity. In order to evaluate the immediate effects, the formulations were applied

    to the forearm of 20 volunteers and the measurements were carried out after 1 and 2 hours of

    a single application. In addition, for the evaluation of long-term effects of the formulations,

    the same parameters were measured after 15 and 30 days of daily application to the forearm

  • of 40 volunteers. In the experimental conditions of the study, it was possible to conclude that

    the formulations 2, 5, 6 and 7 were considered stable. Moreover, formulation 6, according to

    the volunteers, showed the best sensorial attributes, and for this reason, was selected for the

    efficacy study of the panthenol on human skin. The study of the immediate effects showed

    that all the formulations enhanced the stratum corneum water content values after 1 hour of

    the application. However after 2 hours, only the formulation supplemented with 5% of

    panthenol produced significant increase in this parameter. In addition, the study showed that

    only the formulations supplemented with panthenol produced a significant decrease in TEWL,

    protecting skin barrier function. Nevertheless, no significant alterations were observed in the

    skin viscoelastic properties. Concerning the study of the long-term effects, all the

    formulations supplemented or not with panthenol produced a significant increase in skin

    hydration after 15 and 30 days of daily formulation application, when compared with the

    baseline values. No significant alterations were observed in skin viscoelasticity and biological

    elasticity properties in the long term studies. The evaluation of the TEWL showed that only

    the formulations supplemented with 1 and 5% of panthenol improved the skin barrier

    function, resulting in a significant decrease in this parameter after 15 and 30 of daily

    application of these formulations, which can suggest that to present significant long-term

    effects on skin barrier function, the formulation under study must be supplemented with

    higher concentrations of panthenol, such as 1 or 5%.

    Key-words: Panthenol, Physical stability, Skin Bioengineering Techniques, Cosmetics.

  • 1 INTRODUO

  • 20

    Com o grande desenvolvimento tecnolgico da indstria cosmtica e aps uma melhor

    compreenso da fisiologia da pele, vrias substncias ativas passaram a ser utilizadas em

    formulaes cosmticas, sendo que entre essas, as vitaminas vm se destacando.

    A aplicao tpica de vitaminas pode trazer vrios benefcios pele como proteo

    dos danos da radiao UV, da ao do tempo e no tratamento de alteraes cutneas, ligadas a

    determinadas patologias ou simplesmente que preocupam o paciente pelo carter inesttico.

    As vitaminas, A, C, E e pantenol vm sendo bastante utilizadas em formulaes

    cosmticas e dermatolgicas, sendo que vrios estudos tem sido relatados na literatura

    referentes aplicao dessas vitaminas na pele, principalmente em relao vitamina A e

    seus derivados.

    Embora, o pantenol, venha sendo muito utilizado em formulaes cosmticas e tenha o

    seu uso consagrado na rea farmacutica como cicatrizante tpico, este no tem sido alvo de

    tantas pesquisas.

    O pantenol uma pr-vitamina, que corresponde a um lcool biologicamente ativo,

    que quando aplicado topicamente, convertido a cido pantotnico (vitamina B5), um

    constituinte natural da pele e do cabelo, e importante co-fator da coenzima A, a qual est

    envolvida no metabolismo intermedirio de protenas, carboidratos e gorduras.

    Muitos autores tm sugerido o uso do pantenol como agente umectante para a pele,

    porm ainda faltam estudos que avaliem os efeitos da aplicao de formulaes cosmticas,

    contendo esta pr-vitamina, nas reais condies de uso.

    Considerando que a pele eudrmica muito menos vulnervel s agresses externas e,

    ainda, que a pele seca pode estar relacionada a vrias alteraes cutneas, como ictiosi e

    descamao, de fundamental importncia o desenvolvimento de produtos cosmticos

    contendo pantenol em veculos adequados, disponibilizando ao consumidor formulaes

    estveis e com eficcia comprovada na preveno e tratamento da pele seca.

  • 21

    Assim, de fundamental importncia a Pesquisa e Desenvolvimento de formulaes.

    cosmticas estveis contendo pantenol, bem como a avaliao das caractersticas sensoriais e

    os efeitos na hidratao cutnea e viscoelasticidade dessas formulaes.

    .

  • 22

    2 REVISO DA LITERATURA

  • 23

    2.1 Vitaminas e a pele

    A pele um rgo complexo e heterogneo que reveste o corpo humano, com uma

    rea de superfcie no indivduo adulto de aproximadamente 1,7 m2, que corresponde a

    aproximadamente 5,5% da massa corporal, sendo assim considerada o maior rgo do corpo

    humano (GOLDSMITH, 1990; EDWARDS; MARKS, 1995).

    A pele composta essencialmente de trs camadas de tecidos: uma superior a

    epiderme; uma camada intermediria a derme e uma camada mais profunda a hipoderme

    (LEONARDI, 2004).

    A epiderme formada por um epitlio pavimentoso estratificado, que sustentada e

    nutrida por uma camada espessa e resistente de tecido conjuntivo, denso e fibroelstico,

    denominado derme. A derme uma camada muito vascularizada que possui arterolas e

    vnulas, por onde circula o sangue, e tambm possui numerosos receptores sensoriais, sendo

    ligada aos tecidos subjacentes, por uma camada de tecido conjuntivo frouxo, denominada

    hipoderme, que contm quantidade varivel de tecido adiposo.

    As principais funes que a pele exerce em nosso corpo, so proteger os rgos

    internos contra a luz ultravioleta e agresses mecnicas, qumicas e trmicas; evitar a

    desidratao excessiva e a invaso de microorganismos devido a sua superfcie relativamente

    impermevel; conferir sensibilidade por possuir uma variedade de receptores para tato,

    temperatura, dor e presso; tm ao termoreguladora, devido presena de plos e tecido

    adiposo subcutneo, bem como diversas funes metablicas, pois os triglicerdeos

    encontrados no tecido adiposo (hipoderme) representam importante reserva de energia e a

    sntese de vitamina D, que ocorre na epiderme, fundamental no suplemento da quantidade

    obtida na dieta alimentar (BECHELLI; CURBAN, 1975; HALLER, 1989; EDWARDS;

    MARKS, 1995).

  • 24

    Com o melhor conhecimento da fisiologia da pele, do cabelo e das unhas, aumentou-se

    o interesse da aplicao de vitaminas em formulaes de uso tpico (IDSON, 1993; PAOLA

    et al. 1998; LEONARDI, 2004).

    As vitaminas so substncias orgnicas essenciais para a manuteno das funes

    metablicas dos seres vivos. Atuam em reaes bioqumicas como co-fatores enzimticos

    (SMITH et al., 1991; PAOLA et al. 1998).

    A alimentao inadequada ou a deficincia de vitaminas na dieta pode produzir

    avitaminose, que se manifesta de diversas formas, muitas vezes provocando leses cutneas.

    As deficincias vitamnicas graves ou prolongadas podem resultar em doenas como beribri,

    escorbuto, raquitismo e pelagra. Juntamente com outros metablitos, as carncias vitamnicas

    podem tambm determinar a interrupo no crescimento dos cabelos e propiciar sua queda

    (PAOLA et al. 1998).

    Normalmente os tratamentos dos problemas ocasionados pela deficincia vitamnica

    so contornados por sua administrao oral, mais existem evidncias que em certos casos, a

    aplicao tpica mais efetiva do que a via oral (PAOLA et al. 1998).

    Experimentos em animais e humanos, avaliando a penetrao tpica das vitaminas,

    indicaram que possvel obter concentrao local maior na pele do que pela via oral, podendo

    exercer, tambm, determinada ao farmacodinmica (PAOLA et al. 1998).

    Alm disto, testes laboratoriais e clnicos fornecem forte evidncia de que a aplicao

    tpica de vitaminas em concentraes adequadas tem importante papel nos processos

    protetores, corretivos e de renovao da pele, cabelo e unhas e desse modo atuam no combate

    de vrias doenas de pele, pois ajudam a prevenir, retardar ou impedir certas mudanas

    degenerativas associadas ao processo de envelhecimento, como a pele seca e escamosa, e a

    formao de rugas (IDSON, 1993).

  • 25

    O emprego progressivamente maior de vitaminas nas indstrias farmacutica,

    cosmtica e alimentcia, confere a elas uma importncia extraordinria. Por conseguinte,

    compreensvel todo o trabalho que vem sendo desenvolvido para a obteno de formulaes

    estveis e eficazes que as contenham.

    Na rea cosmtica, especificamente, as vitaminas tm despertado grande interesse em

    funo de suas propriedades farmacodinmicas sendo que, dentre estas, destacam-se os efeitos

    umectante e emoliente, a atividade antioxidante e protetora contra os danos causados pelos

    raios ultravioletas e o controle na queratinizao e melanognese (PAOLA et al. 1998; MAIA

    CAMPOS et al., 1999; GEHRING; GLOOR, 2000; SILVA; MAIA CAMPOS, 2000; LUPO,

    2001; GASPAR; MAIA CAMPOS, 2003; LEONARDI et al. 2006).

    Dessa maneira, para o controle de determinados processos cutneos degenerativos,

    associados s alteraes fisiolgicas, vem sendo recomendado o uso tpico de vitaminas

    como fatores de restabelecimento da homeostase. (IDSON, 1993; LEONARDI, 2004).

    Nas reas cosmtica e dermatolgica as vitaminas A, C, E, pantenol (pr-vitamina B5)

    e seus derivados tm despertado especial interesse, devido ao grande nmero de estudos

    relatados com formulaes que as contenha (IDSON, 1993; KELLER; FENSKE, 1998;

    MAIA CAMPOS et al., 1999; GEHRING; GLOOR, 2000; SILVA; MAIA CAMPOS, 2000;

    LUPO, 2001; GASPAR; MAIA CAMPOS, 2003a).

    As vitaminas A, C e E, vm sendo bastante estudadas, principalmente a vitamina A,

    uma vez que o seu derivado, o cido retinico tem sido muito bem investigado, em relao a

    seus efeitos e mecanismo de ao (ORFANOS, 1997; KELLER; FENSKE, 1998). J o

    pantenol, embora tambm descrito como uma importante substncia ativa de uso tpico, ainda

    no tem sido alvo de tantos estudos como as demais vitaminas.

  • 26

    2.1.1 Pantenol

    O pantenol uma pr-vitamina que corresponde a um lcool biologicamente ativo, e

    quando aplicado topicamente convertido a cido pantotnico (vitamina B5), um constituinte

    natural da pele e do cabelo e importante co-fator da coenzima A, a qual est envolvida no

    metabolismo intermedirio de protenas, carboidratos e gorduras (IDSON, 1993; BADRA et

    al. 1994; EBNER et al., 2002). O cido pantotnico pode ser sintetizado por bactrias

    intestinais, sendo encontrada na carne, gros integrais, grmen de trigo, soro do leite, rins,

    fgado, corao, verduras, levedura de cerveja, frutas secas, frango e melao (PAOLA et al.,

    1998).

    Este ativo est disponvel em duas formas, o ismero dextro-rotatrio, d-pantenol, e a

    forma racmica, dl-pantenol. A atividade fisiolgica da forma racmica inferior atividade

    do ismero dextro-rotatrio. O d-pantenol um lquido incolor, viscoso, enquanto que o dl-

    pantenol um p branco cristalino. Ambos so bem solveis em gua e so mais

    estveis na faixa de pH 4-7, sendo o pH timo aproximadamente 6. A hidrlise ocorre de

    forma crescente medida que o pH varia a partir do pH timo. Ambas as formas so

    insolveis em gorduras e leos (IDSON, 1993; PAOLA et al., 1998).

    O pantenol tem sido descrito como agente umectante para pele, cabelos e unhas,

    podendo tambm apresentar propriedades cicatrizantes e antiinflamatrias (IDSON, 1993;

    PAOLA et al., 1998; EBNER 2002), sendo, portanto, amplamente empregado em um grande

    nmero de preparaes cosmticas e farmacuticas, tais como cremes e loes para a face e

    corpo, pomadas labiais e batons, xampus, condicionadores, rinses e sprays para os cabelos

    (BADRA et al., 1994; WANG; TSENG, 2000; LEONARDI, et al., 2006).

    Em produtos para o cabelo esta pr-vitamina parece ter valor especial, particularmente

    como um condicionador, evitando quebras, e assim mantendo um aspecto natural. O pantenol

    penetra na haste de forma osmtica e se mantm de forma substantiva aps o enxgue,

  • 27

    ajudando na reteno da umidade e assim evita a sensao de ressecamento e de fragilidade.

    Portanto o pantenol pode espessar ou intumescer o cabelo humano normal em mais de 10%, o

    que no caso da gua, em condies esse efeito seria em torno de 1% (IDSON, 1993; PAOLA

    et al., 1998).

    Aps um nico ciclo de tratamento a quantidade total de pantenol depositada sobre o

    cabelo danificado (descolorido) significativamente maior que sobre o cabelo normal (4,6

    vezes para 0,5% de pantenol) (IDSON, 1993).

    Em relao pele, este rgo tem uma necessidade relativamente alta de coenzima A,

    a forma biologicamente ativa do cido d-pantotnico. essencial para o funcionamento

    normal dos tecidos epiteliais, sendo um constituinte natural da pele saudvel. As

    manifestaes da pele relativas deficincia do cido pantotnico so bem conhecidas e

    incluem cornificao, despigmentao e descamao. A regenerao celular acelerada pela

    aplicao tpica do d-pantenol, resultando nas propriedades de cura documentada desta pr-

    vitamina (IDSON, 1993; EBNER et al., 2002).

    Graas a sua capacidade de penetrao e ao se notvel carter umectante, o pantenol

    pode agir como hidratante da pele, sendo incorporado em produtos como, cremes, loes ou

    tnicos, normalmente em concentraes que variam entre 0,5 e 5%, a fim de aliviar o

    ressecamento da pele envelhecida, estimulando a sua umectao. Neste processo, o pantenol

    fornece pele uma sensao suave, leve sem ser gorduroso ou pegajoso (IDSON, 1993).

    O pantenol tambm acelera o processo de regenerao celular da pele, o que auxilia na

    cicatrizao de leses superficiais presentes em queimaduras, fissuras, escaras, leses crneas,

    dermatoses ulcerativas e piognicas e dermatites alrgicas, resultando em bons resultados

    estticos. Alm disso, o pantenol eleva a resistncia a inflamaes e alivia coceiras devido a

    uma possvel ao anti-histamnica (IDSON, 1993; PAOLA et al., 1998; EBNER et al., 2002).

  • 28

    Formulaes cosmticas com propriedades hidratantes so consideradas como uma

    das mais importantes categorias de produtos, uma vez que estes atuam prevenindo queratose

    atpica e o envelhecimento cutneo precoce e so usadas ainda como auxiliar no tratamento

    de vrias alteraes, tais como eczema atpico e ictose (IDSON, 1993; FLYNN et al., 2001).

    No desenvolvimento de formulaes em geral deve-se levar em considerao, dentre

    outros, o tipo de formulao, a finalidade de uso, o tipo de pele e a compatibilidade entre as

    possveis substncias ativas a serem acrescidas nestas, o que leva necessidade de estudos de

    estabilidade e avaliao de eficcia e segurana de uso.

    2.2 Estabilidade fsica de formulaes cosmticas - Reologia

    A estabilidade fsica a propriedade que os produtos cosmticos apresentam de

    manter, de forma inalterada as suas caractersticas fsicas, como cor, odor, textura,

    consistncia, sensao ao tato e comportamento reolgico, aps a sua fabricao (DLEN,

    2001).

    Dentre os vrios tipos de anlise, que so empregadas para avaliar a estabilidade fsica

    de formulaes cosmticas, o estresse por armazenagem em temperaturas elevadas, tem sido

    amplamente empregado, tanto em instituies de pesquisa, quanto em empresas da rea

    cosmtica (MAIA CAMPOS; SILVA, 2000).

    Uma vez que a adio de vitaminas em formulaes cosmticas pode causar

    instabilidade a estas, tais como diminuio da viscosidade e alterao das caractersticas

    reolgicas da mesma, dentre os testes de estabilidade fsica, a reologia tem tido grande e

    crescente interesse nas indstrias cosmtica e farmacutica, tendo em vista que a consistncia

    e o espalhamento dos produtos devem ser reproduzidos de lote para lote, assegurando a

    qualidade tecnolgica do produto acabado (LEONARDI; MAIA CAMPOS, 2001;

    LEONARDI, 2004).

  • 29

    O estudo da reologia visa obter informaes sobre as propriedades de escoamento e

    deformao de materiais sob a influncia de foras externas.

    Os materiais em geral, podem apresentar dois diferentes tipos de comportamento de

    acordo com as caractersticas de fluxo: Newtonianos e no-Newtonianos. O fluxo Newtoniano

    apresenta valores constantes de viscosidade, independente da fora externa aplicada. O fluxo

    no-Newtoniano apresenta diminuio ou aumento nos valores de viscosidade em relao

    fora externa aplicada, ou seja, ao aumento da tenso de cisalhamento. Os fluxos no-

    Newtonianos so denominados de dilatantes, quando apresentam aumento nos valores de

    viscosidade e plsticos ou pseudoplsticos quando apresentam diminuio nos valores de

    viscosidade em relao ao aumento da tenso de cisalhamento (MARTIN; BUSTAMANTE;

    CHUN, 1993).

    O fluxo pseudoplstico o mais comum e mais interessante para os produtos

    cosmticos, que muitas vezes necessitam de uma viscosidade inicial adequada, e um

    determinado ndice de fluidez no momento da aplicao, permitindo um bom espalhamento e

    uma melhor cobertura da pele (DAHMS, 1996).

    Assim a avaliao do comportamento reolgico assume cada vez mais importncia,

    pois a anlise dos parmetros viscosidade, ndice de fluxo, ndice de consistncia e tixotropia,

    permitem compreender melhor a natureza fsico-qumica do veculo na fase de

    desenvolvimento, controlar a qualidade de matrias-primas e produtos acabados, e ainda,

    verificar o efeito da consistncia do produto na liberao e penetrao cutnea de substncias

    ativas, permitindo tambm detectar possveis instabilidades que possam ocorrer na

    formulao durante o perodo de estocagem, podendo assim contribuir na previso do prazo

    de validade da mesma (MARTIN; BUSTAMANTE; CHUN, 1993; LABA, 1993; BARNES,

    1994; BARNES, 1997; FOSTER; HERRINGTON, 1998; BRUMMER; GODERSKY, 1999;

    CALLEGOS, 1999; ALMEIDA; BAHIA, 2003; GASPAR; MAIA CAMPOS, 2003).

  • 30

    2.3 Eficcia de formulaes cosmticas

    2.3.1 Avaliao sensorial

    O tipo de formulao e a aceitao do consumidor frente s caractersticas sensoriais

    de uma formulao podem influir de maneira importante na escolha do produto. Alm disso, o

    usurio pode variar a forma de aplicao, a freqncia de uso e a quantidade de produto

    utilizada, dependendo de uma maior ou menor aceitao das caractersticas sensoriais e de

    espalhabilidade deste (GOMES et al., 1998).

    Assim, a avaliao sensorial um instrumento que pode influir significativamente, o

    sucesso de um produto cosmtico, uma vez que se deve considerar que as percepes de

    qualidade de um produto para um formulador e um consumidor so diferentes; a qualidade

    avaliada por um formulador baseada na confiabilidade de um produto durante o tempo de

    armazenagem em diferentes condies ambientais, priorizando a conservao das

    propriedades originais do produto: forma de apresentao e ativos. Para o consumidor, a

    qualidade de um produto est diretamente relacionada com sua percepo fisiolgica e sua

    sensao de bem estar produzida durante e depois da aplicao (TACHINARDI et al., 2005).

    Aps a realizao de um estudo das caractersticas sensoriais de um produto, podemos

    direcion-lo para um determinado segmento de mercado e assim minimizar os problemas de

    aceitao, aproximando-se do produto ideal. Nesse sentido, a avaliao sensorial se

    apresenta como o melhor caminho para a rea de marketing e a rea de desenvolvimento de

    uma empresa criar uma efetiva e bem sucedida parceria no lanamento de novos produtos de

    sucesso (TACHINARDI et al., 2005).

  • 31

    2.3.2 Bioengenharia cutnea

    Alm de estudos de estabilidade e de avaliao sensorial, imprescindvel a avaliao

    de eficcia de produtos dermocosmticos, sendo que no caso do pantenol, a obteno dos seus

    efeitos propostos pode ser dependente de sua concentrao na formulao (IDSON, 1993).

    Dentre os mtodos disponveis para a avaliao de produtos dermocosmticos, as

    metodologias in vivo no invasivas (Bioengenharia Cutnea) vem sendo amplamente

    utilizadas na realizao dos estudos de eficcia durante o desenvolvimento de uma

    formulao cosmtica, uma vez que possibilita uma avaliao criteriosa dos efeitos na pele

    humana, utilizando-se de voluntrios, nas reais condies de uso de um produto (MIGNINI,

    1998; SAGIV, 2001; DOBREV, 2002; PIRARD 2002; LEONARDI et al., 2002).

    A Bioengenharia Cutnea consiste no estudo das caractersticas biolgicas, mecnicas

    e funcionais da pele por meio de medidas objetivas e criteriosas de algumas variveis, por

    mtodos no invasivos cientificamente comprovados, que no causam desconforto ao

    voluntrio (BERARDESCA, 1994; PIERARD et al. 1995; LOMUTO et al., 1995; HENRY et

    al., 1996; BENAIGES et al., 1998; WIECHERS; BARLOW, 1999; OBA et al., 2002; L

    FUR et al., 2002; EGAWA et al., 2002a; SILVER et al., 2003).

    O emprego constante de metodologias no invasivas para a avaliao dos efeitos de

    formulaes cosmticas na pele, tem proporcionado o desenvolvimento de inmeros

    equipamentos para leitura de diferentes parmetros (BERARDESCA et al, 1991;

    RODRIGUES, 1997; OBA et al., 2002; EGAWA et al., 2002a; SMITH et al., 2002).

    O contedo aquoso do estrato crneo mantido por um filme hidrolipdico

    encontrado na pele, que tem como funes: formar uma barreira de proteo acdica evitando

    a penetrao de substncias danosas ao organismo, proteger a pele do ressecamento e manter

    a sua flexibilidade ( SMITH, 1999; SPENCER, 1998).

  • 32

    Dentre os vrios mtodos propostos para a determinao do contedo aquoso do

    estrato crneo, o mtodo da capacitncia tem sido o mais empregado, pois utiliza corrente de

    baixa frequncia e pouco afetado pela temperatura e umidade relativas. O Corneometer

    um equipamento baseado na medida da capacitncia, e vem sendo muito utilizado na

    avaliao do contedo aquoso do estrato crneo por apresentar alta sensibilidade (ROGIERS,

    1996; RODRIGUES, 1997; EGAWA et al., 2002b; SAGIV; MARCUS, 2003; OGOSHI;

    SERUP, 2005; COUTEAU; COIFFARD; SEBILLE-RIVAIN, 2006).

    Uma vez que substncias tidas como hidratantes podem atuar por dois mecanismos

    diferentes, sendo o mecanismo ativo atravs da reteno de gua na pele devido s

    caractersticas higroscpicas, e o passivo, prevenindo a perda de gua da pele, criando uma

    barreira superficial sobre a mesma, em paralelo aos estudos de determinao do teor aquoso

    do estrato crneo, a realizao do estudo da perda transepidrmica de gua (TEWL), ou seja,

    a difuso de gua atravs do estrato crneo para a superfcie de fundamental importncia,

    pois esta medida est relacionada com a funo barreira da pele, que exerce controle sobre a

    perda de lquidos por transpirao e evaporao, influenciando na hidratao cutnea. O

    Tewameter um equipamento baseado no princpio da difuso que vem sendo muito

    empregado na determinao da perda transepidrmica de gua (TEWL) (RODRIGUES, 1997;

    ROSSI; VERGAMI, 1997; EGAWA et al., 2002b).

    Alm disso, para o estudo de hidratao cutnea, pode-se ainda avaliar as propriedades

    viscoelsticas da pele, as quais esto relacionadas com a hidratao nas camadas mais

    profundas da epiderme (DOBREV, 2000).

    As propriedades viscoelsticas da pele podem ser avaliadas por diversos equipamentos

    que so baseados em mtodos de torso e suco (MURRAY; WICKET, 1997; JEMEC;

    WULF, 1999). O Cutometer um equipamento que vem sendo muito empregado em estudos

    cientficos para avaliar as propriedades viscoelsticas da pele, cujo princpio de medida se

  • 33

    baseia na suco da pele (CUA; WILHELM; MAIBACH, 1990; DOBREV, 1998; WISSING;

    MULLER, 2003; DOBREV, 2005).

    Considerando que o pantenol pode atuar como agente umectante e devido a grande

    importncia da realizao de estudos que possam avaliar e comprovar cientificamente os

    efeitos de formulaes cosmticas na hidratao cutnea, dentre outros, este trabalho se

    prope a avaliar a estabilidade, as caractersticas sensoriais e a eficcia de formulaes

    cosmticas contendo pantenol em diferentes concentraes.

  • 34

    3 OBJETIVOS

  • 35

    O objetivo dessa pesquisa foi o desenvolvimento e a avaliao da estabilidade de

    formulaes cosmticas contendo pantenol em diferentes concentraes, bem como a

    avaliao dos efeitos hidratantes destas formulaes na pele humana por bioengenharia

    cutnea.

  • 36

    4 MATERIAL E MTODOS

  • 37

    4.1 Matrias-primas

    As matrias-primas a seguir, esto descritas, de acordo com a nomenclatura

    estabelecida no Index ABC, Brando (2000) e, quando necessrio, tambm esto descritos o

    nome comercial, o fabricante e o fornecedor.

    - gua destilada e deionizada

    - lcool batlico, cido esterico, cido caprlico, cido cprico, triglicrides

    e lecitina, Nikkolipid 81S, Nikko Chemicals.

    - Carbmero , Carbopol Ultrez

    - Fenoxetanol e parabenos, Phenova , Croda

    - Glicerina PA

    - Goma sclerotium, Amigel, Alban Miller

    - Hidroxietilcelulose, Natrosol , Aqualon

    - Manteiga de karit, sorbitan sesquioleato, polisorbate 20, carbmero,

    celulose, Nanocolloidyl 2022, Nikko Chemicals

    - Microemulso de silicone, Net FS , Nikko Chemicals

    - NaOH (sol 10%)

    - leo de rcino hidrogenado e etoxilado (40 OE), Emulgin HRE 40, Pharmaspecial

    - Propilenoglicol PA

    - Pantenol , DSM

  • 38

    4.2 Equipamentos e acessrios

    - Agitador mecnico, Heidolph , RZR 2021

    - Balana eletrnica Marte, modelo AS 2000

    - Centrfuga Excelsa Baby II, Fanem, modelo 206-R, potncia 0,0440 kw

    - Corneometer modelo CM 825 (Courage & Khazaka)

    - Cutometer modelo SEM 575 (Courage & Khazaka)

    - Chapa de aquecimento

    - Embalagens plsticas de PVC opacas, com sistema de vlvula pump, com capacidade para

    30 gramas.

    - Embalagens plsticas de PVC opacas, com capacidade para 15 gramas

    - Estufas termostatizadas com controle de umidade e fotoperodo Eletrolab, modelo 111FC de

    37C e 45C

    - Higrmetro, CE

    - Peagmetro, Digimed , modelo DM 20

    - Purificador de gua Milli Q

    - Remetro modelo DV-III (tipo Cone &Placa), marca Brookfield, acoplado a Software

    Rheocalc verso V1. 01, Brookfield e um spindle CP 52

    - Termmetro

    - Tewameter TM 210 (Courage & Khazaka)

    - Vidrarias em geral

  • 39

    4.3 Desenvolvimento das formulaes

    Foram desenvolvidas formulaes de gis a base de polmeros hidroflicos (Quadro 1),

    gis-creme a base de polmeros hidroflicos e microemulso de silicone (Quadro 2) e

    emulses a base de complexo contendo lcool batlico e lecitina de soja e a base de manteiga

    de karit, e carbmero (Quadro 3), as quais foram preparadas em agitador Heidolph RZR

    2021 a 625 rpm durante 20 minutos. Estas formulaes foram acrescidas ou no, de 0,5; 1,0 e

    5,0% de pantenol na forma d-pantenol.

    Quadro 1. Formulaes de gis a base de polmeros hidroflicos.

    Concentrao das matrias-primas % (p/p) Matrias-primas Form. n 1 Form. n 2 Form. n 3

    Hidroxietilcelulose 2,00 - - Carbmero - 0,80 - Goma sclerotium - - 2,00 Propilenoglicol 2,50 2,50 2,50 Glicerina 2,50 2,50 2,50 Fenoxietanol e parabenos 0,80 0,80 0,80 leo de rcino hidrogenado e etoxilado (40 OE)

    2,00 2,00 2,00

    NaOH (sol 10%) - qs. pH 5,4-6,0 - gua deionizada qsp. 100,00 100,00 100,00

  • 40

    Quadro 2. Formulaes de gis-creme a base de polmeros hidroflicos e microemulso de silicone.

    Concentrao das matrias-primas % (p/p) Matrias-primas Form. n 4 Form. n 5 Form. n 6

    Hidroxietilcelulose 2,00 - - Carbmero - 0,80 - Goma sclerotium - - 2,00 Microemulso de silicone 2,00 2,00 2,00 Propilenoglicol 2,50 2,50 2,50 Glicerina 2,50 2,50 2,50 Fenoxietanol e parabenos 0,80 0,80 0,80 leo de rcino hidrogenado e etoxilado (40 OE)

    2,00 2,00 2,00

    NaOH (sol 10%) - qs. pH 5,4-6,0 - gua deionizada qsp. 100,00 100,00 100,00 Quadro 3. Emulses a base de complexo contendo lcool batlico e lecitina de soja e a base de manteiga de karit e carbmero.

    Concentrao das Matrias-primas % (p/p)

    Matrias-primas

    Form. n 7 Form. n 8 lcool batlico, cido esterico, cido caprlico, cido cprico, triglicrides e lecitina

    3,5

    -

    Manteiga de karit, sorbitan sesquioleato, polisorbate 20, carbmero, celulose

    -

    2,0

    Hidroxietilcelulose 0,50 - Propilenoglicol 2,50 2,50 Glicerina 2,50 2,50 Fenoxietanol e parabenos 0,80 0,80 leo de rcino hidrogenado e etoxilado (40 OE)

    2,00 2,00

    gua deionizada qsp. 100,00 100,00

  • 41

    4.3.1 Determinao do pH

    A medida de pH foi realizada em peagmetro Digimed, utilizando-se amostras

    diludas a 10% em gua destilada (MAIA CAMPOS; BADRA, 1992).

    4.3.2 Testes preliminares de estabilidade

    4.3.2.1 Teste de centrifugao

    Neste teste preliminar de estabilidade, 5 gramas de cada amostra objeto de estudo

    foram centrifugados a 3000 rpm, por 30 minutos em centrfuga Excelsa Baby , modelo 206-

    R, potncia 0,0440 Kw, Fanem (MAIA CAMPOS; BADRA, 1992).

    4.3.2.2 Avaliao das caractersticas macroscpicas e organolpticas

    Amostras das formulaes foram armazenadas no ambiente e submetidas a estresse

    trmico, em estufas Eletrolab, modelo III FC com controle de umidade (70% de UR) e

    temperatura (37C e 45C) e observadas visualmente, quanto a alteraes do tipo: cor,

    separao de fases e homogeneidade, diariamente, por um perodo de 7 dias (MAIA

    CAMPOS; BADRA, 1992).

    4.3.3 Estudo de estabilidade fsica por determinao do comportamento reolgico

    Para a avaliao da estabilidade fsica das formulaes objeto de estudo, estas foram

    novamente preparadas 24 horas antes da primeira anlise e acondicionadas em potes plsticos

    opacos com capacidade para 15g, sendo ento armazenadas no ambiente e em estufas

    termostatizadas a 37 e 45C por um perodo de 30 dias. Em intervalos de tempo de 15 dias

    foram retiradas amostras das formulaes que permaneceram por 24 horas em temperatura

    ambiente, para a determinao da viscosidade e do comportamento reolgico.

  • 42

    Para este estudo, foi utilizado um remetro DV-III digital tipo Cone & Placa (marca

    BROOKFIELD), acoplado a um Software Rheocalc verso V1. 01, Brookfield, utilizando-se

    spindle CP52 e 0,5g de amostra. Todas as medidas foram efetuadas a 25C (GASPAR; MAIA

    CAMPOS, 2003) e utilizando velocidade de rotao, progressivamente maiores (1 20 rpm),

    para se obter a curva ascendente. O procedimento foi repetido no sentido inverso com

    velocidades, progressivamente menores (20 1 rpm), para se obter a curva descendente.

    A integrao numrica das curvas dos reogramas assim obtidos foi realizada no

    Software Microcal Origin e a rea sob a curva foi obtida para o clculo da rea de histerese

    (GASPAR; MAIA CAMPOS, 2003).

    Atravs dos valores obtidos de viscosidade aparente, de acordo com a lei de Ostwald,

    foi possvel determinar tambm os valores de ndice de fluxo (SORIANO et al., 1996).

    = K ()n

    Onde,

    = tenso de cisalhamento (D/cm2)

    = gradiente de cisalhamento (1/Sec)

    K = ndice de consistncia

    n = ndice de fluxo

    Para melhor visualizao das alteraes sofridas pelas formulaes ao longo do

    experimento, os valores de viscosidade, ndice de consistncia, ndice de fluxo e tixotropia,

    foram plotados em grficos com auxlio do Software Prism.

  • 43

    5 CASUSTICA E MTODOS

  • 44

    5.1 Avaliao dos efeitos das formulaes na pele humana por Bioengenharia Cutnea

    5.1.1 Triagem das voluntrias

    Aps a devida aprovao do projeto pelo Comit de tica em Pesquisa envolvendo

    seres humanos da Faculdade de Cincias Farmacuticas de Ribeiro Preto USP Protocolo

    n 40-CEP/FCFRP (Anexo A), foram selecionadas 20 voluntrias para a avaliao dos efeitos

    imediatos das formulaes e 40 voluntrias para o estudo dos efeitos a longo prazo aps

    aplicao diria das mesmas formulaes, sendo que algumas voluntrias participaram dos

    dois estudos (DAL BELO; GASPAR; MAIA CAMPOS, 2005).

    As voluntrias apresentavam idades entre 20 e 35 anos e peles tipo , e IV

    (Quadro 4), ausncia do hbito de fumar, no apresentavam alteraes hormonais

    significativas como menopausa, hiper ou hipotireoidismo, entre outros e no apresentavam

    nenhum tipo de alergia ou dermatose nas regies dos antebraos. Durante a seleo, quando

    alguma voluntria informava ter o hbito de utilizar algum produto cosmtico, na regio dos

    antebraos, a mesma foi orientada a interromper o uso do produto, por no mnimo duas

    semanas antes de participar do presente estudo (DAL BELO; GASPAR; MAIA CAMPOS,

    2005).

    As voluntrias leram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

    (Anexo B), declarando que estavam plenamente de acordo em participar desta pesquisa,

    estando cientes dos procedimentos, dos riscos e dos benefcios.

  • 45

    Quadro 4- Fototipos cutneos (PATHAK; FITZPATRICK, 1993).

    Fototipos Descrio Sensibilidade ao Sol

    - Branca Queima com facilidade, nunca bronzeia

    Muito sensvel

    - Branca

    Queima com facilidade, bronzeia muito pouco

    Sensvel

    - Morena Clara

    Queima moderadamente, bronzeia moderadamente

    Normal

    V Morena Moderada

    Queima pouco, bronzeia com facilidade

    Normal

    V Morena Escura

    Queima raramente, bronzeia bastante

    Pouco sensvel

    V - Negra

    Nunca queima, totalmente pigmentada

    Insensvel

    5.1.2 Descrio das metodologias empregadas neste estudo

    5.1.2.1 Avaliao Sensorial

    Neste estudo as voluntrias aplicaram uma quantidade padronizada (200mg) das

    formulaes de nos 2, 5, 6 e 7 contendo 1,0% de pantenol, em regies distintas na poro

    inferior mdia dos antebraos, e em seguida receberam um questionrio de avaliao sensorial

    no qual constavam perguntas relacionadas a toque e pegajosidade, espalhabilidade e aparncia

    na pele, sensao imediata e sensao aps 5 minutos da aplicao (ANCONI et al., 2004).

  • 46

    5.1.2.2 Determinao do contedo aquoso do estrato crneo

    Para a realizao deste estudo foi utilizado o equipamento Corneometer CM 825,

    acoplado a um software, que mede o contedo aquoso do estrato crneo, baseado no princpio

    da medida da capacitncia eltrica, ou seja, na variao da constante dieltrica da gua. Os

    resultados so fornecidos em unidades arbitrrias (UA) onde se estima que 1 UA corresponda

    a 0,2 - 0,9mg de gua por grama de estrato crneo. Foram efetuadas 20 medies em cada

    regio dos antebraos das voluntrias, sendo calculada a mdia dos valores obtidos. O nmero

    de medies realizadas foi determinado conforme o tamanho da regio estudada, de tal forma

    a garantir que todo o local fosse avaliado (DAL BELO; GASPAR; MAIA CAMPOS, 2005).

    5.1.2.3 Determinao da perda transepidrmica de gua (TEWL)

    Para a realizao deste estudo foi utilizado o equipamento Tewameter TM 210,

    acoplado a um software, cuja funo medir a perda transepidrmica de gua, baseado no

    principio de difuso descrito por Adolf Fick em 1885:

    dm = - D.A. dp dt dx

    Onde, dm/dt o fluxo de difuso, A a rea, dc/dx a alterao de concentrao por

    distncia e D o coeficiente de difuso do vapor de gua no ar. Os valores so dados em g.m-

    2.h -1. A sonda do aparelho permaneceu por 2 minutos sobre a pele nas regies dos antebraos,

    e o valor mdio das 12 medidas obtidas neste intervalo de tempo foi empregado nos clculos

    posteriores (GIOIA; CELLENO, 2002; NANGIA, 2002).

  • 47

    5.1.2.4 Determinao das propriedades viscoelasticas da pele

    Para a avaliao das propriedades viscoelsticas da pele foi utilizado o aparelho

    Cutometer SEM 575, equipado com uma sonda que possui um orifcio com 2 mm de

    dimetro, que mede a deformao da pele em resposta suco, ou seja, a presso negativa

    que criada pelo dispositivo de leitura provoca sensvel penetrao da pele no orifcio e o

    nvel de penetrao obtido determinado por um sistema de leitura tico, no qual a

    intensidade de luminosidade captada proporcional penetrao da pele no dispositivo

    (Dobrev, 2000).

    Este equipamento acoplado a um software, com 4 mdulos de leitura, que contm

    frmulas para calcular as variveis que podem ser estudadas e so apresentados na tela do

    computador e gravados juntamente com o grfico obtido. Em nossos estudos utilizamos o

    mdulo 1, o qual produz uma rpida suco da pele, seguida de interrupo da suco, sendo

    a presso empregada de 450mbar. Cada leitura foi realizada utilizando-se 5 ciclos

    consecutivos de suco.

    Os resultados fornecidos pelo equipamento (Quadro 5) so calculados a partir do

    grfico apresentado na Figura 1. Neste estudo, foram analisados os valores de

    viscoelasticidade cutnea (R6) e elasticidade biolgica (R7).

  • 48

    Quadro 5 - Variveis fornecidas pelo equipamento Cutometer SEM 575 e seus significados

    Variveis Significado

    R0 = UF Amplitude Mxima, ponto mais elevado da curva (Firmeza da pele).

    R1 = R

    Amplitude Mnima.

    R2 = Ua/Uf

    Parte situada entre a amplitude mxima e a capacidade de recuperao da pele (elasticidade bruta). Quanto mais perto o valor estiver de 1 (100%), mais elstica a curva.

    R3

    a ltima amplitude mxima.

    R4

    a ltima amplitude mnima.

    R5 = Ur/Ue

    Elasticidade lquida. Quanto mais perto o valor estiver de 1 (100%), maior a elasticidade.

    R6 = Uv/Ue

    Razo entre a viscoelasticidade cutnea e a distenso imediata.

    R7 = Ur/Uf

    Elasticidade biolgica. Habilidade da pele em retornar sua posio inicial, aps deformao.

    R8

    rea acima da curva, dada por Uf e pelo tempo de suco. Quanto menor o valo, mais elstica a curva.

  • 49

    Figura 1. Curva de deformao da pele obtida pelo equipamento Cutometer SEM 575 (DOBREV, 2000).

    Legenda: Ue: distenso imediata Uv: distenso retardada Ur: retrao imediata Uf: distenso final R: deformao residual no fim do ciclo de medida

    5.1.3 Avaliao dos efeitos das formulaes aps uma nica aplicao

    A regio escolhida para a realizao dos estudos dos efeitos imediatos das formulaes

    objeto de estudo foi a poro inferior mdia dos antebraos de 20 voluntrias previamente

    selecionadas.

    Os testes foram realizados a partir de 20 minutos de aclimatao em ambiente com

    controle de temperatura (19-21C) e de umidade relativa do ar (40-50%) (PINNAGODA;

    TUPKER; SERUP, 1990; SERUP, 1994; ROGIERS et al., 1999).

    O antebrao direito foi subdividido em duas regies (36 cm2), onde foram aplicadas, a

    formulao veculo e a formulao contendo 0,5% de pantenol. O antebrao esquerdo tambm

    foi subdividido em duas regies (36 cm2), onde foram aplicadas, a formulao contendo 1,0%

    de pantenol e a formulao contendo 5,0% de pantenol. Essas regies e as formulaes

    aplicadas nas mesmas foram randomizadas entre as voluntrias a fim de minimizar as

  • 50

    diferenas entre as anlises (DAL BELO; GASPAR; MAIA CAMPOS, 2005; ROGIERS et

    al., 1999).

    Para o estudo dos efeitos imediatos na pele, foram realizadas medidas antes (valores

    basais) e aps 1 e 2 horas da primeira aplicao, do contedo aquoso do estrato crneo, da

    perda transepidrmica de gua (TEWL) e das propriedades viscoelsticas da pele, de acordo

    com as metodologias descritas nos itens 5.1.2.2., 5.1.2.3. e 5.1.2.4., respectivamente

    (ROGIERS et al., 1999).

    5.1.4 Avaliao dos efeitos das formulaes a longo prazo

    Para a realizao do estudo a longo prazo, 40 voluntrias levaram para suas casas duas

    formulaes das quatro estudadas, que foram aplicadas uma em cada antebrao, duas vezes ao

    dia, por um perodo de 30 dias. As quatro formulaes objeto estudo (veculo e as

    formulaes contendo as 0,5; 1,0 e 5,0% de pantenol) foram fornecidas s voluntrias de

    forma randomizada, a fim de minimizar as diferenas entre as anlises. Aps 15 e 30 dias as

    voluntrias retornaram sala de ensaios biolgicos da Faculdade de Cincias Farmacuticas

    de Ribeiro Preto, para a realizao de novas medidas do contedo aquoso do estrato crneo,

    da perda transepidrmica de gua (TEWL) e das propriedades viscoelsticas da pele.

    A fim de evitar engano durante a aplicao pelas voluntrias, estas foram instrudas

    adequadamente em termos de quantidade a ser aplicada de cada formulao na sua regio

    especfica.

    5.1.5 Anlise estatstica

    Os dados experimentais obtidos na avaliao dos efeitos das formulaes na pele

    humana aps uma nica aplicao (avaliao sensorial, contedo aquoso do estrato crneo,

    perda de gua transepidrmica, viscoelasticidade da pele e elasticidade biolgica) foram

  • 51

    submetidos anlise de normalidade da distribuio amostral, sendo selecionado o teste no

    paramtrico de Friedman para a avaliao sensorial e o teste paramtrico Anlise de

    Varincia, seguido pelo teste complementar de Tukey, o selecionado para a realizao das

    demais anlises em estudo. Os testes acima referidos foram realizados por meio de software

    estatstico (GMC) elaborado por Maia Campos (2002).

  • 52

    6 RESULTADOS

  • 53

    6.1 Desenvolvimento das formulaes

    6.1.1 Determinao do pH

    Os valores de pH obtidos para as formulaes estudadas encontram-se na Tabela 1,

    onde pode-se observar que praticamente todas as formulaes apresentaram pH levemente

    cido, na faixa de 5,3 a 6,8.

    Tabela 1 - Valores de pH das 8 formulaes estudadas, acrescidas ou no de pantenol nas concentraes 0,5; 1,0 e 5,0%, aps 24 horas do preparo das mesmas. Formulaes pH

    Veculo Veculo + 0,5% de pantenol

    Veculo + 1,0% de pantenol

    Veculo + 5,0% de pantenol

    1 5,6 5,7 6,0 6,2 2 6,0 6,0 6,1 6,1 3 6,3 6,4 6,4 6,8 4 5,7 5,6 6,0 6,2 5 5,9 5,9 6,0 5,8 6 6,1 5,9 6,3 6,5 7 5,3 5,6 5,8 6,2 8 5,7 5,8 5,8 5,8

    6.1.2 Testes preliminares de estabilidade

    6.1.2.1 Centrifugao

    As formulaes desenvolvidas no apresentaram separao de fases frente ao teste de

    centrifugao, sendo todas consideradas estveis e assim, submetidas ao teste de estabilidade

    acelerado por estresse trmico, onde foram analisadas suas caractersticas macroscpicas.

    6.1.2.2 Determinao das caractersticas macroscpicas e organolpticas

    As formulaes desenvolvidas mostraram-se estveis frente a este teste, pois no

    foram observadas alteraes do tipo: cor, separao de fases e homogeneidade aps

  • 54

    estocagem no ambiente e a 37 1 e 451C, durante o perodo de 7 dias.

    6.1.3 Estudo de estabilidade fsica por determinao do comportamento reolgico

    O estudo do comportamento reolgico das formulaes objeto de estudo pode ser

    avaliado por meio dos reogramas (Figuras 2 a 33) e dos valores de viscosidade aparente

    mnima (Tabela 2 e Figuras 34 a 57), de ndice de consistncia (Tabela 3 e Figuras 58 a 81),

    de ndice de fluxo (Tabela 4 e Figuras 82 a 105) e de rea de histerese (Tabela 5 e Figuras

    106 a 129), obtidos ao longo do perodo de 30 dias.

    Durante o perodo de anlise, os reogramas das formulaes de nos 6 e 7 (Figuras 22 a

    29) praticamente no apresentaram alteraes significativas, tais como picos de instabilidade

    e/ou comportamento antitixotrpico. As formulaes de nos 2 (Figuras 6 a 8), 5 (Figuras 18 a

    21) e 8 (Figuras 30 a 33) apresentaram pequenas variaes em relao ao perfil dos reogramas

    obtidos no tempo inicial. J a formulao de no 1 (Figuras 2 a 5) apresentou alteraes em

    todos os reogramas, atravs de picos e comportamento antitixotrpico. A formulao de no 3

    (Figuras 10 a 13) apresentou comportamento antitixotrpico em alguns reogramas e a

    formulao de no 4 (Figuras 14 a 17) apresentou picos de instabilidade durante todo o perodo

    de estudo nas temperaturas estudadas.

    Os valores de viscosidade aparente obtidos (calculados a partir do ponto mximo de

    cisalhamento), mostram que a formulao de no 1 (Figuras 34 a 36) apresentou os maiores

    valores de viscosidade aparente, sendo que a mesma quando acrescida de 1,0% de pantenol,

    apresentou uma diminuio nos valores de viscosidade, tanto no ambiente, como a 37oC aps

    o tempo de 15 dias. A formulao de no 2 (Figuras 37 a 39) apresentou oscilaes nos valores

    de viscosidade, tanto no ambiente, e quando submetida a temperaturas de 37 e 45oC. A

    formulao de no 3 (Figuras 40 a 42) apresentou uma queda nos valores de viscosidade

    quando acrescida de 0,5 e 1,0% de pantenol, em todas as temperaturas estudadas aps 15 dias.

  • 55

    A formulao de no 4 (Figuras 43 a 45) apresentou o menor valor de viscosidade, com

    tudo, no apresentou muitas oscilaes no decorrer do estudo. A formulao de no 5 (Figuras

    46 a 48) apresentou um aumento da viscosidade quando acrescida de 5,0% de pantenol.

    As formulaes de nos 6 e 7 (Figuras 49 a 54) no apresentaram oscilaes nos valores

    de viscosidade e a formulao de no 8 (Figuras 55 a 57) quando acrescida de 1,0% de pantenol

    apresentou uma queda no valor da viscosidade no ambiente aps 15 dias e quando submetida

    temperatura de 45oC aps 30 dias.

    Em relao ao ndice de consistncia, a formulao de no 1 apresentou vrias

    oscilaes quando mantida no ambiente e quando submetida a 37oC. A formulao de no 1

    sem adio de pantenol, obteve aumento nos valores deste parmetro, principalmente no

    tempo 15 dias. Ao acrescentar 0,5% de pantenol nesta formulao, foi possvel observar um

    aumento dos valores de ndice de consistncia no tempo 30 dias, quando as mesmas foram

    submetidas s temperaturas de 37 e 45oC.

    A formulao de no 2 (Figuras 65 a 67) apresentou os maiores valores de ndice de

    consistncia e apresentou alteraes com a adio de diferentes concentraes de pantenol,

    sendo que a formulao que continha a maior concentrao apresentou os maiores valores de

    ndice de consistncia.

    A formulao de no 3 (Figuras 65 a 67) apresentou uma queda nos valores de ndice

    de consistncia quando acrescido de 0,5 e 1,0% de pantenol aps 15 dias de estudo. A

    formulao de no 4 (Figuras 68 a 70) apresentou os menores valores de ndice de consistncia

    e no apresentou oscilaes durante o perodo de anlise.

    A formulao de no 5 (Figuras 71 a 73) apresentou maiores variaes nos valores de

    ndice de consistncia com a adio de pantenol, ou seja, quanto maior a concentrao de

    pantenol na formulao, maiores foram os valores de ndice de consistncia obtidos.

    As formulaes de nos 6 e 7 (Figuras 74 a 79) no apresentaram oscilaes nos seus

  • 56

    valores de ndice de consistncia. J a formulao de no 8 (Figuras 80 a 82) apresentou

    alteraes neste parmetro em todas as temperaturas estudadas.

    Todas as formulaes apresentaram comportamento pseudoplstico, ou seja, ndice de

    fluxo menor que 1.

    As formulaes de nos 1 (Figuras 82 a 84) e 4 (Figuras 91 a 93) apresentaram os

    maiores valores de ndice de fluxo e juntamente com a formulao de no 8 (Figuras 103 a

    105), apresentaram as maiores oscilaes nos valores de ndice de fluxo obtidos ao longo do

    perodo de estudo. O restante das formulaes no apresentou grandes oscilaes em relao

    aos valores de ndice de fluxo.

    Nos resultados da tixotropia, observou-se que as formulaes de nos 1 (Figuras 106 a

    108) e 3 (Figuras 112 a 114) apresentaram oscilaes nestes valores, e tambm obtiveram

    valores de tixotropia negativos (comportamento antitixotrpico). A formulao de no 7

    (Figuras 124 a 126) apresentou valores de tixotropia mais elevados.

    Desse modo, as formulaes de nos 2, 5, 6 e 7, foram consideradas as mais estveis

    neste estudo, sendo, assim selecionadas para a etapa de avaliao sensorial.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F1BT0 F1BT15 F1BT30 F1B37T15 F1B37T30 F1B45T15 F1B45T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 2 : Formulao de no 1 estudada nos tempos inicial, 15 e 30 dias e no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F105T0 F105T15 F105T30 F10537T15 F10537T30 F10545T15 F10545T15

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 3: Formulao de no 1 acrescida de 0,5% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias e no ambiente, 37 e 45 C.

  • 57

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F11T0 F11T15 F11T30 F1137T15 F1137T30 F1145T15 F1145T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 4: Formulao de no 1 acrescida de 1,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F15T0 F15T15 F15T30 F1537T15 F1537T30 F1545T15 F1545T30

    She

    ar s

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear rate (1/Sec)

    Figura 5: Formulao de no 1 acrescida de 5,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F2BT0 F2BT15 F2BT30 F2B37T15 F2B37T30 F2B45T15 F2B45T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 6: Formulao de no 2 estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F205T0 F205T15 F205T30 F20537T15 F20537T30 F20545T15 F20545T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura7: Formulao de no 2 acrescida de 0,5% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F21T0 F21T15 F21T30 F2137T15 F2137T30 F2145T15 F2145T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 8: Formulao de no 2 acrescida de 1,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F25T0 F25T15 F25T30 F2537T15 F2537T30 F2545T15 F2545T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 9: Formulao de no 2 acrescida de 5,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

  • 58

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F3BT0 F3BT15 F3BT30 F337BT15 F337BT30 F345BT15 F345BT30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 10: Formulao de no 3 estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F305T0 F305T15 F305T30 F30537T15 F30537T30 F30545T15 F30545T30

    Shea

    r stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear rate (1/Sec)

    Figura 11: Formulao de no 3 acrescida de 0,5% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F31T0 F31T15 F31T30 F3137T15 F3137T30 F3145T15 F3145T30

    She

    ar s

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear rate (1/Sec)

    Figura 12: Formulao de no 3 acrescida de 1,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F35T0 F35T15 F35T30 F3537T15 F3537T30 F3545T15 F3545T30

    Shea

    r stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear rate (1/Sec)

    Figura 13: Formulao de no 3 acrescida de 5,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F4BT0 F4BT15 F4BT30 F4B37T15 F4B37T30 F4B45T15 F4B45T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 14: Formulao de no 4 estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F405T0 F405T15 F405T30 F40537T15 F40537T30 F40545T15 F40545T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 15: Formulao de no 4 acrescida de 0,5% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

  • 59

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 450

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F41T0 F41T15 F41T30 F4137T15 F4137T30 F4145T15 F4145T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Stress (1/Sec)

    Figura 16: Formulao de no 4 acrescida de 1,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F45T0 F45T15 F45T30 F4537T15 F4537T30 F4545T15 F4545T30

    Shea

    r stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear rate (1/Sec)

    Figura 17: Formulao de no 4 acrescida de 5,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F5BT0 F5BT15 F5BT30 F5B37T15 F5B37T30 F5B45T15 F5B45T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 18: Formulao de no 5 estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F505T0 F505T15 F505T30 F50537T15 F50537T30 F50545T15 F50545T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 19: Formulao de no 5 acrescida de 0,5% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F51T0 F51T15 F51T30 F5137T15 F5137T30 F5145T15 F5145T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 20: Formulao de no 5 acrescida de 1,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F55T0 F55T15 F55T30 F5537T15 F5537T30 F5545T15 F5545T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 21: Formulao de no 5 acrescida de 5,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

  • 60

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F6BT0 F6BT15 F65BT30 F6B37T15 F6B37T30 F6B45T15 F6B45T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 22: Formulao de no 6 estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F605T0 F605T15 F605T30 F60537T15 F60537T30 F60545T15 F605$5T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 23: Formulao de no 6 acrescida de 0,5% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F61T0 F61T15 F61T30 F6137T15 F6137T30 F6145T15 F6145T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 24: Formulao de no 6 acrescida de 1,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F65T0 F65T15 F65T30 F6537T15 F6537T30 F6545T15 F6545T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 25: Formulao de no 6 acrescida de 5,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F7BT0 F7BT15 F7BT30 F7B37T15 F7B37T30 F7B45T15 F7B45T30

    Shea

    r stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 26: Formulao de no 7 estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F705T0 F705T15 F705T30 F70537T15 F70537T30 F70545T15 F70545T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 27: Formulao de no 7 acrescida de 0,5% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

  • 61

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F11T0 F11T15 F11T30 F1137T15 F1137T30 F1145T15 F1145T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 28: Formulao de no 7 acrescida de 1,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F75T0 F75T15 F75T30 F7537T15 F7537T30 F7545T15 F7545T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 29: Formulao de no 7 acrescida de 5,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F8BT0 F8BT15 F8BT30 F8B37T15 F8B37T30 F8B45T15 F8B45T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 30 Formulao de no 8 estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F805T0 F805T15 F805T30 F80537T15 F80537T30 F80545T15 F80545T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 31 Formulao de no 8 acrescida de 0,5% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F81T0 F81T15 F81T30 F8137T15 F8137T30 F8145T15 F8145T30

    Shea

    r Stre

    ss (D

    /cm

    2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 32 Formulao de no 8 acrescida de 1,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

    0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 550

    500

    1000

    1500

    2000

    2500

    3000

    F85T0 F85T15 F85T30 F8537T15 F8537T30 F8545T15 F8545T30

    She

    ar S

    tress

    (D/c

    m2 )

    Shear Rate (1/Sec)

    Figura 33 Formulao de no 8 acrescida de 5,0% de pantenol estudada no tempo inicial, 15 e 30 dias no ambiente, 37 e 45 C.

  • 62

    Tabela 2. Viscosidade aparente mnima (cP) inicial das formulaes estudadas (F1, F2, F3, F4, F5, F6, F7 e F8) acrescidas ou no de 0,5; 1,0 e 5,0% de pantenol, e das viscosidades aparentes mnimas (cP) quando as formulaes foram mantidas no ambiente e submetidas a 37 e 45C por 15 e 30 dias. Valores calculados no ponto mximo de cisalhamento.

    Viscosidade aparente mnima (cP)

    Ambiente 37C 45C

    Form

    ula

    o

    Inic

    ial

    15

    dias

    30

    dias

    15

    Dias

    30

    dias

    15

    Dias

    30

    Dias

    F1 5045 5735 5785 5510 5829 5630 5762 F1 0,5% 5427 5278 5629 5411 5676 5336 4763 F1 1,0% 4458 880 5789 1062 958 4846 6982 F1 5,0% 5467 5883 6020 5642 5498 6732 6841

    F2 4046 3436 3509 3981 3023 2639 2875 F2 0,5% 4115 4192 5574 3205 4428 4001 4753 F2 1,0% 3439 3539 3814 3834 3893 4286 4374 F2 5,0% 4508 5141 5126 6183 5874 5342 5176

    F3 1282 1440 1160 1513 1514 1678 1838 F3 0,5% 3891 1692 1912 1656 1922 1686 1971 F3 1,0% 2778 1583 1573 1774 2048 1946 2276 F3 5,0% 1665 1440 1548 1735 1966 1666 2099

    F4 492 198 403 329 634 673 364 F4 0,5% 556 580 437 378 521 482 599 F4 1,0% 362 530 255 299 525 580 678 F4 5,0% 795 629 874 442 339 413 609

    F5 3839 4148 4129 4428 4158 4227 3927 F5 0,5% 4428 3961 4532 4433 4365 4905 5196 F5 1,0% 4423 4428 4330 4561 4877 4612 5415 F5 5,0% 5467 4148 6192 5824 5637 4939 5342

    F6 1506 1361 1878 1533 1332 2163 1543 F6 0,5% 1441 1460 1273 1489 1455 1533 1553 F6 1,0% 1347 1332 1514 1592 1548 1671 1588 F6 5,0% 1317 1357 1588 1465 1529 1588 1681

    F7 2003 2226 2276 2000 2281 1863 1858 F7 0,5% 1953 1823 1887 1961 2271 1691 1809 F7 1,0% 1874 1809 1932 1873 1897 1814 1843 F7 5,0% 1829 1745 1917 1823 2168 1686 1941

    F8 3459 2642 2988 3155 3219 3288 2620 F8 0,5% 4165 4876 4798 4625 4275 4898 5677 F8 1,0% 4384 4522 4576 4998 4591 4384 629 F8 5,0% 2475 3642 2315 3047 3209 3131 3809

  • 63

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F1F1+0,5%PF1+1,0%PF1+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 34: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 1 (F1) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), no ambiente e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F1F1+0,5%PF1+1,0%PF1+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 35: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 1 (F1) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), na temperatura 37C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F1F1+0,5%PF1+1,0%PF1+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 36: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 1 (F1) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), na temperatura 45C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F2F2+0,5%PF2+1,0%PF2+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 37: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 2 (F2) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), no ambiente e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F1F1+0,5%PF1+1,0%PF1+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 38: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 2 (F2) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), na temperatura 37C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F1F1+0,5%PF1+1,0%PF1+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 39: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 2 (F2) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), na temperatura 45C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

  • 64

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F3F3+0,5%PF3+1,0%PF3+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 40: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 3 (F3) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), no ambiente e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F3F3+0,5%PF3+1,0%PF3+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 41: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 3 (F3) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), na temperatura 37C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F3F3+0,5%PF3+1,0%PF3+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 42: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 3 (F3) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), na temperatura 45C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F4F4+0,5% PF4+1,0% PF4+5,0% P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Ape

    rent

    e

    Figura 43: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 4 (F4) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), no ambiente e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F4F4+0,5%PF4+1,0%PF4+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 44: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 4 (F4) acrescida ou no de 0,5; 1,0 e 5,0% de pantenol (P) temperatura 37C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F4F4+0,5%PF4+1,0%PF4+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Ape

    rent

    e

    Figura 45: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 4 (F4) acrescida ou no de 0,5; 1,0 e 5,0% de pantenol (P), na temperatura 45C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

  • 65

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F5F5+0,5%PF5+1,0%PF5+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 46: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 5 (F5) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P), no ambiente e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

    0 10 20 30 400

    2000

    4000

    6000

    8000

    10000F5F5+0,5%PF5+1,0%PF5+5,0%P

    Tempo (dias)

    Visc

    osid

    ade

    Apa

    rent

    e

    Figura 47: Valores da viscosidade aparente (cP) da Formulao 5 (F5) acrescida ou no de 0,5, 1,0 e 5,0% de pantenol (P),temperatura 37C e nos tempos inicial, 15 e 30 dias.

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