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DESTINAÇÃO FINAL DE EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTÓXICOS ... · PDF filefabricante e para o Governo na questão de educação e comunicação. ... comprovantes de entrega das embalagens

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  • _____________________________________________________________________ ANDEF - Associao Nacional de Defesa Vegetal

    Rua Capito Antonio Rosa, 376 - 13 andar - cep: 01443-010 - So Paulo - SP Fone: (11) 3081 5033

    DESTINAO FINAL DE EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTXICOS

    Apresentao

    O principal motivo para darmos a destinao final correta para as embalagens vazias dos agrotxicos diminuir o risco para a sade das pessoas e de contaminao do meio ambiente.

    Durante vrios anos, a iniciativa privada e rgos do governo vm trabalhando em conjunto num programa nacional para o destino final das embalagens, e hoje sabemos que os principais ensinamentos sobre o tema abordado tm surgido atravs de iniciativas da indstria e da participao voluntria de diversos segmentos da sociedade. As parcerias estabelecidas e os convnios firmados com empresas, entidades, revendedores e cooperativas permitiram a implantao de uma rede de Unidades Centrais de Recebimento de Embalagens no Brasil, que hoje ajuda a reduzir o nmero de embalagens abandonadas na lavoura, estradas e s margens de mananciais dgua.

    Com a experincia adquirida nestes anos e a necessidade de atendermos as exigncias estabelecidas pela Lei Federal n. 9.974 de 06/06/00 e Decreto n. 4.074 de 08/01/02, o inpEV redigiu este manual de orientao a fim de facilitar o entendimento da nova legislao.

    A nova legislao federal disciplina a destinao final de embalagens vazias de agrotxicos e determina as responsabilidades para o agricultor, o revendedor, o fabricante e para o Governo na questo de educao e comunicao. O no cumprimento destas responsabilidades poder implicar em penalidades previstas na legislao especfica e na lei de crimes ambientais (Lei 9.605 de 13/02/98), como multas e at pena de recluso.

    No poderamos deixar de mencionar nesta publicao o importante apoio do GT1 (grupo de trabalho) para desenvolver planos de ao e implementar programas educativos que estimulem a devoluo correta e segura das embalagens vazias de agrotxicos por parte dos usurios nas unidades de recebimentos. As entidades que participaram do GT1 so: AENDA Associao das Empresas Nacionais de Defensivos Agrcolas; ANDAV - Associao Nacional de Distribuidores de Defensivos Agrcolas e Veterinrios; ANDEF - Associao Nacional de Defesa Vegetal; ANVISA/MS Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria/Ministrio da Sade; CNA - Confederao Nacional da Agricultura; EMBRAPA/CNPMA - Centro Nacional de Pesquisa sobre Monitoramento e Impacto Ambiental; FAFRAM - Faculdade de Agronomia Francisco Maeda ; FNSA - Frum Nacional de Secretrios de Agricultura; IAP - Instituto Ambiental do Paran; IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis; INCRA - Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria; INFC - Instituto Novas Fronteiras da Cooperao; MA - Ministrio da Agricultura; MDA - Ministrio do Desenvolvimento Agrrio; MMA - Ministrio do Meio Ambiente; OCB - Organizao das Cooperativas Brasileiras; SEACOOP Servio Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo; SENAR - Servio Nacional de

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    Aprendizagem Rural e o SINDAG - Sindicato Nacional da Indstria de Produtos para a Defesa Agrcola.

    Introduo

    A destinao final das embalagens vazias de agrotxicos um procedimento complexo que requer a participao efetiva de todos os agentes envolvidos na fabricao, comercializao, utilizao, licenciamento, fiscalizao e monitoramento das atividades relacionadas com o manuseio, transporte, armazenamento e processamento dessas embalagens.

    Considerando a grande diversificao de embalagens e de formulaes de agrotxicos com caractersticas fsicas e composies qumicas diversas e as exigncias estabelecidas pela Lei Federal n. 9.974 de 06/06/00 e Decreto n. 4.074 de 08/01/02, foi elaborado este manual contendo procedimentos, mnimos e necessrios, para a destinao final segura das embalagens vazias de agrotxicos, com a preocupao de que os eventuais riscos decorrentes de sua manipulao sejam minimizados a nveis compatveis com a proteo da sade humana e meio ambiente.

    Todos os pormenores dos procedimentos deste manual foram elaborados com o intuito de orientar os canais de distribuio na fase de estruturao para as operaes de recebimento e armazenamento das embalagens vazias. Dessa forma, evitaremos aes isoladas de recepo inadequada (sem critrios pr-estabelecidos para embalagens lavadas e no-lavadas) das embalagens vazias nas lojas e, conseqentemente, o manuseio e armazenagem irregulares de embalagens contaminadas (no lavveis) em reas urbanas. Com a colaborao de todos os envolvidos, estaremos estruturados para atuar de forma padronizada nas unidades de recebimento em todo Brasil e, conseqentemente, contribuir para a adequao e uniformidade das atividades relacionadas ao manuseio de embalagens vazias nova legislao.

    Objetivo

    Este manual esclarece, inicialmente, algumas dvidas dos canais de distribuio e tcnicos que atuam na comercializao e utilizao de agrotxicos, com relao regulamentao sobre destinao final de embalagens.

    Divulga, tambm, com base na legislao, as principais responsabilidades dos fabricantes, canais de distribuio e usurios e amplia a discusso com os setores envolvidos para facilitar a sua aplicao.

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    Responsabilidades

    As responsabilidades so do usurio, do revendedor e do fabricante.

    Os Usurios devero:

    a) Preparar as embalagens vazias para devolv-las nas unidades de recebimento;

    Embalagens rgidas lavveis: efetuar a lavagem das embalagens (Trplice Lavagem ou Lavagem sob Presso);

    Embalagens rgidas no lavveis: mant-las intactas, adequadamente tampadas e sem vazamento;

    Embalagens flexveis contaminadas: acondicion-las em sacos plsticos padronizados.

    b) Armazenar na propriedade, em local apropriado, as embalagens vazias at a sua devoluo;

    c) Transportar e devolver as embalagens vazias, com suas respectivas tampas e rtulos, para a unidade de recebimento indicada na Nota Fiscal pelo cana de distribuio, no prazo de at um ano, contado da data de sua compra. Se, aps esse prazo, remanescer produto na embalagem, facultada sua devoluo em at 6 meses aps o trmino do prazo de validade.

    d) Manter em seu poder, para fins de fiscalizao, os comprovantes de entrega das embalagens (um ano), a receita agronmica (dois anos) e a nota fiscal de compra do produto.

    Os Canais de Distribuio devero :

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    a) Disponibilizar e gerenciar unidades de recebimento para a devoluo de embalagens vazias pelos usurios/agricultores1;

    b) No ato da venda do produto, informar aos usurios/agricultores sobre os procedimentos de lavagem, acondicionamento, armazenamento, transporte e devoluo das embalagens vazias;

    c) Informar o endereo da sua unidade de recebimento de embalagens vazias para o usurio, fazendo constar esta informao no corpo da Nota Fiscal de venda do produto;

    d) Fazer constar dos receiturios que emitirem, as informaes sobre destino final das embalagens;

    e) Implementar, em colaborao com o Poder Pblico e empresas registrantes, programas educativos e mecanismos de controle e estmulo LAVAGEM (Trplice ou sob Presso) e devoluo das embalagens vazias por parte dos usurios.

    (1) Sugesto: os revendedores podem formar parcerias entre si ou com outras entidades, para a implantao e gerenciamento de Unidades de Recebimento no intuito de otimizar custos e facilitar os agricultores tendo s um endereo para a regio.

    Os Fabricantes devero:

    a) Providenciar o recolhimento, e dar a destruio final adequada s embalagens vazias devolvidas s unidades de recebimento em, no mximo, um ano, a contar da data de devoluo pelos usurios/agricultores;

    b) Implementar, em colaborao com o Poder Pblico, programas educativos e mecanismos de controle e estmulo LAVAGEM (Trplice e sob Presso) e devoluo das embalagens vazias por parte dos usurios/agricultores;

    c) Alterar os modelos de rtulos e bulas para que constem informaes sobre os procedimentos de lavagem, armazenamento, transporte, devoluo e destinao final das embalagens vazias.

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    Preparao das embalagens

    Embalagens lavveis

    Definio: So aquelas embalagens rgidas (plsticas, metlicas e de vidro) que acondicionam formulaes lquidas de agrotxicos para serem diludas em gua (de acordo com a norma tcnica NBR-13.968).

    1. Procedimentos para o Preparo e Movimentao das Embalagens:

    1.1. Lavagem das embalagens:

    Procedimentos de lavagem das embalagens rgidas (plsticas, metlicas e de vidro):

    Como fazer a Trplice Lavagem?

    a) Esvazie completamente o contedo da embalagem no tanque do pulverizador;

    b) Adicione gua limpa embalagem at do seu volume;

    c) Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;

    d) Despeje a gua de lavagem no tanque do pulverizador;

    e) Faa esta operao 3 vezes;

    f) Inutilize a embalagem plstica ou metlica, perfurando o fundo.

    Como fazer a Lavagem Sob Presso?

    Este procedimento somente pode ser realizado em pulv

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