DESTINAÇÃO FINAL DE EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTÓXICOS

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DESTINAO FINAL DE EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTXICOS

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DESTINAO FINAL DE EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTXICOS ApresentaoO principal motivo para darmos a destinao final correta para as embalagens vazias dos agrotxicos diminuir o risco para a sade das pessoas e de contaminao do meio ambiente. Durante vrios anos, a iniciativa privada e rgos do governo vm trabalhando em conjunto num programa nacional para o destino final das embalagens, e hoje sabemos que os principais ensinamentos sobre o tema abordado tm surgido atravs de iniciativas da indstria e da participao voluntria de diversos segmentos da sociedade. As parcerias estabelecidas e os convnios firmados com empresas, entidades, revendedores e cooperativas permitiram a implantao de uma rede de Unidades Centrais de Recebimento de Embalagens no Brasil, que hoje ajuda a reduzir o nmero de embalagens abandonadas na lavoura, estradas e s margens de mananciais dgua. Com a experincia adquirida nestes anos e a necessidade de atendermos as exigncias estabelecidas pela Lei Federal n. 9.974 de 06/06/00 e Decreto n. 4.074 de 08/01/02, o inpEV redigiu este manual de orientao a fim de facilitar o entendimento da nova legislao. A nova legislao federal disciplina a destinao final de embalagens vazias de agrotxicos e determina as responsabilidades para o agricultor, o revendedor, o fabricante e para o Governo na questo de educao e comunicao. O no cumprimento destas responsabilidades poder implicar em penalidades previstas na legislao especfica e na lei de crimes ambientais (Lei 9.605 de 13/02/98), como multas e at pena de recluso. No poderamos deixar de mencionar nesta publicao o importante apoio do GT1 (grupo de trabalho) para desenvolver planos de ao e implementar programas educativos que estimulem a devoluo correta e segura das embalagens vazias de agrotxicos por parte dos usurios nas unidades de recebimentos. As entidades que participaram do GT1 so: AENDA Associao das Empresas Nacionais de Defensivos Agrcolas; ANDAV - Associao Nacional de Distribuidores de Defensivos Agrcolas e Veterinrios; ANDEF - Associao Nacional de Defesa Vegetal; ANVISA/MS Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria/Ministrio da Sade; CNA - Confederao Nacional da Agricultura; EMBRAPA/CNPMA - Centro Nacional de Pesquisa sobre Monitoramento e Impacto Ambiental; FAFRAM - Faculdade de Agronomia Francisco Maeda ; FNSA - Frum Nacional de Secretrios de Agricultura; IAP - Instituto Ambiental do Paran; IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis; INCRA - Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria; INFC - Instituto Novas Fronteiras da Cooperao; MA Ministrio da Agricultura; MDA - Ministrio do Desenvolvimento Agrrio; MMA - Ministrio do Meio Ambiente; OCB - Organizao das Cooperativas Brasileiras; SEACOOP Servio Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo; SENAR - Servio Nacional de Aprendizagem Rural e o SINDAG - Sindicato Nacional da Indstria de Produtos para a Defesa Agrcola.

IntroduoA destinao final das embalagens vazias de agrotxicos um procedimento complexo que requer a participao efetiva de todos os agentes envolvidos na fabricao, comercializao, utilizao, licenciamento, fiscalizao e monitoramento das atividades relacionadas com o manuseio, transporte, armazenamento e processamento dessas embalagens. Considerando a grande diversificao de embalagens e de formulaes de agrotxicos com caractersticas fsicas e composies qumicas diversas e as exigncias estabelecidas pela Lei Federal n. 9.974 de 06/06/00 e Decreto n. 4.074 de 08/01/02, foi elaborado este manual contendo procedimentos, mnimos e necessrios, para a destinao final segura das embalagens vazias de agrotxicos, com a preocupao de que os eventuais riscos decorrentes de sua manipulao sejam minimizados a nveis compatveis com a proteo da sade humana e meio ambiente.

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Todos os pormenores dos procedimentos deste manual foram elaborados com o intuito de orientar os canais de distribuio na fase de estruturao para as operaes de recebimento e armazenamento das embalagens vazias. Dessa forma, evitaremos aes isoladas de recepo inadequada (sem critrios pr-estabelecidos para embalagens lavadas e no-lavadas) das embalagens vazias nas lojas e, conseqentemente, o manuseio e armazenagem irregulares de embalagens contaminadas (no lavveis) em reas urbanas. Com a colaborao de todos os envolvidos, estaremos estruturados para atuar de forma padronizada nas unidades de recebimento em todo Brasil e, conseqentemente, contribuir para a adequao e uniformidade das atividades relacionadas ao manuseio de embalagens vazias nova legislao.

ObjetivoEste manual esclarece, inicialmente, algumas dvidas dos canais de distribuio e tcnicos que atuam na comercializao e utilizao de agrotxicos, com relao regulamentao sobre destinao final de embalagens. Divulga, tambm, com base na legislao, as principais responsabilidades dos fabricantes, canais de distribuio e usurios e amplia a discusso com os setores envolvidos para facilitar a sua aplicao.

ResponsabilidadesAs responsabilidades so do usurio, do revendedor e do fabricante. Os Usurios devero: a) Preparar as embalagens vazias para devolv-las nas unidades de recebimento; Embalagens rgidas lavveis: efetuar a lavagem das embalagens (Trplice Lavagem ou Lavagem sob Presso); Embalagens rgidas no lavveis: mant-las adequadamente tampadas e sem vazamento; intactas,

Embalagens flexveis contaminadas: acondicion-las em sacos plsticos padronizados.

b) Armazenar na propriedade, em local apropriado, as embalagens vazias at a sua devoluo; c) Transportar e devolver as embalagens vazias, com suas respectivas tampas e rtulos, para a unidade de recebimento indicada na Nota Fiscal pelo cana de distribuio, no prazo de at um ano, contado da data de sua

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compra. Se, aps esse prazo, remanescer produto na embalagem, facultada sua devoluo em at 6 meses aps o trmino do prazo de validade. d) Manter em seu poder, para fins de fiscalizao, os comprovantes de entrega das embalagens (um ano), a receita agronmica (dois anos) e a nota fiscal de compra do produto. Os Canais de Distribuio devero : a) Disponibilizar e gerenciar unidades de recebimento para a devoluo de embalagens vazias pelos usurios/agricultores1; b) No ato da venda do produto, informar aos usurios/agricultores sobre os procedimentos de lavagem, acondicionamento, armazenamento, transporte e devoluo das embalagens vazias; c) Informar o endereo da sua unidade de recebimento de embalagens vazias para o usurio, fazendo constar esta informao no corpo da Nota Fiscal de venda do produto; d) Fazer constar dos receiturios que emitirem, as informaes sobre destino final das embalagens; e) Implementar, em colaborao com o Poder Pblico e empresas registrantes, programas educativos e mecanismos de controle e estmulo LAVAGEM (Trplice ou sob Presso) e devoluo das embalagens vazias por parte dos usurios.(1) Sugesto: os revendedores podem formar parcerias entre si ou com outras entidades, para a implantao e gerenciamento de Unidades de Recebimento no intuito de otimizar custos e facilitar os agricultores tendo s um endereo para a regio.

Os Fabricantes devero: a) Providenciar o recolhimento, e dar a destruio final adequada s embalagens vazias devolvidas s unidades de recebimento em, no mximo, um ano, a contar da data de devoluo pelos usurios/agricultores;

b) Implementar, em colaborao com o Poder Pblico, programas educativos e mecanismos de controle e estmulo LAVAGEM (Trplice e sob Presso) e devoluo das embalagens vazias por parte dos usurios/agricultores; c) Alterar os modelos de rtulos e bulas para que constem informaes sobre os procedimentos de lavagem, armazenamento, transporte, devoluo e destinao final das embalagens vazias.

Preparao das embalagensEmbalagens lavveis

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Definio: So aquelas embalagens rgidas (plsticas, metlicas e de vidro) que acondicionam formulaes lquidas de agrotxicos para serem diludas em gua (de acordo com a norma tcnica NBR-13.968).

1. Procedimentos para o Preparo e Movimentao das Embalagens: 1.1. Lavagem das embalagens: Procedimentos de lavagem das embalagens rgidas (plsticas, metlicas e de vidro): Como fazer a Trplice Lavagem? a) Esvazie completamente o contedo da embalagem no tanque do pulverizador; b) Adicione gua limpa embalagem at do seu volume; c) Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos; d) Despeje a gua de lavagem no tanque do pulverizador; e) Faa esta operao 3 vezes; f) Inutilize a embalagem plstica ou metlica, perfurando o fundo.

Como fazer a Lavagem Sob Presso? Este procedimento somente pode ser realizado em pulverizadores com acessrios adaptados para esta finalidade. Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; Acione o mecanismo para liberar o jato de gua; Direcione o jato de gua para todas as paredes internas da embalagem por 30 undos; A gua de lavagem deve ser transferida para o interior do tanque do pulverizador; nutilize a embalagem plstica ou metlica, perfurando o fundo.

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Ateno: As operaes de trplice lavagem ou lavagem sob presso devem ser realizadas pelo usurio na ocasio do preparo de calda, imediatamente aps o esvaziamento da em

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