DFC e DVA - Método Prático

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    CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

    Cmara de Pesquisa e Desenvolvimento Profissional Home Page: www.crc.org.br E-mail: cursos@crcrj.org.br

    DFC E DVA

    MTODO PRTICO

    Ualdo Jos da Silva amorpelacontabilidade@yahoo.com.br

    ualdoprof@yahoo.com.br

    Rio de Janeiro Atualizao: Julho/2011

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    SUMRIO

    1 - Glossrio.........................................................................................2 2 Objetivo..........................................................................................3 3 Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC): 3.1 Legislao especfica...........................................................3 3.2 Mtodo prtico......................................................................3 3.2.1 Definio de Atividade Operacional................................4 3.2.2 Definio de Atividade de Investimentos.......................4 3.2.3 Definio de Atividade de Financimentos......................4 - 5 3.3 Exerccio de Classificao de Atividades.........................5 3.4 DFC pelos Mtodos Direto ou Indireto...............................5 3.4.1 Mtodo Direto.....................................................................5 - 6 3.4.2 Mtodo Indireto..................................................................6 3.5 Exerccio de classificao das atividades.........................7 Exerccio DFC 01...................................................................8 - 12 Exerccio DFC 02..................................................................13 - 17 Exerccio DFC 03..................................................................18 - 22 Exerccio DFC 04..................................................................23 - 27 Exerccio DFC 05..................................................................28 - 34 4 Demonstrativo do Valor Adicionado (DVA): 4.1 Legislao Especfica..........................................................35 4.2 Confeco pelo Regime de Competncia..........................35 4.3 Ajustes no DRE.....................................................................35 - 36 4.4 Exerccio de ajustes no DRE...............................................37 - 38 4.5 Exerccios prticos de DVA: Exerccio de DVA 01...............................................................39 - 40 Exerccio de DVA 02...............................................................41 - 42 Exerccio de DVA 03...............................................................43 - 44 Exerccio de DVA 04...............................................................45 - 46 Exerccio de DVA 05...............................................................47 - 48 4.6 Questes de DFC e DVA........................................................49 - 51

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    1 GLOSSRIO:

    CPC Comit de Pronunciamentos Contbeis.

    DFC Demonstrativo de Fluxo de Caixa.

    DRE Demonstrativo do Resultado do Exerccio.

    DVA Demonstrativo do Valor Adicionado.

    EQUIVALENTES DE CAIXA - So aplicaes financeiras de curto prazo (at 90 dias), que estejam sujeitas a insignificantes riscos de mudana de valor.

    FASB - Financial Accounting Standards Board (Colegiado de Padres Contbeis e Financeiros, organismo americano, cujo objetivo criar procedimentos contbeis em substituio aos chamados US GAAP Padres Contbeis Geralmente Aceitos nos EUAs. Emite os Financial Accounting Series - FAS, que so compostos pelos Statements of Financial Accounting Standards SFAS (Procedimentos Contbeis e Financeiros Padres).

    FLUXO DE CAIXA Entrada e sadas de caixa e de equivalentes ao caixa.

    IASB - Internation Accounting Standards Board (Colegiado de Padres Contbeis Internacionais), que foi criado em 1.973, visando desenvolver um conjunto de normas globais, padronizar os demonstrativos contbeis e promover a convergncia dos diversos pases a essas regras. Formado por pases do mundo todo, talvez o principal organismo na formulao dos chamados Risco Brasil. Emite os Internation Accuont Stradards IAS, que so os Padres Internacionais de Contabilidade, e das Internation Financial Reporting Standard IFRS (Pronunciamento Internacionais de Contabilidade Financeira).

    ONU Organizaes das Naes Unidas.

    ROL Receita Operacional Bruta.

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    2 OBJETIVO:

    Levar aos colegas contabilistas informaes sobre a formulao prtica da Demonstrao de Fluxo de Caixa (DFC), e da Demonstrao de Valor Adicionado (DVA). Este mtodo, com relao ao DFC, parte do Razo das contas Caixa a das Equivalentes ao Caixa (Bancos C/movimento e Aplicaes de Curto Prazo at 90 dias), alm das contas que sejam s contbeis (no financeiras), tais como: Amortizao, Depreciao, Exausto, Receitas e Despesas com Equivalncia Patrimonial, de forma a permitir o ajuste do Demonstrativo do Resultado do Exerccio (DRE), e a classificao das Atividades (Operacionais, Investimentos ou Financiamentos). J na confeco do DVA utilizamos como base o DRE, ajustando o CVM, a Despesas com ICMS, Despesas com Energia Eltrica, Despesas com gua e Despesa com telefone.

    3 DEMONSTRATIVO DE FLUXO DE CAIXA DFC:

    3.1 LEGISLAO ESPECFICA: A Lei Federal n 11.638/2007, que entrou em vigor a partir de 01/01/2008, introduziu o

    DFC, cujo objetivo prestar informaes sobre as alteraes efetuadas nas contas Caixa, Bancos e seus equivalentes, num determinado perodo, classificando em trs fluxos: Operacional, Investimentos e Financiamentos.

    O Comit de Pronunciamentos Contbeis - CPC, emitiu o Pronunciamento Tcnico CPC 03, em correlao s Normas Internacionais de Contabilidade IAS 7 (IASB BV2010). 3.2 MTODO PRTICO: Para se confeccionar o DFC devemos partir do Razo das contas essencialmente financeiras, tais como: Caixa, Bancos C/Movimento, e da conta Aplicao de Curtssimo Prazo, e das contas que so s contbeis, tais como: Depreciao, Amortizao, Exausto, Receita com Equivalncia Patrimonial Positiva e Despesa com Equivalncia Patrimonial Negativa. As contas exclusivamente financeiras, de acordo com o seu histrico, devero ser classificadas em trs atividades: Operacional, Investimento e Financiamento.

    O Demonstrativo de Fluxo de Caixa DFC feito pelo REGIME DE CAIXA. Ser necessria uma mudana de procedimentos, uma vez que o contabilista est habituado a raciocinar pelo REGIME DE COMPETNCIA, razo pela qual, somente os lanamentos contbeis que transitaram pelas contas Caixa, Bancos C/Movimento e Aplicaes Financeiras de Curto Prazo que sero levadas em considerao na hora da confeco do DFC.

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    3.2.1 DEFINIO DE ATIVIDADE OPERACIONAL: So as principais atividades geradoras de receita e demais operaes envolvendo o Caixa ou Equivalentes, no seu dia-a-dia. Classificam-se nesta atividade, todas as movimentaes rotineiras, inerentes as atividades fins da entidade, tais como: Recebimento de Receitas (Vendas e Prest. Sv); Pagamento a Fornecedores; Pagamento de Despesas (Salrios, Aluguel, Telefone); Pagamento de Tributos; Juros Pagos ou Recebidos; Recebimento de Royalties, honorrios ou comisses; Devoluo, e Recebimento de Debntures ou Juros sobre o Capital Prprio (entidades

    bancrias).

    Envolvem lanamentos contbeis, de entrada e sada de caixa ou equivalente, tendo como contrapartida, contas de resultado e pagamento de passivo operacional.

    3.2.2 DEFINIO DE ATIVIDADE DE INVESTIMENTO: Classificam-se nesta atividade, todas as movimentaes que envolvam contas do Investimento, do Imobilizado e do Intangvel, tais como: Aquisio de Investimento, Imobilizado ou de Intangvel; Venda de Investimento, Imobilizado ou de Intangvel; Emprstimos a Controladas ou Coligadas; Pagamento das despesas com Imobilizado prprio; Pagamentos ou recebimentos em participaes societrias, ou em joint ventures; Adiantamento feito ou recebido de Controlada ou Coligada; Recebimento de Emprstimos de Controladas e Coligadas, e Recebimento de Debntures ou Juros sobre o Capital Prprio (entidades no

    bancrias). Podemos dizer que so em geral, a contrapartida dos lanamentos que transitaram pelo Caixa ou Equivalentes, envolvendo contas do Ativo No Circulante. Todas as entradas ou sadas de dinheiro destinadas a contas que viso, de certa forma, gerar recursos no longo prazo.

    3.2.3 DEFINIO DE ATIVIDADE DE FINANCIAMENTO: Os lanamentos contbeis de entrada ou sada de disponibilidades, cujas contrapartidas sejam contas que envolvam o PL ou a conta Emprstimos Bancrios ou Emprstimos a pagar. Resultam em mudana no tamanho e na composio do capital prprio e no capital de terceiros da entidade, tais como: Recebimento pela emisso (venda) de aes ou outros instrumentos; Pagamento a investidores pelo resgate de aes da entidade; Caixa recebido pela emisso de debntures, ou pelo seu pagamento;

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    Caixa recebido por emprstimos junto a instituies financeiras, ou pelo seu pagamento;

    Caixa recebido ou pago a Notas promissrias, hipotecas, ou outros emprstimos bancrios;

    Amortizao do pagamento do principal de emprstimos bancrios, e Recebimento de Doaes.

    Representam o recebimento ou a remunerao do capital prprio (sempre em dinheiro), ou o recebimento ou o pagamento de Emprstimos junto a entidades bancrias, assim como tambm, o recebimento de doaes 3.3 AJUSTE DO DRE: O Demonstrativo do Resultado do Exerccio DRE, feito pela empresa no servir como base para a confeco do DFC, uma vez que o DRE feito pelo REGIME de COMPETNCIA, e o DFC feito pelo REGIME DE CAIXA. Com a finalidade de tornar o DRE