Diagn³stico de Conserva§£o em Cole§µes Fotogrficas

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  • DIAGNSTICO DE CONSERVAO EM

    COLEES FOTOGRFICASDIAGNSTICO DE CONSERVAO EM

    COLEES FOTOGRFICAS

    CLARA MOSCIARO

    CADERNO TCNICO NO6

    CLARA MOSCIARO

  • 2 I CLARA MOSCIARO

    Creditos e ficha catalogrfica

  • DIAGNSTICO DE CONSERVAO EM COLEES FOTOGRFICAS I 3

    Sumrio

    Introduo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

    A importncia de um bom ambiente de guarda . . . . . . . . . . . . . . . . . 00

    O diagnstico de colees fotogrficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 00

    Condies para a realizao do diagnstico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 00

    O que observar? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 001 - Material constituinte do objeto ............................................ 00

    Elementos componentes da fotografia ............................. 00Suporte ................................................................................................. 00Substncia formadora da imagem ....................................... 00Ligante .................................................................................................. 00Camada de Barita ............................................................................ 00Composio das colees fotogrficas ............................ 00Cpias fotogrficas ...................................................................... 00Albuminas ............................................................................................ 00Gelatina/prata ou gelatina por revelao ........................ 00Processo cromognico ................................................................ 00Processos fotomecnicos ......................................................... 00Coldio ou gelatina por impresso direta ................... 00Cpias em carvo ............................................................................ 00Platinotipia ........................................................................................ 00Cpias digitais ................................................................................ 00Objetos em estojo .......................................................................... 00Daguerretipo .................................................................................. 00Ambrtipo ........................................................................................... 00Ferrtipo .............................................................................................. 00Negativos ............................................................................................... 00Negativos em vidro ....................................................................... 00Negativos de gelatina .................................................................. 00Negativos em base plstica ..................................................... 00Negativos em nitrato de celulose ........................................ 00Negativos em acetato de celulose ....................................... 00Identificao de bases plsticas .......................................... 00Teste de difenilamina ................................................................... 00Teste de polarizao ..................................................................... 00Teste de flutuao ......................................................................... 00Teste de ignio .............................................................................. 00

    2 Formatos .............................................................................................. 00

    3 Deteriorao ..................................................................................... 00

    Anexo I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 00Exemp los de f i chas de d i agns t i co u t i l i z adas pe l oCCPF ................................................................................................................ 001 Ficha para diagnstico de acervo fotogrfico................. 002 Diagnstico de negativos de vidro quebrados

    ou trincados ................................................................. . . . . . . . . . . .............. 003 Ficha de diagnsticos de negativosem base plstica .......................................................................................... 004 Planilha de diagnostico para negativos emacetato e nitrato de celulose ......................................................... 00

    Anexo II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 00Caderno de imagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 00

    Referncias bibliogrficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 00Agradecimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 00

  • 4 I CLARA MOSCIARO

  • DIAGNSTICO DE CONSERVAO EM COLEES FOTOGRFICAS I 5

    Introduo

    Atualmente, com o advento da imagem digital passamos por um momento de especialencantamento com nossas fotografias de verdade, aquelas produzidas pela ao da luzsobre a superfcie sensvel. O temor de que essa tecnologia desaparea cria uma ainda maiorexpectativa de que as fotografias tenham uma vida ilimitada.

    O apelo visual imediato que causado pela fotografia aliado sua inerente e visvel fra-gilidade provocam um certo senso de que algo especial deve ser feito para preserv-lasainda que, em muitos casos, no se saiba exatamente o que fazer. So muito frequentes oscasos em que os objetos fotogrficos recebem tratamento mais cuidadoso em termos deguarda do que aquele oferecido ao restante do acervo, seja em colees particulares, sejaem colees institucionais. A percepo instintiva de que os componentes das fotografiascorrem risco permanente se encarrega de garantir proteo a esses objetos. LACERDA(2008) aponta que questes de conservao teriam sido talvez uma das causas da forma-o dos acervos especiais nos arquivos. Essa separao motivada por razes ligadas preservao fsica do material teria se refletido, com o passar do tempo na organizaomesma do material.

    Ao conjunto do acervo aplicado um quadro de arranjo que se pretende omais prximo do contexto de produo dos documentos, enquanto o materialiconogrfico e as fotografias, sobretudo recebe um tratamento individu-alizado, quase sempre como peas de uma coleo[...]p.16

    Mesmo estando segregadas em benefcio de sua integridade material, observa-se que oentendimento do contedo das imagens e de sua importncia histrica, documental e estti-ca , em geral, muito maior que a compreenso do objeto fsico em si. Essa lacuna em ter-mos de conhecimento tem reflexos diretos sobre a coleo. Pode levar m gesto seja porinrcia e abandono ou pela adoo de aes custosas e incuas ou prejudiciais aos objetosfotogrficos. Perdem-se tambm oportunidades para a incluso das colees fotogrficasem projetos de captao de verbas externas ou aproveitamento dos recursos da prpria ins-tituio. No so aceitveis atualmente propostas de tratamento fundamentadas em obser-vaes vagas que indicam boa inteno, mas domnio limitado do objeto a ser tratado.

    Colees de fotografia1 se formaram pelas mais diferentes razes e com as mais variadascomposies de processos, formatos e contedo. Colees familiares, cientficas, institucio-nais, artsticas, comerciais, didticas formadas no passado continuam a ser incrementadas,incorporando as mais recentes tecnologias de produo de imagens. As colees podem conterdesde uma frgil e esmaecida albumina ao ltimo tipo de impresso a partir de arquivos

  • 6 I CLARA MOSCIARO

    digitais. Sero as necessidades desses materiais as mesmas em termos de conservao?O diagnstico de conservao de uma coleo ou acervo fotogrfico tem papel funda-

    mental no planejamento de qualquer ao de preservao que envolva este acervo em par-ticular ou todo o conjunto em geral. Informar tambm um eventual programa de avaliaoe gerenciamento de risco que porventura a instituio pretenda desenvolver, expondo a na-tureza dos matrias fotogrficos, a quantidade e os formatos existentes, sua atual forma deacondicionamento, bem como os danos presentes e sua provvel causa.

    O objetivo de um diagnstico do estado de conservao das colees de-terminar a natureza, as caractersticas fsicas das imagens que a compem,seu nvel de deteriorao e as possveis causas deste. O diagnstico tambmapontar informao quantitativa a respeito do nmero e volume que ocu-pam as peas elaboradas em processos fotogrficos instveis por sua prprianatureza e que, por isso mesmo, devem ser separadas e manter-se em condi-es ambientais especiais. (VALVERDE, 2000, p. 13)

    Ao longo dos ltimos 15 anos de trabalho na rea de conservao fotogrfica muitas fo-ram as oportunidades de observar o permanente interesse em adquirir conhecimentos por partede profissionais com as mais diversas formaes que dedicam suas carreiras proteo decolees de fotografias. No apenas conservadores, mas arquivistas, historiadores, jornalistas,muselogos, arquitetos, artistas plsticos e tantos outros, que mesmo sem formao especi-alizada, freqentam as oficinas promovidas pelo Centro de Conservao Fotogrfica da Fu-narte em busca de informaes que lhes permita avanar na soluo dos problema