Diagn³stico em conserva§£o de cole§µes fotogrficas

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tratamento de coleções fotográficas, FUNARTE

Text of Diagn³stico em conserva§£o de cole§µes fotogrficas

  • CADERNO TCNICO NO6

    DIAGNSTICODECONSERVAOEMCOLEESFOTOGRFICAS

    CLARA MOSCIARO

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  • PRESIDENTE DA REPBLICALuiz Incio Lula da Silva

    MINISTRO DA CULTURAJuca Ferreira

    FUNDAO NACIONAL DE ARTES FUNARTESrgio MambertiPresidente

    DIRETORIA EXECUTIVAMyriam LewinDiretora

    CENTRO DE PROGRAMAS INTEGRADOSTadeu Di PietroDiretor

    GERNCIA DE EDIESMaristela RangelGerente

    CENTRO DE CONSERVAO EPRESERVAO FOTOGRFICASandra BarukiCoordenadora

    COORDENAO GERAL DEPLANEJAMENTO E ADMINISTRAOAnagilsa NbregaCoordenadora Geral

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  • DIAGNSTICODECONSERVAOEMCOLEESFOTOGRFICASCADERNO TCNICO NO6

    CLARA MOSCIARO

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  • Diagnstico de Conservao em Colees FotogrficasCaderno Tcnico n. 6 2009 Clara Mosciaro

    TODOS OS DIREITOS RESERVADOSFundao Nacional de Artes FunarteRua da Imprensa, 16 Centro 20030-120 Rio de Janeiro RJTel. (21) 2279-8053 / (21) 2262-8070cepin@funarte.gov.br www.funarte.gov.br

    Design GrficoFernanda LemosGuilherme Sarmento

    Produo GrficaJoo Carlos Guimares

    Produo EditorialJos Carlos Martins

    Assistentes EditoriaisSimone Vaisman MunizSuelen Barboza Teixeira

    Produo ExecutivaIzabel Costa

    FotosSlides originais e objetos da coleo de Clara Mosciaro

    Reproduo e Digitalizao de imagensRicham SamirClber Sardinha

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)FUNARTE / Coordenao de Documentao e Informao

    Diagnstico de conservao fotogrfica no Brasil / Organizao

    de Clara Mosciaro. Rio de Janeiro, Funarte, 2009.

    56 p. ; 28 cm

    ISBN 978-85-7507-127-4

    1. Conservao e preservao fotogrfica. 2. Colees

    fotogrficas. I. Mosciaro, Clara.

    CDD 771.46

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  • Sumrio

    Introduo 9

    A importncia de um bom ambiente de guarda 11

    O diagnstico de colees fotogrficas 12

    Condies para a realizao do diagnstico 15

    O que observar?

    1 Material constituinte do objeto 17

    2 Formatos 34

    3 Deteriorao 35

    Anexo I

    Exemplos de fichas de diagnstico utilizadas pelo CCPF 37

    Anexo II

    Caderno de imagens 45

    Referncias bibliogrficas 56

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  • 6 I CLARA MOSCIARO

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  • DIAGNSTICO DE CONSERVAO EM COLEES FOTOGRFICAS I 7

    A todos os colegas conservadores de fotografias que tiveram a

    disponibilidade de partilhar comigo seu conhecimento. Nessa carreira

    cuja formao um caminho tortuoso, nossa educao depende do

    conhecimento e generosidade daqueles com quem trabalhamos.

    equipe tcnica do CCPF, pelo apoio dado a este e aos outros

    empreendimentos profissionais realizados no mbito das atividades

    do Centro.

    A Maria Julia Faissal pelas revises sempre cheias de sugestes teis.

    A Isabel Mendes pelo apoio durante todo o processo de realizao

    deste texto.

    A Paulo e Mayra pelo auxlio na produo das imagens.

    A Luis Pavo pela gentil cesso de sua tabela de identificao.

    A Sandra Baruki pela sabedoria em todos os momentos, pelo

    aconselhamento editorial para este texto e pelo estmulo profissional

    constante ao longo da ltima dcada e meia.

    Agradecimentos

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  • 8 I CLARA MOSCIARO

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  • DIAGNSTICO DE CONSERVAO EM COLEES FOTOGRFICAS I 9

    Introduo

    Atualmente, com o advento da imagem digital passamos por um momento de especial

    encantamento com nossas fotografias de verdade, aquelas produzidas pela ao da luz

    sobre a superfcie sensvel. O temor de que essa tecnologia desaparea cria uma ainda maior

    expectativa de que as fotografias tenham uma vida ilimitada.

    O apelo visual imediato causado pela fotografia aliado inerente e visvel fragilidade

    dela provocam um certo senso de que algo especial deve ser feito para preserv-las ain-

    da que, em muitos casos, no se saiba exatamente o que fazer. So muito frequentes os

    casos em que os objetos fotogrficos recebem tratamento mais cuidadoso em termos

    de guarda do que aquele oferecido ao restante do acervo, seja em colees particulares,

    seja em colees institucionais. A percepo instintiva de que os componentes das foto-

    grafias correm risco permanente se encarrega de garantir proteo a esses objetos. LA-

    CERDA (2008) aponta que questes de conservao teriam sido talvez uma das causas

    da formao dos acervos especiais nos arquivos. Essa separao motivada por ra-

    zes ligadas preservao fsica do material teria se refletido, com o passar do tempo

    na organizao mesma do material.

    Ao conjunto do acervo aplicado um quadro de arranjo que se pretende o

    mais prximo do contexto de produo dos documentos, enquanto o material

    iconogrfico e as fotografias, sobretudo recebe um tratamento individuali-

    zado, quase sempre como peas de uma coleo(...) (LACERDA, 2008, p.16)

    Mesmo estando as fotografias segregadas em benefcio de sua integridade material, obser-

    va-se que o entendimento do contedo das imagens e de sua importncia histrica, documen-

    tal e esttica , em geral, muito maior que a compreenso do objeto fsico em si. Essa lacuna

    em termos de conhecimento tem reflexos diretos sobre a coleo. Pode levar m gesto seja

    por inrcia e abandono ou pela adoo de aes custosas e incuas ou prejudiciais aos objetos

    fotogrficos. Perdem-se tambm oportunidades para a incluso das colees fotogrficas em

    projetos de captao de verbas externas ou aproveitamento dos recursos da prpria institui-

    o. No so aceitveis atualmente propostas de tratamento fundamentadas em observaes

    vagas que indicam boa inteno, mas domnio limitado do objeto a ser tratado.

    Colees de fotografia1 se formaram pelas mais diferentes razes e com as mais variadas

    composies de processos, formatos e contedo. Colees familiares, cientficas, institucio-

    1 Ao longo do texto os termos coleo e acervo sero utilizados indistintamente como forma ampla de caracterizarqualquer conjunto de objetos fotogrficos, pessoais ou institucionais.

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  • 10 I CLARA MOSCIARO

    nais, artsticas, comerciais, didticas formadas no passado continuam a ser incrementadas,

    incorporando as mais recentes tecnologias de produo de imagens. As colees podem conter

    desde uma frgil e esmaecida albumina ao ltimo tipo de impresso a partir de arquivos

    digitais. Sero as necessidades desses materiais as mesmas em termos de conservao?

    O diagnstico de conservao de uma coleo ou acervo fotogrfico tem papel fun-

    damental no planejamento de qualquer ao de preservao que envolva este acervo em

    particular ou todo o conjunto. Informar tambm um eventual programa de avaliao e

    gerenciamento de risco que porventura a instituio pretenda desenvolver, expondo a na-

    tureza dos matrias fotogrficos, a quantidade e os formatos existentes, sua atual forma

    de acondicionamento, bem como os danos presentes e sua provvel causa.

    O objetivo de um diagnstico do estado de conservao das colees de-

    terminar a natureza, as caractersticas fsicas das imagens que a compem,

    seu nvel de deteriorao e as possveis causas deste. O diagnstico tambm

    apontar informao quantitativa a respeito do nmero e volume que ocu-

    pam as peas elaboradas em processos fotogrficos instveis por sua prpria

    natureza e que, por isso mesmo, devem ser separadas e manter-se em condi-

    es ambientais especiais (VALVERDE, 2000, p. 13).

    Ao longo dos ltimos 15 anos de trabalho na rea de conservao fotogrfica muitas fo-

    ram as oportunidades de observar o permanente interesse em adquirir conhecimentos por parte

    de profissionais com as mais diversas formaes que dedicam suas carreiras proteo de

    colees de fotografias. No apenas conservadores, mas arquivistas, historiadores, jornalistas,

    muselogos, arquitetos, artistas plsticos e tantos outros que, mesmo sem formao especializa-

    da, frequentam as oficinas promovidas pelo Centro de Conservao e Preservao Fotogr-

    fica (CCPF) da Funarte em busca de informaes que lhes permita avanar na soluo dos

    problemas associados preservao dos acervos fotogrficos sob sua responsabilidade. Ape-

    sar do manuseio cotidiano e da soluo de problemas imediatos com itens isolados, falta a mui-

    tos desses profissionais ferramentas apropriadas para descrever o acervo, seu estado de conser-

    vao e para propor estratgias mais amplas de preservao baseadas nesse conhecimento.

    Grande parte da observao aqui contida vem da experincia como colaboradora eventual

    do CCPF da Funarte desde 1994. Todas as aes do Centro tm incio com um diagnstico.

    Seja no caso de uma assessoria especfica, de uma proposta de tratamento ou na proposio

    de um projeto de financiamento externo, sempre o primeiro passo a ser dado o conhecimen-

    to do que ser tratado. Ao longo de suas duas dcadas de existncia o CCPF tem tido a opor-

    tunidade de trabalhar com centenas de instituies pblicas e privadas, o que permitiu acumu-

    lar enorme experincia na realizao de diagnsticos. Este texto uma oportunidade para tra-

    tar o assunto de forma introdutria, tentando sistematizar o que tem sido apresentado nas oficinas

    ministradas pelos tcnicos do CCPF em relao ao entendimento dos objetos fotogrficos em

    sua estrutura fsico-qumica.

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  • DIAGNSTICO DE CONSERVAO EM COLEES FOTOGRFICAS I 11

    A importncia de um bom ambiente de guard