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  • Dirio Oficial Poder Executivo Estado de So Paulo Seo I

    Palcio dos Bandeirantes

    Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344

    DOE 24/09/98

    LEI N 10.083, DE 23 DE SETEMBRO DE 1998

    Dispe sobre o Cdigo Sanitrio do Estado O VICE-GOVERNADOR, EM EXERCCIO NO CARGO DE GOVERNADOR DO ESTADO DE SO PAULO: Fao saber que a Assemblia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

    LIVRO I

    TTULO I

    Princpios Gerais Artigo 1 - Este Cdigo atender aos princpios expressos nas Constituies Federal e Estadual, nas Leis Orgnicas de Sade - Leis n 8.080, de 19 de setembro de 1990 e 8.142, de 28 de dezembro de 1990, no Cdigo de Defesa do Consumidor - Lei n 8.078, de 11 de setembro de 1990 e no Cdigo de Sade do Estado de So Paulo - Lei Complementar n 791, de 9 de maro de 1995, baseando-se nos seguintes preceitos: I - descentralizao, preconizada nas Constituies Federal e Estadual, de acordo com as seguintes diretrizes: a) direo nica no mbito estadual e municipal; b) municipalizao dos recursos, servios e aes de sade, estabelecendo-se em legislao especfica os critrios de repasse de verbas das esferas federal e estadual; c) integrao das aes e servios, com base na regionalizao e hierarquizao do atendimento individual e coletivo, adequado s diversas realidades epidemiolgicas; e d) universalizao da assistncia com igual qualidade e acesso da populao urbana e rural a todos os nveis dos servios de sade; II - participao da sociedade, atravs de: a) conferncias de sade; b) conselhos de sade; c) representaes sindicais; e d) movimentos e organizaes no-governamentais; III - articulao intra e interinstitucional, atravs do trabalho integrado e articulado entre os diversos rgos que atuam ou se relacionam com a rea de sade; IV - publicidade, para garantir o direito informao, facilitando seu acesso mediante sistematizao, divulgao ampla e motivao dos atos; e V - privacidade, devendo as aes de vigilncia sanitria e epidemiolgica

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    preservar este direito do cidado, somente sendo sacrificado quando for a nica maneira de evitar perigo atual ou iminente para a sade pblica.

    TTULO II

    Objeto, Campo de Atuao e Metodologia Artigo 2 - Os princpios expressos neste Cdigo disporo sobre proteo, promoo e preservao da sade, no que se refere s atividades de interesse sade e meio ambiente, nele includo o do trabalho, e tm os seguintes objetivos: I - assegurar condies adequadas sade, educao, moradia, ao transporte, ao lazer e ao trabalho; II - promover a melhoria da qualidade do meio ambiente, nele includo o do trabalho, garantindo condies de sade, segurana e bem - estar pblico; III - assegurar condies adequadas de qualidade na produo, comercializao e consumo de bens e servios de interesse sade, includos procedimentos, mtodos e tcnicas que as afetem; IV - assegurar condies adequadas para prestao de servios de sade; V - promover aes visando o controle de doenas, agravos ou fatores de risco de interesse sade; e VI - assegurar e promover a participao da comunidade nas aes de sade. Artigo 3 - As aes de vigilncia sanitria e epidemiolgica sero desenvolvidas atravs de mtodos cientficos, mediante pesquisas, monitoramento atravs da anlise da situao, mapeamento de pontos crticos e controle de riscos. Artigo 4 - Em consonncia com o Sistema Estadual de Auditoria e Avaliao, dever ser mantido processo contnuo de acompanhamento e avaliao das aes de vigilncia sanitria e epidemiolgica, visando o aprimoramento tcnico - cientfico e a melhoria da qualidade e resolubilidade das aes. Artigo 5 - Caber direo estadual do Sistema nico de Sade - SUS, enquanto atividade coordenadora do Sistema a elaborao de normas, Cdigos e orientaes, observadas as normas gerais de competncia da Unio, no que diz respeito s questes de vigilncia sanitria e epidemiolgica, respeitadas as competncias municipais estabelecidas no artigo 30, inciso I da Constituio Federal. Artigo 6 - A poltica de recursos humanos da Secretaria de Estado da Sade dever manter atividade de capacitao permanente dos profissionais que atuam em vigilncia sanitria e epidemiolgica, de acordo com os objetivos e campo de atuao das mesmas. Artigo 7 - Em consonncia com o Sistema Estadual de Informao em Sade, a Secretaria de Estado da Sade dever organizar, em articulao com os Municpios, o Sistema de Informaes em Vigilncia Sanitria e Epidemiolgica. Artigo 8 - Os rgos e entidades pblicas e as entidades do setor privado,

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    participantes ou no do SUS, estaro obrigados a fornecer informaes s direes estadual e municipal do SUS, na forma solicitada, para fins de planejamento, de correo finalstica de atividades e de elaborao de estatsticas de sade. Artigo 9 - As informaes referentes s aes de vigilncia devero ser amplamente divulgadas populao, atravs de diferentes meios de comunicao. Artigo 10 - As Vigilncias Sanitria e Epidemiolgica devero organizar servios de captao de reclamaes e denncias, divulgando periodicamente esses dados.

    LIVRO II Promoo, Proteo e Preservao da Sade

    TTULO I Sade e Meio Ambiente

    CAPTULO I

    Disposies Gerais Artigo 11 - Constitui finalidade das aes de vigilncia sanitria sobre o meio ambiente o enfrentamento dos problemas ambientais e ecolgicos, de modo a serem sanados ou minimizados a fim de no representarem risco vida, levando em considerao aspectos da economia, da poltica, da cultura e da cincia e tecnologia, com vistas ao desenvolvimento sustentado, como forma de garantir a qualidade de vida e a proteo ao meio ambiente. Artigo 12 - So fatores ambientais de risco sade aqueles decorrentes de qualquer situao ou atividade no meio ambiente, principalmente os relacionados organizao territorial, ao ambiente construdo, ao saneamento ambiental, s fontes de poluio, proliferao de artrpodes nocivos, a vetores e hospedeiros intermedirios s atividades produtivas e de consumo, s substncias perigosas, txicas, explosivas, inflamveis, corrosivas e radioativas e a quaisquer outros fatores que ocasionem ou possam vir a ocasionar risco ou dano sade, vida ou qualidade de vida. Pargrafo nico - Os critrios, parmetros, padres, metodologias de monitoramento ambiental e biolgico e de avaliao dos fatores de risco citados neste artigo sero os definidos neste Cdigo, em normas tcnicas e demais diplomas legais vigentes.

    CAPTULO II

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    Organizao Territorial, Assentamentos Humanos e Saneamento Ambiental Artigo 13 - A direo estadual do SUS dever manifestar-se atravs de instrumentos de planejamento e avaliao de impacto sade, no mbito de sua competncia, quanto aos aspectos de salubridade, drenagem, infra-estrutura sanitria, manuteno de reas livres e institucionais, sistemas de lazer, ndices de ocupao e de densidade demogrfica. Artigo 14 - Toda e qualquer edificao, quer seja urbana ou rural, dever ser construda e mantida, observando-se: I - proteo contra as enfermidades transmissveis e as crnicas; II - preveno de acidentes e intoxicaes; III - reduo dos fatores de estresse psicolgico e social; IV - preservao do ambiente do entorno; V - uso adequado da edificao em funo da sua finalidade; e VI - respeito a grupos humanos vulnerveis. Artigo 15 - Toda e qualquer instalao destinada criao, manuteno e reproduo de animais, quer esteja em zona rural ou urbana, deve ser construda, mantida e operada em condies sanitrias adequadas e que no causem incmodo populao. Artigo 16 - A autoridade sanitria, motivadamente e com respaldo cientfico e tecnolgico, poder determinar intervenes em saneamento ambiental, visando contribuir para a melhoria da qualidade de vida e sade da populao. Artigo 17 - Vetado. 1 - Vetado. 2 - Vetado.

    SEO I

    Abastecimento de gua para Consumo Humano Artigo 18 - Todo e qualquer sistema de abastecimento de gua, seja pblico ou privado, individual ou coletivo, est sujeito fiscalizao da autoridade sanitria competente, em todos os aspectos que possam afetar a sade pblica. Artigo 19 - Os projetos de construo, ampliao e reforma de sistema de abastecimento de gua, sejam pblicos ou privados, individuais ou coletivos, devero ser elaborados, executados e operados conforme normas tcnicas estabelecidas pela autoridade sanitria competente. Artigo 20 - Nos projetos, obras e operaes de sistemas de abastecimento de gua, sejam pblicos ou privados, individuais ou coletivos, devero ser obedecidos os seguintes princpios gerais, independentemente de outras exigncias tcnicas eventualmente estabelecidas: I - a gua distribuda dever obedecer s normas e aos padres de potabilidade estabelecidos pela autoridade sanitria competente;

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    II - todos os materiais, equipamentos e produtos qumicos utilizados em sistemas de abastecimento de gua devero atender s exigncias e especificaes das normas tcnicas estabelecidas pela autoridade sanitria competente, a fim de no alterar o padro de potabilidade da gua distribuda; III - toda gua distribuda por sistema de abastecimento dever ser submetida obrigatoriamente a um processo de desinfeco, de modo a assegurar sua qualidade do ponto de v