Direito Administrativo - FULL

  • View
    222

  • Download
    7

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Apostila de Direito Administrativo

Text of Direito Administrativo - FULL

  • Rafael Barreto Ramos 2014

    1

    Direito Administrativo

    Professora: Suelen

    Atividades Avaliativas

    - Trabalhos 10 pontos - 13 e 14/03; 15 e 16/05;

    - Prova 28/03 20 pontos;

    - Prova 25/04 20 pontos;

    - Exerccios 10 pontos;

    - Frequncia 10 pontos;

    - Prova final 06/06 - 30 pontos.

    Bibliografia

    - Curso de Direito Administrativo Celso Antnio Bandeira de Melo (timo para concursos);

    - Maria Sylvia Zanella Di Pietro

  • Rafael Barreto Ramos 2014

    2

    07/02/14

    Noes Introdutrias - Conceito

    1. Helly Lopes Meireles

    o conjunto de princpios e regras que disciplinam a administrao pblica no mbito de

    qualquer dos poderes. Para ele, a administrao pblica o objeto do Direito Administrativo.

    2. Cretella Jnior

    o conjunto de princpios e regras que disciplina uma atividade administrativa, bem como os

    sujeitos/agentes encarregados de prest-la.

    3. Maria Sylvia Zanella Di Pietro

    o ramo do Direito Pblico que tem por objeto os rgos, agentes e pessoas jurdicas

    administrativas que integram a Administrao Pblica, a atividade jurdica no contenciosa que

    exerce e os bens de que se utiliza para a consecuo de seus fins de natureza pblica.

    Competncia Legislativa

    1. Consideraes Iniciais

    1.1. Direito PUC

    Todos os entes da federao tm competncia para legislar sobre Direito Administrativo.

    Art. 1 A Repblica Federativa do Brasil, formada pela unio indissolvel dos Estados e Municpios e do

    Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrtico de Direito e tem como fundamentos:

    Art. 18. A organizao poltico-administrativa da Repblica Federativa do Brasil compreende a Unio, os

    Estados, o Distrito Federal e os Municpios, todos autnomos, nos termos desta Constituio.

    Lembrando que a Unio tem soberania e, os estados, autonomia.

    A Unio pode legislar duas vezes sobre a mesma norma. Num primeiro momento, elaborar

    normas gerais vlidas para todo o pas. Posteriormente, elaborar uma norma especfica

    Art. 22. Compete privativamente Unio legislar sobre:

    XXVII - normas gerais de licitao e contratao, em todas as modalidades, para as administraes

    pblicas diretas, autrquicas e fundacionais da Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios, obedecido

    o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas pblicas e sociedades de economia mista, nos termos do

    art. 173, 1, III;

  • Rafael Barreto Ramos 2014

    3

    1.2. Orvile Carneiro

    1.2.1. Art. 1 - CF

    Art. 1 A Repblica Federativa do Brasil, formada pela unio indissolvel dos Estados e Municpios e do

    Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrtico de Direito...

    - Interpretao:

    O Brasil formado pela unio dos Estados (DF) + municpios.

    (1) Unio: Sinnimo de juno.

    1.2.2. Art. 18 CF

    Art. 18. A organizao poltico-administrativa da Repblica Federativa do Brasil compreende a Unio, os

    Estados, o Distrito Federal e os Municpios, todos autnomos, nos termos desta Constituio.

    - Interpretao:

    O Brasil administrado pela: Unio, Estado (DF) e Municpio.

    (1) Unio: Estrutura de administrao pblica federal. Competncia prevista no art. 21 da CF, sendo aquilo

    que afetar a prpria Unio, etc.

    (2) Estado (DF): Administrao Pblica Estadual. Competncia prevista no art. 25, sendo esta residual em

    relao s demais.

    (3) Municpio: Administrao Pblica Municipal. Competncia prevista no art. 30 da CF, sendo esta as

    matrias de interesse local.

    IMPORTANTE:

    Municpios, Estados e Unio so pessoas jurdicas independentes.

    As estruturas internas das pessoas jurdicas so chamadas de RGOS.

    As relaes hierrquicas (verticais) dentro da pessoa jurdica so de subordinao.

    As relaes horizontais dentro da pessoa jurdica so de coordenao.

    A relao da Administrao Pblica Direta com a Indireta se d por meio de vinculao que, por

    sua vez, no confere poder de anular, revogar, todavia, confere o poder de fiscalizao (controle

    finalstico).

  • Rafael Barreto Ramos 2014

    4

    2. Caractersticas

    1.1. Autoconstituio

    Os entes federativos tm autonomia para se autoconstituir.

    1.2. Autogoverno

    Os entes federativos se autogovernam dentro de sua esfera de competncia. entendido como

    prprias eleies, ou seja, a possibilidade de eleger seus prprios governantes.

    - Estado Governador do Estado;

    - Municpios Prefeito.

    1.3. Autoadministrao (Art. 22, CR)

    Os entes federativos definem sua prpria administrao.

    Fontes

    1. Primrias

    a) A Lei no sentido amplo Constituio Federal.

    b) A Lei no sentido estrito (Art. 59/CF)

    Art. 59. O processo legislativo compreende a elaborao de:

    I - emendas Constituio;

    II - leis complementares;

    III - leis ordinrias;

    IV - leis delegadas;

    V - medidas provisrias;

    VI - decretos legislativos;

    VII - resolues.

    Pargrafo nico. Lei complementar dispor sobre a elaborao, redao, alterao e consolidao das

    leis.

    2. Secundrias

    a) Doutrina

    b) Jurisprudncia

    c) Princpios Gerais do Direito (Princpio da Supremacia do Interesse Pblico Sobre o Particular)

    (1) Princpio da Supremacia do Interesse Pblico Sobre o Particular: Nas situaes em que o interesse

    pblico conflitar com o interesse particular, prevalecer-se- o interesse pblico.

  • Rafael Barreto Ramos 2014

    5

    (Orvile Carneiro)

    1. Lei

    Toda norma jurdica escrita, abstrata, genrica, emanada pelo Estado garantido pelo poder pblico e

    aplicvel por rgos do Estado enquanto no revogada.

    Constituio como a norma maior do Estado. Todas as demais leis infraconstitucionais devem estar de

    acordo com seus preceitos.

    2. Doutrina

    Cincia do Direito, trabalho produzido pelos juristas.

    Ex. Comentar a lei, problematizar o direito, etc.

    3. Jurisprudncia

    Decises estveis e no estveis dos tribunais.

    4. Costumes

    So as prticas sociais reiteradas que possuem carga jurdica. Tambm conhecido como FONTE

    INORGANIZADA DO DIREITO.

    Ex. Cheque ps-datado

    Nota:

    - Sistemas Jurdicos:

    a) Common Law: baseado nos costumes e na jurisprudncia. Principal fonte so os costumes. Tambm

    conhecido como Direito Consuetudinrio.

    Ex. Canad, Inglaterra

    b) Civil Law: eminentemente legislado. Principal fonte a lei.

    Ex. Brasil

    Codificao

    No Brasil, o Direito Administrativo no foi codificado.

  • Rafael Barreto Ramos 2014

    6

    Sistemas Administrativos (Art. 5, XXXV CR)

    - Sistema Francs

    Existe a dualidade de jurisdio, que tambm pode ser chamado de contencioso administrativo.

    Ou seja, existem dois rgos que aplicam a lei no caso concreto e resolvem o conflito com fora de coisa

    julgada.

    O Conselho de Estado tem competncia para julgar litgios que envolvem administrado e administrao

    pblica.

    O Poder Judicirio, por outro lado, tem competncia para julgar litgios que envolvem particulares.

    - Sistema Ingls

    Apenas um rgo exerce atividade jurisdicional de forma tpica, sendo este o Poder Judicirio.

    No Brasil adota-se o SISTEMA INGLS.

    Art. 5 (...) XXXV - a lei no excluir da apreciao do Poder Judicirio leso ou ameaa a direito;

    Governo vs. Administrao Pblica

    Governo Administrao Pblica

    estudado pelo Direito Constitucional; Os atos de governo so praticados com fundamento na Constituio Federal; O controle sobre os atos de governo chamado de controle poltico e deriva da teoria dos pesos e contrapesos; No h relao de hierarquia e subordinao entre os rgos

    estudada pelo Direito Administrativo; Os atos de administrao pblica so praticados com fundamento na lei infraconstitucional; O controle exercido sobre os atos da administrao o controle hierrquico. Deriva do poder de subordinao.

    (1) Teoria dos pesos e contrapesos: Diviso tripartida dos poderes, nos quais uns fiscalizam e regulam os

    outros.

    A Teoria dos Trs Poderes foi consagrada pelo pensador francs Montesquieu. Baseando-se na obra

    Poltica, do filsofo Aristteles, e na obra Segundo Tratado do Governo Civil, publicada por John Locke,

    Montesquieu escreveu a obra O Esprito das Leis, traando parmetros fundamentais da organizao

    poltica liberal.

    O filsofo iluminista foi o responsvel por explicar, sistematizar e ampliar a diviso dos poderes que fora

    anteriormente estabelecida por Locke. Montesquieu acreditava tambm que, para afastar governos

    absolutistas e evitar a produo de normas tirnicas, seria fundamental estabelecer a autonomia e os

    limites de cada poder. Criou-se, assim, o sistema de freios e contrapesos, o qual consiste na conteno do

    poder pelo poder, ou seja, cada poder deve ser autnomo e exercer determinada funo, porm o

    exerccio desta funo deve ser controlado pelos outros poderes. Assim, pode-se dizer que os poderes

    so independentes, porm harmnicos entre si.

  • Rafael Barreto Ramos 2014

    7

    Essa diviso clssica est consolidada atualmente pelo artigo 16 da Declarao Francesa dos Direitos do

    Homem e do Cidado (1789) e prevista no artigo 2 na nossa Constituio Federal.

    No Brasil, as funes exercidas por cada poder esto divididas entre tpicas (atividades freqentes) e

    atpicas (atividades realizadas mais raramente).

    Poder Executivo

    - Funo tpica: administrar a coisa pblica (repblica)

    - Funes atpicas: l