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3. r.1 .1 j. q j UFC EMP Direito Constitucional Processual Princípios Tutelares do Processo Penal) Jarlan Barroso Botelho Fortaleza/CE. 2003.

Direito Constitucional Processual - pgj.ce.gov.br · PDF fileO direito constitucional processual, longe de ser uma disciplina autônoma, é uma metodologia adotada pelos doutrinadores

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  • 3.

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    .1 j. q j

    UFCEMP

    Direito Constitucional ProcessualPrincpios Tutelares do Processo Penal)

    Jarlan Barroso Botelho

    Fortaleza/CE.2003.

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    r

    DEUS, por sua infinita misericrdia.

    Aos meus pais, Jarbas e Solange, pela formao tica e moral.

    minha amada esposa Mrcia, mulher virtuosa tal qual prevista em Provrbios31:10-31.

    Aos meus amados filhos, Renan e Amanda, razo e incentivo para minha luta, ealegria para os meus dias.

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    ivFolha de aprovao

    Orientadora: Maria Magnlia Barbosa da Silva (Mestre)

    Banca Examinadora: \E

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    RESUMO

    Procuramos com este trabalho, tecer rpidas consideraes

    acerca da fundamental importncia dos parmetros

    constitucionais sobre o processo, em especial, sobre o processo

    penal, procurando demonstrar que nenhuma regra processual,

    por mais inovadora e democrtica que se apresente, poder

    contrariar as regras constitucionais vigentes, posto que, caso

    assim o faa, padecer de vcio insanvel que a transformar em

    uma norma natimorta. Para alcanar esse objetivo, buscamos

    apresentar algumas previses constitucionais que apresentam-se

    relevantes como instrumentos condutores das regras processuais,

    embora, devido ao tempo, essa anlise, que se mostra

    superficial, no tenha exaurido o tema.

    v

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    viSumrio

    Resumo . v

    Introduo. .1

    Captulo 1 Noes Introdutrias3Captulo II - Direito Constitucional Processual ou Direito Processual

    Constitucional 24Captulo III - Direito constitucional processual.............................................10

    3.1. Antecedentes histricos e Abordagem

    Constitucional do Processo............................................... 12

    Captulo IV - Garantias processuais na Conveno Americana................ 14

    Captulo V - A constituio como fonte do processo................................ 18

    Captulo VI - Os Princpios Constitucionais.............................................. Li6.1. Princpio da Isonomia (Au. 5, "caput") .......................... 25

    6.2. Livre acesso justia (Art.5, XXXV).............................. 27

    6.3. Funcionamento do Tribunal do Jri (XXXVIII)................ 28

    6.4. Princpio da legalidade (XXXIX)...................................... 37

    6.5. Princpio da irretroatividade da Lei Penal (XL)................ 40

    6.6. Regras dos Crimes Hediondos (XLIII).............................. 43

    6.7. Princpio do Juiz Natural (LIII).......................................... 45

    6.8. Princpio do devido processo legal (LIV).......................... 46

    6.9. Princpio da ampla defesa (LV) ........................................ 49

    6.10. Princpio da vedao da prova ilcita (LVI)..................... 51

    6.11. Princpio da presuno de inocncia (LVII)..................... 53

    6.12. Regra da restrio da identificao criminal (LVIII)....... 58

    6.13. Previso da queixa subsidiria (LIX)............................... 59

    6.14. Princpio da publicidade(LX, LXII a LXIV).................... 61

    6.15. Regra da limitao da priso (L)U).................................. 64

    6.16. Regra da vedao de priso ilegal (LXV)......................... 65

    6.17. Regra da liberdade provisria (LXVI).............................. 66

    6.18. Princpio da fundamentao das decises (art.93, IX)..... 67

    6.19. Princpio da privatividade da ao penal (art. 129,1)......... 69

    Captulo VII - Concluso... 71

    Bibliografia.. 73

    a

  • Introduo

    O presente trabalho, embora aborde um tema de larga abrangncia e de incontestvel

    proficuidade, no tem a pretenso de esgotar o assunto, nem tampouco de ser inovador em

    suas idias ou polmico em suas posies, mas cuida-se apenas do resultado de uma nova

    reflexo sobre os princpios tutelares do processo penal, na viso de um aplicador do direito -

    Promotor de Justia - cuja inteno de ver o processo como instrumento de realizao de

    anseios sociais, como instrumento de concretizao da Justia.

    A exiguidade do tempo, a labuta diuturna incessante e desgastante, nos impediram de

    aprofundarmo-mos no assunto, que por certo, de extrema atualidade e inegvel importncia.

    terreno fecundo, bero de calorosas discusses doutrinrias, e origem de inmeras teorias,

    em especial no presente momento em que se discute no congresso nacional a alterao dos

    cdigos processual penal e processual civil.

    As reformas dos dois diplomas, de certo, no podem ignorar as regras traadas pelo

    direito constitucional processual - ou como preferem alguns, direito processual

    constitucional - sob pena de fazer trabalho incuo, incompatvel com a atual realidade que a

    constituio impe, seja no campo das garantias como a amplitude de defesa e contraditrio,

    seja pelo novo parmetro introduzido pela previso dos Juizados especial com novos

    princpios processuais, como a oralidade, a simplicidade, a informalidade, etc., traando com

    isso novas regras a serem adotadas por toda a legislao processual que se pretenda moderna.

    A viso do processo como instrumento da garantia da justia, no pode desprezar a

    mxima de que a justia tardia injustia flagrante. Essa viso faz com que a simplificao

    dos atos processuais tomem-se uma necessidade do dia--dia, e levou o legislador constituinte

    a

  • a inserisse no texto constitucional a previso dos juizados especiais com rito processual que

    adota novos paradigmas, tudo em busca desta Justia clere.

    Ao passo disso, no podemos deixar de acolher a regra da AMPLA defesa, a qual, no

    entanto, no pode ser instrumento de procrastinao do andamento do processo, ou meio hbil

    para garantir a impunidade por meio da prescrio, em especial no que tange ao Processo

    Penal.

    A Constituio Federal a nascente de todas as regras processuais, e desta minam as

    regras sem as quais o processo toma-se instrumento sem eficcia, inspido e incuo.

    No presente trabalho, busca-se mostrar que toda e qualquer interpretao de regras

    processuais devem ser guiadas pelo prisma oriundo de sua origem constitucional, sob pena de

    incidir em equivocada e distorcida interpretao, levando a irreparveis prejuzos para as

    partes e para a Justia como um todo.

    Como visto, as regras constitucionais so uma fundamental fonte de inspirao para

    que sejam traadas normas processuais que consigam concretizar uma prestao jurisdicional

    mais clere e eficaz, e por se no dizer, JUSTA, que afinal, a busca de todos.

    Devemos, no entanto, no esquecer-mos que nossa Constituio, embora tenha

    realado as garantias individuais, possui uma viso global do social, sendo construo

    legislativa de cunho eminentemente coletiva, visando a proteo do coletivo sob o individual,

    consciente que o Estado no o individual, mas sim o coletivo, devendo suas regras serem

    sempre interpretadas em favor da maioria, conscientes que o direito do indivduo s tem valor

    quando respeita os de seu prximo.

    e

    ri

  • 3

    Captulo 1

    Noes Introdutrias

    O direito constitucional processual, longe de ser uma disciplina autnoma, uma

    metodologia adotada pelos doutrinadores a fim de possibilitar o estudo do processo por meio

    da anlise das regras traadas pelas constituies.

    O estudo do direito constitucional processual iniciou-se por meio de mestres como

    Calamandrei, Liebman, Couture e Goldschimit, os quais foram acompanhados pelos proficuos

    estudos dos mestres Cappelletti, Denti, Vigoriti, Augusto Mrio Mordo, Bu.zaid, Jos

    Frederico Marques e o nosso insupervel Jos Albuquerque Rocha, sendo estes dois ltimos,

    os valores nacionais que melhor desenvolveram os estudos a cerca de to palpitante tema.

    Os primeiros autores, assim como o fizeram os professores Ada Peilegrini Grinover,

    Cndido Range! Dinamarco e Antnio Carlos de Arajo Cintra, preferem denominar esse

    ramo do direito como Direito processual constitucional, denominao esta que no

    acompanhada pelo culto professor Jos de Albuquerque Rocha, o qual prefere denominar a

    matria como Direito Constitucional Processual.

    No estamos aqui diante de um caso em que a ordem dos fatores no altera o produto.

    A alterao na ordem da denominao possui significativa diferena, que tornam-nas matrias

    distintas e de contedo diversos, conforme demostrar-se- adiante.

    Embora os desatentos, a primeira vista, encarem as duas disciplinas como algo nico,

    a verdade indica que cuidam-se de matrias distintas, com objetos de estudo prprios e

    metodologia diversa.

    Vejamos quais seriam essas distines, para que assim se possa desenvolver com

    melhor fluidez o trabalho que ora se inicia, posto que a discusso introdutria a pedra

    angular do estudo sobre a influncia da constituio no processo.

    o

    a

  • 4

    Captulo II

    Direito Constitucional ProcessualOu Direito Processual Constitucional?

    H na doutrina processual uma enorme divergncia no tocante a denominao do

    mtodo cientfico de que ora se cuida, sendo que alguns autores adotam a denominao

    Direito processual constitucional e outros a denominao de direito constitucional processual,

    sendo que essa utilizao, por vezes, adotada sem critrio, ou sem que se perceba a distino

    das duas denominaes, o que, data venia, um erro que se deve evitar.

    Os que adotam a denominao de direito constitucional processual, o fazem sob o

    plio de que o direito constitucional processual a disciplina constituda de normas

    constitucionais que consagram prin