Direito Fiscal - .imóveis ou dos direitos reais sobre bens imóveis situados em território português,

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Direito Fiscal

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A Reforma do IRC

Principais Alteraes e Implicaes para as Empresas

Direito Fiscal

Direito Fiscal

A Macedo Vitorino & Associados foi constituda em 1996, concentrando a sua actividade na

assessoria a clientes nacionais e estrangeiros em sectores especficos de actividade, de

que destacamos o sector financeiro, telecomunicaes, energia e infra-estruturas.

Desde a sua constituio, a Macedo Vitorino & Associados estabeleceu relaes estreitas

de correspondncia e de parceria com algumas das mais prestigiadas sociedades de

advogados internacionais da Europa e dos Estados Unidos, o que nos permite prestar

aconselhamento em operaes internacionais de forma eficaz.

O nosso Grupo de Direito Fiscal est preparado para fornecer todo o tipo de informaes e

servios nesta rea, nomeadamente:

Aconselhamento especializado em matria de tributao, atravs de um efectivo

planeamento fiscal;

Apoio jurdico em fiscalidade internacional;

Anlise de questes relacionadas com impostos indirectos;

Tributao imobiliria e aconselhamento em matria de fundos imobilirios;

Avaliao do regime de Benefcios Fiscais e sua adequao ao perfil e necessidades

do cliente;

Incentivos fiscais ao investimento; e

Elaborao do dossier de preos de transferncia.

A Macedo Vitorino & Associados citada em onze das dezoito reas de trabalho

analisadas pelo directrio internacional, The European Legal 500, nomeadamente em

Banking and Finance, Capital Markets, Project Finance, Corporate, Tax, Telecoms

e Litigation. A nossa actuao ainda destacada pela IFLR 1000 em Project Finance,

Corporate Finance e Mergers and Acquisitions e pela Chambers and Partners em

Litigation.

Se quiser saber mais sobre a Macedo Vitorino & Associados por favor visite o nosso

website em www.macedovitorino.com ou contacte-nos atravs de:

Tel.: (351) 21 324 1900 - Fax: (351) 21 324 1929

Email: mva@macedovitorino.com

Esta informao de carcter genrico, pelo que no dever ser considerada como

aconselhamento profissional e no dispensa a consulta da Lei n. 2/2014, de 16 de Janeiro,

publicada em Dirio da Repblica, 1. srie, n. 11. Caso necessite de aconselhamento

jurdico sobre estas matrias dever contactar um advogado. Caso seja cliente da Macedo

Vitorino & Associados, poder contactar-nos directamente para os contactos acima

referidos

ndice

1. Introduo ........................................................................................................................ 1

2. Reforma do IRC ............................................................................................................... 1

Taxas de IRC e derrama estadual ................................................................................. 1

Participation exemption ................................................................................................. 2

Dedutibilidade de gastos ............................................................................................... 3

Activos intangveis e o novo regime de patent box ...................................................... 3

Preos de transferncia e subcapitalizao ................................................................... 4

Reporte de prejuzos ..................................................................................................... 5

Regime especial de tributao de grupos de sociedades .............................................. 5

Tributao autnoma sobre veculos automveis .......................................................... 6

Regime especial de neutralidade fiscal.......................................................................... 6

Tratamento fiscal dos financiamentos intra-grupo ........................................................ 7

Transparncia fiscal .................................................................................................... 7

Regimes especiais aplicveis s PMEs ....................................................................... 7

Dupla tributao internacional ..................................................................................... 9

3. Balano da reforma ........................................................................................................ 11

A Reforma do IRC: Principais Alteraes e Implicaes para as Empresas

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1. Introduo

Em Janeiro de 2013, o Governo criou uma Comisso para a Reforma do Imposto sobre

o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRC) com o objectivo de realizao de uma

reforma profunda e abrangente do Cdigo do IRC que promovesse a simplificao

deste imposto e a internacionalizao e competitividade das empresas portuguesas.

De entre as propostas apresentadas pela Comisso vrias reuniram o consenso e

foram aprovadas pela Lei n. 2/2014, de 16 de Janeiro de 2014, tais como o regime de

participation exemption e de patent box, ainda que com alguns desvios face

proposta da Comisso que resultaram das discusses havidas no Parlamento.

Em matria de simplificao, apesar das vrias medidas apresentadas, nem todas

foram acolhidas, nomeadamente, a substituio da necessidade de aprovao do

Governo de determinados actos pela mera comunicao.

Para alm da importncia desta reforma, importa salientar o esforo de consenso na

sua aprovao, que poder contribuir para a to desejada estabilidade da lei fiscal.

Neste estudo, analisamos as principais alteraes ao Cdigo do IRC aprovadas pela

Lei n. 2/2014 e as suas implicaes para as empresas.

2. Reforma do IRC

Taxas de IRC e derrama estadual

Tal como proposto pelo Governo ao Parlamento, a taxa geral de IRC foi reduzida de

25% para 23% j em 2014. Contudo, na sequncia das discusses havidas no

Parlamento, foram ainda aprovadas as seguintes alteraes:

Aplicao de uma taxa de 17% aos primeiros 15.000 de matria colectvel das

entidades qualificadas como PMEs(1), e desde que cumpridas as regras

comunitrias de auxlios de minimis; e

(1) Nos termos do anexo ao Decreto-Lei n. 372/2007, de 6 de Novembro, as categorias

de micro, pequenas e mdias empresas (PME) distinguem-se da seguinte forma:

Categorias Trabalhadores Volume de negcios Balano total anual

Mdia < 250

Direito Fiscal

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Aplicao de uma derrama estadual de 7% (e de um pagamento adicional por

conta de 6,5%) ao lucro tributvel superior a 35 milhes.

Deste modo, em 2014 passam a incidir sobre o lucro tributvel as seguintes taxas de

IRC e de derramas municipal e estadual:

Lucro tributvel

IRC Derrama

municipal

Derrama

estadual PMEs

Grandes

empresas

A Reforma do IRC: Principais Alteraes e Implicaes para as Empresas

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isentos nas entidades subafiliadas, salvo quando a entidade que distribui os lucros

seja residente (i) num Estado membro da Unio Europeia ou (ii) num Estado

membro do Espao Econmico Europeu que esteja vinculado a cooperao

administrativa no domnio da fiscalidade equivalente estabelecida no mbito da

Unio Europeia; e

As mais-valias resultantes da venda de sociedades em que o valor dos bens

imveis ou dos direitos reais sobre bens imveis situados em territrio portugus,

com excepo dos bens imveis afectos a uma actividade de natureza agrcola,

industrial ou comercial que no consista na compra e venda de bens imveis,

represente, directa ou indirectamente, mais de 50% do activo.

De notar que em caso de liquidao de sociedades, a diferena positiva entre o

resultado da partilha e o custo de aquisio deixou de ser qualificada como rendimento

de capital e passou a ser qualificada como mais-valia, ficando por essa razo isenta ao

abrigo do regime acima descrito, desde que verificados os respectivos requisitos(2).

Dedutibilidade de gastos

Foi eliminado o requisito da indispensabilidade, passando a ser dedutveis todos os

gastos e perdas incorridos ou suportados pelo sujeito passivo para obter ou garantir os

rendimentos sujeitos a IRC(3).

Os gastos dedutveis devem ser comprovados documentalmente, independentemente

da natureza ou suporte dos documentos utilizados para esse efeito, os quais devero

conter certos elementos identificados na lei.

No entanto, quando o fornecedor dos bens ou prestador dos servios esteja obrigado

emisso de factura ou documento legalmente equiparado, o documento comprovativo

das aquisies de bens ou servios deve obrigatoriamente assumir essa forma.

Activos intangveis e o novo regime de patent box

Passa a ser aceite como gasto fiscal o custo de aquisio dos certos activos intangveis

at agora no aceite quando reconhecidos autonomamente nas contas individuais do

(2) Em contrapartida a menos-valia ser dedutvel mas caso, num dos quatro perodos

de tributao posteriores liquidao, a actividade prosseguida por esta passe a ser

exercida por qualquer scio da sociedade liquidada, ou por pessoa ou entidade que

com aquele ou com esta se encontre numa situao de relaes especiais, deve ser

adicionado ao lucro tributvel do referido scio, nesse perodo de tributao, o valor d