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CONHECIMENTO EM DIREITO: DIREITO PENAL DIREITO PROCESSUAL PENAL DIREITO PROCESSUAL CIVIL DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO ADMINISTRATIVO NORMAS DA CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA

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  • CONHECIMENTO EM DIREITO:

    DIREITO PENAL

    DIREITO PROCESSUAL PENAL

    DIREITO PROCESSUAL CIVIL

    DIREITO CONSTITUCIONAL

    DIREITO ADMINISTRATIVO

    NORMAS DA CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIA

  • Sumrio

    DIREITO PENAL ........................................................................................................... 3

    DIREITO PROCESSUAL PENAL ............................................................................. 13

    DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................ 47

    DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................... 96

    DIREITO ADMINISTRATIVO .................................................................................. 111

    NORMAS DA CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIA ..................................... 128

  • DIREITO PENAL

    DECRETO-LEI No 2.848, DE 7 DE

    DEZEMBRO DE 1940.

    CAPTULO II

    DA FALSIDADE DE TTULOS E OUTROS PAPIS PBLICOS

    Falsificao de papis pblicos

    Art. 293 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os:

    I - selo destinado a controle tributrio, papel selado ou qualquer papel de emisso legal destinado arrecadao de tributo;

    II - papel de crdito pblico que no seja moeda de curso legal;

    III - vale postal;

    IV - cautela de penhor, caderneta de depsito de caixa econmica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito pblico;

    V - talo, recibo, guia, alvar ou qualquer outro documento relativo a arrecadao de rendas pblicas ou a depsito ou cauo por que o poder pblico seja responsvel;

    VI - bilhete, passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela Unio, por Estado ou por Municpio:

    Pena - recluso, de dois a oito anos, e multa.

    1o Incorre na mesma pena quem:

    I - usa, guarda, possui ou detm qualquer dos papis falsificados a que se refere este artigo;

    II - importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda, fornece ou restitui circulao selo falsificado destinado a controle tributrio;

    III - importa, exporta, adquire, vende, expe venda, mantm em depsito,

    guarda, troca, cede, empresta, fornece, porta ou, de qualquer forma, utiliza em proveito prprio ou alheio, no exerccio de atividade comercial ou industrial, produto ou mercadoria:

    a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tributrio, falsificado;

    b) sem selo oficial, nos casos em que a legislao tributria determina a obrigatoriedade de sua aplicao.

    2 - Suprimir, em qualquer desses papis, quando legtimos, com o fim de torn-los novamente utilizveis, carimbo ou sinal indicativo de sua inutilizao:

    Pena - recluso, de um a quatro anos, e multa.

    3 - Incorre na mesma pena quem usa, depois de alterado, qualquer dos papis a que se refere o pargrafo anterior.

    4 - Quem usa ou restitui circulao, embora recibo de boa-f, qualquer dos papis falsificados ou alterados, a que se referem este artigo e o seu 2, depois de conhecer a falsidade ou alterao, incorre na pena de deteno, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

    5o Equipara-se a atividade comercial,

    para os fins do inciso III do 1o, qualquer

    forma de comrcio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em vias, praas ou outros logradouros pblicos e em residncias.

    Petrechos de falsificao

    Art. 294 - Fabricar, adquirir, fornecer, possuir ou guardar objeto especialmente destinado falsificao de qualquer dos papis referidos no artigo anterior:

    Pena - recluso, de um a trs anos, e multa.

    Art. 295 - Se o agente funcionrio pblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

    CAPTULO III

    DA FALSIDADE DOCUMENTAL

    http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEL%202.848-1940?OpenDocumenthttp://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEL%202.848-1940?OpenDocument

  • Falsificao do selo ou sinal pblico

    Art. 296 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os:

    I - selo pblico destinado a autenticar atos oficiais da Unio, de Estado ou de Municpio;

    II - selo ou sinal atribudo por lei a entidade de direito pblico, ou a autoridade, ou sinal pblico de tabelio:

    Pena - recluso, de dois a seis anos, e multa.

    1 - Incorre nas mesmas penas:

    I - quem faz uso do selo ou sinal falsificado;

    II - quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuzo de outrem ou em proveito prprio ou alheio.

    III - quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros smbolos utilizados ou identificadores de rgos ou entidades da Administrao Pblica.

    2 - Se o agente funcionrio pblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

    Falsificao de documento pblico

    Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento pblico, ou alterar documento pblico verdadeiro:

    Pena - recluso, de dois a seis anos, e multa.

    1 - Se o agente funcionrio pblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

    2 - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento pblico o emanado de entidade paraestatal, o ttulo ao portador ou transmissvel por endosso, as aes de sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular.

    3o Nas mesmas penas incorre quem

    insere ou faz inserir:

    I - na folha de pagamento ou em documento de informaes que seja destinado a fazer prova perante a previdncia social, pessoa que no possua a qualidade de segurado obrigatrio;

    II - na Carteira de Trabalho e Previdncia Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdncia social, declarao falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita;

    III - em documento contbil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigaes da empresa perante a previdncia social, declarao falsa ou diversa da que deveria ter constado.

    4o Nas mesmas penas incorre quem

    omite, nos documentos mencionados no 3

    o, nome do segurado e seus dados

    pessoais, a remunerao, a vigncia do contrato de trabalho ou de prestao de servios.

    Falsificao de documento particular

    Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro:

    Pena - recluso, de um a cinco anos, e multa.

    Falsificao de carto

    Pargrafo nico. Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento particular o carto de crdito ou dbito.

    Falsidade ideolgica

    Art. 299 - Omitir, em documento pblico ou particular, declarao que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declarao falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigao ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:

    Pena - recluso, de um a cinco anos, e multa, se o documento pblico, e recluso de um a trs anos, e multa, de

  • quinhentos mil ris a cinco contos de ris, se o documento particular.

    Pargrafo nico - Se o agente funcionrio pblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificao ou alterao de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte.

    Falso reconhecimento de firma ou letra

    Art. 300 - Reconhecer, como verdadeira, no exerccio de funo pblica, firma ou letra que o no seja:

    Pena - recluso, de um a cinco anos, e multa, se o documento pblico; e de um a trs anos, e multa, se o documento particular.

    Certido ou atestado ideologicamente falso

    Art. 301 - Atestar ou certificar falsamente, em razo de funo pblica, fato ou circunstncia que habilite algum a obter cargo pblico, iseno de nus ou de servio de carter pblico, ou qualquer outra vantagem:

    Pena - deteno, de dois meses a um ano.

    Falsidade material de atestado ou certido

    1 - Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certido, ou alterar o teor de certido ou de atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunstncia que habilite algum a obter cargo pblico, iseno de nus ou de servio de carter pblico, ou qualquer outra vantagem:

    Pena - deteno, de trs meses a dois anos.

    2 - Se o crime praticado com o fim de lucro, aplica-se, alm da pena privativa de liberdade, a de multa.

    Falsidade de atestado mdico

    Art. 302 - Dar o mdico, no exerccio da sua profisso, atestado falso:

    Pena - deteno, de um ms a um ano.

    Pargrafo nico - Se o crime cometido com o fim de lucro, aplica-se tambm multa.

    Reproduo ou adulterao de selo ou pea filatlica

    Art. 303 - Reproduzir ou alterar selo ou pea filatlica que tenha valor para coleo, salvo quando a reproduo ou a alterao est visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou pea:

    Pena - deteno, de um a trs anos, e multa.

    Pargrafo nico - Na mesma pena incorre quem, para fins de comrcio, faz uso do selo ou pea filatlica.

    Uso de documento falso

    Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302:

    Pena - a cominada falsificao ou alterao.

    Supresso de documento

    Art. 305 - Destruir, suprimir ou ocultar, em benefcio prprio ou de outrem, ou em prejuzo alheio, documento pblico ou particular verdadeiro, de que no podia dispor:

    Pena - recluso, de dois a seis anos, e multa, se o documento pblico, e recluso, de um a cinco anos, e multa, se o documento particular.

    CAPTULO IV

    DE OUTRAS FALSIDADES

    Falsa identidade

    Art. 307 - Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito prprio ou alheio, ou para causar dano a outrem:

  • Pena - deteno, de trs meses a um ano, ou multa, se o fato no constitui elemento de crime mais grave.

    Art. 308 - Usar, como prprio, passaporte, ttulo de eleitor, caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem, para que dele se utilize, documento dessa natureza, prprio ou de terceiro:

    Pena - deteno, de quatro meses a dois anos, e multa, se o fato no constitui elemento de crime mais grave.

    CAPTULO V

    DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PBLICO

    Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, contedo sigiloso de:

    I - concurso pblico;

    II - avaliao ou exame pblicos;

    III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou

    IV - exame ou processo seletivo previstos em lei:

    Pena - recluso, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

    1o Nas mesmas penas incorre

    quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas no autorizadas s informaes mencionadas no caput.

    2o Se da ao ou omisso resulta

    dano administrao pblica:

    Pena - recluso, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

    3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um

    tero) se o fato cometido por funcionrio pblico.

    TTULO XI

    DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAO PBLICA

    CAPTULO I

    DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONRIO PBLICO CONTRA A

    ADMINISTRAO EM GERAL

    Peculato

    Art. 312 - Apropriar-se o funcionrio pblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem mvel, pblico ou particular, de que tem a posse em razo do cargo, ou desvi-lo, em proveito prprio ou alheio:

    Pena - recluso, de dois a doze anos, e multa.

    1 - Aplica-se a mesma pena, se o funcionrio pblico, embora no tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtrado, em proveito prprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionrio.

    Peculato culposo

    2 - Se o funcionrio concorre culposamente para o crime de outrem:

    Pena - deteno, de trs meses a um ano.

    3 - No caso do pargrafo anterior, a reparao do dano, se precede sentena irrecorrvel, extingue a punibilidade; se lhe posterior, reduz de metade a pena imposta.

    Peculato mediante erro de outrem

    Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerccio do cargo, recebeu por erro de outrem:

    Pena - recluso, de um a quatro anos, e multa.

    Insero de dados falsos em sistema de informaes

  • Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionrio autorizado, a insero de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administrao Pblica com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano:

    Pena - recluso, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

    Modificao ou alterao no autorizada de sistema de informaes

    Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionrio, sistema de informaes ou programa de informtica sem autorizao ou solicitao de autoridade competente:

    Pena - deteno, de 3 (trs) meses a 2 (dois) anos, e multa.

    Pargrafo nico. As penas so aumentadas de um tero at a metade se da modificao ou alterao resulta dano para a Administrao Pblica ou para o administrado.

    Extravio, sonegao ou inutilizao de livro ou documento

    Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razo do cargo; soneg-lo ou inutiliz-lo, total ou parcialmente:

    Pena - recluso, de um a quatro anos, se o fato no constitui crime mais grave.

    Emprego irregular de verbas ou rendas pblicas

    Art. 315 - Dar s verbas ou rendas pblicas aplicao diversa da estabelecida em lei:

    Pena - deteno, de um a trs meses, ou multa.

    Concusso

    Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da funo ou antes de assumi-la, mas em razo dela, vantagem indevida:

    Pena - recluso, de dois a oito anos, e multa.

    Excesso de exao

    1 - Se o funcionrio exige tributo ou contribuio social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrana meio vexatrio ou gravoso, que a lei no autoriza:

    Pena - recluso, de trs a oito anos, e multa.

    2 - Se o funcionrio desvia, em proveito prprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres pblicos:

    Pena - recluso, de dois a doze anos, e multa.

    Corrupo passiva

    Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da funo ou antes de assumi-la, mas em razo dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:

    Pena - recluso, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

    1 - A pena aumentada de um tero, se, em conseqncia da vantagem ou promessa, o funcionrio retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofcio ou o pratica infringindo dever funcional.

    2 - Se o funcionrio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofcio, com infrao de dever funcional, cedendo a pedido ou influncia de outrem:

    Pena - deteno, de trs meses a um ano, ou multa.

    Prevaricao

    Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofcio, ou pratic-lo contra disposio expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:

  • Pena - deteno, de trs meses a um ano, e multa.

    Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciria e/ou agente pblico, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefnico, de rdio ou similar, que permita a comunicao com outros presos ou com o ambiente externo:

    Pena: deteno, de 3 (trs) meses a 1 (um) ano.

    Condescendncia criminosa

    Art. 320 - Deixar o funcionrio, por indulgncia, de responsabilizar subordinado que cometeu infrao no exerccio do cargo ou, quando lhe falte competncia, no levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:

    Pena - deteno, de quinze dias a um ms, ou multa.

    Advocacia administrativa

    Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administrao pblica, valendo-se da qualidade de funcionrio:

    Pena - deteno, de um a trs meses, ou multa.

    Pargrafo nico - Se o interesse ilegtimo:

    Pena - deteno, de trs meses a um ano, alm da multa.

    Violncia arbitrria

    Art. 322 - Praticar violncia, no exerccio de funo ou a pretexto de exerc-la:

    Pena - deteno, de seis meses a trs anos, alm da pena correspondente violncia.

    Abandono de funo

    Art. 323 - Abandonar cargo pblico, fora dos casos permitidos em lei:

    Pena - deteno, de quinze dias a um ms, ou multa.

    1 - Se do fato resulta prejuzo pblico:

    Pena - deteno, de trs meses a um ano, e multa.

    2 - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:

    Pena - deteno, de um a trs anos, e multa.

    Exerccio funcional ilegalmente antecipado ou prolongado

    Art. 324 - Entrar no exerccio de funo pblica antes de satisfeitas as exigncias legais, ou continuar a exerc-la, sem autorizao, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substitudo ou suspenso:

    Pena - deteno, de quinze dias a um ms, ou multa.

    Violao de sigilo funcional

    Art. 325 - Revelar fato de que tem cincia em razo do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelao:

    Pena - deteno, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato no constitui crime mais grave.

    1o Nas mesmas penas deste artigo

    incorre quem:

    I - permite ou facilita, mediante atribuio, fornecimento e emprstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas no autorizadas a sistemas de informaes ou banco de dados da Administrao Pblica;

    II - se utiliza, indevidamente, do acesso restrito.

    2o Se da ao ou omisso resulta

    dano Administrao Pblica ou a outrem:

    Pena - recluso, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

  • Violao do sigilo de proposta de concorrncia

    Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorrncia pblica, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devass-lo:

    Pena - Deteno, de trs meses a um ano, e multa.

    Funcionrio pblico

    Art. 327 - Considera-se funcionrio pblico, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remunerao, exerce cargo, emprego ou funo pblica.

    1 - Equipara-se a funcionrio pblico quem exerce cargo, emprego ou funo em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servio contratada ou conveniada para a execuo de atividade tpica da Administrao Pblica.

    2 - A pena ser aumentada da tera parte quando os autores dos crimes previstos neste Captulo forem ocupantes de cargos em comisso ou de funo de direo ou assessoramento de rgo da administrao direta, sociedade de economia mista, empresa pblica ou fundao instituda pelo poder pblico.

    CAPTULO II

    DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A

    ADMINISTRAO EM GERAL

    Usurpao de funo pblica

    Art. 328 - Usurpar o exerccio de funo pblica:

    Pena - deteno, de trs meses a dois anos, e multa.

    Pargrafo nico - Se do fato o agente aufere vantagem:

    Pena - recluso, de dois a cinco anos, e multa.

    Resistncia

    Art. 329 - Opor-se execuo de ato legal, mediante violncia ou ameaa a funcionrio competente para execut-lo ou a quem lhe esteja prestando auxlio:

    Pena - deteno, de dois meses a dois anos.

    1 - Se o ato, em razo da resistncia, no se executa:

    Pena - recluso, de um a trs anos.

    2 - As penas deste artigo so aplicveis sem prejuzo das correspondentes violncia.

    Desobedincia

    Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de funcionrio pblico:

    Pena - deteno, de quinze dias a seis meses, e multa.

    Desacato

    Art. 331 - Desacatar funcionrio pblico no exerccio da funo ou em razo dela:

    Pena - deteno, de seis meses a dois anos, ou multa.

    Trfico de Influncia

    Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionrio pblico no exerccio da funo:

    Pena - recluso, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

    Pargrafo nico - A pena aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem tambm destinada ao funcionrio.

    Corrupo ativa

    Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionrio pblico,

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9127.htm#art1

  • para determin-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofcio:

    Pena - recluso, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

    Pargrafo nico - A pena aumentada de um tero, se, em razo da vantagem ou promessa, o funcionrio retarda ou omite ato de ofcio, ou o pratica infringindo dever funcional.

    Impedimento, perturbao ou fraude de concorrncia

    Art. 335 - Impedir, perturbar ou fraudar concorrncia pblica ou venda em hasta pblica, promovida pela administrao federal, estadual ou municipal, ou por entidade paraestatal; afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante, por meio de violncia, grave ameaa, fraude ou oferecimento de vantagem:

    Pena - deteno, de seis meses a dois anos, ou multa, alm da pena correspondente violncia.

    Pargrafo nico - Incorre na mesma pena quem se abstm de concorrer ou licitar, em razo da vantagem oferecida.

    Inutilizao de edital ou de sinal

    Art. 336 - Rasgar ou, de qualquer forma, inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de funcionrio pblico; violar ou inutilizar selo ou sinal empregado, por determinao legal ou por ordem de funcionrio pblico, para identificar ou cerrar qualquer objeto:

    Pena - deteno, de um ms a um ano, ou multa.

    Subtrao ou inutilizao de livro ou documento

    Art. 337 - Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro oficial, processo ou documento confiado custdia de funcionrio, em razo de ofcio, ou de particular em servio pblico:

    Pena - recluso, de dois a cinco anos, se o fato no constitui crime mais grave.

    CAPTULO III

    DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAO DA JUSTIA

    Denunciao caluniosa

    Art. 339. Dar causa instaurao de investigao policial, de processo judicial, instaurao de investigao administrativa, inqurito civil ou ao de improbidade administrativa contra algum, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

    Pena - recluso, de dois a oito anos, e multa.

    1 - A pena aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto.

    2 - A pena diminuda de metade, se a imputao de prtica de contraveno.

    Comunicao falsa de crime ou de contraveno

    Art. 340 - Provocar a ao de autoridade, comunicando-lhe a ocorrncia de crime ou de contraveno que sabe no se ter verificado:

    Pena - deteno, de um a seis meses, ou multa.

    Auto-acusao falsa

    Art. 341 - Acusar-se, perante a autoridade, de crime inexistente ou praticado por outrem:

    Pena - deteno, de trs meses a dois anos, ou multa.

    Falso testemunho ou falsa percia

    Art. 342. Fazer afirmao falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intrprete em processo judicial, ou administrativo, inqurito policial, ou em juzo arbitral:

    Pena - recluso, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

  • 1o As penas aumentam-se de um

    sexto a um tero, se o crime praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal, ou em processo civil em que for parte entidade da administrao pblica direta ou indireta.

    2o O fato deixa de ser punvel se,

    antes da sentena no processo em que ocorreu o ilcito, o agente se retrata ou declara a verdade.

    Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor ou intrprete, para fazer afirmao falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, percia, clculos, traduo ou interpretao:

    Pena - recluso, de trs a quatro anos, e multa.

    Pargrafo nico. As penas aumentam-se de um sexto a um tero, se o crime cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal ou em processo civil em que for parte entidade da administrao pblica direta ou indireta.

    Coao no curso do processo

    Art. 344 - Usar de violncia ou grave ameaa, com o fim de favorecer interesse prprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juzo arbitral:

    Pena - recluso, de um a quatro anos, e multa, alm da pena correspondente violncia.

    Exerccio arbitrrio das prprias razes

    Art. 345 - Fazer justia pelas prprias mos, para satisfazer pretenso, embora legtima, salvo quando a lei o permite:

    Pena - deteno, de quinze dias a um ms, ou multa, alm da pena correspondente violncia.

    Pargrafo nico - Se no h emprego de violncia, somente se procede mediante queixa.

    Art. 346 - Tirar, suprimir, destruir ou danificar coisa prpria, que se acha em poder de terceiro por determinao judicial ou conveno:

    Pena - deteno, de seis meses a dois anos, e multa.

    Fraude processual

    Art. 347 - Inovar artificiosamente, na pendncia de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito:

    Pena - deteno, de trs meses a dois anos, e multa.

    Pargrafo nico - Se a inovao se destina a produzir efeito em processo penal, ainda que no iniciado, as penas aplicam-se em dobro.

    Exerccio arbitrrio ou abuso de poder

    Art. 350 - Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder:

    Pena - deteno, de um ms a um ano.

    Pargrafo nico - Na mesma pena incorre o funcionrio que:

    I - ilegalmente recebe e recolhe algum a priso, ou a estabelecimento destinado a execuo de pena privativa de liberdade ou de medida de segurana;

    II - prolonga a execuo de pena ou de medida de segurana, deixando de expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade;

    III - submete pessoa que est sob sua guarda ou custdia a vexame ou a constrangimento no autorizado em lei;

  • IV - efetua, com abuso de poder, qualquer diligncia.

    Explorao de prestgio

    Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, rgo do Ministrio Pblico, funcionrio de justia, perito, tradutor, intrprete ou testemunha:

    Pena - recluso, de um a cinco anos, e multa.

    Pargrafo nico - As penas aumentam-se de um tero, se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade tambm se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.

    Desobedincia a deciso judicial sobre perda ou suspenso de direito

    Art. 359 - Exercer funo, atividade, direito, autoridade ou mnus, de que foi suspenso ou privado por deciso judicial:

    Pena - deteno, de trs meses a dois anos, ou multa.

  • DIREITO PROCESSUAL PENAL

    DECRETO-LEI N 3.689, DE 3 DE

    OUTUBRO DE 1941.

    TTULO VIII

    DO JUIZ, DO MINISTRIO PBLICO, DO ACUSADO E DEFENSOR,

    DOS ASSISTENTES E AUXILIARES DA JUSTIA

    CAPTULO I

    DO JUIZ

    Art. 251. Ao juiz incumbir prover regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos, podendo, para tal fim, requisitar a fora pblica.

    Art. 252. O juiz no poder exercer jurisdio no processo em que:

    I - tiver funcionado seu cnjuge ou parente, consangneo ou afim, em linha reta ou colateral at o terceiro grau, inclusive, como defensor ou advogado, rgo do Ministrio Pblico, autoridade policial, auxiliar da justia ou perito;

    II - ele prprio houver desempenhado qualquer dessas funes ou servido como testemunha;

    III - tiver funcionado como juiz de outra instncia, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questo;

    IV - ele prprio ou seu cnjuge ou parente, consangneo ou afim em linha reta ou colateral at o terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito.

    Art. 253. Nos juzos coletivos, no podero servir no mesmo processo os juzes que forem entre si parentes, consangneos ou afins, em linha reta ou colateral at o terceiro grau, inclusive.

    Art. 254. O juiz dar-se- por suspeito, e, se no o fizer, poder ser recusado por qualquer das partes:

    I - se for amigo ntimo ou inimigo capital de qualquer deles;

    II - se ele, seu cnjuge, ascendente ou descendente, estiver respondendo a processo por fato anlogo, sobre cujo carter criminoso haja controvrsia;

    III - se ele, seu cnjuge, ou parente, consangneo, ou afim, at o terceiro grau, inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes;

    IV - se tiver aconselhado qualquer das partes;

    V - se for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes;

    Vl - se for scio, acionista ou administrador de sociedade interessada no processo.

    Art. 255. O impedimento ou suspeio decorrente de parentesco por afinidade cessar pela dissoluo do casamento que Ihe tiver dado causa, salvo sobrevindo descendentes; mas, ainda que dissolvido o casamento sem descendentes, no funcionar como juiz o sogro, o padrasto, o cunhado, o genro ou enteado de quem for parte no processo.

    Art. 256. A suspeio no poder ser declarada nem reconhecida, quando a parte injuriar o juiz ou de propsito der motivo para cri-la.

    CAPTULO II

    DO MINISTRIO PBLICO

    Art. 257. Ao Ministrio Pblico cabe:

    I - promover, privativamente, a ao penal pblica, na forma estabelecida neste Cdigo; e

    II - fiscalizar a execuo da lei.

    Art. 258. Os rgos do Ministrio Pblico no funcionaro nos processos em que o juiz ou qualquer das partes for seu cnjuge, ou parente, consangneo ou afim, em linha reta ou colateral, at o terceiro grau, inclusive, e a eles se estendem, no que Ihes for aplicvel, as

    http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEL%203.689-1941?OpenDocumenthttp://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEL%203.689-1941?OpenDocument

  • prescries relativas suspeio e aos impedimentos dos juzes.

    CAPTULO III

    DO ACUSADO E SEU DEFENSOR

    Art. 261. Nenhum acusado, ainda que ausente ou foragido, ser processado ou julgado sem defensor.

    Pargrafo nico. A defesa tcnica, quando realizada por defensor pblico ou dativo, ser sempre exercida atravs de manifestao fundamentada.

    Art. 262. Ao acusado menor dar-se- curador.

    Art. 263. Se o acusado no o tiver, ser-lhe- nomeado defensor pelo juiz, ressalvado o seu direito de, a todo tempo, nomear outro de sua confiana, ou a si mesmo defender-se, caso tenha habilitao.

    Pargrafo nico. O acusado, que no for pobre, ser obrigado a pagar os honorrios do defensor dativo, arbitrados pelo juiz.

    Art. 264. Salvo motivo relevante, os advogados e solicitadores sero obrigados, sob pena de multa de cem a quinhentos mil-ris, a prestar seu patrocnio aos acusados, quando nomeados pelo Juiz.

    Art. 265. O defensor no poder abandonar o processo seno por motivo imperioso, comunicado previamente o juiz, sob pena de multa de 10 (dez) a 100 (cem) salrios mnimos, sem prejuzo das demais sanes cabveis.

    1o A audincia poder ser adiada

    se, por motivo justificado, o defensor no puder comparecer.

    2o Incumbe ao defensor provar o

    impedimento at a abertura da audincia. No o fazendo, o juiz no determinar o adiamento de ato algum do processo, devendo nomear defensor substituto, ainda que provisoriamente ou s para o efeito do ato.

    Art. 266. A constituio de defensor independer de instrumento de mandato,

    se o acusado o indicar por ocasio do interrogatrio.

    Art. 267. Nos termos do art. 252, no funcionaro como defensores os parentes do juiz.

    CAPTULO V

    DOS FUNCIONRIOS DA JUSTIA

    Art. 274. As prescries sobre suspeio dos juzes estendem-se aos serventurios e funcionrios da justia, no que Ihes for aplicvel.

    TTULO X

    DAS CITAES E INTIMAES

    CAPTULO I

    DAS CITAES

    Art. 351. A citao inicial far-se- por mandado, quando o ru estiver no territrio sujeito jurisdio do juiz que a houver ordenado.

    Art. 352. O mandado de citao indicar:

    I - o nome do juiz;

    II - o nome do querelante nas aes iniciadas por queixa;

    III - o nome do ru, ou, se for desconhecido, os seus sinais caractersticos;

    IV - a residncia do ru, se for conhecida;

    V - o fim para que feita a citao;

    VI - o juzo e o lugar, o dia e a hora em que o ru dever comparecer;

    VII - a subscrio do escrivo e a rubrica do juiz.

    Art. 353. Quando o ru estiver fora do territrio da jurisdio do juiz processante, ser citado mediante precatria.

  • Art. 354. A precatria indicar:

    I - o juiz deprecado e o juiz deprecante;

    II - a sede da jurisdio de um e de outro;

    Ill - o fim para que feita a citao, com todas as especificaes;

    IV - o juzo do lugar, o dia e a hora em que o ru dever comparecer.

    Art. 355. A precatria ser devolvida ao juiz deprecante, independentemente de traslado, depois de lanado o "cumpra-se" e de feita a citao por mandado do juiz deprecado.

    1o Verificado que o ru se encontra

    em territrio sujeito jurisdio de outro juiz, a este remeter o juiz deprecado os autos para efetivao da diligncia, desde que haja tempo para fazer-se a citao.

    2o Certificado pelo oficial de justia

    que o ru se oculta para no ser citado, a precatria ser imediatamente devolvida, para o fim previsto no art. 362.

    Art. 356. Se houver urgncia, a precatria, que conter em resumo os requisitos enumerados no art. 354, poder ser expedida por via telegrfica, depois de reconhecida a firma do juiz, o que a estao expedidora mencionar.

    Art. 357. So requisitos da citao por mandado:

    I - leitura do mandado ao citando pelo oficial e entrega da contraf, na qual se mencionaro dia e hora da citao;

    II - declarao do oficial, na certido, da entrega da contraf, e sua aceitao ou recusa.

    Art. 358. A citao do militar far-se- por intermdio do chefe do respectivo servio.

    Art. 359. O dia designado para funcionrio pblico comparecer em juzo, como acusado, ser notificado assim a ele como ao chefe de sua repartio.

    Art. 360. Se o ru estiver preso, ser pessoalmente citado.

    Art. 361. Se o ru no for encontrado, ser citado por edital, com o prazo de 15 (quinze) dias.

    Art. 362. Verificando que o ru se oculta para no ser citado, o oficial de justia certificar a ocorrncia e proceder citao com hora certa, na forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei n

    o 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Cdigo

    de Processo Civil.

    Pargrafo nico. Completada a citao com hora certa, se o acusado no comparecer, ser-lhe- nomeado defensor dativo.

    Art. 363. O processo ter completada a sua formao quando realizada a citao do acusado.

    I - (revogado);

    II - (revogado).

    1o No sendo encontrado o

    acusado, ser procedida a citao por edital.

    2o (VETADO)

    3o (VETADO)

    4o Comparecendo o acusado citado

    por edital, em qualquer tempo, o processo observar o disposto nos arts. 394 e seguintes deste Cdigo.

    Art. 364. No caso do artigo anterior, n

    o I, o prazo ser fixado pelo juiz entre 15

    (quinze) e 90 (noventa) dias, de acordo com as circunstncias, e, no caso de n

    o II,

    o prazo ser de trinta dias.

    Art. 365. O edital de citao indicar:

    I - o nome do juiz que a determinar;

    II - o nome do ru, ou, se no for conhecido, os seus sinais caractersticos, bem como sua residncia e profisso, se constarem do processo;

    III - o fim para que feita a citao;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art362.http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5869.htm#art227http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5869.htm#art227http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5869.htm#art227http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Msg/VEP-421-08.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Msg/VEP-421-08.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art394

  • IV - o juzo e o dia, a hora e o lugar em que o ru dever comparecer;

    V - o prazo, que ser contado do dia da publicao do edital na imprensa, se houver, ou da sua afixao.

    Pargrafo nico. O edital ser afixado porta do edifcio onde funcionar o juzo e ser publicado pela imprensa, onde houver, devendo a afixao ser certificada pelo oficial que a tiver feito e a publicao provada por exemplar do jornal ou certido do escrivo, da qual conste a pgina do jornal com a data da publicao.

    Art. 366. Se o acusado, citado por edital, no comparecer, nem constituir advogado, ficaro suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produo antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar priso preventiva, nos termos do disposto no art. 312.

    Art. 367. O processo seguir sem a presena do acusado que, citado ou intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem motivo justificado, ou, no caso de mudana de residncia, no comunicar o novo endereo ao juzo.

    Art. 368. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, ser citado mediante carta rogatria, suspendendo-se o curso do prazo de prescrio at o seu cumprimento.

    Art. 369. As citaes que houverem de ser feitas em legaes estrangeiras sero efetuadas mediante carta rogatria.

    CAPTULO II

    DAS INTIMAES

    Art. 370. Nas intimaes dos acusados, das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato, ser observado, no que for aplicvel, o disposto no Captulo anterior.

    1o A intimao do defensor

    constitudo, do advogado do querelante e do assistente far-se- por publicao no rgo incumbido da publicidade dos atos

    judiciais da comarca, incluindo, sob pena de nulidade, o nome do acusado.

    2o Caso no haja rgo de

    publicao dos atos judiciais na comarca, a intimao far-se- diretamente pelo escrivo, por mandado, ou via postal com comprovante de recebimento, ou por qualquer outro meio idneo.

    3o A intimao pessoal, feita pelo

    escrivo, dispensar a aplicao a que alude o 1

    o.

    4o A intimao do Ministrio Pblico

    e do defensor nomeado ser pessoal.

    Art. 371. Ser admissvel a intimao por despacho na petio em que for requerida, observado o disposto no art. 357.

    Art. 372. Adiada, por qualquer motivo, a instruo criminal, o juiz marcar desde logo, na presena das partes e testemunhas, dia e hora para seu prosseguimento, do que se lavrar termo nos autos.

    LIVRO II

    DOS PROCESSOS EM ESPCIE

    TTULO I

    DO PROCESSO COMUM

    CAPTULO I

    DA INSTRUO CRIMINAL

    Art. 394. O procedimento ser comum ou especial.

    1o O procedimento comum ser

    ordinrio, sumrio ou sumarssimo:

    I - ordinrio, quando tiver por objeto crime cuja sano mxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;

    II - sumrio, quando tiver por objeto crime cuja sano mxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art312.http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art357

  • III - sumarssimo, para as infraes penais de menor potencial ofensivo, na forma da lei.

    2o Aplica-se a todos os processos o

    procedimento comum, salvo disposies em contrrio deste Cdigo ou de lei especial.

    3o Nos processos de competncia

    do Tribunal do Jri, o procedimento observar as disposies estabelecidas nos arts. 406 a 497 deste Cdigo.

    4o As disposies dos arts. 395 a

    398 deste Cdigo aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau, ainda que no regulados neste Cdigo.

    5o Aplicam-se subsidiariamente aos

    procedimentos especial, sumrio e sumarssimo as disposies do procedimento ordinrio.

    Art. 395. A denncia ou queixa ser rejeitada quando:

    I - for manifestamente inepta;

    II - faltar pressuposto processual ou condio para o exerccio da ao penal; ou

    III - faltar justa causa para o exerccio da ao penal.

    Pargrafo nico. (Revogado).

    Art. 396. Nos procedimentos ordinrio e sumrio, oferecida a denncia ou queixa, o juiz, se no a rejeitar liminarmente, receb-la- e ordenar a citao do acusado para responder acusao, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.

    Pargrafo nico. No caso de citao por edital, o prazo para a defesa comear a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constitudo.

    Art. 396-A. Na resposta, o acusado poder argir preliminares e alegar tudo o que interesse sua defesa, oferecer documentos e justificaes, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimao, quando necessrio.

    1o A exceo ser processada em

    apartado, nos termos dos arts. 95 a 112 deste Cdigo.

    2o No apresentada a resposta no

    prazo legal, ou se o acusado, citado, no constituir defensor, o juiz nomear defensor para oferec-la, concedendo-lhe vista dos autos por 10 (dez) dias.

    Art. 397. Aps o cumprimento do disposto no art. 396-A, e pargrafos, deste Cdigo, o juiz dever absolver sumariamente o acusado quando verificar:

    I - a existncia manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;

    II - a existncia manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade;

    III - que o fato narrado evidentemente no constitui crime; ou

    IV - extinta a punibilidade do agente.

    Art. 399. Recebida a denncia ou queixa, o juiz designar dia e hora para a audincia, ordenando a intimao do acusado, de seu defensor, do Ministrio Pblico e, se for o caso, do querelante e do assistente.

    1o O acusado preso ser

    requisitado para comparecer ao interrogatrio, devendo o poder pblico providenciar sua apresentao.

    2o O juiz que presidiu a instruo

    dever proferir a sentena.

    Art. 400. Na audincia de instruo e julgamento, a ser realizada no prazo mximo de 60 (sessenta) dias, proceder-se- tomada de declaraes do ofendido, inquirio das testemunhas arroladas pela acusao e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. 222 deste Cdigo, bem como aos esclarecimentos dos peritos, s acareaes e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado.

    1o As provas sero produzidas

    numa s audincia, podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatrias.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art406http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art395http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art395http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art95http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art95http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art396ahttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art222http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art222

  • 2o Os esclarecimentos dos peritos

    dependero de prvio requerimento das partes.

    Art. 401. Na instruo podero ser inquiridas at 8 (oito) testemunhas arroladas pela acusao e 8 (oito) pela defesa.

    1o Nesse nmero no se

    compreendem as que no prestem compromisso e as referidas.

    2o A parte poder desistir da

    inquirio de qualquer das testemunhas arroladas, ressalvado o disposto no art. 209 deste Cdigo.

    Art. 402. Produzidas as provas, ao final da audincia, o Ministrio Pblico, o querelante e o assistente e, a seguir, o acusado podero requerer diligncias cuja necessidade se origine de circunstncias ou fatos apurados na instruo.

    Art. 403. No havendo requerimento de diligncias, ou sendo indeferido, sero oferecidas alegaes finais orais por 20 (vinte) minutos, respectivamente, pela acusao e pela defesa, prorrogveis por mais 10 (dez), proferindo o juiz, a seguir, sentena.

    1o Havendo mais de um acusado, o

    tempo previsto para a defesa de cada um ser individual.

    2o Ao assistente do Ministrio

    Pblico, aps a manifestao desse, sero concedidos 10 (dez) minutos, prorrogando-se por igual perodo o tempo de manifestao da defesa.

    3o O juiz poder, considerada a

    complexidade do caso ou o nmero de acusados, conceder s partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentao de memoriais. Nesse caso, ter o prazo de 10 (dez) dias para proferir a sentena.

    Art. 404. Ordenado diligncia considerada imprescindvel, de ofcio ou a requerimento da parte, a audincia ser concluda sem as alegaes finais.

    Pargrafo nico. Realizada, em seguida, a diligncia determinada, as

    partes apresentaro, no prazo sucessivo de 5 (cinco) dias, suas alegaes finais, por memorial, e, no prazo de 10 (dez) dias, o juiz proferir a sentena.

    Art. 405. Do ocorrido em audincia ser lavrado termo em livro prprio, assinado pelo juiz e pelas partes, contendo breve resumo dos fatos relevantes nela ocorridos.

    1o Sempre que possvel, o registro

    dos depoimentos do investigado, indiciado, ofendido e testemunhas ser feito pelos meios ou recursos de gravao magntica, estenotipia, digital ou tcnica similar, inclusive audiovisual, destinada a obter maior fidelidade das informaes.

    2o No caso de registro por meio

    audiovisual, ser encaminhado s partes cpia do registro original, sem necessidade de transcrio.

    CAPTULO II

    DO PROCEDIMENTO RELATIVO AOS PROCESSOS DA COMPETNCIA DO

    TRIBUNAL DO JRI

    Seo I

    Da Acusao e da Instruo Preliminar

    Art. 406. O juiz, ao receber a denncia ou a queixa, ordenar a citao do acusado para responder a acusao, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.

    1o O prazo previsto no caput deste

    artigo ser contado a partir do efetivo cumprimento do mandado ou do comparecimento, em juzo, do acusado ou de defensor constitudo, no caso de citao invlida ou por edital.

    2o A acusao dever arrolar

    testemunhas, at o mximo de 8 (oito), na denncia ou na queixa.

    3o Na resposta, o acusado poder

    argir preliminares e alegar tudo que interesse a sua defesa, oferecer documentos e justificaes, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, at o mximo de 8 (oito), qualificando-as e

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art209http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art209

  • requerendo sua intimao, quando necessrio.

    Art. 407. As excees sero processadas em apartado, nos termos dos arts. 95 a 112 deste Cdigo.

    Art. 408. No apresentada a resposta no prazo legal, o juiz nomear defensor para oferec-la em at 10 (dez) dias, concedendo-lhe vista dos autos.

    Art. 409. Apresentada a defesa, o juiz ouvir o Ministrio Pblico ou o querelante sobre preliminares e documentos, em 5 (cinco) dias.

    Art. 410. O juiz determinar a inquirio das testemunhas e a realizao das diligncias requeridas pelas partes, no prazo mximo de 10 (dez) dias.

    Art. 411. Na audincia de instruo, proceder-se- tomada de declaraes do ofendido, se possvel, inquirio das testemunhas arroladas pela acusao e pela defesa, nesta ordem, bem como aos esclarecimentos dos peritos, s acareaes e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado e procedendo-se o debate.

    1o Os esclarecimentos dos peritos

    dependero de prvio requerimento e de deferimento pelo juiz.

    2o As provas sero produzidas em

    uma s audincia, podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatrias.

    3o Encerrada a instruo probatria,

    observar-se-, se for o caso, o disposto no art. 384 deste Cdigo.

    4o As alegaes sero orais,

    concedendo-se a palavra, respectivamente, acusao e defesa, pelo prazo de 20 (vinte) minutos, prorrogveis por mais 10 (dez).

    5o Havendo mais de 1 (um)

    acusado, o tempo previsto para a acusao e a defesa de cada um deles ser individual.

    6o Ao assistente do Ministrio

    Pblico, aps a manifestao deste, sero

    concedidos 10 (dez) minutos, prorrogando-se por igual perodo o tempo de manifestao da defesa.

    7o Nenhum ato ser adiado, salvo

    quando imprescindvel prova faltante, determinando o juiz a conduo coercitiva de quem deva comparecer.

    8o A testemunha que comparecer

    ser inquirida, independentemente da suspenso da audincia, observada em qualquer caso a ordem estabelecida no caput deste artigo.

    9o Encerrados os debates, o juiz

    proferir a sua deciso, ou o far em 10 (dez) dias, ordenando que os autos para isso lhe sejam conclusos.

    Art. 412. O procedimento ser concludo no prazo mximo de 90 (noventa) dias.

    Seo II

    Da Pronncia, da Impronncia e da Absolvio Sumria

    Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciar o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existncia de indcios suficientes de autoria ou de participao.

    1o A fundamentao da pronncia

    limitar-se- indicao da materialidade do fato e da existncia de indcios suficientes de autoria ou de participao, devendo o juiz declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado e especificar as circunstncias qualificadoras e as causas de aumento de pena.

    2o Se o crime for afianvel, o juiz

    arbitrar o valor da fiana para a concesso ou manuteno da liberdade provisria.

    3o O juiz decidir, motivadamente,

    no caso de manuteno, revogao ou substituio da priso ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretao da priso ou imposio de quaisquer das medidas

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art95http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art384

  • previstas no Ttulo IX do Livro I deste Cdigo.

    Art. 414. No se convencendo da materialidade do fato ou da existncia de indcios suficientes de autoria ou de participao, o juiz, fundamentadamente, impronunciar o acusado.

    Pargrafo nico. Enquanto no ocorrer a extino da punibilidade, poder ser formulada nova denncia ou queixa se houver prova nova.

    Art. 415. O juiz, fundamentadamente, absolver desde logo o acusado, quando:

    I provada a inexistncia do fato;

    II provado no ser ele autor ou partcipe do fato;

    III o fato no constituir infrao penal;

    IV demonstrada causa de iseno de pena ou de excluso do crime.

    Pargrafo nico. No se aplica o disposto no inciso IV do caput deste artigo ao caso de inimputabilidade prevista no caput do art. 26 do Decreto-Lei n

    o 2.848,

    de 7 de dezembro de 1940 Cdigo Penal, salvo quando esta for a nica tese defensiva.

    Art. 416. Contra a sentena de impronncia ou de absolvio sumria caber apelao.

    Art. 417. Se houver indcios de autoria ou de participao de outras pessoas no includas na acusao, o juiz, ao pronunciar ou impronunciar o acusado, determinar o retorno dos autos ao Ministrio Pblico, por 15 (quinze) dias, aplicvel, no que couber, o art. 80 deste Cdigo.

    Art. 418. O juiz poder dar ao fato definio jurdica diversa da constante da acusao, embora o acusado fique sujeito a pena mais grave.

    Art. 419. Quando o juiz se convencer, em discordncia com a acusao, da existncia de crime diverso dos referidos no 1

    o do art. 74 deste Cdigo e no for

    competente para o julgamento, remeter os autos ao juiz que o seja.

    Pargrafo nico. Remetidos os autos do processo a outro juiz, disposio deste ficar o acusado preso.

    Art. 420. A intimao da deciso de pronncia ser feita:

    I pessoalmente ao acusado, ao defensor nomeado e ao Ministrio Pblico;

    II ao defensor constitudo, ao querelante e ao assistente do Ministrio Pblico, na forma do disposto no 1

    o do

    art. 370 deste Cdigo.

    Pargrafo nico. Ser intimado por edital o acusado solto que no for encontrado.

    Art. 421. Preclusa a deciso de pronncia, os autos sero encaminhados ao juiz presidente do Tribunal do Jri.

    1o Ainda que preclusa a deciso de

    pronncia, havendo circunstncia superveniente que altere a classificao do crime, o juiz ordenar a remessa dos autos ao Ministrio Pblico.

    2o Em seguida, os autos sero

    conclusos ao juiz para deciso.

    Seo III

    Da Preparao do Processo para Julgamento em Plenrio

    Art. 422. Ao receber os autos, o presidente do Tribunal do Jri determinar a intimao do rgo do Ministrio Pblico ou do querelante, no caso de queixa, e do defensor, para, no prazo de 5 (cinco) dias, apresentarem rol de testemunhas que iro depor em plenrio, at o mximo de 5 (cinco), oportunidade em que podero juntar documentos e requerer diligncia.

    Art. 423. Deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plenrio do jri, e adotadas as providncias devidas, o juiz presidente:

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#livroitituloixhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#livroitituloixhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art26http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art26http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art80http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art80http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art741http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art370http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art370

  • I ordenar as diligncias necessrias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que interesse ao julgamento da causa;

    II far relatrio sucinto do processo, determinando sua incluso em pauta da reunio do Tribunal do Jri.

    Art. 424. Quando a lei local de organizao judiciria no atribuir ao presidente do Tribunal do Jri o preparo para julgamento, o juiz competente remeter-lhe- os autos do processo preparado at 5 (cinco) dias antes do sorteio a que se refere o art. 433 deste Cdigo.

    Pargrafo nico. Devero ser remetidos, tambm, os processos preparados at o encerramento da reunio, para a realizao de julgamento.

    Seo IV

    Do Alistamento dos Jurados

    Art. 425. Anualmente, sero alistados pelo presidente do Tribunal do Jri de 800 (oitocentos) a 1.500 (um mil e quinhentos) jurados nas comarcas de mais de 1.000.000 (um milho) de habitantes, de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) nas comarcas de mais de 100.000 (cem mil) habitantes e de 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) nas comarcas de menor populao.

    1o Nas comarcas onde for

    necessrio, poder ser aumentado o nmero de jurados e, ainda, organizada lista de suplentes, depositadas as cdulas em urna especial, com as cautelas mencionadas na parte final do 3

    o do art.

    426 deste Cdigo.

    2o O juiz presidente requisitar s

    autoridades locais, associaes de classe e de bairro, entidades associativas e culturais, instituies de ensino em geral, universidades, sindicatos, reparties pblicas e outros ncleos comunitrios a indicao de pessoas que renam as condies para exercer a funo de jurado.

    Art. 426. A lista geral dos jurados, com indicao das respectivas profisses, ser publicada pela imprensa at o dia 10 de outubro de cada ano e divulgada em editais afixados porta do Tribunal do Jri.

    1o A lista poder ser alterada, de

    ofcio ou mediante reclamao de qualquer do povo ao juiz presidente at o dia 10 de novembro, data de sua publicao definitiva.

    2o Juntamente com a lista, sero

    transcritos os arts. 436 a 446 deste Cdigo.

    3o Os nomes e endereos dos

    alistados, em cartes iguais, aps serem verificados na presena do Ministrio Pblico, de advogado indicado pela Seo local da Ordem dos Advogados do Brasil e de defensor indicado pelas Defensorias Pblicas competentes, permanecero guardados em urna fechada a chave, sob a responsabilidade do juiz presidente.

    4o O jurado que tiver integrado o

    Conselho de Sentena nos 12 (doze) meses que antecederem publicao da lista geral fica dela excludo.

    5o Anualmente, a lista geral de

    jurados ser, obrigatoriamente, completada.

    Seo V

    Do Desaforamento

    Art. 427. Se o interesse da ordem pblica o reclamar ou houver dvida sobre a imparcialidade do jri ou a segurana pessoal do acusado, o Tribunal, a requerimento do Ministrio Pblico, do assistente, do querelante ou do acusado ou mediante representao do juiz competente, poder determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma regio, onde no existam aqueles motivos, preferindo-se as mais prximas.

    1o O pedido de desaforamento ser

    distribudo imediatamente e ter preferncia de julgamento na Cmara ou Turma competente.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art433http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art433http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art426http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art426http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art436http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art436

  • 2o Sendo relevantes os motivos

    alegados, o relator poder determinar, fundamentadamente, a suspenso do julgamento pelo jri.

    3o Ser ouvido o juiz presidente,

    quando a medida no tiver sido por ele solicitada.

    4o Na pendncia de recurso contra

    a deciso de pronncia ou quando efetivado o julgamento, no se admitir o pedido de desaforamento, salvo, nesta ltima hiptese, quanto a fato ocorrido durante ou aps a realizao de julgamento anulado.

    Art. 428. O desaforamento tambm poder ser determinado, em razo do comprovado excesso de servio, ouvidos o juiz presidente e a parte contrria, se o julgamento no puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses, contado do trnsito em julgado da deciso de pronncia.

    1o Para a contagem do prazo

    referido neste artigo, no se computar o tempo de adiamentos, diligncias ou incidentes de interesse da defesa.

    2o No havendo excesso de servio

    ou existncia de processos aguardando julgamento em quantidade que ultrapasse a possibilidade de apreciao pelo Tribunal do Jri, nas reunies peridicas previstas para o exerccio, o acusado poder requerer ao Tribunal que determine a imediata realizao do julgamento.

    Seo VI

    Da Organizao da Pauta

    Art. 429. Salvo motivo relevante que autorize alterao na ordem dos julgamentos, tero preferncia:

    I os acusados presos;

    II dentre os acusados presos, aqueles que estiverem h mais tempo na priso;

    III em igualdade de condies, os precedentemente pronunciados.

    1o Antes do dia designado para o

    primeiro julgamento da reunio peridica, ser afixada na porta do edifcio do Tribunal do Jri a lista dos processos a serem julgados, obedecida a ordem prevista no caput deste artigo.

    2o O juiz presidente reservar datas

    na mesma reunio peridica para a incluso de processo que tiver o julgamento adiado.

    Art. 430. O assistente somente ser admitido se tiver requerido sua habilitao at 5 (cinco) dias antes da data da sesso na qual pretenda atuar.

    Art. 431. Estando o processo em ordem, o juiz presidente mandar intimar as partes, o ofendido, se for possvel, as testemunhas e os peritos, quando houver requerimento, para a sesso de instruo e julgamento, observando, no que couber, o disposto no art. 420 deste Cdigo.

    Seo VII

    Do Sorteio e da Convocao dos Jurados

    Art. 432. Em seguida organizao da pauta, o juiz presidente determinar a intimao do Ministrio Pblico, da Ordem dos Advogados do Brasil e da Defensoria Pblica para acompanharem, em dia e hora designados, o sorteio dos jurados que atuaro na reunio peridica.

    Art. 433. O sorteio, presidido pelo juiz, far-se- a portas abertas, cabendo-lhe retirar as cdulas at completar o nmero de 25 (vinte e cinco) jurados, para a reunio peridica ou extraordinria.

    1o O sorteio ser realizado entre o

    15o (dcimo quinto) e o 10

    o (dcimo) dia til

    antecedente instalao da reunio.

    2o A audincia de sorteio no ser

    adiada pelo no comparecimento das partes.

    3o O jurado no sorteado poder ter

    o seu nome novamente includo para as reunies futuras

  • Art. 434. Os jurados sorteados sero convocados pelo correio ou por qualquer outro meio hbil para comparecer no dia e hora designados para a reunio, sob as penas da lei.

    Pargrafo nico. No mesmo expediente de convocao sero transcritos os arts. 436 a 446 deste Cdigo.

    Art. 435. Sero afixados na porta do edifcio do Tribunal do Jri a relao dos jurados convocados, os nomes do acusado e dos procuradores das partes, alm do dia, hora e local das sesses de instruo e julgamento.

    Seo VIII

    Da Funo do Jurado

    Art. 436. O servio do jri obrigatrio. O alistamento compreender os cidados maiores de 18 (dezoito) anos de notria idoneidade.

    1o Nenhum cidado poder ser

    excludo dos trabalhos do jri ou deixar de ser alistado em razo de cor ou etnia, raa, credo, sexo, profisso, classe social ou econmica, origem ou grau de instruo.

    2o A recusa injustificada ao servio

    do jri acarretar multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) salrios mnimos, a critrio do juiz, de acordo com a condio econmica do jurado.

    Art. 437. Esto isentos do servio do jri:

    I o Presidente da Repblica e os Ministros de Estado;

    II os Governadores e seus respectivos Secretrios;

    III os membros do Congresso Nacional, das Assemblias Legislativas e das Cmaras Distrital e Municipais;

    IV os Prefeitos Municipais;

    V os Magistrados e membros do Ministrio Pblico e da Defensoria Pblica;

    VI os servidores do Poder Judicirio, do Ministrio Pblico e da Defensoria Pblica;

    VII as autoridades e os servidores da polcia e da segurana pblica;

    VIII os militares em servio ativo;

    IX os cidados maiores de 70 (setenta) anos que requeiram sua dispensa;

    X aqueles que o requererem, demonstrando justo impedimento.

    Art. 438. A recusa ao servio do jri fundada em convico religiosa, filosfica ou poltica importar no dever de prestar servio alternativo, sob pena de suspenso dos direitos polticos, enquanto no prestar o servio imposto.

    1o Entende-se por servio

    alternativo o exerccio de atividades de carter administrativo, assistencial, filantrpico ou mesmo produtivo, no Poder Judicirio, na Defensoria Pblica, no Ministrio Pblico ou em entidade conveniada para esses fins.

    2o O juiz fixar o servio alternativo

    atendendo aos princpios da proporcionalidade e da razoabilidade.

    Art. 439. O exerccio efetivo da funo de jurado constituir servio pblico relevante e estabelecer presuno de idoneidade moral.

    Art. 440. Constitui tambm direito do jurado, na condio do art. 439 deste Cdigo, preferncia, em igualdade de condies, nas licitaes pblicas e no provimento, mediante concurso, de cargo ou funo pblica, bem como nos casos de promoo funcional ou remoo voluntria.

    Art. 441. Nenhum desconto ser feito nos vencimentos ou salrio do jurado sorteado que comparecer sesso do jri.

    Art. 442. Ao jurado que, sem causa legtima, deixar de comparecer no dia marcado para a sesso ou retirar-se antes de ser dispensado pelo presidente ser aplicada multa de 1 (um) a 10 (dez)

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art436http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art436http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art439http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art439

  • salrios mnimos, a critrio do juiz, de acordo com a sua condio econmica.

    Art. 443. Somente ser aceita escusa fundada em motivo relevante devidamente comprovado e apresentada, ressalvadas as hipteses de fora maior, at o momento da chamada dos jurados.

    Art. 444. O jurado somente ser dispensado por deciso motivada do juiz presidente, consignada na ata dos trabalhos.

    Art. 445. O jurado, no exerccio da funo ou a pretexto de exerc-la, ser responsvel criminalmente nos mesmos termos em que o so os juzes togados.

    Art. 446. Aos suplentes, quando convocados, sero aplicveis os dispositivos referentes s dispensas, faltas e escusas e equiparao de responsabilidade penal prevista no art. 445 deste Cdigo.

    Seo IX Da Composio do Tribunal do Jri e da Formao do Conselho de Sentena

    Art. 447. O Tribunal do Jri composto por 1 (um) juiz togado, seu presidente e por 25 (vinte e cinco) jurados que sero sorteados dentre os alistados, 7 (sete) dos quais constituiro o Conselho de Sentena em cada sesso de julgamento.

    Art. 448. So impedidos de servir no mesmo Conselho:

    I marido e mulher;

    II ascendente e descendente;

    III sogro e genro ou nora;

    IV irmos e cunhados, durante o cunhadio;

    V tio e sobrinho;

    VI padrasto, madrasta ou enteado.

    1o O mesmo impedimento ocorrer

    em relao s pessoas que mantenham

    unio estvel reconhecida como entidade familiar.

    2o Aplicar-se- aos jurados o

    disposto sobre os impedimentos, a suspeio e as incompatibilidades dos juzes togados.

    Art. 449. No poder servir o jurado que:

    I tiver funcionado em julgamento anterior do mesmo processo, independentemente da causa determinante do julgamento posterior;

    II no caso do concurso de pessoas, houver integrado o Conselho de Sentena que julgou o outro acusado;

    III tiver manifestado prvia disposio para condenar ou absolver o acusado.

    Art. 450. Dos impedidos entre si por parentesco ou relao de convivncia, servir o que houver sido sorteado em primeiro lugar.

    Art. 451. Os jurados excludos por impedimento, suspeio ou incompatibilidade sero considerados para a constituio do nmero legal exigvel para a realizao da sesso.

    Art. 452. O mesmo Conselho de Sentena poder conhecer de mais de um processo, no mesmo dia, se as partes o aceitarem, hiptese em que seus integrantes devero prestar novo compromisso.

    Seo X

    Da reunio e das sesses do Tribunal do Jri

    Art. 453. O Tribunal do Jri reunir-se- para as sesses de instruo e julgamento nos perodos e na forma estabelecida pela lei local de organizao judiciria.

    Art. 454. At o momento de abertura dos trabalhos da sesso, o juiz presidente decidir os casos de iseno e dispensa de jurados e o pedido de adiamento de

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art445http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art445

  • julgamento, mandando consignar em ata as deliberaes.

    Art. 455. Se o Ministrio Pblico no comparecer, o juiz presidente adiar o julgamento para o primeiro dia desimpedido da mesma reunio, cientificadas as partes e as testemunhas.

    Pargrafo nico. Se a ausncia no for justificada, o fato ser imediatamente comunicado ao Procurador-Geral de Justia com a data designada para a nova sesso.

    Art. 456. Se a falta, sem escusa legtima, for do advogado do acusado, e se outro no for por este constitudo, o fato ser imediatamente comunicado ao presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, com a data designada para a nova sesso.

    1o No havendo escusa legtima, o

    julgamento ser adiado somente uma vez, devendo o acusado ser julgado quando chamado novamente.

    2o Na hiptese do 1

    o deste artigo,

    o juiz intimar a Defensoria Pblica para o novo julgamento, que ser adiado para o primeiro dia desimpedido, observado o prazo mnimo de 10 (dez) dias.

    Art. 457. O julgamento no ser adiado pelo no comparecimento do acusado solto, do assistente ou do advogado do querelante, que tiver sido regularmente intimado.

    1o Os pedidos de adiamento e as

    justificaes de no comparecimento devero ser, salvo comprovado motivo de fora maior, previamente submetidos apreciao do juiz presidente do Tribunal do Jri.

    2o Se o acusado preso no for

    conduzido, o julgamento ser adiado para o primeiro dia desimpedido da mesma reunio, salvo se houver pedido de dispensa de comparecimento subscrito por ele e seu defensor.

    Art. 458. Se a testemunha, sem justa causa, deixar de comparecer, o juiz presidente, sem prejuzo da ao penal

    pela desobedincia, aplicar-lhe- a multa prevista no 2

    o do art. 436 deste Cdigo.

    Art. 459. Aplicar-se- s testemunhas a servio do Tribunal do Jri o disposto no art. 441 deste Cdigo.

    Art. 460. Antes de constitudo o Conselho de Sentena, as testemunhas sero recolhidas a lugar onde umas no possam ouvir os depoimentos das outras.

    Art. 461. O julgamento no ser adiado se a testemunha deixar de comparecer, salvo se uma das partes tiver requerido a sua intimao por mandado, na oportunidade de que trata o art. 422 deste Cdigo, declarando no prescindir do depoimento e indicando a sua localizao.

    1o Se, intimada, a testemunha no

    comparecer, o juiz presidente suspender os trabalhos e mandar conduzi-la ou adiar o julgamento para o primeiro dia desimpedido, ordenando a sua conduo.

    2o O julgamento ser realizado

    mesmo na hiptese de a testemunha no ser encontrada no local indicado, se assim for certificado por oficial de justia.

    Art. 462. Realizadas as diligncias referidas nos arts. 454 a 461 deste Cdigo, o juiz presidente verificar se a urna contm as cdulas dos 25 (vinte e cinco) jurados sorteados, mandando que o escrivo proceda chamada deles.

    Art. 463. Comparecendo, pelo menos, 15 (quinze) jurados, o juiz presidente declarar instalados os trabalhos, anunciando o processo que ser submetido a julgamento.

    1o O oficial de justia far o prego,

    certificando a diligncia nos autos.

    2o Os jurados excludos por

    impedimento ou suspeio sero computados para a constituio do nmero legal.

    Art. 464. No havendo o nmero referido no art. 463 deste Cdigo, proceder-se- ao sorteio de tantos suplentes quantos necessrios, e designar-se- nova data para a sesso do jri.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art436http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art441http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art422http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art422http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art454http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art463

  • Art. 465. Os nomes dos suplentes sero consignados em ata, remetendo-se o expediente de convocao, com observncia do disposto nos arts. 434 e 435 deste Cdigo.

    Art. 466. Antes do sorteio dos membros do Conselho de Sentena, o juiz presidente esclarecer sobre os impedimentos, a suspeio e as incompatibilidades constantes dos arts. 448 e 449 deste Cdigo.

    1o O juiz presidente tambm

    advertir os jurados de que, uma vez sorteados, no podero comunicar-se entre si e com outrem, nem manifestar sua opinio sobre o processo, sob pena de excluso do Conselho e multa, na forma do 2

    o do art. 436 deste Cdigo.

    2o A incomunicabilidade ser

    certificada nos autos pelo oficial de justia.

    Art. 467. Verificando que se encontram na urna as cdulas relativas aos jurados presentes, o juiz presidente sortear 7 (sete) dentre eles para a formao do Conselho de Sentena.

    Art. 468. medida que as cdulas forem sendo retiradas da urna, o juiz presidente as ler, e a defesa e, depois dela, o Ministrio Pblico podero recusar os jurados sorteados, at 3 (trs) cada parte, sem motivar a recusa.

    Pargrafo nico. O jurado recusado imotivadamente por qualquer das partes ser excludo daquela sesso de instruo e julgamento, prosseguindo-se o sorteio para a composio do Conselho de Sentena com os jurados remanescentes. (Includo pela Lei n 11.689, de 2008)

    Art. 469. Se forem 2 (dois) ou mais os acusados, as recusas podero ser feitas por um s defensor.

    1o A separao dos julgamentos

    somente ocorrer se, em razo das recusas, no for obtido o nmero mnimo de 7 (sete) jurados para compor o Conselho de Sentena.

    2o Determinada a separao dos

    julgamentos, ser julgado em primeiro lugar

    o acusado a quem foi atribuda a autoria do fato ou, em caso de co-autoria, aplicar-se- o critrio de preferncia disposto no art. 429 deste Cdigo.

    Art. 470. Desacolhida a argio de impedimento, de suspeio ou de incompatibilidade contra o juiz presidente do Tribunal do Jri, rgo do Ministrio Pblico, jurado ou qualquer funcionrio, o julgamento no ser suspenso, devendo, entretanto, constar da ata o seu fundamento e a deciso.

    Art. 471. Se, em conseqncia do impedimento, suspeio, incompatibilidade, dispensa ou recusa, no houver nmero para a formao do Conselho, o julgamento ser adiado para o primeiro dia desimpedido, aps sorteados os suplentes, com observncia do disposto no art. 464 deste Cdigo.

    Art. 472. Formado o Conselho de Sentena, o presidente, levantando-se, e, com ele, todos os presentes, far aos jurados a seguinte exortao:

    Em nome da lei, concito-vos a examinar esta causa com imparcialidade e a proferir a vossa deciso de acordo com a vossa conscincia e os ditames da justia.

    Os jurados, nominalmente chamados pelo presidente, respondero:

    Assim o prometo.

    Pargrafo nico. O jurado, em seguida, receber cpias da pronncia ou, se for o caso, das decises posteriores que julgaram admissvel a acusao e do relatrio do processo.

    Seo XI

    Da Instruo em Plenrio

    Art. 473. Prestado o compromisso pelos jurados, ser iniciada a instruo plenria quando o juiz presidente, o Ministrio Pblico, o assistente, o querelante e o defensor do acusado tomaro, sucessiva e diretamente, as declaraes do ofendido, se possvel, e inquiriro as testemunhas arroladas pela acusao.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art434http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art434http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art448http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art448http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art436http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art429http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art429http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art464http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art464

  • 1o Para a inquirio das

    testemunhas arroladas pela defesa, o defensor do acusado formular as perguntas antes do Ministrio Pblico e do assistente, mantidos no mais a ordem e os critrios estabelecidos neste artigo.

    2o Os jurados podero formular

    perguntas ao ofendido e s testemunhas, por intermdio do juiz presidente.

    3o As partes e os jurados podero

    requerer acareaes, reconhecimento de pessoas e coisas e esclarecimento dos peritos, bem como a leitura de peas que se refiram, exclusivamente, s provas colhidas por carta precatria e s provas cautelares, antecipadas ou no repetveis.

    Art. 474. A seguir ser o acusado interrogado, se estiver presente, na forma estabelecida no Captulo III do Ttulo VII do Livro I deste Cdigo, com as alteraes introduzidas nesta Seo.

    1o O Ministrio Pblico, o

    assistente, o querelante e o defensor, nessa ordem, podero formular, diretamente, perguntas ao acusado.

    2o Os jurados formularo perguntas

    por intermdio do juiz presidente.

    3o No se permitir o uso de

    algemas no acusado durante o perodo em que permanecer no plenrio do jri, salvo se absolutamente necessrio ordem dos trabalhos, segurana das testemunhas ou garantia da integridade fsica dos presentes.

    Art. 475. O registro dos depoimentos e do interrogatrio ser feito pelos meios ou recursos de gravao magntica, eletrnica, estenotipia ou tcnica similar, destinada a obter maior fidelidade e celeridade na colheita da prova.

    Pargrafo nico. A transcrio do registro, aps feita a degravao, constar dos autos.

    Seo XII

    Dos Debates

    Art. 476. Encerrada a instruo, ser concedida a palavra ao Ministrio Pblico, que far a acusao, nos limites da pronncia ou das decises posteriores que julgaram admissvel a acusao, sustentando, se for o caso, a existncia de circunstncia agravante.

    1o O assistente falar depois do

    Ministrio Pblico.

    2o Tratando-se de ao penal de

    iniciativa privada, falar em primeiro lugar o querelante e, em seguida, o Ministrio Pblico, salvo se este houver retomado a titularidade da ao, na forma do art. 29 deste Cdigo.

    3o Finda a acusao, ter a palavra

    a defesa.

    4o A acusao poder replicar e a

    defesa treplicar, sendo admitida a reinquirio de testemunha j ouvida em plenrio.

    Art. 477. O tempo destinado acusao e defesa ser de uma hora e meia para cada, e de uma hora para a rplica e outro tanto para a trplica.

    1o Havendo mais de um acusador

    ou mais de um defensor, combinaro entre si a distribuio do tempo, que, na falta de acordo, ser dividido pelo juiz presidente, de forma a no exceder o determinado neste artigo.

    2o Havendo mais de 1 (um)

    acusado, o tempo para a acusao e a defesa ser acrescido de 1 (uma) hora e elevado ao dobro o da rplica e da trplica, observado o disposto no 1

    o deste artigo.

    Art. 478. Durante os debates as partes no podero, sob pena de nulidade, fazer referncias:

    I deciso de pronncia, s decises posteriores que julgaram admissvel a acusao ou determinao do uso de algemas como argumento de autoridade que beneficiem ou prejudiquem o acusado;

    II ao silncio do acusado ou ausncia de interrogatrio por falta de requerimento, em seu prejuzo.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#livroitituloviicapituloiiihttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#livroitituloviicapituloiiihttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art29http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art29

  • Art. 479. Durante o julgamento no ser permitida a leitura de documento ou a exibio de objeto que no tiver sido juntado aos autos com a antecedncia mnima de 3 (trs) dias teis, dando-se cincia outra parte.

    Pargrafo nico. Compreende-se na proibio deste artigo a leitura de jornais ou qualquer outro escrito, bem como a exibio de vdeos, gravaes, fotografias, laudos, quadros, croqui ou qualquer outro meio assemelhado, cujo contedo versar sobre a matria de fato submetida apreciao e julgamento dos jurados.

    Art. 480. A acusao, a defesa e os jurados podero, a qualquer momento e por intermdio do juiz presidente, pedir ao orador que indique a folha dos autos onde se encontra a pea por ele lida ou citada, facultando-se, ainda, aos jurados solicitar-lhe, pelo mesmo meio, o esclarecimento de fato por ele alegado.

    1o Concludos os debates, o

    presidente indagar dos jurados se esto habilitados a julgar ou se necessitam de outros esclarecimentos.

    2o Se houver dvida sobre questo

    de fato, o presidente prestar esclarecimentos vista dos autos.

    3o Os jurados, nesta fase do

    procedimento, tero acesso aos autos e aos instrumentos do crime se solicitarem ao juiz presidente.

    Art. 481. Se a verificao de qualquer fato, reconhecida como essencial para o julgamento da causa, no puder ser realizada imediatamente, o juiz presidente dissolver o Conselho, ordenando a realizao das diligncias entendidas necessrias.

    Pargrafo nico. Se a diligncia consistir na produo de prova pericial, o juiz presidente, desde logo, nomear perito e formular quesitos, facultando s partes tambm formul-los e indicar assistentes tcnicos, no prazo de 5 (cinco) dias.

    Seo XIII

    Do Questionrio e sua Votao

    Art. 482. O Conselho de Sentena ser questionado sobre matria de fato e se o acusado deve ser absolvido.

    Pargrafo nico. Os quesitos sero redigidos em proposies afirmativas, simples e distintas, de modo que cada um deles possa ser respondido com suficiente clareza e necessria preciso. Na sua elaborao, o presidente levar em conta os termos da pronncia ou das decises posteriores que julgaram admissvel a acusao, do interrogatrio e das alegaes das partes.

    Art. 483. Os quesitos sero formulados na seguinte ordem, indagando sobre:

    I a materialidade do fato;

    II a autoria ou participao;

    III se o acusado deve ser absolvido;

    IV se existe causa de diminuio de pena alegada pela defesa;

    V se existe circunstncia qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pronncia ou em decises posteriores que julgaram admissvel a acusao.

    1o A resposta negativa, de mais de

    3 (trs) jurados, a qualquer dos quesitos referidos nos incisos I e II do caput deste artigo encerra a votao e implica a absolvio do acusado.

    2o Respondidos afirmativamente por

    mais de 3 (trs) jurados os quesitos relativos aos incisos I e II do caput deste artigo ser formulado quesito com a seguinte redao:

    O jurado absolve o acusado?

    3o Decidindo os jurados pela

    condenao, o julgamento prossegue, devendo ser formulados quesitos sobre:

    I causa de diminuio de pena alegada pela defesa;

    II circunstncia qualificadora ou causa de aumento de pena, reconhecidas

  • na pronncia ou em decises posteriores que julgaram admissvel a acusao.

    4o Sustentada a desclassificao da

    infrao para outra de competncia do juiz singular, ser formulado quesito a respeito, para ser respondido aps o 2

    o (segundo)

    ou 3o (terceiro) quesito, conforme o caso.

    5o Sustentada a tese de ocorrncia

    do crime na sua forma tentada ou havendo divergncia sobre a tipificao do delito, sendo este da competncia do Tribunal do Jri, o juiz formular quesito acerca destas questes, para ser respondido aps o segundo quesito.

    6o Havendo mais de um crime ou

    mais de um acusado, os quesitos sero formulados em sries distintas.

    Art. 484. A seguir, o presidente ler os quesitos e indagar das partes se tm requerimento ou reclamao a fazer, devendo qualquer deles, bem como a deciso, constar da ata.

    Pargrafo nico. Ainda em plenrio, o juiz presidente explicar aos jurados o significado de cada quesito.

    Art. 485. No havendo dvida a ser esclarecida, o juiz presidente, os jurados, o Ministrio Pblico, o assistente, o querelante, o defensor do acusado, o escrivo e o oficial de justia dirigir-se-o sala especial a fim de ser procedida a votao.

    1o Na falta de sala especial, o juiz

    presidente determinar que o pblico se retire, permanecendo somente as pessoas mencionadas no caput deste artigo.

    2o O juiz presidente advertir as

    partes de que no ser permitida qualquer interveno que possa perturbar a livre manifestao do Conselho e far retirar da sala quem se portar inconvenientemente.

    Art. 486. Antes de proceder-se votao de cada quesito, o juiz presidente mandar distribuir aos jurados pequenas cdulas, feitas de papel opaco e facilmente dobrveis, contendo 7 (sete) delas a palavra sim, 7 (sete) a palavra no.

    Art. 487. Para assegurar o sigilo do voto, o oficial de justia recolher em urnas separadas as cdulas correspondentes aos votos e as no utilizadas.

    Art. 488. Aps a resposta, verificados os votos e as cdulas no utilizadas, o presidente determinar que o escrivo registre no termo a votao de cada quesito, bem como o resultado do julgamento.

    Pargrafo nico. Do termo tambm constar a conferncia das cdulas no utilizadas.

    Art. 489. As decises do Tribunal do Jri sero tomadas por maioria de votos.

    Art. 490. Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradio com outra ou outras j dadas, o presidente, explicando aos jurados em que consiste a contradio, submeter novamente votao os quesitos a que se referirem tais respostas.

    Pargrafo nico. Se, pela resposta dada a um dos quesitos, o presidente verificar que ficam prejudicados os seguintes, assim o declarar, dando por finda a votao.

    Art. 491. Encerrada a votao, ser o termo a que se refere o art. 488 deste Cdigo assinado pelo presidente, pelos jurados e pelas partes.

    Seo XIV

    Da sentena

    Art. 492. Em seguida, o presidente proferir sentena que:

    I no caso de condenao:

    a) fixar a pena-base;

    b) considerar as circunstncias agravantes ou atenuantes alegadas nos debates;

    c) impor os aumentos ou diminuies da pena, em ateno s causas admitidas pelo jri;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art488http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art488

  • d) observar as demais disposies do art. 387 deste Cdigo;

    e) mandar o acusado recolher-se ou recomend-lo- priso em que se encontra, se presentes os requisitos da priso preventiva;

    f) estabelecer os efeitos genricos e especficos da condenao;

    II no caso de absolvio:

    a)