Direito Processual do Trabalho – Parte 1 Prof. Rogério ...· DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO: Da

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Text of Direito Processual do Trabalho – Parte 1 Prof. Rogério ...· DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO: Da

  • Tcnico Judicirio rea Administrativa

    Direito Processual do Trabalho Parte 1

    Prof. Rogrio Renzetti

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    Direito Processual do Trabalho

    Professor Rogrio Renzetti

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    CONTEDO

    DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO: Da Justia do Trabalho: organizao e competncia. Das Varas do Trabalho e dos Tribunais Regionais do Trabalho: jurisdio e competncia. Dos servios auxiliares da Justia do Trabalho: das secretarias das Varas do Trabalho e dos distribuidores. Do processo judicirio do trabalho: princpios gerais do processo trabalhista (aplicao subsidiria do CPC). Dos atos, termos e prazos processuais. Da distribuio. Das custas e emolumentos. Das partes e procuradores; do jus postulandi; da substituio e representao processuais; da assistncia judiciria; dos honorrios de advogado. Das nulidades processuais. Das excees. Das audincias: de conciliao, de instruo e de julgamento; da notificao das partes; do arquivamento do processo; da revelia e confisso. Das provas. Dos dissdios individuais: da forma de reclamao e notificao; da reclamao escrita e verbal; da legitimidade para ajuizar. Do procedimento ordinrio e sumarssimo. Da sentena e da coisa julgada; da liquidao da sentena: por clculo, por artigos e por arbitramento. Da execuo: da citao; do depsito da condenao e da nomeao de bens; do mandado e penhora. Dos embargos execuo. Da praa e leilo; da arrematao; da remio; das custas na execuo. Execuo contra fazenda pblica. Dos recursos no processo do trabalho.

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    Direito Processual do Trabalho

    DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO PARTE 1

    PRINCPIOS DO PROCESSO DO TRABALHO

    PRINCPIO DA SUBSIDIARIEDADE

    Quais normas aplicar na seara trabalhista?

    Art. 769 CLT. Nos casos omissos, o direito processual comum ser fonte subsidiria do direito pro-cessual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatvel com as normas deste Ttulo.

    CLT

    CPC

    Art. 889 CLT. Aos trmites e incidentes do processo da execuo so aplicveis, naquilo em que no contravierem ao presente Ttulo, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para a cobrana judicial da dvida ativa da Fazenda Pblica Federal.

    CLT

    LEF

    CPC

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    Ordem Fase do conhecimento(CLT, Art. 769)Fase de execuo

    (CLT, Art. 889)

    1 (fonte principal) CLT CLT

    2 (fonte subsidiria) CPC (processo Comum) Lei de execuo fiscais

    3 (fonte subsidiria) CPC (processo comum)

    Art. 882 CLT. O executado que no pagar a importncia reclamada poder garantir a execuo mediante depsito da mesma, atualizada e acrescida das despesas processuais, ou nomeando bens penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no art. 655 do Cdigo Processual Civil. (Redao dada pela Lei n 8.432, 11.6.1992)

    NOVO CDIGO PROCESSO CIVIL

    Art. 655 CPC/1973 ---- Art. 835 CPC/2015

    PRINCPIO DA PROTEO

    BASE do Direito do Trabalho.

    Objetiva dar um EQUILBRIO, uma paridade para que as partes fiquem IGUAIS.

    Aplicao no PT da mesma forma que no DT?

    No PT, inspira o LEGISLADOR na CRIAO da norma (funo INFORMADORA)

    Ex: depsito recursal exigido apenas do E.

    No poder ser utilizado no campo POBATRIO = regra do nus da prova.

    PRINCPIO DISPOSITIVO/INRCIA

    Previsto no art. 2 do CPC/1973, nenhum juiz prestar a tutela jurisdicional seno quando a parte ou o interessado a requerer.

    Logo, o processo comea por iniciativa da parte, embora se desenvolva por impulso oficial.

    Exceo DISSDIO COLETIVO suscitado pelo Presidente do TRT, em caso de suspenso do trabalho (art. 856 CLT), EXECUO promovida EX OFFICIO pelo juiz (art. 878 CLT).

    NOVO CDIGO PROCESSO CIVIL

    A incidncia legal deste princpio NO foi alterada com o advento do NCPC Muito pelo contrrio: ele acabou por se completado, apresentando a ideia de exceo regra.

    Art. 2 CPC/2105. O processo comea por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as excees previstas em lei.

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    PRINCPIO INQUISITIVO OU INQUISITRIO

    O processo comea por iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial.

    Art. 765 CLT. Os Juzos e Tribunais do Trabalho tero ampla liberdade na direo do processo e ve-laro pelo andamento rpido das causas, podendo determinar qualquer diligncia necessria ao esclarecimento delas.

    Art. 852-D CLT. O juiz dirigir o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzi-das, considerado o nus probatrio de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas, impertinentes ou protelatrias, bem como para apreci-las e dar especial valor s regras de experincia comum ou tcnica.

    PRINCPIO DA ORALIDADE

    Esse princpio est presente no processo do trabalho quando aceitamos a RECLAMAO VERBAL, quando, nas AUDINCIAS, as partes se dirigem direta e oralmente ao magistrado, (defesa oral em 20 minutos).

    PRINCPIO DA IMEDIATIDADE OU IMEDIAO

    Determina que as provas sero produzidas com a participao do juiz (nem todas!).

    Ex: depoimento das partes (voc pergunta para o juiz e ele transmite para a parte, oitiva das testemunhas, inspeo judicial).

    Art. 385 CPC/2015. Cabe parte requerer o depoimento pessoal da outra parte, a fim de que esta seja interrogada na audincia de instruo e julgamento, sem prejuzo do poder do juiz de orden-lo de ofcio.

    Art. 481 CPC/2015. O juiz, de ofcio ou a requerimento da parte, pode, em qualquer fase do processo, inspecionar pessoas ou coisas, a fim de se esclarecer sobre fato que interesse deciso da causa.

    Art. 820 CLT. As partes e testemunhas sero inquiridas pelo juiz ou presidente, podendo ser rein-quiridas, por seu intermdio, a requerimento dos Juzes classistas, das partes, seus representantes ou advogados.

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    PRINCPIO DA CONCENTRAO

    Determina que os atos processuais se concentram em AUDINCIA. A ideia do legislador que os atos processuais concentrem-se em um nico momento.

    Art. 849 CLT. A audincia de julgamento ser contnua; mas, se no for possvel, por motivo de fora maior, conclu-la no mesmo dia, o juiz ou presidente marcar a sua continuao para a primeira de-simpedida, independentemente de nova notificao.

    Art. 852-C CLT. As demandas sujeitas a rito sumarssimo sero instrudas e julgadas em audincia nica, sob a direo de juiz presidente ou substituto, que poder ser convocado para atuar simulta-neamente com o titular.

    PRINCPIO DA ESTABILIDADE DA LIDE

    Art. 329 CPC/2015. O autor poder:

    I at a citao, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consen-timento do ru;

    II at o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consenti-mento do ru, assegurado o contraditrio mediante a possibilidade de manifestao deste no prazo mnimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar.

    No PT, a modificao da petio inicial pode ocorrer at no dia da audincia, desde que antes da apresentao da defesa. Apresentada a defesa, estabiliza-se a lide.

    Se a PI foi modificada, tem que se devolver o prazo para que o R apresente nova defesa.

    PRINCPIO DA IDENTIDADE FSICA DO JUIZ

    Previsto no artigo 132 do CPC/1973, segundo o qual o juiz fica VINCULADO ao processo que presidiu e concluiu a INSTRUO PROBATRIA, devendo ser o natural prolator da sentena, pois estar com melhores condies de decidir.

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    O TST entendia que esse princpio no se aplicava ao processo do trabalho pois no haveria necessidade de o processo ser analisado pelo mesmo juiz do incio ao fim, em dos JUZES CLAS-SISTAS da poca.

    Contudo, recentemente, a Smula 136 do TST foi CANCELADA.

    NOVO CDIGO PROCESSO CIVIL

    O NCPC no reproduziu a ideia estampada no artigo 132 do CPC/1973, de modo ento, que, no existindo uma regra sobre o mencionado princpio, NO poderemos aplic-lo nos dias atu-ais, nem no processo civil e muito menos nos processo do trabalho.

    PRINCPIO DA PRECLUSO

    Confere segurana e estabilidade ao processo.

    A parte dever estar atenta, a todo momento, ao andamento processual das peas apresentadas, pois, de acordo com o texto legal, no se pode discutir nulidades a qualquer momento. Temos PRAZOS previstos na legislao vigente para dirigir o processo da melhor forma.

    Art. 795 CLT. As nulidades no sero declaradas seno mediante provocao das partes, as quais devero argui-las primeira vez em que tiverem de falar em audincia ou nos autos.

    Art. 278 CPC/2015. A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber parte falar nos autos, sob pena de precluso.

    Pargrafo nico. No se aplica o disposto no caput s nulidades que o juiz deva decretar de ofcio, nem prevalece a precluso provando a parte legtimo impedimento.

    PRINCPIO DA IRRECORRIBILIDADE DAS DECISES INTERLOCUTRIAS

    Art. 893 CLT. Das decises so admissveis os seguintes recursos:

    1 Os incidentes do processo so resolvido pelo prprio Juzo ou Tribunal, admitindo-se a apreciao do merecimento das decises interlocutrias somente em recurso da deciso definitiva.

    Smula n 214 do TST

    Na Justia do Trabalho, nos termos do art. 893, 1, da CLT, as decises interlocutrias no ensejam recurso imediato, salvo nas hipteses de deciso: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrria Smula ou Orientao Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b) suscet-vel de impugnao mediante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe exceo de incom-petncia territorial, com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a