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    Direito Processual Penal

    Direito Processual Penal Conceito, Princípios, Fontes e Disposições Preliminares ...................................................................... 4

    Inquérito Policial ................................................................................................................................ 9

    Ação Penal ....................................................................................................................................... 17

    Ação Civil ......................................................................................................................................... 25

    Competência .................................................................................................................................... 28

    Nulidades; Citações e Intimações; Sentença e Coisa Julgada; Questões e Processos Incidentes; Medidas Assecuratórias. ................................................................................................................... 34

    Das Provas ........................................................................................................................................ 46

    Do Juiz, do Ministério Público, do Acusado e Defensor, dos Assistentes e Auxiliares da Justiça .......... 51

    Da Prisão, das Medidas Cautelares e da Liberdade Provisória ............................................................ 56

    Procedimentos: Ordinário, Sumário, Júri, Especial; JECRIM. .............................................................. 69

    Recursos Criminais ........................................................................................................................... 77

    Meios Autônomos de Impugnação .................................................................................................... 86

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    Direito Processual Penal

    Olá, campeão (ã)! Tudo tranquilo (a)? Aqui quem fala é o Lucas, um dos criadores do Q2! Queria deixar

    meu agradecimento por confiar no nosso trabalho e ter adquirido o nosso E-book de questões de Direito

    Processual Penal.

    Nosso material tem a finalidade de complementar os estudos de quem já possui uma base na matéria.

    Além disso, possui um direcionamento para concursos das áreas Policiais e de Tribunais. Vale destacar que o

    Mega Pack Processual Penal está dividido em 02 PDFs: 01 de Questões comentadas que abarca quadros com

    resumos, dicas e mnemônicos; 01 de Questões sem comentários, com gabarito no final de cada assunto.

    Última Atualização:

    • 24/01/2020

    Próxima Atualização:

    • 05/03/2020

    A atualização será reenviada automaticamente para seu e-mail a partir do dia 05/03, caso ocorram

    atualizações.

    Os comentários das nossas questões foram feitos com base no estudo de vários Livros, Cursos e Sites para concursos como:

    • ARAÚJO, Renan. Curso de Direito Processual Penal TJ-AM. 2019. Estratégia Concursos.

    • CAPEZ, Fernando. Curso de Processo Penal. 10° ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

    • NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Processo Penal e Execução Penal. 6. ed. rev. atual. ampl. 2010. Editora Revista dos Tribunais Ltda, São Paulo - SP.

    • NOGUEIRA, Paulo. Lúcio. Curso Completo de Processo Penal. São Paulo: Saraiva, 1985.

    • TÁVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 4 ed. Salvador: JusPODIVM, 2010,

    • TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo Penal. 35ª ed. Volume 1. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2013.

    • SITE: http://portal.stf.jus.br/

    • SITE: https://www.buscadordizerodireito.com.br/ (Autor: CAVALCANTE, Márcio André Lopes).

    • SITE: https://www.jusbrasil.com.br/

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    Direito Processual Penal

    Conceito, Princípios, Fontes e Disposições Preliminares

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    Direito Processual Penal

    (CESPE/PRF/2013) 01) Tratando-se de lei processual penal, não se admite, salvo para beneficiar o réu, a aplicação analógica.

    Comentário: No Direito Processual penal é possível a aplicação analógica tanto contra quanto a favor do réu. Já no Direito Penal não se admite, salvo para beneficiar o réu, a aplicação analógica.

    Interpretação e Integração da Lei Processual

    - CPP/41. Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.

    - Interpretação Extensiva: é a extensão do alcance do que diz a lei, sem violar o princípio da legalidade.

    - Aplicação Analógica: É o mesmo que comparação. É uma forma de integração da lei penal que será utilizada quando não existir norma disciplinando determinado caso. Utiliza-se uma norma aplicável a outro caso.

    - É possível utilizar o instituto da analogia quando os casos apresentarem: * Igual valoração jurídica; * Circunstâncias semelhantes.

    OBS: A analogia in malam partem pode ser aplicada, caso não existam lesões a conteúdos de natureza material (penal).

    OBS: Os princípios gerais do Direito têm como uma de suas finalidades integrarem a lei, complementando as lacunas existentes.

    A Lei processual penal admite interpretação extensiva e analógica, assim como o suplemento dos princípios gerais de direito.

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/DEPEN/2013) 02) Aos crimes militares aplicam-se as mesmas disposições do Código de Processo Penal, excluídas as normas de conteúdo penal que tratam de matéria específica diversa do direito penal comum.

    Comentário: CPP/41. Art. 1º O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 86, 89, § 2º, e 100); (Jurisdição Política) III - os processos da competência da Justiça Militar (e também eleitoral); IV - os processos da competência do tribunal especial (Constituição, art. 122, no 17); V - os processos por crimes de imprensa. (Vide ADPF nº 130) Gabarito: Errado.

    (CESPE/TRE-MS/2013) 03) Por força do princípio tempus regit actum, o fato de lei nova suprimir determinado recurso, existente em legislação anterior, não afasta o direito à recorribilidade subsistente pela lei anterior, quando o julgamento tiver ocorrido antes da entrada em vigor da lei nova.

    Comentário: CPP/41. Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. (Princípio do Tempus Regit Actum ou Efeito imediato ou Aplicação Imediata da lei processual) Caso o julgamento ocorra antes da entrada em vigor da lei nova posterior: não será possível a interposição do novo recurso criado após o julgamento, embora o prazo recursal ainda não tenha decorrido no seu total. Caso o julgamento ocorra depois da entrada em vigor da lei nova posterior: não existirá direito ao recurso da lei anterior. Caso o julgamento ocorra na data da entrada em vigor da lei nova posterior: será possível a aplicação do recurso da lei anterior que está sendo revogada.

    STJ/REsp 1.046.429-SP

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    Direito Processual Penal

    O fato de a lei nova ter suprimido o recurso de protesto por novo júri não afasta o direito à recorribilidade subsistente pela lei anterior, quando o julgamento ocorreu antes da entrada em vigor da Lei n.º 11.689/2008 que, em seu art. 4.º, revogou expressamente o Capítulo IV do Título II do Livro III, do Código de Processo Penal, extinguindo o protesto por novo júri. Incidência do princípio tempus regit actum.

    Gabarito: Correto.

    (CESPE/TJ-AC/2012) 04) Cessadas as circunstâncias que determinaram a sua existência, a lei excepcional deixa de ser aplicada ao fato praticado durante a sua vigência.

    Comentário: A lei excepcional não deixa de ser aplicada ao fato praticado durante a sua vigência após ser cessada. Gabarito: Errado.

    (CESPE/DPE-PR/2015) 05) Conforme súmula vinculante do STF, o defensor tem direito, no interesse do representado, de ter acesso amplo aos elementos de prova, os quais, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, refiram-se ao exercício do direito de defesa, inclusive com obtenção de cópia dos autos do inquérito policial, ainda que este tramite sob sigilo.

    Comentário:

    STF/Súmula Vinculante 14

    É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.

    Gabarito: Errado.

    (VUNESP/TJ-PA/2014) 06) Em matéria processual penal, o duplo grau de jurisdição A) não é previsto expressamente pela Convenção Americana de Direitos Humanos, mas é pela CR/88. B) não é previsto expressamente pela CR/88, mas é pela Convenção Americana de Direitos Humanos C) não é previsto expressamente nem pela CR/88 nem pela Convenção Americana de Direitos Humanos. D) é direito fundamental previsto expressamente tanto pela CR/88 quanto pela Convenção Americana de Direitos Humanos.

    Comentário:

    Princípio do Duplo Grau de Jurisdição

    - Estabelece que as decisões judiciais estejam sujeitas à revisão por outro órgão do Judiciário.

    - Não está previsto expressamente na CF/88, porém tem previsão no Pacto de San José da Costa Rica.

    - Não é um princípio absoluto, pois existem casos que não é possível Duplo Grau de Jurisdição.

    Pacto de San José de Costa Rica: Artigo 8º - Garantias judiciais 2. Toda pessoa acusada de um delito tem direito a que se presuma sua inocência, enquanto não for legalmente comprovada sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias mínimas: h) direito de recorrer da sentença a juiz ou tribunal superior. Gabarito: Letra B.

    (CESPE/PC-BA/2013) 07) A presunção de inocência da pessoa presa em flagrante delito, ainda que pela prática de crime inafiançável e hediondo, é razão, em regra, para que ela permaneça em liberdade.

    Comentário:

    Princípio da Presunção da inocência ou não culpabilidade

    CF/88. Art. 5. LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;

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    Direito Processual Penal

    CF/88. Art.5. LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; Gabarito: Correto.

    (FGV/Senado Federal/2008) 08) O princípio do juiz natural é uma garantia constitucional que somente poderá ser excepcionada mediante decisão da maioria dos integrantes do tribunal ao qual estiver submetido o juiz.

    Comentário:

    Princípio do Juiz Natural

    - CF/88. Art. 5. LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;

    - É vedada a formação de Tribunal ou Juízo de exceção.

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/STM/2011) 09) Decorrem do princípio do devido processo legal as garantias procedimentais não expressas, tais como as relativas à taxatividade de ritos e à integralidade do procedimento.

    Comentário:

    Princípio do Devido Processo Legal

    - CF/88. Art. 5. LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;

    - Corolários do Devido Processo Legal: Contraditório e Ampla defesa.

    - CF/88. Art. 5. LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;

    Taxatividade de ritos está relacionada aos ritos processuais previstos em lei, já a integralidade do procedimento refere-se ao respeito das regras do procedimento processual. Gabarito: Correto.

    (FGV/TJ-MS/2008) 10) O princípio da presunção de inocência recomenda que em caso de dúvida o réu seja absolvido.

    Comentário:

    Princípio da Presunção de não culpabilidade (ou Presunção de inocência)

    - Estabelece que nenhuma pessoa pode ser considerada culpada antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

    - CF/88. Art. 5. LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;

    - Este princípio estabelece que o ônus da prova caiba ao acusador (MP ou Ofendido), sendo o réu, desde o começo, inocente, até que o acusador prove sua culpa.

    Princípio do In dúbio pro reo

    Conforme o Princípio do In dúbio pro reo, caso existam dúvidas sobre a culpa ou não do acusado, o juiz deverá decidir em favor do réu, pois sua culpa não foi cabalmente comprovada.

    Princípio do In dúbio pro societate

    -Quando se tratar do princípio In dúbio pro Societate, o Juiz, embora tenha dúvida da culpa do réu, decide contrariamente a este com fundamento apenas em indícios de autoria e prova de materialidade em prol da sociedade. Porém essa decisão não ocasiona consequências ao réu, mas dá início apenas ao processo para a elucidação dos fatos.

    Gabarito: Correto.

    (FGV/TJ-MS/2008) 11) O princípio da vedação de provas ilícitas não é absoluto, sendo admissível que uma prova ilícita seja utilizada quando é a única disponível para a acusação e o crime imputado seja considerado hediondo.

    Comentário:

    Princípio da Vedação às Provas Ilícitas

    CF/88. Art.5. LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;

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    Direito Processual Penal

    - A doutrina divide as provas ilegais em provas: * Ilícitas: Violam normas de direito material; * Ilegítimas: Violam normas de direito processual.

    - A doutrina majoritária admite a utilização de provas ilícitas quando esta for a única forma de se obter a absolvição do réu.

    - As provas lícitas obtidas a partir de outras provas ilícitas, são consideradas provas ilícitas por derivação.

    Gabarito: Errado.

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    Inquérito Policial

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    Direito Processual Penal

    (FCC/DPE-BA/2016) 12) Tendo em vista o caráter administrativo do inquérito policial, o indiciado não poderá requerer perícias complexas durante a tramitação do expediente investigatório.

    Comentário:

    Requerimento de Diligências pelo Ofendido e Indiciado

    - CPP/41, Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade.

    - A Autoridade Policial, em regra, não é obrigada a realizar a diligência, porém, se tratando de exame de corpo delito, a diligência é obrigatória;

    - CPP/41, Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/PC-PE/2016) 13) Por substanciar ato próprio da fase inquisitorial da persecução penal, é possível o indiciamento, pela autoridade policial, após o oferecimento da denúncia, mesmo que esta já tenha sido admitida pelo juízo a quo.

    Comentário:

    STJ/ HC 179.951/SP

    I. Este Superior Tribunal de Justiça, em reiterados julgados, vem afirmando seu posicionamento no sentido de que caracteriza constrangimento ilegal o formal indiciamento do paciente que já teve contra si oferecida denúncia e até mesmo já foi recebida pelo Juízo a quo. II. Uma vez oferecida a exordial acusatória, encontra-se encerrada a fase investigatória e o indiciamento do réu, neste momento, configura-se coação desnecessária e ilegal. III. Ordem concedida, nos termos do voto do Relator.

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/PC-PE/2016) 14) Em consonância com o dispositivo constitucional que trata da vedação ao anonimato, é vedada a instauração de inquérito policial com base unicamente em denúncia anônima, salvo quando constituírem, elas próprias, o corpo de delito.

    Comentário:

    STF/HC 100.042

    As autoridades públicas não podem iniciar qualquer medida de persecução (penal ou disciplinar), apoiando-se, unicamente, para tal fim, em peças apócrifas ou em escritos anônimos. É por essa razão que o escrito anônimo não autoriza, desde que isoladamente considerado, a imediata instauração de ´persecutio criminis`. Peças apócrifas não podem ser formalmente incorporadas a procedimentos instaurados pelo Estado, salvo quando forem produzidas pelo acusado ou, ainda, quando constituírem, elas próprias, o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no crime de extorsão mediante sequestro, ou como ocorre com cartas que evidenciem a prática de crimes contra a honra, ou que corporifiquem o delito de ameaça ou que materializem o ´crimen falsi` (crimes de falsidades).

    Gabarito: Correto.

    (CESPE/PC-PE/2016) 15) O arquivamento de inquérito policial mediante promoção do MP por ausência de provas impede a reabertura das investigações: a decisão que homologa o arquivamento faz coisa julgada material.

    Comentário:

    Arquivamento – Coisa Julgada

    - Em regra, o arquivamento do inquérito policial não faz coisa julgada material, caso exista o conhecimento de novas provas. Com isso, o MP não pode utilizar os mesmos argumentos para nova ação penal.

    - Súmula 524/STF, Arquivado o Inquérito Policial, por despacho do Juiz, a requerimento do Promotor de

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    Direito Processual Penal

    Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.

    - Porém, existem casos excepcionais que o arquivamento do inquérito policial enseja coisa julgada material, como decisão de arquivamento baseada em: * Atipicidade; (STJ E STF) * Excludente de ilicitude ou Culpabilidade; (STJ) * Extinção da Punibilidade; (STJ E STF). Fontes: STF. Plenário. HC 87395/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 23/3/2017 (Info 858) / STJ. 6a Turma. RHC 46.666/MS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 05/02/2015.

    STF/Súmula 524

    Arquivado o Inquérito Policial, por despacho do Juiz, a requerimento do Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.

    CPP/41. Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia.

    Arquivamento do Inquérito Policial – Suspensão da Nova Redação

    Entenda o Caso

    Dia 24/12/19 Sancionado Pacote Anticrime, passando a valer a partir do dia 23/01/20.

    Dia 15/01/20

    O Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli, suspende, liminarmente, os Arts. 3º-B, 3º-C, 3º-D, caput, 3º-E e 3º-F do CPP pelo prazo de 180 dias e os arts. 3º-D, parágrafo único, e 157, § 5º, do CPP por tempo indeterminado. Conforme o Ministro, “o novo instituto demanda uma organização que deve ser implementada de maneira consciente em todo o território nacional, respeitando-se a autonomia e as especificidades de cada tribunal”.¹

    Dia 22/01/20

    O Vice-Presidente do STF, Ministro Luiz Fux, decide por meio de outra liminar revogar, monocraticamente, a liminar do Ministro Dias Toffoli. Na sua liminar, o Ministro Luiz Fux decidiu suspender a eficácia por tempo INDETERMINADO dos Arts. 3º-A, 3º-B, 3º-C, 3º-D, 3ª-E, 3º-F, do CPP (Juiz das Garantias); os Art. 28, caput, do CPP; Art. 157, §5º, do CPP; Art. 310, §4°, do CPP. Conforme o Ministro, “Em suma, concorde-se ou não com a adequação do juiz das garantias ao sistema processual brasileiro, o fato é que a criação de novos direitos e de novas políticas públicas gera custos ao Estado, os quais devem ser discutidos e sopesados pelo Poder Legislativo, considerados outros interesses e prioridades também salvaguardados pela Constituição”.²

    Antes da Lei 13.964/2019 Após a Lei 13.964/2019

    CPP/41. Art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender.

    CPP/41. Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma da lei. § 1º Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito policial, poderá, no prazo de 30 dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. § 2º Nas ações penais relativas a crimes praticados em detrimento da União, Estados e Municípios, a revisão do arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada pela chefia do órgão a quem couber a sua representação judicial.

    - Necessidade de homologação judicial para o arquivamento do inquérito policial.

    - O Arquivamento será realizado pelo próprio membro do MP. A instância de revisão ministerial fará a homologação, na forma da lei.

    Arquivamento realizado por homologação judicial.

    O processo de arquivamento passa a ser realizado exclusivamente pelo MP. Não existe mais controle do poder judiciário em relação ao arquivamento do inquérito.

    Redação Válida Atualmente. Redação suspensa conforme a ADI 6.299.

    Nesse sentido, a liminar de suspensão, por tempo indeterminado, apresentada pelo Vice-Presidente do STF,

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    Direito Processual Penal

    Luiz Fux, na ADI 6.299, faz com que a redação antiga passe a valer novamente. Sintetizando, o Art. 28 do CPP continua com a participação do poder judiciário. Fonte¹: https://www.conjur.com.br/dl/liminar-suspende-implantacao-juiz.pdf Fonte²: https://www.conjur.com.br/dl/fux-liminar-juiz-garantias-atereferendo.pdf

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/PC-PE/2016) 16) Não cabe recurso administrativo aos escalões superiores do órgão policial contra decisão de delegado que nega a abertura de inquérito policial, mas o interessado pode recorrer ao Ministério Público.

    Comentário: CPP/41, Art. 5º § 2º Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. Gabarito: Errado.

    (CESPE/PC-PE/2016) 17) Representantes de órgãos e entidades da administração pública direta ou indireta não podem promover investigação de crime: deverão ser auxiliados pela autoridade policial quando constatarem ilícito penal no exercício de suas funções.

    Comentário: CPP/41, Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. Parágrafo único. A competência definida neste artigo não excluirá a de autoridades administrativas, a quem por lei seja cometida a mesma função. Gabarito: Errado.

    (CESPE/PC-PE/2016) 18) Estando o indiciado preso, o inquérito policial deverá ser concluído, impreterivelmente, em dez dias, independentemente da complexidade da investigação e das evidências colhidas.

    Comentário: A questão não especifica qual norma está sendo apresentada em relação aos prazos para realização de inquérito.

    Finalização do Inquérito Policial - Prazos

    O inquérito finalizará de acordo com o CPP/41, no: - Prazo de 10 dias, se o indiciado estiver preso em flagrante; - Prazo de 30 dias, se o indiciado estiver solto mediante fiança ou sem ela.

    - CPP/41, Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.

    § 1º A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente.

    § 3º Quando o fato for de difícil elucidação, e o indiciado estiver solto, a autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos autos, para ulteriores diligências, que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz.

    - Se o indiciado estiver preso, o prazo não pode ser prorrogado, sob pena de constrangimento ilegal à liberdade;

    - Conforme o STJ, caso o indiciado esteja solto, a violação do limite do prazo não trará nenhum prejuízo para este, uma vez que se trata de prazo impróprio.

    STJ, HC n. 304.274/RJ

    Esta Corte Superior de Justiça firmou o entendimento de que, salvo quando o investigado se encontrar preso cautelarmente, a inobservância dos lapsos temporais estabelecidos para a conclusão de inquéritos policiais ou investigações deflagradas no âmbito do Ministério Público não possui repercussão prática, já que se cuidam de prazos impróprios " (STJ, HC n. 304.274/RJ, Des. Jorge Mussi, j. em 4/11/2014). PEDIDO DE ORDEM DENEGADO.

    Finalização do Inquérito Policial – Exceções dos Prazos

    Crimes de Competência da Justiça Federal

    * Prazo de 15 dias, se o indiciado estiver preso em flagrante, prorrogável por mais 15 dias; * Prazo de 30 dias, se o indiciado estiver solto;

    Crimes da Lei de Drogas

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    Direito Processual Penal

    * Prazo de 30 dias, se o indiciado estiver preso em flagrante, prorrogável por mais 30 dias; * Prazo de 90 dias, se o indiciado estiver solto, prorrogável por mais 90 dias;

    Crimes contra a economia popular

    * Prazo de 10 dias, se o indiciado estiver preso; * Prazo de 10 dias, se o indiciado estiver solto;

    Crimes Militares

    * Prazo de 20 dias, se o indiciado estiver preso; * Prazo de 40 dias, se o indiciado estiver solto, prorrogável por mais 20 dias;

    FINALIZAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL - PRAZOS

    PRESO EM

    FLAGRANTE PRESO SOLTO

    REGRA - CPP 10 30

    CRIMES DA J.F 15 + 15 30

    CRIME - LEI DE DROGAS

    30 + 30 90 + 90

    CRIME – ECONOMIA POPULAR

    10 10

    CRIME MILITAR 20 40 + 20

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/PC-PE/2016) 19) O delegado determinará o arquivamento do inquérito policial quando não houver colhido elementos de prova suficientes para imputar a alguém a autoria do delito.

    Comentário: CPP/41, Art. 17. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. Gabarito: Errado.

    (VUNESP/PC-CE/2015) 20) O ato de indiciamento A) vincula o Ministério Público, que não poderá requerer o arquivamento do inquérito. B) é, em regra, atribuição do delegado de polícia; excepcionalmente tal poder poderá ser conferido ao promotor de justiça. C) decorre do fato de a autoridade policial convencer-se da autoria da infração penal, atribuída a determinado(s) indivíduo(s). D) transforma o indivíduo suspeito da prática do delito em acusado. E) é um ato informal eventualmente realizado durante o inquérito policial.

    Comentário:

    Indiciamento dos Suspeitos

    - O indiciamento é competência privativa da autoridade policial, esta tem a função de direcionar a investigação para os autores que forem considerados mais suspeitos.

    - Lei 12830/13, Art. 2, § 6o O indiciamento, privativo do delegado de polícia, dar-se-á por ato fundamentado, mediante análise técnico-jurídica do fato, que deverá indicar a autoria, materialidade e suas circunstâncias.

    - O inquérito policial não passa a ser aberto a todos após o indiciamento, ou seja, para o povo em geral ele continua sigiloso;

    Gabarito: Letra C.

    (CESPE/MPE-RO/2013) 21) Determinado o arquivamento do inquérito pelo juiz, após pedido do MP, é vedado à autoridade policial realizar novas pesquisas acerca do objeto do inquérito arquivado, ainda que tome conhecimento de outras provas.

    Comentário:

    STF/Súmula 524

    Arquivado o Inquérito Policial, por despacho do Juiz, a requerimento do Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.

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    Direito Processual Penal

    CPP/41. Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia.

    Arquivamento do Inquérito Policial – Suspensão da Nova Redação

    Entenda o Caso

    Dia 24/12/19 Sancionado Pacote Anticrime, passando a valer a partir do dia 23/01/20.

    Dia 15/01/20

    O Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli, suspende, liminarmente, os Arts. 3º-B, 3º-C, 3º-D, caput, 3º-E e 3º-F do CPP pelo prazo de 180 dias e os arts. 3º-D, parágrafo único, e 157, § 5º, do CPP por tempo indeterminado. Conforme o Ministro, “o novo instituto demanda uma organização que deve ser implementada de maneira consciente em todo o território nacional, respeitando-se a autonomia e as especificidades de cada tribunal”.¹

    Dia 22/01/20

    O Vice-Presidente do STF, Ministro Luiz Fux, decide por meio de outra liminar revogar, monocraticamente, a liminar do Ministro Dias Toffoli. Na sua liminar, o Ministro Luiz Fux decidiu suspender a eficácia por tempo INDETERMINADO dos Arts. 3º-A, 3º-B, 3º-C, 3º-D, 3ª-E, 3º-F, do CPP (Juiz das Garantias); os Art. 28, caput, do CPP; Art. 157, §5º, do CPP; Art. 310, §4°, do CPP. Conforme o Ministro, “Em suma, concorde-se ou não com a adequação do juiz das garantias ao sistema processual brasileiro, o fato é que a criação de novos direitos e de novas políticas públicas gera custos ao Estado, os quais devem ser discutidos e sopesados pelo Poder Legislativo, considerados outros interesses e prioridades também salvaguardados pela Constituição”.²

    Antes da Lei 13.964/2019 Após a Lei 13.964/2019

    CPP/41. Art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender.

    CPP/41. Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma da lei. § 1º Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito policial, poderá, no prazo de 30 dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. § 2º Nas ações penais relativas a crimes praticados em detrimento da União, Estados e Municípios, a revisão do arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada pela chefia do órgão a quem couber a sua representação judicial.

    - Necessidade de homologação judicial para o arquivamento do inquérito policial.

    - O Arquivamento será realizado pelo próprio membro do MP. A instância de revisão ministerial fará a homologação, na forma da lei.

    Arquivamento realizado por homologação judicial.

    O processo de arquivamento passa a ser realizado exclusivamente pelo MP. Não existe mais controle do poder judiciário em relação ao arquivamento do inquérito.

    Redação Válida Atualmente. Redação suspensa conforme a ADI 6.299.

    Nesse sentido, a liminar de suspensão, por tempo indeterminado, apresentada pelo Vice-Presidente do STF, Luiz Fux, na ADI 6.299, faz com que a redação antiga passe a valer novamente. Sintetizando, o Art. 28 do CPP continua com a participação do poder judiciário. Fonte¹: https://www.conjur.com.br/dl/liminar-suspende-implantacao-juiz.pdf Fonte²: https://www.conjur.com.br/dl/fux-liminar-juiz-garantias-atereferendo.pdf

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/PC-BA/2013) 22) Considera-se ilegal a coação quando o inquérito policial for manifestamente nulo, sendo possível a concessão de habeas corpus –– hipótese em que a investigação será arquivada até o surgimento de novas provas.

    Comentário:

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    Direito Processual Penal

    O arquivamento ocorre quando não existem provas. A concessão de habeas corpus irá trancar o inquérito policial.

    Trancamento do Inquérito Policial

    - É a cessação da atividade investigatória quando ocorre abuso na instauração do inquérito ou no processo das investigações. Esse trancamento ocorre por decisão judicial;

    Gabarito: Errado.

    (FCC/TJ-SE/2009) 23) São características do Inquérito Policial: A) dispensabilidade e legalidade. B) autoridade e oportunidade. C) publicidade e informalidade. D) oficialidade e indisponibilidade. E) coercitividade e autoritariedade.

    Comentário:

    Inquérito Policial

    Conceito e Características

    - Conjunto de diligências realizadas pela Polícia Judiciária (Polícia Civil e Polícia Federal) para apurar uma infração penal e sua autoria, com a finalidade do titular da ação ingressar em juízo.

    - É um procedimento administrativo, trabalhado por órgãos oficiais do estado, e não judicial, sendo iniciado por autoridade policial e considerado um pré-processo, mas não uma fase do processo. Dessa forma, caso exista alguma irregularidade na investigação, não gera nulidade do processo;

    - Deve ser formal, ou seja, as produções dos seus atos devem ser registradas por escrito ou reduzidas a termo, caso sejam orais;

    - Não é obrigatório uma vez que o titular da ação penal pode ter todos os elementos para o oferecimento da ação.

    - É considerado sigiloso para as pessoas em geral, porém para os agentes e pacientes da investigação, este, em regra, não é, ocorrendo exceções em determinadas peças do inquérito quando for necessário para o seu sucesso;

    - Não existe o direito ao contraditório e a ampla defesa no inquérito policial, uma vez que ocorre apenas a investigação para descobrir se houve crime por meio do papel inquisitivo da autoridade policial, que é um papel de natureza pré-processual; (Procedimento Inqusitorial)

    - É conduzido pela autoridade policial de maneira livre e espontânea, podendo assim escolher a melhor maneira de conduzir a investigação; (Procedimento Discricionário)

    - Poderá ser instaurado de ofício por autoridade policial quando se tratar de ação pública incondicionada, não precisando ocorrer à provocação.

    - Função da Polícia Judiciária: Apurar fatos criminosos e reunir provas para provar o crime e quem o praticou;

    - A Polícia Militar é uma polícia administrativa, sem função de apurar os fatos, ou seja, investigar, tendo o papel de prevenir os crimes, através do caráter ostensivo.

    - CPP/41, Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria.

    O Inquérito Policial é uma Peça Escrita, conforme o CPP Art. 9.

    CPP/41. Art. 9º Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade.

    O Inquérito Policial é uma Peça Dispensável, conforme o CPP Art. 39. §5º.

    CPP. Art.39. § 5º O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito, se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no prazo de quinze dias.

    O inquérito Policial é um Procedimento indisponível, conforme o CPP Art. 17.

    CPP/41, Art. 17. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito.

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    Direito Processual Penal

    Características do IP

    * Sigiloso; * Escrito;

    * Inquisitorial; * Discricionário;

    * Oficioso; * Indisponibilidade;

    * Dispensável; * Oficialidade.

    Mnemônico: SEI DOIDO

    Gabarito: Letra D.

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    Direito Processual Penal

    Ação Penal

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    Direito Processual Penal

    (CESPE/PC - PE/2016) 24) Em face do princípio da obrigatoriedade da ação penal, o Ministério Público não poderá pedir o arquivamento do inquérito policial: deverá sempre requisitar novas diligências à autoridade policial.

    Comentário:

    Ação Penal Privada Exclusiva

    - O titular da ação é, exclusivamente, o indivíduo que foi ofendido pelo infrator, e não o MP.

    Ação Penal Privada Exclusiva - Princípios

    - Três princípios regem a ação penal privada: * Princípio da Oportunidade; * Princípio da Disponibilidade; * Princípio da Indivisibilidade.

    Princípio da Indivisibilidade

    O ofendido, quando ajuizar a queixa, está impossibilitado de separar o exercício da ação penal sobre os infratores. Com isso, deve ajuizar a queixa contra todos que participaram do delito.

    - CPP/41, Art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade.

    Gabarito: Errado.

    (FGV/TJ-RO/2015) 25) Tradicionalmente, a doutrina classifica as ações penais como privadas, públicas incondicionadas, públicas condicionadas e privadas subsidiária da pública. Os princípios aplicáveis às ações exclusivamente privadas são: A) oportunidade, disponibilidade e indivisibilidade; B) obrigatoriedade, indisponibilidade e indivisibilidade; C) oportunidade, indisponibilidade e divisibilidade; D) oportunidade, disponibilidade e divisibilidade; E) obrigatoriedade, disponibilidade e divisibilidade.

    Comentário:

    Ação Penal Privada Exclusiva

    - O titular da ação é, exclusivamente, o indivíduo que foi ofendido pelo infrator, e não o MP.

    Ação Penal Privada Exclusiva - Princípios

    - Três princípios regem a ação penal privada: * Princípio da Oportunidade; * Princípio da Disponibilidade; * Princípio da Indivisibilidade.

    Princípio da Oportunidade

    - A ação penal privada não é obrigatória ao M.P, competindo ao ofendido ou legitimados a proceder à análise da conveniência do ajuizamento da ação;

    Princípio da Disponibilidade

    - Enquanto na ação pública o titular da ação não pode desistir do que foi proposto, na ação penal privada é possível desistir;

    Princípio da Indivisibilidade

    O ofendido, quando ajuizar a queixa, está impossibilitado de separar o exercício da ação penal sobre os infratores. Com isso, deve ajuizar a queixa contra todos que participaram do delito.

    - CPP/41, Art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade.

    Gabarito: Letra A.

    (FCC/DPE-RR/2015) 26) No tocante à ação penal de iniciativa pública condicionada: A) O direito de representação somente pode ser exercido pessoalmente. B) A representação é irretratável depois de relatado o inquérito policial. C) O prazo de seis meses para o oferecimento da representação é contado, em regra, do dia em que se consumou o delito. D) O direito de representação poderá ser exercido mediante declaração oral feita à autoridade policial. E) Em caso de morte do querelado, o direito de prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.

    Comentário:

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    Direito Processual Penal

    Letra A: Errada. CPP/41, Art. 24, § 1º No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. Letra B: Errada. CPP/41. CPP - Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia. Letra C: Errada. CPP/41, Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. Letra D: Correta. CPP/41. Art. 39. O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por procurador com poderes especiais, mediante declaração, escrita ou oral, feita ao juiz, ao órgão do Ministério Público, ou à autoridade policial. Letra E: Errada. Querelante e não querelado. CPP/41. Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. Querelante: Polo ativo da ação, o autor, o ofendido. Querelado: Polo passivo da ação, o réu, o ofensor. Gabarito: Letra D.

    (FCC/TCE-AM/2015) 27) Nos crimes de ação pública, quando a lei o exigir, esta será promovida pelo Ministério Público, mas dependerá de A) instrução preliminar. B) representação do Ministro da Justiça, do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. C) autorização do Poder Judiciário. D) requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo..

    Comentário:

    Ação Penal Pública Condicionada – Representação do Ofendido

    - É uma condição imprescindível;

    - CPP/41, Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.

    Ação Penal Pública Condicionada – Requisição do Ministro da Justiça

    - Prevista em determinados crimes, como o crime cometido contra a honra do Presidente da República;

    Não existirá prazo decadencial para o oferecimento da requisição, sendo oferecido enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade do crime;

    - A doutrina majoritária entende que não é cabível retratação de requisição;

    - O MP não se vincula à requisição, podendo não ajuizar ação penal;

    Gabarito: Letra D.

    (CESPE/TJ-DFT/2015) 28) Em uma ação penal privada subsidiária de ação penal pública, o querelante deixou de promover o andamento do processo por mais de trinta dias. Nessa situação, o juiz criminal deverá determinar a extinção da ação penal devido à extinção da punibilidade pela perempção.

    Comentário:

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    Direito Processual Penal

    Ação Penal Privada Subsidiária da Pública

    - A ação penal é pública, sendo o MP titular, porém, sendo o MP inerte no prazo legal de oferecer denúncia, o ofendido pode ajuizar a ação penal privada substituindo a ação penal pública, no prazo de 06 meses após esgotado o prazo do MP de denunciar;

    - A legitimidade é concorrente, podendo o MP ajuizar ação penal pública, mesmo após o prazo, e o ofendido, ação penal privada subsidiária.

    - CPP/41, Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal.

    - O MP atua em todas as ações penais. Sendo ação pública, ele atuará como acusador e fiscal da lei (Custos legis), sendo privada atuará apenas como fiscal da lei;

    - Na ação penal privada subsidiária da pública, o MP pode aditar a queixa, se referindo a qualquer aspecto, diferente da privada em que só adita os elementos formais, mas não os essenciais; O MP pode apresentar denúncia substitutiva repudiando a queixa, alegando que não ficou inerte; O MP pode retomar a ação como parte principal quando o querelante for negligente;

    - A decadência é considerada por parte da doutrina como imprópria, ou seja, mesmo após finalizado o prazo de 06 meses da vítima de ajuizar ação, o MP continua podendo ajuizar a ação pública;

    - Não é cabível ação penal privada subsidiária da pública quando: * MP requerer a realização de novas diligências; * Inquérito policial for arquivado; * For adotada outras providências.

    - Não é possível o perdão do ofendido na ação penal privada subsidiária da pública uma vez que começou sendo ação pública;

    Perempção

    - É a perda do direito de seguir a ação;

    - É exercida na ação penal exclusivamente privada ou personalíssima.

    - CPP/41, Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal: I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos; II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36; III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais; IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor.

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/TJ-DFT/2015) 29) O MPDFT propôs ação penal contra Adailton. Nessa situação, se houver prova inconteste da prescrição do crime que ensejou a referida ação penal, será cabível habeas corpus perante o TJDFT para trancar a ação penal.

    Comentário:

    STJ/ RHC 17.690/SP

    1. O trancamento da ação penal, pela via do habeas corpus, é medida de exceção, só admissível se emerge dos autos, de forma inequívoca, a ausência de indícios de autoria e prova da materialidade, a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade. 2. Não se afigura inepta a denúncia que satisfaz todos os requisitos do art. 41 do CPP, sendo mister a deflagração da persecução penal, decorrendo de seus próprios termos a justa causa para a ação penal. 3." Nos crimes societários é dispensável a descrição minuciosa e individualizada da conduta de cada acusado, bastando, para tanto, que a exordial narre a conduta delituosa de forma a possibilitar o exercício da ampla defesa".

    Gabarito: Correto.

    (FGV/DPE-RO/2015)

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    Direito Processual Penal

    30) Nos crimes de ação penal pública condicionada à representação, essa representação tradicionalmente é classificada pela doutrina como condição especial para o regular exercício do direito de ação. Sobre a representação e sua relação com as ações públicas condicionadas, é correto afirmar que: Ainda que tenha ocorrido a retratação do direito de representação, o ofendido poderá oferecer nova representação, desde que respeitado o prazo decadencial.

    Comentário:

    Ação Penal Pública Condicionada – Representação do Ofendido

    - É uma condição imprescindível;

    - CPP/41, Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.

    - A representação aceita retratação até o oferecimento da denúncia e não até o recebimento.

    Retratação da Retratação - Doutrinas

    Corrente Majoritária Corrente Minoritária

    “não há vedação legal para isso, razão pela qual, dentro dos limites do razoável, sem que se valha a vítima da lei para extorquir o autor da infração penal, enfim, dentro do que se afigura justo, é possível que haja a retratação da retratação.”

    “Havendo retratação da representação, poderá o Promotor de Justiça requerer o arquivamento dos autos do inquérito policial ou das peças de informação? A retratação, na hipótese, assemelha-se, em tudo e por tudo, à renúncia, e, assim, devem os autos serem arquivados, em face da ausência de representação, condição a que se subordina, às vezes, o “jus accusationis”. Permitir-se a retratação da retratação é entregar ao ofendido arma poderosa para fins de vingança ou outros inconfessáveis.”

    Fonte: NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de Processo Penal e Execução Penal, pg. 134. Ed. Saraiva,

    Fonte: TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo Penal. p. 358. 35ª ed. Volume 1. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2013.

    Desta forma, existe a possibilidade, conforme a corrente majoritária, da retratação da retratação nas Ações Penais Públicas Condicionadas à representação do ofendido. No entanto, este meio só é possível dentro do prazo decadencial de seis meses a partir da data que se passa a conhecer a identidade do infrator. Gabarito: Correto.

    (FCC/MPE-MA/2013) 31) Na ação penal privada subsidiária da pública, o prazo para o ofendido ou seu representante legal ingressar com a queixa é de A) quinze dias, contados do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. B) seis meses, contados da sua intimação da remessa do inquérito policial ao juízo competente. C) quinze dias, contados da sua intimação da remessa do inquérito policial ao juízo competente. D) seis meses, contados do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia.

    Comentário: - CPP/41, Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. CPP/41, Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal. Gabarito: Letra D.

    (FGV/TJ-BA/2015) 32) Constituem elementos autenticativos da denúncia: A) qualificação do acusado; B) data e assinatura do Promotor de Justiça; C) qualificação das partes; D) exposição do fato com todas as circunstâncias; E) classificação do crime.

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    Comentário: CPP/41. Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. Além dos citados no Art. 41 do CPP/41, a Doutrina apresenta ainda como elementos autenticativos da ação penal, a data e a assinatura do membro do Ministério Público. Gabarito: Letra B.

    (FCC/MPE-SE/2013) 33) Caso o querelante deixe de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, será julgada extinta a punibilidade na ação penal de iniciativa privada em razão da ocorrência de A) perempção. B) decadência. C) prescrição. D) renúncia. E) retratação.

    Comentário:

    Perempção

    - É a perda do direito de seguir a ação;

    - É exercida na ação penal exclusivamente privada ou personalíssima.

    - CPP/41, Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal: I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos; II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36; III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais; IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor.

    Gabarito: Letra A.

    (CESPE/TJ-BA/2019) 34) A inexistência de poderes especiais na procuração outorgada pelo querelante não gerará a nulidade da queixa-crime quando o consequente substabelecimento atender às exigências expressas no art. 44 do CPP.

    Comentário:

    STJ/RHC 33.790/SP

    1. Para a validade da ação penal nos crimes de ação penal privada, é necessário que o instrumento de mandato seja conferido com poderes especiais expressos, além de fazer menção ao fato criminoso, nos termos do art. 44 do Código de Processo Penal. 2. O substabelecimento, enquanto meio de transferência de poderes anteriormente concedidos em procuração, deve obedecer integralmente ao que consta do instrumento do mandato, porquanto é dele totalmente dependente. Ainda que neste instrumento esteja inserida a cláusula ad judicia, há limites objetivos que devem ser observados quando da transmissão desses poderes, visto que o substabelecente lida com direitos de terceiros, e não próprios. 3. Na espécie, como a procuração firmada pela querelante somente conferiu aos advogados os poderes da cláusula ad judicia et extra, apenas estes foram objeto de transferência aos substabelecidos, razão pela qual deve ser tida por inexistente a inclusão de poderes especiais para a propositura de ação penal privada, uma vez que eles não constavam do mandato originário. 4. Nula é a queixa-crime, por vício de representação, se a procuração outorgada para a sua propositura não atende às exigências do art. 44 do Código de Processo Penal. 5. Recurso provido para conceder a ordem de habeas corpus, a fim de declarar a nulidade ab initio da queixa-crime, tendo como consequência a extinção da punibilidade do querelado, nos termos do art. 107, IV, do Código Penal.

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    Direito Processual Penal

    Gabarito: Errado.

    (CONSUPLAN/TJ-MG/2018) 35) Nos crimes de ação penal pública, a queixa deve ser apresentada pelo ofendido perante o Delegado de Polícia, funcionando como causa de suspensão da prescrição.

    Comentário:

    Queixa-Crime

    Meio utilizado nos crimes de ação penal privada por quem foi ofendido ou por meio o represente, expondo o fato criminoso e suas circunstâncias.

    Na Ação Penal Pública o correto é denúncia e não queixa.

    Queixa-Crime X Denúncia

    Ação Penal Privada Queixa-Crime;

    Feita exclusivamente ao Juiz; Precisa de advogado.

    Ação Penal Pública Denúncia;

    Representação, sem precisar de advogado; Pode ser feita ao Delegado ou MP.

    Gabarito: Errado.

    (VUNESP/HCFMUSP/2015) 36) De acordo com o artigo 25 do Código de Processo Penal, a representação do ofendido será A) irretratável, a qualquer tempo. B) irretratável, depois de oferecida a denúncia. C) retratável. D) condicionada à apresentação de provas ao Ministério Público. E) condicionada à contratação de advogado para a realização do ato.

    Comentário: CPP/41. CPP - Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia. Gabarito: Letra B.

    (FCC/SEGEP-MA/2016) 37) Em tema de ação penal privada, correto afirmar que A) o perdão do ofendido independe de aceitação. B) o requerimento de instauração de inquérito policial não interrompe o prazo de oferecimento da queixa. C) importa em renúncia tácita ao direito de queixa o fato de o ofendido receber indenização do dano causado pelo crime. D) admissível o perdão do ofendido mesmo depois que passa em julgado a sentença condenatória. E) incabível extinção da punibilidade por perempção.

    Comentário: Letra A: Errada.

    Perdão

    - É um ato bilateral;

    - CPP/41, Art. 51. O perdão concedido a um dos querelados (autor do crime) aproveitará a todos, sem que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.

    - CPP/41, Art. 58. Concedido o perdão, mediante declaração expressa nos autos, o querelado será intimado a dizer, dentro de três dias, se o aceita, devendo, ao mesmo tempo, ser cientificado de que o seu silêncio importará aceitação.

    Parágrafo único. Aceito o perdão, o juiz julgará extinta a punibilidade.

    - O perdão apresentado a um dos criminosos se estende a todos;

    - O perdão pode ser expresso ou tácito;

    - Sendo expresso, deve ser através da manifestação expressa do querelante perdoando o querelado;

    - Sendo tácito, ocorre a partir de um ato incompatível de processar o autor do crime;

    - O perdão pode ser Judicial (ocorre dentro do processo) ou Extrajudicial (acontece fora do processo);

    - O perdão pode ser aceito pessoalmente ou por procurador com poderes especiais;

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    Direito Processual Penal

    Letra B: Correta.

    STJ/RHC 26.613/SC

    O Superior Tribunal de Justiça tem decidido que: (...) DECADÊNCIA. (...) 2. Sob pena de se operar o instituto da decadência, o direito de representação do ofendido deve ser exercido dentro do lapso temporal de 6 (seis) meses, cujo termo inicial é a data em que a vítima ou o seu representante legal toma ciência de quem é o autor do delito, nos termos do disposto no art. 103 do Código Penal e art. 38 do Código de Processo Penal. (STJ. RHC 26.613/SC. Rel. Jorge Mussi. T5. DJe 03.11.2011).

    Ainda sobre o prazo decadencial, sua natureza é peremptória (art. 182 CPC), ou seja, é fatal e

    improrrogável e não está sujeito a interrupção ou suspensão. Assim, esse lapso temporal não pode ser dilatado (a pedido do ofendido ou do Ministério Público) e não prorroga para dia útil (caso termine em final de semana ou feriado). Ao contrário do prazo prescricional, não há causas interruptivas ou suspensivas na decadência. Fonte: http://www.tjpi.jus.br/themisconsulta/pdf/22958497 Letra C: Errada. CP/40. Art. 104 - O direito de queixa não pode ser exercido quando renunciado expressa ou tacitamente. Parágrafo único - Importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a vontade de exercê-lo; não a implica, todavia, o fato de receber o ofendido a indenização do dano causado pelo crime.

    Renúncia

    - É um ato unilateral;

    - A renúncia deverá ocorrer antes do ajuizamento, podendo ser expressa ou tácita;

    - O STJ entende que na renúncia tácita a não inclusão de um dos infratores (omissão do querelante (ofendido)) deve ter sido voluntária, caso tenha sido involuntária, não se considera renúncia tácita. Assim, o MP deve intimar o querelante para se manifestar com os demais infratores.

    - CPP/41, Art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá.

    - Caso o ofendido perdoe um dos querelados, ocorrerá o aproveitamento do perdão a todos;

    Letra D: Errada. CP/40. Art. 106. § 2º - Não é admissível o perdão depois que passa em julgado a sentença condenatória. Letra E: Errada. CP/40. Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: IV - pela prescrição, decadência ou perempção;

    Perempção

    - É a perda do direito de seguir a ação;

    - CPP/41, Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal: I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos; II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36; III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais; IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor.

    Gabarito: Letra B.

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    Ação Civil

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    Direito Processual Penal

    (VUNESP/Prefeitura de Alumínio - SP/2016) 38) O termo inicial do prazo de prescrição para o ajuizamento da ação de indenização por danos decorrentes de crime (ação civil ex delicto), de ação proposta contra empregador em razão de crime praticado por empregado no exercício do trabalho que lhe competia, é a data A) da prática do ato ilícito. B) da data da lesão. C) do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. D) da data do conhecimento do fato por parte do titular lesado. E) da data do conhecimento do fato por parte do empregador.

    Comentário:

    Ação de Execução Ex Delicto Ação Civil Ex Delicto

    CPP/41. Art. 63. Transitada em julgado a sentença condenatória, poderão promover-lhe a execução, no juízo cível, para o efeito da reparação do dano, o ofendido, seu representante legal ou seus herdeiros. Parágrafo único. Transitada em julgado a sentença condenatória, a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso iv do caput do art. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido.

    CPP/41. Art. 64. Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível, contra o autor do crime e, se for caso, contra o responsável civil. Parágrafo único. Intentada a ação penal, o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta, até o julgamento definitivo daquela.

    CC/02. Art. 200. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva. Gabarito: Letra C.

    (CESPE/DPE-DF/2013) 39) Mesmo que tenha sido reconhecida categoricamente a inexistência material do fato pelo juízo criminal, sendo proferida sentença absolutória, poderá ser proposta a ação civil ex delicto, dada a possibilidade de que a mesma prova seja valorada de outra forma no juízo cível.

    Comentário: CPP/41. Art. 66. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato. Gabarito: Errado.

    (TJ-SC/TJ-SC/2019) 40) Acerca da Ação Civil pode-se afirmar: I. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato. II. A sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime obsta a propositura da ação civil. III. O despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação não impedirá a propositura da ação civil. IV. A decisão que julgar extinta a punibilidade obsta a propositura da ação civil. A) Somente as proposições I, II e III estão corretas. B) Somente as proposições I e III estão corretas. C) Somente as proposições II e IV estão corretas. D) Somente as proposições II, III e IV estão corretas. E) Todas as proposições estão corretas.

    Comentário: Item I: Correto. CPP/41. Art. 66. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato. Item II: Errado.

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    CPP/41. Art. 67. Não impedirão igualmente a propositura da ação civil: III - a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime. Item III: Correto. CPP/41. Art. 67. Não impedirão igualmente a propositura da ação civil: I - o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação; Item IV: Errado. CPP/41. Art. 67. Não impedirão igualmente a propositura da ação civil: II - a decisão que julgar extinta a punibilidade; Gabarito: Letra B.

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    Competência

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    Direito Processual Penal

    (NC-UFPR/TJ-PR/2019) 41) Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem provisão de fundos.

    Comentário:

    STF/Súmula 521

    O foro competente para o processo e julgamento dos crimes de estelionato, sob a modalidade da emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos, é o do local onde se deu a recusa do pagamento pelo sacado.

    Gabarito: Correto.

    (NC-UFPR/TJ-PR/2019) 42) Caso a vítima seja indígena, competirá à Justiça Federal o julgamento de crime de furto.

    Comentário:

    STF/Súmula 140

    Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima.

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/MPU/2018) 43) Havendo a prática de contravenção penal contra bens e serviços da União em conexão probatória com crime de competência da justiça federal, opera-se a separação dos processos, cabendo à justiça estadual processar e julgar a contravenção penal.

    Comentário: CF/88, Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;

    STJ/Súmula 38

    Compete a Justiça Estadual Comum, na vigência da CF88, o processo por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades.

    Gabarito: Correto.

    (VUNESP/MPE-SP/2018) 44) Sobre competência no processo penal, assinale a alternativa correta. A) Havendo crime militar conexo a crime comum, prevalece a competência da justiça castrense, a qual deverá julgar ambos os crimes. B) Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro do lugar da infração, ainda quando conhecido o domicílio do réu. C) A competência da Justiça Federal é residual em relação à competência da Justiça Estadual. D) A Justiça Estadual e a Justiça Federal são espécies de jurisdição comum. E) Compete ao foro do local da emissão do cheque processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem provisão de fundos.

    Comentário: Letra A: Errada. CPP/41. Art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo: I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar;

    STJ/Súmula 90

    Compete à Justiça Estadual Militar processar e julgar o policial militar pela prática do crime militar, e à Comum pela prática do crime comum simultâneo àquele.

    Letra B: Errada.

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    Direito Processual Penal

    CPP/41. Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. Letra C: Errada. CPP/41. Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras: III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação; Letra D: Correta.

    Justiça

    Comum Especial

    Justiça Federal Justiça Estadual

    Justiça Eleitoral Justiça do Trabalho

    Justiça Militar

    Letra E: Errada.

    STJ/Súmula 244

    Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem provisão de fundos.

    Gabarito: Letra D.

    (CESPE/PF/2018) 45) João integra uma organização criminosa que, além de contrabandear e armazenar, vende, clandestinamente, cigarros de origem estrangeira nas ruas de determinada cidade brasileira. A partir dessa situação hipotética, julgue o item subsequente. Caso haja indício de transnacionalidade no crime de contrabando praticado, a competência para apurar e julgar o delito é da justiça federal e, se João estiver preso, a Polícia Federal deverá concluir o inquérito em até dez dias.

    Comentário:

    STJ/CC 160.748/SP

    1. A jurisprudência desta Corte orientava para a competência da Justiça Federal para o julgamento dos crimes de contrabando e descaminho (Súmula 151/STJ), até que julgado (CC n. 149.750/MS, de 26/4/2017), fundado em conflito que debateu crime diverso (violação de direito autoral), modificou a orientação sedimentada, para limitar a competência federal, no caso de contrabando, às hipóteses em que for constatada a existência de indícios de transnacionalidade na conduta do agente. 2. Consolidada a nova compreensão, sobreveio o julgamento do CC n. 159.680/MG (realizado em 8/8/2018), no qual a Terceira Seção entendeu pela competência federal para o julgamento do crime de descaminho, ainda que inexistentes indícios de transnacionalidade na conduta. 3. Tal orientação, no sentido da desnecessidade de indícios de transnacionalidade, deve prevalecer não só para o crime de descaminho, como também para o delito de contrabando, pois resguarda a segurança jurídica, na medida em que restabelece a jurisprudência tradicional; além do que o crime de contrabando, tal como o delito de descaminho, tutela prioritariamente interesse da União, que é a quem compete privativamente (arts. 21, XXII e 22, VII, ambos da CF) definir os produtos de ingresso proibido no país, além de exercer a fiscalização aduaneira e de fronteira. 4. Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo Federal da 4ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Estado de São Paulo, o suscitante.

    Finalização do Inquérito Policial – Exceções dos Prazos

    Crimes de Competência da Justiça Federal

    * Prazo de 15 dias, se o indiciado estiver preso em flagrante, prorrogável por mais 15 dias; * Prazo de 30 dias, se o indiciado estiver solto;

    Crimes da Lei de Drogas

    * Prazo de 30 dias, se o indiciado estiver preso em flagrante, prorrogável por mais 30 dias; * Prazo de 90 dias, se o indiciado estiver solto, prorrogável por mais 90 dias;

    Crimes contra a economia popular

    * Prazo de 10 dias, se o indiciado estiver preso;

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    Direito Processual Penal

    * Prazo de 10 dias, se o indiciado estiver solto;

    Crimes Militares

    * Prazo de 20 dias, se o indiciado estiver preso; * Prazo de 40 dias, se o indiciado estiver solto, prorrogável por mais 20 dias;

    Gabarito: Errado.

    (CESPE/PF/2018) 46) O prefeito de determinado município desviou, em proveito próprio, verba federal transferida e incorporada ao patrimônio municipal. Instaurado o competente IP, os autos foram relatados e encaminhados, pela autoridade policial, à justiça estadual. Nessa situação, agiu corretamente a autoridade policial ao encaminhar os autos à justiça comum estadual, a quem compete o processamento e o julgamento de casos como o relatado.

    Comentário:

    STJ/Súmula 208

    Compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita a prestação de contas perante órgão federal.

    STJ/Súmula 209

    Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal.

    Gabarito: Correto.

    (CESPE/PF/2018) 47) Compete à justiça estadual o julgamento de crimes relativos à difusão ou aquisição, em determinado estado da Federação, de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes por meio da rede mundial de computadores.

    Comentário:

    STJ/CC 120.999/CE

    1. A competência da Justiça Federal para processar e julgar os delitos praticados por meio da rede mundial de computadores é fixada quando o cometimento do delito por meio eletrônico se refere a infrações previstas em tratados ou convenções internacionais, constatada a internacionalidade do fato praticado (art. 109, V, da CF), ou quando a prática de crime via internet venha a atingir bem, interesse ou serviço da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas (art. 109, IV, da CF). 2. No presente caso, há hipótese de atração da competência da Justiça Federal, uma vez que o fato de haver um usuário do Orkut, supostamente praticado delitos de divulgação de imagens pornográficas de crianças e adolescentes, configura uma das situações previstas no art. 109 da Constituição Federal. 3. Além do mais, o Brasil comprometeu-se perante a comunidade internacional a combater os delitos relacionados á exploração de crianças e adolescentes em espetáculos ou materiais pornográficos, ao incorporar no direito pátrio, por meio do decreto legislativo nº 28 de 14/09/1990, e do Decreto nº 99.710 de 21/12/1990, a Convenção sobre direitos da Criança adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. 4. Ressalte-se, ainda, que a divulgação de imagens pornográficas, envolvendo crianças e adolescentes por meio do Orkut, não se restringe a uma comunicação eletrônica entre pessoas residentes no Brasil, uma vez que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, desde que conectada à internet e integrante do dito sítio de relacionamento, poderá acessar a página publicada com tais conteúdos pedófilos-pornográficos, verificando-se, portanto, cumprido o requisito da transnacionalidade exigido para atrair a competência da Justiça Federal. 5. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Federal da 16ª Vara de Juazeiro do Norte - SJ/CE, ora suscitado.

    Circulação de Material Pornográfico de criança ou adolescente

    Competência da Justiça Federal Competência da Justiça Estadual

    Divulgação do conteúdo de forma ampla por meio da rede mundial de computadores.

    Troca, por e-mail ou mensagens via Whatsapp, do conteúdo. (Ambiente mais restrito).

    STF/RE 628624/MG STJ/CC 121215/PR

    Gabarito: Errado.

    (FCC/Câmara Legislativa do Distrito Federal/2018) 48) Ocorre a chamada conexão objetiva ou teleológica quando

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    Direito Processual Penal

    A) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas ou umas contra as outras. B) duas ou mais infrações houverem sido praticadas por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e lugar. C) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração. D) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas. E) dois ou mais crimes, idênticos ou não, forem praticados pelo mesmo agente, mediante uma só ação ou omissão.

    Comentário: CPP/41. Art. 76. A competência será determinada pela conexão: I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas (Conexão Intersubjetiva por simultaneidade ocasional), ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar (Conexão Intersubjetiva por Concurso), ou por várias pessoas, umas contra as outras (Conexão Intersubjetiva por Reciprocidade); II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar (Conexão Objetiva Teleológica) ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas (Conexão Objetiva Consequencial); III - quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração (Conexão Instrumental).

    Tipos de Conexões

    * Conexão Intersubjetiva por simultaneidade ocasional: Duas pessoas diversas cometem infrações diversas no mesmo local, na mesma época, sem possuir nenhum vínculo subjetivo.

    * Conexão Intersubjetiva por Concurso: Ocorre quando os agentes com um vínculo subjetivo, uma comunhão de esforços para a prática das infrações penais, não importando o local e o momento da infração.

    * Conexão Intersubjetiva por reciprocidade: Infrações praticadas no mesmo tempo e local, um agente contra o outro.

    * Conexão Objetiva Teleológica: uma infração é cometida para facilitar a outra.

    * Conexão Objetiva Consequencial: Uma infração é cometida para ocultar a outra, ou, para garantir a impunidade do infrator ou a vantagem da outra infração.

    * Conexão Instrumental: A prova da ocorrência de uma infração e de sua autoria deve influenciar a caracterização da outra infração.

    CPP/41. Art. 77. A competência será determinada pela continência quando: I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração; II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1o, 53, segunda parte, e 54 do Código Penal (hipóteses de concurso formal – CP. Art. 70, 73 e 74).

    Tipos de Continência

    * Continência por Cumulação Subjetiva: Duas ou mais pessoas são acusadas pela mesma infração. Existe apenas um fato criminoso, na conexão existem vários.

    * Continência por Concurso Formal: Mediante uma única conduta, o agente comete mais de um crime sem a intenção de praticá-los.

    Gabarito: Letra D.

    (CESPE/PJC-MT/2017) 49) No estado de Mato Grosso, Pedro cometeu crime contra a economia popular; Lucas cometeu crime de caráter transnacional contra animal silvestre ameaçado de extinção; e Raí, um agricultor, cometeu crime comum contra índio, no interior de reserva indígena, motivado por disputa sobre direitos indígenas. Nessa situação hipotética, a justiça comum estadual será competente para processar e julgar A) somente Pedro e Raí. B) somente Lucas e Raí. C) Pedro, Lucas e Raí.

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