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1 DIREITO PROCESSUAL PENAL III – WANDER LUIS WANDEKOEKEN 29/07/2009 - quarta-feira Matéria: Sentença; Coisa julgada; Recursos (esta matéria será cumulativa, ou seja, cairá no 1º e 2º Bi); Ações de impugnação; Nulidades; Lei de execuções penais (vai ser pouco falado, pois possui uma matéria específica, vai ser tratado somente quando se tratar de recurso). Bibliografia: Paulo Rangel – Direito Processual Penal (melhor para o professor); Eugênio Pacelli – Curso de Processo Penal; Torinho Filho – Manual de Processo Penal (o que o professor menos gosta); Prova toda discursiva, em regra, com problemas, normalmente 6 ou 7 questões. SENTENÇA Conceito – ato pelo qual o Juiz põe fim a etapa cognitiva ou executória (a partir do momento que tem sentença condenatória transitado em julgado a fase executória é toda ex officio, o querelante não tem mais como interferir. Na fase executória existe decisão interlocutória que é quando defere um indefere alguns pedidos, e também existe decisão que é sentença, no caso, por exemplo, de o Juiz perceber a prescrição, acabando com o processo), resolvendo ou não o mérito. A finalidade de definir qual a natureza jurídica de uma decisão, por exemplo, o que é sentença, decisão, despacho, é saber qual o remédio recursal que pode utilizar. Mas, o CPP não possui uma sistemática boa, pois não define bem o que é sentença, decisão e etc. A apelação é um recurso subsidiário, ou seja, é aplicado quando não está incluso no rol do RESE. O júri possui 2 fases dentro da fase Cognitiva, as decisões que acabam com a primeira fase são: pronúncia (que leva ao plenário), desclassificação, impronúncia e absolvição sumária (todas eram impugnadas via recurso em sentido estrito). Mas toda a doutrina entendia que todas se tratavam de interlocutórias mistas, apesar do Código utilizar o termo “sentença de pronúncia, de impronúncia...”. Todos os casos de absolvição eram resolvidos com sentença, mas o legislador optou para, neste caso (do júri), ser um recurso em sentido estrito, e não apelação. No caso da impronúncia o processo vai ser arquivado, o que no Civil seria uma sentença terminativa. Antes da reforma era cabível RESE para todos os 4 casos. Com a reforma do CPP cabe o RESE no caso de pronuncia e desclassificação, mas no caso de impronuncia e absolvição sumária cabe apelação (que para o professor, as duas são sentenças e não interlocutória). ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – [email protected]

Direito Processual Penal III

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1 DIREITO PROCESSUAL PENAL III WANDER LUIS WANDEKOEKEN 29/07/2009 - quarta-feira Matria: Sentena; Coisa julgada; Recursos (esta matria ser cumulativa, ou seja, cair no 1 e 2 Bi); Aes de impugnao; Nulidades; Lei de execues penais (vai ser pouco falado, pois possui uma matria especfica, vai ser tratado somente quando se tratar de recurso). Bibliografia: Paulo Rangel Direito Processual Penal (melhor para o professor); Eugnio Pacelli Curso de Processo Penal; Torinho Filho Manual de Processo Penal (o que o professor menos gosta); Prova toda discursiva, em regra, com problemas, normalmente 6 ou 7 questes. SENTENA Conceito ato pelo qual o Juiz pe fim a etapa cognitiva ou executria (a partir do momento que tem sentena condenatria transitado em julgado a fase executria toda ex officio, o querelante no tem mais como interferir. Na fase executria existe deciso interlocutria que quando defere um indefere alguns pedidos, e tambm existe deciso que sentena, no caso, por exemplo, de o Juiz perceber a prescrio, acabando com o processo), resolvendo ou no o mrito. A finalidade de definir qual a natureza jurdica de uma deciso, por exemplo, o que sentena, deciso, despacho, saber qual o remdio recursal que pode utilizar. Mas, o CPP no possui uma sistemtica boa, pois no define bem o que sentena, deciso e etc. A apelao um recurso subsidirio, ou seja, aplicado quando no est incluso no rol do RESE. O jri possui 2 fases dentro da fase Cognitiva, as decises que acabam com a primeira fase so: pronncia (que leva ao plenrio), desclassificao, impronncia e absolvio sumria (todas eram impugnadas via recurso em sentido estrito). Mas toda a doutrina entendia que todas se tratavam de interlocutrias mistas, apesar do Cdigo utilizar o termo sentena de pronncia, de impronncia.... Todos os casos de absolvio eram resolvidos com sentena, mas o legislador optou para, neste caso (do jri), ser um recurso em sentido estrito, e no apelao. No caso da impronncia o processo vai ser arquivado, o que no Civil seria uma sentena terminativa. Antes da reforma era cabvel RESE para todos os 4 casos. Com a reforma do CPP cabe o RESE no caso de pronuncia e desclassificao, mas no caso de impronuncia e absolvio sumria cabe apelao (que para o professor, as duas so sentenas e no interlocutria). Art. 416, CPP. Contra a sentena de impronncia ou de absolvio sumria caber apelao. Art. 421, CPP. Preclusa a deciso de pronncia, os autos sero encaminhados ao juiz presidente do Tribunal do Jri. 1 Ainda que preclusa a deciso de pronncia, havendo circunstncia superveniente que altere a classificao do crime, o juiz ordenar a remessa dos autos ao Ministrio Pblico. (Na doutrina vai estar diferente, pois os doutrinadores no modificaram isso ainda. Isso no ser cobrado em prova). Classificao das sentenas: a) Condenatrias aquela que o juiz julga procedente a pretenso acusatria. b) Absolutrias (declaratrias) aquela que o juiz julga improcedente a pretenso acusatria. c) Constitutivas ou desconstitutiva/constitutiva negativa aquela que vai criar, extinguir ou modificar a situao jurdica de uma pessoa. Ex.: ao de reviso criminal (que a ao rescisria do cvel, ou seja, para desconstituir uma sentena ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

2 condenatria que j transitou em julgado. Vai desconstituir um julgado e depois vai constituir um novo julgamento). Ex.: Habeas Corpus para trancar/arquivar inqurito policial ou ao penal/processo. d) Mandamentais Ex.: Mandado de Segurana, Habeas Corpus (quando pede ao tribunal a sua liberdade por excesso de prazo, por exemplo). Outras classificaes doutrinrias: e) Sentena vazia aquela desprovida de fundamentao (sentena nula, pois precisa ter fundamentao, relatrio e dispositivo, salvo juizado que no precisa do relatrio). f) Sentena suicida a sentena em que no h a devida correlao entre a fundamentao e o dispositivo. Se no sanvel via recurso de Embargos de Declarao com efeito infringente torna-se uma sentena nula. g) Sentena autofgica a sentena em que na fundamentao o juiz acena com o reconhecimento de um fato tpico, antijurdico e culpvel, porm com permisso legal, no dispositivo deixa de aplicar a pena, ou extingue a punibilidade. Ex.: art. 180, CP Receptao, pena de 1 a 4 anos, mas o Juiz entende que foi culposo, e a pena de 1 ms a 1 ano. E o juiz percebe que j prescreveu, mesmo sendo o fato tpico, antijurdico e culpvel, mas est extinta a punibilidade. A fundamentao contraditria com o dispositivo, a fundamentao condenatria, mas o dispositivo extinguindo a punibilidade (sentena declaratria de extino da punibilidade). Ex.: Perdo Judicial Smula 18, STJ A sentena concessiva do perdo judicial e declaratria da extino da punibilidade, no subsistindo qualquer efeito condenatrio. A sentena absolutria imprpria aquela que o Juiz absolve o acusado, mas aplica-lhe medida de segurana 31/07/2009 - sexta-feira SENTENA PENAL Requisitos Formais da Sentena (art. 381, CPP) a falta de qualquer destes termos torna a sentena nula (art. 564, III do CPP, a nica exceo que o relatrio dispensvel no juizado especial). I. Relatrio diz quais so as teses de acusao e defesa, quais provas produzidas, quais diligncias e etc., ou seja, tudo que aconteceu no processo. II. Fundamentao (art. 93, IX, CF) a exteriorizao do convencimento do juiz ( qual a tese que o Juiz escolheu e o porqu do seu julgamento). Tem como fazer um controle difuso sobre a acusao da atividade judiciria, e a parte do processo tem como saber qual a base da fundamentao do juiz caso queira recorrer, da mesma forma o Tribunal precisa saber da fundamentao caso o processo suba. III. Dispositivo quando o juiz diz realmente qual a deciso, e se for sentena condenatria faz a dosimetria da pena, e ainda, no caso de indenizao, fica o quantum mnimo devido. Princpio da correlao entre imputao e sentena (naha mihi factum dabo tibi jus narra-me o fato que eu te direi o direito) a sentena que o juiz vai prolatar tem que ser de acordo com o fato narrado/apresentado, e no ao que foi capitulado. A capitulao no a parte mais importante, pois o juiz no se vincula, todavia o fato narrado o mais importante. Ex.: FATO REAL/DA FATO CAPITULAO/TIPIFIC SENTENA VIDA NARRADO AO Art. 168, CP Art. 168, CP Art. 171, 3, CP O juiz pode discordar do apropriao apropriao estelionato contra crime capitulado, e julgar de indbita. indbita. entidade de direito acordo com o fato narrado pblico. (emendatio libelli) Art. 303, CTB Art. 303, CTB. Art. 303, , CTB 6m a O juiz pode remeter para o 6m a 2 anos 2 anos + 1/3 (Justia Juizado se entender que o (Juizado comum) crime no o capitulado, Especial). dizendo que incompetente. Emendatio Libelli (art. 383, CPP) a correo do juiz na capitulao da pea inicial feita contra o ru. ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

3 Art. 383, CPP. O juiz, sem modificar a descrio do fato contida na denncia ou queixa, poder atribuir-lhe definio jurdica diversa, ainda que, em conseqncia, tenha de aplicar pena mais grave. O juiz condenou pelo crime errado conforme a capitulao, e somente o Ru recorreu, neste caso, no pode agravar a pena (art. 617), ou seja, s cabe a modificao para benefcio do ru. Art. 617, CPP. O tribunal, cmara ou turma atender nas suas decises ao disposto nos arts. 383, 386 e 387, no que for aplicvel, no podendo, porm, ser agravada a pena, quando somente o ru houver apelado da sentena. (proibio da reformatio in pejus). 05/08/2009 - quarta-feira Emendatio Libelli art. 383, CPP. Mutatio Libelli art. 384, CPP. Fato Real art. 168, CP Fato Real art. 168, CP Fato Narrado art. 168, CP Fato Narrado art. 155, CP Capitulao art. 171, CP Capitulao art. 155, CP Sentena art. 168, CP. A emendatio Libelli pode ocorrer tanto em ao penal pblica quanto em ao penal privada. Sentena o fato real e o narrado tm que estar de acordo (pois se o juiz julgar pelo crime errado a sentena nula, pois o julgamento foi extra petita).

Mutatio Libelli Ex.: o crime de apropriao indbita, mas o Autor narra como furto, assim, o promotor vai capitular de acordo com o fato narrado. E o Juiz julga conforme o fato narrado e a capitulao, condenando por fato que o Ru no cometeu. Mas, se condenar pela apropriao indbita ele estar condenando por um crime que no foi narrado e que o Ru no se defendeu (sentena extra petita, ou seja, nula). Assim, este problema deve ser resolvido antes da sentena. O Promotor quando perceber o equvoco deve parar a AIJ (pois, normalmente ele percebe isso na Audincia, no momento do depoimento do Ru, e das testemunhas), para que ele adite a inicial, pois o fato narrado no o fato real, para que depois ele possa sentenciar. Sm. 453, STF - No se aplicam segunda instncia o artigo 384 do Cdigo de Processo Penal, que possibilitam dar nova definio jurdica ao fato delituoso, em virtude de circunstncia elementar no contida, explcita ou implicitame nte, na denncia ou queixa. (pois haveria supresso de instncia). Sm. 160, STF - nula a deciso do Tribunal que acolhe, contra o ru, nulidade no argida no recurso da acusao, ressalvados os casos de recurso de ofcio. O Tribunal fica de mos atadas, pois s resta absolver (desde que o advogado de defesa fique quieto e no pea nada, s espere). O Juiz pode aplicar o art. 28, CPP, ou seja, remeter ao Procurador-geral, caso haja discordncia entre ele e o Promotor, por ser questo de ordem pblica. Art. 384, CPP. Encerrada a instruo probatria, se entender cabvel nova definio jurdica do fato, em conseqncia de prova existente nos autos de elemento ou circunstncia da infrao penal no contida na acusao, o Ministrio Pblico dever aditar a denncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ao pblica, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente. 1 No procedendo o rgo do Ministrio Pblico ao aditamento, aplica-se o art. 28 deste Cdigo. 2 Ouvido o defensor do acusado no prazo de 5 (cinco) dias e admitido o aditamento, o juiz, a requerimento de qualquer das partes, designar dia e hora para continuao da audincia, com inquirio de testemunhas, novo interrogatrio do acusado, realizao de debates e julgamento. 3 Aplicam-se as disposies dos 1 e 2 do art. 383 ao caput deste artigo. 4 Havendo aditamento, cada parte poder arrolar at 3 (trs) testemunhas, no prazo de 5 (cinco) dias, ficando o juiz, na sentena, adstrito aos termos do aditamento. 5 No recebido o aditamento, o processo prosseguir. ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

4 A mutatio libelli pode ocorrer tanto em uma ao pblica, como em uma privada subsidiria da pblica (uma pblica em que o MP no agiu no prazo. Queixa no art. 384, no sentido de privada subsidiria). Se for uma queixa (ao penal privada). Ex.: o fato narrado foi o art. 215, CP (posse sexual mediante fraude 1 a 3 anos), mas a testemunha narrou o fato do art. 213, c/c 224, c, CP (6 a 10 anos crime hediondo estupro quando a pessoa no pode oferecer resistncia). Assim, o juiz no condena pelo crime do art. 215, pois no foi o crime que o Ru cometeu, nem pelo art. 213, pois o Ru no se defendeu deste crime, sendo assim, no cabe mutatio libelli, pois s cabe na ao pblica e privada subsidiria, sendo assim, o Juiz absolve. Tem prazo decadencial de 6 meses para entrar com nova queixa, e provavelmente j ocorreu a decadncia. H uma grande crtica por que o Cdigo excluiu a ao penal privada. E no se aplica analogia, pois foi uma opo voluntria do legislador. Grande parte dos autores, dizem que quando surgir um fato novo faz aplicao da mutatio libelli, mas est errado, pois no existe fato novo, o fato real sempre existiu. Ex.: se o fato real o art. 213 (estupro) + art. 121, 2, V, CP (homicdio para ocultar outro crime), mas ningum sabe do estupro, e o fato narrado e a capitulao o art. 121, caput (homicdio comum). Quando se descobre o estupro, no cabe mutatio libelli, pois isso no fato novo, apenas outro fato. Pode ser aditado o processo que ser recomeado antes da sentena, o problema que muitas vezes j ocorreu a prescrio. A melhor sada para o MP fazer nova denncia, e pedir para correr junto com o outro processo (por dependncia), mas no trava o outro processo, corre separado. Assim, se ocorrer de prescrever um dos crimes que seja o mais leve, por isso tem que analisar qual a pior pena. 06/08/2009 - quinta-feira Art. 385, CPP o juiz pode, discordando do MP, condenar o Ru mesmo com pedido e absolvio. (na prtica os Juzes aplicam isso, mas existem cabeas inovadoras que discordam, e que o Juiz deve absolver). SENTENA ABSOLUTRIA julga improcedente a pretenso acusatria. Art. 386, CPP. O juiz absolver o ru, mencionando a causa na parte dispositiva, desde que reconhea: I - estar provada a inexistncia do fato; (prova de que o fato no existiu) II - no haver prova da existncia do fato; (falta de prova quanto existncia do fato) III - no constituir o fato infrao penal; (fato no constitui infrao penal) IV estar provado que o ru no concorreu para a infrao penal; (prova de que o Ru no concorreu para a infrao) V no existir prova de ter o ru concorrido para a infrao penal; (falta de prova quanto a participao ou autoria do Ru) VI existirem circunstncias que excluam o crime ou isentem o ru de pena (arts. 20, 21, 22, 23, 26 e 1 do art. 28, todos do Cdigo Penal), ou mesmo se houver fundada dvida sobre sua existncia; (existncia de circunstncia que exclua o crime ou isente o Ru de pena ou dvida quanto existncia destas) VII no existir prova suficiente para a condenao. (falta de prova para a condenao) Conseqncias (no cvel) da sentena absolutria: No Cvel: I O Juiz no pode dizer que o fato existiu, as portas do cvel esto fechadas para a vtima (torna-se imutvel, no h como discutir isso no cvel); I e IV fechados por completo as portas do cvel (Inc. I e IV). III depende de qual o fato, se for ilcito civil por ingressar no cvel, se no for ilcito civil no pode ser discutido no cvel. VI depende, por exemplo, se era legitima defesa real ou putativa, a real deixa as portas do cvel fechadas, mas a putativa, pode ingressar no cvel, e da mesma maneira com as outras excludentes etc. E quando h legtima defesa real que atinge terceiro o terceiro pode entrar no cvel. II, V e VII portas do cvel totalmente abertas. ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

5 Quando h o transito em julgado no h como discutir mais o caso, mesmo que apaream novas provas, pois faz coisa julgada formal e material... V Se o Ru est sendo processado como autor de um crime, mas for absolvido por falta de provas, e depois descobre-se que ele foi o partcipe, mesmo tendo coisa julgada, pode haver um novo processo, pois o fato outro. Outras conseqncias: Art. 386, Pargrafo nico Na sentena absolutria, o juiz: I - mandar, se for o caso, pr o ru em liberdade; (priso preventiva) II ordenar a cessao das medidas cautelares e provisoriamente aplicadas; (seqestro, arresto, hipoteca legal...) III - aplicar medida de segurana, se cabvel. 07/08/2009 - sexta-feira SENTENA CONDENATRIA Julga procedente a pretenso acusatria. Requisitos Formais: I Relatrio II Fundamentao III Dispositivo Sistema trifsico Nelson Hungria (arts. 59 e 68, CP): 1 Circunstncias judiciais (arts. 59 e 68, 1 parte CP) 2 Circunstncias atenuantes e agravantes (art. 68, 2 parte, CP) 3 Causas de diminuio e aumento de pena (art. 68, in fine, CP) de 1/3. Nesta fase pode aumentar a pena acima do mximo, ou diminu-la abaixo do mnimo. 1 FASE: Circunstncias Judiciais Art. 59, CP (no h previso legal de quanto deve ser aumentada ou diminuda a pena): Culpabilidade (qual a reprovao social para a conduta praticada); Antecedentes (tem parmetros a serem observados: Existe a prescrio da reincidncia, que de 5 anos; O menor de idade quando a atinge a maior idade tem seu passado apagado); Conduta social (como ele visto na sociedade); Personalidade (se agressivo...); Motivos (por que cometeu o crime?); Circunstncias do crime; Conseqncias (a nica que desfavorvel para o Ru); Comportamento da vtima (vitimologia. o nus da participao da vtima no delito). Ex.: Art. 312, CP Peculato 02 a 12 anos. Aps a analise da primeira fase o Juiz fixa 6 anos. 2 FASE: Circunstncias atenuantes e agravantes A doutrina entende que a pena deve ser aumentar/diminuda de 1/6 em cada atenuante/agravante. Ex.: Era menor de 21 anos... a pena foi diminuda para 5 anos e 4 meses. 3 FASE: Causas de aumento e diminuio de pena. Ex.: art. 121, 1 (1/3) c/c art. 14, II, CP (1/3 a 2/3) Redues obrigatrias Se at a segunda fase o Juiz fixou 6 anos de pena, com a 1 diminuio de 1/3 a pena vai para 4 anos, ento depois, faz a 2 diminuio de 2/3 . No pode fazer as 2 diminuies juntas, tem que ser feitas por partes. Ex.: o agente cometeu os seguintes crimes em concurso material: Art. 121, 2, V, CP 18 anos; Art. 213, CP 8 anos; Art. 211, CP 2 anos; O somatrio das penas d 28 anos. Essa sentena denominada de: Sentena Objetivamente Complexa. 12/08/2009 - quarta-feira ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

6 Ex.: Art. 69, CP (concurso material) Art. 121, 2, V, CP 12 a 30 anos (analisa as 3 fases) 18 anos. + Art. 213, CP 06 a 10 anos (analisa as 3 fases) 08 anos. + Art. 211, CP 01 a 03 anos (analisa as 3 fases) 02 anos. (se esse crime prescrever, por exemplo, diminui no somatrio das penas a pena dele. Ficando o total em 26 anos) Total da soma das penas: 28 anos. Art. 129, 2, IV, CP 02 a 08 anos o juiz condena a 06 anos (se fosse utilizar a regra do concurso formal e aumentasse a pena de 1/6, ele aumentaria de 1 ano, e pode ser que ele no desse 1 ano no outro crime, ento quando o Juiz perceber que no mais benfico para o Ru, ele utiliza a regra do concurso material. Continua sendo concurso formal, mas utilizando a regra do concurso material) + Art. 129, caput, CP 03 m a 01 ano o juiz condena a 8 meses. Art. 129, 1, II, CP 01 a 05 anos o juiz condena a 3 anos (1/6 de 3 anos 6 meses, assim a pena seria menor do que a que ele iria aplicar neste exemplo para o segundo crime, sendo assim, ele utiliza a regra do concurso formal) a prescrio para este crime de 08 anos. Para o 2 crime de 1 ano. Se o juiz simplesmente fizer o aumento e no disser de quanto a pena do segundo crime a prescrio vai incidir sobre a pena mxima que de 1 ano, e a prescrio seria de 4 anos. O que menos benfico para o Ru. Ou seja, muito importante que conste na sentena qual a pena do 2 crime, mesmo que seja utilizada a regra do aumento de 1/6 do art. 70. + Art. 129, caput, CP 03 m a 01 ano o juiz condena a 8 meses.

Ex.: Art. 70, CP (concurso formal) instituto benfico para o ru

Ex.: Art. 70, CP (concurso formal)

Prescrio da pretenso executria quando ocorre a prescrio aps o transito em julgado, sem o Ru ser preso. Art. 387, CPP. O juiz, ao proferir sentena condenatria: I - mencionar as circunstncias agravantes ou atenuantes definidas no Cdigo Penal, e cuja existncia reconhecer; II - mencionar as outras circunstncias apuradas e tudo o mais que deva ser levado em conta na aplicao da pena, de acordo com o disposto nos arts. 59 e 60 do Decreto-Lei n 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Cdigo Penal; Art. 59, CP - O juiz, atendendo culpabilidade, aos antecedentes, conduta social, personalidade do agente, aos motivos, s circunstncias e conseqncias do crime, bem como ao comportamento da vtima, estabelecer, conforme seja necessrio e suficiente para reprovao e preveno do crime: I - as penas aplicveis dentre as cominadas; (dosimetria) II - a quantidade de pena aplicvel, dentro dos limites previstos; (unificao) III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; (regime de cumprimento) IV - a substituio da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espcie de pena, se cabvel. (substituio, se cabvel) Art. 60, CP - Na fixao da pena de multa o juiz deve atender, principalmente, situao econmica do ru. 1 - A multa pode ser aumentada at o triplo, se o juiz considerar que, em virtude da situao econmica do ru, ineficaz, embora aplicada no mximo. ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

7 Multa substitutiva 2 - A pena privativa de liberdade aplicada, no superior a 6 (seis) meses, pode ser substituda pela de multa, observados os critrios dos incisos II e III do art. 44 deste Cdigo. III - aplicar as penas de acordo com essas concluses; IV - fixar valor mnimo para reparao dos danos causados pela infrao, considerando os prejuzos sofridos pelo ofendido; (no opo do juiz. Faz parte da sentena, mas no um clculo detalhado s um mnimo. A parte no precisa pedir, o Juiz tem que fazer) V - atender, quanto aplicao provisria de interdies de direitos e medidas de segurana, ao disposto no Ttulo Xl deste Livro; (NO EXISTE MAIS) VI - determinar se a sentena dever ser publicada na ntegra ou em resumo e designar o jornal em que ser feita a publicao (art. 73, 1, do Cdigo Penal). (ficou prejudicado. A sentena pblica a partir do momento em que a sentena for registrada e juntada aos autos). Pargrafo nico. O juiz decidir, fundamentadamente, sobre a manuteno ou, se for o caso, imposio de priso preventiva ou de outra medida cautelar, sem prejuzo do conhecimento da apelao que vier a ser interposta. 14/08/2009 - sexta-feira (Matria do Danilo D8NA e pegar a da Mnica para complementar) SENTENA CONDENATRIA (Continuao) Requisitos formais do dispositivo da sentena condenatria 1 Passo Julga procedente a pretenso acusatria fazendo o enquadramento jurdico; 2 Passo Faz dosimetria da pena em quantidade necessria e suficiente para reprovao e preveno do crime (individualizao da pena) 3 Passo Aplicar o regime inicial de cumprimento da pena; (o juiz da causa e no o da execuo), (Ru condenado em Vitria pelo Art. 158, CP, 04 anos Regime aberto; e em VV pelo Art. 157, CP 04 anos Regime Aberto; os Juzes de VIT e VV iro emitir a guia para o Juiz de execuo que ir unificar as penas, passando o ru a regime fechado) 4 Passo Substituir a pena privativa por restritiva, por pena restritiva de direito (se couber Art. 44, CP crimes sem violncia contra a pessoa) Vem depois da aplicao de regime, por que se o ru no cumprir os requisitos da substituio, ele dever cumprir o regime fixado previamente, pois se no o juiz de conhecimento deveria se manifestar novamente. Art. 44- As penas restritivas de direitos so autnomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade no superior a 4 (quatro) anos e o crime no for cometido com violncia ou grave ameaa pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o ru no for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstncias indicarem que essa substituio seja suficiente. 5 Passo No sendo cabvel o 4 passo, aplicar o Sursis ao ru (Art. 77 e seguintes do CP) Condenado por Pena inferior a 2 anos, e se aplica em qualquer crime. No cabendo a substituio da pena (item anterior) aplicar o sursis na forma do art. 77 e seguintes do CP (se couber). Sursis Pena de at 2 anos. Art. 77 - A execuo da pena privativa de liberdade, no superior a 2 (dois) anos, poder ser suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos, desde que: I - o condenado no seja reincidente em crime doloso; II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstncias autorizem a concesso do benefcio; III - No seja indicada ou cabvel a substituio prevista no art. 44 deste Cdigo. 1 - A condenao anterior a pena de multa no impede a concesso do benefcio.

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8 2 - A execuo da pena privativa de liberdade, no superior a 4 (quatro) anos, poder ser suspensa, por 4 (quatro) a 6 (seis) anos, desde que o condenado seja maior de 70 (setenta) anos de idade, ou razes de sade justifiquem a suspenso 6 Passo Fixar o valor mnimo da indenizao vitima (se houver vtima); 7 Passo Decretar o Perdimento dos instrumentos do Crime (em favor da Unio), bem como dos objetos cuja posse, guarda, deteno, uso, fabrico, etc., configurem ilcito penal - (ressalvados direitos de terceiros de boa f); 8 Passo Determinar a alienao Pblica dos bens seqestrados; (vai praa ou leilo) se tiver vitima especifica vai pra ela, se no tiver vai pra unio; O seqestro ocorre quando o bem proveito do crime. O seqestro do bem determinado e alienado pelo juiz penal. Ex. Afonso, dirigindo um carro, atropela uma pessoa, sendo que posteriormente o bem ser seqestrado, para posterior indenizao vtima. O arresto e a hipoteca legal, no tem origem no crime. Neste caso, quem faz a restrio do bem o juiz penal, porm quem vende o juiz cvel. 9 Passo Condenar o Ru ao pagamento das custas do processo; Quem executa o ru, no que tange as custas do processo a procuradoria do Estado. 10 Passo P.R.I. (Publicar, Registrar e Intimar). Data e assina. RECURSO 1) Conceito: Remdio voluntrio, idneo a ensejar dentro do mesmo processo, a reforma, a invalidao, o esclarecimento ou a integrao da deciso impugnada (Jos Carlos Barbosa Moreira). Recurso de ofcio: O Legislador est querendo referir-se a Remessa Necessria, uma condio de eficcia da Sentena no plano jurdico, no tendo qualquer efeito at a nova anlise do TJ. No existe nesse caso, o princpio da refortio in pejus, pois apenas uma continuidade de um mesmo empreendimento. Remessa Necessria uma forma de exercer o controle do rgo jurisdicional superior para a deciso proferida no rgo inferior. uma condio para que a sentena surta seus efeitos. A sentena do Tribunal pode prejudicar o ru, melhorar sua situao ou manter a deciso do juzo de primeiro grau. No se aplica o Princpio da Proibio da Reformatio in pejus. Hipteses: (CPP) Art. 574. Os recursos sero voluntrios, excetuando-se os seguintes casos, em que devero ser interpostos, de ofcio, pelo juiz: I - da sentena que conceder habeas corpus; II - da que absolver desde logo o ru com fundamento na existncia de circunstncia que exclua o crime ou isente o ru de pena, nos termos do art. 411. (EST REVOGADO TACITAMENTE) Art. 746. Da deciso que conceder a reabilitao haver recurso de ofcio. OBS: Parte da Doutrina sustenta de qualquer forma, mesmo nestes casos, no a recepo pela Constituio Federal, pois no existia em 41 a figura do MP, cabendo hoje ao MP a titularidade e guarda da Ao Penal, no sendo necessria que outro juiz faa o controle; como segundo argumento a Remessa Necessria deveria ser ao contrario, existindo a favor do ru e no contra ele, violando o princpio da isonomia uma vez que se conclui que o Ru culpado; (mais na prtica se aplica.) 19/08/2009 - quarta-feira 2) Natureza jurdica do recurso: desdobramento da relao jurdica at ento formada em outro nvel da jurisdio/da hierarquia jurisdicional (Juiz deu uma Sentena, e ela foi absolvendo, o MP Apelou, e o TJ deu provimento ao Recurso, condenando automaticamente o Ru, devendo o relator fazer a dosimetria). Ressalva feita aos Embargos Declaratrios, cujo julgamento pertence ao mesmo rgo que proferiu a deciso impugnada. 3) Classificao dos Recursos: a) Recursos Ordinrios (em sentido lato) impugnao das questes fticas (prova testemunhal, pericial...) e de direito (violao do artigo 44, CP, por exemplo): Apelao RESE (Recurso em Sentido Estrito) ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

9 Agravo em execuo Embargos infringentes Recurso Ordinrio Constitucional Etc. b) Recursos Extraordinrios (em sentido lato) impugnao das questes de direito (no pode apreciar questes fticas): RESP STJ RE STF Sm. 282, STF - inadmissvel o recurso extraordinrio, quando no ventilada, na deciso recorrida, a questo federal suscitada. Sm. 211, STJ Inadmissvel recurso especial quanto questo que, a despeito da oposio de embargos declaratrios, no foi apreciada pelo tribunal "a quo". c) Recursos Totais ou Plenos quando toda a deciso impugnada. d) Recursos Parciais quando impugnada apenas parte do contedo decisrio. Ex.: o Juiz aplica uma pena de 4 anos, que eu fico satisfeito, mas ele substituiu a pena por restritiva de direitos, o que eu no concordei, ento eu recorro apenas desta segunda parte, sendo um recurso parcial. Se o Tribunal entender que a pena baixa ou alta, ele no pode mexer se eu no pedi, est vinculado ao meu pedido. e) Recurso subsidirio e supletivo (doutrina e jurisprudncia entendem que se aplica a qualquer recurso, mas o CC colocou dentro de apelao no art. 598, CPP) quando o MP no apela (possui prazo de 5 dias), e a prpria vtima se manifesta/recorre (a jurisprudncia entende que os 15 dias para a vtima que no foi assistente no processo ou seja, no tem advogado, pois no est preparada no processo; e o prazo 5 dias para a vtima que assistente). Art. 598, CPP. Nos crimes de competncia do Tribunal do Jri, ou do juiz singular, se da sentena no for interposta apelao pelo Ministrio Pblico no prazo legal, o ofendido ou qualquer das pessoas enumeradas no art. 31, ainda que no se tenha habilitado como assistente, poder interpor apelao, que no ter, porm, efeito suspensivo. Pargrafo nico. O prazo para interposio desse recurso ser de quinze dias e correr do dia em que terminar o do Ministrio Pblico. f) Apelao supletiva uma subdiviso da apelao subsidiaria. Ocorre quando o MP recorreu parcialmente, e na parte que no recorreu a vtima est inconformada, assim ela recorre da parte estante em 5 dias. Divergncia: Quando o ru absolvido ningum discorda que a vtima pode recorrer, pois no possui o ttulo executivo. E tambm no h divergncia de que se o ru for condenado pode executar no cvel. evidente que a vtima possui interesse em recorrer quando no h a condenao. O promotor que pediu absolvio no pode tentar manejar um recurso, pois vai faltar interesse recursal. Mas, e quando condenada a uma pena mnima, a vtima ainda tem interesse em recorrer? (uns entendem que s pelo fato de condenar, j possui ttulo executivo, e isso que a vtima quer e no h interesse da vtima em recorrer; mas outros entendem que a vtima quer buscar fazer Justia, e que s o titulo executivo no basta). Esta que a discusso. Denncia Recebimento Citao Defesa prvia A.I.J. (oitiva da vtima, testemunha de acusao, de defesa, perito e etc. e interrogatrio). (a mudana dessa ordem pode acarretar o recurso por violar art. 400, CPP RESP STJ, e art. 5, LV, CRFB RE STF violao da ampla defesa e do contraditrio). 20/08/2009 - quinta-feira Exerccio. 21/08/2009 - sexta-feira ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

10 Princpios Gerais dos Recursos: 1) Taxatividade tem que haver previso legal do recurso para atacar tal deciso. Ex.: no existe agravo de instrumento no processo penal. Ex.: Art. 581, CPP todos os casos em que cabe RESE. 2) Voluntariedade todo recurso tem que ser impulsionado por uma das partes, que vo recorrer se quiserem, ou seja, no so obrigadas, nem mesmo o MP. 3) Fungibilidade receber um recurso por outro quando houver erro/equvoco quanto interposio do recurso correto. Entretanto, deve-se observar o prazo do recurso correto. Ex.: se o advogado entrar com uma apelao alegando obscuridade (deveria entrar com embargos de declarao), o Juiz vai receber normalmente, desde que seja impetrado com o prazo do recurso correto (no caso 02 dias). Ou seja, o nome que a parte deu ao recurso no importa. RESE 05 dias pea de interposio + 02 dias pea de razes Apelao 05 dias pea de interposio + 08 dias pea de razes No Cvel as 2 peas vo juntas/so casadas. No processo penal pode impetrar apenas com a primeira pea. A Lei diz que podem ser peas separadas e at mesmo com datas separadas. No existe preparo na ao penal pblica, s na privada. Depois da pea de interposio o juiz tem que dar uma deciso simples, e com isso demora para sair a intimao e os outros dias (2 para RESE e 8 para apelao) acabam se tornando mais dias, pois demora para o juiz decidir e demora para ocorrer a intimao do advogado para apresentar as razes do recurso. O recurso vai ser apreciado com ou sem razes. O prazo para as razes um prazo imprprio pois no gera conseqncias. O MP tem que apresentar razes, pois, na falta de razes como se ele desistisse e ele no pode desistir do recurso. O que fixa a tempestividade do Recurso a pea de interposio, se essa pea for fora do prazo no tem como apresentar recurso mais. No processo penal os Embargos Declaratrios tem que ser interpostos em 2 dias. No processo penal a defesa pode ser genrica (negativa geral). Ou seja, o recurso no precisa, necessariamente, de razes, pois fica como uma impugnao genrica. 4) Unirrecorribilidade para cada contedo decisrio cabe apenas um recurso. Art. 155, CP 01 a 04 anos 02 anos sem SURSIS. Ex.: O ru recorre de ser condenado (o recurso seria APELAO) e de no ter o SURSIS (o recurso seria o RESE art. 581. Sempre que enfrentar o mrito no cabe RESE) o correto apelar e enfrentar os dois contedos com apenas 1 recurso, pois a apelao que enfrenta sentena condenatria (art. 593). Art. 155, 4, III, CP (furto qualificado) 02 a 08 anos 04 anos sem substituio por restritiva. Ex.: O Ru apela requerendo a desclassificao para furto simples, bem como a substituio por restritiva. 1 Cmara Criminal: 1) Relator nega provimento. 2) Revisor nega provimento. 3) Vogal nega provimento substituio, mas concede desclassificao. Em relao desclassificao cabe Embargos Infringentes (basta que tenha divergncia j cabe esse recurso). Em relao negativa da substituio cabe RESP (pois foi unnime). Isso no exceo da unirrecorribilidade, pois tem um duplo contedo decisrio, e para cada contedo tem 1 recurso. Ex.: (EXCEO) Se a mesma deciso infringir o art. 400, CPP e o art. 5, LV, CRFB. Os 2 casos sero impugnados por apelao, mas caso seja negado no art. 400 do CPP, deve recorrer com o RESP STJ; e no caso do art. 5, LV, CRFB deve recorrer com o RE. 5) Converso o rgo que recebeu erradamente o recurso encaminha de ofcio ao rgo competente para apreci-lo. ( como se fosse uma fungibilidade relativa ao rgo julgador e no ao recurso). No caso de enderear o recurso para o local errado. ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

11 26/08/2009 quarta-feira 6) Princpio da proibio da reformatio in pejus direta (1 exemplo) e indireta (2 exemplo) no h reviso pro-societ. Se a acusao no recorrer h o transito em julgado para a acusao. E seja qual for a deciso do juiz de 1 grau, se a acusao no recorrer a sentena no pode ser modificada para pior, ou seja, agravada. O tribunal no pode piorar a situao do ru quando apenas a defesa tiver recorrido. Mesmo se houver um erro grave Juiz. A proibio plena mesmo tendo havido mero erro material. Art. 617, CPP. O tribunal, cmara ou turma atender nas suas decises ao disposto nos arts. 383, 386 e 387, no que for aplicvel, no podendo, porm, ser agravada a pena, quando somente o ru houver apelado da sentena. Ex.: Reformatio in pejus direta o prprio tribunal modifica a sentena. Art. 157, caput, CP 04 a 10 anos sentena 04 anos de recluso com substituio da pena por restritiva intimao das partes: MP no recorre ocorre o transito em julgado para o MP; Ru apelao; Ex.: Reformatio in pejus indireta quando o tribunal invalida algum ato, e o juzo de 1 grau tem que dar uma nova sentena, mas a sentena nula tem que ser usada de parmetro mnimo, ou seja, no pode proferir uma sentena pior para o Ru. Art. 157, caput, CP 04 a 10 anos sentena 04 anos de recluso com substituio por restritiva de direito (no cabe essa substituio neste caso) intimao das partes: MP no recorre Ru apelao (com 3 pedidos alternativos): - Nulidade por cerceamento de defesa (o juiz negou alguma diligncia) violao do art. 5, LV, CF o acrdo pode invalidar os atos e o processo tem que ser refeito; A reformatio in pejus INDIRETA ocorre quando quem vai proferir a nova sentena o prprio juiz que proferiu a primeira sentena, na nova sentena ele tem que se limitar sentena nula, mesmo esta no produzindo efeitos. - Desclassificao para o art. 155, CP o acrdo pode reformar; - Diminuio da pena pelo art. 14, II, CP o acrdo pode reformar; Indireta existiam excees: A primeira exceo que havia para essa regra era no caso do tribunal do jri, e quando houvesse anulao de todo o processo (desde o recebimento da denncia): Ex.: Art. 121, 2, II, CP pronncia, no plenrio o jri entendeu que era o art. 121, caput, CP e o juiz proferiu uma sentena condenatria de acordo com o entendimento do jri. Mesmo havendo erro injudicando caso de anulao, a vai para um novo julgamento no jri e com novos jurados. A doutrina sempre construiu essa hiptese de exceo, pois os novos jurados tambm possuem autonomia como os outros. Todavia, o STF deu uma deciso (informativo 542) um habeas corpus 89544/RN, e nesse julgado entendeu que esse novo julgamento, os jurados ate podem reconhecer uma qualificadora que no tinha sido reconhecida, mas na hora de o juiz fazer a dosimetria da pena, deveria se vincular pena aplicada anteriormente. Ou seja, esse princpio seria aplicado tambm no caso de jri. Ou seja, no existe mais exceo da reformatio in pejus (em nenhum caso). 1) Princpio da reformatio in mellius Se a defesa no recorreu tem o transito em julgado para a defesa. Poderia melhorar a situao do Ru, quando s a acusao recorre? Hipoteticamente no poderia, esse o entendimento do STF pelo princpio do tantum devolutum quantum appelatum julgamento citra, extra ou ultra petita, entendimento tambm do Mirabete. Esse um entendimento antigo (1993), no houve manifestao atual do STF sobre o assunto. J o STJ entende que inaplicvel ao penal, pois o que no est proibido est permitido, ou seja, no est expresso em Lei como o caso da proibio da reformatio in pejus, sendo assim, no proibido ( o entendimento do STJ e de todo o restante da doutrina). ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

12 Art. 617, CPP. O tribunal, cmara ou turma atender nas suas decises ao disposto nos arts. 383, 386 e 387, no que for aplicvel, no podendo, porm, ser agravada a pena, quando somente o ru houver apelado da sentena. 28/08/2009 - sexta-feira Efeitos dos recursos: a) Devolutivo prprio de todo e qualquer recurso. Devolve ao mesmo rgo ou a outro rgo para reapreciao da questo. Se for sentena absolutria sempre ter efeito devolutivo tem que ser executada de imediato. Art. 597, CPP. A apelao de sentena condenatria ter efeito suspensivo, salvo o disposto no art. 393, a aplicao provisria de interdies de direitos e de medidas de segurana (arts. 374 e 378), e o caso de suspenso condicional de pena. Art. 393, CPP. So efeitos da sentena condenatria recorrvel: I - ser o ru preso ou conservado na priso, assim nas infraes inafianveis, como nas afianveis enquanto no prestar fiana; II - ser o nome do ru lanado no rol dos culpados. O STF em 2008 no informativo 535 entendeu que o art. 597 c/c 393 do CPP no foram recepcionado pela CF, pois a regra que o efeito suspensivo. Isso quer dizer que ele no pode ser preso antes da sentena? No. No pode mandar prender somente por que ele foi condenado, ele pode ser preso desde que estejam presentes os requisitos da priso preventiva (arts. 312 e 313). b) Suspensivo A sentena (sem transito em julgado) no tem eficcia imediata no plano jurdico. a. Absolutria o efeito suspensivo nunca vai existir (a execuo ser sempre imediata). b. Condenatria ter sempre o efeito suspensivo. c) Regressivo a possibilidade do mesmo rgo que proferiu a deciso fazer a retratao. No direito civil a retratao ocorre normalmente com o agravo de instrumento, e no penal a retratao prpria do RESE. Ex.: o juiz que rejeita a denncia e o MP interpe o RESE, que como a apelao do cvel (art. 581, I, CPP), e antes de subir o processo volta concluso e a o juiz pode se retratar. d) Extensivo (art. 580) a possibilidade da deciso proferida no recurso de apenas um dos rus beneficiar outro que no recorreu desde que pautada em circunstncias de carter geral (no pode ser de carter pessoal). Ex.: 2 rus em um processo, condenados por um crime de roubo, 1 recorreu, e outro ficou satisfeito. O que recorreu, mostra que no h prova de que houve violncia um grave ameaa, e o juiz desclassifica o delito, se os rus so co-autores, desta forma injusto no estender os benefcios do outro ru. Ex.: a prescrio pode ser igual ou diferente (se, por exemplo, era menor de 16 anos, a prescrio corria para um e no corria para o outro maior). Art. 580, CPP. No caso de concurso de agentes (Cdigo Penal, art. 25), a deciso do recurso interposto por um dos rus, se fundado em motivos que no sejam de carter exclusivamente pessoal, aproveitar aos outros. Requisitos de admissibilidade dos recursos (juzo de prelibao) quando o tribunal conhece o recurso ele pode dar provimento ou negar provimento, quando no conhece acaba por a mesmo (e julgamento de conhecer ou no conhecer o recurso juzo de prelibao; no julgamento de dar ou no provimento juzo de delibao). O primeiro juzo de admissibilidade feito pelo rgo a quo (de primeiro grau). Depois tem o juzo do relator e depois da Cmara. Subjetivos: o Legitimidade para recorrer de quem parte no processo e a vtima que pode no ter sido parte no processo. O MP tem legitimidade como rgo de acusao e tambm para recorrer em favor do Ru. Porm, o MP no tem legitimidade para recorrer em favor do querelante em ao penal privada. (por que para o querelante oportunidade e convenincia). o Interesse aquele que sucumbente (este termo tem que ser mais amplo, possui um plus). O ru que foi absolvido por falta de provas (pode ter ao no ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

13 cvel) poderia recorrer para requerer que seja declarada a legitima defesa, e assim, fecham-se as portas do cvel. Se houver divergncia entre o ru e o advogado, o entendimento do STF entende que prevalece a vontade de quem quer recorrer, ou seja, o ru no ser prejudicado de forma alguma com o recurso (mesmo que prevalea a vontade do advogado e essa seja contrria do Ru). 02/09/09 - quarta-feira Objetivos: o Gerais Cabimento/adequao est ligado a taxatividade. Significa que para o recurso ser cabvel tem que examinar a deciso que quer impugnar e se existe uma previso legal de um recurso para aquela deciso. Existem hipteses em que aceito analogia, que pode ser usada quando a omisso do legislador for involuntria. Ex.: art. 581, CPP. i. Rejeita denncia ou queixa ( claro que essa excluso expressa de quando recebe a denncia, pois o legislador no mesmo artigo utilizou a expresso concede ou nega Habeas corpus, ou seja, no mesmo artigo ele colocou as 2 hipteses, e no outro inciso o legislador no colocou rejeita ou recebe). ii. Admite-se a analogia neste mesmo artigo no caso de rejeio de aditamento de denncia, apesar de no estar expresso no artigo, o aditamento tambm uma denncia, por isso cabe RESE caso seja rejeitada. Tempestividade: Apelao JECRIM 10 dias para as 2 peas. Apelao no CPP prazo de 05 + 08 dias. pea que define a tempestividade a primeira, ou seja, nos 05 dias. RESE prazo de 05 + 02 dias. pea que define a tempestividade a primeira, ou seja, nos 05 dias. Embargos de declarao 02 dias. Embargos infringentes 10 dias. Agravo em execuo 05 dias. Entre outros.... Inexistncia de fato impeditivo ou extintivo do direito de recorrer o MP pode at no recorrer, mas no pode desistir do recurso. Parte da doutrina entende que o MP pode renunciar ao recurso, mas no desistir (princpio da indisponibilidade da ao, ou seja, do recurso). Ex.: se o MP renunciar ao recurso, ele no pode recorrer mais, se recorrer isso ser um fato impeditivo do recurso. O Ru pode desistir do recurso (fato extintivo). No informativo n 537, o art. 594, CPP foi considerado inconstitucional, pelo Pleno, pelo HC 85961/SP. Motivao existem recursos que tem fundamentao vinculada (teoria da assero). Ex.: Tribunal do Jri fato e direito art. 593, III a e d (anulao); Juiz Togado Sentena art. 593, III b e c (reforma) Para recorrer tem que fazer razes, pois no ser conhecido, tem que mostrar a vinculao com o artigo. uma exceo. Ex.: RESP e RE tem que apontar qual a Lei que foi infringida. No basta mero inconformismo, pois o recurso no ser nem conhecido. Ex.: Embargos de Declarao tem que dizer o que est obscuro, contraditrio... o Especficos ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

14 Prequestionamento a questo j tem que ter sido ventilada para chegar ao STJ e STF. A questo j deve ter sido analisada para que no haja supresso de instncia. Repercusso geral da questo constitucional a anlise que vai fazer a questo fora do processo. Para que o Tribunal aprecie uma questo do ponto de vista social, econmico, poltico... vai ter efeitos erga omnes e no inter parts. Recursos em espcie a) Recurso em sentido estrito (RESE). a. Cabimento art. 581, CPP. i. Rejeita denncia ou queixa ( claro que essa excluso expressa de quando recebe a denncia, pois o legislador no mesmo artigo utilizou a expresso concede ou nega Habeas corpus, ou seja, no mesmo artigo ele colocou as 2 hipteses, e no outro inciso o legislador no colocou rejeita ou recebe). ii. Admite-se a analogia neste mesmo artigo no caso de rejeio de aditamento de denncia, apesar de no estar expresso no artigo, o aditamento tambm uma denncia, por isso cabe RESE caso seja rejeitada. Riscar no cdigo (pois foram revogados tacitamente): Art. 581, a palavra despacho. Inc. VIII o art. 397, inc. IV disse que a deciso do juiz que extingue a punibilidade pode ser feita atravs de uma sentena de absolvio sumria. Ento a lei equiparou uma sentena meramente declaratria de extino da punibilidade com uma sentena absolutria, que cabe recurso de Apelao. Incs. XI, XII, XVII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII a Lei 7.210/84 LEP, art. 197, diz que toda deciso da execuo penal deve ser impugnada por meio do Agravo em Execuo, antigamente era impugnado pelo RESE. Ou seja, destas decises cabe agravo em execuo, funciona igual o RESE, s mudou o nome. Inc. XXIV revogado pelo art. 51 do CP, pois no existe mais converso de multa em pena privativa, multa vai ser sempre multa. 09/09/09 - quarta-feira a) Recurso em sentido estrito (RESE). a. Cabimento art. 581, CPP. No h RESE no juizado especial criminal, l s cabe apelao. I - que no receber a denncia ou a queixa; (pode ser parcial ou total que vai caber do mesmo jeito. A lei 5.250 lei de imprensa dizia que quando o juiz recebe a denncia ou queixa cabia o RESE e quando rejeita caberia apelao, todavia, no comeo desse ano essa lei foi declarada inconstitucional); II - que concluir pela incompetncia do juzo; (quando o juiz de ofcio reconhece a incompetncia. No caso de desclassificao do jri cabe RESE, mesmo sendo um rol taxativo, pois neste caso, o juiz diz que no competente para a causa e cai neste inciso); III - que julgar procedentes as excees (cabveis no penal so: incompetncia, litispendncia, coisa, julgada, suspeio...), salvo a de suspeio; (precisa fazer exceo no processo penal? No. Pois pode fazer tudo em preliminar na pea de defesa. Salvo a de suspeio por que algo lgico, pois se o juiz se diz suspeito quem vai dizer que ele no ? No h lgica. Quem julga suspeio do juiz o Tribunal, o que seria via Resp. ou Re., ento no pode ser juiz. Quem julga a suspeio do MP o Juiz, todavia no cabe recurso algum pois os arts. 104 e 105 do CPP so claros em dizer que no sabe recurso); IV que pronunciar o ru; (a de impronncia no cabe, foi revogado. Cabe recurso do Ru e do MP); V - que conceder, negar, arbitrar, cassar ou julgar inidnea a fiana (no importa se contra o ru ou a favor do ru; ou seja, se recurso do MP ou do ru), indeferir requerimento de priso preventiva ou revog-la (se o juiz indefere o pedido do MP cabe RESE, mas se o juiz ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

15 conceder a priso preventiva cabe HC do ru), conceder liberdade provisria ou relaxar a priso em flagrante; VII - que julgar quebrada a fiana ou perdido o seu valor; ( quando o ru viola a credibilidade que o juiz d ao ru, e perde a fiana); IX - que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrio ou de outra causa extintiva da punibilidade; (a Lei no impede de entrar com HC, o ru que escolhe se quer o RESE ou HC. Mas em concurso deve responder RESE); X - que conceder ou negar a ordem de habeas corpus; (quando concede o HC quem o coator/autoridade coatora o delegado de polcia em 99% das vezes, pois no pode ser o juiz nem o MP porque no o juiz que decide. Se o juiz concede o HC quem entra com o RESE o MP, e se o juiz nega o Ru (paciente) em concurso deve responder RESE, todavia na prtica isso letra morta, pois no compensa entrar com o RESE no caso do juiz negar o HC, pois pode fazer um novo HC no Tribunal, por que quando o juiz nega, ele se torna coator tambm e cabe um novo HC); XIII - que anular o processo da instruo criminal, no todo ou em parte; XIV - que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir; (existem 3 que podem recorrer: o prprio jurado, MP ou o Ru); XV - que denegar a apelao ou a julgar deserta; (o RESE para destrancar o processo); XVI - que ordenar a suspenso do processo, em virtude de questo prejudicial; ( questo de direito civil que tem que ser resolvida no cvel. Arts. 92 e 93 do CPP. No a mesma coisa de suspenso condicional do processo art. 89, Lei 9.099/95); XVIII - que decidir o incidente de falsidade; 16/09/09 - quarta-feira b. Processamento do RESE. Pode ser retido ou em autos apartados/de instrumento (art. 583, III, CPP). Ex.: pronncia dos Rus (corrus) a e b pelo art. 121, caput, CP, sendo apenas o Ru a Recorrente. Pronncia intimao das partes RESE pea de interposio em 05 dias, acompanhada das peas necessrias formao do instrumento. Sendo obrigatrias ( como a apelao no sobe como o agravo do cvel): a) Cpia da deciso recorrida; b) Certido de intimao da deciso recorrida; c) Pea de interposio do RESE Concluso ao Juiz: - No recebe o recurso neste caso cabe carta testemunhvel (no cai na prova, vai ser explicado depois. um recurso em cima de outro/do RESE pra destrancar); - Recebe e manda intimar o recorrente para apresentar razes; Intimao do recorrente para razes razes do recorrente (02 dias) intimao do recorrido para contrarrazes (no precisa voltar pro juiz, o cartrio j intima pra contrarrazes de ofcio) contrarrazes do recorrido (02 dias) concluso ao Juiz: - Reforma a deciso, exercendo juzo de retratao (no h defeito a deciso, o juiz decide julgar de outra maneira, convencido de julgar de outra forma); e o juiz vai: - Desclassificar; - Impronunciar; ou - Absolver sumariamente. - Mantm a deciso e determina a remessa do RESE ao TJ; Art. 589, CPP. Com a resposta do recorrido ou sem ela, ser o recurso concluso ao juiz, que, dentro de dois dias, reformar ou sustentar o seu despacho, mandando instruir o recurso com os traslados que Ihe parecerem necessrios. (o juiz se quiser poder pedir ao escrivo que envie as peas que entender necessrio, caso ele no se retrate). ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

16 Pargrafo nico. Se o juiz reformar o despacho recorrido, a parte contrria, por simples petio, poder recorrer da nova deciso, se couber recurso (s se for o RESE. No qualquer recurso, ou seja, se o juiz impronunciar ou absolver sumariamente no sabe RESE e tem que entrar com a apelao desde o incio, e no d pra aproveitar o mesmo recurso), no sendo mais lcito ao juiz modificla. Neste caso, independentemente de novos arrazoados, subir o recurso nos prprios autos ou em traslado. (se o juiz reformar a deciso, quem se sentir prejudicado pode fazer uma simples petio e pedir que os autos sejam remetidos ao tribunal, mas se no fizer essa petio como se tivesse se conformado com a reforma do juiz. Mas no necessita de outro RESE, uma simples petio). Remessa ao TJ; O MP no processo penal no tem prazo em dobro, o prazo igual/normal. b) APELAO recurso subsidirio (residual) em relao ao RESE, ou seja, cabvel para impugnar as decises no previstas no rol do artigo 581, CPP. No caso de deciso do juiz que recebe a denncia no cabe apelao apesar de no estar no rol do RESE, por que a deciso que recebe denncia uma interlocutria simples que no tem previso de recurso. a. Cabimento art. 593, CPP: Caber apelao no prazo de 5 (cinco) dias: I - das sentenas definitivas de condenao ou absolvio proferidas por juiz singular. Ex.: Deciso que extingue a punibilidade pela prescrio (o legislador comparou com a absolutria, apesar de ser sentena declaratria). II - das decises definitivas (aquelas que enfrentam o mrito que no o fato criminoso), ou com fora de definitivas (as chamadas interlocutrias mistas, que acabam com o processo, ou encerram uma fase do processo. A interlocutria simples (que no se enquadram aqui) tem contedo decisrio mnimo, do impulso ao processo, tem um pouco mais de fora do que o Despacho), proferidas por juiz singular nos casos no previstos no Captulo anterior (no previstas no rol do RESE). Ex. de deciso definitiva que cabe apelao: deciso do juiz que resolve seqestro de bens; deciso do juiz que resolve pedido de restituio de coisa apreendida; deciso do juiz que concede ou nega a reabilitao; Ex. e deciso com fora de definitiva que cabe apelao: deciso do juiz que suspende o processo na forma do art. 89 da Lei do JECRIM; deciso do juiz que suspende o processo na forma do art. 366 do CPP; deciso de impronncia (art. 416, CPP); III - das decises do Tribunal do Jri, quando (tudo ligado ao Jri plenrio s se aplica esse inciso. Teoria da assero): a) ocorrer nulidade posterior pronncia. (**PROVA** se for anterior pronncia o recurso cabvel o RESE, e a nulidade deve ser argida quando recorrer RESE); no tem limite, pode recorrer quantas vezes ocorrer a nulidade; b) for a sentena do juiz-presidente contrria lei expressa ou deciso dos jurados; c) houver erro ou injustia no tocante aplicao da pena ou da medida de segurana; d) for a deciso dos jurados manifestamente contrria prova dos autos. (ex.: os jurados falaram que deve ser absolvido, mas as provas so claras e contrrias) no pode recorrer vrias vezes pelo fato da deciso dos jurados ser contrria prova dos autos (s pode uma nica vez). 3 Se a apelao se fundar no n III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a deciso dos jurados manifestamente contrria prova dos autos, dar-lhe- provimento para sujeitar o ru a novo julgamento; no se admite, porm, pelo mesmo motivo, segunda apelao. A e d anula. B e c erro do juiz, por que na b a deciso do juiz contra a lei ou contra os jurados; e na c erro ou injustia na aplicao da pena ou medida de segurana ocorre reforma do Tribunal, substitu a sentena pelo acrdo. ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

17 30/09/09 quarta-feira CORREO DA PROVA. 02/10/2009 - sexta-feira CARTA TESTEMUNHVEL (art. 639 e SS CPP) Finalidade destrancar o recurso cujo seguimento foi negado pelo juzo a quo. Para apelao negada no cabe carta testemunhvel cabe RESE (art. 581, XV) Art. 639. Dar-se- carta testemunhvel: I - da deciso que denegar o recurso; II - da que, admitindo embora o recurso, obstar sua expedio e seguimento para o juzo ad quem. Art. 640. A carta testemunhvel ser requerida ao escrivo, ou ao secretrio do tribunal, conforme o caso, nas quarenta e oito horas seguintes ao despacho que denegar o recurso, indicando o requerente as peas do processo que devero ser trasladadas. Art. 641. O escrivo, ou o secretrio do tribunal, dar recibo da petio parte e, no prazo mximo de cinco dias, no caso de recurso no sentido estrito, ou de sessenta dias, no caso de recurso extraordinrio, far entrega da carta, devidamente conferida e concertada. (EST TACITAMENTE REVOGADO RISCAR DO CDIGO ESSA PARTE) no caso de recurso extraordinrio cabe agravo de instrumento (lei 8.038 e aplica-se por analogia o CPC). Cabimento: a) RESE presente na Lei, o nico presente; b) Agravo em Execuo surgiu com a Lei, igual ao RESE, mas para o juiz da execuo; c) Protesto por novo Jri para esse realmente aplicar por analogia. Aplica-se o efeito extensivo. Se o juiz negou o protesto usa-se a carta testemunhvel para destrancar. Processamento: petio dirigida ao escrivo/secretrio do Cartrio (o Cartrio que manda ao Tribunal), requerendo a formao do instrumento (carta testemunhvel), remetendo-a ao Tribunal sob pena de sano administrativa (o Escrivo manda de ofcio no precisa que o Juiz determine que envie para o Tribunal). Pode ter retratao do Juiz. Quem faz a admissibilidade o Tribunal. Prazo: 48 horas. PROTESTO POR NOVO JRI (foi revogado art. 607 e SS CPP) A Lei que revogou uma lei hbrida, tem natureza processual e material, em conseqncia disso toda vez que tira o recurso diminui a defesa do ru, ou seja, essa Lei diminuiu a defesa do ru, sendo assim, essa nova Lei, tem que ser interpretada de forma que no retroaja para os crimes cometidos antes de agosto de 2008 (que o ano da Lei), ou seja, ser aplicada da Lei em diante. Essa a discusso doutrinria no deciso da jurisprudncia. Existem doutrinadores que dizem que a Lei inconstitucional. Quem julga o prprio juiz ( como Embargos de Declarao), no precisa fundamentar, a fundamentao segundo a Lei. Pode ser feito oralmente aps o julgamento (a sentena), mas possui um prazo de 05 dias. Caractersticas: 1) Exclusivo da defesa (do Ru, acusao no pode usar); 2) Sentena condenatria pelo Tribunal do Jri (maior ou igual) a 20 anos (para cada crime isolado, se a soma de vrios crimes der mais do que 20 anos, no importa no cabe esse recurso. A pena de apenas 1 crime deve ser maior ou igual a 20 anos. Se foi condenado por vrios crimes e em apenas 1 a pena passou de 20 anos, cabe o recurso de protesto por novo jri somente para este crime); O prazo do protesto de 05 dias, e do apelo tambm de 5 dias, ento no caso de vrios crimes e apenas em 1 cabe PNJ, ele tem que apresentar os 2 recursos. Todavia, o PNJ ser julgado primeiro por economia processual, depois que ele for resolvido, o processo sob por causa da apelao com todos os crimes juntos. A grande maioria da ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

18 doutrina entende que uma exceo do princpio da Unirrecorribilidade (o professor no concorda por serem contedos decisrios diferentes). 3) S pode ser usado uma nica vez; Ex.: Art. 121, 2, V, CP = 18 anos; + Art. 213, CP = 08 anos; + Art. 211, CP = 02 anos; = 30 anos. No cabe protesto por novo jri, pois a pena de cada crime menor do que 20 anos, a soma que d mais (e isso no importa). Mas se no 1 crime, por exemplo, tivesse sido condenado a 20 anos, ele poderia usar o protesto por novo jri somente neste crime. Ex.: Art. 121, 2, V, CP = 18 anos; + Art. 157, 3, 2 parte, CP = 22 anos (mesmo o latrocnio no sendo de competncia originria do jri, a competncia prorrogada, ou seja, o jri passa a ser competente e no caso de caber protesto por novo jri, haver um jri somente para esse crime de latrocnio). Ex.: Art. 121, 2, V, CP = absolvio (houve legtima defesa); + Art. 157, 3, 2 parte, CP = 22 anos ( O jri continua sendo competente mesmo sendo absolvido no homicdio, pois absolvio mrito. Sendo assim, cabe protesto em relao ao crime com pena maior de 20 anos). Ex.: Art. 121, 2, V, CP = desclassificao (o jri no mais competente. Quem julga o juiz sozinho, como se fosse juiz singular, e no como se fosse jri); + Art. 157, 3, 2 parte, CP = 22 anos (no cabe protesto por novo jri, pois o homicdio foi desclassificado e no foi julgado pelo jri. Esvazia a competncia do jri). 07/10/2009 - quarta-feira PROCESSAMENTO DOS RECURSOS NOS TRIBUNAIS DE JUSTIA E FEDERAIS Composio do TJ/ES 26 desembargadores, sendo 01 presidente, 01 vice e 01 corregedor. Os demais so distribudos entre as Cmaras Cveis e Criminais. 1 Cmara Criminal Isolada (Alemer o presidente da Cmara, que o mais antigo da Cmara, Pedro, Srgio e Catharina sempre fica sobrando 1, pois tem que ser n mpar. O Presidente da Cmara, pode ser, Relator, Revisor ou Vogal, depende do sorteio. No RESE, Agravo em Execuo, crime punido com deteno no possuem revisor, ento vai ter 01 Relator, e 02 Vogais): Relator Revisor (nas apelaes por crimes punidos com recluso. O revisor ser aquele que est abaixo na linha de antecedncia/o mais novo, do Relator sorteado) Vogal 2 Cmara Criminal Isolada (Tristo o presidente da Cmara, que o mais antigo da Cmara, Gama e Vivas): Relator Revisor (nas apelaes por crimes punidos com recluso) Vogal Cmara Criminal Isolada reunio dos desembargadores das Cmaras isoladas + o vicepresidente do TJ/ES. Este, porm, s vota em caso de empate (minerva). Funciona com grau recursal, ou competncia originria ( composta pelos 07 desembargadores + o vicepresidente, que s vota se tiver empate, no caso de algum desembargador faltar). Quem preside o vice-presidente do Tribunal. Julga embargos infringentes e embargos de nulidade em nvel recursal. Em nvel de competncia originria ele julga a reviso criminal, desaforamento, prefeito Municipal nos crimes contra vida (crime comum nas cmaras comuns). Procurador de Justia / Presidente da Cmara / Secretrio da Cmara

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19 Desembargador Desembargador

Tribunal Pblico

Taqugrafos

EMBARGOS INFRINGENTES E EMBARGOS DE NULIDADE Art. 609, CPP. Os recursos, apelaes e embargos sero julgados pelos Tribunais de Justia, cmaras ou turmas criminais, de acordo com a competncia estabelecida nas leis de organizao judiciria. Pargrafo nico. Quando no for unnime a deciso de segunda instncia, desfavorvel ao ru, admitem-se embargos infringentes e de nulidade, que podero ser opostos dentro de 10 (dez) dias, a contar da publicao de acrdo, na forma do art. 613. Se o desacordo for parcial, os embargos sero restritos matria objeto de divergncia. Os embargos infringentes e de nulidade so praticamente iguais, seguem os mesmos prazos e etc. possuem 1 diferena (todavia, aplica-se tambm a fungibilidade): Embargos infringentes questo de direito penal material. Ex.: prescrio, sursis, dosimetria da pena, interpretao da lei, livramento condicional, progresso de regime... Embargos de nulidade questo de direito penal processual. Ex.: litispendncia, coisa julgada, prova ilcita produzida no processo... Caractersticas (dos 2 embargos): Recurso exclusivo do Ru; Deciso no unnime (desfavorvel ao Ru); Tribunal de justia funcionando como rgo recursal, ou seja, 2 grau/2 Instncia; (***PROVA***) o sujeito entra com HC (que no recurso) no tribunal sustentando que h excesso de prazo na priso do ru, a o Tribunal por 2x1 nega o HC. O recurso cabvel o Recurso Ordinrio Constitucional (no cabe embargo infringente, nem HC). (***PROVA***) Sentena concede substituio por restritiva de direito apelao pelo MP: 01 desembargador d provimento 01 desembargador nega provimento 01 desembargador nega provimento No cabe embargos, pois desfavorvel ao MP. Ele deve entrar com o Resp. (***PROVA***) Sentena nega substituio por restritiva de direito apelao pelo Ru: 01 desembargador d provimento 01 desembargador nega provimento 01 desembargador nega provimento Cabe embargos normalmente, pois desfavorvel ao Ru ( diferente do cvel, que no caberia). Pode ingressar com Resp direto ou tem que entrar com os embargos primeiro? No, tem que esgotar a instncia. Sm. 207, STJ e 281, STF. 207 inadmissvel recurso especial quando cabveis embargos infringentes contra o acrdo proferido no Tribunal de origem. 281 inadmissvel o recurso extraordinrio, quando couber, na justia de origem, recurso ordinrio da deciso impugnada. No caso de ingressar com Embargos infringentes quem julga a Cmara reunida e o recurso tem que ser endereado ao Relator do acrdo. Ex.: Quem vota primeiro o Relator (que foi voto vencido, por exemplo), depois o Revisor e o Vogal, quem vai redigir o acrdo o Revisor, se no tiver, o primeiro que proferiu o voto vencedor (o prazo s comea a contar quando publica o acrdo na imprensa). Na cmara reunida no pode ter o mesmo relator e revisor da apelao. A apelao um recurso e o embargo outro, deve ser outro julgador. Nenhum dos que participaram do ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

20 julgamento da apelao podem ser relatores ou revisores, devem ser outros, eles podem ser no mximo Vogais. 09/10/2009 - sexta-feira EMBARGOS ENFRINGENTES E DE NULIDADE (continuao) Ex.: Sentena condenao pelo art. 155, CP a 03 anos de recluso, sem substituio por restritiva nem SURSIS Apelao do ru pleiteando: 1) Absolvio por atipicidade da conduta; 2) Nulidade em decorrncia da negativa na realizao da percia para avaliao da res furtiva; 3) Reduo da pena e conseqente substituio da privativa por restritiva; 4) Negada a substituio, que seja ento concedido o SURSIS; Relator d provimento integral; Revisor nega provimento integral; Vogal nega provimento integral; O recurso cabvel embargos infringentes. Ex.: o mesmo caso e cima, mas: Relator d provimento apenas para reduzir a pena para 02 anos, porm sem substituio ou SURSIS; Revisor d provimento para reduzir a pena para 02 anos, sem substituio, mas com SURSIS; Vogal nega provimento integral; (***PROVA***) Tem um voto que negou tudo (vogal). Outro s concedeu a reduo (relator). E outro concedeu tudo (revisor). E existem 2 votos negando o SURSIS e a substituio, sendo assim, o voto que concedeu o SURSIS j perdeu, e nem deve ser levado em conta. Sendo assim, como se tivesse dado um empate nos outros 2 votos, o do relator e o do vogal. Assim, utiliza-se o 1 do art. 615, ou seja, o voto vencedor o mais benfico par o ru. Sendo assim, o voto vencedor seria o do Relator. Art. 615. O tribunal decidir por maioria de votos. 1 Havendo empate de votos no julgamento de recursos, se o presidente do tribunal, cmara ou turma, no tiver tomado parte na votao, proferir o voto de desempate; no caso contrrio, prevalecer a deciso mais favorvel ao ru. 2 O acrdo ser apresentado conferncia na primeira sesso seguinte do julgamento, ou no prazo de duas sesses, pelo juiz incumbido de lavr-lo. Os recursos cabveis neste caso so: Embargos infringentes quanto ao voto que concede SURSIS. Caso esse seja negado, pode ingressar com outro Resp pela violao pela violao do art. 77, CP. Resp (violao do art. 44, CP), caso ele possua os requisitos para a substituio (que mais benfico do que o SURSIS), pois o Tribunal negou substituir a pena. RE (violao art. 5, LV, CF), pois negou a realizao da percia. Entra com todos os recursos juntos (cada um no seu prazo), mas no pode esperar um ser julgado para impetrar com o outro. Todavia o processo no sobe enquanto no resolver os Embargos. Vai primeiro pro STF depois pro STJ ( um caso determinado em Lei a regra geral que vai primeiro pro STJ e depois pro STF. Esse caso uma exceo por que o RE pode atrapalhar o julgamento do Resp, ou seja, dependendo do julgamento do STF no h necessidade de ir para o STJ). Ex.: o mesmo caso acima, todavia: Relator absolve; Revisor anula; Vogal concede a substituio;

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21 A absolvio perdeu, o voto do relator est fora. Se o revisor anulou, por que no reconhece a absolvio. E entre a anulao e a substituio, o que mais benfico para o ru? O voto do revisor que anulou. Cabe embargos infringentes em relao ao voto que absolve, posto que mais benfico. Ex.: o mesmo exemplo, todavia: Relator d provimento para reduzir para 03 anos; Revisor d provimento para reduzir para 02 anos; Vogal d provimento para reduzir para 01 ano; O voto vencedor o do Vogal, pois houve empate e o voto do vogal o mais benfico (este o entendimento correto). E a doutrina diz que deve ser o voto mdio (o do revisor neste caso), todavia, no o que o Cdigo diz; o cdigo diz que o mais benfico. 21/10/2009 - quarta-feira Ex.: Sentena condenatria pelo art. 155, CP a uma pena de 02 anos de recluso sem substituio por restritiva ou SURSIS apelao do Ru pleiteando a substituio ou eventualmente a aplicao do SURSIS 1 Cmara isolada: Relator nega provimento; Revisor nega provimento; Vogal d provimento; Embargos infringentes interposto perante o relator para a Cmara reunida concluso ao relator: Nega seguimento (neste caso o regimento interno do TJ/ES admite um novo recurso que o Agravo Regimental art. 323, 1, RITJ/ES; quase todos os Tribunais do Brasil tem esse agravo); ou Admite; Depois do Agravo Regimental o recurso que pode ser interposto o RESP: Nega provimento (cabe agravo de instrumento em 05 dias art. 28, L. 8038/90); Determina remessa ao STJ; RECURSOS CONSTITUCIONAIS 1) Recurso Ordinrio Constitucional (ROC) na prtica no utilizado (mas, cobrado em provas). a. STF art. 102, II, a e b, CR. Tribunais Superiores; (o que utilizado na prtica o da alnea b crimes polticos previstos na Lei 7.170/83); b. STJ art. 105, II, a, CR. Tribunais (Federais e Justia); 2) Recurso Extraordinrio (RE) dirigido ao STF quando a deciso recorrida violar dispositivo da Constituio. O objetivo a uniformizao da interpretao da prova constitucional em todo o territrio nacional. Causas decididas em nica ou ltima instncia quando a deciso... Art. 102: Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituio, cabendo-lhe: III - julgar, mediante recurso extraordinrio, as causas decididas em nica ou ltima instncia, quando a deciso recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituio (existem princpios que no so expressos, mas que esto implcitos na CF, ou seja, decorre de outros princpio da CF, e cabvel da mesma maneira); b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal (controle difuso julgamento de cada causa isolada); c) julgar vlida lei (local mucicipal ou estadual) ou ato de governo local contestado em face desta Constituio. d) julgar vlida lei local contestada em face de lei federal; (alterada pela emenda Constitucional Sm. 690, STF - Compete originariamente ao Supremo Tribunal Federal o julgamento de habeas corpus contra deciso de turma recursal de juizados especiais criminais. (no houve ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

22 cancelamento expresso da Smula, todavia ela no poderia ser mais utilizada, pois estavam subindo processo demais a competncia passou a ser dos TJS ou TRFs); 3) Recurso Especial (RESP) dirigido ao STJ quando a deciso recorrida negar vigncia Lei Federal ou for divergente com a deciso proferida por outro tribunal. O objetivo a uniformizao da interpretao da Lei Federal. Causas decididas em nica ou ltima instncia pelos TRFs ou TJs (inclusive o do Distrito Federal e territrios)... Art. 105: Compete ao Superior Tribunal de Justia: III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em nica ou ltima instncia, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territrios, quando a deciso recorrida: a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigncia; b) julgar vlido ato de governo local contestado em face de lei federal; c) der a lei federal interpretao divergente da que lhe haja atribudo outro tribunal. 2 (RE) e 3 (RESP) resolvem apenas as questes de direito jamais as de fato. 28/10/09 - quarta-feira PROCESSAMENTO DO RESP E DO RE DESDE OS TRIBUNAIS LOCAIS RESP: 1) No TJ: acrdo intimao RESP (15 dias pea de interposio e razes, endereadas ao vice presidente) remessa Cmara isolada (recebe o recurso, faz a juntada aos autos e remete reunida) cmara reunida intimao do Procurador Geral de Justia para parecer. Se a ao for privada vai primeiro ao recorrido para contrarrazes concluso ao vice presidente: a. Nega seguimento cabe agravo de instrumento (art. 28, L. 8.038/90) 1 agravo cabvel; b. Admite e remete ao STJ; 2) No STJ: Recebimento pela secretaria do STJ (sorteio do ministro relator dentre os integrantes das 5 ou 6 turmas a 5 e a 6 Turma formam a 3 Seo) remessa ao Procurador Geral de Justia para parecer (05 dias) Concluso ao ministro relator para admissibilidade: a. Nega seguimento (agravo no agravo de instrumento, um agravo INOMINADO art. 31, L. 8.038/90) 2 agravo cabvel; b. Admite e inclui em pauta para julgamento; Sesso de julgamento: a. Pertinncia (admissibilidade) 3 agravo cabvel; b. Mrito; So cabveis 5 agravos (uns vo ser vistos depois): 1 Agravo de Instrumento; 2 Agravo Inominado; 3 Agravo Regimental; 4 Agravo de Execuo 5 Agravo Interno (cabvel em reviso criminal); OBS.: Havendo divergncia no entendimento da turma ao julgar o caso concreto com o da outra turma ou da 3 Sesso referente a caso semelhante caber Embargos de divergncia para a corte especial do STJ (esta corte composta pelos 15 ministros mais antigos do STJ). AES AUTNOMAS DE IMPUGNAO 1) REVISO CRIMINAL (art. 621, CPP) NO RECURSO!!!!! Cabe reviso criminal do JECRIM, pois no est proibido na Lei 9.099, e no cvel est proibido, e assim, no penal, tudo o que no proibido permitido. Conceito ao penal autnoma de impugnao de conhecimento, constitutiva negativa (desconstitutiva), cujo objeto correo de uma sentena transitada em julgado, eivada de vcio (error in procedendo ou judicando). parecida com a ao rescisria do cvel. proibido a reformatio in pejus na reviso criminal. ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

23 Pressupostos e prazo sentena de natureza condenatria + o transito em julgado (a certido do trnsito em julgado deve ser juntada ao principal, um pressuposto); No tem prazo, pode ser a qualquer tempo, mesmo que o ru tenha morrido ou cumprido a pena (essa a grande diferena da reviso criminal para a ao rescisria do cvel). Sentena que tenha natureza condenatria: Cabe: 1. Absolutria imprpria, possui natureza condenatria, pois priva o ru da liberdade, internando o mesmo, todavia, apesar do nome ser absolutria, ela de natureza condenatria; 2. No caso de prescrio da pretenso executria, houve uma condenao, mas no h execuo da pena; No cabe: 1. Se o juiz extingue a punibilidade pela prescrio (prescrio da pretenso punitiva), no h condenao; 2. Perdo judicial; 3. Transao penal no JECRIM ela no sentena condenatria, pois nem denunciou ainda quando feita a proposta de transao caberia uma ao anulatria (art. 486, CPC, utilizando por analogia); Condies da ao: Possibilidade jurdica, Legitimidade e Interesse. 04/11/2009 - quarta-feira Competncia para julgamento da reviso: no h reviso criminal protocolada em 1 grau, mesmo que o processo tenha acabado em 1 grau, a reviso criminal proposta nos Tribunais. distribudo para cmara reunida. A deciso proferida pelo TJ ou TRF, quando for sentena condenatria, ele mesmo (o prprio rgo) o competente para julgar a reviso criminal. Cabe recurso na reviso criminal, mas no cabe embargos infringentes ***PROVA*** ( ao originria do Tribunal, s cabvel embargos infringentes quando o Tribunal funciona como 2 grau, mas no caso de reviso criminal, ele funciona como rgo de 1 grau, originrio). Ex.: Juiz absolve TJ/ES acrdo condenatrio STJ nega provimento ao RESP (ou seja, confirma o acrdo condenatrio houve o transito em julgado no STJ) a reviso deve ser protocolada no TJ/ES, pois quem condenou foi o TJ, o STJ apenas confirmou (e caso seja dado provimento reviso criminal quem vai indenizar o ES). Ex.: Juiz absolve TJ/ES nega provimento STJ acrdo condenatrio (a reviso criminal deve ser protocolada no STJ, e se for dado provimento reviso quem dever indenizar a Unio). 1) Tribunais estaduais e federais seus prprios julgados e as decises dos juzes de primeiro grau; 2) STJ seus prprios julgados em ao originria e/ou as decises condenatrias por ele proferidas em sede de recursos; 3) STF seus prprios julgados em ao originria e/ou as decises condenatrias por ele proferidas em sede de recursos nus da prova na reviso: o nus na ao comum todo da acusao, o ru tem que aguardar a acusao ou desconstituir as alegaes da acusao. Aps uma sentena condenatria h uma certeza de culpa. Na dvida no d procedncia ao revisional, no existe mais, na reviso criminal, a presuno de inocncia. O nus todo de quem prope a ao de reviso criminal. Efeitos da reviso: Suspensivo no h efeito suspensivo no CPP, ou seja, pode ser executada enquanto corre a ao de reviso criminal. Um dos caminhos impetrar com Habeas Corpus, mas tambm pode fazer um pedido de antecipao dos efeitos da tutela (analogia ao artigo 273, CPC tem que ter os requisitos da antecipao de tutela do cvel). ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

24 Extensivo se tem 2 rus condenados e um deles entra com a reviso criminal, se ele conseguir provar que no ocorreu o crime, ou que no h prova nos autos, por exemplo, os efeitos da reviso vo ser estendidos ao outro ru condenado, mas deve ser analisada a regra do art. 580, CPP. Ex.: condenado pelo art. 157, CP 06 anos; depois o condenado descobre que a nica testemunha ocular no dia do crime (20/09/06) entrou com uma ao de danos contra uma agncia de turismo, pois esta viajando na Itlia do dia 15/09/06 at 30/09/06, ou seja, ele no poderia estar nos 2 lugares ao mesmo tempo. O condenado prope uma ao justificao que pela doutrina majoritria fica vinculada vara em que foi proposta a outra ao, mas h divergncia ( uma ao que produz a prova dentro dessa ao, tudo preparado e quando acabar no possui sentena o que acontece que o juiz materializa um argumento ou outra prova e entrega para o Requerente, que junta com a os documentos da reviso criminal). Mas a reviso criminal no possui efeito suspensivo, ou seja, a sentena pode ser executada, o condenado se preso ou ser punido. Um dos caminhos impetrar com Habeas Corpus, mas tambm pode fazer um pedido de antecipao dos efeitos da tutela (analogia ao artigo 273, CPC). Cabimento art. 621, CPP: Art. 621, CPP. A reviso dos processos findos ser admitida: I - quando a sentena condenatria for contrria ao texto expresso da lei penal ou evidncia dos autos; (Ex.: juiz decide contrrio a texto expresso da Lei). Basta que leve ao Tribunal o processo, est tudo dentro dos prprios autos que o ru foi condenado. No interpretao da Lei controvertida, tem que ser contrrio a texto expresso da Lei, a no ser que tenha deciso pacificada nos tribunais que defina a interpretao da Lei. II - quando a sentena condenatria se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, aps a sentena, se descobrirem novas provas de inocncia do condenado ou de circunstncia que determine ou autorize diminuio especial da pena. Os incisos II e III tratam de prova pr-constituda o que a pessoa precisa est fora dos autos, no existe dilao probatria em reviso criminal, tem que ir com a prova pronta para o Tribunal (como em mandado de segurana e habeas corpus), no tem como chegar no Tribunal e pedir para colher o testemunho de algum ou outra coisa. Ela foi constituda fora do processo, mas deve ser juntada com a petio inicial. Alcance da deciso e proibio da reformatio in pejus pode absolver, desclassificar, reduzir a pena ou, ainda, anular o processo. No importa o que acontea no pode ser agravada a situao do ru. Pode ocorrer de um Tribunal anular uma sentena do Tribunal do Jri, absolvendo o Ru, ou seja, uma violao da soberania dos veredictos (desde que seja para benefcio do Ru). At o julgamento da ao de reviso criminal existe coisa julgada formal, aps o julgamento da reviso criminal h coisa julgada formal e material, pois no pode haver outra reviso criminal com o mesmo pedido, causa de pedir e partes (no caso do inciso II e III mais fcil entrar com outras revises criminais s apresentar novas provas, no inciso I mais difcil). Art. 626. Julgando procedente a reviso, o tribunal poder alterar a classificao da infrao, absolver o ru, modificar a pena ou anular o processo. Pargrafo nico. De qualquer maneira, no poder ser agravada a pena imposta pela deciso revista. 06/11/2009 - sexta-feira 2) HABEAS CORPUS Art. 5, LXVII, CF Conceder-se- habeas corpus sempre que algum sofrer ou se achar ameaado de sofrer coao em sua liberdade de locomoo por ilegalidade ou abuso de poder. (S pelo fato de ter algum processo contra a pessoa j h uma ameaa de sofrer coao em sua liberdade de locomoo, pois a qualquer momento pode ser pedida a priso preventiva, por exemplo, sendo assim, j pode impetrar com Habeas Corpus. No cabe em testes de bafmetros). ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

25 Conceito Ao popular autnoma de impugnao, de conhecimento, constitutiva ou declaratria, cujo objeto a tutela da liberdade de locomoo, violada ou potencialmente ameaada. Sujeitos do HC Impetrante quem prope o HC (qualquer pessoa pode propor, no precisa ser advogado, e nem ter formalidade alguma, no precisa de procurao para fazer HC. O impetrante pode ser a mesma pessoa que o paciente tem que preencher os requisitos do art. 282); Paciente quem sofre a coao; Coator quem pratica a coao; Espcies Preventivo quando expede o salvo-conduto. quando tem a liberdade potencialmente ameaada. Liberatrio ou repressivo quando expede o alvar de soltura. A pessoa j est presa, liberdade violada. Luiz Fbio Gomes entende que ainda possui mais um que o Suspensivo, que quando expede uma contra-ordem de priso, j existe um mandado de priso para cumprir, s no foi cumprido ainda (mas, a grande maioria da doutrina entende que o suspensivo est dentro do preventivo. Existe a contra-ordem, mas dentro do HC preventivo). Legitimidade ativa (impetrante e/ou paciente) qualquer do povo. Estrangeiro, menor (no precisa ser representado, nem assistido), analfabeto, ndio, pessoa jurdica, Ministrio Pblico, ou seja, qualquer pessoa (pessoa jurdica nunca pode ser paciente, pois, a empresa nunca pode ter a liberdade violada). Legitimidade passiva (coator). Pode entrar com HC para vrios rus. Policial, MP, Juiz, Delegado... Tambm contra ato particular. Ex.: pessoa que no paga cirurgia e o mdico diz que no vai dar alta at pagar. O paciente pode entrar com HC. Ilegalidade relaxa a priso; Desnecessidade liberdade provisria; Se o juiz mantm o ru preso, nestes casos, ele o coator (cabe HC contra ele). 11/11/2009 - quarta-feira HABEAS CORPUS (continuao) HC e direito lquido e certo no habeas corpus pode ser analisada questo ftica e de direito, e no s de direito, como no Resp e no RE. A prova j deve estar pronta. Aqui se discute matria ftica, pois uma ao. O habeas corpus deve ser fundamentado, contando minuciosamente tudo o que ocorreu durante toda a instruo criminal. HC e punio disciplinar de militar (correta viso) Se refere aos militares. a nica sano administrativa que permite o cerceamento da liberdade. No se pode confundir a punio disciplinar com os requisitos intrnsecos do ato, que no pode ser atacado no HC. O mrito do ato administrativo no pode ser discutido no HC. O mrito do ato administrativo no pode ser analisado por habeas corpus. Cabe para exrcito, marinha... No pode exceder 30 dias, por exemplo, e se exceder um ato ilegal, e neste caso poderia atacar via HC. A competncia, a publicao do ato, ou seja, todos os requisitos extrnsecos (que no sejam de mrito) podem ser atacados via HC. Art. 142, 2, CF - No caber habeas corpus em relao a punies disciplinares militares. Hipteses legais de cabimento (art. 648, CPP): Art. 648. A coao considerar-se- ilegal: I - quando no houver justa causa; (justa causa para a priso, falta de razo para ao penal, do inqurito policial - bem amplo). Ex.: transao penal ou suspenso condicional do processo penal se o ru preencher os requisitos ele tem o direito de fazer uso do benefcio, e se o MP denncia sem proposta entendendo que uma faculdade do MP, e se o juiz no concordar remete para o procurador geral, e se o procurador geral disser que concorda com o MP. O juiz no pode impetrar com HC, pois o juiz da causa. Ele pode rejeitar a denncia, pois no h justa causa para a ao penal pois, o estado no tem interesse na priso dessa ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

26 pessoa, quer que ela se utilize do seu direito. Mas se o juiz concordar e aceitar a denncia o ru pode impetrar com HC; II - quando algum estiver preso por mais tempo do que determina a lei; (se refere ao excesso de prazo, e no somente o preso j sentenciado, mas tambm aquela priso cautelar todavia, depende se foi o ru que deu causa demora do julgamento); III - quando quem ordenar a coao no tiver competncia para faz-lo; (o crime de competncia do jri, e quem deve decretar a priso o juiz do jri, ou rgo hierarquicamente superior. No pode ser um juiz cvel, ou juiz de vara criminal comum); IV - quando houver cessado o motivo que autorizou a coao; (o fundamento do juiz j foi resolvido. Ex.: o ru estava supostamente coagindo testemunhas, e esse foi o nico fundamento do juiz para decretar a priso, aps ouvir todas as testemunhas no h motivo para o ru ficar preso. Se o juiz quiser permanecer com a priso deve apresentar outro fundamento, se no ser ilegal); V - quando no for algum admitido a prestar fiana, nos casos em que a lei a autoriza; (seria aplicado tambm no caso de o ru achar que o valor fixado pelo juiz no reforo de fiana abusivo, ou outro caso parecido); VI - quando o processo for manifestamente nulo; VII - quando extinta a punibilidade. (O que mais acontece a prescrio, mas pode ser qualquer extino da punibilidade. cabvel RESE tambm, todavia, o melhor para o ru o HC); Cabe HC at mesmo aps o trnsito em julgado da sentena (em qualquer caso, at no jri). E pode ser usado ainda para desconstituir a coisa julgada (como na reviso criminal). Exemplos de situao que, por excluso, no cabe HC: 1) Punio disciplinar de militar (art. 142, 2, C.R.); 2) Durante o estado de stio, nas hipteses do art. 139, C.R.; 3) Para trancar ao penal, cuja pena abstrata seja unicamente a multa, bem como contra sentena cuja pena aplicada tenha sido apenas multa; 4) Contra sentena que homologa a transao penal, enquanto no extinta a punibilidade; 5) Para garantir o ingresso e templo religioso, repartio pblica, no trabalho do qual est impedido por suspenso administrativa ou por motivo de greve de outros funcionrios; 6) Para impedir a realizao de exame de DNA ou alcoolemia (bafmetro); 7) Contra deciso de turma do STF (pois, no tem rgo superior para julgar o HC), salvo em competncia originria, quando caber HC ao Pleno; 13/11/2009 - sexta-feira NULIDADES Conceito a conseqncia (para alguns sano) que recai sobre o ato processual eivado de vcio, porquanto e desconformidade coma ordem jurdica (atipicidade penal). Classificao dos vcios quanto relevncia, a intensidade e a repercusso sobre o ato processual: Ato meramente irregular o Viola norma infraconstitucional; o No causa prejuzo a qualquer das partes; o Geralmente a norma funciona como orientao para o procedimento; o No gera invalidao do ato; o Ex.: Prazo imprprio O juiz que tem prazo de 10 dias para sentenciar e sentencia em 60 dias. No h prejuzo algum ao processo (no h mcula para o processo). Ou prazo para o MP denunciar, por exemplo. Nulidades o Relativa Viola norma infraconstitucional (uma norma infraconstitucional Pode ser a reproduo de uma norma constitucional, se for este caso, ser nulidade absoluta e no relativa); Causa prejuzo a uma das partes; ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES [email protected]

27 Tem que ser argida em tempo oportuno, sob pena de precluso e conseqentemente convalidao do vcio (1 momento que tem para falar nos autos. O do ru a defesa.); O prejuzo tem que ser demonstrado (pode se argumentado em alegaes, mas somente se demonstrado o prejuzo); Ex.: art. 396-A, 2, CPC. Ex.: Competncia em razo do lugar (relativa). Ex.: Sm. 523, STF No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficincia s o anular se houver prova de prejuzo para o ru. o Absoluta Viola norma constitucional; Causa prejuzo a uma das partes; No preclui podendo ser argida em qualquer tempo ou grau da jurisdio, respeitados os princpios da vedao reforma in pejus e da reviso pro societate (pode fazer por reviso criminal ou HC, e anula tudo, inclusive a denncia o vcio contamina tudo); O prejuzo presumido (no tem que demonstrar o prejuzo); Ex.: Incompetncia em razo da matria ou pessoa (salvo se o ru tiver sido absolvido, pois o novo julgamento ser em prejuzo ao Ru. Tem jurisdio, mas no pode exerc-la); Ex.: Suspeio e impedimento (juiz impedido aquele que tem, mas no pode exercer a jurisdio, por isso ato nulo); Ato juridicamente inexistente o Viola norma constitucional; o O vcio, de to grave, no chega sequer a existir no plano jurdico; o Pode ser argido em qualquer tempo ou grau da jurisdio, mesmo em prejuzo do Ru; o Ex.: sentena assinada por estagirio ( um papel como outro qualquer, no tem validade alguma no tem jurisdio); Princpios gerais que regulam as nulidades: Princpio do prejuzo (art. 563, CPP) Princpio da causalidade ou contaminao (art. 573, I e II, CPP) Princpio da instrumentalidade das formas (art. 566, CPP) Princpio do interesse (art. 565, CPP) Princpio da convalidao (arts. 570, 571 e 572, CPP)

VAI CAIR NA PROVA TODA A MATRIA (1 E 2 BI) TRABALHO DE PROCESSO PENAL VALENDO 1,0 PONTO ASSISTIR PELO MENOS 3 AUDINCIAS DE ALGUM DESSES RECURSOS (ENTREGAR NO DIA DA 2 PROVA): CMARAS ISOLADAS: APELAO RESE/AGRAVO EM EXECUO HABEAS CORPUS CMARA REUNIDA EMBARGOS INFRINGENTES REVISO CRIMINAL

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