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1 Resumo de Direito Processual Penal Assunto: DIREITO PROCESSUAL PENAL Autor: SILVIA SARAIVA

DIREITO PROCESSUAL PENAL - · PDF file2 DIREITO PROCESSUAL PENAL SUMÁRIO 1. CONCEITO 1.1.Conceito Ultrapassado de Direito Processual Penal 1.2.Conceito Moderno de Direito Processual

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    Resumo de Direito Processual Penal

    Assunto:

    DIREITO PROCESSUAL PENAL

    Autor:

    SILVIA SARAIVA

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    DIREITO PROCESSUAL PENAL

    SUMRIO 1. CONCEITO

    1.1.Conceito Ultrapassado de Direito Processual Penal 1.2.Conceito Moderno de Direito Processual Penal 1.3.Esquema da Ao Penal

    2. OBJETO DO DIREITO PROCESSUAL PENAL 2.1.Relao Processual Penal

    3. FINALIDADE DO DIREITO PROCESSUAL PENAL 4. PRINCPIOS MAIS RELEVANTES DO DIREITO PROCESSUAL PENAL

    4.1. Princpio da Verdade Real / Material 4.2. Princpio da Legalidade / Obrigatoriedade 4.3. Princpio da Indisponibilidade da Ao Penal 4.4. Princpio da Oficialidade 4.5. Princpio da Publicidade 4.6. Princpio do Contraditrio 4.7. Princpio da Iniciativa das Partes

    5. FONTES DO DIREITO PROCESSUAL PENAL 5.1.Fontes Formais 5.2.Fontes Substanciais

    6. INTERPRETAO PROCESSUAL PENAL 6.1.Interpretao Autntica 6.2.Interpretao Doutrinal 6.3.Interpretao Judicial 6.4.Interpretao Gramatical 6.5.Interpretao Lgica 6.6.Interpretao Sistemtica 6.7.Interpretao Histrica 6.8.Interpretao Extensiva 6.9.Interpretao Restritiva

    7. ANALOGIA 7.1.Requisitos da Analogia 7.2.Diferena entre Analogia e Interpretao Extensiva 7.3.Diferena entre Analogia e Interpretao Analgica 7.4.Classificao de Analogia 7.5.Analogia e Integrao 7.6.A Auto Integrao Antes da CR/88.

    8. NORMA PROCESSUAL PENAL NO TEMPO 9. REGRA DA APLICAO IMEDIATA 10. CONCEITO DE PODER JUDICIRIO 11. PRINCPIO DA TERRITORIALIDADE 12. CRIMES BRASILEIROS NO ESTRANGEIRO 13. PRINCPIO DA UNIDADE

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    14. OUTRAS LEIS QUE NO O CPP 14.1.Tratados 14.2.Convenes 14.3.Homologao de Sentenas Penais Estrangeiras para o cumprimento em territrio nacional. 14.4.Carta Rogatria 14.5.Artigo 780 CPP

    15. SISTEMAS PROCESSUAIS 15.1.Funes processuais. 15.2.Sistema Acusatrio 15.3.Sistema Inquisitivo / Inquisitrio 15.4.Sistema Misto 15.5.Sistema Adotado no Brasil

    16. CLASSIFICAAO DOS ATOS PROCESSUAIS EM DIREITO PENAL 16.1.Atos das Partes (Postulatrios / Probatrios / Dispositivos) 16.2.Atos do Juiz (Decisrios / Probatrios / De Documentao) 16.3.Atos dos Auxiliares do Juiz (De Manuteno / De Execuo / De Documentao) 16.4.Atos de Terceiros 16.5.Espcies de Atos e Classificao 16.6.Termos

    17. PRIMEIRA FASE DO PROCESSO PENAL 18. CITAAO

    18.1.Conceito de Citao 18.2.Formas de Citao 18.3.Valor da Citao 18.4.Citao Por Mandado 18.5.Citao Por Carta Precatria 18.6.Outras Formas de Citao 18.7.Citao Por Edital 18.8.Intimao e Notificao 18.9.Precluso

    19. MODALIDADES DE PRISO 19.1.Priso Temporria 19.2.Priso em Virtude de Sentena de Pronncia 19.3.Priso Preventiva 19.4.Priso Civil 19.5.Priso em Flagrante

    20. APLICAO DE PENAS ALTERNATIVAS E LIBERDADE PROVISRIA 20.1.Pena Alternativa e Crime Hediondo 20.2.Liberdade Provisria 20.3.Liberdade Provisria Com Fiana 20.4.Liberdade Provisria Sem Fiana

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    21. DAS PROVAS 21.1.Conceito de Prova 21.2.nus da Prova 21.3.Classificao das Provas 21.4.Prova Documental e Prova Material 21.5.Outras Classificaes de Prova 21.6.Princpios Gerais das Provas 21.7.Princpios Referentes Pessoa do Ru 21.8.Fontes de Prova 21.9.Restries Prova 21.10.Das Provas Ilegtimas e Ilcitas

    22. DA PROVA PERICIAL 22.1.Conceito de Prova Pericial 22.2.Exame de Corpo Delito 22.3.Vinculao do Juiz Prova Pericial 22.4.Laudos das Partes 22.5.Princpios da Prova Pericial

    23. QUESTES E PROCEDIMENTOS INCIDENTAIS 23.1.Incidente de Falsidade de Documentos 23.2.Excees (Suspeio e Incompetncia) 23.3.Litispendncia, Ilegitimidade das Partes, Coisa Julgada

    24. ANISTIA, GRAA, INDULTO, REABILITAO 24.1.Anistia 24.2.Graa 24.3.Indulto 24.4.Reabilitao

    25. INCIDENTES DE EXECUO

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    1. CONCEITO 1.1.CONCEITO ULTRAPASSADO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Conjunto de preceitos jurdicos para apurao da infrao penal de sua autoria e inflio de pena. Crtica ao conceito: No abrange a grandiosidade do termo, no suficiente, pois: INFLIO PENAL + AUTORIA = PENA. Em alguns casos no h pena e sim uma medida de segurana. O conceito tambm no trata dos aspectos jurisdicionais como a Organizao Judiciria Penal (ex: competncias, etc). O conceito no trata do inqurito: no h pena sem o devido processo penal (limitao ao poder do Estado de punir) e o inqurito (que no processo) um procedimento administrativo preparatrio do processo. 1.2.CONCEITO MODERNO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Conceito de Jos Frederico Marques.Conjunto de normas e princpios que regulam a aplicao jurisdicional do direito penal objetivo, a sistematizao dos rgos da jurisdio e respectivos auxiliares, bem como da persecuo penal.Conceito mais abrangente.Preenche as lacunas do direito tradicional. O termo sua autoria, presente no conceito ultrapassado, foi alterado pela expresso aplicao do direito penal objetivo. Toca-se no ponto do aspecto organizacional: sistematizao dos rgos da jurisdio e auxiliares. Trata tambm o conceito do inqurito (persecuo), sendo a polcia judiciria responsvel pelo inqurito onde, posteriormente, o Ministrio Pblico propor a ao penal. 1.3.AO PENAL A ao penal pode ser: a)Pblica: denncia Incondicionada (insubordina-se a condies)

    Condicionada (subordina-se a condies de representao)

    b)Privada: queixa 2. OBJETO DO DIREITO PROCESSUAL PENAL Direito penal que, por no ser autoaplicvel, exige o direito processual penal para retira-lo da abstrao e traze-lo realidade. 2.1.RELAO PROCESSUAL PENAL Pirmide onde h autor (MP), ru (sujeito ativo) e juiz. A vtima imediata do crime a sociedade, representada pelo MP (o ofendido, a vtima mediata, no faz parte da relao processual penal). O ofendido (pessoa fsica), por outro lado, tem interesse individual na ao. Percebendo-se que o CPP trouxe a figura do assistente no seu artigo 271 CPP, o advogado no assistente, procurador dele, o ofendido, ascendente, descendente, irmo, cnjuge do mesmo. Pode o ofendido, como assistente, propor meios de prova.

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    Qualquer meio de prova? No, apenas prova documental (sempre dando vista para outra parte exercer o contraditrio) ou testemunhal (que no permitida, as testemunhas devem ser arroladas na inicial, sob pena de precluso do direito artigo 41 CPP. ato do MP arrolar testemunhas. Propor esse tipo de prova ato formal. O assistente poder, porm, pedir ao juiz que arrole testemunhas).Pode o menor de 21 anos e maior de 18 anos ter o direito de representao? Ele pode acusar (pode mais), pode manifestar o desejo para que o MP promova a ao penal (podendo menos, portanto). 3. FINALIDADE DO DIREITO PROCESSUAL PENAL Definir uma relao jurdica que o ilcito penal faz nascer, imediatamente quando ocorre: surge o poder/dever do Estado de punir X direito do indivduo (status de liberdade natural do homem). Devido Processo Legal que definir o caso, atravs de uma deciso justa. 4. PRINCPIOS MAIS RELEVANTES DO DIREITO PROCESSUAL PENAL Para delimitar a inspirao do direito processual penal. 4.1.PRINCPIO DA VERDADE REAL/MATERIAL Em processo penal, a sentena deve conter um fundamento da verdade dos fatos. Processo penal a busca da verdade dos fatos para uma deciso final. Porque a busca da verdade real to relevante para o direito processual penal? Por causa da gravidade dos fatos penais e porque so direitos indisponveis (diferentemente dos processos no penais). O juiz deve buscar a prova; no sendo inerte, como ocorre nos processos no penais. A verdade formal do juiz inerte (apenas pelo que lhe levado pelas partes) baseia-se na expresso que o que no est no processo no est no mundo. Aqui, o juiz busca a prova. O juiz tem o dever da prova, em processo penal. Analisando-se que o nus da prova de quem alega, a regra no absoluta (ressalvas do artigo 156 CPP) em processo penal, podendo interferir no processo a todo tempo. No h presuno de culpa; a culpa deve ser provada, diferentemente dos processos no penais onde os fatos no contestados presumem-se verdadeiros. O silncio do ru no poder mais ser interpretado em seu desfavor, um direito constitucional. O ru no est obrigado a responder s perguntas formuladas, sem maiores ameaas, pois no h presuno de culpa. A Verdade Real sempre deve prevalecer. Alguns autores afirmam que a verdade real no to absoluta assim, exemplificando a tese na absolvio de um culpado (descobrindo-se que era culpado apenas aps o trnsito em julgado). Neste caso, a verdade real no prevaleceu. Ocorrendo o contrrio, se foi condenado injustamente, a verdade real cria a reviso criminal para a reparao deste dano, prevalecendo. 4.2.PRINCPIO DA LEGALIDADE / OBRIGATORIEDADE No o mesmo do direito penal. Os rgos da persecuo penal so escravos da lei, com seu jus puniendi mantm a sociedade em permanente ameaa genrica que se torna especfica contra o indivduo que cometeu o ilcito.A autoridade policial tem o dever indeclinvel de instaurar o processo penal, em se tratando de ao penal pblica incondicionada. Da mesma forma o MP tem tal obrigao de promover a ao penal. Artigo 5o CPP: a expresso ser traz a obrigatoriedade.

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    Artigo 4o CPP: a expresso ser traz a obrigatoriedade do MP. Artigo 28 CPP: traz o requerimento do arquivamento. A regra da obrigatoriedade do inqurito absoluta mas existem algumas razes legais que impedem que se instaure o inqurito. Ex. morte do agente (causa de extino da punibilidade). A autoridade obrigada a agir desde que preenchidas as condies mnimas. Poder da formao da opinio do delito sobre o caso, para o pedido de arquivamento formulado pelo Promotor de Justia. Se o juiz no concorda, encaminha para o Procurador Geral da Justia, para oferecer denncia (voltando ao Frum 1a instncia) ou insistir no arquivamento onde est obrigado a arquivar. Os processos de competncia originria (foro privilegiado ex: Prefeito, juiz, Promotor, etc) no seguem o artigo 28 CPP. 4.3.PRINCPIO DA INDISPONIBILIDADE DA AO PENAL Conseqncia do Princpio da Lega