Doença inflamatória pélvica - files.a... · Definição A doença inflamatória pélvica (DIP)

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  • Doena inflamatria plvica

  • Definio

    A doena inflamatria plvica (DIP) uma infeco ascendente, acometendo, mais freqentemente, os rgos plvicos.

    Complicao mais freqente das DSTs

  • Etiopatogenia

    Chlamydia trachomatis (intracelular) Neisseria gonorrhoeae

    Espermatozide (vetor)

    Penetrao e multiplicao em:

    Endomtrio: endocervicite ou endometrite Tubas uterinas: hidro ou piossalpingite Ovrios: abscesso Peritnio: pelviperitonite, abscesso Estruturas contguas

  • Epidemiologia

    Freqente em jovens

    Em geral subnotificadas

    Chlamydia trachomatis : DST mais comum em pases desenvolvidos

    Cerca de 3,5 milhes de casos/ano nos EUA1

    Subnotificada: sintomas leves ou assintomtico

    Neisseria gonorrhoeae: Mais freqente por ser mais sintomtica

    1- Varella et al. Pesquisa de Chlamydia trachomatis em mulheres do municpio de Pira-RJ. DST J bras Doenas Sex Transm. 2000;12: 27-44

  • Fatores de risco

    Atividade sexual precoce

    Promiscuidade

    Ectopia cervical

    Parceiro com DST

    Uso de DIU

    Manipulao do canal cervical ou endomtrio

    Baixo nvel scio-econmico

    Duchas vaginais

    Ps-parto

  • Clnica

    Sintomas: Dor em regio inferior do abdmen

    Menorragia

    Calafrios

    Corrimento com caractersticas mucopurulenta

    Disria

    Sintomas gastrintestinais

  • Clnica

    Sinais Dor mobilizao do colo uterino e palpao das regies anexiais

    Secreo vaginal ou cervical anormal

    Febre

    Massa plvica

    Dor palpao em regio abdominal inferior ou sinais de irritao peritoneal

    Dor palpao e percusso do hipocndrio direito (Sndrome de Fitz-Hugh-Curtis)

    Abaulamento do fundo de saco:abscesso ou lquido livre na cavidade

  • Exames Complementares

    HMG: Leucocitose sem desvio

    Ultrassonografia: Liquido livre na cavidade

    Abscesso

    U I Afastar ITU

    Laparoscopia Hiperemia e edema da superfcie tubria

    Exsudato purulento cobrindo a superfcie tubria ou extravasando pela extremidade

  • tero corte longitudinal, com presena de lquido livre fundo de saco anterior e posterior

    Hidrossalpinge

  • Critrios diagnsticos

    3 critrios maiores + 1 critrio menor ou 1 critrio elaborado.

    Critrios maiores: o Dor no abdmen inferior;

    o Dor palpao dos anexos;

    o Dor mobilizao do colo uterino.

  • Critrios diagnsticos

    Critrios menores: Temperatura axilar maior que 37.8 C;

    Secreo vaginal ou cervical anormal;

    Massa plvica;

    Mais de cinco leuccitos por campo de imerso em secreo de endocrvice;

    Hemograma infeccioso (leucocitose);

    Protena C reativa ou VHS elevada;

    Comprovao laboratorial de infeco cervical pelo gonococo, clamydia ou mycoplasma.

  • Critrios diagnsticos

    Critrios elaborados:

    Evidncia histopatolgica de endometrite;

    Presena de abscesso tubo-ovariano ou de fundo-de-saco de Douglas em estudo de imagem (USG plvica);

    Laparoscopia com evidncia de DIP.

  • Diagnsticos Diferenciais

    Gravidez ectpica;

    Apendicite aguda;

    Infeco do trato urinrio;

    Litase ureteral;

    Toro de tumor cstico ovariano;

    Rotura de cisto ovariano;

    Endometriose (rotura de endometrioma).

  • Classificao

    Estgio I (Leve) - Salpingite aguda sem irritao peritoneal.

    Estgio II (Moderada sem abscesso) - Salpingite com irritao peritoneal (pelviperitonite).

  • Classificao

    Estgio III (Moderada com abscesso) - Salpingite aguda com ocluso tubria ou abscesso tubo-ovariano ou abscesso plvico.

    Estgio IV (Grave) - Abscesso tubo-ovariano roto ou sinais de choque sptico.

  • Tratamento

    O tratamento adequado engloba:

    Antibioticoterapia apropriada;

    Determinao da necessidade de hospitalizao;

    Educao e orientao da paciente;

    Avaliao do(s) parceiro(s) sexual(is);

    Seguimento ps-tratamento.

  • Tratamento

    Tratamento ambulatorial:

    quadro clnico leve;

    exame abdominal e ginecolgico sem sinais de pelviperitonite;

    no estejam includas nos critrios para tratamento hospitalar.

  • Tratamento

    Critrios para tratamento hospitalar: Caso de emergncia cirrgica (Ex.: abscesso tubo-ovariano roto);

    Quadro grave com sinais de peritonite, nuseas, vmitos ou febre alta;

    Gestantes;

    Imunodeficincia;

    Paciente no apresenta resposta adequada ao tratamento ambulatorial;

    Paciente no tolera ou incapaz de aderir ao tratamento ambulatorial.

  • Tratamento

    Medidas gerais: Repouso;

    Abstinncia Sexual;

    Retirar o DIU caso esteja presente (aps 6 horas de antibioticoterapia);

    Tratamento Sintomtico (analgsicos; antitrmicos; antiinflamatrios).

  • Tratamento Estgio I Ambulatorial

    Antibioticoterapia:

    Ceftriaxona 250 mg, IM - Dose nica + Doxiciclina 100 mg VO 12-12 h por 14 dias;

    Ofloxacina 400 mg VO, 12-12h por 14 dias + Metronidazol 500 mg VO 12-12h por 14 dias;

    Cefoxitina 2 g IM - Dose nica + Probenecide 1 g VO - Dose nica + Doxiciclina 100 mg VO, 12-12h por 14 dias;

    Ofloxacina 400 mg VO, 12-12h por 14 dias + Doxiciclina 100 mg VO, 12-12h por 14 dias + Metronidazol 500 mg VO, 12-12h por 14 dias;

    Ampicilina 3,5 g VO - Dose nica, antecedida em meia hora por Probennecide 1 g VO, dose nica + Doxiciclina 100 mg VO, 12-12h por 14 dias + Metronidazol 500 mg VO, 12-12h por 14 dias.

  • Tratamento Estgio II

    Hospitalar.

    Antibioticoterapia: EV at 48 horas aps o ltimo pico febril e/ou melhora

    importante do quadro clnico. VO aps, no mnimo, 10 dias; abscesso, tratar por 14 dias no mnimo.

    Gentamicina 60-80mg EV, 8-8h + Penicilina G Cristalina 5 milhes UI EV, 4-4;

    Gentamicina 60-80mg EV, 8-8h + Clindamicina 600-900 mg EV, 8-8h;

    Gentamicina 60-80mg EV, 8-8h + Metronidazol 500 mg EV, 8-8 h.

    Aps a fase aguda, fazer esquema ambulatorial: Doxiciclina 100 mg VO - 12-12h

  • Tratamento Estgio III

    Hospitalar. Antibioticoterapia:

    EV at 48 horas aps o ltimo pico febril e/ou melhora importante do quadro clnico. VO aps, no mnimo, 10 dias; abscesso, tratar por 14 dias no mnimo.

    Gentamicina 60-80mg EV, 8-8h + Clindamicina 600-900 mg EV, 8-8h + Penicilina G Cristalina 5 milhes UI EV, 4-4h;

    Gentamicina 60-80mg EV, 8-8h + Metronidazol 500 mg EV, 8-8h + Penicilina G Cristalina 5 milhes UI EV, 4-4h;

    Gentamicina 60-80mg EV, 8-8h + Tianfenicol 750 mg EV, 8-8h + Penicilina G Cristalina 5 milhes UI EV, 4-4h.

    Aps a fase aguda, fazer esquema ambulatorial: Doxiciclina 100 mg VO - 12-12h

  • Tratamento Estgio IV

    Hospitalar.

    Tratamento semelhante ao estgio III + cirurgia.

    Falha do Tratamento Clnico;

    Presena de Massa plvica que persiste ou aumenta, apesar do tratamento clnico;

    Suspeita de rotura de abscesso tubo-ovariano;

    Hemoperitnio;

    Abscesso de fundo de saco de Douglas.

    Indicaes

  • Tratamento - Observaes

    Tratamento do parceiro: Azitromicina 1g VO (dose nica) + Ofloxacina 400 mg

    VO (dose nica)

    Solicitar: Sorologia para sfilis

    hepatite B

    HIV

    Reavaliar a paciente a cada trs meses durante o primeiro ano.

  • Complicaes

    Gestao ectpica aumenta

    de 1 em 200 para

    1 em 20.

    Abcessos plvicos;

    Dor plvica crnica;

    http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000895.htm

  • Complicaes

    O risco de infertilidade aumenta: 15% de risco de infertilidade aps o primeiro episdio de DIP;

    30% de risco de infertilidade aps dois episdios de DIP;

    50% de risco de infertilidade aps trs ou mais episdios de DIP

    http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001191.htm