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Secretaria de Saúde intensifica ações contra a dengue com atividades lúdicas e educativas Apresentação de esquetes em vagões do metrô e trabalhos com crianças em creches da capital estão entre as atividades em vigor neste mês Com o objetivo de promover ações contra a dengue em locais de grande circulação em Belo Horizon- te, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) deu início na última sema- na a uma temporada de interven- ções no metrô da capital. Os vagões do trem metropolitano foram palco de apresentações do MobilizaSUS- -BH, grupo de arte e mobilização da SMSA, que encenou o esquete “Em- barque na Saúde”, uma crítica bem humorada contra os maus hábitos das pessoas que favorecem a proli- feração do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Pesquisas realizadas pela SMSA apontam que 80% dos cria- douros do mosquito estão nas resi- dências. Por isso, durante as apre- sentações os atores alertam o pú- blico a não deixar recipientes co- mo pneus, garrafas e outros inserví- veis em locais descobertos, para evi- tar o acúmulo de água. As interven- ções no metrô vêm sendo realizadas em parceria com a Companhia Bra- sileira de Trens Urbanos (CBTU) des- de setembro de 2013. O público-al- vo são as cerca de 230 mil pessoas que utilizam diariamente esse tipo transporte na capital. A encenação chama a atenção dos passageiros ainda no terminal de embarque. Com um figurino incon- fundível, o casal Donato e Donana (interpretado pelos atores José Almei- da e Jey Barcelos) embarca no metrô dando início a uma grande discussão. Marido e mulher passam a se acusar pelo descuido com objetos do coti- diano, como garrafas deixadas em lo- cais descobertos com o gargalo vira- do para cima, além de outros uten- sílios domésticos, como baldes com roupa para lavar deixados no quin- tal semanas a fio com água parada. Ao invés de cada um fazer a sua par- te, ficam somente cobrando atitudes corretas do outro. Mas, ao final, to- dos reconhecem que estavam sen- do negligentes e que precisam mu- dar de atitude. O trabalho de conscientiza- ção continua quando, algumas es- tações à frente, entram em cena os “atores invisíveis” do Mobiliza/SUS- -BH, que começam a interagir com os passageiros como simples usuá- rios do metrô. Repercutem o com- portamento do casal, trocam ideias e divulgam mensagens de sensibili- zação sobre os cuidados necessários para evitar a propagação da doença. Durante toda a encenação os passageiros se tornam coadjuvantes. Receptivos, interferem nas cenas e interagem com os atores. Foi o ca- so da técnica em enfermagem Tâ- nia Beatriz Lopes Amorim, do Hos- pital Galba Veloso, que participou ativamente do processo. “Foi óti- mo, muito engraçado e divertido. A mensagem transmitida pela peça é que, para vencer a dengue, cada um tem que fazer a sua parte. Só assim nós vamos conseguir”, disse. A dona de casa Lúcia Maria Barbosa, moradora do bairro Pe- trolândia, em Contagem, se divertiu. Disse que achou interessante a ini- ciativa e contou que tem redobrado os cuidados para não contrair nova- mente a doença, pois em fevereiro de 2013 teve dengue pela segunda vez. “Só quem já teve dengue sabe o que é. Fiquei duas semanas de ca- ma, não conseguia nem me levan- tar e não tinha forças para fazer na- da”, contou. O representante comercial Rogério Pereira, morador do bair- ro Floramar, elogiou a performance dos atores e o trabalho realizado. “É muito interessante essa forma de uti- lizar o teatro como ferramenta pa- ra falar para as pessoas sobre uma questão tão grave de saúde pública como é a dengue”, disse. O papel do Mobiliza/SUS-BH O trabalho do Núcleo de Mobilização Social da Secre- taria Municipal de Saúde, o MobilizaSUS-BH, busca sensibili- zar a população para atitudes de promoção à saúde e preven- ção de endemias. O grupo é composto por técnicos em saúde e artistas que utilizam várias formas de comunicação, tais como dinâmicas, intervenções teatrais, músicas, jogos e uma série de atividades lúdicas, todas planejadas de acordo com o objetivo e o público a serem atingidos. Alex Valle, coordenador geral do MobilizaSUS-BH, lem- bra, que, no verão, aumenta o risco da transmissão da den- gue devido à combinação de altas temperaturas com o perío- do chuvoso. “Nossa grande preocupação é que as pessoas de- monstrem conhecimento sobre a dengue, mas muita gente não está fazendo a sua parte”, afirmou. O coordenador do Grupo Arte e Mobilização, Guilher- me Colina, comemorou a parceria entre a SMSA e a CBTU. “O trabalho realizado no metrô tem sido um sucesso abso- luto. A estratégia é levar a mensagem a regiões com gran- de aglomeração de pessoas e sensibilizá-las para que possam atuar como multiplicadores, proativas e responsáveis no com- bate à endemia”, explicou. Recado para crianças e adolescentes Depois da bem suce- dida participação da SM- SA no programa Férias no Parque em janeiro, quan- do o Mobiliza-SUS BH le- vou mensagens de comba- te à dengue de forma lúdi- ca a crianças e jovens, neste mês de fevereiro está sendo trabalhada a prevenção com crianças de creches e edu- candários da região Norte da capital. De acordo com o técnico em Mobilização em Saúde, o biólogo Fran- cisco Santos, a região foi es- colhida em razão dos resul- tados apontados pelo Le- vantamento do Índice Rá- pido do Aedes aegypti (LI- RAa), que detecta os índices de infestação larvária nas re- sidências. Na primeira semana do mês foram contempladas as creches Santa Terezinha, Benedita Hilídia da Silva Rezende e Etelvina Caeta- no de Souza, além das Uni- dades Municipais de Ensino Infantil (Umeis) 1º de Maio e Heliópolis. Os alunos as- sistiram ao esquete “Vila Fe- liz no Combate à Dengue”, que conta a história de Ma- riana, uma garotinha que fi- ca algum tempo desapareci- da até ser encontrada com sin- tomas da dengue. A mensagem transmitida pelos atores reforça a importância da adoção de me- didas básicas para evitar a doen- ça. “Os alunos ficaram encan- tados com a história”, disse Ana Paula Silva de Moura Veneres, coordenadora administrativa da Creche Benedita Hilídia da Sil- va Rezende. Para a coordenado- ra pedagógica Márcia Aparecida Martins, “a mensagem foi passa- da de forma clara e objetiva”. Todas as instituições visi- tadas recebem instruções e ma- terial de apoio dos técnicos da SMSA, como o checklist, um fo- lheto que orienta o cidadão a dedicar dez minutos por sema- na para eliminar todos os pos- síveis criadouros do mosquito. As crianças também recebem a cartilha Brincar e Aprender, que ensina a combater a dengue por meio de palavras cruzadas, jogo dos sete erros, caça palavras e atividades para colorir. Em reunião com a coor- denadora administrativa da Cre- che Santa Terezinha, Andrea Re- gina Lemos, o técnico da SMSA Francisco Santos pediu a parti- cipação ativa de todos no com- bate à doença. Ele explicou que o resultado do LIRAa mostrou a necessidade de redobrar a atenção para diminuir os índices de infestação larvá- ria nas residências da região Norte. Ele pediu o envolvi- mento da instituição para re- percutir junto à comunida- de, o comércio e outros es- tabelecimentos, para que se tornem multiplicadores no combate. As ações lúdicas e educa- tivas prosseguem em mais seis creches da região (até o dia 25), na Escola Municipal Acadêmi- co Vivaldi Moreira (dia 27), além do “Meu Bairro em Fo- co”, hoje, no bairro Pompéia. BELO HORIZONTE Esquete “Embarque na Saúde” faz uma crítica bem humorada contra os hábitos das pessoas que favorecem a proliferação da dengue Mensagem transmitida por meio de esquete em creches reforça importância de adoção de medidas básicas para evitar a doença Crianças receberam material de apoio com material informativo como cartilhas e folhetos Marina Jordá Marina Jordá Reinaldo Gomes Reinaldo Gomes Reinaldo Gomes Ano XX N. 4.502 R$ 0,90 Tiragem: 2.500 19/2/2014 Diário Oficial do Município - DOM dom 4502.indd 1 18/02/2014 18:22:06

DOM - 19/02/2014

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Diário Oficial do Município

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  • Secretaria de Sade intensifica aes contra a dengue com atividades ldicas e educativas

    Apresentao de esquetes em vages do metr e trabalhos com crianas em creches da capital

    esto entre as atividades em vigor neste msCom o objetivo de promover

    aes contra a dengue em locais de grande circulao em Belo Horizon-te, a Secretaria Municipal de Sade (SMSA) deu incio na ltima sema-na a uma temporada de interven-es no metr da capital. Os vages do trem metropolitano foram palco de apresentaes do MobilizaSUS-

    -BH, grupo de arte e mobilizao da SMSA, que encenou o esquete Em-barque na Sade, uma crtica bem humorada contra os maus hbitos das pessoas que favorecem a proli-ferao do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

    Pesquisas realizadas pela SMSA apontam que 80% dos cria-

    douros do mosquito esto nas resi-dncias. Por isso, durante as apre-sentaes os atores alertam o p-blico a no deixar recipientes co-mo pneus, garrafas e outros inserv-veis em locais descobertos, para evi-tar o acmulo de gua. As interven-es no metr vm sendo realizadas em parceria com a Companhia Bra-sileira de Trens Urbanos (CBTU) des-de setembro de 2013. O pblico-al-vo so as cerca de 230 mil pessoas que utilizam diariamente esse tipo transporte na capital.

    A encenao chama a ateno dos passageiros ainda no terminal de embarque. Com um figurino incon-fundvel, o casal Donato e Donana (interpretado pelos atores Jos Almei-da e Jey Barcelos) embarca no metr dando incio a uma grande discusso. Marido e mulher passam a se acusar pelo descuido com objetos do coti-diano, como garrafas deixadas em lo-cais descobertos com o gargalo vira-do para cima, alm de outros uten-slios domsticos, como baldes com roupa para lavar deixados no quin-tal semanas a fio com gua parada. Ao invs de cada um fazer a sua par-te, ficam somente cobrando atitudes corretas do outro. Mas, ao final, to-dos reconhecem que estavam sen-do negligentes e que precisam mu-dar de atitude.

    O trabalho de conscientiza-o continua quando, algumas es-taes frente, entram em cena os atores invisveis do Mobiliza/SUS--BH, que comeam a interagir com

    os passageiros como simples usu-rios do metr. Repercutem o com-portamento do casal, trocam ideias e divulgam mensagens de sensibili-zao sobre os cuidados necessrios para evitar a propagao da doena.

    Durante toda a encenao os passageiros se tornam coadjuvantes. Receptivos, interferem nas cenas e interagem com os atores. Foi o ca-so da tcnica em enfermagem T-nia Beatriz Lopes Amorim, do Hos-pital Galba Veloso, que participou ativamente do processo. Foi ti-mo, muito engraado e divertido. A mensagem transmitida pela pea que, para vencer a dengue, cada um

    tem que fazer a sua parte. S assim ns vamos conseguir, disse.

    A dona de casa Lcia Maria Barbosa, moradora do bairro Pe-trolndia, em Contagem, se divertiu. Disse que achou interessante a ini-ciativa e contou que tem redobrado os cuidados para no contrair nova-mente a doena, pois em fevereiro de 2013 teve dengue pela segunda vez. S quem j teve dengue sabe o que . Fiquei duas semanas de ca-ma, no conseguia nem me levan-tar e no tinha foras para fazer na-da, contou.

    O representante comercial Rogrio Pereira, morador do bair-ro Floramar, elogiou a performance dos atores e o trabalho realizado. muito interessante essa forma de uti-lizar o teatro como ferramenta pa-ra falar para as pessoas sobre uma questo to grave de sade pblica como a dengue, disse.

    O papel do Mobiliza/SUS-BHO trabalho do Ncleo de Mobilizao Social da Secre-

    taria Municipal de Sade, o MobilizaSUS-BH, busca sensibili-zar a populao para atitudes de promoo sade e preven-o de endemias. O grupo composto por tcnicos em sade e artistas que utilizam vrias formas de comunicao, tais como dinmicas, intervenes teatrais, msicas, jogos e uma srie de atividades ldicas, todas planejadas de acordo com o objetivo e o pblico a serem atingidos.

    Alex Valle, coordenador geral do MobilizaSUS-BH, lem-bra, que, no vero, aumenta o risco da transmisso da den-gue devido combinao de altas temperaturas com o pero-do chuvoso. Nossa grande preocupao que as pessoas de-monstrem conhecimento sobre a dengue, mas muita gente no est fazendo a sua parte, afirmou.

    O coordenador do Grupo Arte e Mobilizao, Guilher-me Colina, comemorou a parceria entre a SMSA e a CBTU. O trabalho realizado no metr tem sido um sucesso abso-luto. A estratgia levar a mensagem a regies com gran-de aglomerao de pessoas e sensibiliz-las para que possam atuar como multiplicadores, proativas e responsveis no com-bate endemia, explicou.

    Recado para crianas e adolescentesDepois da bem suce-

    dida participao da SM-SA no programa Frias no Parque em janeiro, quan-do o Mobiliza-SUS BH le-vou mensagens de comba-te dengue de forma ldi-ca a crianas e jovens, neste ms de fevereiro est sendo trabalhada a preveno com crianas de creches e edu-candrios da regio Norte da capital. De acordo com o tcnico em Mobilizao em Sade, o bilogo Fran-cisco Santos, a regio foi es-colhida em razo dos resul-tados apontados pelo Le-vantamento do ndice R-pido do Aedes aegypti (LI-RAa), que detecta os ndices de infestao larvria nas re-sidncias.

    Na primeira semana do ms foram contempladas as creches Santa Terezinha, Benedita Hildia da Silva Rezende e Etelvina Caeta-no de Souza, alm das Uni-dades Municipais de Ensino Infantil (Umeis) 1 de Maio e Helipolis. Os alunos as-sistiram ao esquete Vila Fe-liz no Combate Dengue, que conta a histria de Ma-riana, uma garotinha que fi-ca algum tempo desapareci-

    da at ser encontrada com sin-tomas da dengue. A mensagem transmitida pelos atores refora a importncia da adoo de me-didas bsicas para evitar a doen-a.

    Os alunos ficaram encan-tados com a histria, disse Ana Paula Silva de Moura Veneres, coordenadora administrativa da Creche Benedita Hildia da Sil-va Rezende. Para a coordenado-ra pedaggica Mrcia Aparecida Martins, a mensagem foi passa-da de forma clara e objetiva.

    Todas as instituies visi-tadas recebem instrues e ma-terial de apoio dos tcnicos da SMSA, como o checklist, um fo-lheto que orienta o cidado a dedicar dez minutos por sema-na para eliminar todos os pos-sveis criadouros do mosquito. As crianas tambm recebem a cartilha Brincar e Aprender, que ensina a combater a dengue por meio de palavras cruzadas, jogo dos sete erros, caa palavras e atividades para colorir.

    Em reunio com a coor-denadora administrativa da Cre-che Santa Terezinha, Andrea Re-gina Lemos, o tcnico da SMSA Francisco Santos pediu a parti-cipao ativa de todos no com-bate doena. Ele explicou que o resultado do LIRAa mostrou

    a necessidade de redobrar a ateno para diminuir os ndices de infestao larv-ria nas residncias da regio Norte. Ele pediu o envolvi-mento da instituio para re-percutir junto comunida-de, o comrcio e outros es-tabelecimentos, para que se tornem multiplicadores no combate.

    As aes ldicas e educa-tivas prosseguem em mais seis creches da regio (at o dia 25), na Escola Municipal Acadmi-co Vivaldi Moreira (dia 27), alm do Meu Bairro em Fo-co, hoje, no bairro Pompia.

    BELO HORIZONTE

    Esquete Embarque na Sade faz uma crtica bem humorada contra os hbitos das pessoas que favorecem a proliferao da dengue

    Mensagem transmitida por meio de esquete em creches refora importncia de adoo de medidas bsicas para evitar a doena

    Crianas receberam material de apoio com material informativo como cartilhas e folhetos

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    Ano XX N. 4.502 R$ 0,90 Tiragem: 2.500 19/2/2014Dirio Oficial do Municpio - DOM

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  • BELO HORIZONTEQuarta-feira, 19 de fevereiro de 2014Dirio Oficial do Municpio2

    Poder Executivo

    Secretaria de Educao premia vencedores da Olimpada Cultural do Projeto Acervos Museolgicos

    Comdia premiada em cartaz no Teatro Bradesco retrata crises ciumentas de um casal

    Secretaria de Planejamento divulga

    ganhadores de ingressos para pea de teatro

    A Prefeitura de Belo Ho-rizonte, por meio da Secretaria Municipal de Educao (Smed) e do Instituto Minas pela Paz, re-alizou na ltima semana a pre-miao das 18 escolas munici-pais que conquistaram o primei-ro e o segundo lugares e das du-as turmas vencedoras da Olimp-ada Cultural do Projeto Acervos Museolgicos. Os prmios foram

    entregues pela secretria munici-pal de Educao, Sueli Baliza, e pela coordenadora de produo e gestora do projeto, Eliana Mara de Rezende. As escolas premia-das receberam um notebook, um projetor multimdia, um scanner de mesa e um tablet. Cada estu-dante das turmas vencedoras ga-nhou um tablet.

    Na categoria Escolas, cada

    regio teve uma escola que con-quistou o primeiro lugar. So elas: Escola Municipal Vincius de Mo-rais (Barreiro), Marconi (Centro--Sul), Doutor Jlio Soares (Les-te), Governador Ozanam Coelho (Nordeste), Carlos Goes (Noroes-te), Hilda Rabelo da Mata (Norte), Padre Henrique Brando (Oeste), Maria de Magalhes Pinto (Pam-pulha) e Deputado Renato Aze-redo (Venda Nova). O segundo lugar de cada regio ficou com as escolas Edith Pimenta da Vei-ga (Barreiro), Marconi, Israel Pi-nheiro (Leste), Maria Assuno de Marco (Nordeste), Carlos Go-es, Hilda Rabelo da Mata, Padre Henrique Brando, Anne Frank (Pampulha) e Deputado Renato Azeredo.

    Entre as turmas premiadas, o primeiro lugar foi para a turma da cursista e professora Jeanne Ma-ry Cherquer, da Escola Municipal Maria de Magalhes Pinto (Pampu-lha). O segundo lugar ficou com a turma da cursista Alzenira Gouvea, da Escola Municipal Governador Ozanam Coelho (Nordeste).

    Projeto inovadorO projeto Acervos Museolgicos, democratizao e for-

    mao de agentes culturais, encerrado em dezembro de 2013, envolveu 228 professores, coordenadores e diretores, alm de mais de 75 mil alunos da rede municipal de Educao de Be-lo Horizonte. Teve como objetivo capacitar gestores educacio-nais e professores para a incluso sociocultural de alunos de es-colas pblicas e difundir a cultura como meio de construo da cidadania.

    As aes foram realizadas em quatro etapas, com foco na qualificao, formao e multiplicao de valores culturais, ten-do os professores como instrumentos-chave para esse ciclo. Na primeira etapa, foi realizada uma pesquisa de campo visando co-nhecer o perfil dos professores das escolas da Rede Municipal de Educao e avaliar o interesse e o grau de disponibilidade dos profissionais, alunos e familiares na ampliao da frequncia de visitas aos espaos culturais da cidade.

    Na segunda fase, realizada entre agosto de 2011 e maro de 2013, os profissionais participaram de um curso de ps-graduao em Gesto de Projetos Culturais ministrado pela Pontifcia Univer-sidade Catlica de Minas Gerais (PUC Minas). Na terceira, acon-teceu uma imerso cultural dos professores e alunos por meio de visitas aos museus e a outros espaos culturais de Belo Horizonte. Na quarta etapa, aconteceu a Olimpada Cultural.

    O projeto foi realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo Cultura Lei Rouanet, do Ministrio da Cultura e conta com a parceria da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Smed. A meta dos idealizadores am-pliar a abrangncia do projeto para a re-gio metropolitana de Belo Horizonte e para o interior de Mi-nas Gerais.

    A Secretaria Municipal de Planejamento, Oramento e Informao (SMPL) sorteou ontem pares de convites pa-ra apresentaes do espet-culo Meu tio tia, em car-taz amanh e nos dias 21, 22 e 23 (sexta, sbado e domin-go) no Espao Cultural Ima-culada (rua Aimors, 1.600, Lourdes). A lista com os no-mes dos ganhadores e o ho-rrio de exibio da pea po-de ser conferida abaixo e est disponvel na internet, no si-te da Prefeitura de Belo Hori-zonte (www.pbh.gov.br).

    Na prxima tera-fei-ra, dia 25, s 10h, sero sor-

    teados mais pares de convites para a pea Meu tio tia. Para se inscrever necess-rio acessar a Sala do Servi-dor, no site da Prefeitura, onde est localizado o ban-ner do sorteio. Clicando ne-le, possvel efetuar a inscri-o. Para que o link seja dire-cionado corretamente ne-cessrio que um e-mail insti-tucional da PBH esteja aberto antes do cadastramento. So-mente ser considerada uma inscrio por pessoa. Podem se inscrever servidores, em-pregados, terceirizados e es-tagirios das administraes direta e indireta.

    Vencedora da categoria Melhor Comediante e Humoris-ta do Prmio Sesc/Sated de 2012, a montagem Vexame continua em cartaz no Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes), den-tro da 40 Campanha de Popula-rizao do Teatro e da Dana. O espetculo cmico, dirigido pe-la atriz Ins Peixoto, apresenta o ator Amauri Reis na pele de um homem que usa todos os mtodos possveis para vigiar a vida de sua noiva, Irene, interpretada por Lu-

    ciana Bahia. O medo da traio acaba por deteriorar a relao e leva o protagonista a perder sua amada. A pea pode ser vista at o dia 26 deste ms, nas teras e quartas, sempre s 20h30. Os in-gressos custam R$ 12.

    Sufocada pelas constantes desconfianas e crises de cimes do noivo, Irene pe fim rela-o e se surpreende quando ele passa a vigi-la dia e noite, pro-vocando os mais trgicos e cmi-cos vexames de amor na tentati-va de reatar o romance. A ideia que o espetculo, escrito por Wesley Marchiori, desperte risa-das, mas convida tambm o p-blico a refletir a partir das situa-es embaraosas a que se pres-tam os amantes nas crises ciu-mentas. A pea tambm celebra a parceria entre Ins e Amauri, que comearam a fazer teatro juntos e j contam com mais de 40 anos de amizade.

    Confira a programao de hoje da campanha de

    popularizao

    Teatro adulto

    A Virgem de 40 Agora ou Nunca Teatro Shopping Esta-o BH (Avenida Cristiano Macha-do, 11.183, Venda Nova), s 20h30. R$ 12.

    As Sereias da Zona Sul Teatro Izabela Hendrix (rua da Bahia, 2.020, Lourdes), s 20h. R$ 12.

    Adultrios e outras pe-quenas traies Teatro Jlio Mackenzie (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro), s 20h. R$ 12.

    Amar ... Uma com-dia! - Tea tro Dom Silvrio (ave-nida Nossa Senhora do Carmo, 230, So Pedro), s 21h. R$ 12.

    Como fazer uma mulher feliz com apenas cinco reais! - Teatro Santo Agostinho (rua Ai-mors, 2.679, Santo Agostinho), s 20h30. R$ 12.

    Comi a galinha e t pa-gando o pato Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes), s 21h. R$ 12.

    vira-lata, mas no tem rabo preso Cine Theatro Bra-sil Teatro de Cmara (rua Cari-js, 258, Centro), s 21h. R$ 12.

    Os Sem Vergonha Teatro Alterosa (avenida Assis Chateubriand, 499, Floresta), s 21h. R$ 12.

    Quem tem medo da ve-lhice Sala Juvenal Dias do Pa-lcio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, Centro), s 20h30. R$ 12.

    Talvez seja amor... Teatro Sesi Holcim (rua Padre Marinho, 60, Santa Efignia), s 20h30. R$ 12.

    Trem de Minas Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1.341, Centro), s 20h30. R$ 12.

    Vexame Teatro Bra-desco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes), s 20h30. R$ 12.

    Vulgaridades Sublimes Teatro Jlio Mackenzie (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro), s 21h. R$ 10.

    Escolas premiadas receberam notebook, projetor multimdia, scanner de mesa e tablete, enquanto cada estudante das turmas vencedoras ganhou um tablet

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  • BELO HORIZONTEQuarta-feira, 19 de fevereiro de 2014 Dirio Oficial do Municpio 3

    Poder Executivo

    Servidores podem trabalhar como voluntrios na Copa do Mundo

    Secretaria Municipal de Educao publica diretrizes pedaggicas do 1 Ciclo

    A Copa do Mundo de 2014 ser disputada entre 12 de junho e 13 de julho e Belo Hori-zonte, uma das cidades que re-ceber o evento, se prepara pa-ra receber turistas de vrias par-tes do mundo. Por isso, a Prefei-tura de Belo Horizonte convo-ca os servidores a serem volun-trios nas atividades do Mundial e, assim, contribuir para a cons-truo de uma imagem positiva da cidade para o Brasil e para o mundo.

    Para participar, os servido-res devem estar disponveis du-rante, no mnimo, 15 dias, en-tre 12 de junho e 13 de julho, ter noes de uma lngua estrangeira (a fluncia desejvel, mas no obrigatria), ter interesse nas reas de atuao disponveis, principal-mente em atividades de orienta-es aos cidados e turistas e ser servidor ou empregado pblico das administraes direta ou in-direta do municpio.

    Os interessados deve-ro preencher a ficha de inscri-o disponvel na Sala do Servi-dor, localizada no site da PBH (www.pbh.gov.br). importan-te envi-la em formato digital para o e-mail [email protected] at sexta, dia 21. O candida-to deve tambm realizar a inscri-o no programa Brasil Volunt-rio, no site www.brasilvoluntario.gov.br, at 6 de maro. Os vo-luntrios passaro por processo de capacitao e seleo.

    A inscrio no programa Brasil Voluntrio importan-te para que o voluntrio rece-ba os benefcios oferecidos pe-lo Ministrio do Esporte. Entre eles esto vantagens como: nos dias de convocao, a libera-o de cumprimento de sua jor-nada diria no rgo de lota-o em contrapartida ao cum-primento da jornada do progra-ma Brasil Voluntrio; liberao de um dia de servio por dia de convocao, em caso de chama-da em finais de semana, feriado ou pontos facultativos; uniforme completo; treinamento on-line e presencial; vale transporte para os deslocamentos necessrios; vale-alimentao; seguro contra acidentes e certificado emitido por universidade federal.

    Alfabetizar uma criana no uma tarefa fcil. ne-cessrio muita dedicao e um planejamento que requer do alfabetizador estratgias criativas, variadas e ldicas que possam proporcionar criana experincias pedag-gicas capazes de faz-la com-preender o princpio alfabti-co e a introduo ortogra-fia, conhecimentos que per-mitem ao estudante ler e es-crever com autonomia.

    Com o objetivo de nor-tear o trabalho da prtica pe-daggica em sala de aula, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Muni-cipal de Educao, publicou as Diretrizes Pedaggicas para o 1 Ciclo. O documento vem reafirmar a poltica de educa-o da PBH e ajudar o corpo docente a organizar o trabalho no 1 ciclo, oferecendo refle-xo e orientao sobre o pro-cesso de mediao da apren-dizagem proporcionado pe-la escola, no qual necessrio que o professor compreenda, valorize e respeite as maneiras como a criana se apropria do

    conhecimento. Tais diretrizes apontam os

    programas, projetos e aes que compem um conjunto articula-do, cuja finalidade a melhoria da qualidade da educao. De acor-do com a gerente de Educao B-sica e Incluso da Secretaria Muni-cipal de Educao, Adriana Mota

    Ivo Martins, o documento orienta a construo do trabalho pedag-gico em todas as disciplinas. Nes-te ano, o documento traz uma ino-vao importante, que o fomen-to do trabalho com as relaes t-nico-raciais, orientando a cons-truo do trabalho pedaggico de forma interdisciplinar e valori-

    zando o trabalho com a diversida-de por meio de um detalhamen-to de aes e propostas, afir-mou.

    O docu-mento, produzi-do coletivamente com as gerncias regionais de Edu-cao e com as equipes da Ge-rncia de Coor-denao da Po-ltica Pedaggi-ca e de Forma-o, est dispo-nvel na intranet da Educao e as equipes pedag-gicas do 1 ciclo das escolas da re-

    alunos s em Belo Horizon-te. Ainda que no seja o pri-meiro contato da criana com uma instituio educacional, ele representa um divisor de guas, pois o ciclo da alfa-betizao. um processo con-tnuo, em um bloco pedag-gico no passvel de inter-rupo, com durao de trs anos, que tem como finalida-de ampliar as oportunidades de sistematizao e aprofun-damento das aprendizagens bsicas apontadas no docu-mento Proposies Curricu-lares do Ensino Fundamental.

    Nessa faixa de idade, as crianas possuem caractersti-cas semelhantes do ponto de vista do desenvolvimento hu-mano. Isso significa que es-se ciclo deve pautar-se pela compreenso das especifici-dades da infncia e de seus processos de desenvolvimen-to e aprendizagem, identifi-cando cada criana em sua individualidade em uma tra-jetria pessoal diferente e prpria, mesmo que social-mente compartilhada com seus pares.

    de municipal recebero tambm a verso impressa.

    O 1 CicloConsiderado o ciclo da for-

    mao, o primeiro ciclo agrega crianas com idade entre 5/6 e 8/9 anos, o que corresponde a 58.300

    Primeiro ciclo rene 58.300 alunos em Belo Horizonte e o ciclo da alfabetizao

    Ado

    de

    Souz

    a

    Dirio Oficial do Municpio de Belo HorizonteInstitudo pela Lei n 6.470 de 06/12/1993 e alterado pela Lei n 9.492 de 18/01/2008 Endereo eletrnico: www.pbh.gov.br/dom

    Composio, Produo e EdioAssessoria de Comunicao Social - Prefeitura de Belo HorizonteAv. Afonso Pena, 1.212 - 4 andar - Tel.: (31) 3277-4246

    Distribuio e AssinaturasRicci Dirios & Publicaes Ltda - Rua Curitiba, 1.592 - Loja 01Lourdes - Belo Horizonte - MG - Tel.: (31) 3274-4136

    ImpressoGrfica 101 - Rua Francisco Soucasseaux, 220Bairro Lagoinha - CEP 31110-310 - Belo Horizonte - MG - Tel.: (31) 3421-5000

    dom 4502.indd 3 18/02/2014 18:22:20

  • BELO HORIZONTEQuarta-feira, 19 de fevereiro de 2014Dirio Oficial do Municpio22

    Poder Executivo

    IndIcadores econmIcos de Belo HorIzonte

    No ms No ano ltimos12 Meses No ms No anoltimos

    12 Mesesset/13 404,56 0,24 4,17 5,76 404,09 0,27 2,97 4,24

    out/13 406,05 0,37 4,56 5,53 405,26 0,29 3,27 4,07

    nov/13 408,69 0,65 5,24 5,76 407,86 0,64 3,93 4,51

    dez/13 412,25 0,87 6,15 6,15 410,67 0,69 4,64 4,64

    jan/14 419,05 1,65 1,65 5,40 413,63 0,72 0,72 3,32

    1 fev/14 440,88 (3) 1,34 2,33 5,47 435,87 (3) 0,65 1,32 3,53

    IPCR(2)IPCA(1)

    (2) IPCR= ndice de Preos ao Consumidor Restrito: mede a evoluo dos gastos das famlias com renda de 1 a 5 salrios mnimos na cidade de Belo Horizonte

    Perodo

    (1) IPCA= ndice de Preos ao Consumidor Amplo: mede a evoluo dos gastos das famlias com renda de 1 a 40 salrios mnimos na cidade de Belo Horizonte

    Evoluo dos Preos ao Consumidor

    Variao (%)ndice de Base Fixa(4 Jul/94=100)

    ndice de Base Fixa(4 Jul/94=100)

    Variao (%)

    Produtos / servios(1)Forma deCobrana Menor (R$) Maior (R$) Diferena (%) Mdia

    (2) (R$)

    CADASTRO

    Confeco de cadastro para incio de relacionamento - CADASTRO por evento 0,00 59,00 .. 20,68

    CONTAS DE DEPSITOS

    CARTO - Fornecimento de 2 via de carto com funo dbito por cliente 5,30 10,00 88,68 6,37

    CARTO - Fornec. de 2 via de carto com funo mov. conta de poupana por cliente 5,30 10,00 88,68 6,37

    CHEQUE - Excluso do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo (CCF) por Operao 28,50 52,00 82,46 42,58

    CHEQUE - Contra-ordem e oposio ao pagamento de cheque por cheque 10,35 15,00 44,93 11,68

    CHEQUE - Fornecimento de folhas de cheque por cheque 1,00 1,50 50,00 1,27

    CHEQUE - Cheque Administrativo por Cheque 20,00 30,00 50,00 23,89

    CHEQUE - Cheque Visado por cheque 0,00 21,00 .. 10,50

    Saque de conta de depsitos vista e de poupana - SAQUE pessoal por operao 2,00 3,00 50,00 2,18

    Saque de conta de depsitos vista e de poupana - SAQUE Terminal por operao 1,15 3,00 160,87 1,77

    Saque de conta de dep. vista e de poupana - SAQUE correspondente por operao 1,15 2,15 86,96 1,50

    DEPSITO - Depsito Identificado por operao 0,00 3,00 .. 1,90

    Forn. de ext. de um periodo conta dep. vista e poup. - EXTRATO (P) por operao 1,45 6,00 313,79 3,04

    Forn. de ext. de um periodo conta dep. vista e poup. - EXTRATO (E) por operao 1,35 3,00 122,22 2,01

    Forn. de ext. de um periodo conta dep. vista e poup. - EXTRATO (C) por operao 1,20 1,40 16,67 1,29

    Ext. mensal de conta de dep. vista e poup. p/um perodo -EXTRATO(P) por operao 2,00 6,00 200,00 3,18

    Ext. mensal de conta de dep. vista e Poup. p/um perodo - EXTRATO(E) por operao 1,35 4,00 196,30 2,17

    Ext. mensal de conta de dep. vista e poup. p/um perodo - EXTRATO(C) por operao 1,20 4,00 233,33 1,81

    Fornecimento de cpia de microfilme, microficha ou assemelhado por operao 0,00 6,00 .. 4,75

    TRANSFERNCIA DE RECURSOS

    Transferncia agendada por meio de DOC/TED - DOC/TED agendado(P) por operao 0,00 19,00 .. 13,03

    Transferncia agendada por meio de DOC/TED - DOC/TED agendado(E) por operao 0,00 9,50 .. 7,04

    Transferncia agendada por meio de DOC/TED - DOC/TED agendado(I) por operao 6,50 8,60 32,31 7,54

    Transferncia entre contas na prpria instituio- TRANSF. RECURSOS(P) por operao 1,00 2,00 100,00 1,17

    Transferncia entre contas na prpria instituio-TRANSF.RECURSOS(E/I) por operao 0,00 1,20 .. 0,86

    Ordem de Pagamento - ORDEM PAGAMENTO por operao 23,80 27,00 13,45 24,98

    Transferncia por meio de DOC - DOC Pessoal (3) por evento 12,85 20,00 55,64 14,85

    Transferncia por meio de DOC - DOC eletrnico (3) por evento 0,00 9,50 .. 7,07

    Transferncia por meio de DOC - DOC internet (3) por evento 6,50 8,60 32,31 7,52

    Transferncia por meio de TED - TED pessoal (3) por evento 12,85 20,00 55,64 14,85

    Transferncia por meio de TED - TED eletrnico (3) por evento 0,00 9,50 .. 7,07

    Transferncia por meio de TED - TED internet (3) por evento 0,00 8,60 .. 7,59

    OPERAES DE CRDITO

    Concesso de adiantamento a depositante - ADIANT. DEPOSITANTE por operao 30,00 51,80 72,67 43,56

    PACOTE PADRONIZADO PESSOA FSICAPACOTE PADRONIZADO PESSOA FSICA por evento 9,50 32,00 236,84 12,62

    CARTO DE CRDITO (3)

    Anuidade - carto bsico nacional a cada 365 dias 24,00 54,00 125,00 44,00

    Fornecimento de 2 via de carto com funo crdito por evento 0,00 15,00 .. 6,86

    Utilizao de canais de atend. para retirada em espcie - no pas por evento 4,00 15,00 275,00 8,27

    Pagamento de contas utilizando a funo crdito em espcie por evento 1,99 19,90 900,00 10,40

    Avaliao emergencial de crdito por evento 15,00 18,00 20,00 15,56

    Anuidade - carto bsico internacional a cada 365 dias 0,00 90,00 .. 73,33

    Utilizao de canais de atend. para retirada em espcie - no exterior por evento 12,00 30,00 150,00 16,14

    (1) No so consideradas vantagens progressivas

    Fonte: Banco Central do Brasil / Bancos - Dados trabalhados pela Fundao IPEAD/UFMG

    Tarifas Bancrias Janeiro de 2014

    (2) Considera-se a mdia das tarifas praticadas pelos bancos pesquisados

    .. No se aplica dados numricos ND: no disponvel

    IPCA(1)Salrio Mnimo

    Cesta Bsica(2)

    IPCA Salrio MnimoCesta Bsica IPCA

    Salrio Mnimo

    Cesta Bsica IPCA

    Salrio Mnimo

    Cesta Bsica

    ago/13 403,59 1046,46 522,71 0,10 0,00 -2,72 3,92 9,00 5,27 5,85 9,00 4,42

    set/13 404,56 1046,46 513,64 0,24 0,00 -1,73 4,17 9,00 3,45 5,76 9,00 0,63

    out/13 406,05 1046,46 540,14 0,37 0,00 5,16 4,56 9,00 8,78 5,53 9,00 5,87

    nov/13 408,69 1046,46 545,56 0,65 0,00 1,00 5,24 9,00 9,87 5,76 9,00 11,20

    dez/13 412,25 1046,46 541,66 0,87 0,00 -0,72 6,15 9,00 9,09 6,15 9,00 9,09

    jan/14 419,05 1117,46 532,22 1,65 6,78 -1,74 1,65 6,78 -1,74 5,40 6,78 -2,29

    Evoluo da inflao, salrio mnimo e cesta bsica

    Variao (%)

    ltimos 12 Meses

    (1) IPCA= ndice de Preos ao Consumidor Amplo: mede a evoluo dos gastos das famlias com renda de 1 a 40 salrios mnimos na cidade de Belo Horizonte

    Perodo

    ndice de Base Fixa(Jul/94=100) No ms No ano

    FONTE: Fundao IPEAD/UFMG(2) Cesta Bsica: representa os gastos de um trabalhador adulto com a alimentao definida pelo Decreto-lei 399/38

    Produto Quantidade Valores(em R$)Contribuio na variao (p.p.)

    Acar cristal 3,00 kg 4,15 -0,06

    Arroz 3,00 kg 7,30 0,03

    Banana caturra 12,00 kg 27,07 -0,24

    Batata inglesa 6,00 kg 12,32 -0,87

    Caf modo 0,60 kg 7,63 -0,02

    Ch de dentro 6,00 kg 116,55 1,04

    Farinha de trigo 1,50 kg 4,26 0,00

    Feijo carioquinha 4,50 kg 15,59 -0,32

    Leite pasteurizado 7,50 lt 16,53 -0,20

    Manteiga 750,00 gr 16,70 -0,12

    leo de soja 1,00 un 2,82 0,00

    Po francs 6,00 kg 51,76 0,08

    Tomate Santa Cruz 9,00 kg 25,64 -1,07

    Custo da Cesta Bsica(*) Janeiro de 2014

    (*) Cesta Bsica: representa os gastos de um trabalhador adulto com a alimentao definida pelo Decreto-lei 399/38FONTE: Fundao IPEAD/UFMG

    No ms No ano ltimos12 Meses No ms No anoltimos

    12 Mesesago/13 461,16 0,30 4,11 6,25 643,47 0,55 5,68 9,60

    set/13 463,14 0,43 4,56 6,40 646,62 0,49 6,19 9,32

    out/13 464,62 0,32 4,89 6,35 649,72 0,48 6,70 8,76

    nov/13 466,81 0,47 5,39 6,23 652,91 0,49 7,23 8,38

    dez/13 468,30 0,32 5,72 5,72 656,56 0,56 7,83 7,83

    jan/14 469,38 0,23 0,23 5,19 661,55 0,76 0,76 7,94FONTE: Fundao IPEAD/UFMG

    Perodo

    Evoluo do Mercado Imobilirio: Aluguis

    ndice de Base Fixa (Jul/94=100)

    Variao (%)

    Comerciais

    ndice de Base Fixa (Jul/94=100)

    Variao (%)

    Residenciais

    Popular Mdio Alto Luxo

    1 Quarto e 1 banheiro ou mais 519,38(15)1007,67

    (9)778,72

    (47)1296,30

    (54)

    2 Quartos e 1 banheiro ou mais 721,95(148)996,31

    (153)1153,72

    (211)2077,67

    (206)

    3 Quartos e 1 banheiro 868,08(52)1013,26

    (46)1253,95

    (75)1634,00

    (25)

    3 Quartos e 2 banheiros ou mais 1241,17(77)1378,57

    (133)1647,60

    (275)2448,37

    (439)

    4 Quartos e at 2 banheiros 1285,60(7)-

    (3)2219,39

    (18)3136,49

    (37)

    4 Quartos e acima de 2 banheiros / 5 Quartos ou mais e 1 banheiro ou mais

    -(3)

    2111,25(8)

    2626,00(46)

    4545,51(229)

    1 Quarto e 1 banheiro ou mais 456,07(19)602,14

    (14)-

    (3)-

    2 Quartos e 1 banheiro ou mais 605,00(26)682,22

    (9)- -

    1 Quartos e 1 banheiro ou mais 605,38(13)- -

    (2)-

    2 Quartos e 1 banheiro ou mais 822,02(54)974,36

    (25)1237,51

    (16)1993,63

    (8)

    3 Quartos e 1 banheiro 1032,90(31)1325,00

    (10)1569,60

    (5)-

    (1)

    3 Quartos e 2 banheiros ou mais 1378,21(39)1811,71

    (17)2872,17

    (23)6354,55

    (11)

    4 Quartos e at 2 banheiros 2300,00(5)2271,43

    (7)4975,00

    (4)-

    (1)

    4 Quartos e acima de 2 banheiros / 5 Quartos ou mais e 1 banheiro ou mais

    2988,89(9)

    4127,27(11)

    5644,44(9)

    8598,02(51)

    Valores mdios (em R$) dos aluguis residenciais por classe de bairro(*) - Janeiro de 2014Imveis

    Barraces

    FONTE: Fundao IPEAD/UFMG

    (*) O valor entre parnteses representa o nmero de imveis utilizados no clculo da respectiva mdia. Na maioria das vezes, somente so publicados valores mdios obtidos a partir de quatro imveis pesquisados. Os casos em que no foi pesquisado nenhum imvel so indicados por hfen (-). Os valores mdios referentes a apartamentos de 1 e 2 quartos da classe luxo so influenciados pela oferta de Flats.

    Apartamentos

    Casas

    ICCBH(1) IEE(2) IEF(3) ICCBH IEE IEF ICCBH IEE IEF ICCBH IEE IEFago/13 126,79 180,41 117,28 5,51 8,58 2,93 -8,66 -11,26 -0,80 -4,98 -8,02 3,43

    set/13 118,32 160,27 114,11 -6,68 -11,16 -2,70 -14,76 -21,17 -3,48 -10,58 -16,48 0,73

    out/13 120,41 161,61 116,97 1,76 0,84 2,51 -13,26 -20,51 -1,06 -11,39 -19,19 1,36

    nov/13 123,30 170,12 117,11 2,40 5,27 0,12 -11,17 -16,32 -0,94 -8,51 -15,95 3,51

    dez/13 120,48 159,06 118,51 -2,28 -6,50 1,20 -13,20 -21,76 0,24 -13,20 -21,76 0,24

    jan/14 121,76 162,09 119,03 1,06 1,90 0,43 1,06 1,90 0,43 -7,50 -15,78 6,09(1) ICCBH: ndice de Confiana do Consumidor de Belo Horizonte: trata-se de um indicador que tem por finalidade sintetizar a opinio dos consumidores em Belo Horizonte quanto aos aspectos capazes de afetar as suas decises de consumo atual e futuro

    Perodo

    ndice de Confiana do Consumidor

    (2) IEE: ndice de Expectativa Econmica: retrata a expectativa do consumidor em relao aos indicadores macroeconmicos (3) IEF: ndice de Expectativa Financeira: retrata a confiana do consumidor a respeito de alguns indicadores microeconmicosFONTE: Fundao IPEAD/UFMG

    ltimos 12 Mesesndice de Base Fixa

    (Maio/04=100)Variao (%)

    No ms No ano

    Menor Maior Diferena (%) Mdia

    Alimentcio 1,99 5,90 196,48 4,41

    Automveis Novos

    Prefixada (montadoras) 0,99 2,92 194,95 1,68

    Prefixada (multimarcas) 1,30 2,89 122,31 2,08

    Automveis Usados

    Prefixada (montadoras) 1,36 2,92 114,71 1,92

    Prefixada (multimarcas) 1,44 2,99 107,64 2,13

    Carto de Crdito 4,14 17,89 332,13 10,96

    Cheque Especial (2) (8) 4,73 10,58 123,68 8,32

    Combustveis 5,38 15,71 192,01 8,32

    Construo Civil (3) (7)

    Imveis Construdos 0,10 1,73 1.630,00 1,05

    Imveis na Planta 0,10 1,73 1.630,00 0,27

    Cooperativas de Crdito (emprstimo) 0,40 2,90 625,00 2,02

    Crdito Direto ao Consumidor (CDC)

    CDC - Financeiro (8) 3,29 5,36 62,92 4,25

    CDC - Bens Alienveis (8) 1,41 2,01 42,55 1,64

    Eletroeletrnicos 3,03 5,37 77,23 4,27

    Mobilirio 1,00 5,89 489,00 3,21

    Financeiras Independentes 10,32 15,70 52,13 13,50

    Turismo

    Nacional 0,94 1,49 58,51 1,22

    Internacional 0,68 1,63 139,71 1,16

    Vesturio e Calados 1,50 6,90 360,00 3,88

    Emprstimos pessoa jurdica

    Desconto de Duplicatas (8) 0,99 2,75 177,78 2,12

    Capital de Giro (8) 1,48 3,70 150,00 2,19

    Conta Garantida (8) 1,95 4,28 119,49 2,90

    Captao

    CDB 30 dias (4) 0,75

    Cooperativas de Crdito (aplicao) 0,71

    Fundo de Investimento Curto Prazo 0,36 0,72 100,00 0,57

    Fundo de Investimento Longo Prazo 0,66 0,73 10,61 0,71

    Poupana (5) 0,61

    Taxa SELIC (6) 0,82(1) Considera-se a mdia das taxas praticadas pelos informantes(2) No so consideradas vantagens progressivas(3) Inclui a variao dos indexadores CUB, TR, INCC e IGP-M (7) Novo clculo considerando o perodo dos ndices que compem a estimativa(4) Taxa ANBID do primeiro dia til do ms e projetada para 30 dias

    .. No se aplica dados numricos ND - no disponvelFONTE: Fundao IPEAD/UFMG

    (8) Dados coletados a partir de informaes consolidadas no Banco Central do Brasil

    Taxas de Juros Janeiro de 2014

    (6) Mdia ponderada pela vigncia

    SetoresTaxas mdias praticadas(1)

    (5) Taxa referente ao primeiro dia do ms subsequente

    Emprstimos pessoa fsica

    dom 4502.indd 22 18/02/2014 18:22:21

  • BELO HORIZONTEQuarta-feira, 19 de fevereiro de 2014 Dirio Oficial do Municpio 23

    Poder Executivo

    Secretaria de Sade estimula o parto normal na 51 Feira do Beb e da Gestante

    Profissionais esclareceram ao pblico os benefcios do parto humanizado e alertaram sobre os riscos das cesarianas para a me e para o beb

    O Brasil campeo mun-dial em cesarianas, com um n-dice muito superior ao recomen-dado pela Organizao Mundial

    de Sade (OMS). Esse alto ndi-ce reflete uma cultura criada ao redor de uma srie de mitos que perpassam o imaginrio coleti-

    vo e que transformou a cesaria-na em sinnimo de praticidade e ausncia de dor. Ignora-se, po-rm, que a mortalidade materna

    sete vezes maior em uma ce-sariana de baixo risco, se com-parada com o parto normal, e o risco de morte neonatal duas vezes maior. Para modificar es-sa realidade, a Secretaria Muni-cipal de Sade (SMSA), em par-

    ceria com o Movimento BH Pe-lo Parto Normal, trabalha para reduzir o nmero de cesarianas desnecessrias e, consequente-mente, melhorar a sade mater-na e infantil.

    Presente 51 Feira do Beb e Gestante BH 2014, que aconteceu na primeira sema-na deste ms no Minascentro (avenida Augusto de Lima, 768, Centro), a SMSA montou um es-tande para orientar o pblico so-bre os benefcios do parto natu-ral. Os visitantes puderam escla-recer dvidas sobre o parto hu-manizado, aleitamento materno e hospitais de referncia. Alm disso, acompanharam documen-trios com depoimentos sobre os benefcios do parto normal.

    A fotgrafa Marina Mame-de enfrentou uma cesrea aos 19 anos ao dar luz ao seu pri-meiro filho. Hoje, grvida no-vamente e mais informada, es-t decidida pelo parto normal. Quatro anos aps o nascimen-to do Joo, sei que o meu ca-so foi de violncia obsttrica. Ti-ve contraes por quatro dias e no hospital disseram que meu fi-lho estava sofrendo e que eu ti-nha que fazer cesariana naquele momento. No permitiram a en-trada da minha me e tive que passar por tudo aquilo sozinha, relembra.

    Agora na segunda gesta-o, Marina uma mulher segu-ra, que pesquisou, se informou e sabe exatamente o que est fa-zendo: conhece seus direitos e busca aqueles que podem ajud--la a realizar o parto que dese-ja. Ela fez questo de conhecer todas as maternidades de Belo Horizonte, apresentou seu plano de parto e acabou optando pelo Hospital Sofia Feldman, refern-cia em parto humanizado.

    Dvidas

    No estande da SMSA na Feira do Beb e do Gestante, a residente em enfermagem obsttrica Carla Lima Ribeiro foi uma das responsveis por orientar e tirar dvidas dos interessados. Ela disse que grande parte das mulheres que passou por ali j estava com a cesrea marcada, porque acham que parto nor-mal di e querem saber se tem anestesia. Ns apresentamos os benefcios, mostramos que importante deixar o parto acontecer naturalmente e que preciso esperar o momento certo do beb nascer, disse.

    O amadurecimento final do beb apenas acontece durante o trabalho de parto. Nesse tempo, ele se beneficia dos hormnios que a mulher libera durante o processo hormnio que tambm impor-tante para a recuperao da me, j que pode diminuir o sangramento. No caso da cesariana, uma ci-rurgia que abre sete camadas do abdmen, a dor ps-parto muito maior, assim como os riscos de in-feco e de complicaes por anestesia. A prematuridade est associada maior morbidade, ao aumen-to de doenas e necessidade de internao. Isso significa o afastamento da me do beb e prejudicial ao desenvolvimento da criana. A amamentao na primeira hora fundamental para a imunidade na-tural do beb.

    Informaes teisNo caso da auxiliar administrativa Vanessa de Paula, grvida de 35 semanas, a cesrea no uma

    opo. Ela tem alergia a anestsicos e, quando perguntada sobre qual seria a sua escolha, respondeu: Mesmo que eu no tivesse alergia, gostaria que meu parto fosse normal. Mas, ainda assim, ao chegar, parecia bastante assustada com a falta de escolha em caso de dor, e foi informada pela residente Car-la sobre seus direitos. Vanessa foi orien-tada a fazer um plano de parto, conhe-cer as maternidades e tambm se infor-mar sobre a importncia do apoio emo-cional durante o parto, alm da autono-mia da me, a posio ao dar luz, pr-ticas de exerccios e o acompanhamen-to de uma doula como forma de aliviar o nervosismo.

    O Movimento BH Pelo Parto Nor-mal recebe o apoio de diversos rgos e entidades, como o Ministrio Pblico e o Conselho Municipal de Sade, alm da sociedade civil organizada. Mais infor-maes sobre o movimento podem ser obtidas pelo site www.pbh.gov.br/smsa/bhpelopartonormal.

    Estande da Secretaria de Sade no Minascentro serviu para que gestantes e demais interessados se informassem sobre os benefcios do parto natural

    Marina Jord

    SMSA

    SMSA

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  • BELO HORIZONTEQuarta-feira, 19 de fevereiro de 2014Dirio Oficial do Municpio24

    Poder Executivo

    Idealizador do BRT reconhece a qualidade do projeto implantado em Belo Horizonte e defende a priorizao do transporte de superfcie

    Saiba mais sobre o BRTTarifas e economia no BRT MoveCom o BRT Move, o passageiro tem mais opes para

    ir de um ponto a outro em sua regio ou andar pela cidade. Alm de gastar menos tempo, h a possibilidade de economi-zar dinheiro.

    Para chegar a uma estao de integrao, voc pode pe-gar uma linha alimentadora (que liga o bairro estao de in-tegrao) no seu bairro. A tarifa R$ 1,90. Se voc vai de um bairro a outro da sua regio, voc pode pegar a linha alimenta-dora que passa perto da sua casa e ir estao de integrao. L, voc embarca na linha alimentadora do bairro aonde quer ir. E no paga nada a mais por isso.

    No caminho de volta, quando voc embarca primeiro em uma linha do BRT Move, voc paga R$ 2,65 na estao de transferncia. Na estao de integrao, voc pode pegar sua li-nha alimentadora para o bairro sem pagar nada a mais.

    Se voc for a uma estao do BRT Move utilizando ape-nas uma das linhas troncais (a troncal direta liga as estaes de integrao ao Centro, sem paradas, e a paradora sai das esta-es de integrao e faz paradas nas estaes de transferncia ao longo dos corredores), voc paga a tarifa de R$ 2,65. Se vo-c desembarcar de uma linha do BRT Move dentro de uma es-tao de transferncia, pode pegar outra linha do BRT Move e no vai pagar nada a mais pela utilizao da segunda linha.

    Se a linha diametral (ela interliga bairros diferentes e tem parte do seu itinerrio circulando pelos corredores BRT) que voc utiliza agora faz parte do BRT Move e passa por uma es-tao de transferncia, o valor total da tarifa continuar a ser R$ 2,65.

    *Valores vigentes em dezembro de 2013.

    O arquiteto e urbanista Jaime Lerner o responsvel por uma das grandes inovaes no transporte pblico desde a implantao do primeiro metr do mundo, em Londres, ainda no sculo 19. Quando era pre-feito de Curitiba-PR, concebeu e colocou para funcionar o sis-tema de transporte por nibus articulados em corredores ex-clusivos, que entrou em opera-o em 1974. Conhecido por BRT, o modelo adotado com sucesso em outras cidades bra-sileiras e em diversos pases.

    Durante o 3 Congresso da Associao Latino-Ameri-cana de Sistemas Integrados e BRT (SIBRT), realizado no ano passado em Belo Horizonte, Lerner defendeu que o proble-ma da mobilidade urbana deve ser enfrentado em vrias fren-tes. possvel dar ao nibus a mesma performance do me-tr. Temos que aproveitar as li-nhas de metr e ganhar quali-dade nas operaes de superf-cie, afirmou.

    Na ltima semana, em entrevista rdio Band News, Jaime Lerner falou sobre a im-plantao do BRT em Belo Ho-rizonte. Leia, a seguir, os princi-pais trechos da entrevista.

    Pergunta: O senhor foi ouvido por Belo Horizonte, pelo rgo pblico respons-vel pela coordenao do pro-jeto do BRT, j que o senhor acertou e errou antes de to-dos, no que diz respeito ao BRT?

    Lerner: O mrito todo da prpria equipe de Belo Ho-rizonte. Acho que um mo-mento importante para a ci-dade quando se comea a dar uma resposta para problemas na mobilidade e, principal-mente, por no aguardar, co-mo outras cidades vm fazen-do, por 30 anos, por uma li-nha de metr, quando podem entregar uma melhoria signi-ficativa no transporte pbli-co em dois ou trs anos. Acho que vai ser muito positivo para Belo Horizonte e no deve fi-car por a, porque o mais im-portante da operao do BRT criar uma rede de transporte. Mas j um excelente come-o. E, a partir desse momen-to, eu acho que outras cida-des brasileiras tambm devem acordar. O Rio comeou... O fundamental garantir a con-tinuidade da linha, possibilitar integraes, dar condio de se criar uma rede de transporte. E

    isso que est sendo iniciado em Belo Horizonte.

    Em Curitiba esse siste-ma foi implementado na d-cada de 1970. Ainda hoje ele suficiente para atender a demanda da cidade, que tambm cresceu nos ltimos anos?

    Eu acho que ainda hoje o sistema pode ser melhorado. Comeou a operar em 1974 e Curitiba foi a primeira cida-de do mundo a adot-lo. Ho-je so mais de 200 cidades no mundo inteiro, inclusive Bogo-

    t, Cidade do Mxico, Seul, Is-tambul, Rio de Janeiro e vrias cidades dos Estados Unidos, da Europa e da China. A rea-lidade hoje mostra que o futu-ro est na superfcie. Curitiba inovou, criou uma rede e um sistema que hoje transporta 2 milhes e 800 mil passageiros por dia. Para se ter uma ideia, o metr de Londres transporta 3 milhes. Ou seja, quase o nmero de passageiros de Lon-

    O futuro est na superfcie. Temos que dar superfcie, ao

    nibus, a mesma performance

    do metr. Esse um caminho

    positivo, fcil e vivel, que pode

    dar uma resposta boa em relao

    mobilidade.

    melhor se o BRT puder ser

    utilizado durante a Copa, mas no isso que justifica

    a execuo do sistema de transporte. A

    cidade tem que ser melhor para os seus habitantes no dia a dia, inclusive

    na Copa.

    dres, s que um sistema com-pleto e Londres uma cidade muito maior, que tem o metr h 150 anos. Eu no sou contra o metr, mas acho que vai ser muito difcil criar redes com-pletas de metr. Ento, ns va-mos ter que conviver com a su-perfcie e o futuro est na su-perfcie. Agora, ns temos que dar superfcie, ao nibus, a mesma performance do metr, ou seja, metronizar o nibus e esse um caminho positi-vo, fcil e vivel, que pode dar uma resposta boa em relao mobilidade.

    Lerner, de acordo com a BHTrans, o funcionamento completo do BRT de Belo Ho-rizonte est previsto para cer-ca de um ms antes da Co-pa. Voc acredita que tem-po suficiente para receber os turistas que ns teremos com os jogos da Copa do Mundo? D para operar bem at l?

    Eu acho que o raciocnio em termos de Copa comple-tamente furado. melhor se puder ser utilizado durante a Copa, mas no isso que jus-tifica a execuo do sistema de transporte. A cidade tem que ser melhor para os seus habi-tantes no dia a dia, inclusive na Copa.

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