E SEU PAPEL NA PRESERVAÇÃO DA PRODUÇÃO TÉCNICA .ROM, fitas VHS, slides, fitas K7 e materiais

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  • A SEO MEMRIA DA BIBLIOTECA CENTRAL REITOR MACEDO COSTA E SEU PAPEL NA PRESERVAO DA PRODUO TCNICA CIENTFICA E

    CULTURAL DA UFBA

    Snia Maria Ribeiro de Abreu Ana Maria Boureau Machado

    Maria de Ftima Clemenis Botelho Maria Alice Santos Ribeiro

    Joana Barbosa Guedes Vnia Cristina Sousa Magalhes

    Valdete Silva Andrade Maria Ruth Saloes Rossas

    Resumo

    A histria da UFBA nesses 60 anos de existncia mostra a sua contribuio para o desenvolvimento da cincia e da sociedade pela sua produo cientfica e cultural. Essa histria, construda atravs de fatos e aes, se traduz por uma vasta produo tcnico-cientfica e cultural, protagonizada por seus pesquisadores - verdadeiros construtores do saber, dentro da instituio. Portanto, torna-se imprescindvel, que toda essa riqueza seja preservada. O presente trabalho contextualiza a Seo Memria da Biblioteca Central Reitor Macedo Costa e seu acervo, resultantes de pesquisas e atividades acadmicas na UFBA. Realizou-se a coleta de informaes histrica e organizacional da seo. Elaborou-se formulrio para identificar e quantificar a tipologia dos documentos que a compe, bem como as condies fsicas, o arranjo e a organizao. Com a realizao do mapeamento da produo de teses e dissertaes depositadas na Seo, constatou-se uma diferena considervel entre os indicadores de produo da PRPPG/UFBA e cumprimento do depsito obrigatrio da seo, segundo a Portaria n. 515/84. Tais resultados apontam para a formulao de estratgias que possibilitem a coleta, manuteno, preservao e maior visibilidade da coleo. Palavras-chave: memria institucional; preservao da memria; histria; teses e dissertaes, UFBA.

    1 INTRODUO 1. 1 Memria Institucional

    Reter fatos e experincias do passado e retransmiti-los s novas geraes atravs de

    diferentes suportes empricos (voz, msica, imagem, textos, etc.) prprio da capacidade

    humana memria. Muitos aspectos podem ser considerados quando se trata de memria.

    Contudo, nosso enfoque de memria institucional se refere ao indivduo e suas prprias

    experincias, mas que contm tambm aspectos da memria do grupo social, onde ele se

    formou ou foi socializado. A cultura de uma sociedade formada pelos fatos e aspectos

    julgados relevantes, que so guardados como memria oficial.

  • O conceito de memria institucional por ser amplo toca em outros conceitos que

    no devem ser esquecidos por aqueles que direta ou indiretamente lidam com o tema

    Costa (1995). Trata-se, portanto, de matria subjetiva e complexa, que no se detm no

    aspecto fsico e sofre mudanas como a prpria sociedade.

    Na figura 1, Costa (1995) apresenta a complexidade de memria institucional,

    demonstrando que entender seu conceito exige o estudo de vrias reas do conhecimento

    humano.

    Figura 1 O crculo central representa a memria institucional. Os crculos perifricos conceitos que se relacionam entre si e tangenciam o grande circulo central.

    Fonte: Costa, 1995.

    Embora seja aparentemente subjetivo, o conceito de memria institucional se

    materializa na forma de documentos produzidos e esto focados nos monumentos, obras

    literrias e artsticas que expressam a verso consolidada de um passado coletivo de uma

    dada sociedade.

    Para Bellotto (2004), integram a memria institucional [...] os fatos e as reflexes

    que podem envolver um ato administrativo ou a vida e atuao de um rgo pblico, assim

    como as manifestaes a respeito transcendem a prpria natureza administrativa que os

    criou ou dele dependem. A memria institucional se constitui, portanto, essencialmente

    de documentos de arquivo, material tcnico-cientfico, invenes tcnico-industriais e

    criaes artsticas.

  • Bellotto (2004) prope que preciso saber do que se compe memria de uma

    instituio para organiz-la, sendo preciso responder s seguintes questes: [...] organizar

    para qu, por quem, para quem, como, onde e quais os meios de divulg-la. A autora

    completa afirmando que devem ser considerados os elementos externos como o que

    veiculado na imprensa a respeito da instituio, alm da produo bibliogrfica de

    terceiros, ligados direta ou indiretamente a ela.

    A montagem da memria institucional passa, portanto, pelo processo de se realizar

    uma pesquisa ampla com a referenciao de todos os documentos significativos produzido

    pela instituio e tambm os produzidos fora dela, mas de seu interesse. Neste contexto,

    propem-se parmetros que indicam o que precisa ser guardado ou preservado pela

    memria, e que poder servir como experincia vlida ou informao importante para

    decises futuras.

    2 CONTEXTUALIZAO HISTRICA

    2. 1 A Universidade Federal da Bahia

    A Universidade da Bahia foi criada pelo Decreto-Lei 9.155, em 8 de abril de 1946

    atravs do ato do Governo Federal da Bahia. Formada inicialmente por algumas escolas e

    faculdades fundadas no final do sculo XIX, sua efetiva instalao aconteceu no dia 2 de

    julho de 1946, no mais antigo centro de ensino superior do pas, a Faculdade de Medicina,

    no Terreiro de Jesus.

    No dia 4 de dezembro de 1950, o governo federal sancionou a lei 2.234, definindo

    o Sistema Federal de Ensino Superior, quando ento, a Universidade da Bahia passa ser

    denominada Universidade Federal da Bahia.

    2.2 Biblioteca Central Reitor Macedo Costa e Seo Memria

    No mundo contemporneo, cada vez mais se diversificam os suportes para o

    registro da memria (escrita, falada, fotografada, udio-visual, etc.). O enorme volume de

    informaes fez surgir instituies especialmente voltadas ao trabalho de seleo, coleta,

    organizao, guarda e manuteno adequadas e divulgao da memria de grupos sociais

    ou da sociedade em geral.

  • Aos centros de documentao, (arquivos, museus, bibliotecas e centros de

    memria), guardies da memria, cabem a funo de transmitir s novas geraes de seu

    grupo social os fatos e experincias que foram preservadas como fundamentais. Essas

    instituies, de forma profissional realizam uma tarefa social.

    A Biblioteca Central Reitor Macedo Costa da UFBA funciona como rgo

    coordenador do Sistema de Bibliotecas para proporcionar servios bibliotecrios e de

    informao comunidade universitria, de modo a contribuir para o desenvolvimento dos

    programas de ensino, pesquisa e extenso. sua misso tambm, reunir, organizar, manter

    e divulgar a produo intelectual da UFBA e promover atividades culturais de interesse da

    comunidade. Foi criada em 1968, como rgo suplementar da UFBA, subordinado ao

    Reitor. Em 12 de maio de 1975 teve seu Regimento Interno aprovado pelo Conselho

    Universitrio e em agosto de 1983 passou a ocupar edifcio prprio no Campus de Ondina.

    Para viabilizar a preservao da memria institucional e o acesso informao cientfica e

    tcnica, em 20 de agosto de 1984 o Reitor Germano Tabacoff cria a Seo Memria e

    estabelece o depsito obrigatrio de toda documentao publicada, co-editada ou

    produzida pela UFBA (Portaria N. 0515/84). Com a proposta de preservar e divulgar a

    documentao em defesa da memria da UFBA desde a fundao a portaria determina o

    depsito de 02 exemplares de livros, teses, dissertaes, publicaes peridicas e folhetos

    (original ou cpia); 01 exemplar de documentos oficiais, outros impressos ou manuscritos

    de interesse histrico para a universidade (original ou cpia) e 01 cpia de produes

    gravadas, fotografadas ou filmadas de interesse cultural para a universidade.

    Inaugurada em 22 de outubro de 1987, na gesto da diretora Thereza de S Carvalho, a

    Seo Memria instalada no segundo andar da Biblioteca Central Reitor Macedo Costa e

    integra atualmente a Diviso de Colees Especiais, formada ainda pelas seguintes sees:

    Acervos Especiais Acervo formado colees adquiridas por compra e doao,

    que pertenceram a nomes ilustres ligados a UFBA e Bahia. Destaca-se nesse

    acervo a coleo de instrumentos musicais criados pelo Professor Walter Smetak.

    Obras Raras Acervo formado por livros e peridicos identificados de acordo

    com os critrios adotados e utilizados na identificao das mesmas conforme

    normas internacionais e adaptados aos interesses institucionais da UFBA.

  • Multimeios Acervo formado por colees de suportes miditicos tais como: CD-

    ROM, fitas VHS, slides, fitas K7 e materiais udio-visuais como: cartazes,

    gravuras, partituras e plantas arquitetnicas.

    Manuscritos Baianos Acervo formado pelas seguintes colees de textos

    manuscritos:

    o Arquivo histrico Documentos da Instruo Pblica da Bahia,

    o Esplio Godofredo Filho documentos, manuscritos de textos e

    poesias e objetos pessoais,

    o Arquivo Privado Ildsio Tavares documentos pessoais, recortes de

    jornais, manuscritos de textos e poesias.

    A Seo Memria tem como objetivo principal preservar e divulgar a memria da

    UFBA, atravs da reunio, organizao disseminao e socializao de suas produes

    cientficas, seus documentos histricos, e todo material produzido por seu corpo

    discente/docente, e administrativo. Nesse ponto cabe a afirmao de Santana (1993),

    citada por Santos (2002): [...] as bibliotecas Centrais tambm devero ser depositrias,

    atravs de norma legal, da produo tcnica cientfica e cultural da Instituio de forma a

    preservar a memria.

    Carvalho (1990) estabelece os seguintes tipos de documentos para compor o acervo

    do setor:

    Livros;

    Catlogos de teses e da produo tcnico-cientfica;

    Folhetos publicados na UFBA;

    Peridicos publicados na UFBA;

    Trabalhos publicados por professore