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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SHEILA CRISTINA DA SILVA UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O TRABALHO COM TRANSGÊNICOS NO AMBIENTE ESCOLAR JANDAIA DO SUL 2015

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARAN

SHEILA CRISTINA DA SILVA

UMA PROPOSTA METODOLGICA PARA O TRABALHO COM TRANS GNICOS

NO AMBIENTE ESCOLAR

JANDAIA DO SUL

2015

1

SHEILA CRISTINA DA SILVA

UMA PROPOSTA METODOLGICA PARA O TRABALHO COM TRANS GNICOS

NO AMBIENTE ESCOLAR

Monografia apresentada como requisito parcial concluso do Curso de Especializao em Gentica para Professores do Ensino Mdio, na modalidade de Ensino a Distncia, da Universidade Federal do Paran. Orientador: Profa. Dra. Ana Claudia Bonatto

JANDAIA DO SUL

2015

2

AGRADECIMENTOS

Agradeo a Deus pela sade e fora que me foram concedidos durante minha

vida.

Agradeo minha famlia, em especial minha me e meus filhos, pela

pacincia, carinho e apoio.

Agradeo minha professora orientadora Dra. Ana Claudia Bonatto, pelo

interminvel apoio e incentivo.

Agradeo aos meus colegas de trabalho pelo companheirismo.

O meu sincero muito obrigado.

3

RESUMO

A manipulao do material gentico, para fins industriais foi uma das mais importantes descobertas da cincia moderna. A transformao gentica amplia consideravelmente a disponibilidade de genes de interesse e diminui o tempo gasto para obteno das plantas melhoradas. Os produtos desenvolvidos com base nas orientaes de biossegurana so comercializados sem evidncia de danos ao homem e ao meio ambiente, preservando a biodiversidade. O presente trabalho tem o objetivo de reunir informaes sobre a obteno dos organismos geneticamente modificados (OGMs), a transgenia e alimentos transgnicos, destacando os pontos positivos e negativos dos mesmos. Para alcanar tais objetivos foi feito um levantamento bibliogrfico utilizando livros, revistas e artigos que serviram como referncia e suporte a fim de elaborar um planejamento de aula sobre o tema para alunos do 3 ano do ensino mdio.

Palavras-chave : Alimentos Transgnicos, Biotecnologia, Biodiversidade, Plano de aula.

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SUMRIO

1. INTRODUO.....................................................................................................05

2. REVISO BIBLIOGFICA.......................... ........................................................06

2.1. O QUE SO TRANSGNICOS........................ .......................................06

2.2. ALIMENTOS TRANSGNICOS........................ .......................................10

2.3. TRANSGNICOS PRODUZIDOS NO BRASIL............. ..........................12

2.4. LEGISLAO SOBRE TRANSGNICOS................. .............................13

2.5. PRS E CONTRA SOBRE OS TRANSGNICOS........... .......................14

3. DESENVOLVIMENTO...........................................................................................16

3.1. PLANO DE AULA...................... ..............................................................16

3.2. QUESTIONRIO PRVIO.......................................................................17

3.3. PESQUISA NO LABORATRIO DE BIOINFO RMTICA.....................17

3.4. TEMAS DO SEMINRIO................ ........................................................18

3.5. AVALIAO......................... ..................................................................18

4. CONSIDERAES FINAIS............................ .......................................................21

5. REFERNCIAS......................................................................................................22

5

1. INTRODUO

Desde a descoberta da tecnologia do DNA recombinante em 1973, os

cientistas desenvolveram tcnicas que possibilitam transferir os genes de um tipo de

clula para outro.

Com o desenvolvimento de processos agroindustriais especificamente na

produo de alimentos com a tecnologia de DNA recombinante, denominados

alimentos transgnicos, deu-se origem a diversas discusses acerca dos seus

benefcios e malefcios.

Ao abordar os conhecimentos relativos aos organismos geneticamente

modificados (OGM) e sua utilizao, efetivamos nossa funo de educadores

contribuindo para que a escola cumpra seu importante papel de transmitir o

conhecimento socialmente produzido.

Esse tema muito divulgado pela mdia e os estudantes demonstram grande

interesse no assunto. Vigostky (2009) afirma que a formao do conhecimento um

processo que comea desde a infncia e acompanha o amadurecimento do

indivduo. Sendo assim necessrio munir o aluno com a maior quantidade de

informaes possveis para que seu conceito sobre transgnicos seja construdo

atravs de fontes cientficas.

Portanto o presente trabalho de concluso de curso foi realizado para reunir

informaes sobre os alimentos transgnicos e propor uma metodologia envolvendo

as atividades de pesquisa atravs de estudos bibliogrficos (livros, revistas, sites da

internet) para consolidar esse conhecimento.

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2. REVISO BIBLIOGRFICA

2.1. O que so transgnicos

Apesar dos transgnicos serem um princpio novo, a biotecnologia

utilizada desde os tempos remotos antes de Cristo. Um exemplo a utilizao de

levedura para a produo de bebidas e massas (FALEIRO e ANDRADE, 2009).

Vrios cientistas tiveram, com suas descobertas, grande importncia para a

evoluo e sistematizao da biotecnologia, como Louis Pasteur com a descoberta

dos microrganismos em 1961, que revolucionou a medicina com a produo de

vacinas. A partir da descoberta da estrutura do DNA, houve uma revoluo na rea

da gentica e biologia molecular, surgindo ento a biotecnologia moderna, que

consiste na manipulao do DNA. Utilizando tais tcnicas, foi possvel a produo de

insulina humana em bactrias e o desenvolvimento de inmeras plantas

transgnicas a partir da dcada de 1980 (FALEIRO e ANDRADE, 2009).

Um organismo chamado de transgnico, ou geneticamente modificado,

quando feita uma alterao no seu DNA. Atravs da engenharia gentica, genes

so retirados de uma espcie e transferidos para outra. Estes genes tambm podem

ser modificados para produzir um novo tipo de protena, diferente do organismo

original.

Animais transgnicos so produzidos pela injeo de DNA previamente

clonado de uma espcie em ovcitos de outra espcie. O DNA injetado por meio

de uma microagulha diretamente no ncleo de ovos da espcie que se deseja

transformar (Figura 1).

7

Figura 1. Fotomicrografia mostrando a introduo do material gentico em ovcito de

mamfero.

O ovcito est preso por suco pipeta, e o material gentico est sendo introduzido por

uma microagulha de vidro.

Fonte: Lopes e Rosso, 2010.

Se a espcie for um mamfero, como o camundongo, necessrio fecundar

in vitro e, posteriormente implantar o embrio no tero de uma fmea em perodo

frtil.

Para a fecundao in vitro, preciso retirar os ovcitos das fmeas, coloc-

los em um lquido apropriado e adicionar espermatozides. O processo da

fecundao acompanhado ao microscpio e, to logo ocorra, o segmento de DNA

que se deseja incorporar injetado na clula-ovo. Os embries originados desses

ovos so ento implantados no tero de uma fmea, onde se desenvolvem (Figura

2) (AMABIS e MARTHO, 2010).

8

Figura 2. Esquema das etapas de produo de ratos transgnicos. Fonte: Amabis e Martho, 2010.

Normalmente, uma ou mais molculas do DNA injetado incorporam-se aos

cromossomos das clulas-ovo, sendo transmitidas s clulas-filhas quando o zigoto

se divide. Nesse caso, todas as clulas do indivduo contero esse DNA, e quando o

organismo transgnico se reproduzir, os genes incorporados sero transmitidos aos

descendentes, como qualquer outro gene (Figura 3).

9

Figura 3. Filhotes de camundongos normais e transgnicos sob luz especial.

Os camundongos transgnicos sintetizam a protena GFP (Green fluorescent protein) da

gua-viva Aequorea victoria, que confere a cor verde fluorescente sua pele, sob esta iluminao.

Fonte: G1>Cincia e Sade, 2008.

A manipulao gentica de plantas mais simples que a de animais, uma

vez que relativamente fcil obter uma planta completa a partir de uma nica clula

geneticamente transformada. Os genes que se desejam introduzir na planta podem

ser ligados a molculas do plasmdio Ti da bactria Agrobacterium tumefaciens, que

tm a capacidade de integrar-se ao cromossomo da planta. As clulas que

incorporam os genes so induzidas, por hormnios vegetais, a se multiplicar e

originar plantas completas, que sero transgnicas (Figura 4) (AMABIS e MARTHO,

2010).

10

Figura 4 Esquema da produo de uma planta de tabaco transgnica. Fonte: Amabis e Martho, 2010.

A ineficcia da transformao de cereais com essa bactria fez com que se

desenvolvessem outras tcnicas de transferncia de genes: biobalstica e

eletroporao. A biobalstica teve como objetivo introduzir material gentico no

genoma nuclear de plantas. Uma das vantagens desse sistema permitir a

introduo gnica em qualquer tipo celular e esta tcnica utilizada na soja, arroz,

mamo papaia e aspargo. A eletroporao (descarga de alta voltagem que induz a

abertura de poros temporrios na membrana plasmtica) de protoplastos um

mtodo utilizado para introduzir DNA exgeno em clulas vegetais, mais utilizado

no milho e trigo (LOPES e ROSSO, 2010).

2.2. Alimentos transgnicos

Alimentos Transgnicos so plantas ou derivados de plantas cujo genoma

foi modificado em laboratrio, para que possam resistir s pragas de insetos,

11

grandes quantidades de pesticidas ou tenham maior valor nutricional.

A criao de organismos transgnicos proporcionou um grande

desenvolvimento no ramo da agricultura. Empresas multinacionais como Monsanto e

Ingo Potrykus, investiram na produo de plantas com novas caractersticas que

lhes conferem estas vantagens (CSAR et al, 2013).

Alguns vegetais so modificados para que contenham maior valor

nutricional, como o arroz dourado da Sua, que muito rico em betacaroteno,

molcula precursora da Vitamina A. O arroz um alimento muito consumido em todo

o mundo, e quando rico em betacaroteno, ajuda a combater doenas por deficincia

de vitamina A. Outros vegetais so modificados para resistirem ao ataque de vrus e

fungos, como a batata, o mamo, o feijo e a banana. Outros so modificados para

que a produo seja aumentada e os vegetais sejam de maior tamanho. Existem

tambm alimentos que tm o seu amadurecimento prolongado, resistindo por muito

mais tempo aps a colheita (LOPES e ROSSO, 2010).

O tomate longa vida, em 1992, foi o primeiro produto agrcola comercializado

nos Estados Unidos, seguido pela soja em 1994, enquanto no Brasil foi a soja

(ALVES, 2004).

Mas alm dos produtos in natura para o consumo, existe a questo da

cadeia agroalimentar, onde os derivados dos produtos transgnicos tambm

carregam suas caractersticas transgnicas, da soja: o leo, a margarina, o leite em

p, o chocolate, o sorvete e do milho: o leo, a farinha, o amido, o xarope, a

margarina, entre outros (ARAJO, 2001).

leos refinados. Esto em quase todos os alimentos que contm gorduras

vegetais. Os de soja, milho, palma, girassol ou amendoim so normalmente

misturados com leos alimentares e azeites (exceto virgem extra) ou comida

processada.

Amido de milho, xarope de milho. Extrados do milho (grande parte deste gro

produzido do mundo geneticamente modificado), esto presentes em produtos

como massas, bolachas, cereais, biscoitos, barras energticas, comida pr-

congelada, bebidas ou guas aromatizadas.

Margarina. Utiliza gorduras vegetais (de soja, milho, palma, girassol, amendoim)

purificadas e hidrogenadas extradas de plantas transgnicas.

Leite de vaca. A somatropina bovina (BST) uma forma geneticamente modificada

12

de hormnio de crescimento bovino que provoca um aumento da produo de leite.

O seu uso proibido na Unio Europeia, mas autorizado nos Estados Unidos e

Brasil.

Salsicha. uma mistura de produtos e subprodutos de origem animal, mas muitas

marcas usam soja e xaropes de milho geneticamente modificados.

Soja e derivados. A soja a principal soluo de alimentao para vegetarianos e

vegans, mas 70% da sua produo mundial de gros geneticamente modificados.

No Paran, 95% da soja e 100% do milho so transgnicos (Fonte: DERAL Dept.

Economia Rural do PR).

Cerveja. As cervejas produzidas no Brasil geralmente possuem 45% de contedo

transgnico, uma vez que a cevada vem sendo trocada por milho, e este quase

todo transgnico no Brasil.

2.3. Transgnicos produzidos no Brasil

Em 1996, havia 1,6 hectares de transgnicos em todo o mundo em 2002

pulou para 58,7 milhes de hectares. No Brasil a rea plantada cresceu 12%. Somos

o segundo maior produtor de soja do mundo, ficando atrs apenas dos Estados

Unidos, resultado da crescente utilizao de tecnologias para o melhoramento de

plantas (ALVES, 2004).

H vrios tipos de plantas transgnicas, muitas em fase de pesquisa ainda.

Algumas so mais produtivas ou nutritivas, outras resistem melhor seca e h ainda

as que necessitam de menos agrotxicos.

Algumas variedades de soja, algodo e milho transgnicos possuem um

gene retirado de uma bactria que confere planta resistncia ao glifosato. Com

esse gene, a planta pode receber um determinado herbicida que mata as ervas

daninhas sem ser afetada. Essa resistncia faz com que o herbicida possa ser

usado depois de a soja ou o algodo j terem sido plantados. Outro tipo de planta

transgnica resistente a pragas o milho Bt. Ele foi criado utilizando um gene de

uma bactria do solo, o Bacillus thuringiensis, capaz de produzir a toxina Bt (iniciais

do nome da bactria), que mata a lagarta do cartucho e da broca, principais pragas

do milho (LINHARES e GEWANDSZNAJDER, 2013).

13

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria (EMBRAPA) produz soja

resistente a herbicida (Figura 5), mamo, batata e feijo imune a certos vrus e

cacau resistente praga da vassoura-de-bruxa (fungo). Contudo no so cultivadas

comercialmente (LOPES, ROSSO, 2010).

Figura 5 Soja Transgnica

Fonte: EMBRAPA, 2015

2.4. Legislao sobre transgnicos

No Brasil os alimentos transgnicos chegaram de forma ilegal, pois o pas foi

invadido por transgnicos, presentes, em maior ou menor grau, nos produtos

industrializados americanos e argentinos. No Sul do pas, muitas lavouras foram

plantadas com sementes transgnicas contrabandeadas da Argentina (Arajo,

2001). Desta forma, fez-se necessria a regulamentao dessa prtica.

Segundo a publicao da Embrapa Cerrados Biotecnologia, Transgnicos e

Biossegurana, as atividades envolvendo organismos geneticamente modificados

(OGMS) e seus derivados so reguladas pelas normas estabelecidas na legislao

brasileira de biossegurana.

No Brasil, a primeira norma a tratar desse assunto foi a Lei n 8974/95, de

05 de janeiro de 1995 e seu objetivo era regulamentar os aspectos de

biossegurana relacionados ao desenvolvimento de produtos geneticamente

14

modificados e seus derivados no pas. Os problemas em relao aplicao da lei

surgiram a partir de 1998, quando a Comisso Tcnica Nacional de Biossegurana

(CTNbio), mediante o comunicado n 54 de 01/10/98 e a IN. 18/1988 publicou

parecer tcnico conclusivo, no qual foi aprovado o pedido de liberao comercial da

soja geneticamente modificada tolerante ao herbicida base de glifosato (soja RR),

o que resultou num amplo e polmico processo de discusso a respeito dos

transgnicos no Pas.

Em 2005, o presidente da repblica sancionou a Lei n 11.105/05 de

22/11/2005, lei que estabelece normas de segurana e mecanismos de fiscalizao

sobre a construo, cultivo, produo, manipulao, transporte, transferncia,

importao, exportao, armazenamento, pesquisa, comercializao, consumo e

liberao no meio ambiente e descarte de OGMs e seus derivados no pas.

Com o desdobramento dessa lei, foi editado o Decreto Regulamentador

5.591/06, novas instrues normativas da CTNbio, a Medida Provisria 327/2006 e o

Decreto 5.950/2006. Todas essas normas regulamentam as atividades envolvendo

transgnicos no Brasil, sejam para pesquisa ou comercializao.

2.5. Prs e Contras os transgnicos

Em relao aos benefcios e a utilizao dos transgnicos existem muitos

autores a favor e outros contrrios, cada um com seus motivos. Alguns destes

pontos so descritos abaixo.

Pontos positivos (ALMEIDA e LAMOUNIER, 2005; BESPALHOK et al, 2007;

ALVES,2004)

Diminuio em 25% do custo de produo;

Reduo no uso de agrotxicos, pois plantas mais resistentes s

pragas, necessitam menos defensivos;

Aumento da produo: maior produtividade por hectare;

Maior resistncia s pragas (vrus, fungos, bactrias e insetos):

muito til onde existem resistncias em espcies locais;

Resistncia aos agrotxicos;

15

Aumento do contedo nutricional: maior volume incorporado de

protenas, vitaminas, cidos graxos e suplementos minerais.

Maior durabilidade e tempo de estocagem.

Entre os pontos negativos, que levam algumas opinies contrrias aos

transgnicos esto destacados os seguintes (LONDRES, 2005; BESPALHOK et al,

2007; ALVES,2004).

A seleo natural menor nas plantas transgnicas;

Extermnio da populao natural de insetos, animais e outras

espcies de plantas causando o empobrecimento da biodiversidade, aumento

da contaminao do solo e lenis freticos;

Aumento de reaes alrgicas em pessoas suscetveis;

Pagamento de royalties para as empresas detentoras das

patentes das sementes transgnicas; multinacionais monopolizando a

tecnologia gentica.

Apesar de toda a incerteza sobre os alimentos geneticamente modificados

no se pode abrir mo de toda tecnologia e estudo dedicado a eles. Assim, polticas

de regulamentao devem estar baseadas em opinies e estudos isentos de

ideologia, para que a tecnologia seja utilizada em proveito de todos para o benefcio

da sociedade que est carente de alimento.

16

3. DESENVOLVIMENTO

3.1 Plano de aula

TRANSGNICOS

3.1.1. Pblico Alvo 3 ano do Ensino Mdio

3.1.2. Objetivos

Entender o conceito de alimento geneticamente modificado transgnicos;

Destacar a expanso da produo desse tipo de alimento;

Perceber as alteraes causadas no espao de produo e na biodiversidade;

Exemplificar produes j realizadas de transgnicos.

3.1.3. Durao das atividades

Cinco aulas de cinquenta minutos

3.1.4. Estratgias e recursos da aula

Iniciar a aula com o questionamento sobre o conhecimento pessoal dos

alunos sobre transgnicos. Prosseguir com a aula expositiva e em seguida aplicar

um questionrio para registro do conhecimento prvio. Em seguida dividir os alunos

em grupos, lev-los ao laboratrio de informtica e orient-los para que acessem a

internet ampliando seus conhecimentos, coletando dados em sites distintos, sobre

alimentos transgnicos.

A segunda aula ser de elaborao e organizao do seminrio, produzindo

o texto escrito e a apresentao.

Na terceira aula, os grupos de alunos devem apresentar os seminrios

preparados.

A quarta e quinta aulas serviro para consolidao dos contedos estudados

e apresentados, atravs de uma mesa redonda para perguntas, reaplicao do

questionrio, um quis e apresentao do vdeo Dez anos de Transgnicos no

Brasil disponvel em https://www.youtube.com/watch?v=GbheATuAGbo, publicado

17

em 28/12/2014, para que os alunos compreendam o processo e a evoluo do

estabelecimento dos transgnicos no Brasil.

3.1.4. Avaliao

A avaliao ser realizada em duas etapas, a primeira uma verificao da

aprendizagem atravs do mesmo questionrio escrito que foi aplicado no incio dos

trabalhos. A segunda parte ser por meio de um quiz onde ser premiado o aluno

que responder as perguntas, de forma correta, no menor tempo.

3.2 Questionrio sobre conhecimento prvio dos alun os

Iniciar a aula conversando com os alunos sobre organismos geneticamente

modificados (OGMs) e question-los se tm conhecimento sobre o tema. Para o

registro aplicar o questionrio abaixo que ser arquivado e reaplicado ao final do

projeto para verificao da aprendizagem.

Questionrio:

1. O que so alimentos transgnicos? Explique.

2. Cite alguns alimentos transgnicos que voc conhece.

3. Em sua opinio, os alimentos transgnicos fazem bem ou mal para a sade da

populao? Explique.

4. O que significa o termo transgnico?

5. Quais as principais alteraes causadas no espao de produo e na

biodiversidade, a partir da produo de alimentos transgnicos?

3.3 Pesquisa no laboratrio de bioinformtica

No laboratrio de informtica, os alunos devem ser divididos em grupos de

seis, para pesquisar nos sites abaixo os seguintes temas: Pontos Positivos dos

Alimentos Transgnicos; Pontos Negativos dos Alimentos Transgnicos; Alimentos

Transgnicos produzidos no Brasil; Como se origina um organismo geneticamente

modificado; Legislao que regulamenta os transgnicos. Explicar aos alunos sobre

a importncia da veracidade das informaes e que os sites foram escolhidos,

18

justamente para que eles s trabalhem com informaes claras e seguras. Cada

grupo dever conversar entre si e com os outros e escolher um tema para garantir

que todos sejam abordados.

Os sites utilizados para esta atividade so:

http://transvegetal.blogspot.com

http://ambientes.ambientebrasil.com.br/biotecnologia

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Transgenicos

http://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/busca/transgenicos

http://www.ctnbio.gov.br

3.4 Temas do Seminrio

Na volta do laboratrio com os textos em mos, o grupo deve ler o

texto cuidadosamente buscando os trechos mais importantes que tratem questes

ticas e polmicas, em seguida organizar uma apresentao para o seminrio com

o tema escolhido: Pontos Positivos dos Alimentos Transgnicos; Pontos Negativos

dos Alimentos Transgnicos; Alimentos Transgnicos produzidos no Brasil; Como se

origina um organismo geneticamente modificado; Legislao que regulamenta os

transgnicos. O resumo escrito do tema deve ser apresentado com 2 a 3 pginas e

um cartaz. A apresentao de cada seminrio dever ser de 10 minutos. Na aula

seguinte ser organizada uma mesa redonda onde os grupos faro perguntas entre

si para esclarecer dvidas que ficaram das apresentaes. Prosseguir com a

apresentao do vdeo Dez anos de Transgnicos no Brasil disponvel em

https://www.youtube.com/watch?v=GbheATuAGbo, publicado em 28/12/2014, para

que os alunos consolidem o conhecimento adquirido.

Os cartazes do seminrio sero fixados no mural da escola para informar os demais

alunos.

3.5 Avaliao

A avaliao ser realizada em duas etapas, a primeira uma verificao da

aprendizagem atravs do mesmo questionrio escrito que foi aplicado no incio dos

19

trabalhos. A segunda parte ser por meio de um quiz onde ser premiado o aluno

que responder as perguntas, de forma correta, no menor tempo.

QUESTIONRIO:

1. O que so alimentos transgnicos? Explique.

2. Cite alguns alimentos transgnicos que voc conhece.

3. Em sua opinio, os alimentos transgnicos fazem bem ou mal para a sade da

populao? Explique.

4. Esse termo transgnico o que significa?

5. Quais as principais alteraes causadas no espao de produo e na

biodiversidade, a partir da produo de alimentos transgnicos?

QUIZ:

1. Termo usado para designar os alimentos geneticamente modificados:

a) Estticos

b) Genticos

c) Transgnicos

d) Transdrmicos

2. Empresa Brasileira que realiza as pesquisas sobre transgnicos:

a) MEC

b) EMBRATEL

c) SANEPAR

d) EMBRAPA

3. O smbolo nas embalagens que identifica um alimento transgnico ou que

contenha ingredientes transgnicos :

a) Tringulo amarelo com um T centralizado

b) Circulo amarelo com um T centralizado

c) Quadrado preto com um T amarelo

d) Tringulo vermelho com um T centralizado

4. A posio do Brasil na produo mundial de transgnicos :

20

a) Primeiro

b) Quinto

c) Segundo

d) Quarto

5. Primeiro alimento geneticamente modificado a ser produzido no Brasil:

a) Milho

b) Soja

c) Trigo

d) Feijo

21

4. CONSIDERAES FINAIS

O tema dos transgnicos muito complexo, envolvente e atual, abordando

desde o interesse de empresas multinacionais de biotecnologia no sentido de visar

lucros com suas inovaes e descoberta tecnolgica at grupos e entidades

envolvidas no interesse da disseminao ampla e eficaz da informao sobre os

alimentos transgnicos.

Verificou-se no decorrer do presente trabalho que pouco se conhece a

respeito e pouco se trata a esse respeito nas escolas, assim o trabalho colaborou no

sentido de ampliar a informao para uma forma mais educativa e eficiente, capaz

de orientar e instruir o aluno a tomar uma postura crtica e consciente nas suas

escolhas, pois o conhecimento cientfico primordial para nosso desenvolvimento,

no podemos deixar de evoluir, a sociedade depende de novos avanos cientficos

para que possamos deixar uma sociedade melhor para as geraes futuras.

22

REFERNCIAS

ALMEIDA, Gustavo Calixto Scoralick de; LAMOUNIER, Wagner Moura Os alimentos Transgnicos na Agricultura Brasileira: E voluo e Perspectiva ,2005 disponvel em http://ageconsearch.umn.edu/bitstream/43932/2/Artigo%208%20%2805.172%29.pdf, acesso em 17/04/2015.

ALVES, Gilcean Silva, A Biotecnologia dos Transgnicos: Precauo a

palavra de ordem, Holos, 2004. AMABIS, Jos Mariano, MARTHO, Gilberto Rodrigues Biologia , 3ed

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BESPALHOK F., J.C.; GUERRA, E.P.; OLIVEIRA, R. Plantas

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FALEIRO Fabio Gelapo, ANDRADE, Solange Rocha Monteiro de, Biotecnologia, transgnicos e biosegurana / editores tcnicos. Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2009. 183p.

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IDEC (Instituto de defesa do consumidor) CARTILHA TRANSGNICOS ,

disponvel em http://www.idec.org.br/ckfinder/userfiles/files/Cartilha%20Transgenico.pdf, acesso em 21/06/2015.

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23

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