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  • DiariEconomico 03-02-2012

    G R A N D E ENTREV ISTA LU S PA S A N T U N E S

    Tiragem: 18739

    Pais: Portugal

    Period.: Diria

    mbito: Economia. Negcios e.

    Pg: 4

    Cores: Cor

    rea: 26,33 x36,17 cm1

    Corte: 1 de 5

    "Sem CIP e UGT podia haver um acordo, mas comum 'A' pequenino" Na concertao social tentou-se sempre encontrar um ponto de equilbrio, mas sabia-se que ningum poderia sair completamente confortvel.

    Maria Joo Avtllez deconomico9economico.pt

    Diz de si mesmo que "no e de capinar sentado" e tambm diz "o que pensa is pessoas". Suben tendido: sejam elas quais forem, de ministros a empregados de caf. passando por colegas ou ad versrios polticos.

    Na juventude andou com le go pela extrema esquerda tendo porem o talento de no se deixar consumir pela voragem da revo luo de 74. Formou se em Di reito, foi crescendo na advocacia, imps se nas reas da Concor rneia e das Comunicaes, am bas "da sua eleio" e onde hoje um craque. E desde 2008, dirige o Instituto de Estudos Estratgicos Internacionais, um 'think tank' Independente (criado em 1980 por Alvaro Vasconcelos) para "investigao e promoo do de bate sobre questes internado nais e prioridades da politica ex terna portuguesa".

    M uma dcada, Luis Pais An tunes, .S4 anos, consentiu se um breve intervalo poltico, aceitan do ser dirigente nacional do PSD e secretrio de Estado dos ento ministras Bago Flix, primeiro, e Alvaro Barreto, a seguir. Tido e respeitado como um excelente negociador, firme, paciente, ld

    do, alem de tecnicamente bem preparado. Conhecedor dos meandros do mundo do trabalho e de outrus mundos odeBruxe las, por exemplo, onde esteve du rante alguns anos costumam bater lhe porta. Desta vez tam bm: Pais ntunes foi "convoca do". Para negociar e ajudar a ne gociar muitas ou melhor, todas

    as etapas do acordo de concer taco, recentemente assinado pe los parceiros sociais e pelo Gover no de Passas Coelho. Apos a ma ratona, guardou uma certeza: o pais ficou melhor.

    Qual foi, exactamente, o seu papel nas negociaes do acor-do dc Concertao Social? Diz-se que apareceu no fim. quando tudo 'derrapava' mas desde Se-tembro que dialoga com minis-tro da Economia, sobro estas e outras coisas...

    Direi que tive um pajel de "facili tador", tentando contribuir para o que considerava ser um desi gnio nacional, face aos nossos de safios. E verdade que ao contra rio de algumas coisas que por ai se disseram no cheguei a este pro cesso como aquele jogador de fu tebol que contratado na poca de Inverno para substituir o ponta de lana que no mete golos, e tal... No! Desde Setembro que

    converso com o ministro da Eco nomiae... Santos Pereira chamou-o com a concertao na agenda? Sim. Tendo em conta a experin cia que eu tivera em situaes se melhantes ocorridas no passado, queria ouvir a minha opinio, co nhecer melhor os processos, a metodologia, para desenhar um quadro maLs geral. Mas Iratava-sc tambm de am-parar a possvel inexperincia do ministro que segundo sei, acredi-tava poder concluir as negocia es muito mais cedo... O que havia e percebi logo Lsso era a inteno de ser to rpido

    ct No cheguei a este processo como aquele jogador de futebol que contratado na poca de Inverno para substituir o ponta de lana que no mete golos.

    quanto possvel, ultrapassando os obstculus que existiam. O calen drio de execuo das medidas da 'rn>ika' muito exigente. Ernlxira a minha percepo fosse a de que estvamos face a um processo mais longo do que as nossas von tades. Para no dizer, bastante mais longo.

    Porque a margem dc manobra era estreitssima? E chegar a acordo era praticamente impossvel? Sim. Este dilogo social, sendo embora absolutamente necessrio

    e por Isso obrigatrio era. a partida, muito desigual, conhe cia se ja uma grande parte do re sultado a sair da negociao: todas as medidas a que o Estado portu gus se tinha obrigado internacio nalmente, eram incontornveis! Podiam ser adaptveis mas eram incontornveis. Ou seja, logo no inicio do processo de dUogo so dal h uma grande desigualdade entre os diferentes parceiros sen tados mesa o que obviamente, condicionava a prpria agenda. Nem podia ser uma agenda de dis-cusso limitada s questes labo rals, nem aos compromissos que o Estado portugus j tinha aumi do internacionalmente, tinha de se ir bastante para alm disso! Est-me a dizer que houve uma estratgia e havia um fio con-dutor?

    Havia uma coisa e outra e isso foi claro desde o irucio das conversas que mantive com o ministro. A estratgia era a de negociar um acordo que fosse to amplo quan to possvel. No faria grande sen tido cuidar de um mero reposit rio das medidas previstas no acordo de assistncia financeira porque essas esto l. tm de ser cumpridas, h um calendrio. Tratava se, antes do mais, de criar as condies para a execu o dessas medidas tarefa que no fcil e que continuar a no ser fcil, mesmo com o acordo... Sucede, porm, que os proble mas da economia portuguesa e do pn>prio pais no se limitam ao despedimento por inadaptao ou a alterar o regime do trabalho suplementar. Isso so parafusos de uma maquina bastante mais complicada e quero insistir neste ponto: se no resolvermas o pro blema de financiamento s em presas; a questo da reforma da Justia, a reforma da politica da concorrncia, o combate eco nomia informal, a reprograma o do QREN o quadro comu nitrio de apoio no chega, de todo. mexer nas outras coisas. Em suma. era precLso encontrar uma soluo, to equilibrada quanto possvel, que tocasse em todas estes pontos.

  • DiarioEconomico 03-02-2012

    Tiragem: 18739

    Pais: Portugal

    Period.: Diria

    mbito: Economia, Negcios e.

    Pg: 5

    Cores: Cor

    Area: 26.46 x 36,33 cm'

    Corte: 2 de 5

    PONTOS-CHAVE O "Vivemos num tempo em que, antecipar o que quer que seja, com seis meses de antecedncia, uma jogada de risco", defende Lus Pais Antunes.

    O " S e no final do processo [de negociao do acordo de concertao] existissem vencedores e vencidos, o acordo seria sempre forado, artificial. Tentou-se sempre encontrar um ponto de equilbrio".

    O "Existe uma tendncla/tentao em Portuqal de atribuir a causa dos males lei, aos governos, aos outros... Quando o nosso problema devia ser o que que cada um de ns capaz de fa-zer na sua empresa e no seu trabalho!"

    "Duvidei quase sempre que o acordo chegaria a bom porto"

    Pauto riQuffwttlo

    E havia essa convico? Viu von -tade politica, testemunhou em-penho? Havia, nos principais parceiros, a convico da necessidade de atin gir um resultado. Por mais difcil que fosse e mais estreita a margem de manobra, havia uma real cons cincia, sobretudo naqueles.... "Aqueles" quaLs?

    No quero ser injusto, mas este acordo deve muito a trs pessoas: o ministro da Economia, o secre trio geral da UGT, Joo I>roena e o presidente da CLP, Antnio Sa raiva...Sim, quanto maior o n mero de parceiros envolvidos no resultado final, maior o peso do acordo e a sua representatividade. Mas h parceiros incontornveis e 3 CIP e a UGT so incontornveis. Sem eles. podia haver um acordo mas com um "A" pequenino... la havendo, por parte do Gover-no. a preocupao de que o deste -cho no produzisse vencedores e vencidos? Transmitiram-lhe essa preocupao, por exemplo? Se no final do processo exLstlssem vencedores e vencidos, o acordo seria sempre forado, artificial. Tentou se sempre encontrar um ponto de equilbrio, sabendo se de antemo que ningum poderia dali sair completamente confor tvel. A ideia fulcral era de que to dos pudessem rever se. em maior

    ou menor grau. no resultado final. E o pais? Ganhou. Em termos de conflitua lidade social ser neeessarla mente menor, em resultado do acordo; ganhou em termas de so lues financiamento das em presas, legislao laboral, comba te economia informal. Portugal ganha no s solues consen suais que contribuiro para me Ihorar a nossa situao, como ainda na sua credibilidade inter nacional. que no era apenas em Portugal que se peasava que este acordo era impossvel... Traduza l isso melhor. Sei que. externamente, hav ia uma

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    Os problemas da economia e do pas no se limitam ao despedimento por inadaptao ou a alterar o regim e do trabalho suplementar. Isso so parafusos.

    grande dvida sobre a capacidade de conseguir juntar volta da mesa, com sucesso, os parceiros envolvidos num processo que se sabia de extrema dificuldade... Mas est a falar de quem? Dos nossos credores, das pessoas que nos emprestaram dinheiro, do FMI. do BCE, da "Europa"? Em todos esses que enumerou. Falo com o mundo com alguma regularidade.

    Com quem? No pecado, nem segredo, ou ? No quero referir nomes mas sim. so dessas instncias, desses pai cos. Unio Europeia, Fundo Mo netrio, analistas, pessoas que es crevem. E que lhe manifestavam as suas duvidas...? Mais do que dvida, exibiram cepticismo quanto possibilidade

    num quadro de to grande exi gncla de conseguir um acordo. E suposto haver ainda algumas pontas soltas Coisas por afinar... H coLsas por afinar. Haver sem pre, mas o essencial ficou feito. Se me pergunta, "mas no ser ne cessrio, daqui a seis meses ou daqui a um ano. ajustar aqui. me xer ali", muito provavelmente, sim. Vivemos num tempo em que. antecipar o que quer que seja. com seLs meses de antecedncia. uma jogada de risco...

    A mela hora foi um factor de diviso, mas acabou por ser Instrumental na soluo.

    "Nas muitas conversas que tive com o ministro da Economia e tambm com os parceiros, sem pre achei que a margem era es treitssima" para negociar um acordo, reconhece Luis Pais An runes. O responsvel conta como se chegou a bom porto.

    Alguma vez. durante essas labo-riosas negociaes, duvidou da chegada a bom porto? Entre a urgncia do calendrio, a com-plexidade das questes, os esta-dos de alnta dos parceiros, a deli -cadeza da situao da UGT, a pressa do Governo, a CIP a esti-car tanto a