Edição nº 437

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Mais de 60 mil SOBREDOTADOS■ Três a cinco por cento das crianças e dos jovens portugueses são sobredotados, ou seja, têm um QI superior a 130, quando o da média da população ronda os 100. São cérebros cheios de potencial, à espera de ser descobertos

Text of Edição nº 437

  • No catlicos j so trs milhes

    EDIO N 437 Ano 09 De 06 a 12 de maio de 2012 Edio Nacional e Ilhas Jornal de distribuio gratuita 56.000 exemplares

    Diretor: Joo Filipe

    EDIO N 437 Ano 09

    Diretor: Joo Filipe

    portugal... PGS. 08/09portugal... PG. 10

    Hortas sociais alimentam 1.500 A EDP Solidria Barragens permitiu a instituies e famlias de Portugal pouparem em produtos hortcolas

    f o l h a d e p o r t u g a l . p t

    Siga-nos no facebook!

    QUE TIPO DE ME ?

    TEMA CAPA... PGS. 06/07

    Est a diminuir o nmero de catlicos em Portugal, j no chegando a 70 por cento os portugueses que consideram professar a religio catlica e ficando pelos 18 por cento os praticantes. Ao contrrio da tendncia de diminuio de catlicos, duplicou a percentagem de pessoas com uma religio diferente da catlica

    M

    RIO

    CR

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    /LU

    SA

    olhar feminino... PG. 15

    60 mil SOBREDOTADOS Trs a cinco por cento das crianas e dos jovens portugueses so sobredotados, ou seja, tm um QI superior a 130, quando o da mdia da populao ronda os 100 por cento . So crebros cheios de potencial, espera de ser descobertos

    Mais de

    reportagem... PG. 12

    IURD, a verdade que incomoda

    Quando levantado um problema na justia contra a IURD existe uma histeria nos mdia, j o contrrio no se regista

    Joo Gaspar estuda para ser especialista em sobredotao e "ajudar crianas"

    QUE TIPO DE ME ?

    QUE TIPO DE ME ?

    QUE TIPO DE

    PG. 15

    homenagem s mes

    Vrios estudos na rea da Psicologia tm contribudo para definir quatro grandes tendncias de comportamento dos pais perante os filhos. Cada um deles com repercusses distintas na personalidade das crianas

  • Tenha uma boa leitura!

    editorialJoo Filipe Diretor

    Ese

    mflas

    h...

    PUB

    A massa salarial dos jogadores elevada e tem de ser reduzida

    JOAQUIM EVANGELISTA, PBLICO

    J estamos a pensar na prxima poca h muito tempo

    sem

    PINTO DA COSTA, DIRIO DIGITAL

    H riscos, mas tambm h esperana, e eu acredito na capacidade de resistncia dos portugueses ANTNIO ARNAUT, DIRIO DIGITAL

    Sinto-me mais bonita por ter sido me. Nunca estive to ligada com alguma coisa na Terra, ela

    [filha] linda BEYONC, REVISTA PEOPLE

    Eu e o Eric estamos muito felizes por anunciar o nascimento da nossa filha. Est a ser a melhor experincia da nossa vida. Agradecemos todas as mensagens de amor que nos tm enviado

    JESSICA SIMPSON, NO SEU sITE OFICIAL

    Pode ser-se muito agressivo politicamente, pode discordar-se muito fortemente, mas no h nenhuma razo para se ser mal educado e acho que ele [Marinho Pinto] foi muito mal educado JOS MIGUEL JDICE, LUSA

    JOO FILIPE

    ESTELA SILVA/LUSA

    DIA DO TRABALHADOR: Este um 1 de Maio que excedeu as expetativas e mostrou a fora de vontade e determinao dos trabalhadores para comemorarem Abril em Maio e lutarem por Abril, declarou o secretrio-geral da CGTP, Armnio Carlos, Lusa, no fi nal da manifestao do Dia do Trabalhador

    Dia do Trabalhador ou do Consumidor?

    O 1 de maio de 2012 foi um dos Dias do Trabalhador mais comemorados desde a Revoluo dos Cravos, tendo as reivindicaes sido naturais e normais por parte das centrais sindicais. Na Alameda D. Afonso Henriques teve lugar a concentrao da CGTP, com a Avenida Almirante Reis a servir de passadeira manifestao desta central sindical; j a UGT fez da Avenida da Repblica a sua passadeira, com a concentrao a ter lugar nos Restauradores. Mas tanto o discurso de Armnio Carlos, pela CGTP, e de Joo Proena, pela UGT, tiveram a tnica na perda de direitos dos trabalhadores.

    Todavia, no mesmo dia que deveria ser de festa e no apenas de luta, aconteceu que uma cadeia de hipermercados fez uma promoo revolucionria, com descontos de 50 por cento para quem fizesse compras de valor igual ou superior a 100. Da que as manifestaes dos trabalhadores passaram de primeiro para segundo plano na imprensa do dia seguinte e nos fruns das rdios foi debatida a legalidade ou ilegalidade desta promoo. Ora o principal motivo da festa do 1 de maio passou para segundo lugar e este facto que nos deve deixar a pensar no real valor das celebraes do Dia do Trabalhador.

    Tive a oportunidade de estar na Alameda no Dia do Trabalhador e pude ver que estavam, realmente, muitas pessoas mesmo na festa da CGTP. Ainda que, possivelmente, uma boa parte dos presentes pareceu-me que nem seriam sindicalizados, mas estariam ali para mostrar que os trabalhadores ainda valorizam o dia que lhes destinado. Mas pude ver no rosto de muita gente a dor porque esto a passar devido conjuntura atual e o mais interessante que vi famlias inteiras pai, me e filhos de tenra idade onde as crianas no estavam apenas num passeio, mas parecia que estavam a absorver tudo o que se passava sua volta.

    Quanto aos nveis de consumismo e de selvajaria por que se passou nas lojas da cadeia do referido hipermercado, resta-me dizer que isto apenas mostra que as reaces explosivas no esto to longe como se poderia pensar, estando, como diz o povo, flor da pele!.

    02

    folhadeportugal.ptDOMINGO 06 de maio de 2012em foco /// IDOSOS PORTUGUESES ESTO MAIS CULTOS, SAUDVEIS E ATIVOS

    Diretor: Joo Filipe jf.d@folhadeportugal.ptSecretariado: Cludia PereiraEditor: IURDRedao: Carla Vaz, Isabel Barbosa e Sara DamsioCopydesk: Carla VazPaginao: Carlos Paredes e Eliane Rosa Tratamento de imagem: Brbara DomingosCorreio do Leitor / Publicidadegeral@folhadeportugal.pt

    A FOLHA DE PORTUGAL NO SE RESPONSABILIZA NEM PELAS INFORMAES CONTIDAS NAS CARTAS DOS LEITORES,

    POIS ELAS NO EMITEM NECESSARIAMENTE A OPINIO DO JORNAL, NEM PELA AUTENTICIDADE DOS ANNCIOS PUBLICADOS

    FOLHA DE PORTUGAL Ttulo registado no ERC com o n 125046 Propriedade: IURD Sede administrativa: Praceta Professor Francisco Gentil, n 3 - Pvoa de Santo Adrio - Lisboa

    NIPC: 592001679 Periodicidade: Semanal Impresso: Rafi k Comunicao e Imagem Unipessoal, Lda. - Stio da Bemposta, n 1, 1A e1B, Longo da Vila - Mafra Tiragem: 56.000 exemplares

    Depsito Legal: 322699/11 Distribuio: Gratuita Circulao: Portugal Continental e Ilhas FOLHA DE PORTUGAL ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES, N 35 (ANTIGO CINEMA IMPRIO) 1000-123 LISBOA TEL: 210 300 971 FAX: 210 300 999

  • Folha de Portugal: De onde vem essa paixo pela profisso?Quintino Aires: Hoje, tem como primeiro aspeto o meu desejo de entender como funciona a mente humana; mas, logo a seguir, resulta do reforo dos pacientes com quem trabalho. Pois, absolutamente delicioso, no final do processo teraputico, aquele abrao que um paciente nos d e que expressa, sem palavras, o que foi para ele/a aquele processo de psicoterapia. Isso d vontade de querer fazer ainda melhor com outros e sempre mais ainda!

    F.P: O que gosta mais de fazer estudar o comportamento humano. Consegue separar-se desse seu papel de psiclogo, em todos os momentos da sua vida?Q.A: O psiclogo que estuda muito difcil separar porque uma rea que me oferecida sistematicamente. Pois, se for num transporte pblico h uma srie de comportamentos que se me apresentam, tal como ao assistir a uma telenovela ou a um reality show. J o psiclogo que trabalha na transformao dos outros, esse desligo-o completamente quando saio do consultrio.

    F.P: Contudo, ainda muito generalizada a ideia de que o psiclogo tem de estar sempre a trabalhar, portanto, disponvel 24 horas para escutar quem tem problemas?Q.A: Sem dvida, que verdade! Menos do que no passado, mas ainda muito comum. E isso acontece sobretudo porque ainda no perceberam que o psiclogo no escuta apenas e no diz nada. Afinal, o psiclogo d a sua opinio e, por vezes, a mais dura das opinies, porque aquilo que nenhum amigo ou familiar teve a coragem de dizer pessoa, com medo de a magoar. O psiclogo f-lo com uma inteno teraputica de promover a mudana, tendo essa obrigao.

    F.P: Fascina-me a vida que cada um de ns carrega por

    detrs das mscaras uma frase sua. Acha que todos carregam uma mscara? Porqu?Q.A: A mscara que ns carregamos uma pele, sendo impossvel andarmos na rua ou relacionarmo-nos com as outras pessoas sem ela. Afinal, a vida um jogo relacional e, por causa dele, temos de ter uma mscara. Para alguns podemos quase retir-la, mas, s vezes, nem para ns mesmos

    a conseguimos retirar. E essa mscara que o psiclogo estuda. A mim o que me fascina tentar perceber o que est por detrs dessa mscara, pois, por vezes, a pessoa mais certinha na vida pblica tem uma histria deveras perversa na sua vida privada. Ou, ento sentar-me com um psicopata e perceber os afetos que este tem. Afinal, uma coisa o que mostramos quando estamos com a mscara, sendo to diferente uns dos outros, e a outra quando a tiramos, percebendo que somos todos to iguais.

    F.P: Como que escolhe os temas que quer abordar nos seus livros?Q.A: Normalmente, tem a ver com aquilo que as pessoas mais me escrevem e que mais preocupa os meus pacientes. Da, os meus trs primeiros livros terem sido sobre o amor. E, a uma dada altura, decorrente de uma rubrica que tinha na TVI, em que abordava as relaes entre pais e filhos, tendo assim surgido o livro 15 minutos com o seu filho.

    F.P: Dois dos seus livros so uma reflexo sobre o amor. Porqu o amor?Q.A: O amor um vnculo entre dois adultos que partilham vidas e corpos. E, atravs deste vnculo, que ambos vo poder expandir mais a conscincia e a liberdade de si mesmos. Costumamos dizer que o amor serve para nos realizar, o que no deixa de ser verdade, mas no s para isso que ele serve. O

    amor serve para expandir a nossa capacidade de pensar, sentir e consciencializar. Pois, assim como a esc