Edição Nº 79

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Jornal Capital - Edio n 79

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  • MERCADO & NEGCIOS

    Presidenta Dilma parabeniza Cristina Kirchner pela reeleio

    Aumenta ndice de sobrevivncia das pequenas empresas

    CAPITAL EMPRESA JORNALSTICA LTDA DE 25 A 31 DE OUTUBRO DE 2011

    Leilo de aeroportos podeser transferido para 2012

    OAB-RJ promete ajudar o Rio na defesa dos royalties

    Exportaes chegam a US$ 202 bie j superam montante de 2010

    Juros bancrios tm leve queda, segundo o Procon

    Arrecadao federal atinge R$ 75 bilhes

    Idec faz campanha por internet de qualidade

    8,5 mil vagas para ensino tcnico e superior

    Montadora de veculos vai duplicar produo no Rio

    P revisto para o dia 22 de dezembro, o leilo de trs aeroportos inter-nacionais brasileiros po-der ser transferido para 2012, segundo informou o ministro da Secretaria de Aviao Civil, Wagner Bittencourt.PGINA 3

    O presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, colocou a Ordem dos Advogados do Rio disposio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, caso seja necessrio ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa dos direitos dos estados produtores, Rio e Esprito Santo. O anncio foi feito durante a cerimnia de abertura de conferncia de advogados do Rio de Janeiro. PGINA 2

    O Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Co-mrcio Exterior anunciou que as exportaes brasileiras em 2011 chegaram a US$ 202,071 bilhes entre janeiro e o ltimo dia 18. O resultado supera o valor das exportaes em todo o ano de 2010 (janei-ro a dezembro), quando foi registrado um resultado recorde. Segundo o ministrio, a meta para as expor-taes brasileiras em 2011 de US$ 257 bilhes. O nmero projeta um crescimento de 27% sobre o total exportado em 2010.

    Dois dos sete bancos pesquisados pela Fundao Procon de So Paulo diminuram as taxas de ju-ros sobre o emprstimo pessoal em outubro. A taxa mdia caiu pela segunda vez seguida com variao de 5,85% ante 5,86%. E, pela primeira vez, depois de nove meses em alta, os juros cobrados sobre a utiliza-o do cheque especial caram na mdia de 9,57% para 9,55% ao ms. Para contratar um emprstimo pessoal no Banco do Brasil, o tomador est pagando uma cor-reo de 5,35% ao ms ante 5,39%, em setembro, o que significa um recuo de 0,04 ponto percentual.

    O Instituto Brasileiro de Defesa do Con-sumidor est promoven-do uma campanha para que a Anatel aprove o regulamento que deter-mina metas de qualidade a serem cumpridas pelos provedores de internet. A

    entidade est disponibi-lizando em seu site uma carta para ser enviada pelos consumidores aos conselheiros da Anatel, pedindo a aprovao de regras de atendimento e de velocidade para a rede.

    Funerria Rio Pax humilha famlias com troca de corpos

    Ano 3 n 79www.jornalcapital.jor.br

    PGINA 4

    A arrecadao federal cresceu em ritmo menor, mas voltou a bater recorde em setembro. Segundo dados divulgados dia 19 pela Receita Federal, a arrecadao somou R$ 75,102 bilhes no ms passado, crescimento de 7,52% em relao ao mesmo ms de 2010, descontada a inflao oficial pelo ndice de Preos ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Indicadores / Cmbio

    R$1

    Internacional

    Valter Campanato/ABr

    Banco de Imagens

    Banco de Imagens

    Compra Venda %

    FECHAMENTO: 24 DE OUTUBRO DE 2011

    PGINA 5

    Inlao medida pelo IPC-S a menor desde prvia de agosto

    O ndice de Preos ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundao Getlio Vargas (FGV), atingiu 0,31% na terceira prvia de outubro. Essa taxa 0,08 ponto percentual inferior do ltimo levantamento (0,39%) e a menor desde a segunda prvia de agosto, quando o ndice icou em 0,17%. Dos sete grupos pesquisados, alimentao foi o que mais contribuiu para o resultado, com alta de apenas 0,03% ante 0,17%.

    Dolar Comercial 1,750 1,752 1,57Dlar Turismo 1,690 1,870 1,57Ibovespa 56.891,97 2,96

    Sitewww.jornalcapital

    .jor.br

    PGINA 6

    PGINA 8

  • 2 25 a 31 de Outubro de 2011MERCADO & NEGCIOS

    Ponto de Observao

    Alberto Marques

    MERCADO & NEGCIOS

    Na internet:

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    Diretor Geral: Marcelo CunhaDiretor de Redao: Josu Cardoso (josuejornalista@gmail.com)

    Colaboradores: Alberto Marques, Arthur Salomo, Dilma Rousseff, Geiza Rocha, Luiz Linhares,

    Moreira Franco, Priscilla Ricarte,Roberto Daiub, Rodrigo de Castro, e Thais H. Linhares

    MOREIRA FRANCO Ministro Chefe da Secretaria de Assuntos Estratgicos da Presidncia da Repblica

    Colunado Moreira

    Cuidar da infncia, um objetivo estratgico (Parte 1)

    O Brasil descobriu, mesmo que com atraso consi-dervel, a importncia de sair do mero discurso repetitivo e colocar, efetivamente em prtica, polti-cas e medidas de proteo e de incentivo ao desenvol-vimento das crianas brasileiras.

    Nos ltimos dez a 20 anos o pas tem buscado, com razovel sucesso, minorar as condies que, histori-camente, izeram o Brasil ostentar, por muitos anos, ndices vergonhosos de sade pblica e de educao.

    Para alm do proselitismo de ocasio, o dis-curso da necessidade de fazer pelas crianas como forma de assegurar um futuro melhor para o pas pas-sou, nos ltimos anos, a ser encarado, no s como humanitrio, mas, tambm e principalmente, como estratgico.

    Em 2010 entrou em vigor o Plano Nacional pela 1 Infncia, que traa diretrizes gerais e os objetivos e metas que o pas dever realizar em cada um dos di-reitos da criana airmados pela Constituio Federal e pelo Estatuto da Criana e do adolescente.

    Em vrias esferas de poder e segmentos da so-ciedade continuam a ser adotadas medidas e provi-dncias visando este objetivo. O resultado tem sido a expanso de servios de sade e assistncia social, notadamente programas de ateno sade materno-infantil, assim como notveis avanos na cobertura de vacinas. Os avanos alcanados foram tais, que j garantiram ao Brasil o cumprimento de todas as Metas de Desenvolvimento do Milnio das Naes Unidas muito antes do prazo ixado de 2015.

    Mas, muito ainda h para se fazer. O Brasil ainda um pas com condies de vida e oportunidades ofe-recidas a crianas e adolescentes bastante inferiores s existentes em pases industrializados, e mesmo se comparadas s de naes com indicadores econmi-cos semelhantes aos brasileiros.

    Crianas no podem trabalhar em lixes

    Entre 2005 e 2010, juzes e promotores de Justia de todo pas concederam, no menos que 33.173 mil autori-zaes de trabalho para crianas e adolescen-tes menores de 16 anos, contrariando o que prev a Constituio Federal. O absurdo nmero, for-necido pelo Ministrio do Trabalho equivale a mais de 15 autorizaes judiciais por dia para que crianas e adolescentes trabalhem nos mais di-versos setores, de lixes a atividades artsticas. O texto constitucional pro-be que menores de 16 anos sejam contratados para qualquer trabalho, exceto como aprendiz, mas somente a partir de 14 anos.

    Os dados do minis-trio foram colhidos na RAIS Relao Anual de Informaes Sociais e indicam que, apesar dos bons resultados da eco-nomia nacional nas lti-

    mas dcadas, os despachos judiciais autorizando o trabalho infantil aumenta-ram vertiginosamente em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Na soma do perodo, So Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paran e Santa Ca-tarina foram as unidades da Federao com maior nmero de autorizaes. A Justia paulista concedeu 11.295 mil autorizaes e a Minas, 3.345 mil.

    Segundo o chefe da Di-viso de Fiscalizao do Trabalho Infantil do MTE, Luiz Henrique Ramos Lo-pes, embora a maioria dos despachos judiciais permi-ta a adolescentes de 14 e 15 anos trabalhar, a quantida-de de autorizaes envol-vendo crianas mais novas tambm assustadora. Foram 131 para crianas de 10 anos; 350 para as de 11 anos, 563 para as de 12 e 676 para as de 13 anos. Para Lopes, as autoriza-es coniguram uma si-tuao ilegal, regularizada pela interpretao pessoal dos magistrados. Chan-celada, em alguns casos,

    por tribunais de Justia que recusaram representa-es do Ministrio Pblico do Trabalho.

    - Essas crianas tm carteira assinada, recebem os salrios e todos seus benefcios, de forma que o contrato de trabalho todo regular. S que, para o Mi-nistrio do Trabalho, o fato de uma criana menor de 16 anos estar trabalhando algo que contraria toda a nossa legislao - disse Lopes Agncia Brasil. Estamos fazendo o pos-svel, mas no h previso para acabarmos com esses nmeros por agora.

    O mais grave que, ape-sar da maioria das decises autorizarem as crianas a trabalharem no comrcio ou na prestao de servi-os, h casos de crianas empregados em ativida-des agropecurias, fabri-cao de fertilizantes (em contato com agrotxicos), construo civil, oicinas mecnicas e pavimentao de ruas, entre outras. H atividades que so proibi-das at mesmo para os ado-lescentes de 16 anos a 18

    anos, j que so perigosas ou insalubres e constam na lista de piores formas de trabalho infantil.

    No incio do ms, o MPT pediu Justia da Paraba que cancelas-se todas as autorizaes dadas Um promotor de Justia da Comarca de Patos, na Paraba, conce-deu autorizao para que dois adolescentes traba-lhassem no lixo do mu-nicpio. Torna-se urgente que o Conselho Nacional de Justia avoque esses processos,