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Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA

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Text of Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA

  • (i) Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria - EMBRAPAVinculada ao Ministrio da Agricultura~

    Unidade de Execuo de Pesquisa de mbito Estadual de Belm~ UEPAE de Belm

    Centro Nacional de Pesquisa de Seringueira e Dend - CNPSDManaus, AM

    DEND~:INFORMAOES BSICAS PARA O SEU CULTIVO

    Edson BarcelosAblio Rodrigues PachecoAntonio Agostinho Mller

    lsrnael de Jesus Matos VigasPaulo Braz Tinco

    Departamento de Difuso de TecnologiaBraslia

    1987

  • Copyright EMBRAPA - 1987EMBRAPA-UEPAE de Belm. Documentos, 1Exemplares desta publicao podem ser solicitados :EMBRAPA-UEPAE de BelmTv. Enas Pinheiro s/nCaixa Postal: 13066000 Belm, PA

    Tiragem: 1.000 exemplares

    Comit de Publicaes:Carlos Alberto Gonalves - PresidenteRubenise Farias Gato - SecretriaArmando Kouzo Kato - MembroGuilherme Pantoja Calandrini de Azevedo - MembroRaimundo Parente de Oliveira - MembroDamsio Coutinho Filho - Membro

    Reviso Gramatical:Ruth Rendeiro Palheta (EMBRAPA-CPATU)

    Datilografia:Jorge Manoel de Farias

    Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria. Unidade deExecuo de Pesquisa de mbito Estadual de Belm,PA.

    Dend : informaes bsicas para o seu cultivo / EdsonBarcelos ... [et aI.]. - Braslia : EMBRAPA-DDT, 1987.

    40p. - (EMBRAPA-UEPAE de Belm. Documentos;1)

    1. Elaeis guineensis-Cultivo. I. Barcelos, Edson. lI. Em-presa Brasileira de Pesquisa Agropecuria. Centro Nacionalde Pesquisa de Seringueira e Dend, Manaus, AM. Ill. Ttu-lo. IV. Srie.

    CDD 633.851

  • AGRADECIMENTOS

    Os autores agradecem de modo especial aos pesquisadores Fran-cisco das Chagas Oliveira Freire e Lindaurea Alves de Souza pela va-liosa colaborao nos itens relativos a pragas e doenas do dend, bemcomo as empresas: AGROMENDES (Mendes Junior Agrcola do ParS.A.); CRAI (Companhia Real Agroindustrial); DENPASA (Dend doPar S.A.); EMADE (Empresa Amazonense de Dend) e OPALMA(leos de Palma S.A.) pela cesso das informaes referentes aos coefi-cientes tcnicos.

  • SUMRIO

    1. INTRODUO 72. EXIGNCIAS ECOLGICAS 102.1. Clima2.1.1. Temperatura2.1.2. Precipitao2.1.3. Insolao2.2. Solo

    3. REGiES COM POTENCIAL PARA A CULTURA 12

    4. OUTRAS CONSIDERAES PARA IMPLANTAO DA CULTU-RA 12

    4.1. Localizao4.2. Topografia4.3. Acesso4.4. Mo-de-obra

    5. FORMAO DE MUDAS DE DEND 145.1. Localizao do viveiro5.2. Preparo do terreno5.3. Reutilizao do local do viveiro5.4. Tipos de sacos utilizados e seu enchimento5.5. Plantio5.5.1. Colocao da semente no saco5.5.2. Sombreamento5.5.3. Eliminao de plntulas5.6. Disposio do viveiro5.7. Tratos culturais5.7.1. Irrigao5.7.2. Capina manual5.7.3. Fertilizao

  • 5.8. Tratos fitossanitrios5.8.1. Doena das manchas aneladas5.9. Preparo das mudas para o plantio5.9.1. Seleo no viveiro5.9.2. Medidas a serem tomadas em caso de prolongamento da du-

    raco de um viveiro6. PLANTIO DEFINITiVO 226.1. Escolha e localizao da rea6.2. Desmatamento manual6.2.1. Broca6.2.2. Derrubada6.2.3. Rebaixamento6.2.4. Queima6.3. Delimitao de blocos6.4. Balizamento6.5. Abertura de faixas para plantio6.6. Plantio de leguminosa6.7. Abertura das covas6.8. Plantio das mudas6.9. Tratos culturais6.9.1. Coroamento6.9:2. Adubao6.10. Controle de pragas e doenas

    7. ESTIMATIVA DA PRODUO 25

    8. COLHEITA E BENEFICIAMENTO 268.1. Colheita8.1.1. Despalma ou poda8.1.2. Colheita dos cachos8.1.3. Coleta dos cachos8.2. Transporte8.3. Beneficiamento8.3.1. Processamento8.3.2. Armazenamento

    9. UTILIZAO DO LEO DE DEND E SEUS SUBPRODUTOS 32

    10. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS 33

    11. ANEXOS 35

  • DEND: INFORMAOES BSICAS PARA SEU CULTIVO

    Edson Barcelos'Abilio Rodrigues Pacheco"Antonio Agostinho Mller3

    Ismael de J. Matos Viqas"Paulo Braz Tinco'

    1. INTRODUO

    o potencial de expanso do cultivo de dend no Brasil muitogrande, notadamente pelas condies edafoclimticas existentes emregies brasileiras, principalmente na regio amaznica e, em meno-res propores, no sul da Bahia. De acordo com levantamento efetuadoem agosto/86 pelo PPD (Plo de Pesquisa do Dend) da UEPAE de Be-lm, a rea plantada de dend no Brasil de 48.473 ha, despontandoem primeiro lugar o Estado do Par com 30.975 ha, ou seja, 64%da reaatualmente cultivada com essa palmcea no Pas (Tabela 1).

    Esse crescimento, no entanto, pode e deve ocorrer em taxas muitomaiores, a fim de contribuir efetivamente para um melhor desenvolvi-mento scio-econmico da populao brasileira. Primeiramente, hnecessidade de se aumentar a produo de leos vegetais, visando aatender demanda industrial (siderurgia, indstrias de sabes e ou-tros) e de usos comestveis (leos, margarinas e outros). provvel quea expanso da produo, nas bases atuais, sej a apenas suficiente paraacompanhar a demanda dos prximos dez anos. Adicionalmente, a

    I Eng. - Agr., M.Sc., EMBRAPA - Centro Nacional de Pesquisa de Seringueira e Dend - CNPSD.Caixa Postal 319, CEP 69000 Manaus, AM.

    2 Eng. - Ftal. M.Sc., EMBRAPA-CNPSD disposio da EMBRAPA - UEPAE de Belm.

    3 Eng. Agr., EMBRAPA - UEPAE de Belm. Caixa Postal 130, CEP 66000 Belm, PA.

    4 Eng. - Agr., M.Sc., EMBRAPA-CNPSD disposio da EMBRAPA - UEPAE de Belm.

    5 Econ., M.Sc., EMBRAPA-CNPSD.

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  • TABELA 1. Area plantada de dend no Brasil lagosto/86).

    Area Mudas em Total rea potencialEstados plantada viveiro plantada em 87

    lha) lha) lha)

    Par' 30.975Agromendes 3.340 3.340 63.5%Crai 2.700 2.600 5.300Coop. Amaznica 900 700 1.600Coop. Paraense 2.335 750 3.085Coop. Tom-au 300 500 800Denam 2.000 200 2.200Dendeau 500 500Denpasa 5.000 2.500 7.500Dentau 1.300 1.000 2.300Reasa 3.500 500 4.000Outros 300 50 350Ama p 4.331Codep 3.831 200 4.031 9%Coop. Matapi 150 150 300Amazonas 1.687Emade 502 500 1.002 3.5%Socfinco 5 5CNPSD (Tef) 20 20CNPSD IE.E.R.U.) 200 160 360Cian 300 300Bahia 11.750Coop. Sul Bahia 400 200 600 24%Oldesa 2.000 1.000 3.000Opalma 3.650 500 4.150Pindorama 2.000 500 2.500Outros 1.000 500 1.500

    Fonte: Banco de dados do PPD. UEPAE de Belm. 1986. 48.473

    expanso da produo ajudar tambm a reduzir o nvel de desempre-go e diminuir a migrao rural-urbana, alm de procurar desenvolveras reas produtoras, que devero absorver a mo-de-obra ociosa deoutras reas brasileiras. Sua implantao permitir maior diversifi-cao da agricultura amaznica e baiana.

    O dendezeiro constitui-se, dentre as oleaginosas, na de maior pro-dutividade, alcanando, nos grandes centros produtores, at 7 tlha deleo. Sua condio de planta perene, com produo distribuda duranteo ano, lhe confere peculiaridades de grande importncia econmica esocial. Os gastos com sua implantao so altamente amortizados ecompensados por suas inmeras colheitas. A sua manuteno consi-

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  • deravelmente barata e a mo-de-obra pode ser ocupada ininterrupta-mente, durante o ano. Seu leo, de boa qualidade e baixo custo, poderser absorvido em grande quantidade pelo mercado interno.

    Alm do aumento de consumo decorrente do crescimento popula-cional e da elevao do poder aquisitivo da populao, verifica-se queleos vegetais ganham a preferncia de consumo, em comparao comas gorduras de origem animal. Estas que no incio do sculo tinham umconsumo, quando comparado aos leos vegetais, na proporo de 1:1,vm crescendo na preferncia popular, a ponto de a mesma relao,nos dias atuais, ser de 1:3, com vantagem para os leos vegetais.

    A conjuntura atual, em face do agravamento do problema ener-gtico mundial, abre novas perspectivas para adendeicultura; seu leofigura entre os combustveis de origem fotossinttica capaz de substi-tuir o leo diesel - cada dia menos abundante -, representando hojemais de 27%do consumo interno dos derivados de petrleo. Essa alter-nativa de uso do leo de dend amplia exponencialmenteos horizontesdesse cultivo no cenrio nacional. Alm do mercado interno, as perspec-tivas vislumbradas no mercado externo so as mais promissoras, hajavista a constante expanso do consumo mundial e a reduo das metaspara novos plantios pela Malsia, principal pas produtor, com 1,4 mi-lho de t, havendo previses de que, para a manuteno domercadomundial, a rea plantada com dend dever crescer cerca de 100.000ha/ano.

    A produtividade mdia de 3 a 4 t/ha/ ano de leo, obtida atualmen-te no Brasil, pode ser considerada baixa quando comparada s exten-sas plantaes do Extremo Oriente (Malsia), com produo de 5 oumais tlha/ano de leo; mais recentemente vem obtendo produesentre 6 e 8 tlha/ano de leo. Estas produes eto sendo conseguidascom sementes melhoradas, com plantios bem manejados, em reascom caractersticas climticas muito favorveis.

    A dendeicultura brasileira ter que ser desenvolvida com ndicesde produtividade maiores que 4 tlha/ano de leo, a fim de continuarsendo competitiva em relao a outros leos e gorduras e em relao aoutros pases produtores, pois qualquer expanso nas atuais condiesdever estar relacionada ao comportamento do mercado externo. Iden-tificadas as reas de maior potencial para o cultivo do dend, cabe im-plantar a cultura sob padres tcnicos adequados sua viabilidadetcnico-econmica e maior segurana de altos ndices de produo eprodutividade.

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  • Para a expanso das reas cultivadas, um dos aspectos de maiorrelevncia compreende a necessidade de se dispor, no mercado interno,de sementes selecionadas da elevada produtividade. Esta questo hoje solucionada pelos resultados apresentados pelo Programa Nacio-nal de Pesquisa de Dend, na rea de gentica e melhoramento, e pelaintroduo de sementes via acordos internacionais, a qual dever ga-rantir esta oferta de sementes comerciais aos dendeicultores a partir de1990.

    Obviamente, a utilizao crescente de germoplasma j seleciona-do vem possibilitar a soluo do problema de sementes para plantiocomercial, o que ser mais eficiente nos prximos cinco anos.

    O conhecimento atual em relao cultura do dend e as questestecnolgicas inerentes implantao e conduo de dendezais sohoje perfeitamente factveis

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