Encerramento em dias de ponte e menos f©rias vigoram em .dt­ empresas nus dias de "ponte" com o
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L E G I S L A O L A B O R A L

Encerramento em dias de "ponte" e menos frias vigoram em 2013

Fim majorao de trs dias de lerias s legalmente aceitvel em 2013. Especialistas em laboral consideram, assim, que a deciso do Governo no poderia ter sido outra

CATARINA ALMEIDA PEREIRA JOO MALTEZ catanraptwtnarnigcinov A possibilidade de encerramento dt empresas nus dias de "ponte" com o desconto no nmero de f-rias do trabalhadors vai produzir efeitos no prximo ano, explicou a< i Negcios tbnte oficial ik > (xiver-no. O mesmo acontece com a re-duodaeliminiH,iW>da m.yoniiiii de trsdiasde frias paru t ntixilhu dores assduos.

A possibilidade das empresas encerrarem nos dias de "ponte" est prevista no acordo tripartido assinado na semana (lassada. Kx-plica o docuiTM-ntoiiiK' sempre que os feriados coincidirem com unui tera-feira ou uma quinta-feira "o empregador pode decidir proce-deraoencemimento. total ou par-cial, do estabelecimentoou da em-presa nos dias de ponte, com con-sequente desconto no perodo de ferias ou mediante compensao futura pelo trahalhador".

Maso mesmodocumento indi-ca que a deciso do empregador dever ser comunicada no inicio de cada ano, "de modo a no pre-judicara marcao de frias" pelos trabalhadores. H isto que explica que a medida s tenha efeitos no prximo ano. explica ao M*fcl em 20] 2. Caso contrrio, iria haver um problema de reduo de direitos adquiridos. JOO SANTOS Miranda

Uma eventual reduo das frias [este anoj teria que assentar numa lei com eficcia retroactiva. TIAGO CORTES PLMJ

Tiragem: 15516 Pais: Portugal Perlod.: Diria mbito: Economia, Negcios e.

Pg: 34 Cores: Cor Area: 26,96 x 31,56 cm 2 Corte: 1 de 3

Trabalho l Legalmente, o corte no nmero de frias dos trabalhadores decidido em

MEDIDAS QUE BENEFICIAM AS EMPRESAS

CORTE MAS MORAS EXTRA A eliminao do descanso compensatrio e a reduo da compensao por trabalho suplementar ou em feriado claramente favorvel s empresas, reconhecem m especialistas. REDUO DE FRIAS As empresas so a nica parte que sai a ganhar com a reduo de feriados ou dos dias de frias. 0 mesmo acontece com a alterao ao regime das faltas injustificadas, que nalguns casos implicaro maior perda de retribuio. DESPEDIMENTOS As alteraes ao despedimento por extino de posto de trabalho e por inadaptao daro maior flexibilidade s empresas, tal como o corte nas indemnizaes.

MEDIDAS QUE BENEFICIAM OS TRABALHADORES

REDUO DOS DESCONTOS PARA ACESSO AO SUBSDIO 0 perodo de descontos necessrios para aceder ao subsidio de desemprego vai ser reduzido de quinze para doze meses, tal como previa o memorando da troika. APOIO A INDEPENDENTES Os independentes que prestem mais de 80% do servio mesma empresa ou grupo tero direito a um apoio idntico ao subsidio de desemprego INCENTIVO CONTRATAO 0 Governo vai financiar a contratao de trabalhadores, atravs de um apoio equivalente a metade do salrio, que ter o limite mximo de 419,22 euros por ms. 0 apoio poder durar seis meses e o programa inclui formao.

Wk I Jornal de W Neaocios Mrww.nogoctcRi.pt

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Tiragem: 15516 Pais: Portugal Perod.: Diria mbito: Economia, Negcios e.

Pg: 35 Cores: Cor Area: 16,43x31,05 cm J Corte: 2 de 3

Imposio do acordo de concertao sobre contratao colectiva ser inconstitucional?

I S A B E L V A L E N T E D I A S ADVOGADA DA MORAIS LEITO

J O O P A U L O T E I X E I R A DE M A T O S SCIO DA GARRIGUES

D I O G O L E O T E N O B R E SCIO DA CUATRECASAS. GONALVES PEREIRA

Isabel Valente Dias entende que "no se exclui a possibilidade de vir a discutir-se a constitucionalidade do carcter imperativo'' das medidas aprovadas em concertao social. "Pode entender-se que se trata de restrio desproporcional do direito fundamental de contratao colec-tiva, ao afectar clusulas j exis-tentes e no apenas futuras", diz.

Joo Paulo Teixeira de Matos sustenta que, independentemente do que pblico relativamente s medidas acordadas em sede de concertao social, "em ltima instncia o exerccio do direito de contratao colectiva continua a competir s associaes sindicais tal como est hoje constitucional-mente consagrado".

Diogo Leote Nobre admite que as medidas anunciadas podem levar a uma compresso do direito constitucionalmente consagrado da contratao colectiva. Em todo o caso, considera que tal ser defensvel, "atendendo ao cenrio de graves dificuldades econmicas e financeiras actualmente experimentadas no Pas".

concertao social s poder ser aplicado no prximo ano.

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Tiragem: 15516 Pais: Portugal Pertod.: Diria mbito: Economia. Negcios e.

I

H 1 1 1 ,

LEX Menos frias s vigoram a partir de 2013

Pg: 1 Cores: Cor rea: 8,66 x 2,91 cm' Corte: 3 de 3

i l

l i I Jornal de Negocios 25-01-2012

Situao do Pas apontada como justificao para "compresso" legal

Tiragem: 15516 Pg: 35 Pais: Portugal Cores: Cor J l l Period.: Diria rea: 10,82x31,92 cm' u n i mbito: Economia, Negcios e. Coite: 1 de 1

K>O MALTEZ CATAR INA A L M E I D A P E R E I R A

Oestadode excepo em queo Pas se encontra a razo que os espe-cialistas em direito laboral apon-tam parajustificar eventuais "atro-pelos s normas, legais ou consti-tucionais", que venham a constar - em imposio sobre a contrata-o colectiva do texto final do compromisso assumido em sede de et ncertao si xriaL O a Negcios Joo Santos, advogado da Miranda

Diogo Leote Nobresegueomes-mo raciocnio ao admiti r que de-fensvel uma eventual compresso ao direito, constitucionalmente consagrado, de contratao colec-tiva "atendendo aocenrio de gra-ves dificuldades econmicas e fi-nanceiras actualmente experi-men ladas no Pas e a consequente exigncia de medidas de recupera-o nacional".

Questodiferente, reconhece o scio da Cuatrecasas. (Gonalves Pereira "ser. porventura.saber.se os interesses que lhes esto subja-centes, porque tendencialmente transitrios, nojustificaro. tam-bm eles. uma compresso do re-ferido direito delimitada no tem-po. uma questo em abertoque, em ltimaanlisc.caberaoTribu-nal Constitucional decidir".

Filipe Frastoda Silva, por seu turno, noamxlitaqueadcfinio. jx?lo legislador, das relaes entre

Compresso nas leis laborais, mesmo que consagradas na Constituio, podero ser decididas com o argumento do momento difcil em que < > I }as est.

asdifcrentes fontes de regulao la-boral envolva em si mesma qual-quer questo de ordem legal ou constitucional. "A Constituio re-mctcparaalciordiiiriaos termos cm que garantido s associaes sindicaisodireitocontratao co-lectiva o que inc lui algum grau de conformaodas matrias suscep-tivvLsdewntratao colectiva des-de que no envolva uma compres-so excessiva do mbito daquela gar.uitia".suMinhaoscioda l Ira-Proena de Carvalho.

"Situaes histricas como a que vivemos devem ser atendidas nu f< HTUulai > de juzos acerca des-se eventual excesso, quando o le-gLsludoronUnrioim|xinha" even-tuais imposies", sublinha o mes-mo advogado.

J o scio da PI ,M J TiagtCor-tes sustenta no ver, emabstracto. que tal imposio da lei - entendi-da como a faculdade de suspen-der/alterar regimes especficos previstos em convenes colecti-va - levante problemas de ordem legal ou constitucional.