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É trabalho pioneiro. Prestação de serviços com tradição de confiabilidade. Construtivo, procura colaborar com as Bancas Exami- nadoras em sua tarefa árdua de não cometer injustiças. Didático, mais do que um simples gabarito, auxilia o estudante em seu processo de aprendizagem. ENEM-2000 é prova constitu í da de uma reda çã o e de 63 quest ões objetivas, envolvendo assuntos de Português, Matemática, Biologia, Hist ória, Geografia, Fí sica e Quí mica, abordados ao longo do Ensino Médio. Esta prova tem por finalidade avaliar modalidades estruturais de inteligência, demonstradas em 21 habili- dades decorrentes de 5 compet ências fundamentais. Os resultados obtidos pelos alunos ser ão aproveitados para o ingresso em várias faculdades do paí s. Por esse motivo, o ENEM passa a ser centro de interesses de can- didatos aos vestibulares dessas faculdades. Sugerem ainda os criadores do ENEM que seus re- lat órios possam também orientar empresas na con- tratação de funcionários. O ANGLO RESOLVE O EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO 2000

ENEM - s7226b29e809f8138.jimcontent.com · questões objetivas, envolvendo assuntos de Português, Matemática, Biologia, História, Geografia, Física e Química, abordados ao longo

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  • trabalho pioneiro.Prestao de servios com tradio de confiabilidade.Construtivo, procura colaborar com as Bancas Exami-nadoras em sua tarefa rdua de no cometer injustias.Didtico, mais do que um simples gabarito, auxilia oestudante em seu processo de aprendizagem.

    ENEM-2000 prova constituda de uma redao e de 63questes objetivas, envolvendo assuntos de Portugus,Matemtica, Biologia, Histria, Geografia, Fsica eQumica, abordados ao longo do Ensino Mdio.Esta prova tem por finalidade avaliar modalidadesestruturais de inteligncia, demonstradas em 21 habili-dades decorrentes de 5 competncias fundamentais.Os resultados obtidos pelos alunos sero aproveitadospara o ingresso em vrias faculdades do pas. Por essemotivo, o ENEM passa a ser centro de interesses de can-didatos aos vestibulares dessas faculdades.Sugerem ainda os criadores do ENEM que seus re-latrios possam tambm orientar empresas na con-tratao de funcionrios.

    OANGLO

    RESOLVE

    O EXAMENACIONAL

    DOENSINOMDIO

    2000

  • AS 5 COMPETNCIASI Demonstrar domnio bsico da norma culta da Lngua Portuguesa e do uso das

    diferentes linguagens: matemtica, artstica, cientfica, etc.II Construir e aplicar conceitos das vrias reas do conhecimento para a com-

    preenso de fenmenos naturais, de processos histrico-geogrficos, da produotecnolgica e das manifestaes artsticas.

    III Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informaes representadosde diferentes formas, para enfrentar situaes-problema, segundo uma viso crti-ca com vista tomada de decises.

    IV Organizar informaes e conhecimentos disponveis em situaes concretas, paraa construo de argumentaes consistentes.

    V Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaborao de propos-tas de interveno solidria na realidade, considerando a diversidade sociocul-tural como inerente condio humana no tempo e no espao.

    AS 21 HABILIDADESTodas as situaes de avaliao estruturam-se de modo a verificar se o aluno ca-

    paz de ler e interpretar textos de linguagem verbal, visual (fotos, mapas, pinturas, grficos,entre outros) e enunciados:

    identificando e selecionando informaes centrais e perifricas; inferindo informaes, temas, assuntos, contextos; justificando a adequao da interpretao; compreendendo os elementos implcitos de construo do texto, como organi-

    zao, estrutura, intencionalidade, assunto e tema; analisando os elementos constitutivos dos textos, de acordo com sua natureza, orga-

    nizao ou tipo; comparando os cdigos e linguagens entre si, reelaborando, transformando e

    reescrevendo (resumos, parfrases e relatos).

    1. Dada a descrio discursiva ou por ilustrao de um experimento real simples, denatureza tcnico-cientfica (fsica, biolgica, sociolgica, etc.), identificar variveis re-levantes e selecionar os instrumentos necessrios para a realizao e/ou a interpre-tao dos resultados do mesmo.

    2. Em um grfico cartesiano de varivel socioeconmica ou tcnico-cientfica em funodo tempo: identificar o valor da varivel em dado instante ou em que instante a varivel assume

    um dado valor; identificar trechos em que este valor crescente, decrescente ou constante; analisar qualitativamente, em cada trecho, a taxa de variao.

    3. Dado um diagrama de distribuio estatstica de varivel social, econmica, fsi-ca, qumica ou biolgica: traduzir as informaes disponveis na linguagem ordinria; identificar a representao de informaes grficas de diferentes maneiras; reorganizar as informaes, possibilitando interpolaes ou extrapolaes ten-

    do em vista finalidades especficas.

    4. Dada uma situao-problema no mbito de determinada rea de conhecimento,apresentada em linguagem comum, relacion-la com sua formulao em diferen-tes linguagens; reciprocamente, dada uma destas formulaes, relacion-la a umasituao-problema descrita por um texto.

    2 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

  • 5. A partir da leitura de textos literrios consagrados e de dados especficos sobremovimentos estticos: identificar as principais caractersticas dos movimentos literrios em que se situam; inferir as escolhas dos temas, gneros e recursos lingsticos dos autores; identificar seu contexto social, poltico, histrico e cultural; estabelecer relaes entre textos de movimentos literrios diversos.

    6. Tendo como base textos orais e/ou escritos: identificar a funo e a natureza da linguagem; distinguir as marcas das variantes lingsticas de ordem sociocultural, geogrfica, de

    registro, de estilo; analisar os elementos constituintes da linguagem oral e escrita; transformar as marcas da linguagem oral em linguagem escrita formal.

    7. Reconhecer a conservao da energia em processos de transformao prprios da uti-lizao ou da produo de recursos energticos de uso social, como hidroeletricidadeou derivados do petrleo.

    8. Identificar e dimensionar processos mecnicos, eltricos e trmicos presentes naoperao de instalaes (residenciais ou sociais), em equipamentos (como veculos eoutras mquinas) e em configuraes naturais (como fenmenos atmosfricos):

    analisar perturbaes ambientais decorrentes; analisar as implicaes sociais e econmicas dos processos.

    9. Demonstrar compreenso do significado e a importncia da gua e de seu ciclopara a determinao do clima e para a preservao da vida, sabendo quantificarvariaes de temperatura ou mudanas de fase em circunstncias especficas.

    10. Utilizar diferentes escalas de tempo para situar e descrever transformaes planetrias(litosfera e biosfera), origem e evoluo da vida, crescimento de diferentes populaes.

    11. Identificar uma unidade fundamental no fenmeno vital: padres comuns aos proces-sos metablicos, nas estruturas intracelulares e nos cdigos qumicos de informaopara a reproduo, que garantem a continuidade da vida, diante da diversidade demanifestaes de vida e dos distintos nveis de complexidade, apresentados na formade texto, diagramas ou outras ilustraes.

    12. Reconhecer fatores socioeconmicos e ambientais que interferem nos padres desade e desenvolvimento de populaes humanas, por meio da interpretao ouda anlise de grficos e tabelas de indicadores.

    13. Relacionar a diversidade de formas de vida variedade de condies do meio, demons-trando compreenso do carter dinmico e sistmico da vida no planeta por meio daanlise de textos, diagramas ou outras formas de organizao de dados.

    14. Diante da riqueza e da diversidade de formas geomtricas planas ou espaciais pre-sentes na natureza ou imaginadas a partir delas, como polgonos, crculos, circunfe-rncias, prismas, pirmides, cilindros, cones, esferas, etc .: identific-las e caracteriz-las atravs de propriedades; interpretar sua representao grfica; perceber relaes entre seus elementos, tendo em vista a realizao de medidas de

    comprimentos, reas e volumes em unidades adequadas; utilizar o conhecimento geomtrico construdo para o aperfeioamento da leitura,

    da compreenso e da ao sobre a realidade concreta.

    3ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

  • 15. Utilizar instrumentos adequados para descrio de fenmenos naturais, demons-trando compreenso dos aspectos aleatrios dos mesmos: em medidas e representao de freqncias relativas; na construo de espaos amostrais, com a atribuio de probabilidades aos

    eventos elementares; no clculo de probabilidades de eventos relevantes em situaes concretas.

    16. A partir da anlise de diferentes situaes-problema referentes perturbao ambien-tal na atmosfera, na hidrosfera ou na litosfera: identificar fonte, transporte e sorvedouro dos poluentes e contaminantes; reconhecer algumas transformaes qumicas e biolgicas que possam ocorrer

    durante o transporte do poluente; prever possveis efeitos nos ecossistemas e no sistema produtivo que decorram

    das alteraes ambientais apresentadas; propor formas de interveno para reduzir os efeitos agudos e crnicos da

    poluio ambiental.

    17. Apresentados alguns processos que envolvem transformaes de materiais, como,por exemplo, a metalurgia do ferro e a produo do lcool: reconhecer as etapas intermedirias relevantes; identificar e calcular a conservao da massa, o rendimento, a variao de ener-

    gia e a rapidez do processo; analisar o equilbrio qumico e suas perturbaes; analisar as perturbaes ambientais; analisar as implicaes sociais e econmicas dos processos.

    18. Identificar os elementos que compem a diversidade artstica e cultural, manifestosno tempo e no espao, e que caracterizam a condio humana como fenmenodiverso e complexo.

    19. Confrontar interpretaes diversas de uma dada realidade histrico-geogrfica: coordenando os diferentes pontos de vista em jogo; identificando os pressupostos de cada interpretao.

    20. Comparar diferentes processos de formao socioeconmica: identificando-os em seu contexto histrico; estabelecendo entre eles uma seqncia temporal.

    21. Dado um quadro informativo sobre uma realidade histrico-geogrfica: contextualizar eventos histricos numa seqncia temporal; compreender a relao sociedade/natureza no arranjo espacial especfico; destacar fatores sociais, econmicos, polticos e culturais constitutivos desses even-

    tos em configuraes sociais especficas; fundamentar o carter constitutivo destes fatores, relacionando a vinculao de con-

    ceitos com unidades temporais e espaciais em que so significativos.

    4 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

  • 5ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

  • Redao

    (Angeli, Folha de S. Paulo, 14.05.2000)

    (...) Esquina da Avenida Desembargador Santos Neves com Rua Jos Teixeira, na Praia doCanto, rea nobre de Vitria. A.J., 13 anos, morador de Cariacica, tenta ganhar algum trocadovendendo balas para os motoristas. (...)

    Venho para a rua desde os 12 anos. No gosto de trabalhar aqui, mas no tem outro jeito. Queroser mecnico.

    A Gazeta, Vitria (ES), 9 de junho de 2000.

    Entender a infncia marginal significa entender porque (sic) um menino vai para a rua e no escola. Essa , em essncia, a diferena entre o garoto que est dentro do carro, de vidros fechados,e aquele que se aproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola. E essa a diferena entreum pas desenvolvido e um pas de Terceiro Mundo.

    Gilberto Dimenstein. O cidado de papel. So Paulo, tica, 2000. 19a. edio.

    Com base na leitura da charge, do artigo da Constituio, do depoimento de A.J. e do trecho dolivro O cidado de papel, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre otema: Direitos da criana e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?

    Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexesfeitas ao longo de sua formao. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opinies paradefender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a soluo do problema discutido em seutexto.

    Observaes:

    Lembre-se de que a situao de produo de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da lngua.

    Espera-se que o seu texto tenha mais do que 15 (quinze) linhas.

    A redao dever ser apresentada a tinta na cor preta e desenvolvida na folha prpria.

    Voc poder utilizar a ltima folha deste Caderno de Questes para rascunho.

    dever da famlia, da socie-dade e do Estado assegurar cri-ana e ao adolescente, com abso-luta prioridade, o direito sade, alimentao, cultura, digni-dade, ao respeito, liberdade e convivncia familiar e comunit-ria, alm de coloc-los a salvo detoda forma de negligncia, discri-minao, explorao, crueldadee opresso.

    Artigo 227, Constituio daRepblica Federativa do Brasil.

    6 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

  • Anlise da propostaA charge de Angeli contm uma ironia amarga que desnuda a realidade das crianas de rua:

    a me delas passa a existir no imaginrio assim como o Papai Noel e o Coelhinho da Pscoa, mode-los considerados positivos pela sociedade, que contribuem com alegria e felicidade para a formaodos jovens. A inexistncia da me decorre de uma realidade cruel, aniquiladora da infncia. Sempais, no h famlia: o lar substitudo pela rua e todas as suas mazelas.

    Essa realidade se choca com o ideal preconizado pelo artigo 227 da Constituio: na rua, nose est a salvo de nada.

    No depoimento de A. J., novamente a rua acolhe um menor para que ele possa trabalhar. Afrase mas no tem outro jeito aponta para a falta de opes, de perspectivas: os sentimentos dacriana no contam (no gosto, quero ser), pois a dura realidade impera. Com a idade de 13 anos(h um ano na rua), esse menor deveria estar freqentando uma escola.

    Entender essa realidade a preocupao bsica do texto de Gilberto Dimenstein, em que acomparao de um menino de rua com um menino protegido pelo carro revela, metonimicamente,a diferena entre um pas desenvolvido e um pas de Terceiro Mundo: uma sociedade civilizada criacondies para que seus menores vo escola.

    Esses textos, comparados com o artigo 227 da Constituio, explicitam o grande paradoxoentre a Lei, em sua instncia mxima, e a realidade. H um descompasso entre elas que constituio desafio nacional a ser enfrentado pela sociedade e os seus representantes nas esferas do poder.

    A associao dos textos fornece elementos suficientes para contextualizar o problema enfoca-do pelo tema. Entre as possveis sugestes para enfrentar o desafio nacional em questo, os can-didatos poderiam apresentar as seguintes:

    Poltica social que viabilize a concretizao dos direitos da criana e do adolescente, estabeleci-dos pela Constituio e pelo ECA (Estatuto da Criana e do Adolescente). Ou seja, uma polticasocial que lhes oferea assistncia necessria para viverem com dignidade, confiantes e inseri-dos na sociedade: moradia ou abrigo, sade, educao e lazer.

    Afastamento das crianas e adolescentes da convivncia diria nas ruas. Criao de casas-laresque os abriguem e prestem assistncia mdica, psicolgica, pedaggica e profissionalizante.Unidades que diferentemente do modelo atual de reformatrio, como a FEBEM renamnmero limitado de menores, agrupados por faixa etria.

    Maior envolvimento de ONGs e iniciativa privada dos diversos setores sociais, oferecendo colabo-rao para a manuteno de casas/lares, auxlio profissionalizao e estgios para adoles-centes.

    Orientao, programada e sistemtica, por parte das comunidades escolas, meios de comu-nicao, igrejas, agremiaes , sobre assuntos concernentes ao cotidiano dos jovens, tais como:higiene, drogas (lcitas e ilcitas), violncia, comportamento sexual (DSTs e gravidez precoce),alimentao, meio ambiente, necessidade x consumo, etc.

    Escolas, principalmente as pblicas, mais atuantes, que estimulem o aprendizado e a troca deconhecimentos, por meio de projetos culturais (leitura, artes, esportes) e oficinas de profissionali-zao, envolvendo as famlias.

    7ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

  • Questes ObjetivasNo mapa, apresentada a distribuio geogrfica de aves de grande porte e que no voam.

    H evidncias mostrando que essas aves, que podem ser originrias de um mesmo ancestral, sejam,portanto, parentes. Considerando que, de fato, tal parentesco ocorra, uma explicao possvel para aseparao geogrfica dessas aves, como mostrada no mapa, poderia ser:A) a grande atividade vulcnica, ocorrida h milhes de anos, eliminou essas aves do Hemisfrio Norte.B) na origem da vida, essas aves eram capazes de voar, o que permitiu que atravessassem as guas

    ocenicas, ocupando vrios continentes.C) o ser humano, em seus deslocamentos, transportou essas aves, assim que elas surgiram na Terra,

    distribuindo-as pelos diferentes continentes.D) o afastamento das massas continentais, formadas pela ruptura de um continente nico, dispersou

    essas aves que habitavam ambientes adjacentes.E) a existncia de perodos glaciais muito rigorosos, no Hemisfrio Norte, provocou um gradativo deslo-

    camento dessas aves para o Sul, mais quente.

    Acredita-se que, numa determinada poca geolgica, tenha ocorrido a separao dos continentesatuais a deriva continental , que teria favorecido a formao de espcies diferentes a partirde ancestrais comuns.

    Os quatro calendrios apresentados abaixo mostram a variedade na contagem do tempo em diversassociedades.

    Fonte: Adaptado de poca, n 55, 7 de junho de 1999

    Com base nas informaes apresentadas, pode-se afirmar que:A) o final do milnio, 1999/2000, um fator comum s diferentes culturas e tradies.B) embora o calendrio cristo seja hoje adotado em mbito internacional, cada cultura registra seus

    eventos marcantes em calendrio prprio.C) o calendrio cristo foi adotado universalmente porque, sendo solar, mais preciso que os demais.D) a religio no foi determinante na definio dos calendrios.E) o calendrio cristo tornou-se dominante por sua antiguidade.

    A adoo do calendrio cristo em mbito internacional decorreu do expansionismo europeu moderno,que irradiou domnios, hegemonias e influncias culturais. Muitos dos povos incorporados ao eixo euro-cntrico (matriz da atual globalizao capitalista), porm, conservaram os seus calendrios. A diversi-dade dos sistemas de contagem do tempo, que remontam a milnios de Histria como o judaico, ochins e o islmico , exemplifica a variedade de construes culturais preservadas.

    As resolues apresentadas neste caderno acompanham a seqncia das questes da PROVA BRANCA.

    8 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 01Resposta: D

    RESOLUO:

    QUESTO 02Resposta: B

    RESOLUO:

  • Precisa-se nacionais sem nacionalismo, (...) movidos pelo presente mas estalando naquelecio racial que s as tradies maduram! (...). Precisa-se gentes com bastante meiguice no sen-timento, bastante fora na peitaria, bastante pacincia no entusiasmo e sobretudo, oh! sobre-tudo bastante vergonha na cara!(...) Enfim: precisa-se brasileiros! Assim est escrito no anncio vistoso de cores desesperadaspintado sobre o corpo do nosso Brasil, camaradas.

    (Jornal A Noite, So Paulo, 18/12/1925 apud LOPES, Tel Porto Ancona. Mrio de Andrade: ramais e caminhos.So Paulo: Duas Cidades, 1972)

    No trecho acima, Mrio de Andrade d forma a um dos itens do iderio modernista, que o de firmara feio de uma lngua mais autntica, brasileira, ao expressar-se numa variante de linguagem popu-lar identificada pela(o):A) escolha de palavras como cio, peitaria, vergonha.B) emprego da pontuao.C) repetio do adjetivo bastante.D) concordncia empregada em Assim est escrito.E) escolha de construo do tipo precisa-se gentes.

    O item do iderio modernista a que o enunciado da questo faz referncia est explcito no prprioenunciado: firmar uma forma de linguagem autenticamente brasileira por meio do recurso a usos t-picos dessa variante.

    Dentre as alternativas apresentadas, a nica que ilustra esse tipo de uso a frase precisa-segentes (tipicamente popular no Brasil). Na lngua culta escrita, essa frase ganharia outra feio: pre-cisam-se gentes ou precisa-se de gentes.

    A preferncia por esse uso popular se confirma pela reiterao: precisa-se nacionais e precisa-sebrasileiros.

    A figura abaixo mostra um eclipse solar no instante em que fotografado em cinco diferentes pontosdo planeta.

    Trs dessas fotografias esto reproduzidas abaixo.

    As fotos poderiam corresponder, respectivamente, aos pontos:A) III, V e II.B) II, III e V.C) II, IV e III.D) I, II e III.E) I, II e V.

    A 1 foto corresponde a um observador prximo ao eclipse total, mas ainda enxergando uma pe-quena poro do Sol sua esquerda; isto , corresponde ao observador III.A 2 foto corresponde a um observador prximo regio de percepo completa do Sol, com a Luaocultando o seu lado esquerdo; isto , ao observador V.A 3 foto corresponde a um observador prximo regio de percepo completa do Sol, com a Luaocultando o seu lado direito; isto , ao observador II.

    9ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 03Resposta: E

    QUESTO 04Resposta: A

    RESOLUO:

    RESOLUO:

  • Potica, de Manuel Bandeira, quase um manifesto do movimento modernista brasileiro de1922. No poema, o autor elabora crticas e propostas que representam o pensamento esttico pre-dominante na poca.

    PoticaEstou farto do lirismo comedidoDo lirismo bem comportadoDo lirismo funcionrio pblico com livro de ponto expediente protocolo e manifestaes de

    [apreo ao Sr. diretor.

    Estou farto do lirismo que pra e vai averiguar no dicionrio o cunho vernculo de um[vocbulo

    Abaixo os puristas................................................................................................................................................

    Quero antes o lirismo dos loucosO lirismo dos bbedosO lirismo difcil e pungente dos bbedosO lirismo dos clowns de Shakespeare

    No quero mais saber do lirismo que no libertao.(BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro. Aguilar, 1974)

    Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta:A) critica o lirismo louco do movimento modernista.B) critica todo e qualquer lirismo na literatura.C) prope o retorno ao lirismo do movimento clssico.D) prope o retorno ao lirismo do movimento romntico.E) prope a criao de um novo lirismo.

    Depois de caracterizar e repudiar o lirismo tradicional interpretado como mecnico , ManuelBandeira prope e ilustra o lirismo modernista, fundado na sinceridade e no espontanesmo. A essenovo lirismo, Bandeira chama libertao.

    Ao longo do sculo XX, a taxa de variao na populao do Brasil foi sempre positiva (crescimen-to). Essa taxa leva em considerao o nmero de nascimentos (N), o nmero de mortes (M), o deemigrantes (E) e o de imigrantes (I) por unidade de tempo. correto afirmar que, no sculo XX:A) M I + E + N. D) M + N E + I.B) N + I M + E. E) N M I + E.C) N + E M + I.

    O enunciado da questo afirma que a populao brasileira, ao longo do sculo XX, sempre teve um cres-cimento positivo, o que verdade devido ao fato de os fatores de incremento da populao (nascimen-tos e imigrao) apresentarem ndices superiores aos de decrscimo (mortalidade e emigrao).

    Ferreira Gullar, um dos grandes poetas brasileiros da atualidade, autor de Bicho urbano, poe-ma sobre a sua relao com as pequenas e grandes cidades.

    Bicho urbanoSe disser que prefiro morar em Pirapemasou em outra qualquer pequena cidade do pasestou mentindoainda que l se possa de manhlavar o rosto no orvalhoe o po preserve aquele brancosabor de alvorada.A natureza me assusta.Com seus matos sombrios suas guassuas aves que so como apariesme assusta quase tanto quantoesse abismode gases e de estrelas

    (GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro:aberto sob minha cabea.Jos Olympio Editora, 1991)

    10 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 05Resposta: E

    RESOLUO:

    QUESTO 06Resposta: B

    RESOLUO:

    QUESTO 07Resposta: A

  • Embora no opte por viver numa pequena cidade, o poeta reconhece elementos de valor no cotidianodas pequenas comunidades. Para expressar a relao do homem com alguns desses elementos, elerecorre sinestesia, construo de linguagem em que se mesclam impresses sensoriais diversas.Assinale a opo em que se observa esse recurso.A) e o po preserve aquele branco / sabor de alvorada.B) ainda que l se possa de manh / lavar o rosto no orvalhoC) A natureza me assusta. / Com seus matos sombrios suas guasD) suas aves que so como aparies / me assusta quase tanto quantoE) me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de gases e de estrelas

    A expresso branco sabor, ao associar o sentido da viso com o do paladar, promove a fuso deimpresses sensoriais diversas, constituindo uma sinestesia.

    No processo de fabricao de po, os padeiros, aps prepararem a massa utilizando fermento biolgico,separam uma poro de massa em forma de bola e a mergulham num recipiente com gua, aguardan-do que ela suba, como pode ser observado, respectivamente, em I e II do esquema abaixo. Quando issoacontece, a massa est pronta para ir ao forno.

    Um professor de Qumica explicaria esse procedimento da seguinte maneira:A bola de massa torna-se menos densa que o lquido e sobe. A alterao da densidade deve-se fermentao, processo que pode ser resumido pela equao

    C6H12O6 2 C2H5OH + 2 CO2 + energia.glicose lcool comum gs carbnico

    Considere as afirmaes abaixo.I. A fermentao dos carboidratos da massa de po ocorre de maneira espontnea e no depende

    da existncia de qualquer organismo vivo.II. Durante a fermentao, ocorre produo de gs carbnico, que se vai acumulando em cavida-

    des no interior da massa, o que faz a bola subir.III. A fermentao transforma a glicose em lcool. Como o lcool tem maior densidade do que a

    gua, a bola de massa sobe.Dentre as afirmativas, apenas:A) I est correta.B) II est correta.C) I e II esto corretas.D) II e III esto corretas.E) III est correta.

    Frase I A fermentao dos carboidratos da massa devida ao de leveduras microscpicas.Frase II De fato, o gs carbnico produzido durante a fermentao fica aprisionado no interiorde pequenos alvolos na massa.Frase III O lcool menos denso que a gua.

    Ainda hoje, muito comum as pessoas utilizarem vasilhames de barro (moringas ou potes de cermi-ca no esmaltada) para conservar gua a uma temperatura menor do que a do ambiente. Isso ocorreporque:A) o barro isola a gua do ambiente, mantendo-a sempre a uma temperatura menor que a dele, como

    se fosse isopor.B) o barro tem poder de gelar a gua pela sua composio qumica. Na reao, a gua perde calor.C) o barro poroso, permitindo que a gua passe atravs dele. Parte dessa gua evapora, tomando calor

    da moringa e do restante da gua, que so assim resfriadas.D) o barro poroso, permitindo que a gua se deposite na parte de fora da moringa. A gua de fora sem-

    pre est a uma temperatura maior que a de dentro.E) a moringa uma espcie de geladeira natural, liberando substncias higroscpicas que diminuem

    naturalmente a temperatura da gua.

    11ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    QUESTO 08Resposta: B

    QUESTO 09Resposta: C

  • A gua que passa atravs do barro poroso e se encontra na superfcie externa da moringa sofre evapo-rao.Gotculas dgua, ao evaporarem, esfriam, pois perdem suas molculas com maior energia cintica. Emcontato com a superfcie da moringa, absorvem calor, fazendo com que a moringa e a gua em seu inte-rior mantenham-se a uma temperatura menor que a do ambiente.

    Somos servos da lei para podermos ser livres.Ccero

    O que apraz ao prncipe tem fora de lei.Ulpiano

    As frases acima so de dois cidados da Roma Clssica que viveram praticamente no mesmo scu-lo, quando ocorreu a transio da Repblica (Ccero) para o Imprio (Ulpiano).Tendo como base as sentenas acima, considere as afirmaes:

    I. A diferena nos significados da lei apenas aparente, uma vez que os romanos no levavamem considerao as normas jurdicas.

    II. Tanto na Repblica como no Imprio, a lei era o resultado de discusses entre os represen-tantes escolhidos pelo povo romano.

    III. A lei republicana definia que os direitos de um cidado acabavam quando comeavam os direitosde outro cidado.

    IV. Existia, na poca imperial, um poder acima da legislao romana.

    Esto corretas, apenas:A) I e II.B) I e III.C) II e III.D) II e IV.E) III e IV.

    Durante a crise republicana em Roma, o Senado fragilizava-se, enquanto alguns generais disputavamo controle do poder poltico sobre a cidade. Ccero, responsvel pelo ensino do Direito como cincia edestacado orador, afirmava, em defesa do Senado, que o mais terrvel dos crimes seria destruir o direi-to e a liberdade.J Ulpiano, um homem do Imprio, defendia o fortalecimento do imperador em detrimento do Senado.Era o fim da liberdade republicana, a qual permitia a discusso das leis.

    Em certa cidade, algumas de suas principais vias tm a designao radial ou perimetral, acres-centando-se ao nome da via uma referncia ao ponto cardeal correspondente.As ruas 1 e 2 esto indicadas no esquema abaixo, em que no esto explicitados os pontos cardeais.

    Os nomes corretos das vias 1 e 2 podem, respectivamente, ser:A) perimetral sul, radial leste.B) perimetral sul, radial oeste.C) perimetral norte, radial oeste.D) radial sul, perimetral norte.E) radial sul, perimetral oeste.

    A denominao radial costuma ser aplicada s vias que partem de um ponto central da cidade,em direo periferia, enquanto a denominao perimetral costuma ser aplicada s vias que cir-cundam o centro.

    12 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 10Resposta: E

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    QUESTO 11Resposta: B

  • No esquema apresentado, a via de nmero 1 uma perimetral, e a nmero 2 uma radial,surgindo ento duas possibilidades:

    Confrontando essas possibilidades com as alternativas apresentadas, verificamos que a nica cor-reta a B.

    Em uma conversa ou leitura de um texto, corre-se o risco de atribuir um significado inadequado a umtermo ou expresso, e isso pode levar a certos resultados inesperados, como se v nos quadrinhosabaixo.

    (SOUZA, Maurcio de Chico Bento, Rio de Janeiro: Ed. Globo, n 335, Nov./99)

    Nessa historinha, o efeito humorstico origina-se de uma situao criada pela fala da Rosinha noprimeiro quadrinho, que :A) Faz uma pose bonita! D) Olha o passarinho!B) Quer tirar um retrato? E) Cuidado com o flash!C) Sua barriga est aparecendo!

    Levando-se em conta o contexto, a nica frase que preenche coerentemente o quadrinho vazio, con-siderando-se a inteno de Rosinha (tirar uma fotografia) e a reao de Chico (afastar a cala para espi-ar o pnis), Olha o passarinho!

    A frase comumente usada para levar algum a olhar para a cmara. O termo passarinho, porsua vez, costuma ser usado como eufemismo para designar o pnis das crianas.

    A dupla possibilidade de significao provocou a diferena entre o sentido pretendido por Rosinhae o interpretado por Chico.

    O resultado da converso direta de energia solar uma das vrias formas de energia alternativa deque se dispe. O aquecimento solar obtido por umaplaca escura coberta por vidro, pela qual passa umtubo contendo gua. A gua circula, conforme mos-tra o esquema ao lado.

    Fonte: Adaptado de PALZ, Wolfgang.Energia solar e fontes alternativas.

    Hemus, 1981.

    CENTRO

    LESTE

    OESTE

    NORTE SUL1

    2

    CENTRO

    OESTE

    LESTE

    SUL NORTE1

    2

    1 POSSIBILIDADE: 2 POSSIBILIDADE:

    13ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 12Resposta: D

    RESOLUO:

    QUESTO 13Resposta: E

  • So feitas as seguintes afirmaes quanto aos materiais utilizados no aquecedor solar:I. o reservatrio de gua quente deve ser metlico para conduzir melhor o calor.

    II. a cobertura de vidro tem como funo reter melhor o calor, de forma semelhante ao que ocorreem uma estufa.

    III. a placa utilizada escura para absorver melhor a energia radiante do Sol, aquecendo a guacom maior eficincia.

    Dentre as afirmaes acima, pode-se dizer que apenas est(o) correta(s):A) I.B) I e II.C) II.D) I e III.E) II e III.

    (I) ERRADO Os metais so bons condutores trmicos, o que retiraria facilmente energia da massalquida, resfriando-a.

    (II) CERTO O vidro impermevel a radiaes de baixa freqncia. Assim, qualquer quantidadede calor irradiada pela placa contida pelo vidro.

    (III) CERTO A placa escura absorve qualquer radiao luminosa, tornando mais eficiente o processo.

    Uma companhia de seguros levantou dados sobre os carros de determinada cidade e constatou queso roubados, em mdia, 150 carros por ano.O nmero de carros roubados da marca X o dobro do nmero de carros roubados da marca Y, eas marcas X e Y juntas respondem por cerca de 60% dos carros roubados.O nmero esperado de carros roubados da marca Y :A) 20.B) 30.C) 40.D) 50.E) 60.

    Sendo x a quantidade de carros roubados da marca X e y a quantidade de carros roubados damarca Y, temos, do enunciado:

    x = 2y (1)x + y = 0,6 150 (2)

    Substituindo-se (1) em (2):2y + y = 90

    y = 30O nmero esperado de carros roubados da marca Y 30.

    A tabela abaixo resume alguns dados importantes sobre os satlites de Jpiter.

    Ao observar os satlites de Jpiter pela primeira vez, Galileu Galilei fez diversas anotaes e tirouimportantes concluses sobre a estrutura de nosso universo. A figura abaixo reproduz uma ano-tao de Galileu referente a Jpiter e seus satlites.

    1 2 3 4

    Distncia mdiaPerodo orbitalNome Dimentro (km) ao centro de(dias terrestres)Jpiter (km)

    Io 3.642 421.800 1,8

    Europa 3.138 670.900 3,6

    Ganimedes 5.262 1.070.000 7,2

    Calisto 4.800 1.880.000 16,7

    14 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    QUESTO 14Resposta: B

    QUESTO 15Resposta: B

    12

    3

  • De acordo com essa representao e com os dados da tabela, os pontos indicados por 1, 2, 3 e 4 cor-respondem, respectivamente, a:A) Io, Europa, Ganimedes e Calisto.B) Ganimedes, Io, Europa e Calisto.C) Europa, Calisto, Ganimedes e Io.D) Calisto, Ganimedes, Io e Europa.E) Calisto, Io, Europa e Ganimedes.

    Da figura, conclumos que, sendo r a distncia de cada satlite a Jpiter:r2 r3 r1 r4

    Como a tabela mostra os satlites em ordem crescente de distncia a Jpiter, vem que:2 corresponde a Io3 corresponde a Europa1 corresponde a Ganimedes4 corresponde a Calisto

    Logo, a seqncia Ganimedes, Io, Europa e Calisto.

    A adaptao dos integrantes da seleo brasileira de futebol altitude de La Paz foi muito comen-tada em 1995, por ocasio de um torneio, como pode ser lido no texto abaixo.

    A seleo brasileira embarca hoje para La Paz, capital da Bolvia, situada a 3.700 metros de alti-tude, onde disputar o torneio Interamrica. A adaptao dever ocorrer em um prazo de 10 dias,aproximadamente. O organismo humano, em altitudes elevadas, necessita desse tempo para seadaptar, evitando-se, assim, risco de um colapso circulatrio.

    (Adaptado da revista Placar, edio fev. 1995)

    A adaptao da equipe foi necessria principalmente porque a atmosfera de La Paz, quando com-parada das cidades brasileiras, apresenta:

    A) menor presso e menor concentrao de oxignio.B) maior presso e maior quantidade de oxignio.C) maior presso e maior concentrao de gs carbnico.D) menor presso e maior temperatura.E) maior presso e menor temperatura.

    Em grandes altitudes, como em La Paz, o ar mais rarefeito e, portanto, a presso atmosfrica menor. A quantidade de oxignio disponvel tambm menor.

    H uma impreciso na resposta, que afirma que a concentrao de oxignio tambm diminui. Narealidade, a concentrao de oxignio no ar rarefeito a mesma que no ar ao nvel do mar, j queas propores entre os gases componentes se mantm.

    A energia trmica liberada em processos de fisso nuclear pode ser utilizada na gerao de vaporpara produzir energia mecnica que, por sua vez, ser convertida em energia eltrica. Abaixo estrepresentado um esquema bsico de uma usina de energia nuclear.

    15ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 16Resposta: A

    RESOLUO:

    Observao:

  • Com relao ao impacto ambiental causado pela poluio trmica no processo de refrigerao dausina nuclear, so feitas as seguintes afirmaes:

    I. o aumento na temperatura reduz, na gua do rio, a quantidade de oxignio nela dissolvido,que essencial para a vida aqutica e para a decomposio da matria orgnica.

    II. o aumento da temperatura da gua modifica o metabolismo dos peixes.III. o aumento na temperatura da gua diminui o crescimento de bactrias e de algas, favorecen-

    do o desenvolvimento da vegetao.

    Das afirmativas acima, somente est(o) correta(s):A) I.B) II.C) III.D) I e II.E) II e III.

    Frase I O aumento na temperatura de um lquido diminui a solubilidade dos gases nele contidos.Frase II Sendo os peixes animais pecilotermos, a mudana na temperatura da gua afeta seu me-

    tabolismo, podendo representar, dependendo da intensidade da modificao, um impactoambiental.

    Frase III O aumento da temperatura da gua favorece a proliferao de microrganismos.

    A partir do esquema so feitas as seguintes afirmaes:I. a energia liberada na reao usada para ferver a gua que, como vapor a alta presso, aciona

    a turbina.II. a turbina, que adquire uma energia cintica de rotao, acoplada mecanicamente ao gera-

    dor para produo da energia eltrica.III. a gua depois de passar pela turbina pr-aquecida no condensador e bombeada de volta ao

    reator.

    Dentre as afirmaes acima, somente est(o) correta(s):A) I.B) II.C) III.D) I e II.E) II e III.

    A afirmativa I verdadeira, pois, de acordo com o enunciado, a energia liberada pela fisso nuclear utilizada para se obter vapor, que aciona a turbina.A afirmativa II verdadeira, pois, de acordo com o enunciado, a energia cintica adquirida pelaturbina transferida para o gerador, onde transformada em eltrica.A afirmativa III falsa. O vapor de gua na cmara de condensao liquefeito, sendo em segui-da bombeado de volta ao reator.

    Um marceneiro deseja construir uma escada trapezoidal com 5 degraus, de forma que o mais baixoe o mais alto tenham larguras respectivamente iguais a 60cm e a 30cm, conforme a figura:

    Os degraus sero obtidos cortando-se uma pea linear de madeira cujo comprimento mnimo, emcm, deve ser:

    A) 144.B) 180.C) 210.D) 225.E) 240.

    16 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 17Resposta: D

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    QUESTO 18Resposta: D

    QUESTO 19Resposta: D

  • Do enunciado, temos a figura:

    Devemos ter:

    O comprimento mnimo :2x + 2y + 2z + 2 15 + 5 30

    ,

    ou seja, 225cm.

    O esquema abaixo mostra, em termos de potncia (energia/tempo), aproximadamente, o fluxo deenergia, a partir de uma certa quantidade de combustvel vinda do tanque de gasolina, em umcarro viajando com velocidade constante.

    O esquema mostra que, na queima da gasolina, no motor de combusto, uma parte considervelde sua energia dissipada. Essa perda da ordem de:

    A) 80%.B) 70%.C) 50%.D) 30%.E) 20%.

    2154

    2304

    2454

    30 150 + + + +

    z hh

    z15

    34

    454

    = =

    y hh

    y15

    24

    304

    = =

    x hh

    x15 4

    154

    = =

    30

    30

    30

    30

    30

    x x

    y y

    z z

    15 15

    h

    2h

    3h

    4h

    17ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 20Resposta: A

  • A queima do combustvel ocorre no motor representado pelo diagrama abaixo:

    A frao dissipada de energia :

    .

    Portanto 80% da energia so dissipados.

    As sociedades modernas necessitam cada vez mais de energia. Para entender melhor a relaoentre desenvolvimento e consumo de energia, procurou-se relacionar o ndice de DesenvolvimentoHumano (IDH) de vrios pases com o consumo de energia nesses pases.O IDH um indicador social que considera a longevidade, o grau de escolaridade, o PIB (ProdutoInterno Bruto) per capita e o poder de compra da populao. Sua variao de 0 a 1. Valores doIDH prximos de 1 indicam melhores condies de vida.Tentando-se estabelecer uma relao entre o IDH e o consumo de energia per capita nos diversospases, no binio 1991-1992, obteve-se o grfico abaixo, onde cada ponto isolado representa umpas, e a linha cheia, uma curva de aproximao.

    Fonte: GOLDEMBERG, J. Energia, meio ambiente edesenvolvimento. So Paulo: Edusp, 1998.

    Com base no grfico, correto afirmar que:A) quanto maior o consumo de energia per capita, menor o IDH.B) os pases onde o consumo de energia per capita menor que 1 TEP no apresentam bons ndices

    de desenvolvimento humano.C) existem pases com IDH entre 0,1 e 0,3 com consumo de energia per capita superior a 8 TEP.D) existem pases com consumo de energia per capita de 1 TEP e de 5 TEP que apresentam aproxi-

    madamente o mesmo IDH, cerca de 0,7.E) os pases com altos valores de IDH apresentam um grande consumo de energia per capita (aci-

    ma de 7 TEP).

    dissipada

    total= =56 8

    710 8

    ,,

    total = 71 kW

    dissipada = 56,8 kW

    til = 14,2 kW

    MOTOR DECOMBUSTO

    18 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 21Resposta: D

  • De acordo com o grfico do enunciado, a nica resposta possvel a D, pois h pases com IDH prxi-mo de 0,7 que possuem consumo de energia per capita entre 1 TEP e 5 TEP.As alternativas A e C apresentam informaes contrrias ao que est demonstrado, pois, quanto maioro consumo de energia, maior o IDH, e nenhum dos pases representados tem consumo de energia percapita superior a 8 TEP com IDH entre 0,1 e 0,3. Nas alternativas B e E, a incorreo est na genera-lizao, pois encontramos pases com consumo de energia per capita menor que 1 TEP e com elevadosndices de IDH, assim como pases com altos valores de IDH e pequeno consumo de energia.

    O grfico abaixo representa o fluxo (quantidade de gua em movimento) de um rio, em trs regiesdistintas, aps certo tempo de chuva.

    Comparando-se, nas trs regies, a interceptao da gua da chuva pela cobertura vegetal, cor-reto afirmar que tal interceptao:A) maior no ambiente natural preservado.B) independe da densidade e do tipo de vegetao.C) menor nas regies de florestas.D) aumenta quando aumenta o grau de interveno humana.E) diminui medida que aumenta a densidade da vegetao.

    A observao do grfico mostra que, na floresta natural, o fluxo fluvial aps a chuva menor doque nos outros ambientes e, conseqentemente, a interceptao da gua maior.

    No ciclo da gua, usado para produzir eletricidade, a gua de lagos e oceanos, irradiada pelo Sol, evapo-ra-se dando origem a nuvens e se precipita como chuva. ento represada, corre de alto a baixo e moveturbinas de uma usina, acionando geradores. A eletricidade produzida transmitida atravs de cabose fios e utilizada em motores e outros aparelhos eltricos. Assim, para que o ciclo seja aproveitado nagerao de energia eltrica, constri-se uma barragem para represar a gua.Entre os possveis impactos ambientais causados por essa construo, devem ser destacados:A) aumento do nvel dos oceanos e chuva cida.B) chuva cida e efeito estufa.C) alagamentos e intensificao do efeito estufa.D) alagamentos e desequilbrio da fauna e da flora.E) alterao do curso natural dos rios e poluio atmosfrica.

    A construo de represas acarreta alagamento de amplas extenses de terra, com prejuzo faunae flora da regio.

    Casa que no entra sol, entra mdico. Esse antigo ditado refora a importncia de, ao construir-mos casas, darmos orientaes adequadas aos dormitrios, de forma a garantir o mximo conforto tr-mico e salubridade.Assim, confrontando casas construdas em Lisboa (ao norte do Trpico de Cncer) e em Curitiba (ao suldo Trpico de Capricrnio), para garantir a necessria luz do sol, as janelas dos quartos no devemestar voltadas, respectivamente, para os pontos cardeais:A) norte/sul.B) sul/norte.C) leste/oeste.D) oeste/leste.E) oeste/oeste.

    19ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 22Resposta: A

    RESOLUO:

    QUESTO 23Resposta: D

    QUESTO 24Resposta: A

    RESOLUO:

  • Levando em conta a localizao das duas cidades, temos a seguinte explicao: tanto em Lisboa quan-to em Curitiba, o ideal que as janelas dos dormitrios se voltem para o plano dos trpicos opostos. Issosignifica que em Lisboa, que est ao norte do Trpico de Cncer, as janelas dos dormitrios no devemser voltadas para o norte. Da mesma forma, na cidade de Curitiba, que est ao sul do Trpico de Ca-pricrnio, as janelas dos dormitrios no devem voltar-se para o sul.

    Joo deseja comprar um carro cujo preo vista, com todos os descontos possveis, de R$21.000,00, eesse valor no ser reajustado nos prximos meses.Ele tem R$20.000,00, que podem ser aplicados a uma taxa de juros compostos de 2% ao ms, e escolhedeixar todo seu dinheiro aplicado at que o montante atinja o valor do carro.Para ter o carro, Joo dever esperar:A) dois meses, e ter a quantia exata.B) trs meses, e ter a quantia exata.C) trs meses, e ainda sobraro, aproximadamente, R$225,00.D) quatro meses, e ter a quantia exata.E) quatro meses, e ainda sobraro, aproximadamente, R$430,00.

    O montante aps n meses :Mn = 20.000 (1,02)n

    Assim, aps 3 meses: M3 = 20.000 (1,02)3 = 21.224,16.Portanto Joo dever esperar trs meses, e ainda lhe sobraro, aproximadamente, R$ 225,00.

    A tabela abaixo apresenta algumas das principais causas de mortes no Brasil, distribudas porregio.

    Fonte: Ministrio da Sade, 1996

    So conhecidas ainda as seguintes informaes sobre as causas de bitos: A dificuldade na obteno de informaes, a falta de notificao e o acesso precrio aos servios

    de sade so fatores relevantes na contabilizao dos bitos por causas mal definidas. O aumento da esperana de vida faz com que haja cada vez mais pessoas com maiores chances

    de desenvolver algum tipo de cncer. As mortes por doenas do aparelho respiratrio esto estreitamente associadas poluio nos

    grandes centros urbanos. Os acidentes de trnsito e os assassinatos representam a quase totalidade das mortes por cau-

    sas externas. A regio Norte a nica que apresenta todas as taxas por 10.000 habitantes abaixo da taxa m-

    dia brasileira.

    Levando em considerao essas informaes e o panorama social, econmico e ambiental do Brasil,pode-se concluir que as regies K, X, W, Y e Z da tabela indicam, respectivamente, as regies

    A) Sul, Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.B) Centro-Oeste, Sudeste, Norte, Nordeste e Sul.C) Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sul e Sudeste.D) Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste.E) Norte, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul.

    Chega-se alternativa C, considerando-se que, conforme a tabela, a Regio Norte a nica que apre-senta todas as taxas indicadas abaixo da mdia brasileira.Conclui-se ento que a Regio Norte a regio W, o que elimina de imediato as alternativas A, D e E.J o fato de que a regio Z possui um ndice maior de mortes por neoplasias e um grande nmero pordoenas respiratrias leva-nos a concluir que se trata da Regio Sudeste, eliminando a alternativa B.

    20 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 25Resposta: C

    QUESTO 26Resposta: C

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    Taxa por 10.000 habitantes

    Brasil Regio Regio Regio Regio RegioK X W Y Z

    Causas mal definidas 9 5 15 8 6 6

    Causas externas 7 8 5 5 7 9

    Neoplasias (cnceres) 6 5 3 3 9 9

    Doenas respiratrias 6 4 3 2 8 7

  • O grfico abaixo representa a evoluo da quantidade de oxignio na atmosfera no curso dos tem-pos geolgicos. O nmero 100 sugere a quantidade atual de oxignio na atmosfera, e os demais valo-res indicam diferentes porcentagens dessa quantidade.

    De acordo com o grfico correto afirmar que:

    A) as primeiras formas de vida surgiram na ausncia de O2.B) a atmosfera primitiva apresentava 1% de teor de oxignio.C) aps o incio da fotossntese, o teor de oxignio na atmosfera mantm-se estvel.D) desde o Pr-cambriano, a atmosfera mantm os mesmos nveis de teor de oxignio.E) na escala evolutiva da vida, quando surgiram os anfbios, o teor de oxignio atmosfrico j se

    havia estabilizado.

    O grfico mostra que, h 3,1 bilhes de anos, quando surgiu a vida na Terra, no havia oxigniona atmosfera.

    Os fluxos migratrios humanos, representados nos mapas abaixo, mais do que um deslocamentoespacial podem significar uma mudana de condio social.

    Fonte: Adaptado de SANTOS, Regina Bega. Migraes no Brasil. So Paulo:Scipione, 1994.

    Analisando-se os mapas, pode-se afirmar que essa mudana ocorreu com:A) trabalhadores rurais nordestinos, que migraram para So Paulo nas dcadas de 50 e de 60,

    transformando-se em operrios do setor industrial.B) agricultores sulistas, que migraram para o centro-oeste na dcada de 60, transformando-se em

    empresrios da minerao.C) trabalhadores rurais nordestinos, que migraram para a Amaznia na dcada de 60, transfor-

    mando-se em grandes proprietrios de terras.D) moradores das periferias das grandes cidades, que migraram para o interior do pas na dcada

    de 70 atrados pelas oportunidades de emprego nas reservas extrativistas.E) pequenos proprietrios rurais nordestinos que, na dcada de 70, migraram para So Paulo para

    trabalhar como bias-frias na colheita de caf.

    Dcadas de 50 e de 60 Dcadas de 60 e de 70 Dcadas de 70 e de 80

    21ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 27Resposta: A

    QUESTO 28Resposta: A

    RESOLUO:

  • A alternativa que melhor expressa as mudanas analisadas nos mapas a A, pois o Sudeste brasileiro,com a industrializao que nele se implantava, transformou-se em rea de atrao populacional. Paral se deslocaram milhares de pessoas em busca de emprego e melhores condies de vida a popu-lao cresceu 35,8% entre 1950 e 1960. O grosso desses migrantes saiu do Nordeste, a principal reade repulso populacional do perodo.Os chamados paus-de-arara caminhes com bancos de madeira improvisados e cobertos com lona,sem o mnimo de conforto e segurana foram largamente utilizados.A viagem durava dias e impunha um sofrimento sem limites, pois esses migrantes no sabiam ao certoo que os esperava no ponto da chegada. Sabiam, sim, que sua prpria regio de nascimento lhes tinhanegado uma vida digna. A estagnao econmica secular, a extrema concentrao da propriedade da terra, a concentraoda riqueza nas mos de poucos, o coronelismo, os mandonismos locais e o regional, o monoplio davida poltica e econmica exercido por famlias jogavam para segundo plano os interesses reais dapopulao.Esses nordestinos desprovidos fixaram-se principalmente nas cidades de So Paulo, Rio de Janeiro eseus arredores.Formavam um estoque de mo-de-obra barata, atendendo, assim, aos anseios capitalistas de progres-so. As indstrias se instalavam, o comrcio se multiplicava, os servios se expandiam, e a construocivil explodia na edificao de arranha-cus. Havia assim a necessidade crescente de mo-de-obra,mesmo que no fosse qualificada ou especializada.

    O texto abaixo foi extrado de uma crnica de Machado de Assis e refere-se ao trabalho de um es-cravo.Um dia comeou a guerra do Paraguai e durou cinco anos, Joo repicava e dobrava,dobrava e repicava pelos mortos e pelas vitrias. Quando se decretou o ventre livre dosescravos, Joo que repicou. Quando se fez a abolio completa, quem repicou foi Joo.Um dia proclamou-se a Repblica. Joo repicou por ela, repicaria pelo Imprio, se o Im-prio retornasse.

    (MACHADO, Assis de. Crnica sobre a morte do escravo Joo, 1897)

    A leitura do texto permite afirmar que o sineiro Joo:A) por ser escravo tocava os sinos, s escondidas, quando ocorriam fatos ligados Abolio.B) no poderia tocar os sinos pelo retorno do Imprio, visto que era escravo.C) tocou os sinos pela Repblica, proclamada pelos abolicionistas que vieram libert-lo.D) tocava os sinos quando ocorriam fatos marcantes porque era costume faz-lo.E) tocou os sinos pelo retorno do Imprio, comemorando a volta da Princesa Isabel.

    Como se observa no texto, o sino foi tocado por ocasio de vrios fatos marcantes da Histriabrasileira, como: a guerra do Paraguai; a decretao da Lei do Ventre Livre; a abolio da escravatura; a proclamao da Repblica.

    Isso permite inferir que era costume tocar sinos nessas situaes.

    Uma garrafa de vidro e uma lata de alumnio, cada uma contendo 330mL de refrigerante, so manti-das em um refrigerador pelo mesmo longo perodo de tempo. Ao retir-las do refrigerador com asmos desprotegidas, tem-se a sensao de que a lata est mais fria que a garrafa. correto afirmar que:A) a lata est realmente mais fria, pois a capacidade calorfica da garrrafa maior que a da lata.B) a lata est de fato menos fria que a garrafa, pois o vidro possui condutividade menor que o

    alumnio.C) a garrafa e a lata esto mesma temperatura, possuem a mesma condutividade trmica, e a sen-

    sao deve-se diferena nos calores especficos.D) a garrafa e a lata esto mesma temperatura, e a sensao devida ao fato de a condutividade

    trmica do alumnio ser maior que a do vidro.E) a garrafa e a lata esto mesma temperatura, e a sensao devida ao fato de a condutividade

    trmica do vidro ser maior que a do alumnio.

    Ao tocarmos a garrafa e a lata, perdemos energia na forma de calor para ambas.Sendo o alumnio melhor condutor de calor que o vidro, nele o calor transferido mais rapida-mente, o que provoca uma maior sensao de frio.

    22 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    QUESTO 29Resposta: D

    QUESTO 30Resposta: D

  • Em 1999, o Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento elaborou o Relatrio do Desen-volvimento Humano, do qual foi extrado o trecho abaixo.

    De acordo com esse trecho do relatrio, cenrio do desenvolvimento humano mundial, nas ltimasdcadas, foi caracterizado pela:A) diminuio da disparidade entre as naes.B) diminuio da marginalizaco de pases pobres.C) incluso progressiva de pases no sistema produtivo.D) crescente concentrao de renda, recursos e riqueza.E) distribuico eqitativa dos resultados das inovaes tecnolgicas.

    Todos os dados apresentados revelam uma impressionante concentrao de renda, recursos e riqueza.O aumento das disparidades socioeconmicas apontadas pelo relatrio decorre, em grande parte, daprioridade dada pelas empresas transnacionais aos maiores mercados, concentrados obviamente nospases ricos. Assim sendo, os mais pobres deixam de ser atraentes para a aplicao dos investimentosdessas empresas (em novas tecnologias, por exemplo). Conseqentemente, esses pases tendem a regis-trar menor produtividade, o que pode ser comprovado por sua pequena participao 1% na com-posio do PIB mundial.

    O autor do texto abaixo critica, ainda que em linguagem metafrica, a sociedade contemporneaem relao aos seus hbitos alimentares.

    Vocs que tm mais de 15 anos, se lembram quando a gente comprava leite em garrafa, naleiteria da esquina? ()Mas vocs no se lembram de nada, p! Vai ver nem sabem o que vaca. Nem o que leite.Estou falando isso porque agora mesmo peguei um pacote de leite leite em pacote, imagi-na, Tereza! na porta dos fundos e estava escrito que pasterizado, ou pasteurizado, sei l,tem vitamina, garantido pela embromatologia, foi enriquecido e o escambau.Ser que isso mesmo leite? No dicionrio diz que leite outra coisa: Lquido branco, con-tendo gua, protena, acar e sais minerais. Um alimento pra ningum botar defeito. O serhumano o usa h mais de 5.000 anos. o nico alimento s alimento. A carne serve pro ani-mal andar, a fruta serve pra fazer outra fruta, o ovo serve pra fazer outra galinha () Oleite s leite. Ou toma ou bota fora.Esse aqui examinando bem, s pra botar fora. Tem chumbo, tem benzina, tem mais guado que leite, tem serragem, sou capaz de jurar que nem vaca tem por trs desse negcio.Depois o pessoal ainda acha estranho que os meninos no gostem de leite. Mas, como nogostam? No gostam como? Nunca tomaram! M!

    (FERNANDES, Millr. O Estado de S. Paulo, 22 de agosto de 1999)

    A crtica do autor dirigida:A) ao desconhecimento, pelas novas geraes, da importncia do gado leiteiro para a economia

    nacional.B) diminuio da produo de leite aps o desenvolvimento de tecnologias que tm substitudo

    os produtos naturais por produtos artificiais.C) artificializao abusiva de alimentos tradicionais, com perda de critrio para julgar sua quali-

    dade e sabor.D) permanncia de hbitos alimentares a partir da revoluo agrcola e da domesticao de ani-

    mais iniciada h 5.000 anos.E) importncia dada ao pacote de leite para a conservao de um produto perecvel e que neces-

    sita de aperfeioamento tecnolgico.

    O texto critica claramente a artificializao exagerada dos alimentos nos dias de hoje.

    Nos ltimos anos da dcada de 90, o quinto da populao mundial que vive nos pasesde renda mais elevada tinha: 86% do PIB mundial, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%; 82% das exportaes mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%; 74% das linhas telefnicas mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1,5%; 93,3% das conexes com a Internet, enquanto o quinto de menor renda, apenas 0,2%.

    A distncia da renda do quinto da populao mundial que vive nos pases mais pobres que era de 30 para 1, em 1960 passou para 60 para 1, em 1990, e chegou a 74 para1, em 1997.

    23ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 31Resposta: D

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    QUESTO 32Resposta: C

  • A palavra embromatologia usada pelo autor :A) um termo cientfico que significa estudo dos bromatos.B) uma composio do termo de gria embromao (enganao) com bromatologia, que o estu-

    do dos alimentos.C) uma juno do termo de gria embromao (enganao) com lactologia, que o estudo das em-

    balagens para leite.D) um neologismo da qumica orgnica que significa a tcnica de retirar bromatos dos laticnios.E) uma corruptela de termo da agropecuria que significa a ordenha mecnica.

    O autor se valeu, nessa questo, de um processo de composio de palavras, comum no idioma, com queironiza o processo de industrializao do leite. Essa questo exigia do candidato, assim, o conhecimen-to do termo de gria embromar e da palavra bromatologia, que significa estudo dos alimentos.

    O grfico abaixo refere-se s variaes das concentraes de poluentes na atmosfera, no decorrerde um dia til, em um grande centro urbano.

    As seguintes explicaes foram dadas para essas variaes:I. A concentrao de NO diminui, e a de NO2 aumenta em razo da converso de NO em NO2.

    II. A concentrao de monxido de carbono no ar est ligada maior ou menor intensidade de trfego.III. Os veculos emitem xidos de nitrognio apenas nos horrios de pico de trfego do perodo da manh.IV. Nos horrios de maior insolao, parte do oznio da estratosfera difunde-se para camadas mais

    baixas da atmosfera.

    Dessas explicaes, so plausveis somente:A) I e II.B) I e III.C) II e III.D) II e IV.E) III e IV.

    A explicao I plausvel e pode ser justificada pela reao:

    2NO(g) + O2(g) 2NO2(g)

    A explicao II tambm observada no grfico, que mostra picos de concentrao de CO noshorrios de maior intensidade de trfego e pequenas concentraes de CO nos horrios de menorintensidade de trfego. Esse fato justificado pela combusto incompleta de combustveis nos ve-culos automotores.A explicao III no est correta porque os xidos de nitrognio so produzidos com as altas tem-peraturas das combustes dos motores, independentemente da quantidade de carros e do horrio.A explicao IV est incorreta porque o poluente oznio no proveniente da estratosfera, mas simdo smog fotoqumico, cujo modelo pode ser representado pelas equaes:

    Em presena NO2luz NO + [O]

    de luz [O] + O2 O3

    Os textos abaixo relacionam-se a momentos distintos da nossa histria.A integrao regional um instrumento fundamental para que um nmero cada vez maiorde pases possa melhorar a sua insero num mundo globalizado, j que eleva o seu nvel decompetitividade, aumenta as trocas comerciais, permite o aumento da produtividade, criacondies para um maior crescimento econmico e favorece o aprofundamento dos processosdemocrticos.

    24 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 33Resposta: B

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    QUESTO 34Resposta: A

    QUESTO 35Resposta: C

    12

    3

    Adaptado de NOVAIS, Vera. Oznio: aliadoou inimigo. So Paulo: Scipione, 1998)

  • A integrao regional e a globalizao surgem assim como processos complementares evantajosos.

    (Declarao de Porto, VIII Cimeira Ibero-Americana, Porto, Portugal, 17 e 18 de outubro de 1998)

    Um considervel nmero de mercadorias passou a ser produzido no Brasil, substituin-do o que no era possvel ou era muito caro importar. Foi assim que a crise econmicamundial e o encarecimento das importaes levaram o governo Vargas a criar as basespara o crescimento industrial brasileiro.

    (POMAR, Wladimir. Era Vargas a modernizao conservadora)

    correto afirmar que as polticas econmicas mencionadas nos textos so:A) opostas, pois, no primeiro texto, o centro das preocupaes so as exportaes e, no segundo, as

    importaes.B) semelhantes, uma vez que ambos demonstram uma tendncia protecionista.C) diferentes, porque, para o primeiro texto, a questo central a integrao regional e, para o

    segundo, a poltica de substituio de importaes.D) semelhantes, porque consideram a integrao regional necessria ao desenvolvimento econmico.E) opostas, pois, para o primeiro texto, a globalizao impede o aprofundamento democrtico e,

    para o segundo, a globalizao geradora da crise econmica.

    Uma leitura atenta dos dois textos leva a assinalar como resposta, sem qualquer sombra de dvida, aalternativa C, que resume perfeitamente as diferenas entre os contextos histricos a que eles se refe-rem: o processo globalizante da dcada de 1990 e o perodo imediatamente posterior crise de 1929.

    O esquema abaixo representa os diversos meios em que se alimentam aves, de diferentes espcies,que fazem ninho na mesma regio.

    Com base no esquema, uma classe de alunos procurou identificar a possvel existncia de com-petio alimentar entre essas aves e concluiu que:A) no h competio entre os quatro tipos de aves porque nem todas elas se alimentam nos mes-

    mos locais.B) no h competio apenas entre as aves dos tipos 1, 2 e 4 porque retiram alimentos de locais

    exclusivos.C) h competio porque a ave do tipo 3 se alimenta em todos os lugares e, portanto, compete com

    todas as demais.D) h competio apenas entre as aves 2 e 4 porque retiram grande quantidade de alimentos de

    um mesmo local.E) no se pode afirmar se h competio entre as aves que se alimentam em uma mesma regio

    sem conhecer os tipos de alimento que consomem.

    O fato de diferentes espcies de aves se alimentarem nos mesmos locais, como mostra o grfico, noimplica necessariamente competio, j que o tipo de alimento consumido em determinado local porduas espcies pode ser diferente.

    25ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 36Resposta: E

    RESOLUO:

  • O ferro pode ser obtido a partir da hematita, minrio rico em xido de ferro, pela reao com carvoe oxignio. A tabela a seguir apresenta dados da anlise de minrio de ferro (hematita) obtido devrias regies da Serra de Carajs.

    Fonte: ABREU, S. F. Recursos minerais do Brasil, vol. 2.So Paulo: Edusp, 1973

    No processo de produo do ferro, dependendo do minrio utilizado, forma-se mais ou menos SO2,um gs que contribui para o aumento da acidez da chuva.Considerando esse impacto ambiental e a quantidade de ferro produzida, pode-se afirmar que se-ria mais conveniente o processamento do minrio da(s) regio(es):A) 1, apenas.B) 2, apenas.C) 3, apenas.D) 1 e 3, apenas.E) 2 e 3, apenas.

    De acordo com a tabela:

    podemos perceber que: o teor de ferro dos minrios das regies 2 e 3 aproximadamente igual; o teor de enxofre do minrio da regio 3 muito menor que o das outra regies, o que significa

    uma produo muito menor de SO2.

    Assim, considerando-se a quantidade de ferro produzida e o impacto ambiental, seria mais conve-niente usar o minrio da regio 3.

    No processo de produo do ferro, a slica removida do minrio por reao com calcrio (CaCO3).Sabe-se, teoricamente (clculo estequiomtrico), que so necessrios 100g de calcrio para reagircom 60g de slica.Dessa forma, pode-se prever que, para a remoo de toda a slica presente em 200 toneladas dominrio na regio 1, a massa de calcrio necessria , aproximadamente, em toneladas, igual a:A) 1,9.B) 3,2.C) 5,1.D) 6,4.E) 8,0.

    Na regio 1: 0,97% de SiO2

    100 ton minrio 0,97 ton SiO2200 ton minrio m

    De acordo com a proporo fornecida:

    100g CaCO3 reagem com 60g SiO2

    m

    ton rio ton SiOton rio

    ton SiO= =200 0 97100

    1 942 2min ,

    min,

    *Minrio da Teor de enxofre Teor de ferro regio (S)/% em massa (Fe)/% em massa

    1 0,019 63,52 0,020 68,13 0,003 67,6

    *Minrio da Teor de enxofre Teor de ferro (Fe) Teor de slicaregio (S)/% em massa /% em massa (SIO2)/% em

    massa

    1 0,019 63,5 0,972 0,020 68,1 0,473 0,003 67,6 0,61

    26 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 37Resposta: C

    QUESTO 38Resposta: B

    RESOLUO:

    RESOLUO:

  • Ento:

    100 ton CaCO3 60 ton SiO2x 1,94 ton SiO2

    Uma vez que o enunciado pede a massa de calcrio aproximadamente, a melhor resposta a alter-nativa B.

    Um apostador tem trs opes para participar de certa modalidade de jogo, que consiste no sorteioaleatrio de um nmero dentre dez.1 opo: comprar trs nmeros para um nico sorteio.2 opo: comprar dois nmeros para um sorteio e um nmero para um segundo sorteio.3 opo: comprar um nmero para cada sorteio, num total de trs sorteios.

    Se X, Y, Z representam as probabilidades de o apostador ganhar algum prmio, escolhendo, respec-tivamente, a 1, a 2 ou a 3 opes, correto afirmar que:A) X Y Z.B) X = Y = Z.C) X Y = Z.D) X = Y Z.E) X Y Z.

    A probabilidade de ganhar algum prmio igual a 1 menos a probabilidade de no ganhar.

    Assim:

    Logo, X Y Z.

    Escolhendo a 2 opo, a probabilidade de o apostador no ganhar em qualquer dos sorteios igual a:A) 90%.B) 81%.C) 72%.D) 70%.E) 65%.

    Um boato tem um pblico-alvo e alastra-se com determinada rapidez. Em geral, essa rapidez dire-tamente proporcional ao nmero de pessoas desse pblico que conhecem o boato e diretamente pro-porcional tambm ao nmero de pessoas que no o conhecem. Em outras palavras, sendo R a rapidezde propagao, P o pblico-alvo e x o nmero de pessoas que conhecem o boato, tem-se:R(x) = k x (P x), onde k uma constante positiva caracterstica do boato.

    O grfico cartesiano que melhor representa a funo R(x), para x real, :

    A) B)

    810

    910

    72100

    72 = = %

    Z 1 910

    910

    910

    2711000

    27,1%= = =

    Y 1 810

    910

    28100

    28%= = =

    X3

    1030%= =

    xton CaCO ton SiO

    ton SiOton CaCO= =100 1 94

    603 233 2

    23

    ,,

    27ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 39Resposta: E

    RESOLUO:

    QUESTO 40Resposta: C

    RESOLUO:

    QUESTO 41Resposta: E

  • Da expresso matemtica dada no enunciado, temos:

    R(x) = kx(P x)R(x) = kx2 + kPx

    Como k 0, R(x) representada por um arco de parbola com a concavidade voltada para baixo.Logo a alternativa correta E.

    Considerando o modelo anteriormente descrito, se o pblico-alvo de 44.000 pessoas, ento a mximarapidez de propagao ocorrer quando o boato for conhecido por um nmero de pessoas igual a:A) 11.000. D) 38.000.B) 22.000. E) 44.000.C) 33.000.

    Da questo 41: R(x) = kx(44000 x)R(x) = kx2 + 44000kx

    O nmero de pessoas para a qual a rapidez de propagao mxima dada por:

    x = (44000k)

    = 22000.2(k)

    A rapidez ser mxima quando o boato for conhecido por 22.000 pessoas.

    Uma empresa de transporte armazena seu combustvel em um reservatrio cilndrico enterrado ho-rizontalmente. Seu contedo medido com uma vara graduada em vinte intervalos, de modo quea distncia entre duas graduaes consecutivas representa sempre o mesmo volume.

    A ilustrao que melhor representa a distribuio das graduaes na vara :

    A) B) C) D) E)

    C)

    E)

    D)

    28 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 42Resposta: B

    QUESTO 43Resposta: A

  • Tomando-se o centro do crculo como referncia, as distncias entre as graduaes aumentam, conformeenunciado. Ainda: essas graduaes so simtricas em relao ao dimetro horizontal desse crculo.Nestas condies a alternativa correta A.

    Em uma empresa, existe um galpo que precisa ser dividido em trs depsitos e um hall de entradade 20m2, conforme a figura abaixo. Os depsitos I, II e III sero construdos para o armazena-mento de, respectivamente, 90, 60 e 120 fardos de igual volume, e suas reas devem ser propor-cionais a essas capacidades.

    A largura do depsito III deve ser, em metros, igual a:A) 1.B) 2.C) 3.D) 4.E) 5.

    A soma das reas de I, II e III (10 11) 20, ou seja, 90m2.

    Como as reas I, II e III so respectivamente proporcionais a 90, 60 e 120, temos que:

    AI = 90k

    AII = 60k

    AIII = 120k

    Ento: 90k + 60k + 120k = 90

    270k = 90 k =

    Logo, AIII = 120 = 40.

    Sendo l a largura pedida, devemos ter:

    l 10 = 40 l = 4

    O continente africano h muito tempo desafia os gelogos porque toda a sua metade meridio-nal, a que fica ao sul, ergue-se a mais de 1.000 metros sobre o nvel do mar. (...) Uma equipede pesquisadores apresentou uma soluo desse desafio sugerindo a existncia de um esgui-cho de lava subterrnea empurrando o planalto africano de baixo para cima.

    (Adaptado de Revista Superinteressante. So Paulo: Abril, novembro de 1998, p. 12)

    Considerando a formao do relevo terrestre, correto afirmar, com base no texto, que a soluoproposta :A) improvvel, porque as formas do relevo terrestre no se modificam h milhes de anos.B) pouco fundamentada, pois as foras externas, como as chuvas e o vento, so as principais res-

    ponsveis pelas formas de relevo.C) plausvel, pois as formas de relevo resultam da ao de foras internas e externas, sendo impor-

    tante avaliar os movimentos mais profundos no interior da Terra.D) plausvel, pois a mesma justificativa foi comprovada nas demais regies da frica.E) injustificvel, porque os movimentos mais profundos no interior da Terra no interferem nos

    acidentes geogrficos que aparecem na sua superfcie.

    13

    13

    A A AkI II III

    90 60 120= = =

    29ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 44Resposta: D

    RESOLUO:

    QUESTO 45Resposta: C

    14

    44

    24

    44

    3

  • A questo aborda as causas formadoras do relevo terrestre, determinadas pela ao de foras inter-nas. Elas se originam da movimentao do material magmtico que se encontra no interior dacrosta terrestre, ocasionando dois movimentos: orogenticos, formadores de grandes cadeias demontanhas; epirogenticos, causadores do soerguimento dos continentes. Temos ainda a ao dasforas externas, os agentes do intemperismo, tais como as chuvas, os ventos, os rios, dentre ou-tros, que determinam a eroso e a sedimentao, esculpindo o relevo terrestre.

    Em muitos jornais, encontramos charges, quadrinhos, ilustraes, inspirados nos fatos noticiados.Veja um exemplo:

    Jornal do Commercio, 22/8/93

    O texto que se refere a uma situao semelhante que inspirou a charge :A) Descansem o meu leito solitrio

    Na floresta dos homens esquecida, sombra de uma cruz, e escrevam nela Foi poeta sonhou e amou na vida.

    (AZEVEDO, lvares de. Poesias escolhidas. Rio de Janeiro/Braslia: Jos Aguilar/INL, 1971)B) Essa cova em que ests

    Com palmos medida, a conta menorque tiraste em vida. de bom tamanho,Nem largo nem fundo, a parte que te cabedeste latifndio.

    (MELO NETO, Joo Cabral de. Morte e Vida Severina e outros poemas em voz alta. Rio de Janeiro: Sabi, 1967)C) Medir a medida

    medeA terra, medo do homem, a lavra;lavraduro campo, muito cerco, vria vrzea.

    (CHAMIE, Mrio. Sbado na hora de escutas. So Paulo: Summums, 1978)D) Vou contar para vocs

    um caso que sucedeuna Paraba do Nortecom um homem que se chamavaPedro Joo Boa-Morte,lavrador de Chapadinha:talvez tenha morte boaporque vida ele no tinha.

    (GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilizao Brasileira, 1983)E) Trago-te flores, restos arrancados

    Da terra que nos viu passarE ora mortos nos deixa e separados.

    (ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguillar, 1986)

    A charge do Jornal do Commercio aproxima-se do trecho de Morte e Vida Severina reproduzidona alternativa. Ambos recorrem ironia para revelar a injusta distribuio da terra no Brasil. Nacharge, as covas figurativizam a terra demarcada para as populaes indgenas brasileiras. J nofragmento do poema de Joo Cabral de Melo Neto, a cova apresentada como a parte que () cabe /deste latifndio ao trabalhador rural nordestino.

    30 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 46Resposta: B

    RESOLUO:

  • Um dos grandes problemas das regies urbanas o acmulo de lixo slido e sua disposio. H v-rios processos para a disposio do lixo, dentre eles o aterro sanitrio, o depsito a cu aberto e aincinerao. Cada um deles apresenta vantagens e desvantagens.

    Considere as seguintes vantagens de mtodos de disposio do lixo:I. diminuio do contato humano direto com o lixo;

    II. produo de adubo para agricultura;III. baixo custo operacional do processo;IV. reduo do volume de lixo.

    A relao correta entre cada um dos processos para a disposio do lixo e as vantagens apontadas:

    A)

    B)

    C)

    D)

    E)

    O aterro sanitrio permite a reduo do contato humano direto com o lixo. Depsitos a cu aberto soos de mais baixo custo operacional. Por fim, a incinerao possibilita a reduo do volume de lixo.

    No Brasil, mais de 66 milhes de pessoas beneficiam-se hoje do abastecimento de guafluoretada, medida que vem reduzindo, em cerca de 50%, a incidncia de cries. Ocorre,entretanto, que profissionais da sade muitas vezes prescrevem flor oral ou complexosvitamnicos com flor para crianas ou gestantes, levando ingesto exagerada da subs-tncia. O mesmo ocorre com o uso abusivo de algumas marcas de gua mineral que con-tm flor. O excesso de flor fluorose nos dentes pode ocasionar desde efeitos estti-cos at defeitos estruturais graves.

    Foram registrados casos de fluorose tanto em cidades com gua fluoretada pelospoderes pblicos como em outras, abastecidas por lenis freticos que naturalmente con-tm flor.

    (Adaptado da Revista da Associao Paulista de Cirurgies Dentistas APCD. vol. 53, n 1,jan./fev. 1999)

    Com base nesse texto, so feitas as afirmaes abaixo.I. A fluoretao da gua importante para a manuteno do esmalte dentrio, porm no pode

    ser excessiva.II. Os lenis freticos citados contm compostos de flor, em concentraes superiores s exis-

    tentes na gua tratada.III. As pessoas que adquiriram fluorose podem ter utilizado outras fontes de flor alm da gua

    de abastecimento pblico, como, por exemplo, cremes dentais e vitaminas com flor.

    Pode-se afirmar que, apenas:A) I correta.B) II correta.C) III correta.D) I e III so corretas.E) II e III so corretas.

    I O fluoreto acrescido gua, reconhecidamente, diminui a ocorrncia de cries. II No h dados que sustentem a afirmao de que a concentrao de flor nos lenis freti-

    cos citados maior do que na gua tratada.III De fato, pode ter havido, em pessoas com fluorose, a ingesto de flor adicional presente

    em certos cremes dentais e algumas vitaminas.

    Determinada Estao trata cerca de 30.000 litros de gua por segundo. Para evitar riscos de fluo-rose, a concentrao mxima de fluoretos nessa gua no deve exceder a cerca de 1,5 miligramapor litro de gua.

    31ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    Depsito a cuAterro sanitrioaberto

    Incinerao

    I II I

    I III IV

    II IV I

    II I IV

    III II I

    QUESTO 47Resposta: B

    RESOLUO:

    QUESTO 48Resposta: D

    QUESTO 49Resposta: E

    RESOLUO:

  • A quantidade mxima dessa espcie qumica que pode ser utilizada com segurana, no volume degua tratada em uma hora, nessa Estao, :A) 1,5kg.B) 4,5kg.C) 96kg.D) 124kg.E) 162kg.

    Na concentrao mxima de fluoretos (F)Temos, a cada segundo:1,5mg F 1L

    x 30 103L

    x = 45 103mg F ou 45g F a cada 1s.

    Ento, em uma hora (3.600s):

    45g F 1sx 3.600s

    x = 162.000g F ou 162kg F

    O esquema ilustra o processo de obteno do lcool etlico a partir da cana-de-acar.

    Em 1996, foram produzidos no Brasil 12 bilhes de litros de lcool. A quantidade de cana-de-a-car, em toneladas, que teve de ser colhida para esse fim foi aproximadamenteA) 1,7 108.B) 1,2 109.C) 1,7 109.D) 1,2 1010.E) 7,0 1010.

    De acordo com o esquema, temos:1 ton de cana 70L de etanol

    x 12 109L de etanol

    x = 1,7 108 ton de cana

    Para compreender o processo de explorao e o consumo dos recursos petrolferos, fundamentalconhecer a gnese e o processo de formao do petrleo descritos no texto abaixo.O petrleo um combustvel fssil, originado provavelmente de restos de vida aqutica acu-mulados no fundo dos oceanos primitivos e cobertos por sedimentos. O tempo e a presso dosedimento sobre o material depositado no fundo do mar transformaram esses restos em mas-sas viscosas de colorao negra denominadas jazidas de petrleo.

    (Adaptado de TUNDISI. Usos de energia. So Paulo: Atual Editora, 1991)

    xton L

    Lton de cana=

    =

    1 12 1070

    0 17 109

    9,

    Cana-de-acar(1 tonelada)

    Triturao

    Garapa

    Bagao(250 kg)

    Concentrao ecristalizao

    Acarescuro

    Melao(250 kg)

    Refinao Acar comum(sacarose)

    Fermentao

    Vinhoto(910 litros)

    Destilao

    Etanol(70 litros)

    leo fsele resduo

    Mostofermentado

    32 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 50Resposta: A

    RESOLUO:

    QUESTO 51Resposta: E

  • As informaes do texto permitem afirmar que:A) o petrleo um recurso energtico renovvel a curto prazo, em razo de sua constante formao

    geolgica.B) a explorao de petrleo realizada apenas em reas marinhas.C) a extrao e o aproveitamento do petrleo so atividades no poluentes dada sua origem natural.D) o petrleo um recurso energtico distribudo homogeneamente, em todas as regies, independen-

    temente da sua origem.E) o petrleo um recurso no renovvel a curto prazo, explorado em reas continentais de origem

    marinha ou em reas submarinas.

    Elemento energtico oriundo da decomposio parcial de organismos, o petrleo geralmenteencontrado em reas continentais de origem marinha ou em trechos submarinos. Ele continua aser o combustvel fssil mais utilizado no mundo. Seu uso proporcionou, no interior da sociedadeurbana e industrial, um imenso salto qualitativo e quantitativo, transformando-o rapidamente norecurso mineral mais explorado no planeta.Contudo sua formao no ocorre de forma imediata. As condies ideais para seu surgimento sorarssimas e interagem de maneira lenta sobre os restos de vida aqutica. Essa situao faz dopetrleo um recurso no renovvel a curto prazo, obrigando muitas naes a desenvolverem novasfontes energticas para evitar futuros colapsos no setor.

    Garfield JIM DAVIS

    Fonte: Caderno Vida e Arte, Jornal do Povo, Fortaleza Auto-retrato de orelha cortada

    O 3 quadrinho sugere que Garfield:A) desconhece tudo sobre arte, por isso faz a sugesto.B) acredita que todo pintor deve fazer algo diferente.C) defende que para ser pintor a pessoa tem de sofrer.D) conhece a histria de um pintor famoso e faz uso da ironia.E) acredita que seu dono tenha tendncia artstica e, por isso, faz a sugesto.

    Garfield, gato irnico, sarcstico, deixa claro que conhece a histria de Van Gogh, pintor quecortou a prpria orelha num acesso de loucura. Sua resposta sugere que o mais prximo que seuinterlocutor (Jon) pode chegar da pintura cortar a orelha, como o grande mestre holands.

    Um determinado municpio, representado na planta abaixo, dividido em regies de A a I, com altitudesde terrenos indicadas por curvas de nvel, precisa decidir pela localizao das seguintes obras:1. instalao de um parque industrial.2. instalao de uma torre de transmisso e recepo.

    Van Gogh, pintor holands nas-cido em 1853, um dos princi-pais nomes da pintura mundial. dele o quadro abaixo.

    As histrias em quadrinhos, por vezes, utilizam animais como personagense a eles atribuem comportamento humano. O gato Garfield exemplo dessefato.

    33ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 52Resposta: D

    RESOLUO:

    QUESTO 53Resposta: C

  • Considerando impacto ambiental e adequao, as regies onde deveriam ser, de preferncia, insta-ladas indstrias e torre, so, respectivamente:A) E e G.B) H e A.C) I e E.D) B e I.E) E e F.

    Para a instalao do parque industrial, a melhor regio, tanto sob o ponto de vista do impacto am-biental quanto da sua adequao, seria a da letra I. Provocaria pequeno impacto no meio, pois, almde estar localizada em ponto fluvial a juzante do centro urbano (o que evitaria a sua poluio), esta-ria em rea j sem florestas. Seria ainda a mais adequada pela presena da infra-estrutura viria (oque facilitaria os transportes) e pela proximidade do centro urbano (que forneceria mo-de-obra paraas atividades industriais).Com relao instalao de uma torre de transmisso e recepo, do ponto de vista da adequao,poderia utilizar-se tanto a regio B quanto a E, pois ambas apresentam a cota mais elevada de cur-vas de nvel registrada no mapa, o que a tornaria mais funcional. Mas o impacto ambiental seriamenor na regio E, pois ela j est desmatada.

    Encontram-se descritas a seguir algumas das caractersticas das guas que servem trs diferen-tes regies.

    Regio I Qualidade da gua pouco comprometida por cargas poluidoras, casos isolados demananciais comprometidos por lanamento de esgotos; assoreamento de alguns manan-ciais.

    Regio II Qualidade comprometida por cargas poluidoras urbanas e industriais; rea sujeita ainundaes; exportao de carga poluidora para outras unidades hidrogrficas.

    Regio III Qualidade comprometida por cargas poluidoras domsticas e industriais e por lana-mento de esgotos; problemas isolados de inundao; uso da gua para irrigao.

    De acordo com essas caractersticas, pode-se concluir que:A) a regio I de alta densidade populacional, com pouca ou nenhuma estao de tratamento de

    esgoto.B) na regio I ocorrem tanto atividades agrcolas como industriais, com prticas agrcolas que

    esto evitando a eroso do solo.C) a regio II tem predominncia de atividade agrcola, muitas pastagens e parque industrial

    inexpressivo.D) na regio III ocorrem tanto atividades agrcolas como industriais, com pouca ou nenhuma esta-

    o de tratamento de esgotos.E) a regio III de intensa concentrao industrial e urbana, com solo impermeabilizado e com

    amplo tratamento de esgotos.

    A questo descreve trs regies hipotticas e suas condies hdricas.Na regio I, a descrio corresponde a uma rea onde existem medidas de preservao dos recur-sos hdricos, apontando para um leve adensamento populacional.Na regio II, aponta para uma situao de intensa atividade industrial e nenhuma medida desucesso na conteno de agentes poluentes, que acabam atingindo outros pontos de importnciahdrica.Na descrio da regio III, detecta-se facilmente seu carter industrial e agrcola, estabelecendo--se a uma correlao com distritos industriais localizados prximo a cintures verdes de algum cen-tro urbano.

    O metabolismo dos carboidratos fundamental para o ser humano, pois a partir dessescompostos orgnicos obtm-se grande parte da energia para as funes vitais. Por outrolado, desequilbrios nesse processo podem provocar hiperglicemia ou diabetes.O caminho do ucar no organismo inicia-se com a ingesto de carboidratos que, chegan-do ao intestino, sofrem a ao de enzimas, quebrando-se em molculas menores (glicose,por exemplo) que sero absorvidas.A insulina, hormnio produzido no pncreas, responsvel por facilitar a entrada da gli-cose nas clulas. Se uma pessoa produz pouca insulina, ou se sua ao est diminuda, difi-cilmente a glicose pode entrar na clula e ser consumida.

    34 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 54Resposta: D

    RESOLUO:

    QUESTO 55Resposta: D

  • Com base nessas informaes, pode-se concluir que:A) o papel realizado pelas enzimas pode ser diretamente substitudo pelo hormnio insulina.B) a insulina produzida pelo pncreas tem um papel enzimtico sobre as molculas de acar.C) o acmulo de glicose no sangue provocado pelo aumento da ao da insulina, levando o indi-

    vduo a um quadro clnico de hiperglicemia.D) a diminuio da insulina circulante provoca um acmulo de glicose no sangue.E) o principal papel da insulina manter o nvel de glicose suficientemente alto, evitando, assim,

    um quadro clnico de diabetes.

    A mera leitura do texto fornece a informao de que a insulina facilita a entrada de glicose nas c-lulas; a diminuio da insulina no sangue provoca um acmulo de glicose.

    Os esgotos domsticos constituem grande ameaa aos ecossistemas de lagos ou represas, pois delesdecorrem graves desequilbrios ambientais. Considere o grfico abaixo, no qual no intervalo detempo entre t1 e t3, observou-se a estabilidade em ecossistema de lago, modificado a partir de t3pelo maior despejo de esgoto.

    Assinale a interpretao que est de acordo com o grfico.A) Entre t3 e t6, a competio pelo oxignio leva multiplicao de peixes, bactrias e outros produtores.B) A partir de t3, a decomposio do esgoto impossibilitada pela diminuio do oxignio disponvel.C) A partir de t6, a mortandade de peixes decorre da diminuio da populao de produtores.D) A mortandade de peixes, a partir de t6, devida insuficincia de oxignio na gua.E) A partir de t3, a produo primria aumenta devido diminuio dos consumidores.

    De acordo com o grfico, a mortandade dos peixes ocorre, de fato, um pouco aps a queda da con-centrao de oxignio na gua.

    O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas caractersticas de uma determinadacorrente de pensamento.

    Se o homem no estado de natureza to livre, conforme dissemos, se senhor absoluto da suaprpria pessoa e posses, igual ao maior e a ningum sujeito, por que abrir ele mo dessa liber-dade, por que abandonar o seu imprio e sujeitar-se- ao domnio e controle de qualquer ou-tro poder?Ao que bvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilizaodo mesmo muito incerta e est constantemente exposto invaso de terceiros porque, sendotodos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco obser-vadores da eqidade e da justia, o proveito da propriedade que possui nesse estado muitoinseguro e muito arriscado. Estas circunstncias obrigam-no a abandonar uma condioque, embora livre, est cheia de temores e perigos constantes; e no sem razo que procurade boa vontade juntar-se em sociedade com outros que esto j unidos, ou pretendem unir-se, para a mtua conservao da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.

    (Os Pensadores. So Paulo: Nova Cultural, 1991)

    Do ponto de vista poltico, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar:A) a existncia do governo como um poder oriundo da natureza.B) a origem do governo como uma propriedade do rei.C) o absolutismo monrquico como uma imposio da natureza humana.D) a origem do governo como uma proteo vida, aos bens e aos direitos.E) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

    35ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    QUESTO 56Resposta: D

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    QUESTO 57Resposta: D

  • O fragmento do texto de John Locke destaca um dos pontos centrais de sua filosofia poltica: a ori-gem do governo significa uma superao do estado de natureza, por meio do estabelecimento de umcontrato entre governantes e governados, cujos direitos naturais (vida, bens e direitos) so assimpreservados.

    Analisando o texto, podemos concluir que se trata de um pensamento:A) do liberalismo.B) do socialismo utpico.C) do absolutismo monrquico.D) do socialismo cientfico.E) do anarquismo.

    As idias de John Locke se opem ideologia absolutista dominante at ento e lanam as basesda democracia liberal burguesa fundada no estado de direito.

    O suco extrado do repolho roxo pode ser utilizado como indicador do carter cido (pH entre 0 e 7)ou bsico (pH entre 7 e 14) de diferentes solues. Misturando-se um pouco de suco de repolho eda soluo, a mistura passa a apresentar diferentes cores, segundo sua natureza cida ou bsica,de acordo com a escala abaixo.

    Algumas solues foram testadas com esse indicador, produzindo os seguintes resultados:

    De acordo com esses resultados, as solues I, II, III e IV tm, respectivamente, carter:A) cido/bsico/bsico/cido.B) cido/bsico/cido/bsico.C) bsico/cido/bsico/cido.D) cido/cido/bsico/bsico.E) bsico/bsico/cido/cido.

    Associando a escala de pH com a tabela de materiais, temos:

    Material Cor Faixa de pH Carter

    I) Amonaco verde 11 13 bsicoII) Leite de magnsia azul 9 11 bsico

    III) Vinagre vermelho 0 3,5 cidoIV) Leite de vaca rosa 3,5 6,5 cido

    Utilizando-se o indicador citado em sucos de abacaxi e de limo, pode-se esperar como resultadoas cores:A) rosa ou amarelo.B) vermelho ou roxo.C) verde ou vermelho.D) rosa ou vermelho.E) roxo ou azul.

    Tanto o abacaxi como o limo so frutas ctricas; assim, seus sucos apresentam carter cido. Paraambos, esperam-se como resultado cores associadas ao carter cido (pH entre 0 e 7): vermelho erosa.

    Material Cor

    I Amonaco Verde

    II Leite de magnsia Azul

    III Vinagre Vermelho

    IV Leite de vaca Rosa

    Cor: Vermelho Rosa Roxo Azul Verde Amarelo

    pH: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

    36 ENEM/2000 ANGLO VESTIBULARES

    RESOLUO:

    QUESTO 58Resposta: A

    QUESTO 59Resposta: E

    QUESTO 60Resposta: D

    RESOLUO:

    RESOLUO:

    RESOLUO:

  • O quadrinho p