ENGENHARIA CARTOGRÁFICA - .PÁGINA EM BRANCO. 3 EAOEAR 2019 - Engenharia Cartográfica (EGR) - Versão

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  • ENGENHARIA CARTOGRFICA

    EXAME DE ADMISSO Estgio de Adaptao de Oficiais Engenheiros

    da Aeronutica do Ano de 2019

    Verso

    A

    Comando da Aeronutica

  • PGINA EM BRANCO

  • 3EAOEAR 2019 - Engenharia Cartogrfica (EGR) - Verso A

    GRAMTICA E INTERPRETAO DE TEXTO

    Instrues: Para responder s questes (01) e (02), leia um fragmento do romance O passo-bandeira:uma histria de aviadores, de Oswaldo Frana Jnior, que narra a histria de um ex-piloto da Aeronutica.

    E o piloto olhava a cidade, o Rio de Janeiro, por exemplo, e toda a grandiosidade do Rio transformava-se numa pequena miniatura. O azul do mar ia at bem longe confundir-se com o azul mais claro do cu. As serras, os rios, as represas, tudo era visto na dimenso daquela altura. E muitas vezes, disse Paulo Csar, quando estava com algum problema e lembrava-se dele l em cima, o problema perdia a grande importncia de antes. E era um voo que servia tambm para isto.Servia para mostrar a real importncia das coisas. E isso sempre os levava a colocar as coisas em suas devidas propores. E Paulo Csar falou que regressava desses voos com uma certa humildade. E que havia tambm uma estranha sensao. Por um motivo que ele no sabia explicar, no silncio l de cima a mente da pessoa iniciava um processo de expanso.

    (FRANA JNIOR, Oswaldo. O passo-bandeira: uma histria de aviadores. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p.40. Adaptado).

    01) A narrativa est na terceira pessoa, contudo possvel perceber que o ponto de vista centra-se no ex-piloto Paulo Csar que, nessa passagem, busca realar o/a

    a) redimensionamento de um problema a partir da experincia de um voo.b) importncia da psicologia para o controle da sade mental de um piloto.c) ato de voar como expediente para alienao e eliminao dos problemas.d) vista area a possibilitar melhor apreciao da beleza natural do Rio de Janeiro.

    02) A palavra que no possui correspondncia com o termo expanso, empregado no ltimo pargrafo do texto,

    a) difuso.b) diluio.c) dilatao.d) ampliao.

    03) Carlos Drummond de Andrade, no livro Fala, amendoeira, publicou o texto Aeroprosa, crnica em forma de carta s aeromoas.

    Leia quatro fragmentos desse texto.

    I. Bom dia, aeromoa! No sei se devia dizer-lhe, antes: Bom cu! O dia de todos, e desej-lo bom no passa de cumprimento. J o cu de vocs, de seus amigos aeronautas, e dos pssaros, em condomnio.

    II. Aeromoanaburocraciamedideiadeumpdegerniointimadoavivereflorirdentrodeumarmriofechado; de uma formiga dentro da garrafa.

    III. Estou escrevendo essas bobagens meio lricas no pressuposto de que vocs, amigas, adoram viajar e detestam isso aqui embaixo. Bem sei, entretanto, que no se libertaram de todo da contingncia, e queremamaraonveldaterra,eterfilhosqueolhemdebaixoparaosavies.

    IV. Mas,poroutrolado,aeromoa,deixequeeusadeemsuafigurinhaomaisbelomitomoderno,aqueleque as empresas de navegao area criaram num instante inspirado de poesia comercial, aquele que acompanha os homens em sua para e os impede de se rebaixarem situao de macacos em pnico.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. Rio de Janeiro: Jos Olympio, 1973).

    A presena do vocativo, termo da orao por meio do qual o emissor interpela seu interlocutor, ocorre apenas em

    a) I e III.b) II e IV.c) I, II e III.d) I, III e IV.

  • EAOEAR 2019 - Engenharia Cartogrfica (EGR) - Verso A

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    04) Leia os excertos abaixo.

    Excerto I

    A arte, bem como a literatura, nasce da liberdade de fantasiar e no suporta prises. Tentar engaiolar o fruto da liberdade lhe cortar as asas, impedir seus voos, que alcanam maiores distncias quando impulsionados por muitos sopros.

    (QUEIRS, Bartolomeu Campos de. Contos e poemas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014, p.69).

    Excerto II

    Suzana perguntou se era perigoso realizar voos muito baixos. Ele respondeu que era necessrio apenas estar mais atento. Atento aos cabos de alta tenso e aos pssaros. Aos urubus, principalmente ele disse. Ela estranhou que um pssaro pudesse levar perigo a um avio. Bater em qualquer um sempre perigoso Paulo Csar comentou. O impacto podia causar um estrago muito grande ao avio. quase como uma bala ele disse.

    (FRANA JNIOR, Oswaldo. O passo-bandeira: uma histria de aviadores. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p.36).

    Levando-se em considerao o sentido do voo, o excerto I difere do excerto II. PORQUE

    OexcertoItratadotermodeformafigurada,enquanto,noexcertoII,otermotratadodeformaliteral.

    Combasenosexcertos,corretoafirmarque

    a)asduassoverdadeiraseajustificativaestcorreta.b)aprimeiraumaafirmativafalsaeasegundaverdadeira.c)aprimeiraumaafirmativaverdadeira;easegundafalsa.d)asduassoverdadeiras,masasegundaumajustificativaincorretadaprimeira.

    05) Leia o trecho do conto Rio de dentro, de Wander Piroli.

    Sabe,comosempresoube,quenoapocaadequadaparafisgarosurubimtantasvezesapetecido.Conhece o rio e seus habitantes, e foi ali que aprendeu muitas outras coisas. Aprendeu, por exemplo, que o importante fazer tudo da melhor maneira possvel, uma de cada vez e calmamente, como se o grande peixe l estivesse espera.

    (PIROLI, Wander. A me e o filho da me. Belo Horizonte: Interlivros, s/d, p.27).

    Comrelaosclassesdepalavrasusadasnotexto,assinaleaafirmativaincorreta.

    a) O adjetivo apetecido caracteriza o substantivo surubim.b) Os advrbios ali e l esto relacionados com o substantivo rio.c) A conjuno como, no ltimo perodo, estabelece uma comparao.d) A reiterao do verbo aprender reala a experincia do personagem.

    06)OpoetaAlphonsusdeGuimaraensFilhomecontacomoofilhinhodeumamigoseuesperavaconseguirentrar no cu ao morrer, segundo um processo digno de meditao.

    Papai, alma tem mo? perguntou um dia o garoto. Deve ter sim. Por qu? respondeu o pai, distrado. Porque quando eu morrer quero levar um queijo para Deus.

    (SABINO, Fernando. Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.93).

    Nesse texto, o termo um aparece quatro vezes. Ele s no pode ser interpretado apenas como artigo em

    a) um dia.b) um queijo.c) um amigo.d) um processo.

  • 5EAOEAR 2019 - Engenharia Cartogrfica (EGR) - Verso A

    Instrues: Para responder s questes (07) e (08), leia os textos a seguir.

    Texto I

    Sete anos de pastor Jacob serviaLabo, pai de Raquel, serrana bela;Mas no servia ao pai, servia a ela,E a ela s por prmio pretendia.

    Os dias, na esperana de um s dia,Passava, contentando-se com v-la;Porm o pai, usando de cautela,Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

    Vendo o triste pastor que com enganosLhe fora assim negada a sua pastora,Como se a no tivera merecida,

    Comea de servir outros sete anos,Dizendo: Mais servira, se no foraPara to longo amor to curta a vida!(CAMES, Lus de. Lrica. Belo Horizonte: Crislida, 2005, p.51).

    Texto II

    Ora, Jac sete ano j faziaQue pastorava o gado de Labo.Pai da linda Raqu; por ele, no:Mais, por ela que em paga lhe cabia.

    Passando os dia, doido por um dia,Se alegrava de v seu corao.E aconteceu que o pai, espertaio,Ruendo a corda, lhe entreg a Lia.

    Quando o pobre Jac caiu no enganoE deu, de boa-f a boca doce,Pela troca da prenda prometida,

    Trat de se ajust por mais sete anoFalando: Isto era nada, se num fossePra tanto bemquer to poca a vida.(LACERDA, Abel Tavares de. Apud Fernando Sabino. Livro Aberto.

    Rio de Janeiro: Record, 2001, p.86).

    07) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

    Fernando Sabino comenta que seu tio, Dr. Abel Tavares, mdico do Servio de Febre Amarela, gostava de traduzir poemas clssicos em linguagem de matuto. Nessa pardia do soneto de Cames, entre as vrias ______________, ao escrever Raqu, espertaio e trat, houve uma mudana da ________________, ao passo que ao escrever sete ano e os dia, tal situao ocorreu na ________________.

    A sequncia correta

    a)transgresses,sintaxe,flexo.b)adaptaes,flexo,morfologia.c)transgresses,ortografia,flexo.d)adaptaes,morfologia,ortografia.

    08) No soneto de Abel Tavares de Lacerda, h algumas expresses que conferem ao seu texto forte acento sertanejo. Relacione as colunas de acordo com a correta correspondncia, considerando a ideia expressa pelas palavras ou expresses.

    EXPRESSO IDEIA EXPRESSA(1) doido por um dia(2) ruendo a corda(3) boa-f(4) bemquer

    ( ) trapaa.()confiana.( ) ansiedade.( ) afeio.

    A sequncia correta dessa relao semntica

    a) (1); (3); (2); (4).b) (2); (1); (4); (3).c) (2); (3); (1); (4).d) (2); (4); (3); (1).

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    09) Leia o texto a seguir.

    O telefone do cartrio tocou, o escrevente atendeu: O elefante est? No estou entendendo bem: elefante, a senhora disse? Ele no foi a hoje? Ele quem? O elefante. Que brincadeira essa? Sabe onde posso encontr-lo? Que eu saiba, no circo ou no Jardim Zoolgico...O escrevente se voltou, rindo, para as pessoas presentes: Tem uma mulher no telefone querendo falar com o elefante.Um advogado se adiantou, muito digno: para mim. Com licena.E tomou o fone: Al? o Hlio Fontes. Pode falar.

    (SABINO, Fernando. Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.127).

    Na composio do texto, incorretoafirmarque

    a) a narrao dos fatos feita na primeira pessoa.b) o discurso direto um recurso recorrente no texto.c)omal-entendidoproporcionaasituaodehumoridentificada.d)arelaoentreonomedoadvogadoeodoanimalconfiguraumtrocadilho.

    10) Agradaoseconfiguracomoumadasfigurassemnticasque lidacomaspectos interpretativosdafalaou do texto, alterando a percepo do leitor ou do interlocutor em questo. Desta forma, sua ocorrncia est mais ligada a questes semnticas do que sintticas ou sonoras. A sua principal funo propor uma sequnciadepa