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engenharia mecanica

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ESCOLA SENAI FERNANDO BEZERRA TCNICO EM MECNICA

CABEOTE PARA USINAGEM DE CREMALHEIRAS EM FRESADORA FERRAMENTEIRA

JOS CARLOS LEITE PERES GILSON CARLOS LEITE PERES Orientador: Prof. Eng CSAR GRANZZOTTO

Trabalho final de curso apresentado ao Servio Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI, como parte das exigncias para obteno do ttulo de Tcnico em Mecnica.

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RIO VERDE GO JUNHO/2009 ESCOLA SENAI FERNANDO BEZERRA TCNICO EM MECNICA

CABEOTE PARA USINAGEM DE CREMALHEIRAS EM FRESADORA FERRAMENTEIRA

JOS CARLOS LEITE PERES GILSON CARLOS LEITE PERES

Este trabalho foi julgado adequado para a obteno do ttulo de TCNICO EM MECNICA na rea de concentrao USINAGEM e aprovado em sua forma final.

Prof. Eng Csar Granzzotto Orientador Banca examinadora:

Eng Gabriel Mota de Souza 1 membro da banca

Eng Rodrigo Brunys Batista 2 membro da banca

Geni Pereira da Costa Coordenadora Pedaggica

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RIO VERDE GO JUNHO/2009

Eu Jos Carlos, dedico este trabalho aos meus amores. Esposa, filha e toda famlia. Eu Gilson Carlos, dedico este trabalho a todas as pessoas que acreditaram em mim, especialmente minha famlia.

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AGRADECIMENTOS Primeiramente a Deus. A nossa famlia. Aos companheiros de servio que acreditaram no sucesso do projeto. Ao patrocinador Vanderley Schaly (SCHALY MECNICA INDUSTRIAL).

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Jamais trabalhes sem condicionar o funcionamento da tua mquina s caractersticas de trabalho apropriadas. A. L. CASILLAS

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SUMRIO LISTA DE FIGURAS.............................................................................................................IX LISTA DE TABELAS............................................................................................................XI LISTA DE SIGLAS..............................................................................................................XII RESUMO..............................................................................................................................XIII CAPTULO 1 INTRODUO...........................................................................................12 1.1 Escopo do trabalho..............................................................................................................12 1.2 Histrico..............................................................................................................................12 1.3 Tema....................................................................................................................................13 1.4 Justificativa.........................................................................................................................13 1.5 Objetivo...............................................................................................................................13 1.6 Estrutura do trabalho...........................................................................................................13 CAPTULO 2 PROCESSO DE USINAGEM FRESAGEM............................................15 2.1 Introduo...........................................................................................................................15 2.2 Fresamento cilndrico tangencial........................................................................................15 2.2.1 Fresamento cilndrico tangencial concordante.....................................................16 2.2.2 Fresamento cilndrico tangencial discordante......................................................16 2.3 Fresamento frontal..............................................................................................................16 2.4 Fresamento composto.........................................................................................................17 2.5 Principais movimentos de ferramentas de cortes................................................................17 2.5.1 Velocidades de corte (Vc)....................................................................................18 2.5.1.1 Rotao por minuto (RPM)...................................................................19 2.5.2 Velocidades de avano (Vf).................................................................................19 2.6 Engrenagens........................................................................................................................22 2.6.1 Engrenagem cilndrica de dentes retos.................................................................23 2.6.2 Engrenagens cilndricas de dentes helicoidais.....................................................24 2.6.3 Cremalheiras de dentes retos................................................................................26 2.6.4 Cremalheiras de dentes helicoidais......................................................................27

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CAPTULO ....................28

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MQUINAS,

ACESSRIOS

E

FERRAMENTAS

PARA

FRESAGEM ............................................................................................................................... 3.1 Introduo...........................................................................................................................28 3.2 Classificao.......................................................................................................................28 3.2.1 Fresadora universal..............................................................................................28 3.2.2 Fresadora horizontal.............................................................................................29 3.2.3 Fresadora vertical.................................................................................................30 3.2.4 Fresadora especial................................................................................................30 3.2.4.1 Fresadora ferramenteira.........................................................................30 3.3 Caractersticas.....................................................................................................................31 3.4 Funcionamento....................................................................................................................32 3.5 Condies de uso................................................................................................................32 3.6 Acessrios...........................................................................................................................33 3.6.1 Cabeote universal...............................................................................................33 3.6.2 Cabeote vertical..................................................................................................33 3.6.3 Cabeote divisor universal...................................................................................34 3.6.4 Mesa circular divisora..........................................................................................35 3.6.5 Cabeote para fresar cremalheira (fresadora universal).......................................35 3.7 Ferramentas.........................................................................................................................36 3.7.1 Fresas....................................................................................................................36 3.7.2 Tipos de fresas......................................................................................................37 3.7.2.1 Perfil constante......................................................................................37 3.7.2.2 Para moldes e matrizes..........................................................................38 3.7.2.3 Dentes postios......................................................................................39 3.7.2.4 Para fresagem plana...............................................................................39 3.7.2.5 Para ranhuras e rasgos de chaveta.........................................................40 3.7.2.6 Ranhuras angulares e calda de andorinha..........................................40 3.7.3 Condies de uso e conservao..........................................................................40 CAPTULO 4 CABEOTE PARA USINAGEM DE CREMALHEIRAS EM FRESADORA FERRAMENTEIRA.....................................................................................42

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4.1 Introduo...........................................................................................................................42 4.2 Componentes do cabeote...................................................................................................43 4.2.1 Estrutura principal................................................................................................43 4.2.2 Eixo principal com luvas, chavetas e porcas........................................................44 4.2.3 Engrenagens cincronisadoras com seus eixos e buchas de bronze......................44 4.3 Funcionamento....................................................................................................................45 4.4 Condies de uso................................................................................................................45 4.5 Conservao........................................................................................................................45 4.6 Custos..................................................................................................................................46 4.7 Benefcios............................................................................................................................46 4.8 Consideraes finais...........................................................................................................47 CAPTULO 5 CONCLUSO.............................................................................................48 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS..................................................................................49 ANEXOS..................................................................................................................................50 1 Materiais e suas principais caractersticas..........................................................................50 2 Desenho das peas que compem o projeto........................................................................51

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LISTA DE FIGURAS Figura 1.1 Estrutura do trabalho............................................................................................14 Figura 2.1 Fresagem tangencial e frontal...............................................................................15 Figura 2.2 Fresamento cilndrico tangencial concordante e discordante...............................16 Figura 2.3 Fresamento frontal de canaletas com fresas de topo............................................17 Figura 2.4 Fresamento composto...........................................................................................17 Figura 2.5 Principais movimentos de uma fresa em funcionamento.....................................18 Figura 2.6 Engrenagens cilndricas para eixos paralelos.......................................................22 Figura 2.7 Diferentes modelos de cremalheiras.....................................................................23 Figura 2.8 Engrenagens helicoidais.......................................................................................24 Figura 2.9 Pio e cremalheira................................................................................................26 Figura 2.10 Coroa e cremalheira helicoidal...........................................................................27 Figura 3.1 Fresadora universal...............................................................................................29 Figura 3.2 Fresadora horizontal.............................................................................................29 Figura 3.3 Fresadora vertical.................................................................................................30 Figura 3.4 Fresadora ferramenteira .......................................................................................31 Figura 3.5 Tipos de fresagem.................................................................................................32 Figura 3.6 Cabeote universal................................................................................................33 Figura 3.7 Cabeote vertical..................................................................................................34 Figura 3.8 Cabeote divisor universal....................................................................................34 Figura 3.9 Mesa circular divisria.........................................................................................35 Figura 3.10 Cabeote para fresar cremalheira fresadora universal....................................36 Figura 3.11 Tipos de fresas....................................................................................................36 Figura 3.12 Perfil constante...................................................................................................38 Figura 3.13 Fresa para moldes em matrizes...........................................................................38 Figura 3.14 Fresa de dentes prticos (bailarina)....................................................................39 Figura 3.15 Fresas para superfcie plana................................................................................39 Figura 3.16 Disco woodruff de topo.......................................................................................40

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Figura 3.17 Ranhuras angulares e calda de andorinha.......................................................40 Figura 4.1 Cabeote montado na mquina.............................................................................42 Figura 4.2 Estrutura do cabeote............................................................................................43 Figura 4.3 Eixo principal.......................................................................................................44 Figura 4.4 Engrenagem, bucha de bronze e eixo...................................................................45

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LISTA DE TABELAS Tabela 2.1 Velocidade de corte para fresas de ao rpido.....................................................19 Tabela 2.2 Avano por dente para fresas de ao rpido.........................................................21 Tabela 4.1 Preos de materiais...............................................................................................46 Tabela 4.2 Preos da mo de obra tcnica.............................................................................46

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LISTA DE SIGLAS H a.C. DIM De Di Dp HB m / min mm z M P Pc Ph % Kgf / mm RPM Tan Vc Vf Altura do dente ngulo de inclinao do dente Antes de cristo Deutsches Institutfur (Instituto alemo para normalizao) Dimetro esterno Dimetro interno Dimetro primitivo Hardness Brinell Metros por minuto Milmetro Nmero de dentes Nmero do mdulo Passo entre dentes Passo circunferencial Passo da hlice PI = 3,1416 Porcentagem Quilograma fora por milmetro quadrado Rotao por minuto Tangente Velocidade de corte Velocidade de avano

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RESUMO PERES, Jos Carlos Leite e PERES, Gilson Carlos Leite. Cabeote para usinagem de cremalheiras em fresadora ferramenteira. 2009. 57f. Trabalho Final de Curso (Tcnico em Mecnica Industrial). Senai Servio Nacional de Aprendizagem Industrial, Rio Verde, 2009. Desde o princpio da usinagem, o melhoramento de mquinas e acessrios faz parte do cotidiano da vida dos profissionais que atuam na rea da mecnica. Este projeto foi elaborado por dois fresadores mecnicos com a inteno de facilitar a usinagem de cremalheiras e seus similares em fresadoras especiais do modelo ferramenteira. Baseando-se em princpios evolutivos, foram estudados os diferentes modelos de acessrios at chegar elaborao do mesmo. O trabalho descreve vrios princpios da usinagem em fresadoras, os diferentes modelos de mquinas, ferramentas e acessrios, o projeto de um cabeote para fresadoras ferramenteiras, mostrando claramente custos e benefcios e sua rea de abrangncia. PALAVRAS-CHAVE Usinagem, mquina e acessrio.

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*Orientador: Prof. Eng Csar Granzzotto

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CAPTULO 1 INTRODUO 1.1 Escopo do trabalho A atual tecnologia exige uma mecnica industrial de alta preciso, onde a usinagem tem um papel significativo, sempre evoluindo com as novas idias de seus praticantes. A usinagem de engrenagens e cremalheiras envolve um sincronismo entre homem, mquina e clculos, sendo elas na maioria das vezes confeccionadas em fresadoras universais ou ferramenteiras. O modelo ferramenteira possui apenas um recurso para usinagem de cremalheiras, sendo o mesmo possvel, apenas com o uso de fresas especiais, de dimetros maiores ou modelos assimtricos, no podendo utilizar fresas comuns ou convencionais. Pensando nesta deficincia elaboramos este projeto, possibilitando o uso de fresas convencional na usinagem de cremalheiras em fresadoras ferramenteiras, pois fresas de dimetros maiores ou de modelos assimtricos alm de ter um custo muito elevado, no so fceis de serem encontradas. Um simples cabeote que melhor posiciona a ferramenta de corte, utilizada para usinar o material, proporcionando mobilidade, rapidez e preciso. 1.2 Histrico A usinagem teve incio a milhares de anos, quando o homem pr-histrico percebeu que, para sobreviver, precisava mais do que pernas e braos para se defender e caar. Sua inteligncia o ensinou que se tivesse uma pedra nas mos, seu golpe seria mais forte, e se a pedra tivesse um cabo esse golpe seria mais forte ainda, se fosse afiada poderia cortar a caa e ajudar a rapar a pele dos animas. Foi a partir dessas necessidades que o homem desenvolveu as operaes de cortar, desbastar e furar. Durante centenas de anos sua principal matriaprima era a pedra, somente por volta de 4000 a.C. ele comeou a trabalhar com metais, comeando com o cobre, depois com o bronze e finalmente com ferro para a fabricao de armas e ferramentas. Os sculos passaram, o homem comeou a desenvolver com a montagem de peas, conjuntos mecnicos. Desde ento comeou a revoluo industrial, sempre evoluindo, at chegar aos dias atuais. Atualmente existe prestadora de servios, que realizam, desde a montagem e manuteno de equipamentos at a fabricao e usinagem de peas. Fabrica-se uma simples arruela, at os mais complexos, como engrenagens helicoidais, cremalheiras e outros.

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A empresa Schaly mecnica industrial Ltda., com sua principal atividade a fabricao, trabalha com usinagem de peas desde seu surgimento. Mais de 10 anos, buscando sempre aprimoramento das suas tcnicas de usinagem com novas tecnologias, adquirindo novas mquinas, qualificando seus profissionais, sempre com um nico objetivo, oferecer qualidade nos seus servios prestados. Possui um quadro de quinze funcionrios, todos aptos nas suas funes, para sempre manter o nome da empresa dentre as principais empresas da regio no conceito de fabricao e usinagem. 1.3 Tema O tema abordado soluciona a deficincia das fresadoras ferramenteiras de possurem apenas um recurso, de custo muito alto, para usinagens de cremalheiras. 1.4 Justificativa Muitas empresas que atuam na rea da usinagem no possuem fresadoras universais, possuem apenas do modelo ferramenteiras. 1.5 Objetivo O trabalho tem por objetivo apresentar uma soluo simples e eficiente para a fabricao de cremalheiras em fresadora ferramenteira, garantindo alm de uma maior rentabilidade, excelente qualidade final do produto. 1.6 Estrutura do trabalho A estrutura do trabalho est dividida em blocos, que esto em seqncia, tais como: introduo, reviso bibliogrfica, desenvolvimento e concluso, como mostra a Figura 1.1.

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INTRODUO Captulo - 1Escopo do trabalho Histrico Tema Justificativa Objetivo Estrutura do trabalho

REVISO BIBLIOGRFICA Captulo 2 Processo de usinagem fresagemIntroduo Fresamento cilndrico tangencial Fresamento frontal Fresamento composto Principais movimentos de ferramentas de corte Engrenagens

Captulo 3 Mquinas, acessrios e ferramentas para fresaIntroduo Classificao Caractersticas Funcionamento Condies de uso Acessrios Ferramentas

DESENVOLVIMENTO Captulo 4 Cabeote para usinagem de cremalheiras em fresadora ferramenteiraIntroduo Componentes do cabeote Funcionamento Condies de uso Conservao Custos Benefcios Consideraes finais

CONCLUSO Captulo - 5Figura 1.1 Estrutura do trabalho Fonte: Prpria

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2.1 Introduo A usinagem o processo de fabricao com remoo de cavaco mais popular do mundo, transformando em peas 10% de toda a produo de metais, empregando dezenas de milhes de pessoas em todo mundo. O fresamento um processo mecnico de usinagem destinado obteno de superfcies quaisquer com o auxilio de ferramentas geralmente multicortantes. A ferramenta gira e a pea ou ferramenta se desloca segundo uma trajetria determinada pelo operador (Figuras 2.1, 2.2 e 2.3).

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CAPTULO 2 MQUINAS, ACESSRIOS E FERRAMENTAS PARA FRESAGEM A mquina de fresar ou fresadora, como geralmente chamada, uma mquina ferramenta de movimento contnuo, destinada a usinagem de materiais por meio de uma ferramenta de corte chamada fresa. A operao de fresagem acontece a partir da combinao de movimentos simultneos da ferramenta e da pea a ser usinada. Permitem realizar operaes de fresagem de superfcies das mais variadas formas planas, cncavas, convexas e combinadas. 2.1 Classificao A orientao do eixo principal com respeito a superfcie da mesa, determina uma classificao ou tipo de fresadora, podendo receber denominaes como: fresadora universal, fresadora horizontal, fresadora vertical, fresadora especial, fresadora ferramenteira. 2.1.1 Fresadora universal em princpio uma fresadora horizontal, porm, alm disso, est provida de outros mecanismos e acessrios especiais que lhe permitem ampliar consideravelmente suas possibilidades de trabalho conforme Figura 2.1. Entre vrios acessrios se destacam: Cabeote universal Eixo porta fresa Cabeote divisor e contra ponta Cabeote especial para fresar cremalheiras Mesa inclinvel

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Figura 2.1 Fresadora universal Fonte: Web SOLO STOCKS DO BRASIL, 2009 2.1.2 Fresadora horizontal O eixo rvore ocupa a posio horizontal, paralela superfcie da mesa da mquina. A pea presa num divisor ou em uma morsa, podendo se deslocar em qualquer eixo horizontal x (sentido longitudinal), ou y (sentido transversal). Conforme Figura 2.2.

Figura 2.2 - Fresadora horizontal Fonte: APOSTILA FRESAGEM MECNICA - SENAI, 2005

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2.1.3 Fresadora vertical O eixo rvore ocupa a posio vertical, perpendicular superfcie da mesa da mquina. A pea pode se deslocar x ou em y em relao ferramenta, sua fixao tambm pode ser atravs de um divisor ou em uma morsa. Conforme Figura 2.3.

Figura 2.3 - fresadora vertical Fonte: APOSTILA FRESAGEM MECNICA - SENAI, 2005 2.1.4 Fresadora especial Enquadram-se nesta classe as fresadoras que se destinam a trabalhos especficos. Por exemplo: fresadora copiadora, cortadora de rodas dentadas, ferramenteira e etc. 2.1.4.1 Fresadora ferramenteira Destacam-se como de maior importncia para a realizao dos trabalhos de ferramentaria. usada em trabalhos especiais, com alguns recursos assemelham-se s fresadoras verticais, em alguns momentos podemos oper-la como fresadora horizontal, para isso necessrio utilizar um cabeote especfico. Esta mquina se destaca por sua versatilidade, preciso e rendimento com o auxlio de rgua de indicador digital, conforme Figura 2.4.

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Figura 2.4 - Fresadora ferramenteira Fonte: Web ATLASMAQ, 2009 2.2 Caractersticas O fato da ferramenta de trabalho da fresadora ser de fios mltiplos e se poder montar no eixo porta fresa combinaes de fresas de diferentes formas, confere a esta mquina caractersticas especiais e uma vantagem sobre as outras mquinas ferramentas, como poder realizar uma grande variedade de trabalhos em superfcies situadas em planos paralelos, perpendiculares ou formando ngulos diversos: construir ranhuras circulares, elpticas, fresagem em formas esfricas com rapidez e preciso, conforme Figura 2.5.

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Figura 2.5 - Tipos de fresagem Fonte: APOSTILA FRESAGEM MECNICA - SENAI, 2005 2.3 Funcionamento O acionamento principal produzido por um motor alojado na parte posterior do corpo da mquina, o qual transmite o movimento ao eixo principal atravs do sistema de engrenagens da caixa de velocidades. O movimento de avano automtico produzido pela caixa de avanos, a qual transmite o movimento atravs de um mecanismo de parafuso sem fim e coroa. O deslocamento vertical do suporte da mesa, o transversal do carro e o longitudinal da mesa, podem ser feitos manualmente por meio de manivelas acopladas a mecanismos de fusos e porca. O eixo principal prolongado atravs do eixo porta fresas, no qual montam-se as ferramentas. Quando este eixo longo, apoia-se em um suporte que se monta no barramento. 2.4 Condies de uso Como a fresadora uma mquina feita para realizar trabalhos de preciso, sua fabricao feita cuidadosamente, o que motiva seu custo elevado. Da a necessidade de conserv-la em timas condies de uso, o que se consegue mantendo seus mecanismos bem acoplados, lubrificao adequada e suficiente nas superfcies de rotao e deslizamento, procurando mant-la em bom estado de limpeza.

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2.5 Acessrios So equipamentos que podem ser acoplados as mquinas-ferramenta, com a finalidade de complementar o seu funcionamento. Entre vrios se destacam cabeote universal, cabeote vertical, cabeote divisor universal, mesa circular divisria e cabeote para fresar cremalheira (fresadora universal). 2.5.1 Cabeote universal O cabeote universal um acessrio da maquina de fresar. O eixo principal que possui o cabeote pode ser colocado formando qualquer ngulo com a superfcie da mesa. Este acessrio acopla-se ao eixo principal da mquina. Por suas especiais caractersticas d fresadora suas principais condies de universalidade, permitindo realizar as mais variadas operaes de fresagem. Conforme Figura 2.6.

Figura 2.6 - Cabeote universal Fonte: Web CASSIFICADOS DO BRASIL, 2009 2.5.2 Cabeote vertical Este um aparelho similar ao cabeote universal que se monta na fresadora horizontal. Suas possibilidades so mais limitadas que as do cabeote universal, pois s pode girar em um plano vertical. O sistema de engrenagens do mecanismo interior est em uma

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relao tal, que lhe permite ter no eixo principal secundrio, velocidades maiores que as do eixo principal da mquina e do cabeote universal, conforme Figura 2.7.

Figura 2.7 - Cabeote vertical Fonte: Web KONE PRODUTOS, 2009 2.5.3 Cabeote divisor universal um dos acessrios mais importantes, projetados para ser usado na mesa da fresadora. Tem como objetivo principal fazer a diviso da trajetria circular da pea e prender o material a ser trabalhado. Conforme Figura 2.8. usado para executar todas as formas possveis de divises. um acessrio muito preciso e verstil. possvel por meio de um trem de engrenagens adequado, dividir e fazer girar a pea em conexo com o movimento da mesa, que permite fresar cortes helicoidais ou em espiral.

Figura 2.8 - Cabeote divisor universal Fonte: Web FERRAMENTAS ALFA, 2009

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2.5.4 Mesa circular divisria um acessrio que consiste basicamente em uma placa que pode girar disposto sobre uma base fixa, a qual permite sua montagem na mesa fresadora. Seu movimento pode ser independente ou relacionado com outro movimento, segundo a conexo com outros rgos da mquina. Exemplo: com o movimento circular da mesa. Esta variedade de possibilidades permite fazer, sobre a mesa circular, diferentes tipos de contornos ranhurados e divises.

Figura 2.9 - Mesa circular divisria Fonte: Web PLATCNICA PRODUTOS, 2009 2.5.5 Cabeote para fresar cremalheira (fresadora universal) um acessrio da fresadora que se monta no suporte, semelhante ao cabeote universal, e serve para fresar cremalheiras. de ferro fundido e geralmente est constitudo por dois ou trs corpos encaixados em plataformas giratrias que permitem a inclinao do eixo. Conforme Figura 2.10. A vantagem de utilizar esse aparelho poder usar as fresas comuns para fresagem dos dentes de engrenagem, quando no se dispem de fresas especiais com dimetros maiores ou de modelos assimtricos.

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Figura 2.10 - Cabeote para fresar cremalheira fresadora universal Fonte: APOSTILA FRESAGEM MECNICA - SENAI, 2005 2.6 Ferramentas So utilizadas em mquinas-ferramenta, para possibilitar a usinagem de materiais, onde cada tipo de trabalho exige uma ferramenta especfica. Destacam-se. 2.6.1 Fresas As fresas so ferramentas que cortam atravs do fio de seus dentes quando esto animadas de um movimento de rotao. So caractersticas da fresadora, embora possam utilizar-se em outras mquinas-ferramenta para realizar algumas operaes especiais de fresagem. As fresas, em geral, esto constitudas por um corpo de rotao na periferia, na qual se acham dentes talhados nos prprios materiais ou postios, conforme Figura 2.11.

Figura 2.11 - Tipos de fresas Fonte: EMPRESA USINAGEM RIO VERDE, 2009

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O corpo pode ser cilndrico, cnico, esfrico ou de combinaes de formas. Constroem-se de ao rpido e excepcionalmente de ao carbono. Os dentes esto dispostos sobre as superfcies da fresa segundo suas posies, so chamados dentes laterais ou frontais. Suas arestas de corte podem seguir linhas retas ou curvas que ao girar constituem o perfil da fresa. H fresas chamadas de dentes alternados, nas quais a disposio dos seus dentes tal, que oferecem sempre um ngulo de sada positivo. Os dentes de perfil constante so os que ao afiar-se a fresa conservam seu perfil, como nas fresas para dentes de rodas dentadas ou de fresar ranhuras para machos e brocas helicoidais. A haste e o furo, para sua fixao e conduo durante o corte, as fresas tem uma haste que pode ser cnica ou cilndrica, ou ter um furo. As hastes tm dimenses proporcionais ao esforo mximo que a fresa realiza durante o corte, e as cnicas so normalizadas, (cones Morse ou americano). Os dimetros dos furos tambm so proporcionais e podem ter rasgo de chaveta para a montagem no eixo porta fresas com chaveta de arrasto, a fim de evitar deslizamentos durante o corte. 2.6.2 Tipos de fresa So os tipos mais comuns existentes, fresa de perfil constante, para moldes e matrizes de dentes postios, para fresagem plana, para ranhuras, rasgo de chaveta, ranhuras angulares e calda de andorinha. 2.6.2.1 Perfil constante So as que ao afiar-se a fresa conservam seu perfil, usada em trabalhos especiais como fresamento de perfil cncavo, convexo, engrenagens de corrente, rodas dentadas e para fresar ranhuras para machos e brocas helicoidais, conforme Figura 2.12.

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Figura 2.12 - Perfil constante Fonte: EMPRESA USINAGEM RIO VERDE, 2009 2.6.2.2 Para moldes e matrizes So fresas que apresentam caractersticas especificas para esse tipo de trabalho que a fresagem de moldes e matrizes, conforme Figura 2.13.

Figura 2.13 - Fresa para moldes e matrizes Fonte: APOSTILA FRESAGEM MECNICA - SENAI, 2005

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2.6.2.3 Dentes postios So utilizados em diversos tipos de fresagem, os dentes podem ser de ao rpido ou pastilhas de carboneto metlico, nos corpos distinguem as superfcies laterais e as frontais, conforme Figura 2.14.

Figura 2.14 - Fresa de dentes postios (bailarina) Fonte: EMPRESA USINAGEM RIO VERDE, 2009 2.6.2.4 Para fresagem plana So utilizadas quando se deseja obter uma superfcie plana, geralmente so fabricadas de ao rpido ou de ao carbono, conforme Figura 2.15.

Figura 2.15 - Fresas para superfcie plana Fonte: APOSTILA FRESAGEM MECNICA - SENAI, 2005

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2.6.2.5 Para ranhuras e rasgo de chaveta So utilizadas para fazer ranhuras e rasgo de chaveta retilneos reproduzindo o perfil da fresa das mais variadas formas e tamanhos, geralmente so fabricadas de ao carbono, mas tambm existem fresas de metal duro, onde so empregadas em trabalhos especiais oferecendo um alto desempenho, conforme Figura 2.16.

Figura 2.16 - Disco, woodruff, topo Fonte: EMPRESA USINAGEM RIO VERDE, 2009 2.6.2.6 Ranhuras angulares e calda de andorinha So utilizadas para produzir uma ranhura reta no material reproduzindo o perfil da fresa. aplicada na construo de guias para rgos de mquinas, das quais as mais comuns so as chamadas calda de andorinha, conforme Figura 2.17.

Figura 2.17- Ranhuras angulares e cauda de andorinha Fonte: APOSTILA FRESAGEM MECNICA - SENAI, 2005

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2.6.3 Condies de uso e conservao As fresas so ferramentas de um custo elevado e delicadas, por esse motivo deve-se tomar precaues para sua conservao. Alguns aspectos que se devem considerar para terem melhores condies de uso e conservao so os seguintes. a) Escolha a fresa de acordo com o trabalho a executar; b) Trabalhe nas condies adequadas (velocidade de corte, profundidade de corte, refrigerao); c) Uma vez terminado o trabalho, verifique o estado das arestas cortantes e se necessrio, providencie o seu refiamento. d) Limpe-a e proteja utilizando uma pelcula de leo ou graxa; e) Guarde-a em lugar prprio evitando que as arestas de corte no recebam golpes;

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CAPTULO 3 PROCESSSOS DE FRESAGEM Os processos de fresagem classificam-se em trs tipos bsicos (Figura 3.1 e 3.4): Fresamento cilndrico tangencial. Fresamento frontal. Fresamento composto. Como em todos os processos de usinagem, a ferramenta de corte, deve ser apropriada para o servio a desenvolver, obedecendo sempre seus limites de velocidades de corte e avano.

Figura 3.1 Fresagem tangencial e frontal Fonte: Web - APOSTILA DE USINAGEM / CEFET-MG, 1981 3.1 Fresamento cilndrico tangencial Processo de fresamento destinado obteno de superfcies planas paralelas ao eixo de rotao da ferramenta (Figuras 3.1 e 3.2). Quando a superfcie obtida no for plana ou o eixo de rotao da ferramenta, for inclinado em relao superfcie originada na pea, ser considerado como um caso especial de fresamento tangencial. Dentro deste processo se destaca a usinagem de engrenagens e cremalheiras.

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O fresamento cilndrico tangencial pode ser concordante e discordante, conforme figura 3.2.

a)Fresamento cilndrico tangencial Concordante

b) Fresamento cilndrico tangencial Discordante

Figura 3.2 - Fresamento cilndrico tangencial concordante e discordante Fonte: Web - APOSTILA DE USINAGEM / CEFET-MG, 1981 3.1.1 Fresamento cilndrico tangencial concordante Acontece quando o sentido de avano do material a ser desbastado o mesmo sentido que a ferramenta de corte est desbastando. No aconselhvel em mquinas convencionais por causa das folgas que geralmente suas mesas possuem, essas folgas fazem com que a ferramenta puxe a pea para cima dela, sem desbastar o material, alm de no dar acabamento, podendo quebrar a ferramenta de corte (Figura 3.2-a). 3.1.2 Fresamento cilndrico tangencial discordante Acontece quando o sentido de corte da ferramenta est ao contrrio do sentido de avano do material a ser desbastado. a maneira mais aconselhvel de desbaste em fresadoras convencionais, pois alm de garantir um bom acabamento, no ocorre perigo de quebrar a ferramenta (Figura 3.2-b). 3.2 Fresamento frontal Processo de fresamento destinado obteno de superfcies planas perpendiculares ao eixo de rotao da ferramenta (Figuras 3.1-b e 3.3).

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Figura 3.3 - Fresamento frontal de canaletas com fresas de topo Fonte: Web - APOSTILA DE USINAGEM / CEFET-MG, 1981 3.3 Fresamento composto Quando h casos em que os dois tipos bsicos de fresamento comparecem simultaneamente, podendo haver ou no predominncia de um sobre outro (Figura 3.4).

Figura 3.4 - Fresamento composto Fonte: Web - APOSTILA DE USINAGEM / CEFET-MG, 1981 3.4 Principais movimentos de ferramentas de corte Todas as ferramentas de corte possuem limites mximos de remoo de cavacos calculados pela relao, espao percorrido e tempo. A Figura 3.5 mostra com mais detalhes os movimentos de avano e de corte de uma fresa cilndrica trabalhando.

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Figura 3.5 - Principais movimentos de uma fresa em funcionamento. Fonte: Web - APOSTILA COLEO BSICA - SENAI, 2000 3.4.1 Velocidades de corte (Vc) A velocidade de corte o parmetro de corte mais influente na vida da ferramenta baseado em dois fatores: material da ferramenta de corte e material da pea a ser usinada. Para processos com movimentos de rotao, como por exemplo, a fresagem, a velocidade de corte calculada pela equao: Vc = . d. n / 1000 [m / min] Onde: d: dimetro da ferramenta (mm). n: nmero de rotaes por minuto . Os valores de velocidades de corte geralmente so encontrados em tabelas fornecidas pelos fabricantes de ferramentas de corte, conforme, Tabela 3.1.

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Tabela 3.1 - Velocidades de corte para fresas de ao rpido

Fonte: Web - APOSTILA COLEO BSICA - SENAI, 2000 3.4.1.1 Rotao por minuto (RPM) A rotao por minuto ajustada nas mquinas-ferramentas antes do incio da usinagem. Para processos de fresagem a equao mais comum para calcular o rpm a seguinte: n = Vc. 318 / Onde: n: rotao por minuto (rpm). Vc: velocidade de corte (m/min.). : dimetro da ferramenta (mm). 3.4.2 Velocidades de avano (Vf) E o percurso de avano da ferramenta em cada volta (mm/volta). o parmetro mais influente na qualidade do acabamento superficial da pea. A frmula mais comum que se usa e a seguinte: Vf = f. z. n[mm/min.]

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Os valores de f, para ferramentas multicortantes como fresas, geralmente so fornecidos pelos catlogos de fabricante de ferramentas de corte, conforme Tabela 2.2. O valor de z a quantidade de dentes que a ferramenta de corte possui, e o n e a rotao por minuto.

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Tabela 2.2 Avano por dente para fresas de ao rpido

Fonte: Web - APOSTILA COLEO BSICA - SENAI, 2000

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CAPTULO 4 CONCLUSO O desenvolvimento de peas e acessrios sempre resultar em novos rumos no desenvolvimento de tecnologias, facilitando cada vez mais o trabalho dos operadores. Conclui-se que esse trabalho proporciona uma ampla viso do que a fresagem e seus processos, relatando clculos e modelos de peas, dando nfase usinagem em fresadoras, onde foram citados os modelos de mquinas, acessrios e ferramentas que complementam o funcionamento das mesmas.

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REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS [1] APOSTILA DE USINAGEM CEFET de Minas Gerais, 1981. [2] APOSTILA COLEO BSICA SENAI de Minas Gerais, 2000 [3] APOSTILA MATEMTICA APLICADA A MECNICA SENAI de Gois, 2000 [4] APOSTILA FRESAGEM SENAI de Gois, 2005 [5] CASILLAS, A. L. Mquinas / Formulrio Tcnico. Edio no Brasil em 1980 [6] MODELOS DE MQUINAS Disponvel em: http://www.wikinpdia.com. - Acesso em maio de 2009 [7] GOOGLE IMAGENS Disponvel em: http://www.google.com.br - Acesso em maio de 2009 [8] SOLO STOCKS BRASIL EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS, Disponvel em: http://www.solo stocks.com.br - Acesso em maio de 2009