ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS POR LÍQUIDO .de ensaios não destrutivos por líquidos penetrantes, como

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  • ENSAIOS NO DESTRUTIVOS POR

    LQUIDO PENETRANTE COMO

    FERRAMENTA DE AUXLIO

    MANUTENO PREDITIVA DE

    EQUIPAMENTOS DE ELEVAO DA

    CONSTRUO CIVIL

    Bda Barkokbas Junior (UPE)

    bedalsht@upe.poli.br

    Bianca Maria Vasconcelos (UPE)

    biancalsht@poli.br

    Mayara Moraes Monteiro (UPE)

    mayaralsht@poli.br

    Dalton Raposo de Melo Macedo (UPE)

    daltonlsht@upe.poli.br

    Alexandre Santa Cruz Ramos (UPE)

    alexandresantacruz@hotmail.com

    A necessidade do uso de equipamentos de elevao na construo civil

    em obras de edificaes notvel, pois existem patamares de diferentes

    alturas com diferentes atividades sendo executadas simultaneamente.

    Todavia, uma falha num eixo de um equipamento deste tipo possui um

    grande potencial de gerar um acidente grave, pois alm de possuir

    todos os aspectos de risco associados a um equipamento, contm

    tambm o fator altura. Isso torna necessria a adoo medidas de

    preveno, que podem ser traadas com auxlio da manuteno

    preditiva, que possibilita a identificao do problema antes da

    ocorrncia da falha. Nesse sentido, o Comit Permanente Regional de

    Pernambuco - CPR/PE tornou obrigatrio desde 19 de julho de 2004,

    em Pernambuco, a prtica anual de trs tipos de ensaios no

    destrutivos: o ensaio por ultra-som, por lquido penetrante e por

    partcula magntica. O objetivo da pesquisa evidenciar a

    importncia da anlise peridica em eixos de equipamentos de

    transporte vertical utilizados na indstria da construo civil, atravs

    de ensaios no destrutivos por lquidos penetrantes, como uma

    ferramenta de auxlio preveno de acidentes. Para tanto, foram

    realizados ensaios por lquido penetrante nos eixos de equipamentos

    de transporte vertical de uma empresa construtora de grande porte da

    Regio Metropolitana do Recife, no perodo de fevereiro a novembro

    de 2008. Os resultados demonstram aprovao dos eixos

    inspecionados, o que se justifica por meio da eficincia do Sistema de

    Gesto de Segurana e Sade do Trabalho - SGSST mantido pela

    empresa e qualidade dos eixos assegurada pelo fabricante, que fornece

    diretamente as peas. Constata-se, portanto, que apesar da nfase

    XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUO Maturidade e desafios da Engenharia de Produo: competitividade das empresas, condies de trabalho, meio ambiente.

    So Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de outubro de 2010.

  • 2

    dada produo, as empresas percebem que garantir a segurana na

    execuo da sua atividade indispensvel, pois, alm de evitar

    prejuzos no programados, assegura a integridade fsica de seus

    trabalhadores.

    Palavras-chaves: Ensaios no destrutivos, manuteno preditiva,

    construo civil, segurana do trabalho

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    1. Introduo

    1.1 A construo civil

    A indstria da construo um importante setor para o desenvolvimento de um pas,

    impactando a produo, os investimentos, o emprego e o nvel geral de preos, pois tem

    significativa participao no Produto Interno Bruto - PIB.

    Segundo a Federao das Indstrias do Estado de So Paulo - FIESP (2009), a construo

    civil um dos setores de maior contribuio ao crescimento do PIB nacional, participando

    com R$ 125 bilhes em 2008, estabelecendo uma taxa de crescimento de 8% em relao ao

    ano de 2007.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica IBGE (BRASIL, 2007a), aponta que em

    2007, as 110 mil empresas do setor ocuparam mais de 1,8 milho de pessoas, tendo gastos

    totais com o pessoal ocupado de R$ 30,6 bilhes, dos quais R$ 20,7 bilhes foram em

    salrios, retiradas e outras remuneraes, o que significou uma mdia mensal de 2,3 salrios

    mnimos.

    O Departamento Intersindical de Estatstica e Estudos Socioeconmicos DIEESE (2010),

    afirma que no perodo de julho a dezembro de 2009, 103 mil pessoas foram incorporadas ao

    contingente de trabalhadores da Construo Civil. Este nmero se torna ainda mais

    representativo quando se considera o fato de que a construo civil se destaca tambm por ser

    uma indstria capaz de absorver profissionais com diferentes nveis de instruo, no se

    caracterizando apenas como uma importante geradora de empregos, mas como um setor que

    possui a habilidade de empregar mo de obra qualificada, semiqualificada ou no qualificada.

    Em funo dessas particularidades, nota-se a importncia desse setor no desenvolvimento do

    pas e seus benefcios para toda a sociedade, contribuindo para a economia do pas, alm de

    produzir obras que beneficiam toda a populao.

    De acordo com Gehbauer et al (2002), para a execuo de obras de construo civil, alguns

    equipamentos esto presentes no canteiro durante quase todo o tempo de construo e a

    depreciao representa a diminuio do valor do equipamento atravs do desgaste pelo uso.

    No setor de construes de edificao vertical, a diversidade de atividades que so executadas

    simultaneamente, tais como estrutura e acabamento, envolvem uma variedade de

    equipamentos de grande porte necessrios a cada etapa. Os equipamentos utilizados incluem

    aqueles destinados ao transporte horizontal, como, por exemplo: caminho betoneira e carros

    de mo; e aqueles destinados ao transporte vertical, como, por exemplo, gruas e guinchos. A

    combinao da utilizao concomitante dessas mquinas com a existncia de vrias fases

    executivas dentro de um mesmo canteiro conduz gerao de uma diversidade de riscos,

    contribuindo negativamente para o controle destes.

    Segundo Vasconcelos (2010), o setor da construo civil se caracteriza por ser um ambiente

    de trabalho considerado complexo, pois possui uma diversidade das atividades e utilizao de

    mquinas e equipamentos durante o processo de produo, alm de que, aspectos peculiares

    so inerentes ao mtodo produtivo.

    Estimativas da OIT (2008) apontam que anualmente ocorrem cerca de 270 milhes de

    acidentes de trabalho no mundo e 160 milhes de doenas relacionadas ao trabalho. De

    acordo com Brasil (2007b), durante o ano de 2007, foram registrados no INSS cerca de 653,1

    mil acidentes do trabalho no Brasil e na distribuio por setor de atividade econmica, o setor

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    de indstrias participou com 49,3% do total de acidentes registrados. A mesma fonte indica

    que o subsetor da construo, que engloba a construo de edifcios, obras de infra-estrutura e

    servios especializados para construo, foi responsvel por 36.467 acidentes em 2007, sendo

    a primeira subdiviso deste subsetor responsvel pela maior parte dos acidentes ocorridos, que

    somaram 14.084, onde 454 destes ocorreram em Pernambuco.

    Segundo Barkokbas, Vasconcelos e Monteiro (2009), em funo dessa diversidade de

    variveis que podem estar vinculadas a um acidente, ou seja, tendo em vista que o acidente

    multicausal, percebe-se que a preveno dos riscos ocupacionais deve contemplar todas as

    condies de trabalho que possam afetar a integridade fsica e mental do trabalhador, sendo

    assim, essencialmente necessrio, o conhecimento de todos os possveis fatores de riscos

    existentes no ambiente do trabalho.

    A necessidade dos equipamentos de elevao ntida no subsetor de edificaes verticais,

    todavia, uma falha num eixo de um equipamento deste tipo possui um grande potencial de

    gerao de acidente grave, pois este, alm de possuir todos os aspectos de risco referentes a

    um equipamento contm tambm o fator altura inerente sua funo.

    Segundo o Sistema Federal de Inspeo do Trabalho apud Maia (2008), no perodo de 2002 a

    2006 ocorreram 37 acidentes fatais na Indstria da Construo Civil em Pernambuco. O

    mesmo autor afirma que em 2004, a queda de um elevador de um prdio em construo em

    Recife-PE causou o bito de trs trabalhadores e deixou outros trs feridos.

    Para a Fundacentro (2008), alm do incalculvel prejuzo social, os acidentes de trabalho so

    responsveis tambm por uma perda econmica anual da ordem de 2,3% do PIB brasileiro, e

    que pode chegar a 4%, se forem considerados tambm os acidentes e doenas que atingem

    trabalhadores do setor informal da economia, do setor pblico, da rea rural e entre os

    cooperados e autnomos, dados no registrados pelas estatsticas oficiais.

    Neste sentido, no contexto da segurana do trabalho, a manuteno das mquinas est

    intrinsecamente associada preveno dos riscos de acidentes, pois de acordo com

    Barkokbas et al (2006), atravs da avaliao e controle dos riscos que se pode garantir um

    ambiente de trabalho seguro, e gerar uma sistematizao, que ser possvel a partir do

    momento em que os riscos puderem ser identificados, quantificados e qualificados.

    1.2 Equipamentos de transporte vertical na construo civil

    Os equipamentos de transporte na construo civil constituem elementos indispensveis para

    a execuo do seu produto, diante da necessidade de sua utilizao na distribuio vertical e

    horizontal de materiais e pessoas. Tal fato torna a racionalizao do transporte de materiais e

    componentes no canteiro de obras de um edifcio de muitos pavimentos essencial para a

    reduo de custos e o cumprimento dos prazos.

    De acordo com Gehbauer et al (2002), os equipamentos de transporte podem ser considerados

    como pontos-chaves em qualquer canteiro de obras, pois chegam a representar at 80% das

    atividades de uma construo.

    O transporte vertical, por sua vez, constitui pea fundamental na execuo de obras de

    edificao, visto que existem patamares de diferentes alturas com atividades simultneas. Os