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ensaios pneus agricolas agricultura compactação solos

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CINCIAS AGRRIAS CURSO DE AGRONOMIA

RICARDO DA COSTA DALLABRIDA

ENSAIO DE PNEUS AGRCOLAS E O USO DA AGRICULTURA DE PRECISO NO COMBATE A COMPACTAO DOS SOLOS

FLORIANPOLIS 2008

RICARDO DA COSTA DALLABRIDA

ENSAIO DE PNEUS AGRCOLAS E O USO DA AGRICULTURA DE PRECISO NO COMBATE A COMPACTAO DOS SOLOS .

Trabalho apresentado como requisito bsico para concluso do curso de Agronomia do Centro de Cincias Agrrias da Universidade Federal de Santa Catarina, sob a orientao do Professor Dr. Alberto Kazushi Nagaoka.

FLORIANPOLIS 2008

ENSAIO DE PNEUS AGRCOLAS E O USO DA AGRICULTURA DE PRECISO NO COMBATE A COMPACTAO DOS SOLOS

Por

RICARDO DA COSTA DALLABRIDA

Trabalho de concluso de curso apresentado Universidade Federal de Santa Catarina, para obteno do ttulo de Engenheiro Agrnomo pela Banca Examinadora, formada por:

_________________________________________________________ Presidente: Prof. Dr. Alberto Kazushi Nagaoka

_________________________________________________________ Membro: Prof. Dr. Augusto Weiss

_________________________________________________________ Membro: Prof. Dr. Jorge Luiz Barcelos Oliveira

Dedico este trabalho a minha famlia pelo apoio, esforo e confiana ofertados a mim durante todo o perodo de durao do curso.

AGRADECIMENTOS A Deus; A minha famlia; Aos professores pela colaborao durante o curso; Ao professor Dr. Alberto Kazuchi Nagaoka pela orientao; Ao professor Dr. Klber Pereira Lanas pela superviso e ajuda durante o estgio; Aos meus colegas de curso; A Universidade Federal de Santa Catarina;

RESUMO DALLABRIDA, Ricardo da Costa. Ensaio de pneus agrcolas e o uso da agricultura de preciso no combate a compactao dos solos. 2008. 42f. Trabalho de concluso de curso (Agronomia), do Centro de Cincias Agrrias da Universidade Federal de Santa Catarina. Como a competitividade do campo esta cada vez mais presente, as prticas que promovam o incremento produtivo e, conseqentemente, econmico para os envolvidos na atividade, so de grande importncia. O ensaio de pneus agrcolas e a agricultura de preciso tm tomado grande escala neste contexto. Este trabalho busca definir os processos para o ensaio de pneus agrcolas e a agricultura de preciso para a criao de mapas espaciais com a variabilidade ambiental da resistncia do solo penetrao. Alm das tcnicas utilizadas, este trabalho apresenta a importncia do ensaio de pneus agrcolas para definio das caractersticas de utilizao, da rea de contato e da presso de inflao, considerados ideais, a fim de melhorar as caractersticas operacionais. Ainda apresentada a construo dos mapas da resistncia do solo penetrao com a variabilidade ambiental, possibilitando a recomendao de tcnicas para o combate ou reduo da compactao dos solos, como a mobilizao destes somente quando realmente for necessrio. Estas operaes reduziriam substancialmente o custo de conduo das culturas. O experimento foi realizado no NEMPA, Ncleo de Ensaio de Mquinas e Pneus Agroflorestais, localizado na Faculdade de Cincias Agronmicas da Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, sob a superviso do Prof. Dr. Klber Pereira Lanas. Palavras chave: ensaio de pneus, compactao, agricultura de preciso.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: UFEP (Unidade fixa de ensaio de pneus). ................................................................ 21 Figura 2 Penetrmetro eletrnico e perfilmetro a laser na UFEP........................................ 22 Figura 3: Determinao da rea de contato atravs do mtodo da super elipse. Diagonal menor e, na seqncia, diagonal maior........................................................................................ 22 Figura 4: Foto da rea de contato e quadro de madeira............................................................ 23 Figura 5: Sensor laser fazendo uma varredura em uma superfcie........................................... 24 Figura 6: Modo de varredura do perfilmetro eletrnico a laser.............................................. 24 Figura 7: Penetrmetro eletrnico e seus componentes. .......................................................... 25 Figura 8: UMAS sendo tracionada por um trator. .................................................................... 26 Figura 9: Esquema do sistema de posicionamento utilizado na UMAS................................... 26 Figura 10: Penetrmetro hidrulico eletrnico e Micrologger na UMAS................................ 27 Figura 11: Fotos tiradas para clculo da rea de contato do pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24 nas condies de presso de inflao de 22 psi e 500, 1000, 1500, 2000 e 2 2500 kgf de carga aplicada. .................................................................................................................. 30 Figura 12: Fotos tiradas para clculo da rea de contato do pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24 nas condies de presso de inflao de 20 psi e 250, 500, 750, 1000, 1250 e 1500 kgf de carga aplicada. .............................................................................................................31 Figura 13: Mapas da rea de contato e volume ocupado do pneu no solo do pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24.............................................................................................. 32 Figura 14: Mapas da rea de contato e volume ocupado do pneu no solo do pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24.............................................................................................. 32 Figura 15: Ponto de mxima compactao dos solos com pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24. 35 Figura 16: ndice de cone para os pneus FRONTIERA 2 R1 14.9-24 e 12.4-24. .................... 36 Figura 17: Mdia dos valores de ndice de cone mximo das reas na camada de 0 a 450 mm. .......................................................................................................................................... 37 Figura 18: Resistncia a penetrao no solo mdia das reas da Usina Cerradinho. ............... 37 Figura 19: Mapas do ndice de cone encontrado nas reas de acordo com a profundidade..... 38

LISTA DE TABELAS Tabela 1: Presso de inflao e cargas aplicadas no pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24. ......... 21 Tabela 2: Presso de inflao e cargas aplicadas no pneu FRONTIERA 2 R1 1249-24. ........ 21 Tabela 3: Resultados obtidos no tanque do solo para o pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24. .... 33 Tabela 4: Resultados obtidos no tanque do solo para o pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24. .... 34

SUMRIO RESUMO........................................................................................................................................ 6 LISTA DE FIGURAS.................................................................................................................... 7 LISTA DE TABELAS ................................................................................................................... 8 1 INTRODUO ........................................................................................................................ 10 2 OBJETIVOS GERAIS............................................................................................................. 12 3 OBJETIVOS ESPECFICOS.................................................................................................. 12 4 JUSTIFICATIVA ..................................................................................................................... 13 5 REVISO BIBLIOGRFICA ................................................................................................ 14 5.1 ENSAIO DE PNEUS ..............................................................................................................14 5.2 A AGRICULTURA DE PRECISO NO COMBATE A COMPACTAO DOS SOLOS 16 6 MATERIAIS E MTODOS .................................................................................................... 20 6.1 ENSAIO DE PNEUS ..............................................................................................................20 6.1.1 A prensagem dos pneus...................................................................................................... 20 6.1.2 O levantamento de dados no tanque de solos................................................................... 21 6.1.2.1 A determinao da rea de contato....................................................................................22 6.1.2.2 A resistncia penetrao no tanque de solo ....................................................................25 6.2 A AGRICULTURA DE PRECISO PARA DETERMINAO DA COMPACTAO DOS SOLOS .................................................................................................................................25 7 RESULTADOS E DISCUSSO ............................................................................................. 29 7.1 ENSAIO DE PNEUS ..............................................................................................................29 7.2 A AGRICULTURA DE PRECISO PARA DETERMINAO DA COMPACTAO DOS SOLOS .................................................................................................................................36 8 CONSIDERAES FINAIS................................................................................................... 39 9 REFERNCIAS ....................................................................................................................... 40

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INTRODUO

Sabendo-se que a agricultura cada vez mais tem se consolidado como importante fonte de gerao de riqueza no pas, alternativas que proporcionem a melhoria da gesto das atividades agrcolas so de grande importncia para promoo de avano em toda a cadeia produtiva. A estruturao da economia global vem proporcionando, a cada dia, uma maior disputa por espao no mercado (SANTOS, 1995). Assim como em todos os segmentos, na agricultura no deixa de ser diferente. A pesquisa e adequao para tcnicas que promovam otimizaes nos processos produtivos esta cada vez mais necessria. Por ser a agricultura uma das especialidades do Brasil, a economia do pas, direta ou indiretamente, sempre tem algo relacionado a esta. A sofisticao do sistema agrcola um processo irreversvel e necessrio (KLEIN, 2004). Esta sofisticao tem tornado mais freqente o lanamento de mquinas e pneus com maiores e eficientes capacidades de realizao de trabalho. O conhecimento das caractersticas das mquinas e pneus, junto da sua relao com o ambiente, fundamental para que se possa recomendar condies ideais de tarefas. A utilizao de mquinas de forma incorreta pode provocar grande deteriorao das caractersticas fsicas do solo, e conseqente, queda na produtividade. A compactao dos solos tem se tornado um dos maiores problemas da agricultura, promovendo restrio mecnica ao desenvolvimento de razes e da disponibilidade de nutrientes. O aumento da utilizao das mquinas trouxe consigo a elevao dos nveis de compactao. Algumas tcnicas relacionadas a reduo destes nveis esto sendo desenvolvidas, com ensaio de pneus para recomendaes corretas, proporcionando menor compactao dos solos, menor consumo de combustvel, desgaste correto do pneu e melhor eficincia, e, a utilizao da agricultura de preciso para a produo de mapas georeferenciados com o nvel de compactao, para indicar corretamente as prticas necessrias para o seu combate e diminuio. O NEMPA (Ncleo de Ensaio de Mquinas e Pneus Agroflorestais), localizado na Faculdade de Cincias Agronmicas da Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, foi criado para que se tornassem conhecidas as capacidades operacionais possveis e mais harmnicas, de acordo com o ambiente de trabalho, das mquinas e pneus agroflorestais,

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otimizando os trabalhos desenvolvidos no campo, bem como, da constatao dos nveis de compactao e recomendaes necessrias para o seu combate e reduo utilizando-se de mapas da variabilidade espacial da resistncia do solo penetrao. Com base nestas consideraes, neste trabalho, realizado no NEMPA, sero conhecidos os resultados de ensaios e mapas espaciais da resistncia a penetrao, feitos durante o perodo de estgio e as tcnicas e instrumentos utilizados.

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OBJETIVOS GERAIS

Este trabalho teve como objetivo geral apresentar os resultados de ensaios de pneus agrcolas, bem como, da utilizao da agricultura de preciso como ferramenta no combate a compactao dos solos com bases nos resultados obtidos. Propor recomendaes de utilizao dos pneus ensaiados de modo a promover maior vida til e menor agresso ao ambiente de trabalho. Recomendar a utilizao das tcnicas de forma mais racional para o controle da compactao, em funo da resistncia a penetrao no solo.

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OBJETIVOS ESPECFICOS

a) conhecer os instrumentos e tcnicas do ensaio de pneus e mquinas agrcolas; b) definir as caractersticas operacionais dos pneus ensaiados, como presso de inflao, rea de contato e volume ocupados, mais adequados ao ambiente de trabalho; c) conhecer instrumentos e tcnicas utilizados para construo de mapas espaciais da compactao dos solos; d) determinar o ndice de cone dos solos e definir prticas mais eficientes no combate compactao em locais de verdadeira necessidade.

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JUSTIFICATIVA

A produo agrcola nacional cada vez mais vem se consolidando como ferramenta fundamental para a gerao de desenvolvimento e riqueza, conferindo ao Brasil o ttulo de importante potncia agrcola. Dentre alguns aspectos possvel ressaltar que, por exemplo, no ano de 2003 a produo agrcola foi responsvel por 25% do PIB nacional, 44% das exportaes e 37% dos empregos gerados (MACHADO & BERNARDI, 2004). Mesmo sobre condies avanadas de produo, este cenrio no implica na desacelerao de investimentos para melhoras no nvel de eficincia da cadeia produtiva, como de gerenciamento constante e eficiente dos fatores de produo, sob o risco dos lucros serem reduzidos e os custos aumentados. O consumo e modernizao da frota de mquinas, equipamentos e pneus agrcolas tm aumentado juntamente com a modernizao agrcola. Com a modernizao possvel observar uma elevao no nmero comercializado destas mquinas e equipamentos, bem como no seu tamanho e faixa de potncia, no caso dos tratores (FERREIRA FILHO & FELIPE, 2007). Neste contexto o ensaio de mquinas e pneus agrcolas pode proporcionar resultados para um melhor planejamento agrcola, uso de recursos e reduo dos impactos ambientais proporcionados pela atividade. Alm do ensaio de pneus, a utilizao da agricultura de preciso tem se tornado importante ferramenta administrativa das decises tomadas nas propriedades. A construo de mapas com a variabilidade espacial da compactao ajuda a reduzir a prtica indiscriminada de mobilizao dos solos, gerando importante economia na conduo de algumas culturas. A aplicao destes resultados tende a se tornar cada vez mais comum onde o desenvolvimento prioriza melhores ganhos econmicos e menores impactos ambientais, como a compactao dos solos. Por isso, estudos relacionados, como os realizados pelo NEMPA (Ncleo de Ensaio de Mquinas e Pneus Agroflorestais), so de grande importncia para gerao de conhecimento e desenvolvimento destas tecnologias.

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REVISO BIBLIOGRFICA

5.1

ENSAIO DE PNEUS A modernizao da agricultura trouxe consigo o aumento do nmero de tratores e,

conseqentemente, da capacidade produtiva do campo. Um dos principais componentes destas mquinas so os rodados pneumticos. Dentre as principais funes destes rodados temos o equilbrio, capacidade de deslocamento, desempenho operacional, amortecimento e direcionamento dos tratores agrcolas (NAGAOKA et al., 2002). Alm disso, os pneus tm de suportar a carga exercida pelos equipamentos que o utilizam em condies estticas e dinmicas, garantir com eficincia a transmisso das foras motrizes e frenagens. O pneu o ltimo elo entre o motor e o solo, conhec-lo melhor de fundamental importncia para garantir o melhor comportamento da mquina que o utiliza (CORREA, 1999) O desempenho de um trator est diretamente relacionado com a sua capacidade de trao, sendo que, os dispositivos de trao, ou os pneumticos, so fatores limitantes na eficincia do trabalho (GABRIEL FILHO et al., 2007). Os pneus utilizados podem influenciar grandemente no efeito do trabalho, j que, de conhecimento, que estes mudam as condies conhecidas conforme a sua estrutura de construo, presso interna, carga aplicada, desgaste e tipo de trao (JENUINO, 2007). As atividades realizadas com mquinas agrcolas equipadas com pneus em condies recomendadas podem influenciar de maneira precisa na reduo de custos nos trabalhos. Desta forma pode promover maior vida til dos pneus, economia de combustvel e manuteno prolongada das estruturas fsicas adequadas ao plantio, com disponibilidades apropriadas de gua e ar (MAZETTO, 2004a). A ocorrncia de uma melhor capacidade operacional promovida pela harmonia entre os pneus, mquina e ambiente. Para que se posa constatar as melhores condies para o trabalho, o ensaio de mquinas e pneus agrcolas de fundamental importncia, gerando otimizao de servios, reduo de custos e impactos ambientais, principalmente aos solos (LANAS, 1996a). Para se determinar as melhores condies de trabalho de um pneu, considerando-se as suas caractersticas de construo, necessrio o conhecimento de algumas variveis, como a

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presso de inflao, a rea de contato do pneu com o solo, e a resistncia penetrao gerada quando aplicadas distintas cargas sobre o solo (NAGAOKA et al., 2002). Para que a vida til do pneu e sua capacidade de trabalho sejam as maiores possvel, considerar a presso de inflao do pneu fundamental. Quando a presso de inflao est alm da recomendada possvel observar maior patinagem, alm de um desgaste mais acelerado, e, quando a presso est abaixo da recomendada, pode ocorrer um aumento na resistncia ao rolamento e ainda danos estruturais aos pneus (LANAS, 1996a). A presso de inflao dos pneus est diretamente relacionada com a rea de contato do pneu com o solo. Sendo que, possvel observar uma maior ou menor capacidade de trao de acordo com a presso utilizada e, conseqentemente, rea de contato encontrada. A rea de contato diminui quando se aumenta a presso de inflao dos pneus, bem como, possvel observar que, com o aumento da presso de inflao proporcionalmente aumenta-se a presso de contato do pneu com o solo (MACHADO et al., 2005). A rea de contato do pneu com o solo um dos fatores determinantes para garantir a eficincia operacional do trator e da estabilidade das caractersticas fsicas dos solos agriculturveis. A rea de contato determina a concentrao de presso exercida do veculo sobre o solo, sendo que, os pneus so a ltima ligao da mquina com o solo, transmitindo a presso exercida sobre o mesmo. As caractersticas que proporcionam melhor eficincia de um rodado pneumtico dependem da presso de contato, do tamanho e forma da rea de contato do pneu com o solo (JENUINO, 2007). Quando se utiliza uma presso mdia de contato do pneu com uma superfcie rgida, possvel constatar que o nvel de compactao superficial dos solos depende diretamente da presso de contato do pneu com o solo, enquanto que na camada profunda o nvel de compactao est diretamente relacionado com a rea de contato, largura do pneu e carga que ele suporta (PORTERFIELD & CARPENTER, 1986 in MAZETTO et al., 2004b). Para determinao da rea de contato entre o pneu e o solo, o mtodo mais comumente utilizado, de acordo com Acosta (2007), o da elipse de HALLONBORG, que utiliza da medida das diagonais, em escala graduada, na marca deixada pelo pneu. Um mtodo comparativo, chamado mtodo da foto digital, com a finalidade de otimizar os resultados encontrados foi proposto por Mazetto & Lanas (2000). Neste mtodo proposto a rea de contato determinada atravs da utilizao do software AUTOCAD como ferramenta de auxlio.

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A determinao da rea feita utilizando-se fotos da rea de contato do pneu com o solo, ajustadas dentro de um quadro de madeira padro. Depois de fotografadas as reas de contato, estas so submetidas a processamento no AUTOCAD, e a equao de ajuste para a situao real tambm proposta. De acordo com Mazetto & Lanas (2000), os resultados obtidos com a equao proposta pelo mtodo da foto digital, no se diferenciaram estatisticamente do mtodo da super elipse, portanto, uma ferramenta eficiente e prtica para esta verificao. Ainda para a determinao da rea de contato, pode-se utilizar um aparelho denominado Perfilmetro eletrnico a laser. A utilizao do perfilmetro eletrnico pode garantir o eficiente conhecimento da rea e o volume de contato do pneu com o solo (PAULA, 2008). O seu funcionamento baseado em uma varredura perpendicular do sensor a laser na superfcie em questo. A distncia do sensor com esta superfcie proporciona o levante de dados para a construo do perfil do solo. A amostragem feita de maneira a proporcionar uma malha quadrada de amostras da situao da superfcie que recebeu a carga dos rodados (PAULA, 2008). O conhecimento da rea de contato junto do peso do equipamento agrcola pode determinar se a presso exercida demasiada. Estes casos ocorrem freqentemente visto a utilizao incorreta do pneu no equipamento, podendo ocasionar avano no processo da compactao (ACOSTA, 2007). 5.2 A AGRICULTURA DE PRECISO NO COMBATE A COMPACTAO DOS SOLOS Ao longo dos anos foi possvel observar uma intensificao da compactao dos solos, que passou a ser uma varivel de importncia no cenrio agrcola com a evoluo da mecanizao e dos equipamentos. De acordo com Jorge (1983), antes de 1940, alm da quantidade de mquinas serem bem menores, um trator pesava cerca de trs toneladas. Hoje, as mquinas que circulam pelos solos agriculturveis podem passar de quinze toneladas, como no caso de algumas colhedoras e caminhes. A compactao dos solos foi definida por Lanas (1996b), como sendo o rearranjo das partculas do solo que esto submetidas a foras, proporcionando um aumento na densidade pela reduo do volume ocupado para uma massa de partculas constantes.

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Um solo pode ser considerado compactado quando a estrutura da macroporosidade for fortemente afetada ocasionando, conseqentemente, uma reduo da densidade do mesmo, ou seja, ocorre um aumento da concentrao de massa por deslocamento indiscriminado das partculas, derivado de um processo mecnico fora do solo (RIPOLI, 1985). A agresso da estrutura fsica dos solos , talvez, um dos principais problemas da agricultura moderna. A compactao torna a capacidade produtiva dos solos limitada. possvel observar na ocorrncia da compactao, uma grande resistncia mecnica para o pleno desenvolvimento das razes e restrio de importantes nutrientes, gua e ar (CAMARGO & ALLEONI, 1997). Vrias tcnicas esto sendo estudadas a fim de proporcionar uma reduo na compactao dos solos. O ensaio de pneus agrcolas, determinando pneus ideais para cada atividade e equipamento agrcola levando em considerao a presso de inflao e rea de contato gerada, uma delas, bem como, a agricultura de preciso na produo de mapas com a variabilidade espacial da resistncia a penetrao. A chegada da mecanizao proporcionou o desenvolvimento da agricultura em larga escala. Neste contexto os campos cultivados passaram a ser entendidos como uniformes e a variabilidade foi esquecida. A agricultura de preciso resgata a importncia da variabilidade ambiental e prope tratos culturais que promovam melhor aproveitamento e conhecimento das caractersticas da rea (KLEIN, 2004). Segundo Guerra & Lanas (2006), a agricultura de preciso pode ser definida como sendo a integridade entre diversas tecnologias a fim de reduzir as perdas na produo agroflorestal, aumentar o retorno econmico no meio rural e reduzir os impactos ambientais. A agricultura de preciso engloba diferentes prticas. A adoo desta tcnica iniciada pelo conhecimento apurado e interpretao dos mapas georeferenciados, hoje a ferramenta mais utilizada. Ainda podem ser usadas fotografias areas, imagens de satlite, videografia, amostragem do solo por grade e respectiva condutividade eltrica para o conhecimento detalhado de toda rea estudada (MOLIN, 2002). Nesta tcnica todas as variaes ambientais e geogrficas so estudadas para a tomada de deciso das prticas de manejo necessrias. Neste caso, a rea dividida em talhes onde so determinadas as suas variabilidades (COELHO et al., 2003). Esta tecnologia tem se mostrado como promessa para uma revoluo da atual situao da utilizao de recursos energticos, permitindo a aplicao de insumos e manejos nos locais corretos e quantidades deferidas (CAPELLI, 1999 in MOLIN & MENEGATTI, 2003a).

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A resistncia a penetrao uma das formas mais freqentemente utilizadas para se determinar o nvel da compactao nos ambientes produtivos, comparando solos de mesmo tipo e teor de gua (LANAS, 1991 in NAGAOKA et al., 2003). A agricultura de preciso pode identificar esta resistncia de acordo com a variabilidade existente no ambiente. Dentre as mais variadas aplicaes pode-se dizer que, o conhecimento da resistncia a penetrao, utilizada para deteco de camadas compactadas, estudo da ao de ferramentas de mquinas no solo, preveno para o impedimento mecnico do desenvolvimento das razes das plantas, predio da fora de trao necessria para a realizao de trabalho, conhecimento do processo de ressecamento e umedecimento, entre outros (CUNHA et al., 2002). O conhecimento da resistncia a penetrao existente em cada talho promoveria a informao especfica das prticas de manejo utilizadas em cada rea. Desta forma garantiria menor impacto s propriedades fsicas dos solos aonde as prticas seriam desnecessrias e, ainda, uma economia de combustveis no caso da no recomendao do manejo destas (ACOSTA, 2007). Para a verificao da resistncia a penetrao so usados os penetrmetros de cone. Estes instrumentos de medida caracterizam a resistncia do solo a penetrao por um mtodo uniforme e padro (MOLIN & SILVA JNIOR, 2003b). A utilizao deste equipamento promove uma unidade chamada ndice de cone. A definio para esta unidade dada como sendo a fora necessria para cravar o penetrmetro no solo, que tem um cone circular de 30 graus na ponta. determinado que o incio da leitura seja feito no instante em que a base do cone for introduzida em velocidade constante de 30 mm/s. Esta unidade expressa em kPa ou kgf/cm2 (ASAE, 1999 in ACOSTA, 2007). Os mapas de ndice de cone, recentemente usados, tm se mostrado como uma ferramenta de grandioso valor para a visualizao das configuraes da resistncia dos solos a penetrao, especialmente ao preparo e ao trfego efetuado pelas mquinas agrcolas. Os valores gerados de resistncia a penetrao podem ser utilizados como parmetro para classificao dos solos quanto aos quesitos de habilidade de crescimento das plantas, resistncia do desenvolvimento das razes e emergncia das sementes (MOLIN & SILVA JNIOR, 2003b). O desenvolvimento da capacidade de se criar mapas com a variabilidade espacial de atributos dos solos, como o ndice de cone, tem tornado possvel de se fazer estimativas das caractersticas variveis. Desta forma possvel de se ter parmetros para verificar a

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viabilidade da plantio de algumas culturas e orientar estratgias para implantao das lavouras (MOLIN & SILVA JNIOR, 2003b). A utilizao destes mapas do ndice de cone, ou mapas de isocompactao, com interpretao associada com mapas de isoumidade e do tipo dos solos, pode ser extremamente til na tomada de deciso de prticas de mobilizao dos solos atravs do uso de equipamentos escarificadores e subsoladores (LANAS & SANTOS FILHO, 1998). As informaes geradas podem ser transcritas para mapas de aplicao localizada e operaes de mobilizao. O gerenciamento destas operaes pode ser realizado de forma manual ou automtica. A forma automtica conta com a utilizao de sensores equipando o trator para acionamento automtico do seu sistema hidrulico. Desta forma, as prticas relacionadas mobilizao dos solos deixam de ser realizadas indiscriminadamente sobre toda a rea agriculturvel, podendo gerar uma substancial economia na conduo das culturas (LANAS & SANTOS FILHO, 1998).

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MATERIAIS E MTODOS

O NEMPA um ncleo de pesquisa pertencente ao Departamento de Engenharia Rural, da Faculdade de Cincias Agronmicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Botucatu. As principais atividades desenvolvidas por este esto relacionadas ao ensaio de mquinas agrcolas, pneus, e anlises fsicas e dinmicas do solo para a produo de mapas georeferenciados com suas caractersticas. Para tanto, o NEMPA conta com instrumentos e aparelhos. Dentre eles destacam-se a UMEB (Unidade mvel de ensaio da barra de trao), UFEP (Unidade fixa de ensaio de pneus), UMEP (Unidade mvel para ensaio de pneus), UMAS (Unidade mvel de amostragem do solo), pistas de ensaio e laboratrios. Durante o perodo de estgio foram realizadas atividades de acompanhamento do ensaio de pneus agrcolas e recolhimento de dados para elaborao de mapas contendo a resistncia a penetrao do solo. Sendo que foram utilizadas apenas algumas das estruturas do ncleo. O trabalho de ensaio de pneus agrcolas foi realizado no NEMPA, enquanto que, o trabalho desenvolvido com objetivo do levantamento de dados para a elaborao de mapas com as informaes da resistncia a penetrao dos solos foi iniciado na usina de lcool Cerradinho, na cidade de Catanduvas, estado de So Paulo, utilizando-se da Unidade mvel de amostragem do solo do NEMPA, aonde foi terminado. Para melhor compreenso o trabalho foi subdividido em ensaio de pneus agrcolas e a utilizao da agricultura de preciso para determinao e elaborao de mapas contendo a variabilidade espacial da resistncia do solo penetrao. 6.1 ENSAIO DE PNEUS O ensaio de pneus foi realizado inteiramente no NEMPA, na UFEP -Unidade Fixa de Ensaio de Pneus. Para o seu desenvolvimento foram utilizados os equipamentos constituintes da UFEP, como o perfilmetro eletrnico a laser, penetrmetro eletrnico, tanque de solo, alm de pneus para trator da marca Maggion, modelos FRONTIERA 2 R1 14.9-24 e 12.4-24. 6.1.1 A prensagem dos pneus O trabalho foi realizado primeiramente utilizando-se a UFEP - Unidade Fixa de Ensaio de Pneus (Figura 1). Os pneus foram montados e, posteriormente, alocados neste

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equipamento que contm uma prensa hidrulica. Esta prensa simula foras controladas por uma clula de carga, como se os pneus estivessem montados no trator, sofrendo as mesmas cargas contra um tanque de solo com dimenses de 1,5 X 1,0 X 0,5 m e volume de 741 dm3, sendo este preenchido por um Latossolo vermelho, com teor de gua de 11%.

Figura 1: UFEP (Unidade fixa de ensaio de pneus).

O pneu foi prensado com cargas graduais e diferentes presses de inflao. As cargas e a presso de inflao aplicadas no pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24, podem ser observadas na Tabela 1.Tabela 1: Presso de inflao e cargas aplicadas no pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24. Condies/Pneu Presso de inflao (psi) Carga aplicada (Kgf) 15 500 FRONTIERA 2 R1 14.9-24 20 1000 22 1500 25 2000 30 2500

As cargas e presso de inflao utilizadas no ensaio do pneu FONTIERA 2 R1 12.4-24 podem ser observadas na Tabela 2.Tabela 2: Presso de inflao e cargas aplicadas no pneu FRONTIERA 2 R1 1249-24. Condies/Pneu Presso de inflao (psi) Carga aplicada (Kgf) 15 250 20 500 FRONTIERA 2 R1 12.4-24 25 750 30 1000 1250 1500

6.1.2 O levantamento de dados no tanque de solos Nesta etapa foi realizado o levantamento de dados no tanque de solo, onde foram retiradas amostras da resistncia mecnica a penetrao (ndice do cone) do tanque de solo,

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fotos e medidas para determinao da rea de contato, e a rea e volume (recalque do pneu no solo) com a utilizao do perfilmetro a laser (Figura 2).

Figura 2 Penetrmetro eletrnico e perfilmetro a laser na UFEP.

6.1.2.1 A determinao da rea de contato Para a determinao da rea de contato foram utilizados trs mtodos distintos. Sendo eles o mtodo da super elipse, da foto digital e o do perfilmetro eletrnico laser. O mtodo da super elipse o mtodo mais comumente utilizado. Para a sua determinao foram medidas as diagonais maiores e menores utilizando-se uma escala graduada (Figura 3). Aps esta etapa foram realizados os clculos atravs da equao: AC = 0,78. Dm . L, sendo que: AC: rea de Contato; Dm: Diagonal maior; L: Diagonal menor.

Figura 3: Determinao da rea de contato atravs do mtodo da super elipse. Diagonal menor e, na seqncia, diagonal maior.

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No mtodo da foto digital foi tirada uma foto da rea de contato do pneu com o solo ajustados em um quadro de madeira (Figura 4). Aps retirada, esta foto foi processada no software AUTOCAD e, posteriormente, ajustada a situao real utilizando-se da equao abaixo, proposta por MAZETTO e LANAS (2000):Arp = Arq Aqf A pf

,

sendo que: Arp - rea real do pneu (cm2); Arq - rea real do quadro de madeira (cm2); Aqf - rea do quadro na foto, tambm obtida atravs do AUTOCAD (cm2); Apf - rea do pneu na foto obtida atravs do AUTOCAD (cm2).

Figura 4: Foto da rea de contato e quadro de madeira

O terceiro mtodo realizado com a utilizao do perfilmetro eletrnico laser. Este aparelho trabalha perpendicularmente a superfcie do solo fazendo uma varredura da situao do solo. A distncia do solo com o sensor proporciona a construo do perfil digital do solo (Figura 5).

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Figura 5: Sensor laser fazendo uma varredura em uma superfcie.

A realizao deste trabalho permite o conhecimento da rea, com auxlio da geoestatstica, e do volume do contato do pneu com o solo. Para isso foi utilizado um sensor laser de fabricao alem da empresa Leuze Eletronics, modelo ODS 96M/V 5070 421. O perfilmetro eletrnico a laser faz varreduras ao longo do eixo X, sendo que, ocorre uma movimentao no eixo Y assim que acaba o processo de coleta de dados no eixo X. Esta maneira permite que se tenha uma malha quadrada de coleta de dados de 5 centmetros, proporcionando mapas de recalque confiveis e eficientes (Figura 6).

Figura 6: Modo de varredura do perfilmetro eletrnico a laser.

Os dados gerados foram armazenados em um microcomputador, e submetidos a processamento no software Surfer 8.0.

25

6.1.2.2 A resistncia penetrao no tanque de solo Para a determinao do nvel da compactao gerado no tanque foi-se utilizado um penetrmetro eletrnico instalado na Unidade Fixa de Ensaio de Pneus (UFEP). O penetrmetro foi utilizado para determinar o ndice de cone do solo no tanque. Foram feitas seis amostragens na rea central de contado do pneu com o solo transversalmente e longitudinalmente. Foi ainda retirada amostra testemunha fora da rea marcada pelo pneu. Os dados gerados pelo penetrmetro contaram com auxlio de uma clula de cargas, para determinar a fora necessria a penetrao, e um potencimetro, para determinar as profundidades conforme a haste ia se alocando no solo. A fora necessria para a movimentao deste conjunto foi gerada por um pequeno motor eltrico (Figura 7). Os dados gerados por este por clula de carga e potencimetro foram armazenados no Micrologger, que uma unidade de registro porttil e autnoma, do modelo CR23X da marca Campbell Scientific.

Figura 7: Penetrmetro eletrnico e seus componentes.

6.2 A AGRICULTURA DE COMPACTAO DOS SOLOS

PRECISO

PARA

DETERMINAO

DA

Para a determinao do nvel da compactao dos solos foi utilizada a Unidade Mvel de amostragem dos solos (UMAS), tracionada por trator com engate na barra de trao e sistema hidrulico para acionamento dos equipamentos da mesma.

26

A UMAS uma carreta fechada, dotada de um penetrmetro hidrulico eletrnico, para determinao da resistncia mecnica a penetrao, e amostrador hidrulico mecnico de amostras indeformadas do solo, para conhecimento de parmetros e propriedade dos solos.

Figura 8: UMAS sendo tracionada por um trator.

Esta unidade conta tambm com um sistema de posicionamento (Receptor AgGPS 132 Trimble), com sinal de correo DGPS (Omnistar) o que possibilita o georreferenciamento das amostras retiradas de resistncia mecnica a penetrao e indeformadas do solo (Figura 9).

Figura 9: Esquema do sistema de posicionamento utilizado na UMAS.

O sistema de posicionamento ainda auxilia na coleta de dados no campo. Esta coleta pode ser realizada de forma aleatria, no sentido da curva de nvel ou em malhas quadradas. Para otimizar este processo foi instalada no painel do trator a barra visual ou barra de luzes. Uma prvia programao do DGPS indica o caminhamento longitudinal do trator e equipamento, e um sensor de roda instalado na UMAS, fornece os pulsos e distncia

27

percorrida entre pontos. O sensor gera um acionando sonoro informando ao operador que pare o trator e equipamento para nova coleta de dados. Desta forma possvel parar nas distncias longitudinais e transversais previamente previstas, promovendo a criao de uma malha quadrada de amostras. A criao da malha de forma coerente auxilia no estudo espacial da varivel em questo. A malha utilizada na Usina Cerradinho foi de 50 por 50 metros, sendo coletados os dados em 8 reas distintas com 3 diferentes manejos culturais, de solo preparado, com e sem crotalria. O posicionamento correto no campo foi determinado pela utilizao do computador de mo iPaq (Compaq 3700), com o programa SST FieldRover II (SST Development Group, Inc.) conectado ao GPS. Neste trabalho foram realizados trabalhos somente com o penetrmetro hidrulico eletrnico desta unidade para produo de mapas com a resistncia mecnica a penetrao de reas produtivas da Usina Cerradinho. O penetrmetro hidrulico eletrnico foi desenvolvido pelo NEMPA. Este acionado por um pisto e vlvulas hidrulicas. Para o sistema de coleta eletrnica de dados este equipamento contm, quando em funcionamento, um Micrologger, modelo CR23X da marca Campbell Scientific (Figura 10).

Figura 10: Penetrmetro hidrulico eletrnico e Micrologger na UMAS.

O Micrologger permite que os dados do posicionamento dos pontos amostrados (latitude, longitude a altitude), de fora e os correspondentes a sua profundidade fiquem armazenados. Para determinao das foras necessrias a penetrao utilizada uma clula de carga com capacidade de 5000N conectada a haste de penetrao construda obedecendo as caractersticas estruturais e operacionais definida pela norma da ASAE S313.2. Os dados correspondentes a profundidade da fora realizada so captados por um sensor de profundidade do tipo potencimetro linear.

28

Depois da recolha e armazenamento dos dados, a sua transferncia, do Micrologger para um computador, com auxlio de programas especficos, pode proporcionar a criao de grficos de resistncia mecnica a penetrao e mapas de isocompactao, como os apresentados nos resultados. O processamento de dados no campo foi realizado com programas de linguagem Clipper com finalidade de selecionar os dados de interesse, os grficos foram gerados com auxilio do programa Exel e a criao dos mapas no Surfer 8.0.

29

7

RESULTADOS E DISCUSSO

7.1

ENSAIO DE PNEUS Os resultados do levantamento realizado no tanque de solos, determinando a

deformao sofrida pelo pneu nas variadas cargas e presso de inflao, a rea de contato do pneu com o solo e o volume deslocado de solo sero apresentados abaixo. A rea de contato foi determinada por trs mtodos, o terico, da foto digital e utilizando o perfilmetro eletrnico a laser. O perfilmetro eletrnico a laser foi tambm usado para se determinar o volume de solo deslocado ocasionado pelo contato do pneu, somente quando se determinou as cargas e presso idias para trabalho destes. Para a determinao da rea de contato atravs do mtodo da foto digital, foram fotografadas todas as condies de presso de inflao testadas. Para facilitar o entendimento esto apresentadas na Figura 11 as diferentes cargas aplicadas (500, 1000, 1500, 2000 e 2500 kgf), porm somente com uma presso de inflao (22 psi) para o pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24. Na Figura 12 esto ilustradas as diferentes cargas aplicadas (250, 500, 750, 1000, 1250 e 1500 kgf) na presso de inflao de 20 psi para o pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24. A apresentao de somente uma presso de inflao sugere que esta seja a recomendada para a utilizao em diversas condies de trabalho para o pneu testado. Assim, pode-se notar as diferentes deformaes e reas de contato causadas de acordo com a variao da carga aplicado sobre os rodados com a utilizao da Unidade fixa de ensaio de pneus.

30

Figura 11: Fotos tiradas para clculo da rea de contato do pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24 nas condies de presso de inflao de 22 psi e 500, 1000, 1500, 2000 e 2 2500 kgf de carga aplicada.

31

Figura 12: Fotos tiradas para clculo da rea de contato do pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24 nas condies de presso de inflao de 20 psi e 250, 500, 750, 1000, 1250 e 1500 kgf de carga aplicada.

A utilizao do perfilmetro eletrnico a laser e posterior processamento no programa Surfer 8.0 proporcionou o conhecimento da rea de contato e do volume deslocado das condies de 22 psi de presso de inflao e carga aplicada de 2000 kgf para o pneu

32

FRONTIERA 2 R1 14.9-24 (Figura 13) e 20 psi de presso de inflao e carga aplicada de 1250 kgf para o pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24 (Figura 14).

Figura 13: Mapas da rea de contato e volume ocupado do pneu no solo do pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24.

Figura 14: Mapas da rea de contato e volume ocupado do pneu no solo do pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24.

A determinao da utilizao correta da presso de inflao de acordo com a carga aplicada pode interferir na manuteno de algumas caractersticas dos solos. Esta deciso tomada considerando-se a melhor capacidade de trabalho, avaliando a rea de contato, de acordo com a compactao gerada. Os resultados obtidos aps processamento dos dados obtidos com o pneu Maggion FRONTIERA 2 R1 14.9-24 esto apresentados na Tabela 3, e, os resultados obtidos com o pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24 esto apresentados na Tabela 4.

33

Tabela 3: Resultados obtidos no tanque do solo para o pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24. CARGAS 500 kgf PARMETROS Deformao (mm) AC Terica (m ) AC Laser (m2) AC Foto (m ) Volume desl. (m3) 1.000 kgf Deformao (mm) AC Terica (m2) AC Laser (m ) AC Foto (m2) Volume desl. (m3) 1.500 kgf Deformao (mm) AC Terica (m2) AC Laser (m ) AC Foto (m2) Volume desl. (m ) 2.000 kgf Deformao (mm) AC Terica (m ) AC Laser (m ) AC Foto (m2) Volume desl. (m ) 2.500 kgf Deformao (mm) AC Terica (m ) AC Laser (m2) AC Foto (m ) Volume desl. (m )3 2 2 3 2 2 3 2 2 2 2

15 psi 56,0 0,1195 127,0 0,1774 0,2088 138,0 0,2188 0,2189 160,0 0,2409 0,2486 182,0 0,2719 0,2578 -

20 psi 75,0 0,1289 134,0 0,2116 0,2132 160,0 0,2327 0,2286 180,0 0,2540 0,2517 209,0 0,2827 0,2582 -

22 psi 63,0 0,1383 0,1279 107,0 0,1828 0,1688 142,0 0,2291 0,2205 174,0 0,2549 0,2685 0,2489 0,1336 192,0 0,2741 0,2575 -

25 psi 74,0 0,1494 0,1456 117,0 0,1958 0.2033 153,0 0,2306 0,2291 179,0 0,2566 0,2459 197,0 0,2694 0,2664 -

30 psi 65,0 0,1459 0,1340 111,0 0,1915 0,1889 129,0 0,2336 0,2376 179,0 0,2548 0,2589 195,0 0,2675 0,2648 -

34

Tabela 4: Resultados obtidos no tanque do solo para o pneu FRONTIERA 2 R1 12.4-24. CARGAS 250 kgf PARMETROS Deformao (mm) AC Terica (m ) AC Laser (m2) AC Foto (m ) Volume desl. (m3) 500 kgf Deformao (mm) AC Terica (m2) AC Laser (m ) AC Foto (m2) Volume desl. (m3) 750 kgf Deformao (mm) AC Terica (m2) AC Laser (m ) AC Foto (m2) Volume desl. (m ) 1.000 kgf Deformao (mm) AC Terica (m ) AC Laser (m ) AC Foto (m2) Volume desl. (m ) 1250 kgf Deformao (mm) AC Terica (m ) AC Laser (m2) AC Foto (m ) Volume desl. (m ) 1.500 kgf Deformao (mm) AC Terica (m ) AC Laser (m2) AC Foto (m ) Volume desl. (m3)2 2 3 2 2 3 2 2 3 2 2 2 2

15 psi 42,0 0,0982 0,0937 66,0 0,1169 0,1168 90,0 0,1503 0,1425 115,0 0,1727 0,1779 133,0 0,1873 0,1898 155,0 0,2087 0,2040 -

20 psi 44,0 0,1017 0,1019 62,0 0,1155 0,1131 75,0 0,1321 0,1275 102,0 0,1622 0,1479 125,0 0,1822 0,1961 0,1769 0,0980 141,0 0,1883 0,1820 -

25 psi 37,0 0,0822 0,0681 67,0 0,1247 0,1262 94,0 0,1480 0,1429 127,0 0,1774 0,1816 146,0 0,1879 0,1902 166,0 0,2100 0,2148 -

30 psi 25,0 0,0738 0,0517 52,0 0,1029 0,1018 86,0 0,1446 0,1331 108,0 0,1587 0,1492 126,0 0,1753 0,1700 141,0 0,1909 0,1910 -

O ponto de mxima compactao tambm foi constatado (Figura 15). A considerao deste aspecto informa a o nvel da compactao gerado pelo pneu quando aplicada carga de 3000 kgf e presso de inflao de 30 psi para o pneu 14.9-24 e 3000 kgf e presso de inflao de 35 psi para o pneu 12.4-24. Desta forma possvel se constatar o nvel de compactao mxima gerada pelo pneu, sobre que carga e referente profundidade.

35

Para a construo do grfico foram retiradas amostras testemunhas, aonde no ocorreu contato do pneu com o solo, amostras no transecto da largura e transecto do comprimento da marca do pneu no tanque de solos. As amostras testemunhas geraram pouca compactao e, por isso, so apresentadas nos grficos como sem compactao. Alm do ponto de compactao foram feitos os testes referentes constatao do ndice de cone no tanque de solos. A construo dos perfis com o ndice de cone dos solos pode ser observada na Figura 15.

Figura 15: Ponto de mxima compactao dos solos com pneu FRONTIERA 2 R1 14.9-24.

Os perfis, em seqncia, mostram o ndice do cone (Mpa) das amostras testemunhas retiradas do solo aonde no houve contato do pneu, uma viso lateral e outra frontal. possvel constatar de maneira clara a resistncia a penetrao gerada pelos rodados dos pneus no solo (Figura 16). Como os testes so feitos de forma esttica possvel observar o desenho do pneu analisando-se os perfis elaborados com o ndice de cone. As amostras utilizadas para se fazer o grfico do ponto me mxima compactao e do ndice de cone dos solos foram os mesmos. O nvel de compactao gerado foi maior para o pneu 14.9-24, o que era esperado, j que, as suas dimenses de construo tambm so maiores.

36

Figura 16: ndice de cone para os pneus FRONTIERA 2 R1 14.9-24 e 12.4-24.

7.2 A AGRICULTURA DE COMPACTAO DOS SOLOS

PRECISO

PARA

DETERMINAO

DA

Os dados foram coletados em 8 distintas reas. As reas apresentavam trs diferentes manejos culturais, sendo a rea 1 com solo preparado, reas 2; 4; 6 e 8 de preparo com a presena da crotalria e reas 3; 5 e 7 sem a presena da crotalria. Observa-se na Figura 17, uma grande variabilidade dos valores coletados para a determinao de ndice de Cone. Os valores encontrados representaram uma significativa compactao dos solos em todas as reas. Os maiores valores mdios de ndice de Cone mximo encontrados, para a camada de 0 a 450 mm de profundidade, foram nas reas 2; 5 e 6, chegando a ultrapassar os valores de 10.000 kPa. As reas 3 e 4 obtiveram valores entre 8.000 a 9.500 kPa e as reas 1; 7 e 8 com valores entre 6.000 a 7.500 kPa (Figura 17).

37

IC mximo das reas 14000,0 12000,0 IC mx (kPa) 10000,0 8000,0 6000,0 4000,0 2000,0 0,0 1 externa 1 interna 2 3 reas 4 5 6 7 8

Figura 17: Mdia dos valores de ndice de cone mximo das reas na camada de 0 a 450 mm.

Os valores mdios da resistncia a penetrao encontrados nas reas da Usina Cerradinho indicaram alta compactao dos solos (Figura 18). possvel observar valores prximos a 3.000 kPa aos 100 mm de profundidade, o que indica uma alta compactao superficial dos solos. A rea mais compactada estava na profundidade de 300 a 400 mm.

Resistncia penetrao no soloPresso (kPa)0 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500rea 1 rea 2 rea 3 rea 4 rea 5 rea 6 rea 7 rea 8

3000

6000

9000

12000

Figura 18: Resistncia a penetrao no solo mdia das reas da Usina Cerradinho.

Profundidade (mm)

38

O conhecimento da profundidade da camada mais compactada, bem como a variabilidade espacial destes valores so reunidos nos mapas da resistncia a penetrao dos solos. Estes mapas no foram feitos para a Usina Cerradinho. Os resultados encontrados nas reas da usina apresentaram pouca variabilidade em relao compactao dos solos. Esta caracterstica implicou na recomendao do revolvimento dos solos em toda a rea e no de forma varivel, como proporciona a agricultura de preciso. Para efeito de ilustrao alguns mapas so apresentados abaixo (Figura 19). So representadas profundidades de 0 a 100 mm, 100 a 200 mm e 200 a 300 mm. Nesta rea possvel observar pouca compactao para o primeiro mapa, na camada de 0 a 100 mm. Nas reas de profundidade crescente, 100 a 200 mm e 200 a 300 mm, possvel observar coerncia nos valores de resistncia a penetrao, sendo eles maiores e sobrepostos, caracterizando as reas em que as prticas mecanizadas realizadas anteriormente no descompactaram as camadas mais profundas dos solos. Para este caso possvel recomendar prticas para combater a compactao de forma varivel, de acordo com a localizao e nvel de compactao.

IC 0-100mm

IC 100-200mm

IC 200-300mm

7475700

7475700

7475700

10 7475650 7475650 7475650 8

7475600

7475600

6 7475600 4

7475550

7475550

7475550

2

IC (Mpa)7475500 7475500 7475500 763950 764000 763950 764000 763950 764000

0

Figura 19: Mapas do ndice de cone encontrado nas reas de acordo com a profundidade.

39

8

CONSIDERAES FINAIS

A realizao de atividades como o ensaio de pneus agrcolas tem se mostrado uma tima iniciativa para a otimizao de processos produtivos que dependem da locomoo por rodados pneumticos. O conhecimento detalhado das principais caractersticas de trabalho destes pneus proporciona, de forma segura, a recomendao mais adequada para o seu funcionamento de maneira harmnica com o ambiente. Desta forma possvel obter melhores resultados das operaes mecanizadas, maior rendimento das mquinas, economia de combustveis, elevao da vida til do pneu e uma menor agresso s caractersticas fsicas dos solos transitveis. A utilizao dos conceitos da agricultura de preciso com Unidade Mvel de Amostragem dos Solos (UMAS) tambm tem se mostrado uma tima alternativa para o conhecimento especial e especfico das caractersticas de cada talho. A UMAS proporcionou, alm da coleta de amostragem de solo com a localizao geogrfica, a obteno da resistncia mecnica a penetrao. O levantamento destes dados possibilita a confeco de mapas com a variabilidade espacial do nvel de ndice de cone dos ambientes estudados. Estes mapas podem gerar uma substancial economia na conduo das culturas, sendo que, possvel fazer recomendaes proporcionais as variveis encontradas, ou seja, as praticas mecanizadas so realizadas somente quando for de real necessidade. O ensaio de pneus e os mapas de ndice de cone dos solos so ferramentas auxiliares nos processos produtivas cada vez mais necessrias. A sua utilizao vm contribuindo de forma imponente os processos que garantem a estabilidade de atributos to requisitados em solos com boas produtividades, com baixos nveis de compactao. A continuidade do estudo e desenvolvimento de novas tcnicas baseadas nesta tica de grande importncia para garantir a estabilidade e competitividade da agricultura brasileira, j consagrada como uma potncia agrcola mundial.

40

9

RFERNCIAS

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