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Ensemble ... Quarteto de cordas em fá menor, op. 80 IV. Allegro assai V. Allegro assai VI. Adagio VII. Finale: Allegro molto E. CARRAPATOSO (1962-) In Illo Tempore – estreia absoluta

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    Desde há uma década que a Temporada Darcos tem vindo a apresentar o que de melhor se faz em Portugal no âmbito da música clássica, convidando não só aclamados solistas e orquestras nacionais e internacionais, mas também desenvolvendo um trabalho notável com o Ensemble Darcos, grupo de câmara que se tornou uma referência no panorama musical português. A edição de 2017 é, por isso, uma edição de celebração e de homenagem à dedicação e persistência de todos aqueles que tornaram estes dez anos possíveis. Na senda da internacionalização, o destaque absoluto vai para a participação da Mahler Chamber Orchestra, uma das melhores orquestras do mundo, que em novembro apresentará um programa clássico com duas sinfonias célebres de Haydn e Mozart, a no 101, “Relógio”, e a no 40, respetivamente, a par da obra Concerto Vedras, de Côrte-Real. A Orquesta de Extremadura, sediada em Badajoz, oferecerá o concerto inaugural da Temporada, em janeiro, com a interpretação do sublime Duplo Concerto para violino, violoncelo e orquestra de Brahms, juntamente com obras de Falla e Mozart, e ainda uma surpresa insólita... Sempre em busca de novos caminhos e cruzamentos singulares, destaque-se também, nesta décima edição, o convite ao escritor José Luís Peixoto para escrever uma mão cheia de versos para a música original de Nuno Côrte-Real, que será interpretada pela rainha do jazz português, Maria João, acompanhada pelo Ensemble Darcos. Por último, de sublinhar a homenagem ao Cante, num projeto que contará com o Coro Ricercare. Como tem vindo a acontecer nas últimas edições, a Temporada Darcos marcará presença nas cidades de Torres Vedras e Lisboa, beneficiando das parcerias entre a Câmara Municipal de Torres Vedras, o Centro Cultural de Belém e a Direção Geral das Artes / Ministério da Cultura. É com muita alegria e orgulho que celebramos em 2017 dez anos de música clássica na Região Oeste e em Lisboa, dez anos a apostar na música portuguesa e a colocar sempre a cultura ao serviço da comunidade.

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    25 MA RÇO — 1 6 :00 HOTEL GOLF MAR , PORTO NOVO VÁRIAS SALAS

    25 MA RÇO — 2 1 :30 HOTEL GOLF MAR , PORTO NOVO SALA OCEANO

    p 13

    p 15

    08 JANE IRO — 1 7 :00 CENTRO CULTURAL DE BELÉM, L ISBOA

    07 JANE IRO — 2 1 :30 TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS

    p 11

    O R Q U E S T A D E E X T R E M A D U R A

    W O R K S H O P M U S I C A L P A R A M I Ú D O S E G R A Ú D O S

    C O N C E R T O À B E I R A M A R

    O R Q U E S T R A A C A D É M I C A M E T R O P O L I T A N A C O N C E R T O C O M E N TA D O PA R A FA M Í L I A S E E S C O L A S

    21 MAIO — 1 7 :00 TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS

    04 JUNHO — 2 1 :00 CENTRO CULTURAL DE BELÉM, L ISBOA

    02 JUNHO — 2 1 :30 TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS

    30 SETEMBRO — 2 1 :30 TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS

    29 NOVEMBRO — 2 1 :00 CENTRO CULTURAL DE BELÉM, L ISBOA

    28 NOVEMBRO — 2 1 :30 TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS

    p 17

    p 19

    p 21

    p 23

    M A R I A J O Ã O , JOSÉ LUÍS PEIXOTO, NUNO CÔRTE-REAL C O N C E R T O D E A N I V E R S Á R I O 1 0 A N O S

    C A N T E

    M A H L E R C H A M B E R O R C H E S T R A

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    «A CULTURA LEVA-NOS À REFLEXIVIDADE, AO ENCONTRO DA PALAVRA QUE NÃO TEMOS, À IMAGEM QUE NOS FALTA»

    JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA

    Em 2017 assinala-se a décima edição da Temporada Darcos. Dando corpo a uma intenção celebrativa, o programa que se anuncia expressa firmemente os valores de um projeto que se tem vindo a sedimentar, granjeando, no presente, reconhecidas solidez e distintividade.

    Inscrevendo a divulgação como gesto, a Temporada Darcos tem inegavelmente contribuído, ao longo dos anos, para vivificar um património artístico e cultural universal, junto de uma crescente e polimórfica audiência, criando lastro. O estímulo à criação contemporânea consubstancia, igualmente, premissa deste projeto na procura de afinidades eletivas entre diferentes territórios e linguagens e na busca de novos imaginários, novas poéticas, novas paisagens artísticas. Reconhecendo a profunda e imemorial relação entre música e literatura, nesta edição avulta, como ponto alto, a criação original que convoca José Luís Peixoto e Nuno Côrte-Real e, numa homenagem à voz humana, Maria João.

    Fortemente comprometida com as comunidades em que se encontra ancorada e com as quais estabelece uma relação estreita e cúmplice, a Temporada Darcos transporta uma ambição assumidamente cosmopolita, promotora de encontros, descobertas, miscigenações, revelações, abertura a novas possibilidades, urdindo uma cada vez mais extensa teia rizomática de cumplicidades artísticas, institucionais e territoriais. Nessa demanda, assumindo convictamente a internacionalização como horizonte, afirma o papel das Artes e da Cultura enquanto veículos de aproximação e cruzamento entre diferentes universos estéticos, tempos, espaços e cidadãos de múltiplas proveniências, dirimindo distâncias e reforçando sentimentos de pertença que suplantam fronteiras.

    No ano em que se assinala uma década de existência da Temporada Darcos, formulamos votos para que as propostas ínsitas no seu programa convidem todos e todas ao encontro, à descoberta, ao espanto.

    A N A U M B E L I N O V E R E A D O R A D A C U LT U R A D A C Â M A R A M U N I C I P A L D E T O R R E S V E D R A S

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    N U N O C Ô R T E - R E A L D I R E T O R A R T Í S T I C O

    A música faz-se com os músicos. Artesãos mágicos das ondas sentimentais das nossas almas, eles são os verdadeiros protagonistas, e a quem devemos estar mais agradecidos. 10 anos de amizade, trabalho árduo e muita dedicação, de intenso intercâmbio cultural com músicos, artistas e grupos de vários cantos do mundo, são vastas as memórias que todos eles deixaram na Temporada Darcos.

    A minha gratidão vai para todos, sem exceção, com muito carinho e o máximo respeito por tudo o que cá deixaram. Sementes para um esplendoroso futuro. Eles são: Helder Marques, Reyes Gallardo, Filipe Quaresma, Gaël Rassaert, Paula Carneiro, Ana Madalena Ribeiro, Pedro Wallenstein, Nuno Inácio, David Costa, Fausto Corneo, Massimo Spadano, Johannes Lörstad, Junko Naito, David van Dijk, Giulio Plotino, José Pereira, Raquel Cravino, Giulio Rovighi, Emanuel Salvador, Gabor Szabo, Phillippa Mo, Xuan Du, George Hlawizcka, Laura Saucedo Rubio, Mats Lidström, Paulo Gaio Lima, Nuno Abreu, Teresa Valente Pereira, Guillaume Grosbard, Ana Bela Chaves, Irma Skenderi, Raquel Massadas, Jadenir Lacorte, Ceciliu Isfan, Miquel Bernat, Elizabeth Davis, Katharine Rawdon, Risto Vuolanne, Duncan Fox, Lídio Correia, Sandro Andrade, Marcos Magalhães, Coral Tinoco, Andreia Marques, Júlio Guerreiro, Bruno Hiron, Gilbert Farràs, Sérgio Charrinho, Paulo Carmo, Ettiene Lamaison, Nuno Pinto, Nuno Silva, Luís Gomes, André Conde, Reinaldo Guerreiro, Elmano Pereira, Nuno Sá, Roberto Erculiani, Franz-Jurgen Dorsam, Ercole de Conca, Artur Pizarro, António Rosado, Filipe Pinto-Ribeiro, João Paulo Santos, Adriano Jordão, Joana Gama, Elsa Silva, Mariana Godinho, Nicola Ulivieri, Ana Quintans, Luís Rodrigues, Eduarda Melo, Dora Rodrigues, Job Tomé, Maria Luísa Freitas, Mário João Alves, Elsa Cortez, Lara Martins, Armando Possante, Sónia Alcobaça, Rui Baeta, João Rodrigues, Jorge Martins, Inês Simões, Patrícia Quinta, André Henriques, Inês Madeira, Paulina Sá Machado, Jean-Marc Burfin, Paulo Lourenço, Nicolay Lalov, Pedro Teixeira, Jorge Alves, Filomena Calado, Susana Duarte, Orquesta Ciudad de Granada, Real Filharmonia de Galicia, Orquestra I Maestri, Camerata du Rhône, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Norte, Orquestra do Algarve, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orchestrutopica, Orquestra Académica Metropolitana, Yogistragong Gamelão Indonésio, ILÚ Dança Contemporânea, Coro de Câmara Lisboa Cantat, Coro Sinfónico Lisboa Cantat, Coro Ricercare, Coro Odisseia, Coro Piaget, Coro da Escola Superior de Música de Lisboa, Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues, Escola Secundária Henriques Nogueira, ESCO, António Victorino D’Almeida, António Pinho Vargas, Rui Vieira Nery, Alexandre Delgado, Eurico Carrapatoso, Sérgio Azevedo, José Eduardo Rocha, Carlos Azevedo, Daniel Davis, Sara Ross, João Ceitil, Diogo da Costa Ferreira, Afonso Miranda, André Cunha Leal, João Grosso, Maria Emília Correia, Paulo Matos, Jorge Sequerra, Madalena Wallenstein, João Garcia Miguel, Gonçalo Lobato, Marta Lobato, Luís Ferreira, Carlos Gonçalves, André Godinho, Olga Neves, Rui Gato, Margarida Moura Guedes, Ricardo Viana e Ricardo Espírito Santo.

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    Neste concerto inaugural dos 10 ANOS da Temporada Darcos, a Orquesta de

    Extremadura, sediada em Badajoz e grande impulsionadora cultural da região

    estremenha espanhola, interpretará o Duplo Concerto de J. Brahms, com os solistas

    Johannes Lorstad, no violino, e Filipe Quaresma, no violoncelo. Escrita para dois

    grandes virtuosos da época, o violinista Joachim e o violoncelista Haussmann,

    esta obra, a última composta por Brahms no género concertante, foi estreada em

    Colónia no ano de 1887 sob a batuta do compositor. Revisitados serão também

    os compositores W. A. Mozart, com a Abertura da ópera Don Giovanni, e M. Falla,

    com a célebre “Dan