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  • ESFERA PBLICA E CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORNEO

    Eduardo Martins de Lima Maria Tereza Fonseca Dias Filomeno Moraes [Orgs.]

    v. 3

    coleo INSTITUIES SOCIAIS, DIREITO E DEMOCRACIAMaria Tereza Dias [coord.]

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    3

    ISBN 978-85-8425-477-4

    Captulo 1

    A comisso nacional da verdade luz do 2 Princpio de Chicago

    Carlos Eduardo Adriano Japiassu

    Simone Alvarez Lima

    Captulo 2

    A constitucionalizao dos direitos fundamentais e sociais trabalhistas e a (in)efetividade das normas constitucionais de proteo ao pleno emprego em face da terceirizao

    Maria Aparecida Alkimim

    Captulo 3

    Compreenso e refundao da jurisdio: caminhos para a construo do Estado Democrtico de Direito

    Lucas Augusto da Silva Zolet

    Captulo 4

    Estado, direitos fundamentais e relaes privadas: pressupostos mnimos de atuao estatal no cenrio brasileiro atual

    Igor Coelho Antunes Ribeiro

    Captulo 5

    O acesso justia dos povos indgenas e o necessrio dilogo com o novo constitucioanalismo latino-americano

    Luciano Moura Maciel

    Captulo 6

    O tribunal de justia da Unio Europeia

    Brbara Natlia Lages Lobo

    A Editora DPlcido traz a lume a co-leo Instituies sociais, direito e democracia, homnima a rea de concentrao do Programa de Mes-trado em Direito da Universidade Fu-mec. A temtica das obras tem como fio condutor a discusso de inquieta-es e problemas referentes s inter-faces que os sistemas legais produzem em estruturas sociais (tais como go-vernos, famlia, linguagens humanas, universidades, hospitais, empresas, entre outras) no ambiente democr-tico contemporneo. As instituies sociais - consideradas neste contexto como padres estveis e relativamente organizados de atividades humanas precisam fazer face a esses problemas fundamentais, para produzir fontes de vida sustentveis e reproduzir indivdu-os e estruturas societais viveis dentro de um dado ambiente.

    Maria Tereza Fonseca Dias Coordenadora

    editora

  • ESFERA PBLICA E CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORNEO

  • ESFERA PBLICA E CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORNEO

    Eduardo Martins de Lima Maria Tereza Fonseca Dias Filomeno Moraes [Orgs.]

    coleo INSTITUIES SOCIAIS, DIREITO E DEMOCRACIAMaria Tereza Fonseca Dias [coord.]

    v. 3

    editora

  • Copyright 2016, D Plcido Editora.Copyright 2016, Os autores.

    Editor ChefePlcido Arraes

    Produtor EditorialTales Leon de Marco

    Capa Tales Leon de Marco(Sob imagem de Paul Czanne [La Seine Bercy - Detalhe] licenciado pelo Wikicommons)

    DiagramaoLetcia Robini de Souza

    COLEO INSTITUIES SOCIAIS, DIREITO E DEMOCRACIA CoordenaoMaria Tereza Fonseca Dias

    Reviso e ColaboraonCleo de Pesquisa do Mestrado eM direito da FuMeCMs. Gustavo Matos de Figueira Fernandes (Coordenador)Ms. Renato Horta Rezende (Membro)Tamer Fakhoury Filho (Membro)Laura Campolina Monti (Membro)

    Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, por quaisquer meios, sem a autorizao prvia da DPlcido Editora.

    Catalogao na Publicao (CIP)Ficha catalogrfica

    ESFERA PBLICA E CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORNEO. Eduardo Martins de Lima; Maria Tereza Fonseca Dias; Filomeno Moraes [Orgs.]. Coleo Instituies Sociais, Direito e Democracia -- vol. 3 -- Coord.: Maria Tereza Fonseca Dias -- Belo Horizonte: Editora DPlcido, 2016.

    BibliografiaISBN: 978-85-8425-477-4

    1. Direito . 2. ColeoI. Ttulo. II. Direito

    CDU343 CDD340

    Editora DPlcidoAv. Brasil, 1843 , Savassi

    Belo Horizonte - MGTel.: 3261 2801CEP 30140-007

    editora

  • SUMRIO

    Apresentao 7

    Captulo 1 11

    A COMISSO NACIONAL DA VERDADE LUZ DO 2 PRINCPIO DE CHICAGOCarlos Eduardo Adriano JapiassuSimone Alvarez Lima

    Captulo 2 41

    A CONSTITUCIONALIZAO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E SOCIAIS TRABALHISTAS E A (IN)EFETIVIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS DE PROTEO AO PLENO EMPREGO EM FACE DA TERCEIRIZAOMaria Aparecida Alkimim

    Captulo 3 69

    COMPREENSO E REFUNDAO DA JURISDIO: CAMINHOS PARA A CONSTRUO DO ESTADO DEMOCRTICO DE DIREITOLucas Augusto da Silva Zolet

  • Captulo 4 107

    ESTADO, DIREITOS FUNDAMENTAIS E RELAES PRIVADAS: PRESSUPOSTOS MNIMOS DE ATUAO ESTATAL NO CENRIO BRASILEIRO ATUALIgor Coelho Antunes Ribeiro

    Captulo 5 137

    O ACESSO JUSTIA DOS POVOS INDGENAS E O NECESSRIO DILOGO COM O NOVO CONSTITUCIOANALISMO LATINO-AMERICANOLuciano Moura Maciel

    Captulo 6 169

    O TRIBUNAL DE JUSTIA DA UNIO EUROPEIABrbara Natlia Lages Lobo

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    APRESENTAO

    A presente coletnea integra uma coleo de 10 (dez) obras publicadas pela Editora DPlcido com o apoio da Funadesp (Fundao Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular) e da Fundao Mineira de Educao e Cultura.

    O trabalho fruto do esforo do Programa de Ps--Graduao em Direito da Universidade Fumec (PPGD Mestrado em Direito) em consolidar redes de pesquisa entre os demais PPGDs brasileiros que atuam nas reas das Instituies Sociais, Direito e Democracia, alicerce das linhas de pesquisas em desenvolvimento: Autonomia privada, regulao e estratgia e Esfera pblica, legiti-midade e controle. O escopo dessa rea de atuao e linhas de pesquisa tratar das intersees entre os setores pblico e privado.

    Os trabalhos foram selecionados pelos docentes coor-denadores (da Universidade Fumec e de 9 PPGDs parcei-ros, de distintas IES) com o apoio do Ncleo de Pesquisa do Mestrado em Direito da Universidade Fumec, a partir da divulgao de edital de convocao publicado, em abril de 2016, em diversos meios de divulgao, entre os quais o site do Conselho Nacional de Pesquisa e Ps-Graduao em Direito CONPEDI. Durante o segundo semestre de

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    2016, os trabalhos selecionados foram devolvidos aos auto-res para ajustes, complementaes e adaptaes editoriais.

    Participaram da chamada de trabalhos, PPGDs de todas as regies brasileiras, tendo sido selecionados 56 tex-tos para compor as coletneas, segundo o campo temtico respectivo, de IES de 13 estados da federao brasileira (MG, RN, SP, PR, RS, RJ, MS, DE, PA, AM, MA, PE e PB).

    A presente coletnea, ao tratar da temtica Esfera pblica e constitucionalismo contemporneo apresenta captulos que discutem questes referentes a rea de inves-tigao da linha Esfera pblica, legitimidade e controle do PPGD da Universidade Fumec.

    Os trabalhos selecionados para esta coletnea, abor-daram os seguintes temas:

    Estado, direitos fundamentais e relaes priva-das: pressupostos mnimos de atuao estatal no cenrio brasileiro atual, de Igor Coelho Antunes Ribeiro (UNIMONTES - Universidade Estadual de Montes Claros);

    A Comisso Nacional da Verdade luz do 2 prin-cpio de Chicago, de Carlos Eduardo Adriano e Simone Alvarez (UERJ);

    O Tribunal de Justia da Unio Europeia, de Br-bara Natlia Lages Lobo (PUC/MG);

    O acesso justia dos povos indgenas e o necess-rio dilogo com o novo constitucioanalismo lati-no-americano, de Luciano Moura Maciel (UFPA);

    Compreenso e refundao da jurisdio: cami-nhos para a construo do Estado Democrtico de

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    Direito, de Lucas Augusto da Silva Zolet, (IMED Passo Fundo RS);

    A constitucionalizao dos direitos fundamentais e sociais trabalhistas e a (in)efetividade das normas constitucionais de proteo ao pleno emprego em face da terceirizao, de Maria Aparecida Alkimim (PUC/SP)

    Assim, o presente livro constitui-se em importante ponto de debate no que se refere esfera pblica e consti-tucionalismo contemporneo, tornando esta obra referncia obrigatria para a comunidade acadmica do Direito de modo a contribuir para a construo de um Brasil mais justo e soberano.

    Belo Horizonte, 30 de novembro de 2016.

    Eduardo Martins de Lima Universidade FUMEC

    Filomeno Moraes Universidade de Fortaleza

    Maria Tereza Fonseca Dias Universidade FUMEC

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    1A COMISSO NACIONAL DA VERDADE LUZ DO 2 PRINCPIO DE CHICAGO

    Carlos Eduardo Adriano Japiassu1Simone Alvarez Lima2

    1.1. INTRODUO

    O trabalho a seguir abordar o 2 princpio de Chi-cago, o qual trata do direito verdade, parte de uma das dimenses da justia de transio. No 1o item, ser expli-cada a evoluo do direito verdade dentro do contexto de regimes autoritrios, mostrando que antes no se podia sequer cogitar busca da verdade sob pena de represso, tortura ou at mesmo de morte, entretanto, essa situao mudou a partir do momento em que os Estados adotaram a justia de transio, o que levou o direito verdade ao

    1 Ps- Doutor pela University of Warwick (Inglaterra), Doutor em Direito (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), coordena-dor do programa de ps graduao em Direito na Universidade Estcio de S.

    2 Doutoranda em Direitos Fundamentais e Novos Direitos (Uni-versidade Estcio de S), ps graduada em Direito Constitucional (Universidade Cndido Mendes).

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    apogeu: sua consagrao como direito humano e garantido, inclusive, pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

    Em seguida analisaremos alguns dos itens previstos no 2 Princpio de Chicago, o qual trata sobre direito verdade, confrontando-os com a Lei n 12.528, de 18 de novembro de 2011, com o objetivo de demonstrar a efetividade do 2o princpio de Chicago na legislao brasileira. Alm disso, iremos analisar determinados itens do princpio atravs da citao de notcias veiculadas na mdia, tal como questo sobre a proteo de testemunha, exumao, etc.

    Por fim, faremos uma breve explanao a respeito das Comisses da Verdade em outros pases para que o leitor tenha uma ideia de como o direito verdade teve efetivi-dade alm do Brasil, mostrando os benefcios da Comisso Nacional da Verdade na Argentina, frica, Chile, Uruguai