Estado do Amazonas TRIBUNAL DE CONTAS - tce.am.gov.br .Estado do Amazonas TRIBUNAL DE CONTAS 2 §

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TRIBUNAL DE CONTAS

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RESOLUO N. 04, DE 23 DE MAIO DE 2.002

DISPE SOBRE O REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS E DO MINISTRIO PBLICO JUNTO AO TCE-AM

O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS, usando das atribuies que lhe so conferidas nos artigos 75 e 96, I, da Constituio Federal, nos artigos 43 e 71 da Constituio do Estado do Amazonas, e no artigo 3., I, da Lei n. 2.423, de 10 de dezembro de 1996 (Lei Orgnica do Tribunal),

R E S O L V E APROVAR o seguinte

R E G I M E N T O I N T E R N O

TTULO I DA NATUREZA, DA JURISDIO

E DA COMPETNCIA DO TRIBUNAL

CAPTULO NICO DA NATUREZA, DA JURISDIO

E DA COMPETNCIA Art. 1. O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, rgo de controle externo, com poder judicante e autonomia administrativa, auxiliar dos Poderes Legislativos do Estado do Amazonas e de seus municpios, tem a misso constitucional de fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial do Estado e dos Municpios do Amazonas e das respectivas entidades da Administrao indireta e entidades controladas, direta ou indiretamente, pelo Estado ou pelos Municpios. Art. 2. O Tribunal, com sede em Manaus, tem sua jurisdio, competncia, atribuies e composio definidas neste Regimento, observado o disposto nos artigos 40 a 43 e 127 da Constituio Estadual e nos artigos 1. a 5. da Lei n. 2.423/96, de 10 de dezembro de 1996.

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1.o A jurisdio do Tribunal estende-se aos rgos, reparties, servios e pessoas que, fora do territrio do Estado, completem os aparelhamentos administrativos estadual e municipais amazonenses. 2.o Essa jurisdio alcana: I - qualquer pessoa fsica, rgo ou Entidade a que se refere o inciso II do artigo 5.o deste Regimento e que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores pblicos ou pelos quais o Estado ou os Municpios respondam, ou que, em nome deles, assuma obrigaes de natureza pecuniria; II - os que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao patrimnio do Estado ou de Municpio; III - os dirigentes ou liqidantes das empresas encampadas ou sob interveno, ou que, de qualquer modo, venham a integrar, provisria ou permanentemente, o patrimnio do Estado e dos Municpios ou de outra entidade pblica estadual e municipal; IV - os responsveis pela aplicao de qualquer recurso repassado pelo Estado ou Municpio mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres; V - os responsveis pela execuo dos convnios, acordos, convenes coletivas ou contratos celebrados com os governos da Unio, dos demais Estados e do Distrito Federal ou municipais, entidades de Direito Pblico ou Privado, entidades particulares ou pessoas fsicas, de que resultem para o Estado ou para o Municpio qualquer encargo no-estabelecido na Lei oramentria; VI - os sucessores dos administradores e responsveis a que se refere este artigo, at o limite do valor do patrimnio transferido, nos termos do inciso XLV do artigo 5.o da Constituio Federal de 1988; VII - os administradores de entidades de Direito Privado que recebam auxlio ou subveno dos cofres pblicos, com referncia aos recursos recebidos, para prestao de servios de interesse pblico ou social; VIII - os fiadores e os representantes dos responsveis; IX - os responsveis pela elaborao dos instrumentos convocatrios de licitaes, os participantes das suas comisses julgadoras, bem como os responsveis e ratificadores dos atos de dispensa e de inexigibilidade; X - os representantes do Estado ou dos Municpios ou do Poder Pblico na assemblia geral das empresas estatais e sociedades annimas, de cujo capital o Poder Pblico participe solidariamente, com os membros dos conselhos fiscal e de administrao, pela prtica de atos de gesto ruinosa ou liberalidade custa das respectivas sociedades; XI - os que lhe devam prestar contas, ou cujos atos estejam sujeitos sua fiscalizao por expressa disposio de lei.

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Art. 3. O poder judicante do Tribunal exercido pelos Conselheiros, com auxlio dos Auditores, por meio de seu corpo deliberativo. Art. 4. No exerccio de sua competncia, o Tribunal ter irrestrito acesso a todas as fontes de informaes disponveis em rgos e Entidades das Administraes estadual e municipais, a sistemas eletrnicos de processamento de dados, inclusive. 1.o O rgo de controle interno do Estado e de cada Municpio encaminhar ao Tribunal ou colocar disposio dele, em cada exerccio, por meio de acesso a banco de dados informatizado, o rol de responsveis e suas alteraes, com a indicao da natureza da responsabilidade de cada um, alm de outros documentos ou informaes necessrias, na forma prescrita em Resoluo. 2.o O Tribunal poder solicitar ao Secretrio de Estado ou Municipal - ou autoridade equivalente - a quem incumbe a superviso de rgo ou entidade da rea de sua atuao, ou autoridade de nvel hierrquico equivalente, outros elementos considerados indispensveis. Art. 5.o Compete ao Tribunal: I - apreciar e emitir parecer sobre as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado e pelos Prefeitos Municipais; II - julgar, no mbito das Administraes direta e indireta, estadual e municipais, as contas dos gestores e demais responsveis por bens e valores pblicos e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao errio; III - acompanhar a arrecadao da receita dos Poderes Pblicos sobre os quais tenham jurisdio; IV - apreciar, no mbito das Administraes direta e indireta, estadual e municipais, para fins de registro, a legalidade dos atos de admisso de pessoal, a qualquer ttulo, excetuadas as nomeaes para cargo de provimento em comisso; V - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos concessrios de aposentadoria, reforma ou penso, ressalvada melhoria posterior que no altere o fundamento legal da concesso; VI - avaliar a execuo das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes oramentrias e no oramento anual; VII - realizar, por iniciativa prpria, da Assemblia Legislativa ou de Cmara Municipal, de comisso tcnica ou de inqurito, inspees e auditorias de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial nos rgos dos Poderes Legislativo, Executivo, Judicirio, do Ministrio Pblico e demais entidades referidas no inciso II deste artigo, o Tribunal de Contas, inclusive; VIII - fiscalizar as aplicaes em empresas de cujo capital social o Poder Pblico Estadual ou Municipal participe, bem como aquelas recebidas mediante convnios e doaes;

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IX - fiscalizar a aplicao de qualquer recurso repassado pelo Estado, mediante convnio, acordo, ajuste ou instrumento congnere; X - prestar as informaes solicitadas pela Assemblia Legislativa, por Cmara Municipal ou por comisso tcnica sobre a fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial, bem como sobre resultados de auditorias e inspees realizadas; XI - aplicar aos responsveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanes previstas em lei; XII - assinar prazo para que o rgo ou Entidade adote as providncias necessrias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade; XIII - sustar, se no atendida, nos termos do inciso anterior, a execuo do ato impugnado, comunicando a deciso Assemblia Legislativa ou Cmara Municipal competente; XIV - comunicar Assemblia Legislativa ou Cmara Municipal competente qualquer irregularidade verificada nas contas ou na gesto pblica, enviando-lhe cpia dos respectivos documentos; XV - encaminhar Assemblia Legislativa ou Cmara Municipal competente, para sustao, os contratos em que se tenha verificado ilegalidade; XVI - apreciar convnios, aplicao de auxlios, subvenes ou contribuies concedidos pelo Estado a entidades particulares de carter assistencial ou que exeram atividades de relevante interesse pblico; XVII - apreciar renncia de receitas, contratos, ajustes, acordos e atos jurdicos congneres; XVIII - julgar as contas relativas aplicao, pelos Municpios, dos recursos recebidos do Estado ou por seu intermdio, independentemente da competncia estabelecida no inciso II deste artigo; XIX adotar medida cautelar, em caso de urgncia, diante da plausibilidade do direito invocado e de fundado receio de grave leso ao errio, ao interesse pblico, ou de risco de ineficcia da deciso de mrito; (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: XIX - autorizar a liberao de fiana ou cauo, ou dos bens dados em garantia, do responsvel por bens e valores pblicos;

XX - autorizar a liberao ou substituio de cauo ou fiana dada em garantia da execuo de contrato ou ato jurdico congnere; XXI - decidir os recursos interpostos contra as suas decises e os pedidos de reviso e de resciso;

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XXII - decidir sobre denncia que lhe seja encaminhada por qualquer cidado, partido poltico, associao ou sindicato; XXIII - decidir sobre consulta que lhe seja formulada acerca de dvida suscitada na aplicao de dispositivos legais e regulamentares concernentes matria de sua competncia, possuindo a sua resposta carter normativo e constituindo prejulgamento da tese, mas no do fato ou caso concreto, na forma estabelecida neste Regimento; XXIV - representar ao Poder competente do Estado ou dos Municpios sobre irregularidade ou abuso verificado em atividade contbil, financeira, oramentria, operacional