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Estado do Amazonas TRIBUNAL DE CONTAS - tce.am.gov.br · Estado do Amazonas TRIBUNAL DE CONTAS 2 § 1.o A jurisdição do Tribunal estende-se aos órgãos, repartições, serviços

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TRIBUNAL DE CONTAS

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RESOLUO N. 04, DE 23 DE MAIO DE 2.002

DISPE SOBRE O REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS E DO MINISTRIO PBLICO JUNTO AO TCE-AM

O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAZONAS, usando das atribuies que lhe so conferidas nos artigos 75 e 96, I, da Constituio Federal, nos artigos 43 e 71 da Constituio do Estado do Amazonas, e no artigo 3., I, da Lei n. 2.423, de 10 de dezembro de 1996 (Lei Orgnica do Tribunal),

R E S O L V E APROVAR o seguinte

R E G I M E N T O I N T E R N O

TTULO I DA NATUREZA, DA JURISDIO

E DA COMPETNCIA DO TRIBUNAL

CAPTULO NICO DA NATUREZA, DA JURISDIO

E DA COMPETNCIA Art. 1. O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, rgo de controle externo, com poder judicante e autonomia administrativa, auxiliar dos Poderes Legislativos do Estado do Amazonas e de seus municpios, tem a misso constitucional de fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial do Estado e dos Municpios do Amazonas e das respectivas entidades da Administrao indireta e entidades controladas, direta ou indiretamente, pelo Estado ou pelos Municpios. Art. 2. O Tribunal, com sede em Manaus, tem sua jurisdio, competncia, atribuies e composio definidas neste Regimento, observado o disposto nos artigos 40 a 43 e 127 da Constituio Estadual e nos artigos 1. a 5. da Lei n. 2.423/96, de 10 de dezembro de 1996.

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1.o A jurisdio do Tribunal estende-se aos rgos, reparties, servios e pessoas que, fora do territrio do Estado, completem os aparelhamentos administrativos estadual e municipais amazonenses. 2.o Essa jurisdio alcana: I - qualquer pessoa fsica, rgo ou Entidade a que se refere o inciso II do artigo 5.o deste Regimento e que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores pblicos ou pelos quais o Estado ou os Municpios respondam, ou que, em nome deles, assuma obrigaes de natureza pecuniria; II - os que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao patrimnio do Estado ou de Municpio; III - os dirigentes ou liqidantes das empresas encampadas ou sob interveno, ou que, de qualquer modo, venham a integrar, provisria ou permanentemente, o patrimnio do Estado e dos Municpios ou de outra entidade pblica estadual e municipal; IV - os responsveis pela aplicao de qualquer recurso repassado pelo Estado ou Municpio mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres; V - os responsveis pela execuo dos convnios, acordos, convenes coletivas ou contratos celebrados com os governos da Unio, dos demais Estados e do Distrito Federal ou municipais, entidades de Direito Pblico ou Privado, entidades particulares ou pessoas fsicas, de que resultem para o Estado ou para o Municpio qualquer encargo no-estabelecido na Lei oramentria; VI - os sucessores dos administradores e responsveis a que se refere este artigo, at o limite do valor do patrimnio transferido, nos termos do inciso XLV do artigo 5.o da Constituio Federal de 1988; VII - os administradores de entidades de Direito Privado que recebam auxlio ou subveno dos cofres pblicos, com referncia aos recursos recebidos, para prestao de servios de interesse pblico ou social; VIII - os fiadores e os representantes dos responsveis; IX - os responsveis pela elaborao dos instrumentos convocatrios de licitaes, os participantes das suas comisses julgadoras, bem como os responsveis e ratificadores dos atos de dispensa e de inexigibilidade; X - os representantes do Estado ou dos Municpios ou do Poder Pblico na assemblia geral das empresas estatais e sociedades annimas, de cujo capital o Poder Pblico participe solidariamente, com os membros dos conselhos fiscal e de administrao, pela prtica de atos de gesto ruinosa ou liberalidade custa das respectivas sociedades; XI - os que lhe devam prestar contas, ou cujos atos estejam sujeitos sua fiscalizao por expressa disposio de lei.

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Art. 3. O poder judicante do Tribunal exercido pelos Conselheiros, com auxlio dos Auditores, por meio de seu corpo deliberativo. Art. 4. No exerccio de sua competncia, o Tribunal ter irrestrito acesso a todas as fontes de informaes disponveis em rgos e Entidades das Administraes estadual e municipais, a sistemas eletrnicos de processamento de dados, inclusive. 1.o O rgo de controle interno do Estado e de cada Municpio encaminhar ao Tribunal ou colocar disposio dele, em cada exerccio, por meio de acesso a banco de dados informatizado, o rol de responsveis e suas alteraes, com a indicao da natureza da responsabilidade de cada um, alm de outros documentos ou informaes necessrias, na forma prescrita em Resoluo. 2.o O Tribunal poder solicitar ao Secretrio de Estado ou Municipal - ou autoridade equivalente - a quem incumbe a superviso de rgo ou entidade da rea de sua atuao, ou autoridade de nvel hierrquico equivalente, outros elementos considerados indispensveis. Art. 5.o Compete ao Tribunal: I - apreciar e emitir parecer sobre as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado e pelos Prefeitos Municipais; II - julgar, no mbito das Administraes direta e indireta, estadual e municipais, as contas dos gestores e demais responsveis por bens e valores pblicos e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao errio; III - acompanhar a arrecadao da receita dos Poderes Pblicos sobre os quais tenham jurisdio; IV - apreciar, no mbito das Administraes direta e indireta, estadual e municipais, para fins de registro, a legalidade dos atos de admisso de pessoal, a qualquer ttulo, excetuadas as nomeaes para cargo de provimento em comisso; V - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos concessrios de aposentadoria, reforma ou penso, ressalvada melhoria posterior que no altere o fundamento legal da concesso; VI - avaliar a execuo das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes oramentrias e no oramento anual; VII - realizar, por iniciativa prpria, da Assemblia Legislativa ou de Cmara Municipal, de comisso tcnica ou de inqurito, inspees e auditorias de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial nos rgos dos Poderes Legislativo, Executivo, Judicirio, do Ministrio Pblico e demais entidades referidas no inciso II deste artigo, o Tribunal de Contas, inclusive; VIII - fiscalizar as aplicaes em empresas de cujo capital social o Poder Pblico Estadual ou Municipal participe, bem como aquelas recebidas mediante convnios e doaes;

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IX - fiscalizar a aplicao de qualquer recurso repassado pelo Estado, mediante convnio, acordo, ajuste ou instrumento congnere; X - prestar as informaes solicitadas pela Assemblia Legislativa, por Cmara Municipal ou por comisso tcnica sobre a fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial, bem como sobre resultados de auditorias e inspees realizadas; XI - aplicar aos responsveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanes previstas em lei; XII - assinar prazo para que o rgo ou Entidade adote as providncias necessrias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade; XIII - sustar, se no atendida, nos termos do inciso anterior, a execuo do ato impugnado, comunicando a deciso Assemblia Legislativa ou Cmara Municipal competente; XIV - comunicar Assemblia Legislativa ou Cmara Municipal competente qualquer irregularidade verificada nas contas ou na gesto pblica, enviando-lhe cpia dos respectivos documentos; XV - encaminhar Assemblia Legislativa ou Cmara Municipal competente, para sustao, os contratos em que se tenha verificado ilegalidade; XVI - apreciar convnios, aplicao de auxlios, subvenes ou contribuies concedidos pelo Estado a entidades particulares de carter assistencial ou que exeram atividades de relevante interesse pblico; XVII - apreciar renncia de receitas, contratos, ajustes, acordos e atos jurdicos congneres; XVIII - julgar as contas relativas aplicao, pelos Municpios, dos recursos recebidos do Estado ou por seu intermdio, independentemente da competncia estabelecida no inciso II deste artigo; XIX adotar medida cautelar, em caso de urgncia, diante da plausibilidade do direito invocado e de fundado receio de grave leso ao errio, ao interesse pblico, ou de risco de ineficcia da deciso de mrito; (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: XIX - autorizar a liberao de fiana ou cauo, ou dos bens dados em garantia, do responsvel por bens e valores pblicos;

XX - autorizar a liberao ou substituio de cauo ou fiana dada em garantia da execuo de contrato ou ato jurdico congnere; XXI - decidir os recursos interpostos contra as suas decises e os pedidos de reviso e de resciso;

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XXII - decidir sobre denncia que lhe seja encaminhada por qualquer cidado, partido poltico, associao ou sindicato; XXIII - decidir sobre consulta que lhe seja formulada acerca de dvida suscitada na aplicao de dispositivos legais e regulamentares concernentes matria de sua competncia, possuindo a sua resposta carter normativo e constituindo prejulgamento da tese, mas no do fato ou caso concreto, na forma estabelecida neste Regimento; XXIV - representar ao Poder competente do Estado ou dos Municpios sobre irregularidade ou abuso verificado em atividade contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial e nos processos de tomada de contas; XXV - emitir parecer conclusivo, no prazo de trinta dias, por solicitao de comisso tcnica ou de inqurito da Assemblia Legislativa, em obedincia ao disposto no artigo 42, 1.o da Constituio do Estado; XXVI - aplicar aos ordenadores de despesa, aos gestores e aos responsveis por bens e valores pblicos as multas e demais sanes previstas em lei. 1.o O Tribunal dispe de poder regulamentar, no mbito de sua competncia e jurisdio, podendo, em conseqncia, expedir atos normativos sobre matria de suas atribuies e sobre a organizao dos processos que lhe devam ser submetidos, obrigando ao seu cumprimento, sob pena de responsabilidade. 2.o No julgamento das contas e na fiscalizao que lhe compete, o Tribunal decidir sobre a legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos e das despesas deles decorrentes, procedimentos licitatrios e dos termos de autorizao, concesso, cesso, doao, permisso de qualquer natureza, a ttulo oneroso ou gratuito, bem como a aplicao de subvenes e renncia de receitas.

TTULO II DA ESTRUTURA

E DA ORGANIZAO DO TRIBUNAL

CAPTULO I DA ESTRUTURA E DA ORGANIZAO

Art. 6.o A estrutura do Tribunal constituda de: I - Corpo Deliberativo; II Direo-Geral; III - Corregedoria-Geral; IV Auditores. Pargrafo nico. Direo-Geral do Tribunal, subordinam-se:

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I - a Secretaria de Controle Externo; II - a Secretaria-Geral; III - a Consultoria Jurdica; IV - a Auditoria Interna; V - as Comisses Permanentes; VI - as comisses de licitao e de cadastro e as comisses processantes. Art. 7.o Funciona junto ao Tribunal o Ministrio Pblico a que se referem os arts. 130 da Constituio Federal e 93 da Constituio Estadual, cujo Regimento Interno se incorpora a este.

CAPTULO II DO CORPO DELIBERATIVO

SEO I

DA COMPOSIO Art. 8. - O corpo deliberativo do Tribunal constitudo de trs rgos Colegiados, representados pelo Tribunal Pleno, composto por sete Conselheiros e pelas Primeira e Segunda Cmaras, cada uma com trs Conselheiros, escolhidos pelo Tribunal Pleno dentre os Conselheiros que o compem, na forma disposta na Lei Orgnica e neste Regimento. (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 8. - O corpo deliberativo do Tribunal constitudo de: I - rgos Colegiados, representados pelo Tribunal Pleno, composto por sete Conselheiros e pelas Primeira e Segunda Cmaras, cada uma com trs Conselheiros, escolhidos pelo Tribunal Pleno dentre os Conselheiros que o compem, na forma disposta na Lei Orgnica e neste Regimento; II - rgos singulares, representados por dois Conselheiros Julgadores, designados pelo Tribunal Pleno, na forma disposta na Lei Orgnica e neste Regimento, para atuarem junto s Primeira e Segunda Cmaras.

Pargrafo nico. O Tribunal Pleno presidido pelo Presidente do Tribunal e as Cmaras por um dos Conselheiros que as compem, eleitos por seus pares em escrutnio secreto, na forma deste.

SEO II DA COMPETNCIA COMUM

DOS COLEGIADOS

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Art. 9.o da competncia comum do Tribunal Pleno e das Cmaras: I - deliberar sobre questes, indicaes ou matria da sua competncia que forem submetidas sua apreciao por quaisquer de seus membros, auditores convocados e Procurador que funcione perante cada rgo; II - mandar riscar as expresses caluniosas ou injuriosas contidas em atos e papis submetidos sua apreciao; III - resolver as dvidas apresentadas por seus Presidentes, por quaisquer dos seus membros, pelo Auditor e pelo Procurador de Contas, relativamente aos assuntos que lhes so afetos e de sua competncia, bem como a ordem dos servios e de execuo do Regimento Interno, na parte que lhes diga respeito; IV - aprovar e retificar as atas de suas reunies; V - censurar os seus servidores subordinados, nos casos de sua competncia.

SEO III

DO TRIBUNAL PLENO

SUBSEO I DA CONSTITUIO E DA COMPOSIO

DO TRIBUNAL PLENO Art. 10. O Tribunal Pleno constitudo pela totalidade dos seus Conselheiros. 1. As sesses do Tribunal Pleno sero presididas pelo Presidente do Tribunal e, no seu impedimento, sucessivamente, pelo Vice-Presidente, pelo Corregedor-Geral e pelo Conselheiro mais antigo. 2. indispensvel a presena de, no mnimo, quatro Conselheiros para funcionamento do Tribunal Pleno.

SUBSEO II DA COMPETNCIA

DO TRIBUNAL PLENO Art. 11. Compete privativamente ao Tribunal Pleno, no exerccio das atribuies judicantes: I - emitir parecer prvio sobre as contas do Chefe do Poder Executivo estadual e, dentro delas, destacadamente, sobre as dos Presidentes dos Poderes Legislativo e Judicirio e do Procurador-Geral de Justia; II - emitir parecer prvio sobre as contas dos Prefeitos Municipais e, dentro delas, destacadamente, sobre as dos Presidentes das respectivas Cmaras Municipais; III - apreciar e julgar:

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a) na forma do Captulo I do Ttulo V deste Regimento, as prestaes de contas anuais ou as tomadas de contas anuais:

1) dos Chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judicirio

estaduais e do Ministrio Pblico estadual, enquanto ordenadores de despesas;

2) dos Presidentes das Cmaras Municipais; 3) dos dirigentes dos rgos das Administraes Direta e

Indireta do Estado e dos Municpios amazonenses;

4) dos administradores de Fundos especiais estaduais e municipais;

b) os conflitos de lei ou de ato normativo do Poder Pblico estadual e

municipal com as Constituies Federal e Estadual, em matria de competncia do Tribunal;

c) as denncias;

d) os processos remetidos pelas Cmaras do Tribunal, na forma

regimental;

e) os conflitos de jurisdio e os suscitados sobre competncia das Cmaras do Tribunal;

f) os recursos:

1) de embargos de declarao opostos s suas prprias

decises; 2) de reconsiderao contra suas prprias decises e contra as

decises das Cmaras do Tribunal e contra os atos de Delegaes de Controle; (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: 2) de reconsiderao contra

suas prprias decises e contra as decises das Cmaras do Tribunal e dos Conselheiros Julgadores e contra os atos de Delegaes de Controle;

3) ordinrios das decises das Cmaras.

g) as revises de seus julgados e dos julgados das Cmaras; (Redao

dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013) Redao anterior: g) as revises de seus julgados e

dos julgados das Cmaras e de Conselheiros Julgadores; h) as prestaes ou tomadas de contas da execuo de contratos;

i) as despesas de carter reservado e confidencial.

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IV - deliberar sobre:

a) pedido de informao ou solicitao sobre matria da competncia do Tribunal que lhe seja endereado pela Assemblia Legislativa ou por suas Comisses Tcnicas;

b) a adoo da medida para representao ao Poder competente do

Estado ou dos Municpios sobre irregularidade ou abuso verificado em atividade contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial e nos processos de tomada de contas;

c) a no-habilitao de responsvel, a declarao de inidoneidade de

licitante e a adoo de medidas cautelares regimentais;

d) representao formulada por comisso ou equipe de inspeo ou de auditoria, no curso de seu trabalho, em caso de grave irregularidade ou dano ao errio, nos termos regimentais;

e) relatrios de inspeo e de auditoria realizadas em virtude de

solicitao da Assemblia Legislativa, Cmaras Municipais e das respectivas Comisses Tcnicas ou de Inqurito, quanto matria de sua competncia;

f) consulta e instruo normativa sobre matria da competncia do

Tribunal;

g) o parecer conclusivo que o Tribunal deva emitir por solicitao da Comisso Tcnica ou de Inqurito da Assemblia Legislativa;

h) a realizao de inspees extraordinrias;

i) qualquer assunto no includo expressamente na competncia das

Cmaras. V - ordenar e julgar as tomadas de contas dos processos de sua competncia e as tomadas de contas especiais; VI - apreciar e julgar a legalidade:

a) dos atos de administradores do Estado e dos Municpios alusivos renncia de receitas;

b) de editais de licitaes e concurso pblico para admisso de pessoal

ainda em fase de realizao. VII - expedir, sob a forma de Resoluo, instrues normativas, gerais ou especiais, relativas fiscalizao financeira e oramentria e conduta do administrador e do ordenador da despesa no desempenho de suas funes pblicas sujeitas ao controle externo pelo Tribunal;

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VIII - uniformizar a jurisprudncia da Corte em matria de sua competncia e da competncia das Cmaras, emitindo enunciados de smula; IX - apreciar e julgar as contas anuais apresentadas pelo Presidente do Tribunal. Art. 12. Compete ao Tribunal Pleno, no exerccio de atribuies administrativas: I - deliberar sobre:

a) matria regimental ou de carter normativo; b) assunto de natureza administrativa submetido pelo Presidente.

II - apreciar e aprovar:

a) proposta de acordo de cooperao, objetivando o intercmbio de informaes que visem ao aperfeioamento dos sistemas de controle e fiscalizao, conforme previsto no art. 293 deste Regimento;

b) propostas que o Tribunal deva encaminhar ao Poder Executivo,

referentes aos projetos de lei relativos ao plano plurianual, s diretrizes oramentrias e ao oramento anual;

c) proposta de convnio ou ajuste congnere que o Tribunal venha a

firmar; III - elaborar a lista trplice para preenchimento de vaga de Conselheiro, segundo o critrio de antigidade e de merecimento, alternadamente, dos Auditores e dos membros do Ministrio Pblico junto ao Tribunal; IV - receber o compromisso e dar posse aos Conselheiros, aos Auditores e aos Procuradores de Contas; V - eleger o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral do Tribunal, deles receber o compromisso formal de bem cumprirem os seus deveres legais e dar-lhes posse; VI - conceder frias, licena, afastamento e outras vantagens de lei aos Conselheiros, aos Procuradores de Contas e aos Auditores; VII - propor Assemblia Legislativa a criao ou extino de cargos de seu Quadro e do Ministrio Pblico e a fixao da respectiva remunerao; VIII - homologar o resultado de concurso para provimento dos cargos de Auditor e de Procurador e dos servidores do Tribunal; IX autorizar, antecipadamente, todos os atos que importem provimento e vacncia de cargos e funes do Tribunal, exceto quando se tratar de cargos em comisso;

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X- deliberar sobre matria de ordem e de servios internos do Tribunal e sobre questes administrativas em geral, mediante proposta do Presidente do Tribunal ou de qualquer Conselheiro; XI - deliberar sobre os processos de aposentadoria dos Conselheiros, dos Procuradores de Contas, dos Auditores e dos demais servidores ; XII - resolver as questes relativas a direitos, prerrogativas, vencimentos e deveres dos Conselheiros, dos Procuradores de Contas e dos Auditores, na conformidade das leis em vigor; XIII - apreciar e julgar os recursos e revises contra suas decises e acrdos em matria administrativa; XIV - aprovar, alterar e revogar este Regimento Interno.

SEO IV DAS CMARAS

SUBSEO I

DA CONSTITUIO E DA COMPOSIO DAS CMARAS

Art. 13. As Cmaras, designadas de Primeira e de Segunda, so compostas por trs Conselheiros e um Auditor cada uma, indicados pelo Presidente do Tribunal, em sesso especial realizada no primeiro dia til aps a sua posse. 1. Cada Cmara ser dirigida por um Presidente, eleito por seus respectivos pares, dentre os Conselheiros efetivos que a compem, em sesso especial realizada na mesma data e logo aps a sua constituio. 2. O Ministrio Pblico representado, em cada Cmara, por um de seus Procuradores de Contas, por designao do Procurador-Geral. 3. permitida a permuta ou remoo voluntria dos Conselheiros, de uma para outra Cmara, com anuncia do Tribunal Pleno, tendo preferncia o mais antigo. 4. O Presidente do Tribunal no participar das Cmaras, no podendo presidi-las o Vice-Presidente, nem o Corregedor-Geral, salvo ocasionalmente e por motivo de fora maior, decorrente de frias, licena ou impedimento do titular ou dos seus demais integrantes. 5. O Presidente de cada Cmara ser substitudo, em suas ausncias e impedimentos, pelo Conselheiro efetivo mais antigo no exerccio do cargo, dentre os que dela fizerem parte, observado o disposto no pargrafo anterior. 6. O Auditor, quando convocado com jurisdio plena, poder assumir a Presidncia da sesso da Cmara para que o Conselheiro que esteja presidindo os trabalhos possa relatar os seus processos postos em pauta.

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7.o Se no existir na Cmara Conselheiro efetivo para o exerccio da substituio, a sua Presidncia caber ao Conselheiro mais novo da outra Cmara, mediante remoo temporria, determinada pelo Presidente do Tribunal, a qual cessar com o retorno de qualquer de seus membros. 8.o O Conselheiro removido de uma para outra Cmara ser substitudo em sua origem pelo ltimo Auditor convocado para a outra Cmara. Art. 14. O Conselheiro e o Auditor ficam vinculados aos processos que lhes forem distribudos e, no caso de sua remoo ou transferncia, tais processos devero ser apreciados na Cmara onde tm assento. (Redao dada pelo artigo 1 da Resoluo N. 18, de 15 de dezembro de 2009).

Redao anterior: Art. 14. O Conselheiro fica vinculado aos processos que lhe forem distribudos e, no caso de sua remoo ou transferncia, tais processos permanecem na Cmara originria, devendo o Conselheiro Relator ser convocado para o julgamento.

Pargrafo nico. (Revogado pelo artigo 1 da Resoluo N 18, de 15 de dezembro de 2009).

Redao anterior: Pargrafo nico. Para este fim, o Presidente da Cmara cuidar de reunir o mximo possvel de processos do Conselheiro referido, sem, no entanto, prejudicar a tramitao deles, para que o nmero de convocaes seja o menor possvel.

SUBSEO II DA COMPETNCIA

DAS CMARAS Art. 15. Compete s Cmaras: I - apreciar e julgar:

a) a legalidade da aplicao dos adiantamentos concedidos a servidores pblicos;

b) as prestaes de contas de todos quantos arrecadem, despendam,

recebam ou tenham sob sua guarda a administrao, dinheiro, valores e bens do Estado ou de Municpio ou a estes repassados pela Unio e que no estejam no rol da competncia do Tribunal Pleno;

c) os embargos de declarao opostos s suas prprias deliberaes e

julgamentos; (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: c) os recursos:

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1) de embargos de declarao opostos s suas prprias

deliberaes e julgamentos; 2) ordinrios contra as sentenas do Conselheiro Julgador;

d) convnios, acordos e ajustes congneres e suas denncias.

II - por iniciativa de algum dos Conselheiros ou a requerimento do Procurador de Contas, sustar o julgamento e remeter o feito ao Tribunal Pleno nos seguintes casos:

a) argio de inconstitucionalidade; b) alterao da jurisprudncia dominante;

c) relevncia de questo jurdica ou necessidade de prevenir divergncia

entre as Cmaras. III - julgar a legalidade das aposentadorias, reformas e penses, suas revises e retificaes e os procedimentos de admisso de pessoal, exceto quanto a estes ltimos, no caso de cargos de confiana; IV - julgar a aplicao dos auxlios e subvenes concedidos entre:

a) os rgos e as Entidades do prprio Estado e dos Municpios; b) o Estado e seus Municpios e vice-versa;

c) os rgos e as Entidades pblicas estaduais ou municipais e as

Entidades pblicas federais ou Entidades privadas. V - julgar a prestao de contas relativa a recurso financeiro repassado pelo Estado ou pelos Municpios mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres; VI julgar as tomadas de contas nos casos de sua competncia; (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: VI - julgar as tomadas de contas nos casos de sua competncia e da competncia do Conselheiro Julgador;

VII - deliberar sobre as representaes de unidade tcnica e de equipe de inspeo ou de auditoria, sobre assuntos e matria de sua competncia, ressalvada a competncia do Tribunal Pleno; VIII - solicitar ao Tribunal Pleno que ordene a realizao de inspees extraordinrias; IX apreciar, para fins de registro, os atos de fixao da remunerao dos Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores.

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1.o Por proposta do Relator, de Conselheiro ou do Procurador de Contas, acolhida pela Cmara, os assuntos da competncia desta, exceto os previstos nos nmeros 1 e 2 da alnea c do inciso I deste artigo, podero ser encaminhados deliberao do Tribunal Pleno, sempre que a relevncia da matria recomende esse procedimento. 2.o Para facilitar a tramitao dos feitos e para propiciar sistematizao das decises, o Tribunal Pleno poder determinar, por deciso, que sejam distribudos a apenas uma das Cmaras os processos de qualquer matria constante deste artigo relativamente a um mesmo rgo, Entidade ou Agente pblico responsvel, ou ainda em razo da matria ou de certo limite de valor .

SUBSEO III DA COMPETNCIA

DO PRESIDENTE DE CMARA Art. 16. Ao Presidente de Cmara, compete: I - convocar as sesses ordinrias e extraordinrias da respectiva Cmara, bem como adi-las ou cancel-las, nos casos regimentais; II - proferir voto em todos os processos submetidos deliberao da respectiva Cmara, inclusive na condio de Relator; III - resolver questes de ordem e decidir sobre requerimentos; IV - encaminhar ao Presidente do Tribunal os assuntos de atribuio deste, bem como as matrias da competncia do Tribunal Pleno; V - convocar Auditor, no incio de cada sesso, na forma regimental; VI - decidir sobre pedido de sustentao oral na forma deste Regimento; VII - assinar os acrdos e as decises da Cmara; VIII - assinar as atas das Sesses da Cmara, aps sua aprovao pelo respectivo Colegiado; IX - aprovar, em carter excepcional e havendo urgncia, a ata da sesso anterior da respectiva Cmara, submetendo o ato homologao na primeira sesso ordinria que se seguir; X (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: x - esclarecer as questes administrativas e judicantes decorrentes dos trmites relativos ao Conselheiro Julgador.

SEO V

DO CONSELHEIRO JULGADOR Art. 17. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

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Redao anterior: Art. 17. Os Conselheiros Julgadores representam os rgos singulares do corpo deliberativo do Tribunal que atuam junto a cada uma das Cmaras, para auxili-las na apreciao e julgamento de determinada matria, em cuja instruo processual no tenha havido qualquer impugnao e tenha recebido parecer favorvel do Ministrio Pblico junto ao Tribunal.

Art. 18. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 18. O Conselheiro Julgador ser designado anualmente pelo Presidente do Tribunal, no dia til seguinte ao de sua posse, na mesma sesso especial em que for feita a composio das Cmaras, no podendo ser escolhido para essa funo o Conselheiro que exera cargo eletivo no Tribunal.

Pargrafo nico. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Pargrafo nico. Caber Diviso da Cmara processar os feitos da competncia de seu Conselheiro Julgador.

Art. 19. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 19. Ao Conselheiro Julgador, observado o disposto nos arts. 35, parte final, e 36 deste Regimento, compete singularmente:

I - julgar os termos de convnio e outros ajustes congneres, seus termos aditivos e suas denncias e suas respectivas prestaes de contas, cujos valores no excedam o limite fixado para a modalidade de licitao do convite; II - julgar as contas de adiantamentos; III - examinar e julgar a aplicao de auxlios e subvenes a qualquer ttulo, nos limites fixados no inciso I.

Art. 20. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 20. O Conselheiro Julgador, em suas frias, faltas, licenas e impedimentos, ser substitudo pelo Conselheiro mais antigo em cada Cmara, exceto o seu Presidente, ou por Auditor que, com jurisdio plena, houver sido convocado para substitu-lo, na falta deste ltimo, nos casos regimentais.

Pargrafo nico. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Pargrafo nico. O Conselheiro Julgador, atuando perante uma Cmara, no poder s-lo na outra, ainda que em substituio.

Art. 21. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 21. Mensalmente, o Conselheiro Julgador dever apresentar aos Presidentes do Tribunal e da

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Cmara, junto qual esteja atuando, um relatrio dos casos por ele julgados.

1.o (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: 1 O relatrio referido neste artigo comportar apenas a indicao sucinta:

I - dos nmeros de registro; II - dos nomes dos rgos ou Entidades, dos agentes responsveis envolvidos e das partes interessadas; III - da matria em questo; IV - do valor, quando for o caso; V - do ementrio da sentena prolatada.

2.o(Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: 2 O Presidente do Tribunal, o Presidente da Cmara, o Corregedor-Geral e o Ministrio Pblico podero requerer diretamente do Conselheiro Julgador um relatrio minucioso de um ou mais casos relatados.

Art. 22. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: As sentenas do Conselheiro Julgador sero regularmente publicadas pela Diviso da Cmara respectiva, delas admitindo-se recurso na forma regimental.

CAPTULO III DA DIREO GERAL

SEO I

DA COMPOSIO, ELEIO E POSSE DA PRESIDNCIA, DA VICE-PRESIDNCIA

E DA CORREGEDORIA-GERAL Art. 23. A Direo-Geral do Tribunal exercida pelo Presidente com auxlio do Vice-Presidente e do Corregedor-Geral, eleitos pelo Tribunal Pleno, dentre os sete Conselheiros que o compem. Art. 24. Os mandatos do Presidente, do Vice-Presidente e do Corregedor-Geral so de dois anos, coincidentes com o ano civil, vedada a reeleio para o prximo perodo. 1.o A eleio far-se- em escrutnio secreto, na primeira sesso ordinria da primeira quinzena do ms de dezembro, exigida a presena de pelo menos quatro Conselheiros titulares, inclusive o que presidir o ato, ocorrendo a posse em sesso especial, no ltimo dia til do mesmo ms. 2.o facultado o voto aos que se encontrarem em gozo de frias ou licena, podendo faz-lo mediante carta ao Presidente, em invlucro parte.

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3.o Se, no dia designado, no houver quorum, a eleio ser adiada para a data da primeira sesso ordinria em que a maioria exigida esteja presente, salvo se decida o Presidente convocar a sesso extraordinria antecipadamente. 4.o Encerrando-se o exerccio e no se procedendo eleio prevista neste artigo, assumir a Presidncia do Tribunal o Conselheiro mais antigo, que transferir o cargo na sesso em que for eleito o novo Presidente. 5.o Considerar-se- eleito o Conselheiro que obtiver o mnimo de quatro votos, procedendo-se a novo escrutnio entre os dois mais votados, se no for obtido aquele nmero, e dando-se por eleito o que alcanar o maior nmero de votos. Havendo empate, decidir-se- pelo critrio de antigidade no cargo de Conselheiro ou pelo de maior idade, nesta ordem. 6.o A eleio do Presidente preceder a do Vice-Presidente e esta a do Corregedor-Geral. 7.o Somente Conselheiros titulares, ainda que no gozo de licena, frias ou ausentes, com causa justificada, podero tomar parte nas eleies, na forma estabelecida neste Regimento. Art. 25. Vagando qualquer dos cargos mencionados no artigo anterior, proceder-se- a realizao de sesso extraordinria, dentro de dez dias, para a eleio de novo titular para o restante do mandato, no se realizando nova eleio se a vaga ocorrer nos sessenta dias anteriores ao trmino do dito mandato. 1.o O eleito para vaga que ocorrer antes do trmino do mandato bienal de Presidente exercer o cargo no perodo restante, admitida a reconduo, mediante eleio, na forma do caput do artigo 24. 2. Se, nos termos da parte final do caput deste artigo, a vaga ocorrer nos sessenta dias anteriores ao trmino do mandato, o Vice-Presidente assumir a Presidncia, o Corregedor-Geral a Vice-Presidncia e o Conselheiro mais antigo, em exerccio, a Corregedoria-Geral. 3. Obriga-se o Presidente que renunciar ou aposentar-se a prestar contas de sua gesto no prazo de trinta dias, na forma dos artigos 316 a 318 deste Regimento. 4. Em caso de morte ou de invalidez, as contas da gesto anterior sero tomadas pelo Vice-Presidente e assim sucessivamente. Art. 26. Em suas faltas, frias, licenas e impedimentos legais, o Presidente ser substitudo pelo Vice-Presidente e este, pelo Corregedor-Geral. Pargrafo nico. Ocorrendo impedimento simultneo do Presidente, do Vice-Presidente e do Corregedor-Geral, assumir a Presidncia do Tribunal o Conselheiro mais antigo em exerccio, caso em que no se aplicam as vedaes previstas nos artigos 13, 4.o, e 18 deste Regimento. Art. 27. As eleies sero efetuadas pelo sistema de cdula nica, obedecendo s seguintes regras:

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I - as cdulas com envelopes sero distribudas aos Conselheiros presentes pelo Secretrio da Sesso; II - o Conselheiro que estiver presidindo a sesso chamar, na ordem de antigidade, os Conselheiros para colocarem na urna os seus votos, colocados em invlucros fechados; III - o Conselheiro que no comparecer sesso poder enviar Presidncia o seu voto em sobrecarta fechada, na qual ser declarada to somente a sua finalidade; IV - as sobrecartas contendo os votos dos Conselheiros ausentes sero depositadas na urna, pelo Presidente, sem quebra de sigilo; V - o Conselheiro que estiver presidindo a sesso designar dois Conselheiros para fazerem a apurao dos votos. 1. No ato da posse, o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral prestaro o seguinte compromisso: Prometo desempenhar com independncia e exatido os deveres do meu cargo, cumprindo e fazendo cumprir a Constituio Federal, a Constituio Estadual e as leis do Pas. 2. Em caso de licena ou outro afastamento legal, a posse poder dar-se mediante instrumento pblico ou particular de mandato especfico, independentemente de reconhecimento de firma, devendo o empossado firmar o compromisso de posse por escrito. Art. 28. Sero lavrados pelo Subsecretrio do Tribunal Pleno, em livro prprio, os termos de posse do Presidente, do Vice-Presidente e do Corregedor-Geral.

SEO II

DA COMPETNCIA DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL

Art. 29. Compete ao Presidente do Tribunal: I - dirigir os trabalhos e superintender a ordem e a disciplina do Tribunal, de suas Secretarias e dos demais rgos diretamente subordinados Presidncia; II - representar o Tribunal perante os Poderes da Unio, dos Estados e dos Municpios e demais autoridades e nas relaes externas em geral; III - dar posse aos servidores em geral, na forma deste Regimento, IV - expedir atos relativos s relaes jurdico-funcionais dos Conselheiros, Auditores e membros do Ministrio Pblico; V - expedir os atos de nomeao, admisso, exonerao, dispensa e aposentadoria dos servidores, bem como conceder penso a seus beneficirios, tudo aps a aprovao do Tribunal Pleno, e outros atos de administrao de pessoal;

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VI - encaminhar Assemblia Legislativa os relatrios trimestral e anual de suas atividades, de cujas cpias dar conhecimento ao Tribunal Pleno; VII - submeter ao Tribunal Pleno as propostas que o Tribunal deva encaminhar ao Poder Executivo, referentes aos projetos de leis relativos ao plano plurianual, s diretrizes oramentrias e ao oramento anual, observada a legislao pertinente; VIII - aprovar, anualmente, a Programao Financeira de Desembolso do Tribunal, dando conhecimento ao Tribunal Pleno; IX - pessoalmente ou mediante delegao, movimentar os recursos oramentrios e financeiros disposio do Tribunal, autorizar despesas e expedir ordens de pagamento e praticar os atos de administrao patrimonial, na forma e nos limites estabelecidos em Resoluo especfica; X - assinar os acordos de cooperao, convnios, contratos e outros ajustes com outros rgos e entidades, na forma regimental; XI - criar comisses temporrias e grupos de trabalho; XII - designar Conselheiros, Auditores e membros do Ministrio Pblico junto ao Tribunal e servidores para comporem comisses ou grupos de trabalho; XIII - nomear servidores para exercerem cargos efetivos e comissionados do Quadro de Pessoal do Tribunal, observadas as prerrogativas legais de indicao quanto a estes ltimos e as vedaes legais; XIV - decidir sobre a lotao e expedir atos relativos s relaes jurdico-funcionais dos servidores do Tribunal; XV - decidir sobre cesso ou disposio de servidores do Tribunal, observado o disposto em Resoluo especfica, aps deliberao do Tribunal Pleno; XVI - aplicar as penalidades disciplinares previstas em lei a servidor do Tribunal, mediante prvia aprovao do Tribunal Pleno; XVII - atender a pedidos de informaes recebidos dos Poderes do Estado e dos Municpios, quando nos limites de sua competncia, dando cincia ao Tribunal Pleno; XVIII - velar pelas prerrogativas do Tribunal, cumprindo e fazendo cumprir a sua Lei Orgnica e este Regimento Interno; XIX - resolver as questes de ordem e os requerimentos que lhe sejam formulados, sem prejuzo de recurso ao Tribunal Pleno; XX - atender a pedido de informao decorrente de deciso do Tribunal ou de iniciativa de Conselheiro sobre questes administrativas; XXI - autorizar a expedio de certides requeridas ao Tribunal na forma da lei;

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XXII - dar cincia ao Tribunal Pleno dos expedientes de interesse geral recebidos de qualquer dos Poderes da Unio, do Estado e dos Municpios, de Tribunal ou de outras entidades; XXIII - autorizar autuao de processos que no estejam previstos na regra geral de autuaes; XXIV - convocar Auditor para substituir Conselheiro, na forma regimental; XXV - coordenar a organizao e aprovar as listas de rgos e entidades jurisdicionadas para efeito de repartio dos servios nas diversas unidades internas da Secretaria de Controle Externo, na forma regimental; XXVII - a seu critrio, encaminhar ao exame e deciso do Tribunal Pleno as questes administrativas de carter relevante ou matria de sua competncia nos assuntos de natureza interna, que sejam controvertidos; XXVIII - apresentar ao Tribunal Pleno, at 31 de maro do ano subseqente, o relatrio de sua gesto, com os dados fornecidos at 31 de janeiro pelas Unidades da Secretaria-Geral e da Secretaria de Controle Externo do Tribunal; XXIX- apresentar, na primeira sesso ordinria administrativa de cada ms, relatrio circunstanciado com a demonstrao das atividades oramentrias e financeiras do Tribunal, relativas ao ms imediatamente anterior, e ordenar que fique disposio de qualquer pessoa para consulta; XXX - disciplinar, por Portaria, as matrias que lhe forem autorizadas em lei e neste Regimento. 1.o Ao Presidente do Tribunal, relativamente ao Tribunal Pleno, compete ainda: I - presidir as sesses do Tribunal Pleno; II - convocar suas sesses ordinrias, extraordinrias e especiais, bem como adi-las e cancel-las nos casos regimentais; III - proferir voto de desempate em processo submetido ao Tribunal Pleno, observadas as disposies dos incisos IV e XI deste pargrafo; IV - votar quando se apreciar argio de inconstitucionalidade de lei ou de ato do Poder Pblico, sem deter voto de qualidade; V - cumprir e fazer cumprir as decises e acrdos do Tribunal Pleno e das Cmaras, ressalvada a competncia do Corregedor-Geral; VI - decidir sobre pedidos de vista, cpia de pea de processo e juntada de documentos formulados pelas partes interessadas, nos processos por ele relatados; VII - decidir sobre pedido de sustentao oral perante as sesses plenrias;

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VIII - submeter ao Tribunal Pleno proposta para alterao do valor a que se referem os 2.o e 3.o do art. 9.o da Lei estadual n. 2.423/96 e na forma regimental; IX - supervisionar a distribuio dos processos, na forma deste Regimento; X - assinar as deliberaes do Tribunal Pleno nos termos regimentais; XI - assinar as atas das sesses plenrias, aps sua aprovao pelo Colegiado; XII - relatar os processos administrativos, ressalvadas outras competncias regimentais. 2.o O Presidente poder delegar as atribuies previstas nos incisos IV, IX e XIV do caput deste artigo. 3.o O Presidente poder delegar ao Vice-Presidente a atribuio prevista no inciso XII do 1.o deste artigo. Art. 30. Em carter excepcional e havendo urgncia, o Presidente poder decidir sobre matria da competncia do Tribunal, exceto, de toda forma, aquela reservada a tratamento por Resoluo, submetendo o ato homologao do Tribunal Pleno na primeira sesso ordinria ou extraordinria que for realizada. Pargrafo nico. No se incluem na prerrogativa determinada no caput deste artigo as competncias do Tribunal Pleno para apreciar e julgar os processos relativos ao controle externo.

SEO III DA COMPETNCIA

DO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL Art. 31. Compete ao Vice-Presidente do Tribunal: I - substituir o Presidente em suas ausncias e impedimentos por motivo de licena, frias ou outro afastamento legal, e suced-lo em caso de vaga, at que se proceda nova eleio; II - representar, por delegao do Presidente, o Tribunal em atos ou em solenidades; III - despachar os requerimentos de autoria do Presidente e ordenar as despesas a ele destinadas; IV - supervisionar, juntamente com o Procurador-Geral, a edio da Revista do Tribunal de Contas e do Ministrio Pblico; V - colaborar com o Presidente no exerccio de suas funes, quando solicitado; VI - relatar os processos que lhe forem distribudos no Tribunal Pleno ou em uma das Cmaras que estiver compondo e ainda os recursos das decises singulares do Presidente do Tribunal.

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VII - relatar os processos administrativos do Tribunal, em razo da delegao prevista no 3.o do artigo 29. Pargrafo nico. Ao assumir a Presidncia do Tribunal, por perodo superior a quinze dias e enquanto assim permanecer, o Vice-Presidente ficar isento de receber processo para relatar e de atuar na Cmara a que pertencer.

CAPTULO IV DA CORREGEDORIA-GERAL

DO TRIBUNAL Art. 32. A Corregedoria Geral tem suas funes exercidas por um Conselheiro com o ttulo de Corregedor-Geral e objetiva proceder ao acompanhamento e avaliao da atuao do Tribunal e fiscalizao do cumprimento de suas deliberaes, bem como do desempenho, postura, comportamento tico, produo e produtividade dos seus diversos setores e servidores. Art. 33. Compete ao Corregedor-Geral: I - fiscalizar, em caso de imputao de dbito ou de aplicao de multas, o cumprimento da respectiva deciso, quanto ao prazo para o seu recolhimento, sem prejuzo das atribuies do Relator do processo; II verificar se as diligncias determinadas pelo Tribunal Pleno, pelas Cmaras ou por despacho do Relator esto sendo devidamente cumpridas; (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: II - verificar se as diligncias determinadas pelo Tribunal Pleno, pelas Cmaras ou por despacho do Relator ou do Conselheiro Julgador esto sendo devidamente cumpridas;

III - determinar a devoluo ao Conselheiro Relator para as providncias cabveis, mediante despacho, de processo referente ao recolhimento de dbito, de multa ou de realizao de diligncia, desde que os respectivos prazos regimentais tenham sido justificadamente ultrapassados; IV - realizar correio permanente nos vrios servios do Tribunal, verificando o cumprimento dos prazos regimentais, inclusive; V - observar se os servidores do Tribunal cumprem seus deveres funcionais com exao e atendem com urbanidade as partes. VI - relatar os processos administrativos referentes a deveres e disciplina dos Conselheiros, Auditores e servidores do Tribunal; VII - auxiliar o Presidente nas funes de fiscalizao e superviso das atividades a cargo da Secretaria de Controle Externo do Tribunal; VIII - expedir atos para disciplinar os procedimentos a serem observados quando das correies;

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IX - fiscalizar as atividades funcionais dos servidores que exercem funes especficas de controle externo no Tribunal; X - apreciar as representaes relativas atuao e conduta dos servidores da rea de controle externo; XI - examinar e relatar ao Tribunal Pleno o processo sobre o desempenho dos servidores submetidos ao estgio probatrio, opinando, fundamentalmente, por sua confirmao no cargo ou exonerao; XII - elaborar, at 15 de fevereiro de cada ano, o seu Plano Anual de Correio, dando conhecimento Presidncia; XIII - requisitar ao Presidente os servidores e o apoio especfico, necessrios ao desempenho de suas funes; XIV - expedir instrues no mbito do funcionamento dos servios da Corregedoria-Geral; XV - apresentar ao Tribunal, sempre que solicitada, a relao dos servidores que estejam respondendo a processos administrativos e criminais, tenham sido punidos ou retardem, injustificadamente, a instruo e o exame de processos; XVI - processar e decidir pedidos de providncias formulados Corregedoria-Geral; XVII - visitar as unidades da Secretaria-Geral e da Secretaria de Controle Externo do Tribunal, em correio; XVIII - exercer vigilncia quanto acumulao de cargos, empregos e funes pblicas dos servidores do Tribunal; XIX - requisitar, para o desempenho das atribuies da Corregedoria-Geral, mediante justificao escrita, passagens e dirias; XX - apresentar ao Tribunal Pleno relatrio semestral com dados estatsticos sobre as atividades e produo das unidades das Secretarias do Tribunal; XXI - apresentar ao Tribunal Pleno, at a ltima sesso do ms de fevereiro do ano subseqente, relatrio anual de suas atividades; XXII - exercer outras atribuies que lhe sejam conferidas em lei ou contidas neste Regimento. 1.o Para efeito do disposto nos incisos I, II e III deste artigo, a Secretaria de Controle Externo, por meio de seus setores competentes, far as devidas comunicaes ao Corregedor-Geral. 2.o O Corregedor-Geral, no exerccio de suas atribuies, se constatar qualquer irregularidade, far representao circunstanciada ao Tribunal Pleno ou ao Presidente do Tribunal, conforme o caso, para as providncias cabveis.

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3.o O Corregedor-Geral, em suas faltas ou impedimentos, ser substitudo pelo Conselheiro mais antigo, que no estiver no exerccio das funes de Presidente nem de Vice-Presidente.

CAPTULO V

DOS AUDITORES Art. 34. Os Auditores so trs, funcionando todos perante o Tribunal Pleno, um em cada Cmara e um auxiliando diretamente o Corregedor-Geral e Ouvidor em suas tarefas (NR). (Redao dada pelo artigo 1 da Resoluo N. 02, de 08 de fevereiro de 2008).

Redao anterior: Art. 34. Os Auditores so trs, funcionando um perante o Tribunal Pleno e um perante cada Cmara, por designao do Presidente do Tribunal.

1. O Presidente do Tribunal, logo aps a sua posse, designar os Auditores que atuaro perante cada uma das Cmaras e o que auxiliar o Corregedor-Geral e Ouvidor. (Pargrafo acrescentado pelo artigo 1 da Resoluo N.02, de 08 de fevereiro de 2008). 2. A Secretaria-Geral do Tribunal prover os meios materiais e os recursos humanos para o atendimento e o assessoramento dos Auditores. (Pargrafo nico transformado em Pargrafo 2 pelo artigo 1 da Resoluo N.02, de 08 de fevereiro de 2008). Art. 35. O Auditor, quando em substituio a Conselheiro, ter as mesmas garantias, prerrogativas e impedimentos do Titular e, quando no exerccio das demais atribuies da judicatura, as de Juiz da Capital. (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 35. O Auditor, quando em substituio a Conselheiro ter as mesmas garantias, direitos, prerrogativas, impedimentos e vencimentos do titular, no podendo, entretanto, votar e ser votado nas eleies para Presidente, Vice-Presidente do Tribunal, Corregedor-Geral e Presidente de Cmara.

1.o Exerce o Auditor jurisdio restrita quando, na forma regimental, deva substituir Conselheiro para completar o quorum das sesses, no lhe sendo, neste caso, distribudo qualquer processo para relatar. 2.o Exerce o Auditor jurisdio plena quando deva substituir Conselheiro, seja em carter interino, em caso de impedimento, frias, licena ou afastamento legal de Conselheiro, seja por tempo indeterminado, em caso de vacncia desse cargo. 3. Quando em substituio a Conselheiro, por prazo igual ou superior a 10 (dez) dias, o Auditor perceber subsdio equivalente ao do Titular; (Pargrafo acrescentado pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013) Art. 36. Compete ao Auditor:

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I - mediante convocao do Presidente do Tribunal ou da Cmara:

a) exercer as funes inerentes ao Conselheiro, no caso de vacncia, at novo provimento;

b) substituir Conselheiro em suas ausncias e impedimentos por motivo

de licena, frias ou outro afastamento legal, inclusive os integrantes de Comisses permanentes, afastados por mais de sessenta dias, e, ainda, para efeito de quorum, sempre que os titulares comuniquem ao Presidente do Tribunal ou de Cmara a impossibilidade de comparecimento sesso.

II - atuar, em carter permanente, junto ao Tribunal Pleno e s Cmaras, presidindo a instruo dos processos que lhe forem distribudos na forma regimental; III - participar da instruo dos processos, nos casos regimentais, inclusive compondo ou coordenando equipes de inspeo; IV - emitir parecer coletivo ou individual sobre matria de indagao jurdica ou tcnico-contbil submetida ao Tribunal; V - manifestar-se, por solicitao do Presidente ou do Conselheiro Relator, nos demais processos de competncia do Tribunal; VI - participar das Comisses e exercer funes que lhe sejam cominadas pelo Tribunal Pleno ou pela Presidncia. 1 - Quando o Auditor estiver substituindo Conselheiro em suas ausncias por motivo de frias, licena ou outro afastamento legal, dever impulsionar os processos de relatoria do substitudo at o seu retorno, despachando com o Chefe de Gabinete do Conselheiro as medidas urgentes e os requerimentos e peties das partes, do Ministrio Pblico junto ao Tribunal e dos rgos instrutores da Secretaria-Geral de Controle Externo. (Pargrafo acrescentado pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013) 2 - O impulso oficial previsto no pargrafo anterior relativo aos processos distribudos aos Auditores, em ausncias por motivo de frias, licena ou outro afastamento legal ser realizado por um outro auditor, a ser designado pela Presidncia segundo escala realizada pela Secretaria do Tribunal Pleno. (Pargrafo acrescentado pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013) Art. 37. Cessada a convocao plena, ficar o Auditor vinculado aos processos que lhe foram distribudos at o julgamento final. Pargrafo nico. Tratando-se de convocao restrita, o Auditor ficar vinculado ao processo relatado.

CAPITULO VI

DA SECRETARIA DE CONTROLE EXTERNO

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SEO I

DA DEFINIO E DAS ATRIBUIES DA SECRETARIA DE CONTROLE EXTERNO

Art. 38. A Secretaria de Controle Externo - SECEX, subordinada diretamente ao Presidente, na execuo das atividades de controle externo a cargo do Tribunal, tem as seguintes atribuies: I - planejar, organizar, coordenar e supervisionar as atividades das suas unidades internas - Subsecretarias, Diretorias e Servios - necessrias ao desempenho das atribuies de controle e fiscalizao a cargo do Tribunal; II - assistir e assessorar o Presidente, os Conselheiros, os Auditores e os Procuradores de Contas no exerccio de suas funes, diretamente ou por intermdio de suas unidades internas; III - estabelecer controle qualitativo e quantitativo de suas unidades internas e mecanismos que propiciem a atualizao constante das normas, instrues, mtodos e procedimentos pertinentes s atividades do controle externo; IV - definir, em conjunto com a Secretaria-Geral, as necessidades materiais, tecnolgicas, financeiras e de recursos humanos relacionadas com as atividades de controle externo, submetendo as concluses Presidncia do Tribunal; V - acompanhar e avaliar, pelos relatrios e dados estatsticos peridicos, elaborados pelos respectivos dirigentes, o desempenho de suas unidades internas; VI - fornecer elementos para a elaborao de relatrios que devam ser apresentados pelo Tribunal no desempenho de suas funes legais e constitucionais de controle externo; VII - assessorar a Presidncia do Tribunal no encaminhamento dos pedidos de informao e fiscalizao formulados pela Assemblia Legislativa ou pelas Cmaras Municipais, por qualquer de suas Comisses Tcnicas ou de Inqurito; VIII - coordenar o acesso pelos diversos rgos do Tribunal aos sistemas de informaes e dados das diversas unidades administrativas dos Poderes Pblicos estadual e municipais; IX - estabelecer as ligaes institucionais com os rgos de controle interno dos Poderes Pblicos estadual e municipais; X - promover ao Presidente do Tribunal as minutas das normas procedimentais de sua atuao. Pargrafo nico. A Secretaria de Controle Externo tem por titular o Secretrio de Controle Externo, bacharel em Direito, Administrao, Contabilidade ou Economia, de livre nomeao do Presidente do Tribunal, competindo-lhe:

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I - coordenar o planejamento, a organizao e a execuo das atividades relacionadas s funes de controle externo, sob a superviso do Presidente do Tribunal; II - representar ao Presidente do Tribunal acerca das medidas e providncias necessrias execuo das atividades de suas unidades internas; III - encaminhar, nos prazos regimentais e noutras oportunidades determinadas pelo Presidente do Tribunal, pelo Corregedor-Geral ou pelo Tribunal Pleno, relatrio estatstico do movimento de processos na SECEX e da produtividade e da qualidade tcnica de seus servidores; IV - submeter Presidncia, ao Corregedor-Geral ou ao Tribunal Pleno, nos casos regimentais, os planos estratgicos diretores e operacionais relacionados s atividades de controle externo; V - propor ao Presidente do Tribunal a constituio e a designao de comisses e grupos de trabalho, com a participao de servidores de suas unidades tcnicas para realizar estudos e desenvolver projetos de interesse do Tribunal, bem como realizar acompanhamento de aes governamentais ou atendimento das necessidades da instruo processual; VI - representar o Tribunal, junto a outras instituies, nas funes tcnicas de controle externo do Tribunal, por determinao do Presidente ou do Tribunal Pleno; VII - estabelecer as normas relativas aos servios internos da SECEX, nos termos de delegao presidencial; VIII - praticar outros atos ordenados ou delegados pelo Tribunal Pleno ou pelo Presidente do Tribunal.

SEO II

DA CONSTITUIO INTERNA DA SECRETARIA DE CONTROLE EXTERNO

Art. 39. A Secretaria de Controle Externo constituda pelas seguintes Subsecretarias e Divises: I - Subsecretaria de Controle Externo da Administrao Direta - SUBCAD, cuja jurisdio abrange os trs Poderes, os Fundos Especiais e os rgos integrantes da Administrao Direta do Estado do Amazonas, este Tribunal, inclusive; II - Subsecretaria de Controle Externo da Administrao Indireta - SUBCAI, cuja jurisdio abrange todos os rgos, os Fundos especiais e Entidades que integram a Administrao Indireta do Estado do Amazonas; III - Subsecretaria de Controle Externo de Admisses, Aposentadorias, Reformas e Penses - SUBCAP, cuja jurisdio abrange todos os rgos e Entidades das Administraes Direta e Indireta, Estadual e Municipais; IV - Subsecretaria de Controle Externo dos Municpios do Interior - SUBCAMI, cuja jurisdio abrange os Poderes Executivo e Legislativo de todos os Municpios do

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interior do Estado do Amazonas e respectivas entidades da Administrao Indireta e Fundos especiais; V - Subsecretaria de Controle Externo da Administrao Municipal de Manaus - SUBCAMM, cuja jurisdio abrange os Poderes Executivo e Legislativo do Municpio de Manaus e respectivas entidades da Administrao Indireta e Fundos especiais; VI - Subsecretaria de Recursos Tcnicos - SUBTEC, tendo a ela subordinada a Diviso de Engenharia DIENGH; 1.o Compem, ainda, a estrutura da Secretaria de Controle Externo: I - a Comisso de Exame das Contas Gerais do Governo do Estado - CONGOV - cuja incumbncia assessorar o respectivo Conselheiro Relator; II - a Comisso de Verificao da Responsabilidade Fiscal - CVRF, cuja incumbncia acompanhar o cumprimento, pelas Administraes Direta e Indireta estaduais e municipais das normas da Lei complementar federal n 101, de 04 de maio de 2.000 e de seus regulamentos. 2.o Dentro de cada Subsecretaria, haver a distribuio das atribuies, em funo da matria, dos rgos e Entidades a serem controlados, das unidades oramentrias ou da atividade administrativa, cometendo-se a supervisores, por meio de Portaria do Presidente do Tribunal, cada uma destas subdivises do trabalho. 3.o A Secretaria de Controle Externo suprida administrativamente pela Secretaria-Geral do Tribunal.

CAPTULO VII DA SECRETARIA-GERAL

SEO I

DA DEFINIO E DAS ATRIBUIES DA SECRETARIA-GERAL

Art. 40. A Secretaria-Geral - SEGER, subordinada diretamente ao Presidente do Tribunal, tem por finalidade: I - dar apoio administrativo Direo-Geral, ao Corpo Deliberativo e ao Ministrio Pblico; II - planejar, organizar, coordenar e supervisionar a execuo das atividades relacionadas s funes de administrao geral, de pessoal, contbil, financeira, oramentria e patrimonial e de servios gerais, necessrias ao funcionamento do Tribunal. Pargrafo nico. A Secretaria-Geral dirigida por um Secretrio-Geral, bacharel em Direito, Contabilidade, Administrao ou Economia, de livre nomeao do Presidente do Tribunal, com as seguintes competncias:

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I - dirigir e coordenar, sob a superviso do Presidente do Tribunal, as atividades de expediente, de gesto de material e patrimnio, de administrao oramentria e financeira, de pessoal e gerencial do Tribunal; II - propor ao Presidente do Tribunal a lotao dos servidores na SEGER; III - fornecer as informaes tcnicas referentes s reas de sua competncia ao Presidente, SECEX, ao Ministrio Pblico e Auditoria Interna, segundo o caso; IV - oferecer apoio tcnico-pessoal ou por seus subordinados em aes e assuntos do mbito de sua competncia; V - propor ao Presidente do Tribunal a constituio e designao de comisses e grupos de trabalho, com a participao de servidores de suas unidades administrativas para realizar estudos e desenvolver projetos de interesse do Tribunal; VI - estabelecer as normas relativas aos servios internos da SEGER, nos termos de delegao presidencial; VI - representar o Tribunal junto a outras instituies nos casos e nas necessidades de administrao interna, por determinao do Presidente ou do Tribunal Pleno; VII - encaminhar, nos prazos regimentais e noutras oportunidades determinadas pelo Presidente ou pelo Tribunal Pleno, relatrio estatstico do movimento de processos administrativos na SEGER e da produtividade de seus servidores; VIII - ordenar, por delegao do Presidente, as despesas relativas administrao do Tribunal; IX - exercer outras atribuies regimentais ou determinadas pelo Presidente do Tribunal.

SEO II

DA CONSTITUIO INTERNA DA SECRETARIA-GERAL

Art. 41. A Secretaria-Geral constituda das seguintes Subsecretarias, Divises e Servios: I - Subsecretaria de Administrao Interna - SAI, com as seguintes Divises e Servios:

a) Diviso de Expediente e Protocolo - DIEPRO; b) Diviso de Informtica - DINFOR;

c) Diviso de Material e Patrimnio DIVMAT;

d) Diviso de Manuteno DIMAN;

e) Servio de Arquivo SARQ;

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II - Subsecretaria de Administrao de Recursos Humanos - SARH, com as seguintes Divises e Servios:

a) Diviso de Administrao de Pessoal e Recursos Humanos DIARH; b) Servio de Preparo de Pagamento - SPP;

c) Servio Social - SES;

d) Servio Mdico e Odontolgico - SMO;

III - Subsecretaria de Administrao Financeira e Oramentria - SUBFIN, tendo a ela subordinada a Diviso de Oramento e Finanas - DIORFI; IV Subsecretaria do Instituto Paulo Pinto Nery - IPPN, tendo a ele subordinada a Diviso de Documentao e Biblioteca - DIVDB; V Subsecretaria do Tribunal Pleno - SUBPLENO, composto pelas seguintes Divises e Servios:

a) Diviso da Primeira Cmara DIPRIM; b) Diviso da Segunda Cmara DISEG;

c) Diviso de Redao de Acrdos DIRAC;

d) Diviso de Cadastro Registro e Execuo de Decises - DICREX;

e) Servio de Apoio s Sesses SAS.

Pargrafo nico. A Subsecretaria do Tribunal Pleno ter subordinao administrativa Secretaria-Geral e hierrquica, segundo o caso, ao Presidente do Tribunal, aos Presidentes das Primeira e Segunda Cmaras, aos Conselheiros Julgadores e ao Corregedor Geral.

SEO III DOS GABINETES DA PRESIDNCIA,

DA CORREGEDORIA-GERAL E DOS CONSELHEIROS

Art. 42. Integram a estrutura administrativa da Secretaria-Geral do Tribunal os Gabinetes da Presidncia, da Corregedoria-Geral, de cada um dos Conselheiros, com subordinao hierrquica e tcnica a cada um destes rgos. Pargrafo nico. Nos Gabinetes, lotam-se os servidores dedicados ao servio especfico de atendimento aos respectivos titulares dos rgos descritos no caput. Art. 43. O Gabinete da Presidncia - GP, cujo Chefe de livre nomeao pelo Presidente do Tribunal, presta ainda servios Vice-Presidncia no desempenho por seu titular das suas competncias legais e regimentais.

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Pargrafo nico. Junto ao Gabinete da Presidncia, funcionam: I - o Servio de Cerimonial do Tribunal - SEC; II - o Servio de Assistncia Militar - SAM.

SEO IV

DO INSTITUTO PAULO PINTO NERY Art. 44. (Revogado pela Resoluo N. 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 44. A Subsecretaria do Instituto Paulo Pinto Nery, ligada diretamente Presidncia do Tribunal, tem as seguintes atribuies:

I - realizao de concursos pblicos de provas e provas e ttulos para o preenchimento dos cargos efetivos do Quadro de Pessoal do Tribunal, diretamente ou por contratao de entidade especializada, observadas as diretrizes traadas pela Comisso de Admisses e Concursos; II - organizao e administrao de cursos, treinamento e aperfeioamento para os servidores do Tribunal; III - promoo e organizao de simpsios, seminrios, trabalhos e pesquisas sobre questes relacionadas atividade do Tribunal; IV - edio e publicao do boletim interno, da Revista do Tribunal de Contas e do Ministrio Pblico e de outros textos de interesse do rgo, observadas as diretrizes fixadas pela Comisso da Revista; V - assessoramento e consultoria, exclusivamente ao Tribunal, nas reas de administrao, contabilidade, comunicao, economia, engenharia, finanas e oramento.

CAPTULO VIII DA CONSULTORIA JURDICA E

DA AUDITORIA DE CONTROLE INTERNO

SEO I DA CONSULTORIA JURDICA

Art. 45. A Consultoria Jurdica JURISCON subordina-se hierarquicamente ao Presidente do Tribunal e recebe apoio administrativo da Secretaria-Geral. 1.o A Consultoria Jurdica - JURISCON tem por finalidade: I - assessorar juridicamente o Tribunal, no mbito administrativo interno; II - prestar assistncia jurdica ao Presidente, aos Conselheiros, aos Auditores e s Secretaria-Geral e de Controle Externo;

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III - coordenar, em cooperao com a Subsecretaria de Recursos Tcnicos da SECEX e com a Comisso de Jurisprudncia, a seleo, compilao e organizao das decises do Tribunal Pleno de contedo normativo, com vistas uniformizao da jurisprudncia do Tribunal, emisso dos enunciados das respectivas smulas, alm das instrues normativas; IV - emitir parecer nos processos administrativos internos, nos recursos e revises neles interpostos, inclusive; V - manter, por delegao da Presidncia, relaes institucionais com a Procuradoria-Geral do Estado quanto aos procedimentos administrativos ou judiciais que envolvam o Tribunal; VII - acompanhar e informar o andamento dos procedimentos judiciais e administrativos de interesse do Tribunal; VIII - providenciar a manuteno atualizada do acervo de legislao e jurisprudncia atinentes s suas funes jurdicas internas; IX - participar da elaborao dos atos normativos do Tribunal, prestando assessoria Comisso de Legislao e Regimento Interno e Comisso de Jurisprudncia; X - elaborar os termos de contratos, convnios e outros ajustes firmados pelo Tribunal ou, se for o caso, examinar e emitir parecer sobre aqueles que sejam confeccionados por outro rgo ou Entidade; XI - acompanhar os procedimentos licitatrios do Tribunal e verificar, para fins do artigo 38 e seu pargrafo nico da Lei Federal n. 8.666/93, a regularidade dos editais e outras peas concernentes a estes processos, em especial as minutas de contratos e atos congneres; XII - exercer outras funes tcnico-jurdicas cominadas pelo Presidente ou pelo Tribunal Pleno. 2.o O Chefe da Consultoria ser bacharel em Direito, de livre nomeao do Presidente do Tribunal, sendo auxiliado por um corpo consultivo de servidores do Tribunal com bacharelado em Direito.

SEO II DA AUDITORIA

DE CONTROLE INTERNO Art. 46. A Auditoria de Controle Interno - AUDICON, subordinada diretamente ao Presidente do Tribunal, tem por finalidade: I - acompanhar a execuo do oramento do Tribunal em todos os aspectos e fases de realizao da despesa; II - desempenhar atividades de controle e proteo do seu patrimnio;

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III - acompanhar e verificar a comprovao da legalidade e da regularidade dos atos de gesto dos responsveis pela execuo oramentria, financeira e patrimonial do Tribunal; IV - executar todos os procedimentos pertinentes s funes de auditoria interna; V - representar ao Presidente do Tribunal, em caso de ilegalidade ou irregularidade que constatar; VI - analisar os documentos oramentrios, financeiros, patrimoniais e contbeis e emitir parecer sobre as contas anuais e as operaes do Tribunal; VII - examinar e verificar as movimentaes de recursos e a regular guarda de bens e valores do Tribunal; VIII - receber ou tomar as contas dos responsveis pelo almoxarifado e pelos adiantamentos dados pelo Tribunal; IX - desempenhar outras funes determinadas, no mbito de sua competncia, pelo Presidente ou pelo Tribunal Pleno. 1.o O ocupante do cargo de Auditor de Controle Interno deve ter formao superior nas reas de Contabilidade, Administrao, Economia ou Direito, de livre nomeao do Presidente do Tribunal. 2.o Na Auditoria de Controle Interno, sero lotados servidores com formao jurdica, contbil, econmica e administrativa. 3.o A AUDICON recebe suporte administrativo da Secretaria-Geral do Tribunal.

CAPTULO IX DAS COMISSES

SEO I

DAS DISPOSIES GERAIS SOBRE AS COMISSES

Art. 47. As Comisses, que funcionam junto Presidncia, com apoio administrativo da Secretaria-Geral, colaboram no desempenho das atribuies do Tribunal e so permanentes ou temporrias. 1.o So competncias comuns s Comisses: I - sugerir normas de seus servios internos ao Presidente; II - requisitar do Presidente os recursos humanos e materiais necessrios ao desempenho de suas atribuies; III - manter contatos com outras autoridades ou instituies, no exerccio de suas atribuies, dando conhecimento do que for tratado ao Presidente do Tribunal.

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2.o As Comisses constituem-se de, no mnimo, trs e, no mximo, oito membros, escolhidos pelo Presidente do Tribunal, dando-se conhecimento ao Tribunal Pleno, que pode determinar a substituio de algum deles, com fundado motivo. 3.o As Comisses funcionam somente com a presena de todos os seus membros. 4.o So temporariamente constitudas as Comisses que tenham por atribuies e objetivos a satisfao de necessidades transitrias do Tribunal ou para os quais no se justifica a manuteno contnua do Colegiado. 5.o Sendo temporria a Comisso, desconstituda pela consecuo de seus fins ou pelo advento do termo final do prazo demarcado, salvo se prorrogado pelo Presidente do Tribunal.

SEO II DAS COMISSES PERMANENTES

Art. 48. So permanentes as Comisses: I - de Legislao e Regimento Interno; II - de Jurisprudncia; III - de Admisses e Concursos; IV - da Revista do Tribunal de Contas e do Ministrio Pblico. Art. 49. Os membros das Comisses Permanentes so designados pelo Presidente do Tribunal na primeira sesso administrativa de seu mandato e sua composio vigora pelo mesmo perodo. 1. Integram a Comisso de Legislao e Regimento Interno o Conselheiro Vice-Presidente, na condio de presidente, um Conselheiro ou Auditor e um Procurador de Contas, respeitada alternncia de seus membros a cada binio (NR). (Redao dada pelo artigo 1 da Resoluo N. 13, de 08 de outubro de 2009).

Redao anterior: 1.o Integram a Comisso de Legislao e

Regimento Interno o Conselheiro mais antigo e o mais novo, um Auditor e um Procurador de Contas, este indicado pelo Procurador-Geral.

2. Na composio da Comisso de Jurisprudncia ser assegurada a participao do Conselheiro-Presidente de cada uma das Cmaras do Tribunal e de um Procurador de Contas, este indicado pelo Procurador-Geral (NR). (Redao dada pelo artigo 1 da Resoluo N. 07, de 14 de maro de 2012).

Redao anterior: 2. Ser composta a Comisso de Jurisprudncia pelo Conselheiro Corregedor, na condio de presidente, um Conselheiro ou Auditor e de um Procurador de

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Contas, respeitada alternncia de seus membros a cada binio (NR). (Redao dada pelo artigo 1 da Resoluo N. 13, de 08 de outubro de 2009).

Redao original: 2. Na composio da Comisso de

Jurisprudncia ser assegurada a participao de ao menos um Conselheiro de cada uma das Cmaras do Tribunal e de um Procurador de Contas, este indicado pelo Procurador-Geral.

3.o Para a Comisso de Admisses e Concursos, se designada para a realizao de certame para admisso de Auditor ou de Procurador de Contas, caso dela j no participe, ser includo, respectivamente, mais um membro Auditor ou Procurador de Contas. 4.o A Comisso da Revista ser composta pelo Conselheiro Vice-Presidente, pelo Procurador-Geral, mais um Conselheiro, um Auditor e um Procurador de Contas, alternando-se a Presidncia entre os dois primeiros anualmente. Art. 50. So atribuies: I - da Comisso de Legislao e Regimento Interno:

a) cuidar da atualizao das normas constitucionais e legais aplicveis ao Tribunal, bem como do Regimento Interno, mediante apresentao de propostas ou projetos de emendas aos textos referidos em vigor e a emisso de parecer a emenda ou sugesto apresentadas por Conselheiro, por Auditor, por representante do Ministrio Pblico ou pelas Secretarias Geral ou de Controle Externo;

b) opinar em processo administrativo, quando consultada pela

Presidncia. II - da Comisso de Jurisprudncia:

a) manter a atualizao e publicao da Smula da Jurisprudncia do Tribunal;

b) superintender os servios de sistematizao e divulgao da

jurisprudncia dominante do Tribunal, sugerindo medidas que facilitem a pesquisa de julgados e processos;

c) propor ao Tribunal Pleno que seja compendiada em smula a

jurisprudncia do Tribunal, quando verificar que no h divergncia entre aquele e as Cmaras;

d) selecionar, a ttulo de cooperao, as deliberaes que possam ser

publicadas em seu inteiro teor e encaminh-las Comisso da Revista;

e) elaborar as normas de servio e encaminh-las ao Presidente para aprovao.

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III - da Comisso de Admisses e Concursos:

a) coordenar a realizao, pelo Instituto Paulo Pinto Nery, de estudos relativos formao dos quadros profissionais do Tribunal;

b) examinar a convenincia da realizao de certames para admisso de

pessoal administrativo e de Procuradores de Contas e Auditores;

c) elaborar as normas de servio e submet-las ao Presidente para aprovao.

IV - da Comisso da Revista:

a) com a colaborao do Instituto Paulo Pinto Nery, supervisionar e administrar a produo da Revista do Tribunal e do Ministrio Pblico;

b) determinar a linha editorial da Revista;

c) selecionar o material a ser publicado;

d) manter, junto Diviso de Documentao e Biblioteca, os dados e

documentos pertinentes edio da Revista;

e) produzir suas normas de servio e encaminh-las ao Presidente do Tribunal para aprovao.

SEO III

DAS COMISSES DE LICITAO, DE CADASTROS E PROCESSANTES

Art. 51. Para a realizao dos procedimentos administrativos disciplinares e de verificaes administrativas de outras naturezas, a Presidncia, com a autorizao do Tribunal Pleno, instituir comisses especficas, na forma da lei. 1. Para o processamento disciplinar, fica instituda permanentemente a Comisso Processante, sem prejuzo da formao pela Presidncia, observado o disposto no caput, de comisses processantes especiais, de acordo com as normas aplicveis em cada caso a Conselheiros, a Auditores e aos demais servidores. 2. Aplica-se s comisses especiais referidas no 1. o disposto no art. 47, 5.. Art. 52. Para a realizao dos procedimentos licitatrios, a Presidncia, com a autorizao do Tribunal Pleno, instituir a Comisso Permanente de Licitao e, segundo as especificidades do objeto do certame, Comisses Especiais de Licitao, observadas as pertinentes disposies da Lei federal n. 8.666/93. 1. A Comisso Permanente de Licitao funcionar ainda como Comisso de Cadastros, aplicando-se quanto s Comisses Especiais o disposto no 5.o do art. 47.

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2. Para o recebimento e atestao de bens, servios adquiridos e obras realizadas pelo Tribunal, o Presidente constituir comisses especficas, observado o disposto no artigo 47, 5o, deste Regimento.

TTULO III DO MINISTRIO PBLICO

JUNTO AO TRIBUNAL

CAPTULO I DA ESTRUTURA E DA COMPETNCIA

DO MINISTRIO PBLICO Art. 53 O Ministrio Pblico junto ao Tribunal, ao qual se aplicam os princpios institucionais da unidade, da indivisibilidade e da independncia funcional, compe-se de dez Procuradores de Contas, nomeados pelo Governador, aps aprovao em concurso de provas e ttulos, com a participao da Ordem dos Advogados do Brasil, dentre brasileiros, Bacharis em Direito. (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 53 - O Ministrio Pblico junto ao Tribunal, ao qual se aplicam os princpios institucionais da unidade, da indivisibilidade e da independncia funcional, compe-se de quatro Procuradores de Contas de Primeira Classe e de seis Procuradores de Contas de Segunda Classe, nomeados, mediante concurso pblico, pelo Governador do Estado, dentre brasileiros, bacharis em Direito.

Art. 54. Compete ao Ministrio Pblico: I - promover a defesa da ordem jurdica, requerendo perante o Tribunal as medidas de interesse da Justia, da Administrao e do errio; II comparecer, obrigatria e impreterivelmente, s sesses do Tribunal, intervindo nos debates, e declarar, ao p das decises e acrdos, a sua presena; III - opinar, verbalmente ou por escrito, nos processos de tomada de contas, de tomada de contas especial e de prestao de contas, de concesso inicial de aposentadoria, reforma e penso, de disponibilidade, de admisso de pessoal, contratos e congneres, convnios e outros ajustes, alm de outros estabelecidos neste Regimento e nos regulamentos da Corte; IV - dizer do direito, verbalmente ou por escrito, por deliberao do Tribunal, requisio de qualquer Conselheiro, a seu prprio requerimento, ou por distribuio do Presidente, em todos os assuntos sujeitos deciso do Tribunal; V - promover a instaurao de processos de tomadas de contas e tomadas de contas especiais e propor aplicao de penalidades;

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VI - remeter Procuradoria-Geral do Estado a documentao relativa aos atos de imposio de multas e s sentenas condenatrias a pagamento em alcance e dbitos verificados nos processos; VII - interpor os recursos previstos em lei e manifestar-se sobre pedidos da mesma natureza apresentados pelos interessados, bem como sobre providncia satisfatria de priso de responsveis e levantamentos de seqestro de bens; VIII encaminhar, anualmente, ao Tribunal e ao Governador do Estado o relatrio de suas atividades, expondo o andamento da execuo das decises, de acordo com as informaes prestadas pela Procuradoria-Geral do Estado; IX - receber da Procuradoria-Geral do Estado, at o dia 31 de maro de cada ano, o relatrio circunstanciado de suas atividades, com exposio do andamento da execuo de decises do Tribunal; X - promover, no que lhe couber, perante as autoridades pblicas, na esfera administrativa, a execuo dos julgados proferidos pelo Tribunal; XI - levar, por intermdio do Tribunal, ao conhecimento de todos os seus jurisdicionados, para fins de Direito, qualquer caso de dolo, falsidade, concusso, peculato ou irregularidade de que venha a ter cincia; XII - tomar a iniciativa, por intermdio da Procuradoria-Geral de Justia, da apurao do ilcito penal quando assim recomendar o Tribunal; XIII - promover perante o Tribunal ou qualquer outro rgo pblico, de natureza autrquica, inclusive, contra autoridade ou agente da Administrao Pblica, direta ou indireta, e Fundaes, que recusar ou obstar o cumprimento de deciso do Tribunal, exigindo punio do faltoso, de quem poder ser apurada a responsabilidade penal, se sua ao perturbar os efeitos da deciso; XIV - opinar nos casos de consulta da Administrao Pblica; XV - representar ao Tribunal, contra os que, em tempo, no houverem apresentado as suas contas nem entregado os documentos de sua gesto, bem como contra os responsveis em alcance, requerendo as medidas cabveis; XVI - participar nos Pareceres anuais sobre as Contas do Governador e dos Prefeitos Municipais. 1.o No esto sujeitos a parecer do Ministrio Pblico os processos de natureza administrativa interna, salvo em sede recursal, na forma do artigo 145, 4.o deste Regimento. 2.o O Relator do processo administrativo interno, no entanto, tendo em vista a complexidade da matria tcnica ou a alta indagao jurdica, poder submeter o feito manifestao do Ministrio Pblico.

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Art. 55. Todos os rgos e Entidades sujeitos jurisdio do Tribunal so obrigados a atender s requisies do Ministrio Pblico, a exibir-lhe os seus livros e documentos e a prestar-lhe as informaes necessrias ao desempenho de suas funes.

CAPTULO II DO PROCURADOR-GERAL

SEO I

DAS PRERROGATIVAS E ATRIBUIES DO PROCURADOR-GERAL

Art. 56 - O Ministrio Pblico dirigido por um Procurador-Geral, nomeado pelo Governador do Estado, dentre os Procuradores de Contas, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma reconduo. (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 56 - O Ministrio Pblico dirigido por um Procurador-Geral, nomeado pelo Governador do Estado, aps formao de lista trplice dentre os Procuradores de Contas de Primeira Classe, para mandato de dois anos, permitida uma reconduo, precedida de nova lista trplice.

1.o O Procurador-Geral tem tratamento protocolar igual ao de Conselheiro. 2. Em caso de vacncia ou em sua ausncia e impedimento, por motivo de licena, frias ou outro afastamento legal, o Procurador-Geral ser substitudo por um dos Procuradores de Contas, observada a ordem de antigidade no cargo, ou a maior idade, no caso de idntica antigidade, fazendo jus, nessas substituies, aos vencimentos do cargo exercido. (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: 2. Em caso de vacncia ou em sua ausncia e impedimento, por motivo de licena, frias ou outro afastamento legal, o Procurador-Geral ser substitudo por Procurador de Contas de Primeira Classe e, na ausncia deste, por Procurador de Contas de Segunda Classe, observada, em ambos os casos, a ordem de antigidade no cargo, ou a maior idade, no caso de idntica antigidade, fazendo jus, nessas substituies, aos vencimentos do cargo exercido.

3.o A exonerao do Procurador-Geral, antes do trmino do binio, poder ser proposta por dois teros dos integrantes do Ministrio Pblico, a ser encaminhada ao Governador do Estado. Art. 57. So do Procurador-Geral, em sua misso de guarda da lei e fiscal de sua execuo, as competncias descritas no artigo 54 deste Regimento, alm de outras atribuies estabelecidas neste Regimento Interno.

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Art. 58. Aos Procuradores de Contas por delegao do Procurador-Geral, compete exercer as funes previstas no artigo 54 deste Regimento. (Redao dada pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

Redao anterior: Art. 58 - Aos Procuradores de Contas de Primeira e de Segunda Classes, por delegao do Procurador-Geral, compete exercer as funes previstas no artigo 62 deste Regimento.

Pargrafo nico - O Procurador-Geral, por portaria, designar os demais Procuradores de Contas para o desempenho da delegao referida no caput deste artigo perante as Cmaras e perante o Tribunal Pleno, segundo o caso, instituindo rodzio ou alternncia entre eles, na convenincia ou no interesse do servio. (Antigo 1. transformado em pargrafo nico pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013) 2. (Revogado pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013) 3. (Revogado pela Resoluo N 08, de 25 de fevereiro de 2013)

SEO II

DAS ATRIBUIES ADMINISTRATIVAS DO PROCURADOR-GERAL

Art. 59. Compete, administrativamente, ao Procurador-Geral: I - administrar o Ministrio Pblico, dispondo sobre os servidores nele lotados e gerindo os bens a ele entregues; II - solicitar ao Presidente do Tribunal os servidores, as contrataes, as aquisies e as demais providncias necessrias ao funcionamento do Ministrio Pblico; III - indicar ao Presidente do Tribunal as pessoas a serem nomeadas para os cargos comissionados no mbito do Ministrio Pblico, observadas as prerrogativas de escolha e as vedaes legais; IV - designar os Procuradores de Contas para participarem das sesses do Tribunal Pleno ou de suas Cmaras, bem como de reunies de trabalho e das Comisses Permanentes e especiais do Tribunal; V - baixar atos, portarias e instrues de servios concernentes s atividades do Ministrio Pblico.

SEO III DA SECRETARIA

DO MINISTRIO PBLICO Art. 60. A Secretaria do Ministrio Pblico - SEMP, auxiliar do Procurador-Geral, dirigida por um Secretrio, competindo-lhe conduzir, sob a superviso daquele, as atividades administrativas internas do rgo;

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1. O Secretrio do Ministrio Pblico nomeado pelo Presidente do Tribunal, mediante livre indicao do Procurador-Geral. 2. A Secretaria do Ministrio Pblico suprida administrativamente pela Secretaria-Geral do Tribunal e os servidores nela lotados sujeitam-se s normas de conduta e de servio geralmente estabelecidas para o Tribunal. 3. Os servidores lotados na Secretaria do Ministrio Pblico sero distribudos por seu Secretrio, consoante deliberao do Procurador-Geral, para atender a todos os Procuradores de Contas perante o Tribunal Pleno e cada uma das Cmaras.

TTULO IV DO PROCESSO NO TRIBUNAL

CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS

SOBRE O PROCESSO

SEO I DOS PRINCPIOS INFORMATIVOS

Art. 61. O processo e os procedimentos no Tribunal reger-se-o pelas disposies gerais constantes deste Ttulo, ressalvada norma especfica em contrrio. Art. 62. So princpios do processo, alm dos princpios gerais aplicados Administrao Pblica, os seguintes: I - legalidade objetiva, significando que o procedimento administrativo deve ser iniciado com base na lei e destinado ao seu cumprimento; II - devido processo legal, importando na atuao em conformidade com a lei e o Direito, com observncia das formalidades essenciais garantia dos direitos dos administrados; III - oficialidade, pois o Tribunal tem o dever de impulsionar e conduzir o procedimento; IV - informalismo, porque, em relao aos administrados, o procedimento dispensa ritos e formas solenes, salvo disposio legal ou regulamentar em contrrio; V - verdade material, significando que a Administrao no se limitar s provas produzidas no procedimento, podendo servir-se de outros elementos probatrios moral e licitamente obtidos para alcanar a verdade; VI - inquisitrio, expressando que o Tribunal deve, sempre que o interesse pblico o exigir, tomar a iniciativa da instruo do processo;

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VII - celeridade, significando que a Administrao dever adotar todas as providncias para a rpida instruo e concluso do processo, impedindo prticas protelatrias, inclusive; VIII - gratuidade, porque o procedimento gratuito, ressalvada a hiptese de cobrana de taxas remuneratrias dos custos dos atos, quando expressamente previsto; IX - motivao e revisibilidade das decises, significando que as decises finais ou instrutrias sero sempre fundamentadas, devendo ser revistas pela prpria Administrao quando inconvenientes ou contrrias ao fim legal, e recorrveis pelos administrados, terceiros prejudicados e pelo Ministrio Pblico, demonstrada a legitimidade ad causam; X - proporcionalidade, pela adequao entre meios e fins, importando ao estritamente necessria ao atendimento do interesse pblico. Art. 63. Na instruo e apreciao dos processos, as normas devem ser interpretadas pelas regras de Direito Pblico, suplementadas pelas de Direito Privado, observando-se que: I - a interpretao deve ser sempre favorvel ao interesse coletivo; II - as normas concessivas de vantagens ao particul