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CELI DEREWLANY MUNIZ

Evoluo do perfil de fragilidade em idosos,

78 meses aps a avaliao inicial, subprojeto rede FIBRA

Tese apresentada a Faculdade de Medicina de Ribeiro Preto da Universidade de So Paulo para obteno do ttulo de Doutor em Medicina rea de concentrao: Clinica Mdica

Orientador: Prof. Dr. Eduardo Ferriolli

Verso corrigida. A verso original encontra-se disponvel tanto na Biblioteca da

Unidade que aloja o Programa, quanto na Biblioteca Digital de Teses e Dissertaes

da USP (BDTD).

Ribeiro Preto

2016

Autorizo a reproduo e divulgao total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio

convencional ou eletrnico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a

fonte.

Derewlany Muniz, C. Evoluo do perfil de fragilidade em idosos, 78 meses aps a

avaliao inicial, subprojeto rede FIBRA. Ribeiro Preto, 2016. 137 p. : il. ; 30 cm Tese de Doutorado, apresentada Faculdade de Medicina de

Ribeiro Preto, Universidade de So Paulo. rea de concentrao: Clnica Mdica.

Orientador: Prof. Dr. Eduardo Ferriolli. 1. Fragilidade. 2. Envelhecimento. 3. Incapacidade. 4. bitos. 5. Dor.

Nome: DEREWLANY MUNIZ, Celi

Ttulo: Evoluo do perfil de fragilidade em idosos, 78 meses aps a avaliao

inicial, subprojeto rede FIBRA

Tese apresentada Faculdade de Medicina de Ribeiro Preto da Universidade de So Paulo para obteno do ttulo de Doutor em Medicina

Aprovado em:

Banca Examinadora

Prof. Dr. ___________________________ Instituio: _______________________

Julgamento: ________________________ Assinatura: _______________________

Prof. Dr. ___________________________ Instituio: _______________________

Julgamento: ________________________ Assinatura: _______________________

Prof. Dr. ___________________________ Instituio: _______________________

Julgamento: ________________________ Assinatura: _______________________

Prof. Dr. ___________________________ Instituio: _______________________

Julgamento: ________________________ Assinatura: _______________________

Prof. Dr. ___________________________ Instituio: _______________________

Julgamento: ________________________ Assinatura: _______________________

AGRADECIMENTOS

Agradeo ao meu Deus, meu amigo, orientador, conselheiro e ajudador em todos os momentos dessa jornada. Minha av Sofia, exemplo de carter, tica e sabedoria, meu grande estmulo para abraar a geriatria. Meus pais que sempre me apoiaram e me cobriram com suas oraes, conselhos e amor. Alicerce de princpios e valores que permitiram uma construo forte e a minha referncia de vida. Meus irmos, exemplos de carter e amizade, me ajudaram desde sempre e de todas as formas possveis incansavelmente, leram algumas vezes minha tese e me auxiliaram com crticas sempre construtivas. Meus professores, todos fundamentais para minha caminhada, meus grandes mestres, minha Santa Casa, amor de uma vida, formaram a base profissional e tica que carrego comigo por onde for. Ao professor Doutor Valdir Golin que me estimulou a seguir o caminho da clnica mdica, ao professor Doutor Milton Gorzoni, querido professor que me apresentou a geriatria com a paixo que poderia ser vista apenas atravs de seus olhos e do seu sorriso sempre aberto. Ao servio de geriatria do HC-FMUSP, que me recebeu de braos abertos, foi ali que aprendi, reaprendi, cresci e conheci as maiores referncias pessoais e profissionais que carrego comigo. Ao professor Doutor Wilson Jacob Filho, brilhante mdico, apaixonado pela geriatria e por dividir seu conhecimento com todos ao seu redor, aprendi e cresci profissionalmente e pessoalmente com seu apoio dirio no hospital dia e na geriatria. Ao servio de geriatria do HC-FMRP-USP, especialmente ao professor Doutor Jlio Moriguti, a professora Doutora Nereida Kilza da Costa Lima que junto com toda a equipe da geriatria recebeu-me e permitiu que eu retornasse ao convvio acadmico desenvolvendo minha pesquisa junto ao brilhante professor Doutor Eduardo Ferriolli, meu orientador. Ao meu marido Renato, o amor de uma vida que sempre apoiou e auxiliou-me em todos os momentos tornando a vida mais leve e alegre. Aos meus filhos Sophia e Matheus, motivo da minha alegria diria e gratido a Deus. A todos os voluntrios da pesquisa, que abriram suas casas, partilharam suas histrias de vida, mostraram fotos, sorrisos e lgrimas para algum que no conheciam, e hoje sou capaz de escrever minha tese apenas com essas boas lembranas que fazem a vida valer a pena.

Tudo tem o seu tempo determinado,

e h tempo para todo o propsito debaixo do cu...

Eclesiastes 3:1

RESUMO

Derewlany Muniz, C. Evoluo do perfil de fragilidade em idosos, 78 meses aps a avaliao inicial, subprojeto rede FIBRA. 2016. 137 f. Tese (Doutorado) -

Faculdade de Medicina de Ribeiro Preto, Universidade de So Paulo, Ribeiro Preto, 2016. INTRODUO: A fragilidade reconhecida como uma sndrome geritrica

multidimensional, resultado de danos em sistemas fisiolgicos complexamente interligados, ocasionando uma reduo do limiar do funcionamento, favorecendo o aumento da vulnerabilidade para desfechos indesejveis como quedas, incapacidade, institucionalizao e morte prematura. OBJETIVO: Determinar a evoluo da sndrome de fragilidade, em um perodo mdio de 78 meses. MTODOS: Analisar variveis relacionadas s caractersticas scio demogrficas, dados clnicos, medidas antropomtricas, auto relato de doenas e sintomas, funo fsica, presena de dor diria, alm dos cinco critrios de fragilidade: velocidade de marcha, fora de preenso, exausto, atividade fsica, perda de peso. Alm dos possveis desfechos como: quedas, internaes e bitos. Foram contatados 150 idosos dos 385 avaliados inicialmente em 2008, participantes do projeto FIBRA, com idade 65 anos, residentes em Ribeiro Preto. Foi utilizado o instrumento padro da avaliao inicial. RESULTADOS: Entre os

150 voluntrios contatados, 87 (58%) foram reavaliados e 63 (42%) foram perdas. A mdia de idade foi de 80,43 anos (6,7 DP) na avaliao atual. A maioria do sexo feminino (60,53%), raa branca (85,53%), casado (61,84%), com baixo nvel de escolaridade (55,26%) e baixa renda familiar (47,37%). De acordo com o fentipo da fragilidade de Fried et al (2001), foram classificados em: normais (N), pr frgeis (PF) e frgeis (F). A prevalncia de fragilidade foi de 3,95% na AI e 42,11% na AA (p

ABSTRACT

Derewlany Muniz, C. Evolution of Frailty profile in elderly after 78 months of initial evaluation, subproject of network FIBRA. 2016. 137 f. Tese (Doutorado) - Faculdade de Medicina de Ribeiro Preto, Universidade de So Paulo, Ribeiro Preto, 2016. INTRODUCTION: Frailty is known as a geriatric syndrome multifactorial, outcome of injury on physiological systems complex linked themselves resulting loss of operating threshold favouring increased vulnerability to undesirable upshot, like falls, disability, institutionalization and death. OBJECTIVE: To determine the evolution of the frailty syndrome in 78 months average period. METHODS: To analyze variables related to socio demographic characteristics, clinical data, anthropometric measures, self-reported diseases and symptoms, physical function, presence of daily pain, beyond the five frailty criteria: walking speed, grip strength, exhaustion, physical activity, unintentional loss of weight. In addition to the possible outcomes such as falls, hospitalizations and deaths. Early in 2008, has done the initial evaluation (AI) then 385 elderly were contacted. In current research (AA), 150 of them were contacted. All of them are participants of FIBRA project, aged 65 years, living in Ribeiro Preto. It used the same pattern as the initial assessment instrument. OUTCOMES: Among the 150 volunteers contacted, 87 (58%) were evaluated again and 63 (42%) were lost. The average age was 80.43 years (SD 6,7) in the current evaluation. Majority are women (60.53 %), white (85.53 %), married (61.84 %), with low education level (55.26 %) and low income (47.37%). According to the phenotype of frailty, Fried et al (2001) were classified as: normal (N), pre frail (PF) and frail (F). The prevalence of frailty was at 3,95% in the AI and 42.11% on AA (p

LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Medidas de posio e disperso das variveis quantitativas relacionadas as caractersticas demogrficas dos voluntrios no reavaliados (perdas) ..................................................................................................................... 45

Tabela 2. Distribuio das variveis scio demogrficas dos voluntrios no avaliados (perdas) ..................................................................................................... 46

Tabela 3. Distribuio das variveis scio demogrficas na avaliao inicial e na avaliao atual .......................................................................................................... 48

Tabela 4: Descrio das condies de sade na avaliao inicial e atual e o efeito do tempo ................................................................................................................... 50

Tabela 5: Distribuio da frequncia de doenas crnicas, na avaliao inicial e atual segundo o perfil de fragilidade .......................................................................... 52

Tabela 6. Distribuio da frequncia das AIVDs e ABVDs segundo a avaliao inicial e atual segundo o perfil de fragilidade ............................................................. 53

Tabela 7. Caracterizao das medidas antropomtricas. Medidas de posio e disperso relativas a indicadores de sade............................................................... 54

Tabela 8. Caracterst