exatas 2016 2

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    CURSO: Engenharia Civil

    CADERNO DE PROVAS Este caderno de provas contm questes objetivas, com 5 (cinco) alternativas cada uma, indicadas por A, B, C, D e E, e uma questo subjetiva, de Redao, de acordo com o quadro abaixo:

    Lngua Portuguesa / Literatura 10 questes objetivas

    Histria 05 questes objetivas

    Geografia 05 questes objetivas

    Fsica 10 questes objetivas

    Qumica 10 questes objetivas

    Biologia 05 questes objetivas

    Matemtica 15 questes objetivas

    Ingls 05 questes objetivas

    Espanhol 05 questes objetivas

    Redao 01 questo subjetiva

    ATENO: Responda apenas uma das provas de Lngua Estrangeira (Ingls ou Espanhol), de acordo com a sua opo.

    FOLHA DE RESPOSTAS Leia cuidadosamente cada questo e marque a resposta correta na Folha de Respostas. Existe apenas uma resposta correta para cada questo objetiva. Use caneta esferogrfica de tinta preta ou azul, ao assinalar sua resposta na Folha de Respostas, e preencha completamente o espao a ela destinado, sem ultrapassar os seus limites. Confira os dados constantes na Folha de Respostas e Assine. da sua inteira responsabilidade a marcao correta na Folha de Respostas.

    FOLHA DE REDAO Utilize o espao reservado ao rascunho para elaborar a sua redao. Use somente caneta esferogrfica de tinta preta ou azul, ao transcrever o seu texto na Folha de Redao, e observe as instrues constantes neste Caderno. Confira os dados contidos no cabealho da Folha de Redao e Assine. ATENO! Voc ter 5 (cinco) horas para responder a estas Provas. Ao conclu-las, devolva este caderno de provas ao Fiscal junto com a Folha de Resposta e a Folha de Redao.

    CONFIRA A SEQUNCIA DAS QUESTES DE SEU CADERNO DE PROVAS.

    SE FOR IDENTIFICADO ALGUM PROBLEMA, INFORME-O AO FISCAL.

    Marcao correta

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    LNGUA PORTUGUESA/ LITERATURA BRASILEIRA

    QUESTES DE 1 a 10 INSTRUES: Para responder a essas questes, identifique APENAS UMA NICA alternativa correta e marque o nmero correspondente na Folha de Respostas.

    TEXTO PARA AS QUESTES DE 1 A 2

    5 10 15

    Os atentados terroristas no incio deste ano em Paris e em Copenhague a propsito de caricaturas tidas como insultantes a Maom, atentados perpetrados por extremistas islmicos, trouxeram baila reflexes sobre liberdade de expresso. Na Frana h uma verdadeira obsesso, quase histeria, na afirmao ilimitada da liberdade de expresso, legado sagrado, como dizem, do iluminismo e da natureza laica do Estado. algo absoluto.

    Diferentemente, e com razo, afirmou o bispo proftico Dom Pedro Casaldliga: nada h de absoluto no mundo a no ser Deus e a fome; tudo o mais relativo e limitado. Entendendo o teorema de Gdel para alm da matemtica, pode-se afirmar a insupervel incompletude e limitao de tudo que existe. Por que dever ser diferente com a liberdade de expresso? Ela no escapa dos limites que devem ser reconhecidos, caso contrrio damos livre curso ao vale tudo e s vendettas. A ideia francesa da liberdade de expresso supe uma ilimitada tolerncia: h que se tolerar tudo. Contrariamente afirmamos: toda tolerncia possui sempre um limite tico que impede o vale tudo e o desrespeito aos outros que corri as relaes pessoais e sociais.

    Todo exerccio da liberdade que implica ofender o outro, ameaar a vida das pessoas e at de todo um ecossistema e violar o que tido por sagrado, no deve ter lugar numa sociedade que se quer minimamente humana.

    A liberdade sem limite absurda e no h como defend-la filosoficamente. Para contrabalanar os exageros da liberdade, costuma-se ouvir a frase, tida quase como um princpio: a minha liberdade acaba onde comea a tua.

    BOFF, Leonardo. Disponvel em: < http://cartamaior.com.br/colunaImprimir.cfm?cm_conteudo_idioma_id=32940 >.

    Acesso em 08 de junho de 2016. Adaptado.

    Questo 1 Para o articulista do texto, a liberdade de expresso a) deve garantir a paz e a convivncia pacfica entre as naes, tendo como principal objetivo construir a cultura do respeito liberdade do outro. b) precisa estar vinculada a questes ticas que possam controlar o exagero e desrespeito em relao liberdade do outro. c) deve ser combatida por todos os pases que s levam em considerao a sua prpria cultura e sua histria. d) precisa ser absoluta em qualquer circunstncia, garantindo a todo cidado o direito de expressar suas ideias e ideologias independentemente da privacidade do outro. e) fruto do excesso de tolerncia e falta de limites, gerando atitudes e comportamentos que comprometem a integridade de toda a sociedade.

    Questo 2 A estratgia argumentativa utilizada pelo articulista est devidamente analisada em a) A referncia aos atentados terroristas na Frana e em Copenhague tem como objetivo defender a tese de que somente na Europa a liberdade de expresso assume limites escusos ofensivos. b) A citao da frase de Dom Pedro Casaldliga foi utilizada para desconstruir a sua ideologia e ratificar o conceito iluminista de liberdade de expresso, defendido pelos franceses. c) A pergunta retrica, em Por que dever ser diferente com a liberdade de expresso? (l. 9), serve para induzir o interlocutor do texto a uma tese com a qual ele no concorda. d) A referncia ao teorema de Gdel tem por finalidade equiparar uma proposio matemtica maneira como os franceses concebem a liberdade de expresso.

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    e) Cita-se o discurso ideolgico dos franceses sobre a liberdade de expresso para rejeit-lo, ressignificando a ideia de que algo absoluto.

    Questo 3

    Disponvel em: < http://www.luizberto.com/wp-content/auto_solda150.jpg > . Acesso em 03 de junho de 2016.

    A relao entre os elementos verbais e no verbais que compem a charge denuncia uma contradio e evidencia uma pista lingustica que, no contexto, uma ironia, figura de linguagem que consiste em uma ideia oposta do que a palavra manifesta. Essa pista lingustica corresponde palavra ou expresso a) O que. b) amigo. c) jornalista. d) controle. e) mdia.

    QUESTES 4 a 5

    5

    10

    15

    A liberdade de opinio, assim como a de imprensa, deve ser um princpio defendido por qualquer democrata. Mas nem o indivduo, muito menos a imprensa, devem se colocar como "arautos das liberdades de opinio e de expresso", atravs de uma viso simplesmente universalista, achando-a que ela, por si s, garante a democracia. At porque democracia um conceito histrico, e ela s ter realmente carter universal quando tambm for social e econmica, isto , no "homem socializado". Portanto, a "democracia" no se resume apenas liberdade de opinio e de expresso!

    Quando o monoplio da imprensa, assim como o poder econmico, pauta a poltica, o que temos um enfraquecimento da democracia, pois a imprensa tem a funo de repercutir a poltica e no exerc-la por mim ou por voc. Pautando-a, ela passa a exercer o papel dos parlamentos, dos partidos polticos e dos outros sujeitos da poltica, tambm organizados na sociedade civil. Aqui, o princpio o da liberdade de expresso, mas no sejamos ingnuos. No caso da imprensa, sua opinio dada especialmente pela linha editorial dos seus rgos, com evidente "tomada de partido". Assim, quando esta opinio vem ao pblico, ela apenas mais uma opinio pblica e no a opinio pblica. Quando monopolizada, em nome da liberdade de opinio, ou de imprensa, na prtica, ela se torna a nica porta-voz da opinio pblica.

    KONRAD, Diorge Alceno. Cultura do medo e democracia. Disponvel em: <

    http://diariodesantamaria.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/noticia/2015/01/qual-e-o-limite-da-liberdade-de-expressao-4682433.html > . Acesso em 08 de junho de 2016

    Questo 4 Segundo o articulista do texto, a democracia a) um regime poltico que abarca valores que vo muito alm da liberdade de expresso. b) garantida pela liberdade de opinio e expresso, defendida pela imprensa e pelas instituies econmicas.

    c) arrefece o seu funcionamento por causa da liberdade de expresso consolidada em seu prprio regime poltico. d) pode ser representada por instituies que validam a autonomia das ideias, como a imprensa e o mercado econmico. e) permite que o povo apresente seus desejos e ideologias, atravs das mdias populares.

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    Questo 5 Considerando-se o contexto em que esto inseridos, h uma equivalncia semntica entre os vocbulos a) democrata (l. 2) e indivduo (l. 2).

    b) arautos (l. 3) e ingnuos (l. 12). c) universalista (l. 4) e social (l. 5). d) funo (l. 9) e papel (l. 10). e) editorial (l. 13) e partido (l. 14).

    QUESTES 6 e 7

    VOC JULGA UMA MULHER PELO TAMANHO DA SAIA QUE ELA USA... Disponvel em: . Acesso em 03 de junho de 2016.

    Questo 6 O principal objetivo do texto em destaque a) convidar o locutrio a refletir sobre seus valores, a fim de mudar comportamentos sociais, que explicitam preconceito e opresso. b) criticar figuras femininas que no sabem adequar sua vestimenta s exigncias de contextos sociais especficos. c) convencer mulheres que sofrem violncia sexual de que so vtimas e no culpadas e que devem denunciar seus agressores.

    d) orientar os locutrios desse texto como proceder diante de qualquer cena de ofensa ou agresso mulher. e) satirizar pessoas que no se sentem responsveis pela cultura do estupro, diante de atitudes preconceituosas e machistas.

    Questo 7 Considerando-se os aspectos verbais e no verbais do texto, analise as proposies que seguem: I. O texto apresenta uma linguagem essencialmente culta, sem qualquer transgresso gramatical, a fim de

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    que o interlocutor compreenda a seriedade do tema abordado. II. A qualificao da mulher de acordo com o