EXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO ? consistentes nos supostos comentrios publicados

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    EXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO

    JUIZADO ESPECIAL CVEL DA COMARCA DE LIMEIRA-SP

    Processo 0004366-44.2013.8.26.0320 - Ordem n. 285/2013

    CSSIUS ABRAHAN MENDES HADDAD,

    brasileiro, casado, advogado, portador do RG n 43.528.525-7

    SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o n 219.914.638-39, com

    endereo profissional nesta Cidade de Limeira, Estado de So Paulo,

    na Rua Senador Vergueiro n 898, Centro, CEP 13.480-001, vem,

    respeitosamente presena de Vossa Excelncia, advogando em

    causa prpria, nos autos da AO DE REPARAO DE DANOS

    MATERIAIS E MORAIS CUMULADA COM OBRIGAO DE

    FAZER E NO FAZER COM PEDIDO DE ANTECIPAO DE

    TUTELA que lhe promove LUIZ ALBERTO SEGALLA

    BEVILACQUA, apresentar sua

    CONTESTAO

    o que o faz consubstanciada nos motivos de fato e de direito a seguir

    aduzidos:

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    1. SINPSE DA DEMANDA

    Alega o autor, em breve sntese, que o

    requerido, ao exercer seu direito de liberdade de expresso,

    exacerbou-se, atingindo a sua honra e denegrindo a sua imagem,

    maculando, assim, a reputao que este detm perante a sociedade.

    Imputa irresponsabilidade ao requerido,

    aduzindo tratar-se de matria veiculada com carter sensacionalista,

    intenso ataque injurioso, calunioso e difamatrio, atravs das

    redes sociais, perante a imprensa local e junto ao Conselho Nacional

    do Ministrio Pblico.

    Continua alegando que, em razo de

    investigaes que tramitam na 4 Promotoria de Justia de Limeira,

    bem como no ncleo do GAECO de Piracicaba, em novembro de

    2011 deflagrou-se complexa fora-tarefa que culminou na priso

    temporria de inmeras pessoas ligadas ao Ex-prefeito de Limeira,

    Sr. Silvio Felix da Silva, investigando-se a prtica de crimes contra a

    administrao pblica, quadrilha, lavagem de dinheiro etc.

    Que foi proposta ao civil pblica que apura

    enriquecimento ilcito e improbidade administrativa do ex-alcaide, em

    tramite perante o ilustre Juzo da Vara da Fazenda Pblica de

    Limeira, determinando-se o bloqueio de bens do Sr. Silvio Felix da

    Silva, de seus parentes e assessores.

    Que em razo da atuao ministerial, e

    especialmente, dos movimentos populares, ocorreu a cassao do

    mandato eletivo do Sr. Silvio Felix pelo Plenrio da Cmara Municipal

    de Limeira.

    Em virtude das eleies municipais, a

    populao elegeu para Prefeito o Sr. Paulo Csar Junqueira Hadich,

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    ficando em segundo lugar o Sr. Lusenrique Quintal, empresrio do

    ramo de folheados.

    E que, ante o envio de representaes ao

    GAECO durante a investigao da famlia do Ex-prefeito, forosa foi

    a realizao de busca e apreenso na fazenda do citado empresrio,

    no Estado de Gois, apreendendo um computador e armas.

    Alega que foi o subscritor de todos os

    pedidos acima e um dos presidentes das investigaes.

    Aduz que, o requerido tentou intimid-lo

    perante o Conselho Nacional do Ministrio Pblico, com intuito de

    impedir que a sua atuao ministerial prossiga nos termos da Lei,

    seja no plano criminal, da tutela coletiva ou eleitoral.

    Alega que, o requerido vem tentando vender

    a sua imagem sociedade e ao mundo poltico de Limeira como se

    fosse o caador de corruptos, o paladino da honestidade, valendo-

    se para tanto do suposto ataque honra e a dignidade do autor, de

    forma falsa e mentirosa.

    Requereu e logrou xito, quanto a concesso

    da medida liminar para determinar que o requerido se abstenha de

    publicar/efetuar qualquer tipo de comentrio ou juzo de valor, em

    qualquer espcie de mdia escrita ou digital, sob pena de incorrer em

    multa de R$ 1.000,00 por comentrio, publicao, citao etc..

    Invoca, em virtude dos fatos imaginariamente

    ocorridos, a procedncia da ao, com a consequente condenao

    absurda do Requerido ao pagamento de R$ 26.000,00 (vinte e seis

    mil reais) a ttulo de danos morais, do valor de R$ 943,39 a ttulo de

    danos materiais, alm do pagamento de custas processuais e

    honorrios advocatcios.

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    Contudo, tal pleito definitivamente no

    merece prosperar, conforme restar amplamente demonstrado a

    seguir:

    2. PRELIMINARMENTE

    2.1. DA INCOMPETNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. CONFLITO

    DE COMPETNCIA. CRIMES DE CALNIA E DIFAMAO

    EM CONCURSO FORMAL. COMPETNCIA DO JUZO

    COMUM.

    Compete ao Juzo Comum o processamento

    e julgamento dos delitos de calnia, difamao, injria, em

    concurso formal, previstos no Cdigo Penal.

    A competncia para julgamento dos supostos

    delitos imputados ao requerido pelo autor, previsto nos artigos

    138,139 e 140 do Cdigo Penal, do Juzo Comum, porque a soma

    das penas mximas previstas abstratamente para cada delito afasta

    a competncia do Juizado Especial que, de acordo com a Lei 10.259

    de 12.07.2001, com vigncia a partir de 13 de janeiro de 2002, deve

    julgar apenas as infraes de menor potencial ofensivo, cuja

    pena mxima no exceda a dois anos.

    Neste sentido, o artigo 2, pargrafo nico, da

    referida Lei, que adota uma nova definio para as infraes penais

    de menor potencial ofensivo ao dispor:

    "Art. 2 - Consideram-se infraes de menor

    potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei,

    os crimes a que a lei comine pena mxima

    no superior a dois anos, ou multa."

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    Diante do exposto, requer-se a extino do

    presente feito, eis que incompetente o presente Juizado, sendo de

    competncia o Juzo comum para julgar os supostos delitos (calnia,

    difamao e injria) imputados ao requerido.

    2.2. DA INCOMPETNCIA DO JUIZADO ESPECIAL FACE A

    NECESSIDADE DE PROVA PERICIAL COMPLEXA.

    Nascida na esteira das importantes e

    revolucionrias conquistas obtidas com aquela lei e sob o influxo da

    nova ordem constitucional estabelecida pela Carta de 1988, a Lei dos

    Juizados Especiais destinada, de acordo com o comando do artigo

    98, inciso I, da Constituio Federal, conciliao, julgamento e a

    execuo de causas cveis de menor complexidade, assim

    qualificadas aquelas arroladas nos quatro incisos de seu artigo 3.

    Extrai-se, do elenco legal, que a

    determinao da competncia dos Juizados Especiais Cveis

    realizada com base em critrios econmicos (inciso I) e materiais

    (incisos II a IV), subordinados, todos eles, exigncia constitucional

    de pequena complexidade da causa, sendo certo que esses critrios

    quantitativos e qualitativos mantm, entre si, total autonomia, pouco

    importando a matria para a definio da competncia pelo valor da

    causa, e vice-versa.

    Vale dizer, mesmo causas de valor

    econmico inferior ao estabelecido por lei estaro excludas do

    mbito de competncia do Juizado Especial Cvel se e quando

    revelarem de plano (ou vierem a revelar, no curso do processo)

    maior complexidade ftica sendo irrelevante para tal fim, todavia, a

    complexidade jurdica, na medida em que iura novit curia.

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    Na lio de Joel Dias Figueira Jnior e

    Mauricio Antonio Ribeiro Lopes:

    (...) no h que se confundir pequeno valor

    com reduzida complexidade do litgio, seja em

    termos fticos ou jurdicos. Nada obsta que

    estejamos diante de uma ao que no

    ultrapasse quarenta salrios mnimos mas

    que, em contrapartida, apresenta questes

    jurdicas de alta indagao, no raras

    vezes acrescida da necessidade de

    produo de intricada produo de prova

    pericial (in Comentrios Lei dos Juizados

    Especiais Cveis e Criminais, Editora RT, So

    Paulo, 1995, p. 58/59). (Grifo nosso).

    Alis, em considerao exigncia de

    pequena complexidade da causa que a lei especfica estabelece, em

    seu artigo 2, as balizas que nortearo o juiz na direo do processo.

    Afinal, grande complexidade ftica, a exigir a produo de prova

    tcnica formal, no se compatibiliza com a oralidade, simplicidade,

    informalidade, economia processual e celeridade previstas para as

    causas da competncia dos Juizados Especiais.

    Destarte, constatando o juiz a existncia de

    questo ftica complexa, imune resoluo por meio de simples

    inquirio, na audincia, de tcnico de sua confiana (art. 35), dever

    extinguir o processo, sem julgamento do mrito, ex vi do art. 51,

    inciso II, da lei em testilha.

    Nesse sentido a orientao predominante em

    sede jurisprudencial:

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    O sistema dos Juizados Especiais Cveis

    incompatvel com a produo de provas

    complexas, haja vista sua celeridade,

    simplicidade e informalismo, expressamente

    previstos na Lei n 9.099/95. (2 Colgio

    Recursal dos Juizados Especiais Cveis da

    Comarca da Capital, rel. Juiz Soares Levada,

    julg. 10.4.1997, in Revista dos Juizados

    Especiais, ano 2, vol. 4, abr/jun, 1997, p. 187

    a 189).

    Julga-se extinto o processo, com fulcro no

    art. 51, II, da lei de regncia, em que a causa

    apresenta questo cuja soluo exija o exame

    de questes de alta indagao, realizao de

    prova pericial e o procedimento estreito no

    juizado no permite um desenlace

    satisfatrio. 3. Sentena cassada para

    extinguir-se o processo com fulcro no art. 51,

    II, da Lei n 9099/95. (JEC, Apelao, proc.

    20010110058562, acrdo, 2 Turma

    Recursal, Distrito Federal, rel. Joo Egmont

    Lencio Lopes, julg. 18.09.01, pub.

    16.10.2001, p. 191 in Informa Jurdico 25).

    Neste mister, notria a importncia da

    produo de prova pericial no presente caso, uma vez que tal

    prova se mostra indispensvel constatao das deficincias

    alegadas.

    Na exordial, sustenta o autor uma postura do

    requerido violadora do direito de Liberdade de Expresso,

    consistentes nos supostos comentrios publicados no Facebook e no

    Twitter, este ltimo, trata-se de perfil falso, criado por terceiro com

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    o ntido objetivo de prejudicar a pessoa do Requerido, jogando-se

    este contra a Justia de Limeira, conforme documento anexo.

    Contudo, amparado no principio da

    eventualidade, em no perfilhando este Nobre Magistrado deste

    entendimento unssono na doutrina e jurisprudncia, diga-se a

    extino do presente feito sem resoluo do mrito, nos termos do

    art. 51, II da Lei n9.099/95, oferta-se abaixo as ponderaes

    necessrias a rechaar a aventura jurdica incorrida pelo autor.

    2.3. DA ILEGITIMIDADE PASSIVA.

    Antes de se adentrar ao mrito da causa,

    cumpre destacar que o requerido parte ilegtima para compor o

    polo passivo da demanda.

    A matria trazida aos autos pelo autor

    prejuzos morais supostamente experimentados por conta de

    comentrios e publicaes supostamente difamatria em perfil falso,

    no apresenta nenhuma ilegalidade/antijuridicidade.

    Frise-se que a exordial o Autor arrolou os

    textos em sequncia, sem a diviso que intermediou a

    publicao de ambos, dando a aparncia de nexo entre os

    mesmos, visando levar a erro este Douto Magistrado, o que se

    refuta neste momento, ante a evidencia m-f do autor, uma vez

    que demonstra seu intento em alterar a realidade dos fatos.

    Ausentes, pois, qualquer nexo de

    causalidade entre os alegados danos e qualquer conduta ilcita

    deste requerido que possa justificar a procedncia da presente

    demanda.

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    Diante disso, no h fundamento para este

    requerido permanecer no polo passivo da presente demanda, razo

    pela qual se requer, nos exatos termos do art. 267, incisos, IV e VI, e

    art. 295, inciso II, ambos do CPC, seja o presente processo julgado

    extinto sem resoluo de mrito.

    2.4. DA INPCIA DA INICIAL.

    Ultrapassada a preliminar de ilegitimidade

    passiva, h que se analisar e reconhecer a manifesta inpcia da

    ao interposta pelo autor.

    Pela simples e rpida analise dos autos, nota-

    se a ausncia de demonstrao, por parte do autor, do prejuzo

    material ou moral efetivamente sofrido. Ou seja, o autor no narra,

    no descreve em que consistem os danos alegados, pressuposto da

    ao, uma vez que no h danos, e sim vislumbrada exclusivamente

    pelo imaginrio do autor.

    No que tange a exordial, esta apenas uma

    autobiografia narcisista do autor, com vrios volumes de certificados

    e diplomas, como se isso o fizesse melhor que o requerido. Tambm

    nos parece uma tentativa de se colocar em um pedestal acima de

    todo o universo jurdico. Notria tentativa prtica de intimidao, que

    parece ser prtica comum do autor.

    Em virtude disto, tem-se, ao rigor da tcnica,

    pedido inepto formulado pelo autor, nos exatos termos das lies do

    mestre Jos Aguiar Dias, in, Da Responsabilidade Civil 1/100:

    Com efeito, no especificando, na inicial, em

    que consistiria o dano (pressuposto da ao),

    o pedido era tecnicamente inepto, por isso

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    que no se poderia fazer, na ao porventura

    admitida, a respectiva prova.

    Conclui-se, por consequncia lgica que,

    para se justificar a pretenso judicial de indenizao como no

    presente caso, mister se faz a exata demonstrao dos danos

    efetivamente ocorridos. H necessidade de comprovao, de

    forma analtica e pormenorizada, de todos os danos e

    infortnios supostamente sofridos pelo autor da ao, o que no

    ocorreu in casu.

    Vale citar, trecho de julgamento proferido pelo

    Supremo Tribunal Federal na anlise e deciso acerca de supostos

    danos morais ocorridos:

    No basta a prova genrica do fato do qual

    poderia provir o dano, mas necessria a

    prova especifica desse dano e Sem prova

    do dano, no h que cogitar de

    responsabilidade, STF, Relator o Ministro

    Filadelpho Azeredo, apud Jos de Aguiar

    Dias, in op. Cit. P. 100.

    O autor no teve qualquer tipo de dano a sua

    imagem, muito pelo contrrio se valeu de toda a mdia para enaltecer

    seus feitos, seus diplomas e ttulos, alm de menosprezar o trabalho

    do requerido enquanto advogado em todos os rgos do judicirio

    desta comarca.

    Assim, h que ser julgado inepto o presente

    pedido, na forma do artigo 295, do CPC, sem exame de mrito visto

    no ter o autor demonstrado o dano a que requer seja indenizado,

    faltando, pois, os pressupostos de admissibilidade da ao.

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    3. DA REALIDADE DOS FATOS

    3.1. DA AUSNCIA DE AFIRMAES DIFAMATRIAS

    O autor inicia as suas razes, ora atacando o

    requerido de forma mentirosa e contrria ao direito, com o objetivo de

    conseguir, induzindo o Juzo a erro e via de consequncia, a

    conseguir a tutela jurisdicional favorvel, o que, infelizmente, findou

    logrando xito.

    No entanto, como veremos a seguir, suas

    falcias e aleivosias atiradas a esmo contra o requerido, so

    destitudas de qualquer fundamentao ftica e jurdica e visa

    unicamente prejudicar o requerido, ciente o autor de que o direito no

    lhe agasalha a pretenso.

    Primeiramente, cabe esclarecer que, a

    liberdade de expresso um direito fundamental consagrado na

    Constituio Federal de 1988, no captulo que trata dos Direitos e

    Garantias Fundamentais e funciona como um verdadeiro termmetro

    no Estado Democrtico e serve como instrumento decisivo de

    controle de atividade governamental e do prprio exerccio do poder

    pblico.

    Art. 5 Todos so iguais perante a lei, sem

    distino de qualquer natureza, garantindo-se

    aos brasileiros e aos estrangeiros residentes

    no Pas a inviolabilidade do direito vida,

    liberdade, igualdade, segurana e

    propriedade, nos termos seguintes:

    IV - livre a manifestao do pensamento,

    sendo vedado o anonimato;

    VIII - ningum ser privado de direitos por

    motivo de crena religiosa ou de convico

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    filosfica ou poltica, salvo se as invocar para

    eximir-se de obrigao legal a todos imposta

    e recusar-se a cumprir prestao alternativa,

    fixada em lei;

    IX - livre a expresso da atividade

    intelectual, artstica, cientfica e de

    comunicao, independentemente de censura

    ou licena;

    Art. 220. A manifestao do pensamento, a

    criao, a expresso e a informao, sob

    qualquer forma, processo ou veculo no

    sofrero qualquer restrio, observado o

    disposto nesta Constituio.

    2 - vedada toda e qualquer censura de

    natureza poltica, ideolgica e artstica.

    A divergncia de ideias e o direito de

    expressar opinies no podem ser restringidos para que a verdadeira

    democracia possa ser vivenciada,

    Voltaire:

    Posso no concordar com nenhuma das

    palavras que voc disser, mas defenderei

    at a morte o direito de voc diz-las.

    A liberdade de expresso, em todas as suas

    formas e manifestaes, um direito fundamental e inalienvel,

    inerente a todas as pessoas. , ademais, um requisito indispensvel

    para a prpria existncia de uma sociedade democrtica.

    Toda pessoa tem o direito de buscar, receber

    e divulgar informao e opinies livremente, nos termos estipulados

    no Artigo 13 da Conveno Americana sobre Direitos Humanos.

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    Todas as pessoas devem contar com igualdade de oportunidades

    para receber, buscar e divulgar informao por qualquer meio de

    comunicao, sem discriminao por nenhum motivo, inclusive os de

    raa, cor, religio, sexo, idioma, opinies polticas ou de qualquer

    outra ndole, origem nacional ou social, posio econmica,

    nascimento ou qualquer outra condio social.

    Artigo 13 - Liberdade de pensamento e de

    expresso

    1. Toda pessoa tem o direito liberdade de

    pensamento e de expresso. Esse direito

    inclui a liberdade de procurar, receber e

    difundir informaes e idias de qualquer

    natureza, sem consideraes de fronteiras,

    verbalmente ou por escrito, ou em forma

    impressa ou artstica, ou por qualquer meio

    de sua escolha.

    Todavia, o autor diz se sentir abalado em sua

    honra, em razo de sua atuao como Promotor de Justia desta

    Comarca, pelas supostas "injrias, calnias e difamaes"

    perpetradas pelo requerido e, se funda nos artigos 138, 139 e 140,

    todos do Cdigo Penal, para tentar obter indenizao pecuniria,

    com o objetivo de fazer o requerido cessar suas cobranas

    democrticas e eliminar sua cidadania, quando o requerido apenas

    exprimiu sua mera opinio face ao seu direito de liberdade de

    expresso. Mesmo assim, o requerido ir rebater os argumentos

    postos pelo autor quanto as supostas condutas acima citadas.

    Calnia: o tipo penal se configura pela

    imputao falsa de um crime a outrem. Em momento algum os

    comentrios do Requerido aduzem que o autor cometeu algum

    delito, merecendo ser afastada, desde j, a hiptese de calnia.

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    Difamao: o tipo penal se configura pela

    atribuio a outrem de fato ofensivo reputao. Nas palavras de

    Paulo Jos da Costa Jr (Direito Penal: curso completo. 6 ed. So

    Paulo: Saraiva, 1999, p. 290.) tem-se reputao como a honra

    externa ou objetiva, a boa fama, e o prestgio de que o cidado

    desfruta na comunidade. Assim, jamais o requerido alegou qualquer

    fato ofensivo reputao do autor.

    Injria: tipo penal da injria se caracteriza

    pela ofensa dignidade de outrem (honra subjetiva). As mesmas

    consideraes supra podem aqui ser aproveitadas, vez que a

    dignidade do autor, em momento algum, foi sequer esbarrada pelo

    requerido.

    Conforme trata o Art. 138 do Cdigo Penal,

    caluniar imputar a algum, um fato concreto, definido como crime,

    onde o agente tem a conscincia da falsidade desta imputao.

    Segundo esta definio, o crime de calnia

    exige trs condies: a imputao de fato determinado, sendo este

    qualificado como crime, onde h a falsidade da imputao.

    No caso do agente acreditar que aquela

    imputao verdadeira, crendo no que est falando, no poder

    ser enquadrado no crime de calnia, ocorrendo o erro do tipo,

    que afasta o dolo.

    No fato imputado precisam estar presentes

    todos os requisitos do delito, ou no se

    poder falar em fato definido como crime e,

    consequentemente, em calnia. (STF, RTJ

    79/856).

    No h crime se o fato for verdadeiro.

    (TJPR, RF 259/271).

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    Ento, s pratica crime contra a honra, aquele

    que tiver o propsito manifesto de ofender a honra, onde h o animus

    calumniandi. Se uma pessoa conta para outra o que ouviu, ela

    simplesmente est agindo com animus narrandi. Um acusado

    quando diz ao juiz que outra pessoa cometeu o crime que est sendo

    imputado a ele, est agindo com animus defendendi. Se o indivduo

    est querendo fazer uma brincadeira, est agindo com animus

    jocandi. Se estiver aconselhando algum, age com animus

    consulendi. Nenhuma destas hipteses se enquadra na calnia.

    Do mesmo modo, a Professor Heleno Cludio

    Fragoso (in lies de direito penal, parte especial, volume 2), afirma

    que a vontade de ofender deve ser especfica, verbis:

    "Em consequncia, no se configura o crime

    se a expresso ofensiva for realizada sem o

    propsito de ofender. o caso, por exemplo,

    da manifestao eventualmente ofensiva feita

    com o propsito de informar ou narrar um

    acontecimento (animus narrandi), ou com o

    propsito de debater ou criticar (animus

    criticandi)..."

    A jurisprudncia, j pacfica quanto a esse

    assunto, verbis:

    No h crime de calnia quando o sujeito

    pratica o fato com nimo diverso, como ocorre

    nas hipteses de animus narrandi, criticandi,

    defendendi, retorquendi, corrigendi e jocandi"

    (STJ - Ao Penal - Rel. Bueno de Souza).

    CRIME CONTRA A HONRA DE

    FUNCIONRIO PBLICO - CALNIA -

    ABSOLVIO - ANIMUS DEFENDENDI -

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    CONDENAO - DOLO ESPECFICO -

    RECURSO NO-PROVIDO - SENTENA

    MANTIDA. A inteno de defender (animus

    defendendi) neutraliza a inteno de caluniar

    (animus caluniandi), visto que no houve o

    elemento intencional, conscincia e vontade

    de lesar a honra objetiva de outrem. (TJMG,

    Processo n 2.0000.00.347651-3, Relatora

    MARIA CELESTE PORTO).

    CRIMINAL. RESP. CALNIA. DOLO

    ESPECFICO. AUSNCIA. ABSOLVIO.

    CONTEXTO FTICO-PROBATRIO.

    INCURSO. INVIABILIDADE. NO

    CONHECIMENTO. RECURSO NO

    CONHECIDO. I. Indispensabilidade do dolo

    especfico (animus calumniandi), ou seja, a

    vontade de atingir a honra do sujeito passivo,

    para a configurao do delito de calnia. II.

    Se o Tribunal a quo afastou o crime de

    calnia, sob o entendimento de que o ru no

    teve a inteno de ofender a honra do

    magistrado, pois se insurgia contra a

    procrastinao do andamento do feito

    prejudicial ao seu cliente, no pode esta Corte

    modificar tal entendimento sem incurso no

    mesmo contexto ftico-probatrio,diante do

    bice da Smula 07/STJ.III. Recurso no

    conhecido.(STJ, RESP 711891, Relator

    GILSON DIPP)

    No caso em tela, o requerido no teve a

    inteno de ofender a honra do autor e sim de provoc-lo a agir,

    acabar com a inrcia em face de denncias, fartamente

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    comprovadas por provas acostadas estas, devidamente

    protocoladas no GAECO (ANEXO 01), onde o autor titular.

    Denncias estas que nunca foram

    apuradas pelo autor, que no ensejaram o devido processo

    legal, que o autor tem legitimidade e condies para fazer e isso

    caracteriza omisso.

    Omisso, no direito, a conduta pela qual

    uma pessoa no faz algo a que seria obrigada

    ou para o que teria condies. (Origem:

    Wikipdia).

    Todos os comentrios feitos pelo requerido

    foram baseados nos documentos que configuram indcios de

    irregularidades e despachos das aes populares, que so pblicas,

    no correm em segredo de justia e tambm ensejaram publicaes

    e declaraes por parte do autor, que pretende to somente denegrir

    a imagem do requerido, minar suas foras, tirar a ateno para o

    foco principal da lide, artifcio difundido por aqueles que no

    conseguem refutar a verdade inquestionvel.

    Fato este que ensejou tal procedimento

    liminar, que se configura como mais uma tentativa de calar o

    requerido atravs de censura.

    Art. 5, II - ningum ser obrigado a fazer ou

    deixar de fazer alguma coisa seno em

    virtude de lei;

    O juiz eleitoral Ado Gomes de Carvalho, ao

    revogar a liminar de censura imposta por ele prprio ao blog do

    Estado, proferiu o que segue:

    No h que se falar em ofensa quando os

    fatos noticiados so verdicos e que foram

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    publicados incansavelmente, inclusive, pela

    mdia nacional, diz o juiz (ANEXO 02). Grifo

    nosso.

    "A censura imposta por um desembargador

    ao 'Estado' no um ato isolado. Decises

    desse tipo, que introduzem um dispositivo

    expressamente vedado pela Constituio,

    banalizam-se de modo preocupante no pas."

    Editorial de O Estado de S.Paulo (16/08/2009)

    Nas palavras de Jos Carlos Cosenzo,

    conselheiro nomeado do CDES - Conselho de Desenvolvimento

    Econmico e Social da Presidncia da Repblica, como

    representante do Ministrio Pblico do Brasil:

    "Em plena vigncia do Estado

    democrtico, vetar o direito da sociedade

    de saber o que est acontecendo

    inadmissvel."

    Catalina Botero Marino, relatora especial para

    Liberdade de Expresso da OEA, de 2009, tambm se insurgiu na

    temtica:

    " incompreensvel que enquanto os mais

    altos tribunais do Brasil tenham tomado

    decises exemplares em matria de liberdade

    de expresso, ainda exista a possibilidade de

    que alguns juzes locais possam usar seu

    poder para censurar e impedir a divulgao

    livre da informao a qual o pblico tem o

    direito de receber."

    Ora se no h que falar em ofensa quando

    os atos narrados so verdicos, obviamente no h que se falar

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    em indenizao por dano moral e ou perdas e danos, uma vez

    que existem indcios claros de irregularidades e de imoralidade.

    A censura uma vergonha principalmente

    para pases democrticos, somente culturas arcaicas se vangloriam

    pela censura imprensa e a liberdade de expresso como no caso

    do Ir, conforme declaraes do ministro da Cultura e Orientao

    Islmica, Mohammad Hosseini:

    "Ns no queremos a verso americana da

    liberdade. Ns no podemos tolerar a ruptura

    dos valores morais em pases islmicos (...).

    O controle da mdia uma fonte de orgulho

    para ns"

    (...)

    "Inmeros ativistas, jornalistas, advogados,

    estudantes e artistas foram detidos,

    censurados, torturados ou impedidos de

    exercer os seus direitos" (reportagem sobre

    Ir ANEXO 03).

    O Brasil j foi criticado internacionalmente

    pela postura de "censura governamental" liberdade de imprensa e

    tambm pela maneira como a Justia brasileira probe a veiculao

    de reportagens de denncia em veculos de mdia:

    O presidente da Associao Interamericana

    de Imprensa, Alejandro Aguirre, incluiu o

    Brasil entre os pases cujos problemas com a

    liberdade de expresso representa

    dificuldades da situao no continente

    americano. (reportagem ANEXO 04)

    Na luta contra a censura de imprensa os

    Estados Unidos j apelaram para o Twitter, rede social manter seus

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    servios no Ir como nica forma se se trocar informaes e enviar

    notcias, exatamente o caso do requerido, que tem utilizado seu

    Facebook para esclarecer e informar a populao sobre as aes

    populares que tem notrio interesse pblico, visto que todas as

    notcias veiculadas na mdia por consequncia do parecer do

    promotor, autor desta ao foram no intuito de denegrir a imagem e

    desprestigiar o trabalho do requerido.

    Alm de ser inconstitucional qualquer tipo de

    censura, o requerido, autor popular advogado, tem munus

    publicum e possui prerrogativas que devem ser respeitadas, na

    forma da lei 8.906/94.

    Art. 2 O advogado indispensvel

    administrao da justia.

    1 No seu ministrio privado, o advogado

    presta servio pblico e exerce funo social.

    Art. 7, XX, 2 O advogado tem

    imunidade profissional, no constituindo

    injria, difamao ou desacato punveis

    qualquer manifestao de sua parte, no

    exerccio de sua atividade, em juzo ou

    fora dele, sem prejuzo das sanes

    disciplinares perante a OAB, pelos excessos

    que cometer.

    Art. 31. O advogado deve proceder de forma

    que o torne merecedor de respeito e que

    contribua para o prestgio da classe e da

    advocacia.

    1 O advogado, no exerccio da profisso,

    deve manter independncia em qualquer

    circunstncia.

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    2 Nenhum receio de desagradar a

    magistrado ou a qualquer autoridade, nem de

    incorrer em impopularidade, deve deter o

    advogado no exerccio da profisso.

    Dispor de seu tempo e expensas para

    promover ao popular, em prol do errio da cidade, objetivando

    enaltecer e fazer cumprir os princpios fundamentais da

    administrao pblica, contribui para o prestgio da classe e da

    advocacia.

    Ocorre que por lei tal funo dever do

    Ministrio Pblico que tem se mostrado inerte no que se refere as

    aes propostas pelo requerido, talvez por isso tenha se configurado

    o descaso do promotor no que tange seus pareceres, nada

    fundamentados na legislao.

    A tutela pretendida pelo autor constitui

    embarao plena liberdade de informao, servindo apenas para

    empecilhar e dificultar o exerccio da liberdade de pensamento,

    informar, opinar e criticar so direitos que se encontram incorporados

    ao sistema constitucional em vigor no Brasil, mais que direitos so

    valores intrnsecos Constituio, portanto qualquer tipo de censura

    judicial atentado democracia.

    O bom desempenho da atividade do

    advogado exige liberdade de convico, tanto que recebe proteo

    legal imunizadora quanto difamao e injria, quando imersas

    nos estritos termos da discusso da causa, exatamente o que

    ocorre no caso em tela, portanto no h que se falar em qualquer

    tipo de indenizao.

    AO PENAL N 564 - MT (20080245452-5)

    RELATOR: MINISTRO JOO OTVIO DE

    NORONHA. PENAL. PROCESSUAL PENAL.

    AO PENAL PBLICA CONDICIONADA

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    REPRESENTAO. CRIMES CONTRA A

    HONRA. CALNIA. PEA DE DEFESA.

    ANIMUS DEFENDENDI. REPRESENTAO

    CONTRA A VTIMA. ANIMUS NARRANDI.

    ADVOGADO. EXERCCIO DA PROFISSO.

    AUSNCIA DO ANIMUS CALUNIANDI.

    ATIPICIDADE DA CONDUTA. INJRIA.

    PRESCRIO. EXTINO DA

    PUNIBILIDADE. REJEIO DA DENNCIA.

    1. Os crimes contra a honra exigem, alm do

    dolo genrico, o elemento subjetivo especial

    do tipo consubstanciado no propsito de

    ofender a honra da vtima.

    2. A calnia exige a presena concomitante

    da imputao de fato determinado qualificado

    como crime; da falsidade da imputao; e do

    elemento subjetivo, que o animus

    caluniandi.

    3. O propsito de esclarecimento e de defesa

    das acusaes anteriormente sofridas

    configura o animus defendendi e exclui a

    calnia.

    4. A representao dirigida contra a vtima

    com o propsito de informar possveis

    irregularidades, sem a inteno de ofender,

    caracteriza o animus narrandi e afasta o tipo

    subjetivo nos crimes contra a honra.

    5. A advocacia constitui um mnus pblico e

    goza de imunidade - excluda em caso de

    evidente abuso - pois o advogado, no

    exerccio do seu mister, necessita ter ampla

    liberdade para analisar todos os ngulos da

    questo em litgio e emitir juzos de valor na

    defesa do seu cliente. A imputao a algum

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    de fato definido como crime no configura a

    calnia se ausente a inteno de ofender e o

    ato for motivado apenas pela defesa do seu

    constituinte 6. O lapso prescricional da

    suposta injria praticada antes da Lei n.

    12.234/2010 de dois anos.

    7. Rejeio da denncia quanto ao crime de

    calnia; declarao de extino da

    punibilidade quanto injria, ante a

    prescrio da pretenso punitiva.

    3.2. CASO SHOPPING CENTER LIMEIRA

    No referido tpico, o autor informa que o

    requerido foi nomeado procurador da empresa Ragazzo S/A

    Comercial e Agrcola, autos n 1.354/1995, que tramita perante o

    ilustre Juzo da 2 Vara Cvel (ANEXO 05).

    Esta procurao foi dada por um advogado da

    cidade de Campinas que apenas solicitou cpias do processo, no

    cadastro desse processo que pode ser consultado pelo site do

    Tribunal de Justia pela internet, aparece que a maioria dos

    advogados de Limeira recebem publicaes neste processo por

    terem realizado alguma diligncia. O requerido tem

    substabelecimento simples e nada fez no processo. Por pura

    maldade o autor tenta induzir o juzo a erro.

    com muita m f que o autor alega isso pois

    facilmente verificvel que nada foi feito no processo. Este autor

    nunca ganhou um nico centavo da falida ou de qualquer outro

    interessado naquele malfadado empreendimento. E mesmo que

    fosse advogado deles, ou tivesse recebido qualquer quantia, no

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    faria a menor diferena para as questes aqui levantadas. O que

    est sendo discutido aqui o interesse pblico, os cofres pblicos, a

    liberdade de expresso e por ltimo a democracia.

    O requerido no ano de 2008 ainda no era

    advogado de fato, profisso que passou a exercer de verdade

    apenas em 2011. No ano de 2008 o ru era empresrio, e tinha o

    interesse em participar da revitalizao do Limeira Shopping,

    conforme pode ser buscado em entrevistas pelo YouTube.

    Porm, o ru no conseguiu levar adiante seu

    plano, pois os futuros compradores, j tinham combinado o

    trambique com alguns agentes pblicos, dentre eles o prefeito

    cassado da cidade de Limeira, que seria feito para comprar aquele

    empreendimento de forma irregular e ilegal.

    No ano de 2008, a prefeitura lanou um edital

    para construir uma rodoviria em inmeros terrenos que totalizavam

    mais de 10 mil metros quadrados. Estes terrenos foram

    irregularmente desapropriados, passaram a ser da prefeitura de

    Limeira e depois foram simplesmente transferidos aos futuros donos

    do Shopping Center Limeira, em permuta irregular j devidamente

    comprovada nos autos da Ao Popular.

    Note Excelncia, que houve uma

    transferncia sem lei autorizativa, sem cumprir nenhum requisito

    legal, um patrimnio da prefeitura foi repassado para um particular

    com uma transferncia em cartrio completamente irregular. O que o

    autor enquanto promotor fez? Absolutamente nada!

    No ano de 2009, o prefeito Silvio Felix

    desapropriou o Limeira Shopping, descumprindo TODOS os

    requisitos mnimos para a desapropriao, A Constituio Federal

    prev requisitos que autorizam o procedimento de desapropriao.

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    Entre eles, esto elencados os seguintes: Necessidade Pblica

    (quando, por algum problema inadivel, a Administrao Pblica

    encontra-se forada a incorporar o bem do particular ao seu

    domnio), utilidade pblica (a obteno do domnio do bem

    vantajoso ao interesse pblico, entretanto, no chega a ser

    inadivel), ou interesse social (quando a desapropriao interferir e ir

    ao encontro dos interesses da populao carente, de forma a aliviar

    suas condies de vida).

    Excelncia, no estranho o prefeito

    desapropriar um shopping quase inteiro, na verdade ele no

    desapropriou a parte que j pertencia a empresa que ganharia a

    Licitao? O que o autor enquanto promotor fez? Nada de novo!

    O empreendimento tinha diversas matrculas

    registradas no Cartrio de Imveis de Limeira, e, como dito acima

    curiosamente, uma matricula no foi desapropriada, a maior loja do

    shopping no foi desapropriada! Sim, o shopping foi declarado de

    utilidade publica, mas no ele todo, s uma parte.

    Isso foi feito por um motivo bem simples, essa

    parte do shopping j era de propriedade dos futuros compradores do

    empreendimento. Ficaria muito estranho expropriar um bem de uma

    pessoa e devolv-lo para ela mesma. Claro que se fizessem isso iria

    acender uma luz vermelha no Tribunal de Contas, nos parece que

    no quiseram correr esse risco. Diante de tanto absurdo o que o

    autor enquanto promotor fez? Mais uma vez, nada!

    No ano de 2010 o prefeito resolveu vender (o

    agora) nosso shopping, comprado com dinheiro pblico, e fez uma

    licitao irregular, viciada e direcionada adivinha para quem? A

    mesma empresa que ganhou irregularmente os terrenos da prefeitura

    dois anos antes. O que o autor enquanto promotor diante de uma

    sequencia absurda de erros e irregularidades? Nada, nada e nada!

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    O requerido tinha como clientes a maioria das

    vitimas do desabamento do teto do Shopping do centro da cidade, e

    levou todos os documentos para o promotor fazer seu trabalho. E

    este ele fez muito bem!

    Todas as vtimas foram indenizadas sem

    precisar ingressar com a ao judicial. Por cimes, birra ou inveja,

    depois deste momento, o promotor/autor nunca mais recebeu o

    requerido, o autor queria convencer o requerido que no fizesse os

    acordos para que ele pudesse ingressar com uma ao de dano

    moral coletivo, que ficou deserta depois que o requerido fechou todos

    os acordos. Depois disso o relacionamento acabou, o requerido

    insistia em levar toda documentao dos ilcitos cometidos no

    Limeira Shopping para que ele cumprisse sua funo institucional,

    em vo, e por isto o requerido, sentiu-se obrigado a ingressar com

    uma ao popular pedindo a nulidade de todos os atos

    administrativos que ferem o principio da moralidade e da legalidade,

    que daro prejuzo acima de 100 milhes de reais ao Municpio de

    Limeira. At este momento, a inercia total do autor parecia uma briga

    simples de vaidades e egos, mas diante de reao to truculenta por

    parte do autor, comeamos a questionar seu carter e sua

    honestidade.

    Na cidade de Rio Largo, o prefeito em conluio

    com todos os vereadores, desapropriaram um terreno por 700 mil

    reais e revenderam a um particular por 700 mil reais. Um reprter da

    TV Pajuara fez a denncia e l o membro do parquet cumpriu sua

    funo e fez o seu trabalho, em maio de 2012, a Cmara Municipal

    foi cercada pelo BOPE e pela Fora Nacional e todos os vereadores

    foram presos. Dois dias depois o prefeito da cidade de Rio Largo foi

    preso no exerccio do cargo. Veja Excelncia, um caso bem mais

    simples que o caso do Limeira Shopping, que inclusive foi

    encaminhado pelo requerido ao autor por e-mail. (em anexo)

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    O requerido, exercendo sua cidadania, cobrou

    do autor/promotor para que ele colocasse a Cmara de Vereadores

    de Limeira inteira na priso pelo ato absurdo que foi feito contra os

    cofres pblicos e o interesse publico.

    Entretanto este promotor/autor nada fez,

    obrigando o requerido a fazer uma denuncia criminal diretamente na

    GAECO de Piracicaba, mas infelizmente, o promotor/autor arquivou

    tacitamente o processo at o dia de hoje, passados sete meses, os

    envolvidos gargalham da justia, tiram sarro deste cidado, e para

    piorar, um chefe do executivo e outro chefe do legislativo.

    Indignado enquanto cidado, vendo todo esse

    absurdo acontecendo, vendo os cofres pblicos de Limeira sendo

    pilhados e o autor que deveria fiscalizar nada fazendo, no sobrou

    outra alternativa seno ingressar com uma denncia ao Conselho

    Nacional do Ministrio Pblico, o conselho dos promotores de

    justia e agora est sendo constantemente perseguido por aquele

    que deveria cumprir a lei e proteger a coletividade. Este promotor

    autor est cego em sua ira, simplesmente porque este requerido faz

    cobranas de suas funes pblicas nas redes sociais e tambm ao

    seu rgo de classe.

    Assim que o autor ingressou com devida

    denuncia criminal no GAECO sobre o Shopping Center Limeira, o

    autor/promotor foi a Rede Globo e informou que a ao do ru tinha

    cunho eleitoreiro. Veja Excelncia, este promotor autor prendeu toda

    a famlia do prefeito, ele poderia pedir a assinatura do Procurador

    Geral de Justia e prender o prefeito Silvio Felix no cargo, assim

    como aconteceu em Rio Largo. Mas por que no o fez? Porque

    preferiu atingir a famlia do seu oponente? Est claro que o autor

    promotor joga sujo para atingir seus objetivos. O autor promotor usou

    seu cargo e seu prestigio para fazer um ato poltico: no dia da

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    cassao do prefeito, pressionou os vereadores a votarem contra o

    prefeito e determinou a eleio de 2012 na cidade de Limeira. Se o

    prefeito Silvio Felix estivesse no cargo, seria este prefeito atual ou

    seriam estes os vereadores eleitos?

    (Apenas como mera opinio deste advogado

    que assina, a opo do promotor pelo Dr. Paulo Hadich foi pssima

    para a nossa cidade, visto que com menos de 90 dias de cargo j

    coleciona inmeras crises, como o Sr. Tercio e inmeros outros

    secretrios forasteiros. A guarda municipal ficou sem armas. Faltam

    medicamentos nas unidades de sade. E agora o funcionalismo

    publico est em greve. Pela regra geral, os primeiros 100 dias de

    governo costumam ser de lua-de-mel, ou seja, so os melhores de

    todo um mandato, pois o governante consegue impor sua rotina e diz

    a que veio. Infelizmente, tempos sombrios viro em nossa poltica,

    que envolve diretamente nossa qualidade de vida).

    3.3. DO DEVER DE AGIR DO MINISTRIO PBLICO

    Contudo, o autor como representante do

    Ministrio Pblico, rgo incumbido da defesa da sociedade, dotado

    de imparcialidade na qual possuem uma funo importantssima, que

    a chamada tutela dos interesses metaindividuais, que faz por meio

    de ao civil pblica e envolve os mais diversos temas como defesa

    do patrimnio pblico, da infncia e juventude, do consumidor,

    improbidade administrativa e tantos outros, no promoveu a devida

    fiscalizao no s nos autos acima citado como tambm no caso

    Foz do Brasil, conforme veremos a seguir.

    Nesse sentido o art. 257 do Cdigo de Processo

    Penal diz que O Ministrio Pblico promover e fiscalizar a

    execuo da lei, ou em outras palavras, ser o rgo da lei e fiscal

    da sua execuo. Se um rgo da lei no poderia o seu

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    representante ora autor deixar de agir em vrios casos cujo requerido

    entregou todas as provas em suas mos e este por sua vez nada fez.

    comum dizer-se que, quanto ao Ministrio

    Pblico, no se pode falar em direito de ao, mas sim em dever de

    agir. Assim, p. ex., quando o art. 81 do CPC lada em direito de

    ao do Ministrio Pblico, estaria, na verdade, querendo referir-se

    ao seu dever de agir.

    A ideia de que o Ministrio Pblico obrigado

    a agir funda-se em ltima anlise no princpio da legalidade, que,

    entre ns, alcanou seu mais alto grau na esfera penal.

    Ao dissertar sobre o princpio da legalidade

    no processo penal, amparado em lio de Siracusa, Jos Frederico

    Marques comenta as diversas solues existentes no Direito

    comparado, e anota que dois so os princpios polticos que

    informam, nesse assunto, a atividade persecutria do Ministrio

    Pblico: o princpio da legalidade (Legalittsprinzip) e o princpio da

    oportunidade (Opportunittsprinzip). Pelo princpio da legalidade,

    obrigatria a propositura da ao penal pelo Ministrio Pblico, to-

    s ele tenha notcia do crime e no existam obstculos que o

    impeam de atuar.

    De acordo com o princpio da oportunidade, o

    citado rgo estatal tem a faculdade, e no o dever ou a obrigao

    jurdica de propor a ao penal, quando cometido um fato delituoso.

    Essa faculdade se exerce com base em estimativa discricionria da

    utilidade, sob o ponto de vista do interesse pblico, da promoo da

    ao penal, contudo, o princpio que deve reger a atuao do

    Ministrio Pblico seria mesmo o da legalidade ou obrigatoriedade.

    Em que consiste o dever de agir do Ministrio

    Pblico: Segundo Calamandrei, no se admite que o Ministrio

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    Pblico, identificando uma hiptese na qual a lei exija sua atuao,

    se recuse a agir. Se o Ministrio Pblico identifica a existncia da

    leso em caso no qual a lei exija sua atuao, ele no pode alegar

    convenincia em no propor a ao ou no prosseguir na promoo

    da causa, o que lhe um dever, salvo quando a prpria lei lhe

    permita, s expressas, esse juzo de convenincia e oportunidade.

    verdade que a ao do Ministrio Pblico

    hoje, em regra geral, vinculada e no discricionria. Assim, viola seus

    deveres funcionais o rgo do Ministrio Pblico que, identificando a

    hiptese em que a lei exija sua ao, se recuse de maneira arbitrria

    a agir.

    O ora requerido, tendo em mos inmeras

    provas acerca de atos ilcitos praticados pela administrao pblica

    de Limeira, efetuou vrias reclamaes diretamente ao Ministrio

    Pblico local, este por sua vez, quedou-se inerte acerca dos fatos

    apresentados.

    Dessa forma, o requerido procurou o GAECO

    na cidade de Piracicaba onde protocolou uma denuncia por escrito,

    informando todos os atos ilcitos praticados e anexou todas as provas

    acerca das informaes arguidas, contudo, no obteve at a

    presente data, sequer, uma resposta por parte do GAECO, referente

    a tal denuncia.

    Muito pelo contrrio o requerido teve sua

    denncia menosprezada publicamente pelo autor em matria do site

    G1 da Globo e tambm nos jornais da cidade de Limeira.

    Aps a denncia, o Ministrio Pblico tinha

    por lei a obrigao de ingressar com a devida ao penal em at 15

    dias, uma vez que restaram comprovadas todas as condies da

    ao, contudo nenhuma ao foi proposta.

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    Motivo pelo qual, o requerido representou o

    autor perante o Conselho Nacional do Ministrio Pblico, e no como

    quer fazer crer o autor, alegando que o requerido o representou pelo

    simples fato de ter considerado o seu parecer frio.

    3.4. CASO FOZ DO BRASIL

    No caso Shopping Center Limeira o requerido

    foi atacado pelo promotor e por todas as mdias da cidade, foi

    acusado de advogadinho de porta de cadeia, oportunista, mentiroso,

    o autor disse publicamente que ao era eleitoreira e que no daria

    em nada, etc.

    Diante de tanto disparate, o ru resolveu

    arregaar as mangas e medir fora com o Ministrio Publico de

    Limeira. O requerido ficou sabendo que o Ministrio Pblico perdeu

    em todas as instancias a ao que fez contra a Foz do Brasil para

    pedir o cancelamento da prorrogao de 14 anos, e ficou motivado

    para pesquisar e fazer um novo trabalho, e mais uma vez proteger o

    interesse publico, os cofres pblicos e a moralidade administrativa.

    Em outubro de 2012 comeou o trabalho

    investigativo e o terminou em 60 dias, o resultado impressionante.

    No dia 03 de dezembro de 2012, protocolou a denncia contra a Foz

    do Brasil, denunciando todas as irregularidades do contrato de

    concesso de gua e esgoto do municpio de Limeira (ANEXO 06).

    Em um breve resumo, quem ganhou a

    licitao em 1994 e assinou o contrato em 1995 foram duas

    empresas, a CBPO do grupo Odebrecht e a francesa Lyonnaise des

    Eaux, um consorcio formado, pois uma empresa cumpria todas as

    qualificaes financeiras e a outra cumpria as qualificaes tcnicas

    do edital de licitao.

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    No ano de 2004, no primeiro ano de governo

    de Silvio Felix, a empresa CBPO que respondia pela guas de

    Limeira (pois a empresa francesa no abriu CNPJ no Brasil), foi

    condenada no STJ pela construo do tnel Airton Senna na cidade

    de So Paulo, sob a gesto do prefeito Paulo Maluf, foi condenada a

    devolver mais de 500 milhes de reais aos cofres municipais.

    Automaticamente, o caixa, os recursos da

    guas de Limeira seriam penhorados para cumprir a deciso do STJ,

    imediatamente, a toque de caixa, o grupo Odebrecht tira a CBPO de

    Limeira e cria uma empresa laranja, novinha, com capital de apenas

    mil reais e coloca no lugar da CBPO. Veja Excelncia, um contrato

    de mais de quatro bilhes de reais na mo de uma empresa novinha,

    laranja. Sabe o que o autor enquanto promotor fez? Nada!

    No ano de 2006 a Lyonnaise des Eaux que

    agora se chama SUEZ, simplesmente some do contrato de

    concesso, ou seja, nesta data, seria obrigao absoluta da

    prefeitura encampar este contrato de concesso, mas o que a

    prefeitura fez? Deu 100% da guas de Limeira para a empresa

    laranja, chama Lumina. O que o autor enquanto promotor fez? Nada!

    No ano de 2007, este promotor autor assina

    um termo de ajustamento de conduta, que vira aditamento contratual,

    onde a concessionria se obriga a investir quase 100 milhes de

    reais. Curiosamente o promotor autor no percebe que est

    assinando um TAC com uma empresa que no faz parte do contrato

    de concesso. No verificou tambm que a empresa no possua

    CND, ou seja, devedora de tributos, qualquer empresa que tenha

    contratos com o poder publico no pode dever impostos. O que o

    promotor fez? Assinou o termo! Legitimou a empresa laranja e

    assinou a TAC junto com Silvio Felix, virando aditamento contratual.

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    Para piorar ainda mais, Excelncia, o

    Promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, ora autor, assinou este

    Termo de Ajustamento de Conduta com o Sr. Thulio Caminhoto

    Nassa - ex-diretor da SP Alimentao, empresa envolvida no

    escndalo da merenda na cidade de Limeira, fica claro que tudo est

    intimamente interligado.

    Com este trunfo em mos, a concessionria

    laranja Lumina foi pedir 100 milhes para o Prefeito, afinal,

    investimento com o poder pblico, sempre. O prefeito negou o

    dinheiro. Na sequencia a concessionria laranja pede ento para

    aumentar em 30% as tarifas, que assim equilibrar-se-ia o contrato, e

    ela poderia investir os 100 milhes da TAC assinada pelo

    promotor/autor e Silvio Felix. O Prefeito negou mais uma vez.

    Eis que surge a brilhante ideia de prorrogar o

    contrato de concesso, a concessionria dilui os 100 milhes em 14

    anos e pede 14 anos de prorrogao do contrato para cumprir o

    aditamento contratual que fez inicialmente com o promotor autor e

    Silvio Felix.

    No ano de 2009, primeiro ano de mandato

    novo dos vereadores, e reeleio do prefeito, uma das primeiras

    votaes da Cmara de Vereadores, bem em fevereiro de 2009,

    sobre a prorrogao do contrato por 14 anos, foi colocado da

    seguinte forma para os vereadores de Limeira: ou prorroga o contrato

    por 14 anos ou aumentam-se as tarifas em 30% e onera ainda mais

    a populao de Limeira que trabalha e sangra para pagar todas as

    suas contas.

    Da maneira como foi colocada, foi aprovada

    bem no inicio de 2009, em fevereiro. Vejamos o contrato inicial era

    de 1995 a 2025, com mais 14 anos prorrogaram o contrato de 2025 a

    2039. Sim, como mgica, exatamente 30 anos! Um contrato novinho

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    em folha e o melhor, sem licitao alguma! Tudo fomentado e

    chancelado pelo autor promotor. Uma conta excelncia, de no

    mnimo quatro bilhes de reais que ser paga por toda a populao

    de Limeira at o ano de 2039. Temos que agradecer o promotor

    autor por nos empurrar essa conta altssima para pagar at 2039?

    Est correto questionar e ganhar um desagravo?

    Tem mais! Nesta mesma data, a empresa

    laranja Lumina mais uma vez substituda, estava devendo

    impostos. Por isso a Odebrecht cria uma nova empresa, da mesma

    forma ilegal, com mil reais de capital, novinha em folha. Assim que

    ganha seu contrato com a prefeitura de Limeira, vira FOZ DO

    BRASIL S.A. que passa a usar os ndices, lucros e investimentos de

    Limeira para fechar contratos no Brasil inteiro, j fechou em Rio das

    Ostras, Maca, Rio de Janeiro, Nova Iguau, Porto Ferreira, Rio

    Claro, Santa Gertrudes dentre inmeras cidades.

    De posse de todas essas informaes, o

    requerido aforou Ao Popular com pedido de liminar sob o n

    0028251-24.2012.8.26.0320, em trmite perante a Vara da Fazenda

    Pblica contra o Municpio de Limeira e Outros, tendo em vista as

    irregularidades praticadas pela Municipalidade juntamente com os

    demais rus da referida ao, aps, estender de forma ilegal um

    contrato de concesso por 44 anos entre vrias empresas do Grupo

    Odebrecht, o referido teve aditamento contratual atravs de TAC

    assinado com o Ministrio Pblico local, (assinado pelo autor), como

    um trunfo, para prorrogar e ampliar servios no revistos no contrato

    nem no edital de licitao.

    Portanto, o ilustre Promotor ora autor, quando

    mandou publicar nos jornais o seu parecer, imputando ao requerido

    uma conduta de terrorista como se este quisesse acabar com a

    gua da cidade, quando na verdade queria apenas que fosse

    declarado a resciso do contrato supra, bem como a nulidades dos

    atos ilegais praticados pela administrao pblica e

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    consequentemente todos os seus aditamentos entre a Prefeitura

    Municipal de Limeira e o extinto e inexistente Consrcio formado

    pelas requeridas CBPO, guas de Limeira, transferido ilegalmente

    para a requerida Lumina e transferido ilegalmente para a requerida

    Foz do Brasil. Dessa vez o que o autor enquanto promotor fez? Agiu

    nitidamente de forma duvidosa, antitica e imoral.

    Ressalte-se que:

    Art. 43 - So deveres dos membros do

    Ministrio Pblico estadual:

    III - indicar os fundamentos jurdicos de seus

    pronunciamentos processuais, elaborando

    relatrio em sua manifestao final ou

    recursal;

    O Ilustre promotor no fundamentou seu

    parecer em nenhum fundamento jurdico, pois seria impossvel

    fundamentar tal disparate. obvio e legal, permitido pelo direito

    administrativo rescindir contrato por irregularidades, inclusive

    encampando o que for necessrio para mantena do funcionamento

    do servio prestado, ou seja, a liminar pretendida no acabaria com a

    gua da cidade, conforme descrito no parecer do promotor.

    Note excelncia que o autor mexeu no caixa

    dos poderosos, e por isso vem sendo constantemente perseguido e

    difamado.

    3.5. CASO SAAE

    Alega o autor que ajuizou uma ao civil

    pblica contra ex-agentes pblicos ocupantes de cargos no SAAE de

    Limeira, bem como contra empresas e seus proprietrios por

    irregularidades em contratos celebrados com a referida autarquia e

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    que um dos rus o Sr. Edmilson Gonalves de Souza, atualmente

    edil em Limeira.

    Aduz que com base em sua ao, o Plenrio

    da Cmara Municipal de Limeira decidiu investigar e afastar o

    Vereador do exerccio de suas funes at concluso do

    procedimento.

    Pois bem, Excelncia, no referido caso o Sr.

    Edmilson Gonalves fora afastado ilegalmente de suas funes, por

    fato anterior ao mandato eletivo, aps, ter sido instaurada Comisso

    Processante na Cmara Municipal de Limeira a pedido do Sr.

    Lindalvo Delgado Medeiros visando a cassao do mandato do

    citado vereador por falta de decoro parlamentar.

    Ocorre que, o mesmo fora eleito pelo povo

    Limeirense, de forma legal, justa e mediante voto direto e secreto,

    nos termos do artigo 29, I, da Constituio Federal para Vereador

    nas Eleies Municipais de 2012 para o quadrinio 2013/2016.

    Contudo a deciso de afastamento do

    impetrante (Lindalvo) no encontrou amparo legal na medida em que

    o art. 7, 2 do decreto lei 201/67, que autorizava o afastamento

    temporrio de parlamentar, foi revogado pelo art. 107 da lei

    9.504/97.

    Se a lei mxima disps que ningum ser

    considerado culpado at o trnsito em julgado de sentena penal

    condenatria, o afastamento do vereador de suas funes no

    momento do recebimento da denncia pela cmara municipal,

    apresenta-se eivada de vcio de nulidade, uma vez que o dispositivo

    legal que autorizava esta prtica foi revogado por estar em total

    desacordo com a ordem constitucional.

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    Cabe esclarecer que, o pedido de instaurao

    de Comisso Processante requerida pelo Sr. Lindalvo foi baseada

    em recortes de jornais, e o suposto ato cometido fora do perodo

    do mandato no caracteriza falta de decoro parlamentar, uma

    vez que, sequer, estava no exerccio do mandato, pois, na poca do

    suposto ato, o Sr. Edmilson ainda no era vereador.

    Outrossim, a Comisso Processante tem a

    funo de julgar e punir crimes cometidos por agente poltico no

    exerccio de sua funo dentro dos princpios autorizados em lei.

    Mas ao invs disto, o Presidente da Casa optou por facultar alguns

    artigos do decreto 201/67 e da Constituio Federal e afastar

    ilegalmente o Sr. Edmilson de suas funes.

    Desse modo, o Requerido como Procurador

    devidamente constitudo pelo Sr. Edmilson, visando proteger direito,

    liquido e certo, impetrou Mandado de Segurana sob o nmero

    0003345-33.2013.8.26.0320 em curso perante a Egrgia Vara da

    Fazenda Pblica desta Comarca, ao qual em uma brilhante deciso

    do MM Juiz Dr. Ivo Roveri Neto, defendeu o Estado Democrtico de

    Direito e reconduziu o Nobre Vereador a Cmara de Vereadores,

    conforme documento acostado (ANEXO 07).

    Portanto, ao contrrio do autor, o requerido

    trabalha em prol da sociedade, defendendo o cidado que teve os

    seus direitos violados, que fora ilegalmente lesado, ou que est

    sofrendo algum tipo de represso, seja ela qual for.

    Pois, como se v o autor ajuizou a referida

    ao civil pblica devido a irregularidades em contratos celebrados

    entre SAAE e referida autarquia, porque ento se omitiu a ajuizar a

    competente ao civil pblica contra os atos ilegais praticados pela

    administrao pblica no caso Shopping Center Limeira e Foz do

    Brasil?

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    3.6. DOS TERMOS UTILIZADOS PELO REQUERIDO EM SUAS

    POSTAGENS

    Xerife o aportuguesamento do termo ingls

    sheriff, que designa o funcionrio pblico que, em algumas reas dos

    Estados Unidos e Inglaterra, responsvel pela manuteno da lei e

    da ordem. (Origem: Wikipdia).

    O prprio promotor se apresentou como tal,

    principalmente quando mandou prender a famlia do ex-prefeito da

    cidade, e tomou frente da mdia esta postura por iniciativa prpria.

    A Tirania Moderna caracterizada pelas

    ameaas s liberdades individuais e coletivas, representada por

    indivduos que no tendo mais o poder de matar ou mesmo prender

    o opositor, preferem usar processos judiciais por calnia e

    difamao.

    Uma pessoa pblica que se prope a calar

    crticos atravs do judicirio afronta liberdade de expresso e

    democracia. No a primeira vez que o autor assume tal postura,

    pois, anteriormente, j ingressou no judicirio a fim de tentar calar

    outros crticos e cidados desta comarca, que, cuja opinio publicada

    em sua rede social, afirmou a conduta omissa do autor em alguns

    casos relevantes, enquanto que, este s se preocupa com os que

    tem grande impacto na mdia, inclusive esses crticos j o chamavam

    de prefeito, conforme ANEXO 08.

    3.7. DA PESSOA PBLICA

    A pessoa pblica tem de ser muito mais

    exposta a crticas (Marcelo Hallake

    Advogado especialista em liberdade de

    informao).

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    O autor pessoa pblica, tem cargo pblico e

    o utiliza constantemente como forma de promover sua imagem,

    portanto est sujeito s crticas e questionamentos de sua conduta

    enquanto pessoa pblica.

    Crticas atuao pblica do autor bem como

    crticas a sua falta de atuao em determinadas denncias de

    irregularidades so imprescindveis democracia, e visam cobrar

    deste uma atuao mais efetiva.

    3.8. DO TWITTER FALSO

    O autor baseou sua petio inicial e

    fundamentou-a quase que totalmente nas publicaes de Twitter

    falso, feito em nome do requerido por terceira pessoa, que injuriou

    polticos, jornalistas, promotores, juzes dentre outras pessoas, se

    passando pelo requerido.

    Tal fato foi devidamente denunciado

    delegacia de polcia, onde foi lavrado boletim de ocorrncia, alm

    disso o prprio requerido publicou em seu facebook que terceira

    pessoa, desconhecida estava se utilizando de Twitter falso em seu

    nome para caluniar diversas pessoas.

    Todas as calnias, injrias e difamaes

    efetivamente sofridas pelo autor, foram publicadas atravs do Twitter

    falso, inclusive a Liminar concedida tambm se baseou quase que

    exclusivamente nas afirmaes do fake.

    Todas as alegaes abaixo, que inclusive

    fundamentaram a medida Liminar, so do Twitter falso

    (@cassiushaddad), que est sendo devidamente investigado pela

    polcia.

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    importante ressaltar que assim que soube

    da existncia desse Twitter falso, atravs do jornalista Sr. Rafael

    Sereno, o requerido imediatamente procurou a Delegacia de Polcia

    e lavrou Boletim de Ocorrncia (ANEXO 09), alm disso o requerido

    tambm contratou empresas especializadas em crimes digitais para

    realizar pericias forenses certificadas, exatamente por saber que as

    alegaes eram extremamente ofensivas e direcionadas a vrias

    autoridades da cidade. So elas:

    Ronwi, Bevilacqua e Barrichelo esto juntos

    para abafar a corrupo em Limeira.

    O que ser que o Sr. Ronei Costa Martins foi

    fazer no Ministrio Pblico dia desses?

    Agradecer!

    Dr Luiz Alberto Segalla Bevilacqua: VOSSA

    EXCELENCIA PARCIAL E ENCOBRE A

    CORRUPO. (sendo que esta foi usada

    para embasar a Liminar)

    como diz o velho ditado dos juzes e

    promotores corruptos: Aos amigos tudo, aos

    inimigos a LEI. MP E JUSTIA DE LIMEIRA

    APOIAM A CORRUPO. (sendo que esta

    foi usada para embasar a Liminar)

    NO VOU DESISTIR! No processo da Foz

    do Brasil, vejo que o Juiz Araki no vai

    rescindir um contrato de mais de 4 bilhes de

    reais. Pq?

    Poderosa a lei, mais poderosa, contudo,

    a necessidade. (Goethe) Fora Dr. Bevilaqua.

    Fora Dr. Araki! Fora Dr. Barrrichelo.

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    VENDA DE SENTENA. Corte recebe

    denncia contra magistrados do Mato Grosso.

    Em em Limeira, no caso da Foz, ser que

    houve venda da deciso?

    O Ministrio Pblico de Limeira esqueceu

    das suas funes instituies. Ao invs de

    investigar polticos, o MP virou rgo

    consultivo.

    Sabe porque, pois o Dr. Bevilacqua e o Dr.

    Barrichelo s gostam de aparecer, mai so

    verdadeiros amigos dos corruptos.

    Ministrio Pblico justia de limeira, porque

    vocs prenderam a Constncia em 2011 e

    depois simplesmente pararam? Ela

    inocente?

    Estou protocolando, nesta data,

    representao no CNJ contra o Dr. Marcelo

    Ielo Amaro e contra o Dr. Barrichello por

    abuso de autoridade!

    Fez isso pois o amiguinho pediu. Dr.

    Bevilacqua e Dr. Barrichello praticaram crime

    de abuso de autoridade ao autorizar a busca

    contra Quintal.

    Querem saber de outro bandido? O nome

    dele Dr. Barrichello. Arbitrrio. Autorizou

    busca ilegal na fazenda do Quintal.

    Ocorreu uma grande apreenso de cocana.

    A maior de limeira. O Juiz Dr. Rogrio

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    recebeu mil cabeas de gado para soltar os

    rus.

    Aconteceu na Primeira Vara Criminal de

    Limeira, em passado recente.

    Vou denunciar uma venda de sentena muito

    grave.

    Ouvi dizer que o Dr. Bevilacqua disse que iria

    acabar comigo. Eu desafio esse promotor de

    quinta categoria a fazer algo contra mim.

    (sendo que esta foi usada para embasar a

    Liminar)

    E eu imaginava que a justia iria me dar aval,

    mais tenho certeza de alguns juzes de limeira

    tambm esto comprados.

    Dr. Marcelo Amaro, por ser amigo do Dr.

    Bevilacqua est me censurando e

    ameaando.

    Quero denunciar que estou sendo calado por

    ato arbitrrio do Dr. Marcelo Ielo Amaro.

    Sigolutando sozinho contra a corrupo em

    limeira, que conta com apoio escancarado do

    MP e tambm dos juzes. (erros ortogrficos

    do texto original).

    Na pgina 252 verso dos anexos juntados

    pelo autor, consta uma meno ao Twitter verdadeiro do requerido

    (@cahad), onde nitidamente v-se que no h nenhuma palavra

    sequer fazendo referncia ao autor deste processo, a qualquer juiz,

    promotor, poltico ou qualquer autoridade.

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    O Twitter original do requerido (@cahad) foi

    criado em outubro de 2008, e o Twitter falso que anteriormente era o

    Twitter pardia supostamente falso da jornalista Bruna Lencioni (que

    na poca trabalhava na GAZETA DE LIMEIRA), que j vinha

    ofendendo pessoas pblicas da cidade e fazendo apologias

    polticos, este perfil da Sra. Bruna Lencioni, foi transformado para o

    nome de @cassiushaddad em 26/01/2013, no dia seguinte ocorreu a

    sua primeira postagem iniciando um processo de difamao

    inmeras pessoas, se passando pelo requerido.

    imprescindvel informar que o requerido

    nunca fez meno juzes em suas postagens verdadeiras, ocorre

    que o Twitter falso copiou alguns posts reais da conta de facebook

    do requerido e colocou uma foto sua, justamente para o Twitter falso

    parecesse real, mas essas postagens apareceram com cerca de

    vinte dias de atraso.

    O Twitter foi retirado do ar aproximadamente

    cinco dias depois que o requerido entrou em contato com jornalista

    Bruna Lencioni e lavrou o devido Boletim de Ocorrncia.

    O requerido no vem se furtar ao que fez,

    portanto admite que fez o uso das palavras tirano, xerife e prefeito

    ao se dirigir ao autor desta ao, mais nunca escreveria nada do que

    foi apresentado pelo Twitter falso por ser de extrema falta de

    respeito, mesmo porque o requerido publica apenas fatos que podem

    e vo ser provados, nas aes judiciais por ele impetradas.

    Alm da denncia feita pelo requerido

    delegacia, este tambm contratou uma empresa especializada em

    crimes digitais para descobrir quem criou o Twitter falso, empresa

    esta que findo as investigaes entregar parecer pericial

    comprovando que o requerido nada tem a ver com este Twitter falso

    e quem de direito dever ter legitimidade para compor o polo passivo

    desta ao.

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    Portanto devem ser impugnadas e

    desconsideradas todas as publicaes decorrentes do Twitter falso

    atribudo levianamente ao autor, por ser esse vtima principal das

    falsas publicaes agressivas e acusatrias.

    POR FIM, SE O AUTOR SABIA QUE O

    TWITTER ERA FALSO, POR QUE O TROUXE AOS AUTOS?

    3.9. DA CONDUTA DO AUTOR ENQUANTO MEMBRO DO

    MINISTRIO PBLICO

    Art. 44 - vedado aos membros do Ministrio

    Pblico dos Estados:

    III - exercer o comrcio ou participar de

    sociedade comercial, exceto como quotista ou

    acionista; (Lei n 8.625/1993).

    Portanto, os membros do Ministrio Pblico

    no podem ser scios de cursos jurdicos e nem de qualquer outra

    atividade na qual possam usar seu prestgio como magistrado para

    obter lucro.

    O Autor desta ao, pessoa notadamente

    graduada, de profundo saber jurdico, comprovado por todos os

    ttulos acostados inicial foi scio de uma empresa de curso jurdico

    preparatrio.

    Os promotores podem exercer atividade de

    magistrio desde que isso no prejudique suas funes na

    magistratura. Da mesma forma no h vedao para que coordene

    curso de Direito, desde que seja na parte pedaggica.

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    Contudo, ao ser scio do curso preparatrio

    C.P.E.J, o autor da ao emprestou o prestgio do seu cargo pblico,

    de alguma maneira que no mera docncia, para beneficiar

    agentes privados ele prprio e outros scios, conforme documento

    ANEXO 10.

    Portanto no de hoje que o autor faz uso de

    seu cargo pblico para promover sua imagem, de forma no mnimo

    questionvel.

    4. LIMINAR NO STF SUSPENDE INDENIZAO DE PAULO

    HENRIQUE AMORIM PARA DANIEL DANTAS

    O ministro Celso de Mello, decano do STF,

    deferiu liminar para suspender acrdo do

    TJ/RJ que condena o jornalista Paulo

    Henrique Amorim a indenizar o banqueiro

    Daniel Dantas em R$ 250 mil por danos

    morais.

    De acordo com a petio inicial, assinada

    pelo advogado Cesar Marcos Klouri, do

    escritrio Cesar Marcos Klouri Advogados, a

    deciso da 1 cmara Cvel vulnera

    "incensuravelmente" o entendimento

    majoritrio inserto na ADPF 130 concernente

    liberdade de expresso, "restringindo com

    exorbitante condenao o exerccio da

    atividade jornalstica, utilizando-se de vis

    financeiro para inibi-lo e consequentemente

    censur-lo."

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    O jornalista foi condenado por divulgar nota

    em seu blog em que usava termos

    considerados pejorativos para se referir a

    Dantas, entre eles "banqueiro bandido"

    "miservel" e "orelhudo".

    EMENTA: ARGUIO DE

    DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO

    FUNDAMENTAL. EFICCIA VINCULANTE

    DO JULGAMENTO NELA PROFERIDO.

    ALEGADA INOBSERVNCIA POR RGO

    DO PODER JUDICIRIO. POSSIBILIDADE

    DE CONTROLE, PELO STF, MEDIANTE

    RECLAMAO. LEGITIMIDADE ATIVA DE

    TERCEIROS QUE NO INTERVIERAM NO

    PROCESSO DE FISCALIZAO

    NORMATIVA ABSTRATA. LIBERDADE DE

    EXPRESSO. JORNALISMO DIGITAL.

    PROTEO CONSTITUCIONAL. DIREITO

    DE CRTICA: PRERROGATIVA

    FUNDAMENTAL QUE SE COMPREENDE

    NA LIBERDADE CONSTITUCIONAL DE

    MANIFESTAO DO PENSAMENTO.

    DOUTRINA. JURISPRUDNCIA

    INTERNACIONAL. O SIGNIFICADO E A

    IMPORTNCIA DA DECLARAO DE

    CHAPULTEPEC (11/03/1994). MATRIA

    JORNALSTICA E RESPONSABILIDADE

    CIVIL: TEMAS VERSADOS NA ADPF

    130/DF, CUJO JULGAMENTO FOI

    INVOCADO COMO PARMETRO DE

    CONFRONTO. CONFIGURAO, NO CASO,

    DA PLAUSIBILIDADE JURDICA DA

    PRETENSO RECLAMATRIA E

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    OCORRNCIA DE SITUAO

    CARACTERIZADORA DE PERICULUM IN

    MORA. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA.

    DECISO: Trata-se de reclamao, com

    pedido de medida cautelar, na qual se

    sustenta que o ato judicial ora questionado

    emanado do E. Tribunal de Justia do Estado

    do Rio de Janeiro teria desrespeitado a

    autoridade da deciso que o Supremo

    Tribunal Federal proferiu no julgamento da

    ADPF 130/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO.

    (...) Cabe rememorar, especialmente na data

    de hoje (11/03/2013), a adoo, em

    11/03/1994, pela Conferncia Hemisfrica

    sobre liberdade de expresso, da Declarao

    de Chapultepec, que

    consolidou valiosssima Carta de

    Princpios, fundada em postulados, que,

    por essenciais ao regime democrtico,

    devem constituir objeto de permanente

    observncia e respeito por parte do Estado

    e de suas autoridades e agentes, inclusive

    por magistrados e Tribunais judicirios.

    (grifei)

    A Declarao de Chapultepec ao enfatizar

    que uma imprensa livre condio

    fundamental para que as sociedades

    resolvam seus conflitos, promovam o bem-

    estar e protejam sua liberdade, no devendo

    existir, por isso mesmo, nenhuma lei ou

    ato de poder que restrinja a liberdade

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    de expresso ou de imprensa, seja qual for

    o meio de comunicao

    proclamou, dentre outros postulados

    bsicos, os que se seguem:

    I No h pessoas nem sociedades livres

    sem liberdade de expresso e de

    imprensa. O exerccio dessa no uma

    concesso das autoridades, um direito

    inalienvel do povo.

    II Toda pessoa tem o direito de buscar e

    receber informao, expressar opinies e

    divulg-las livremente. Ningum pode

    restringir ou negar esses direitos. (grifei)

    ..........................................................................

    VI Os meios de comunicao e os

    jornalistas no devem ser objeto de

    discriminaes ou favores em funo do

    que escrevam ou digam.

    ..........................................................................

    X Nenhum meio de comunicao ou

    jornalista deve ser sancionado por difundir a

    verdade, criticar ou fazer denncias contra

    o poder pblico.

    Tenho sempre destacado , como o fiz por

    ocasio do julgamento da ADPF 130/DF, e,

    tambm, na linha de outras decises por mim

    proferidas no Supremo Tribunal Federal (AI

    505.595/RJ, Rel. Min.CELSO DE MELLO

    Pet 3.486/DF , Rel. Min. CELSO DE MELLO,

    v.g.), que o contedo da Declarao de

    Chapultepec revela-nos que nada mais

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    nocivo, nada mais perigoso do que a

    pretenso do Estado de regular a liberdade

    de expresso (ou de ilegitimamente

    interferir em seu exerccio), pois o

    pensamento h de ser livre

    permanentemente livre , essencialmente

    livre , sempre livre !!!

    (...)

    Ningum ignora que, no contexto de uma

    sociedade fundada em bases

    democrticas, mostra-se intolervel a

    represso estatal ao pensamento, ainda

    mais quando a crtica por mais dura que

    seja revele-se inspirada pelo interesse

    coletivo e decorra da prtica legtima de

    uma liberdade pblica de extrao

    eminentemente constitucional (CF, art. 5,

    IV, c/c o art. 220). (grifei)

    (...)

    A crtica jornalstica, desse modo, traduz

    direito impregnado de qualificao

    constitucional, plenamente oponvel aos que

    exercem qualquer atividade de interesse da

    coletividade em geral, pois o interesse social,

    que legitima o direito de criticar, sobrepe-se

    a eventuais suscetibilidades que possam

    revelar as figuras

    pblicas, independentemente de ostentarem

    qualquer grau de autoridade.

    por tal razo que a crtica que os meios de

    comunicao social dirigem s pessoas

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    pblicas, por mais acerba, dura e veemente

    que possa ser, deixa de sofrer, quanto ao seu

    concreto exerccio, as limitaes externas que

    ordinariamente resultam dos direitos da

    personalidade.

    importante acentuar, bem por isso, que

    no caracterizar hiptese de

    responsabilidade civil a publicao de

    matria jornalstica cujo contedo divulgar

    observaes em carter mordaz ou irnico

    ou, ento, veicular opinies em tom de

    crtica severa, dura ou, at, impiedosa,

    ainda mais se a pessoa a quem tais

    observaes forem dirigidas ostentar

    a condio de figura pblica, investida, ou

    no, de autoridade governamental, pois,

    em tal contexto, a liberdade de crtica

    qualifica-se como verdadeira excludente

    anmica, apta a afastar o intuito doloso

    de ofender.

    Com efeito, a exposio de fatos e a

    veiculao de conceitos, utilizadas como

    elementos materializadores da prtica

    concreta do direito de crtica,

    descaracterizam o animus injuriandi vel

    diffamandi, legitimando, assim, em

    plenitude, o exerccio dessa particular

    expresso da liberdade de imprensa.

    (grifei)

    (...)

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    por tal razo, como assinala VIDAL

    SERRANO NUNES JNIOR (A Proteo

    Constitucional da Informao e o Direito

    Crtica Jornalstica, p. 87/88, 1997, Editora

    FTD), que o reconhecimento da legitimidade

    do direito de crtica que constitui

    pressuposto do sistema democrtico

    qualifica-se, por efeito de sua natureza

    mesma, como verdadeira garantia

    institucional da opinio pblica.

    relevante observar que o Tribunal

    Europeu de Direitos Humanos (TEDH), em

    mais de uma ocasio, advertiu que a

    limitao do direito informao (e,

    tambm, do poder-dever de informar),

    quando caracterizada mediante

    (inadmissvel) reduo de sua prtica ao

    relato puro, objetivo e assptico de fatos,

    no se mostra constitucionalmente

    aceitvel nem compatvel com o

    pluralismo, a tolerncia (...), sem os quais

    no h sociedade democrtica (...) (Caso

    Handyside, Sentena do TEDH,

    de 07/12/1976). (grifei)

    (...)

    Essa garantia bsica da liberdade de

    expresso do pensamento, como

    precedentemente assinalado, representa,

    em seu prprio e essencial significado, um

    dos fundamentos em que repousa a ordem

    democrtica. Nenhuma autoridade, mesmo

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    a autoridade judiciria, pode prescrever o

    que ser ortodoxo em poltica, ou em

    outras questes que envolvam temas de

    natureza filosfica, ideolgica ou

    confessional, nem estabelecer padres de

    conduta cuja observncia implique

    restrio aos meios de divulgao do

    pensamento. Isso, porque o direito de

    pensar, falar e escrever livremente, sem

    censura, sem restries ou sem

    interferncia governamental representa,

    conforme adverte HUGO

    LAFAYETTE BLACK, que integrou a

    Suprema Corte dos Estados Unidos da

    Amrica, o mais precioso privilgio dos

    cidados (...) (Crena na

    Constituio, p. 63, 1970, Forense). (grifei)

    Todas as observaes que venho de fazer e

    por mim efetivamente expostas em voto que

    proferi na ADPF 130/DF prendem-se ao fato

    de que esses temas foram examinados ao

    longo daquele processo de controle normativo

    abstrato, o que tornaria pertinente a alegao

    de ofensa eficcia vinculante de que se

    mostra impregnado referido

    julgamento plenrio.

    Sendo assim, em face das razes expostas, e

    sem prejuzo de ulterior reapreciao da

    matria quando do julgamento final

    da presente reclamao, defiro o pedido de

    medida liminar e, em consequncia,

    suspendo, cautelarmente, a eficcia do v.

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    acrdo proferido pela colenda Primeira

    Cmara Cvel do E. Tribunal de Justia do

    Estado do Rio de Janeiro, nos autos da

    Apelao Cvel n 0389985-

    84.2009.8.19.0001, Rel. Des. FLAVIA

    ROMANO DE REZENDE.

    Comunique-se, transmitindo-se cpia da

    presente deciso ao rgo judicirio que ora

    figura como reclamado.

    2. Requisitem-se informaes Presidncia

    da colenda Primeira Cmara Cvel do E.

    Tribunal de Justia do Estado do Rio

    de Janeiro (Lei n 8.038/90, art. 14, I).

    Publique-se. Braslia, 11 de maro de 2013.

    (19 Aniversrio da Declarao de

    Chapultepec).

    Relator: Ministro CELSO DE MELLO

    5. DA LIBERDADE DE EXPRESSO

    Hoje, nos deparamos com novas mdias mais

    rpidas e acessveis todos, ou seja a internet criou crculos de

    amigos, de conhecidos e de pessoas que se interessam por assuntos

    diversos, que se conhecem em determinados fruns de interesse,

    que interagem, que discutem, que fazem crticas, que compartilham

    ideias com liberdade de pensamento. Frise-se que a internet e seus

    meios correlatos baseiam-se nessa profuso de pensamentos

    contrastantes e possibilita tais discusses de ideias, fazendo de cada

    uma dessas pessoas um pouco jornalista, ao relatar notcias, um

    pouco crtico ao expor sua opinio e pensamentos seja de forma

    mais dura, ou atravs de ironia.

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    Fazendo valer os preceitos fundamentais,

    quais sejam: o direito de pensar, falar e escrever livremente,

    sem censura, sem restries ou sem

    interferncia governamental, papel fundamental do Estado

    Democrtico de Direito.

    O requerido utilizou seu direito de livre

    pensamento, para efetuar crticas ao trabalho de uma pessoa

    pblica, se valendo de ironia e comparaes simples, iconogrficas,

    para facilitar o entendimento do pblico em geral.

    Suas crticas foram todas baseadas em

    indcios concretos, os quais at o momento nem sequer foram

    refutados pelo autor, muito pelo contrrio, notrio que este se

    baseou em um Twitter sabidamente falso, unicamente para calar um

    crtico que vem desempenhando papel efetivo no combate a

    corrupo, no por se achar superior ou super heri, mais apenas

    como forma de exercer o sacerdcio do bom direito, uma vez que o

    autor, mesmo aps receber as vrias denncias do requerido,

    manteve-se inerte.

    6. DO DESCABIMENTO DO DANO MORAL

    Conforme amplamente demonstrado nos

    tpicos anteriores, o requerido adotou condutas legtimas e agiu

    dentro dos limites que o ordenamento jurdico lhe permite, pois

    assente que a liberdade de expresso consubstancia-se em direito

    fundamental dos mais caros ao Estado Democrtico de Direito e

    engloba pensamento crtico e de opinies pessoais.

    Ademais para caracterizar a responsabilidade

    civil de modo a gerar a obrigao de indenizar so necessrios trs

    elementos indissociveis, quais sejam: ato ilcito, o dano efetivo e o

    nexo de causalidade, posto que a mngua da demonstrao de

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    qualquer deles, fica afastado o dever de indenizar, no aperfeioada,

    assim, a trilogia estrutural do instituto.

    Na verdade o fato narrado no passa de um

    dissabor, tpico do dia-a-dia da vida em sociedade, que no se

    confunde com o dano moral indenizvel, o que da no resta

    caracterizado ato ilcito a ensejar indenizao ou reparao.

    certo que o dano moral representa dor

    ntima, emoo, injria fsica ou moral que abala psicologicamente a

    vtima. Deve o dano moral ser proveniente de fato realmente lesivo,

    que traga consequncias irreparveis moral da pessoa que sofre.

    Somente nessas hipteses, em que surge o conflito e a angustia

    interna, poder-se- falar em indenizao.

    Atualmente, em razo das inmeras

    atividades realizadas na sociedade, o homem e principalmente a

    pessoa pblica est sujeito a toa sorte de acontecimentos que

    poderiam enfad-lo, todavia, essas situaes, em regra, no geram

    qualquer verossimilhana de uma indenizao, ou seja, no se

    configura o dano moral.

    O jurista Antonio Jeov Santos, citado por Rui

    Stocco (Tratado de Responsabilidade Civil, 5 ed. revista, So Paulo,

    Editora Revista dos Tribunais, 2001, p. 1381), porm, completa que:

    o mero incmodo, o enfado e desconforto de

    algumas circunstncias que o homem mdio

    tem de suportar em razo do cotidiano no

    servem para concesso de indenizaes,

    ainda que o ofendido seja algum em que a

    suscetibilidade aflore com facilidade.

    Compulsando os autos, fica nitidamente

    visvel, que os sentimentos mais ntimos do Autor em nenhum

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    momento sofreram abalos dos quais ensejaria a indenizao

    pleiteada, o que fica desde logo impugnado.

    Ora excelncia, quem deveria ter direito

    indenizao por danos morais deveria ser o requerido, pois utilizar a

    mquina judiciria para perpetrar todas estas inverdades baseadas

    em um Twitter falso, por si s j motivo, enseja no mnimo litigncia

    de m-f.

    Quando uma das partes age com que se

    convencionou qualificar de m-f, no apenas a parte adversa

    prejudicada, o maior prejudicado com o procedimento ilegal do

    litigante mprobo e do instituto ilegal o j assoberbado Poder

    Judicirio, com srios transtornos administrao da justia.

    Assim o judicirio no pode deixar sem

    resposta as investidas daqueles que no tem bom direito, mais

    foram a situao no af de criarem um direito particular para eles, o

    fato do autor ser Promotor Pblico faz com que ele ache-se superior

    tudo e todos.

    De mais a mais a jurisprudncia firme no

    sentido da impossibilidade de se indenizar o chamado mero

    aborrecimento, como o caso deste autos.

    Desta forma, sob quaisquer ngulo que se

    analise a questo debatida nestes autos, no deve prosperar o

    pedido de danos morais pleiteado pelo Autor.

    7. NON BIS IN IDEM

    Brocardo latino indicativo de que uma pessoa

    no pode ser duplamente punida pelo mesmo delito.

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    De acordo com as explanaes de Glnio

    Sabbad Guedes, a idia bsica do non bis in idem que ningum

    pode ser condenado duas ou mais vezes por um mesmo fato. J foi

    definida essa norma como princpio geral de direito, que, com base

    nos princpios da proporcionalidade e coisa julgada, probe a

    aplicao de dois ou mais procedimentos, seja em uma ou mais

    ordens sancionadoras, nos quais se d uma identidade de sujeitos,

    fatos e fundamentos [...].

    Em termos gerais, o princpio non bis in

    idem, vem sendo aplicado, atualmente, em dois sentidos: a) na

    vertente processual, que corresponde inadmissibilidade de mltipla

    persecuo penal, simultnea ou sucessivamente, plos mesmos

    fatos, vinculando-se garantia constitucional da coisa julgada; e b)

    no mbito material, que diz respeito aos limites jurdico-

    constitucionais da acumulao de sanes penais e administrativas

    plos mesmos fatos e mesmos fundamentos, ainda que impostas em

    ordens sancionadoras diversas (SABOYA; DANTAS, 2006, p. 150).

    Foi proposta uma moo de desagravo a

    reparar a suposta ofensa sofrida pelo autor, o texto de tal moo de

    desagravo foi amplamente divulgado na mdia local, bem como

    publicado no facebook, condenando o requerido publicamente

    (ANEXO 11).

    Este desagravo virou matria nos dois jornais

    da cidade durante uma semana, vrios dias na capa, convocando

    todos para a solenidade, que foi efetuado em prdio pblico.

    O desagravo ocorreu dentro do Frum da

    cidade de Limeira, no primeiro dia aps recesso de duas semanas,

    ou seja, em um dia extremamente repleto de advogados, estagirios

    e pblico em geral, com a presena de juzes, promotores e

    funcionrios do local, alm de ilustres autoridades.

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    Sendo acompanhado de perto, e amplamente

    divulgado por toda a mdia da cidade, inclusive pela televiso,

    portanto em razo da proporcionalidade e da razoabilidade

    incontroverso que qualquer ato praticado pelo requerido j foi

    publicamente rebatido (confrontado, repelido com extremo exagero)

    no cabendo qualquer tipo de condenao nestes autos sob pena de

    incidir em dupla penalizao do requerido.

    Desagravo Pblico um ato estatutrio e

    moral e constitui-se em reparao a uma

    ofensa ou injria sofrida por membros do

    Ministrio Pblico, Advogados, Juzes etc...no

    exerccio da sua militncia ou em razo dela.

    Portanto, j foi mais do que

    proporcionalmente sanada, qualquer tipo de suposta afronta, por

    ventura causada ao autor, uma vez que este esteve presente no

    Desagravo Pblico ocorrido no ltimo dia 18/03/0013 (das 10h s

    12h), que alis compareceu por livre e espontnea vontade, haja

    vista que no fora intimado nem teve direito a ampla defesa e ao

    contraditrio garantido na Constituio Federal.

    Diante do relatado, qualquer punio

    pecuniria seria exacerbar a pena, tendo em vista o princpio da

    razoabilidade e da proporcionalidade.

    Uma vez que o requerido teria se utilizado

    apenas de seu facebook, e o autor fez uso do facebook, de todas as

    mdias da cidade e regio, do rgo do Ministrio Pblico, da

    Apamagis, da Maonaria, do Empresariado e de inmeras

    instituies de classe da cidade, da pessoa do prefeito e Cmara de

    Vereadores, chamando em sua defesa inclusive o Procurador Geral

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    de Justia, alm de ter visitado todos os rgos do judicirio da

    cidade para dar publicidade, promovendo e aumentando a contenda.

    Note nobre julgador que seria absurdo no

    meio de uma contenda, onde ambos entraram, participaram

    ativamente, publicamente, uma das partes reclamar que foi mais ou

    menos ofendido que a outra parte, parece disse-me-disse, trata-se

    apenas de mero dissabor, ou melhor, nem de dissabor se trata,

    mesmo porque o autor nem de longe comprovou o suposto dano

    sua imagem, muito pelo contrrio pelo exposto notrio que o autor

    vem se promovendo e muito com o feito.

    Faz-se necessrio ressaltar que o prprio

    Procurador Geral de Justia, em seu discurso no ato de desagravo

    afirmou que deveria se verificar a real autoria dos fatos.

    Portanto mais do que nunca faz-se

    extremamente necessria a percia, para se comprovar que o

    Twitter que proferiu as verdadeiras ofensas no pertence, nem

    nunca pertenceu ao autor.

    8. DOS EMBARGOS DE DECLARAO E DA JUNTADA DE

    NOVOS DOCUMENTOS

    Perante as supostas provas acostadas aos

    Embargos de Declarao, sob fls. 478 512, insta esclarecer que

    todas so meramente provas digitais sem qualquer tipo de validade

    jurdica uma vez que no foram produzidas de forma regular, e

    portanto requer sejam impugnadas e retiradas dos autos. Nas

    palavras do doutrinador:

    Demcrito Reinaldo Filho afirma que a prova

    eletrnica se difere da prova em papel por

    conta de suas caractersticas de

    intangibilidade, forma, volume e persistncia,

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    em suas palavras: A informao armazenada

    eletronicamente caracterizada pelo

    seu enorme potencial de volume quando

    comparada com aquela que acondicionada

    em suportes tangveis. (...) a informao em

    formato eletrnico tambm dinmica: o

    mero ato de ligar ou desligar um

    computador pode alterar a informao que

    ele armazena. Os computadores quando em

    funcionamento reescrevem e deletam

    informao, quase sempre sem o

    conhecimento especfico do operador. Uma

    terceira e importante caracterstica que a

    informao armazenada eletronicamente,

    ao contrrio de textos escritos em papel,

    pode se tornar incompreensvel quando

    separada do sistema que a criou. (grifo

    nosso)

    Ademais, a MP 2.200/01, que instituiu a ICP-

    Brasil, trata o arquivo eletrnico como documento e garantiu-lhe

    presuno de veracidade, se ele for assinado digitalmente com

    certificado digital emitido pela ICP-Brasil ou outro certificado

    aceito pelas partes.

    Assim, por ser um documento, para

    apresentar o arquivo eletrnico como prova no processo civil, deve-

    se atentar s regras dos artigos 364 e seguintes do CPC, em

    especial fora probante dos documentos. E, de acordo com Misael

    Montenegro Filho, "a fora probante dos documentos depende da

    sua origem (documento pblico e documento particular) e da sua

    forma (originais e cpias).

    Angelo Volpi Neto ainda mais enftico

    afirmando que diferentemente do documento

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    em papel, que pode assim ser considerado

    sem assinatura, o documento eletrnico, ao

    que parece, no existe se no houver uma

    assinatura eletrnica.

    PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO

    REGIMENTAL INTERPOSTO EM FACE DE

    DECISO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO

    RECURSO ESPECIAL. DOCUMENTO

    EXTRADO DA INTERNET. AUSNCIA DE

    F PBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE

    OPOSIO CONTRA O STJ.

    DECORRNCIA DA MEDIDA PROVISRIA

    N 2.200/01. JUNTADA DE DOCUMENTO

    EM SEDE DE AGRAVO REGIMENTAL.

    INADMISSIBILIDADE. PRECLUSO

    CONSUMATIVA. INCIDNCIA DO ART. 511,

    CAPUT, DO CPC. MULTA DO ART. 557,

    2, DO CPC. RECURSO IMPROVIDO.

    (AgRg no RESP N 1.103.021 - DF

    (2008/0250650-8) REL : MIN LUIS FELIPE

    SALOMO) (grifo nosso)

    Portanto para que tais provas digitais

    tivessem validade jurdica, o autor deveria se valer de atas notariais

    conforme preceitua o CPC, ou certificao digital que legitimassem o

    alegado.

    Outrossim, insta lembrar que, se o meio de

    prova for imoral, a prova deve ser repudiada de plano. Um exemplo

    disto so documentos eletrnicos obtidos atravs de interceptao

    de mensagens eletrnicas sem autorizao judicial, caso em que a

    prova ser uma prova ilcita, vedada em nossa Constituio (art. 5,

    LVI).

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    Note-se que o Facebook do requerido

    composto por seus amigos e familiares, todos os seus comentrios

    ou notas de esclarecimentos so feitos e direcionados a estes, quem

    costuma fazer uso do Facebook, bem sabe que a visualizao de

    dados detalhados dos membros restrita para membros de uma

    mesma rede ou amigos confirmados de certo que o autor desta ao

    no faz parte dos amigos nem dos familiares do requerido e

    provavelmente est se utilizando dos chamados perfis fakes para

    produzir tais provas de forma totalmente imoral e pior na maioria das

    impresses no aparece o nome de quem imprimiu os comentrios,

    o que mostra que tais documentos foram editados, outra prova cabal

    da edio est nas fls. 502 505, onde se l Cssius Haddad

    (cahad) no Twitter, bem como nas fls. 506 e 507, onde aparece a

    frase ao invs de parar..., mais uma edio nas fls. 508 e 509, nos

    dizeres FAROESTE LIMEIRA.

    Segundo o dicionrio Perfil Fake:

    Fake ("falso" em ingls) um termo usado

    para denominar contas ou perfis usados na

    Internet para ocultar a identidade real de um

    usurio.

    Esta lide se mostra apenas como forma

    desesperada do autor tentar silenciar o requerido e ocultar os

    indcios dos atos praticados ilicitamente.

    A verdade, Nobre Magistrado, sempre

    simples. A mentira no. Esta requer crculos, voltas, idas e vindas,

    sofismos, intrincados recursos jurdicos, dentre outros artifcios que

    lhe deem uma aparncia de verdade. Nem por isso deixa de ser

    mentira. E, N. Magistrado, a Justia no pode ser a casa da mentira,

    ela no pode ser abrigada por baixo de frmulas e pareceres.

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    Enquanto perdurar a Liminar concedida

    este, de tudo o far para cercear a plena liberdade de informao,

    empecilhando e dificultando o desempenho da atividade deste

    Advogado.

    Citando mais uma vez o N. juiz eleitoral Ado

    Gomes de Carvalho, ao revogar a liminar de censura imposta por ele

    prprio ao blog do Estado, proferiu o que segue:

    No h que se falar em ofensa quando os

    fatos noticiados so verdicos....

    Citando o sbio provrbio popular:

    Quem diz a verdade no merece castigo.

    Diante do exposto no ultimo tpico vem

    impugnar todas as novas provas digitais trazidas aos autos, pois

    estas so nulas, sem qualquer tipo de validade jurdica e requerer

    que sejam desentranhadas dos autos.

    9. DOS FALSOS FATOS PARA INDUZIR O JUIZO A ERRO E DA

    LITIGANCIA DE MA-F

    Este processo uma tentativa desesperada

    de denegrir a imagem do requerido, alm de usar um twitter falso

    para conseguir uma liminar de censura, e com essa liminar conseguir

    o ato de desagravo dentro do frum de Limeira, em fl. 15 tem mais

    uma ntida prova das tentativas de induzir este juzo a erro, seno

    vejamos, o prprio autor em sua exordial diz que o requerido oferece

    servios para os polticos sujos, mas no verdade, onde o

    requerido diz: sou advogado e se sua turma precisar de algo jurdico

    para o bem de Limeira, pode contar comigo o requerido estava

    falando com o Sr. EDER MELLO que o convidou para um Sarau com

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    skatistas no bairro N. Sra. Das Dores, est mais do que cristalino nos

    comentrios do texto FAROESTE LIMEIRA II O XERIFE TIRANO,

    que o prprio autor traz em fl. 246 e duplica em fl.271.

    Excelncia, ou muita falta de ateno, ou

    trata-se de litigncia de m-f pois atinge propores estratosfricas.

    Uma vez que o autor editou as conversas colocando-as em uma

    ordem que o favorece, como se o requerido estivesse falando com

    outra pessoa um poltico e na verdade este estava falando com um

    representante de uma associao de um bairro carente de nossa

    cidade.

    O autor traz um substabelecimento no

    processo de falncia da Ragazzo Comercial e Agricola, que tinha

    uma parte do Shopping, e conforme nas prprias fl. 182 destes

    autos, teve apenas um pedido simples de vistas, ou seja, apenas

    cumpriu uma diligencia simples para o Dr. George, advogado de

    Campinas, que solicitou que o mesmo tirasse cpias do processo.

    Mais uma vez o autor tenta induzir este juzo a erro, comprovando

    sua reiterada m-f.

    Nas fls 217 a 242, o autor estranhamente traz

    um processo que nada tem a ver com a presente demanda, mas

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    obriga o requerido a refutar mais uma vez, sua tentativa perniciosa,

    com m f exagerada de abalar a honra do requerido.

    Sim, este requerido advogado do Vereador

    Edmilson Gonalves, mas este requerido est defendendo a

    democracia, a constituio e principalmente o estado democrtico de

    direito, visto que em Limeira nos ltimos tempos, com a ajuda do

    autor, Limeira se transformou em uma terra sem lei, sem regras, sem

    respeito Constituio. Frise-se que o requerido provou que o ato de

    afastamento do Vereador Edmilson Gonalves ocorreu de forma

    irregular e conseguiu atravs do judicirio que o vereador voltasse ao

    cargo.

    Em fls 25 dos autos, o autor mais uma vez,

    adultera as palavras, muda o contexto e tenta de forma despudorada

    enganar o nobre juzo, assim consta no quinto paragrafo: ao sria

    sobre isso se estava envolvido at o pescoo no maior caso de

    corrupo da historia de Limeira, a tentativa to mal feita que o

    texto completo est na pagina anterior (fls24) e onde claramente o

    sujeito da frase acima o Ministrio Publico e no o autor, sendo que

    o prprio autor quis se doer de uma autoria que ele mesmo nega e

    empurra a culpa da ao inepta (ANEXO 12), ao promotor Cleber

    Masson (fls31).

    Em fls 29, o autor ataca a honra e a moral do

    requerido, de inicio atentando contra a inteligncia deste juzo ao

    fazer declaraes completamente contraditrias, depois informa no

    quinto paragrafo que o requerido no ingressou com a ao, mas foi

    nesta ao que o autor deu um parecer dizendo que o requerido s

    queria acabar com a agua da cidade.

    No sexto pargrafo de fls 29, o autor agride

    ainda mais o requerido, dizendo que houve um fracasso em sua

    empreitada judicial, mas conforme fartamente juntado a este

    processo, os processos que defendem os cofres pblicos no tem

    nenhum parecer negativo.

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    Depois informa que o requerido apenas

    defende seus interesses particulares, profissionais e polticos

    escusos.

    10. DOS PEDIDOS

    Pelo exposto, REQUER se digne V. Exa.,

    I - Acolher as preliminares invocadas, para

    determinar a EXTINO do processo, com fulcro nos artigos 267,

    inciso IV, do Cdigo de Processo Civil;

    II - Requer, que sejam julgados

    TOTALMENTE IMPROCEDENTES os pedidos do Autor;

    III - Em homenagem ao principio da

    eventualidade, caso sejam aceitos os pedidos iniciais, requer a

    reduo do valor requerido a ttulos de danos morais porque so

    exorbitantes, requer a reduo das verbas devidas a ttulo de danos

    materiais e de honorrios de sucumbncia, bem como que a data de

    atualizao e de incidncia dos juros legais sobre o valor dos danos

    morais seja fixada a partir do julgamento que fixar seu valor;

    IV - A condenao do requerente no PEDIDO

    CONTRAPOSTO, uma vez que este a pretexto de se dizer vtima de

    ofensas pessoais, se utilizou de Twitter falso para imputar ao

    requerido conduta imoral e criminosa, denegrindo e difamando-o de

    forma injuriosa. Acusaes estas que levaram ao to noticiado

    desagravo pblico, sem oportunidade de ampla defesa e

    contraditrio, maculando a honra e a imagem do requerido enquanto

    advogado. Quem tem direito indenizao por danos morais? Ora

    Excelncia utilizar a mquina judiciria para perpetrar estas

    inverdades por si s j motivo para que o autor seja condenado em

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    danos morais. Requer, neste pedido contraposto, a condenao do

    autor da lide ao pagamento de R$ 26.000,00 (vinte seis mil reais) em

    funo das injustias a que foi submetido.

    V - Requer, tambm, a condenao pela

    litigncia de m-f, nos termos do artigo 18 do CPC. Quando uma

    das partes age com o que se convencionou qualificar de m-f, no

    apenas a parte adversa prejudicada. O maior prejudicado com

    procedimento ilegal do litigante mprobo e do intuito ilegal o j

    assoberbado Poder Judicirio, com srios transtornos

    administrao da Justia. Este princpio nos informa que o processo

    no pode servir como meio de perpetuao do injusto, enquadra-se a

    Autora nas hipteses dos incisos I, II e III do art. 17 da Lei Adjetiva

    Civil. E claro o artigo 16 deste mesmo diploma legal, quando

    afirma:

    Responde por perdas e danos aquele que

    pleitear de m f como autor, ru ou

    interveniente. Grifamos.

    VI Impugna-se todas as provas digitais

    trazidas aos autos nos Embargos Declaratrios, pois estas so nulas,

    sem qualquer tipo de validade jurdica, uma vez que no foram

    produzidas de forma regular, e portanto requer sejam

    desentranhadas dos autos.

    VII - A condenao do autor ao pagamento

    das custas processuais e honorrios advocatcios na ordem de 20%

    sobre o valor da causa, UMA VEZ QUE HOUVE RECURSO,

    conforme preceitua a lei do Juizado Especial.

    VIII - Requer seja designada audincia de

    conciliao para que seja apresentada a devida proposta de acordo.

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    IX Requer tambm que seja deferido o

    pedido de prova pericial.

    X - A oitiva das testemunhas:

    CARLOS HENRIQUE DE MORAES,

    engenheiro, residente e domiciliado na Rua

    Par, n 696, fundos, Vila So Cristvo,

    Cep:13.480-610, na cidade de Limeira/SP;

    FERNANDO DOMINGOS PAIVA,

    empresrio, residente e domiciliada na Rua

    Henrique Foster, n 200, Jardim Rossi,

    Cep:13.486-133 na cidade de Limeira/SP;

    XI - Requer-se, outrossim, provar o alegado

    por todos os meios de prova em direito admitidas, a ser requeridas

    oportunamente se necessrias, sendo imprescindvel e

    fundamental a determinao de audincia para depoimento

    pessoal do autor e a oitiva das testemunhas arroladas.

    Finalmente restam contestados todos os

    argumentos contidos na pea postulatria por no serem a ntida

    expresso da verdade.

    Termos em que,

    Pede deferimento.

    Limeira/SP, primeiro de abril de 2013.

    Cssius A. M. Haddad

    OAB/SP 254.871

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    LISTA DE ANEXOS

    ANEXO 01

    DENNCIAS PARA APURAO CRIMINAL NO GRUPO DE

    ATUACAO ESPECIAL DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

    GAECO

    DENNCIAS COMPLETAS COM FARTAS PROVAS, SENDO QUE

    O ORGO EST SENDO LIDERADO PELO AUTOR QUE

    ARQUIVOU TACITAMENTE OS CASOS, VISTO QUE TERIA 15

    DIAS PARA DAR O DEVIDO ANDAMENTO E, MAIS UMA VEZ,

    NADA FEZ.

    CASO SHOPPING CENTER LIMEIRA

    CASO FOZ DO BRASIL

    ANEXO 02

    REPORTAGEM DO ESTADAO

    ANEXO 03

    REPORTAGEM SOBRE O IR

    ANEXO 04

    REPORTAGEM SOBRE CENSURA GOVERNAMENTAL

    ANEXO 05

    CASO SHOPPING CENTER LIMEIRA

    PETICAO INICIAL

    PARECERES E DECISES

    ALGUMAS PROVAS

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    ANEXO 06

    CASO FOZ DO BRASIL E AGUAS DE LIMEIRA

    PETICAO INICIAL

    REPORTAGEM SOBRE ACABAR COM AGUA

    TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA ADITAMENTO

    CONTRATUAL FEITO PELO AUTOR

    CONTRATO ORIGINAL DE 1995

    SERASA E CND DA EMPRESA LARANJA

    ANEXO 07

    O REQUERIDO DEFENDEU A CONSTITUICAO E A DEMOCRACIA

    E NO O VEREADOR EDMILSON GONCALVES E SEUS ATOS.

    IMEDIATAMENTE O JUIZO DA VARA DA FAZENDA

    RECONHECEU O MANDADO DE SEGURANA E RECONDUZIU O

    VEREADOR AO CARGO.

    ANEXO 08

    BOLETIM DE OCORRENCIA FEITO PELO REQUERIDO SOBRE O

    TWITTER FALSO FEITO EM SEU NOME.

    CURIOSAMENTE DEPOIS DE DUAS DENUNCIAS NO CONSELHO

    NACIONAL DO MINISTERIO PUBLICO CONTRA OS ATOS DO

    AUTOR.

    ANEXO 09

    DA CONDUTA DO AUTOR QUANTO MEMBRO DO MINISTERIO

    PUBLICO ONDE TEVE UMA EMPRESA SE VALENDO DE SEU

    CARGO PUBLICO PARA GANHAR DINHEIRO, EXPRESSAMENTE

    VEDADO PELA LEI 8625/93 LEI DO MP.

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    ANEXO 10

    MATERIAS DE JORNAIS SOBRE O DESAGRAVO AO AUTOR

    SOFRIDO PELO REQUERIDO, ONDE O AUTOR TENTA

    DESTRUIR A CARREIRA DE ADVOGADO DO REQUERIDO

    BASEADO NA LIMINAR IMPOSTA NESTES AUTOS.

    ANEXO 11

    DECISAO DO STJ E TJ SOBRE AO INEPTA DO MINISTERIO

    PUBLICO CONTRA A FOZ DO BRASIL.

    AUTOR DA AO, DR. CLEBER MASSON, AINDA AMEAOU DE

    MORTE O REQUERIDO CONFORME TRANSCRIO EM ANEXO.

    ANEXO 12

    E-MAILS TROCADOS ENTRE AUTOR E REQUERIDO, ONDE O

    REQUERIDO INSISTE PARA O AUTOR FAZER O SEU

    TRABALHO, TENTA AGENDAR PARA SER RECEBIDO E AINDA

    SE COLOCA A DISPOSIO DE FORMA GRATUITA A AJUDAR O

    MINISTERIO PUBLICO.

    ANEXO 13

    O AUTOR PROMOTOR USA AS MIDIAS PARA DESPRESTIGIAR O

    TRABALHO DO AUTOR.

    NO CASO SHOPPING FOI AT AS ORGANIZAES GLOBO

    INFORMAR QUE A ACAO ERA ELEITOREIRA.

    NO CASO FOZ, USOU A GAZETA DE LIMEIRA PARA DIZER QUE

    O REQUERIDO TINHA INTENCAO ESCUSA DE ACABAR COM A

    AGUA DA CIDADE DE LIMEIRA.

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