Expositor Cristão - Abril 2014

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    15-Mar-2016

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Autoridade pastoral resultado da liderana servidora. Saiba como liderar servindo e servir liderando nesta edio do Expositor Cristo! Confira!

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  • Trs dcadas de misso

    Violncia no Brasil:outro olhar

    Crianas

    Pgina especial

    aborda o tema

    do discipulado

    infantil!

    DiscipuladoExpanso

    Palavra Episcopal

    PscoaRelacionam

    entos

    saudveis geram

    crescimento!

    Confira!

    Acompanhe

    o avano do

    metodismo em Mato

    Grosso do Sul!

    Confira a mensagem

    da Bispa Marisa

    sobre a importncia

    da comunho!

    tempo de

    celebrar a

    ressurreio de

    Jesus. Saiba como!

    Pginas 12 e 13

    Comunidades crists sofrem com a cheia do rio Madeira, mas so exemplo de solidariedade!

    Pgina 6 Pgina 7

    Casal metodista conta experincias dos 30 anos de misso com povos indgenas!

    Pgina 11 Pgina 15

    Jornal Mensal da Igreja Metodista . Abril de 2014 . ano 128 . n 04

    Qual o papel das igrejas diante da violncia? Leia a mensagem especial e reflita sobre o assunto.

    Pgina 10Pgina 5Pgina 3

    Igrejas debaixo dgua

    Arqu

    ivo E

    xpos

    itor C

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    Rodr

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    Pginas 8 e 9

    Autoridadepastoral

    John

    Key

    ser

  • Expositor CristoAbril de 2014

    www.metodista.org.br2Editorial

    Se ns devemos vigiar a Igreja de Deus, que foi comprada com seu prprio sangue, que tipo de homens e mulheres devemos ser?. A indagao de John Wesley aos pastores em 1756 permanece atual. Ao olharmos para o ministrio de Jesus fica evidente que um dos requisitos fundamentais no exerccio pastoral a voca-o para o servio.

    No captulo 13 do Evan-gelho de Joo, Jesus lava os ps dos discpulos. Trata-se de uma aula sobre liderana. Com aquele gesto, o mestre ensina que humildade e ser-vio formam o nico cami-nho para a liderana madura e direcionada por Deus. Po-rm, no devemos perder de vista a autoridade. Jesus no a perdeu.

    No lava-ps, Pedro tenta impedir que seus ps fossem lavados por Jesus. No mesmo momento, Jesus se posiciona e diz firmemente o que o disc-pulo precisa ouvir. Ele estava servindo, mas, repreende com autoridade. Este equilbrio o desafio do lder servidor: liderar servindo e servir lide-rando.

    Nesta edio do Exposi-tor Cristo celebramos o dia do pastor e da pastora meto-dista ressaltando a vocao para o servio. Nosso desejo que o corpo pastoral da Igreja Metodista seja cada vez mais exemplo de liderana serva. Que as prximas pginas se-jam inspiradoras para o exer-ccio deste ministrio. Boa leitura!

    /expositorcristao/metodistanacional

    expositorcristaometodistabrasil

    @jor_metodista@metodistabrasil

    LEITORAssuntos mais comentados da edio de Maro(Comentrios postados na internet)

    Presidente do Colgio Episcopal: Bispo Adonias Pereira do Lago

    Jornalista Responsvel e Editor:Marcelo Ramiro (MTB 393/MS)

    Conselho Editorial:Almir de Souza Maia, Camila Abreu Ramos, Magali Cunha, Paulo Roberto Salles Garcia.

    Jornal oficial da Igreja MetodistaColgio Episcopal

    Fundado em 1 de janeiro de 1886 pelo missionrio Pr. John James Ranson

    Reprter: Pr. Jos Geraldo MagalhesReviso: Celena AlvesDiagramao: Hamilton Ferreira

    Entre em contato conosco:Tel.: (11) 2813-8600 www.metodista.org.br expositor@metodista.org.br

    Tiragem: 3 mil exemplares

    As matrias assinadas so responsabilidade de seus autores/as e no representam, necessariamente, a opinio do jornal. A produo do Expositor Cristo realizada em convnio com o Instituto Metodista de Ensino Superior, responsvel pela distribuio.

    Avenida Piassanguaba, n 3031 Planalto Paulista So Paulo/SP CEP 04060-004

    Acesse!Fique por dentro!

    www.metodista.org.br

    Lideranaserva

    Pscoa e Ascenso: Celebrao da sada do povo do Egito; ressurreio de Cristo.

    Tema bsico: Esperana na ressurreio de toda vida criada por Deus.

    Perodo: Da quarta-feira Santa (lava-ps) at o Pentecostes.

    Smbolos:Tmulo vazio; Sol nascente; Cruz vazia; Borboleta como smbolo de transformao e vida nova.

    Cores: Usa-se o preto na sexta-feira Santa, roxo lils no sbado, amarelo (Cristo, o

    sol nascente) e branco no domingo da Ressurreio.

    Leituras: Ex 12; Sl 113 a 118 (cnticos pascais); Mt 26.17-30; Mt 28.1-20; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-18 e At 1.1-14.

    Srie cones litrgicos por Samuel Fernandes. Usado com permisso.

    Bispo Joo Carlos Lopes fala sobre discipulado com estudantes de teologia da Igreja Metodista! Veja como foi!

    Mulheres MetodistasEspecialmente lindo o nosso Expositor Cristo deste ms. Amei a matria so-bre a trajetria das mulheres na histria da Igreja Metodista no Brasil. Merece ser lido por todos! Tirza

    Testemunho - Bispo NelsonParabns Bispo Nelson por essa trajetria de vida e que Deus continue a abeno-lo. Srgio Mendes

    Lindo testemunho. Uma beno este Bispo. Deus o abenoe sempre. Marisa Fernandes

    Barco HospitalDeus abenoe todos os que idealizaram e os que fazem esta obra! Ieda Dos Santos

    Vamos orar para que Deus levante pessoas assim a cada dia, amando ao prximo e praticando o ide que nos ordenou o Senhor! Vanessa Ribeiro

    Que iniciativa maravilhosa! Verdadeira obra de Deus. Deus continue abenoando. Moiss Maria Souza Ferraz

    CorrupoF e poltica esto nas pautas dos grupos celulares? Grande pergunta pastor Mano Z. Walteir Pinheiro

    Envie seu comentrio para: expositorcristao@gmail.com

    Colgio Episcopal se rene em So Paulo. Saiba o que foi decidido!

    Dia da mocidade metodista comemorado em todo o Brasil com festa e doao de sangue! Confira!

    Jos

    Geral

    do M

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    Fateo

  • 3 Expositor CristoAbril de 2014www.metodista.org.br

    Palavra Episcopal

    Discpulas e discpulosem comunho

    H uma fala que mui-to comum em nosso meio: Precisamos nos unir, minhas irms e meus ir-mos. S assim poderemos vencer as adversidades.. Acre-dito que voc ouviu isto por inmeras vezes. E certamente j percebeu que, apesar de de-sejar essa unio, no so muitas pessoas que a vivem.

    Toda pessoa crist deveria viver em comunho com as ir-ms e irmos. Comungar com a famlia da f deveria ser to sim-ples quanto o correr das guas dos rios em direo ao mar. De-veria sim. Mas no o que se v com frequncia.

    Na verdade, comunho crist no uma escolha, uma de-corrncia da converso a Cristo Jesus. Quando se experimenta o encontro com o Senhor Jesus ressurreto, passa-se a uma nova condio: filhas e filhos do Deus Oni potente. D-se incio a uma longa caminhada de discipulado: cada dia uma oportunidade para que cresamos em tudo naquele que a cabea, Cristo (Ef 4.15).

    Sob a ao do Esprito San-to somos transformados/as por meio da Palavra e da convivn-cia com os/as santos/as. A luz, que agora brilha em ns, tem o poder de extirpar as trevas que nos acompanham. A imagem e semelhana com o Pai vai sendo refeita a cada dia. como res-taurar uma obra de arte que se deteriorou com o tempo.

    Desfazendo o nTer desejo de viver em comu-nho no o bastante para que a mesma acontea. No se une em torno de Cristo por uma lgica mgica. No. A unidade se es-tabelece por uma nova condio que se d com a nova vida em

    Cristo. Discpulas e discpulos se reconhecem irms e irmos. O amor de Cristo que as alcan-ou, revela-se em atos concretos de cuidado para com o/a outro/a.

    Lendo os evangelhos verifi-ca-se que isto ocorria em todo o tempo na vida das pessoas que a Cristo se convertiam. Foi assim com a mulher que sofreu, du-rante 12 anos, com hemorragia. Ao ser tocada por Jesus, pde voltar convivncia com todas as pessoas ao seu redor (o que at ento lhe era proibido, j que estava em condio de impura Lv 15.27-30). Foi assim com os doze, que atendendo ao chama-do de Cristo, passam a viver em intensa comunho de vida, pro-psitos e aes (mesmo havendo traio e negao por parte, res-pectivamente, de Judas e Pedro).

    So inmeras as evidncias de que a comunho se d sempre na vida das pessoas que vivem por Cristo. Jesus o centro da vida de cada um/a e de todos/as. O que une Cristo e a misso. Em decorrncia da comunho

    com Cristo, destaco o maior ato de amor de Deus humanidade: para que todos/as sejam um s corpo em Deus, Jesus d a sua vida por ns.

    A morte na cruz caminho de aglutinao de pessoas pe-cadoras que se arrependem dos seus pecados. Este ato de Cris-to restaura vidas antes perdidas por desobedincia a Deus. Em Cristo, so redimidas e passam a ser seguidoras dele. So, agora, discpulas e discpulos do Mes-sias. Cristo passa a ser o centro de suas vidas.

    Em unio comumNa vida crist a comunho uma evidncia de que Cristo o Senhor das vidas. Como ele o alvo, a comum unio se d em funo dele. Ama-se como ele ama; vive-se em discipula-do como ele viveu com os doze; socorre-se ao prximo como ele o fez; ora-se em grupo como ele fazia; parte-se o po em uma mesa comum, tal como ele o fez tantas vezes; acolhe-

    -se crianas, reconhecendo que o Reino do Pai delas. E por a vai. Perceba que a comunho algo inerente a quem confessa o nome de Jesus.

    Viver como Cristo, tal como disse as bem-aventuranas, no fcil. Tambm no opcional. Quando o povo de Deus perde--se em desentendimentos e dis-tanciamentos, pode-se afirmar que isso decorrente de uma vida crist fictcia e no legti-ma. Vive-se mais em religiosi-dade que em vida crist. Na vida crist o Esprito Santo d conta de destituir a obra da carne e, em contra partida, gerar o fruto (Gl 6.16-26).

    A alegria da vida em famlia de Deus o que predomina. J no se permite viver em discur-so cristo vazio. O que marca a vida da pessoa convertida exa-tamente a condio de ser serva. Os diversos dons suprem as necessidades do corpo. H um movimento conjunto, que reve-la o poder de Deus em fazer de todos/as um s organismo.