Expositor Maio 2009

  • Published on
    09-Jan-2017

  • View
    219

  • Download
    1

Embed Size (px)

Transcript

  • Jornal mensal da Igreja Metodista Maio de 2009 Ano 123 nmero 5

    Palavra Episcopal

    Pela Seara

    Misses

    Reflexo

    Opinio

    Cultura

    Beleza oculta

    hora de questionarmos o racismo e a escravido ainda vigentes no pas. Mas , tambm,momento de valorizarmos os talentos, determinao e f de irmos e irms negros, muitas vezesocultos dentro da prpria igreja. Na foto, crianas do Coral Esperana da frica, de Uganda, apre-sentando-se no Conclio Geral da Igreja Metodista Unida, dos EUA. Pginas 8 e 9

    Fala, criana!

    O jornal abre uma nova seo para textos, his-trias e testemunhos de crianas. Elas tm cadauma! Na edio de estria, Gabriela ( esquerda)e Isabela falam sobre amizade. Para ler, sorrir eaprender! Pgina 5

    Famlia, caminho,cruz

    O que Jesus esperade nossos relaciona-mentos familiares? Pgina 3

    Mos obra

    Jovens da PrimeiraRegio mobilizam-separa trabalho volun-trio

    Pgina 5

    Sombra egua Fresca

    Projeto faz sucessono Paran.

    Pgina 10

    Uma igreja paratodas as pessoas

    A incluso de irmose irms com neces-sidades especiais.

    Pginas 12 e 13

    O leigo no estse valorizando

    Uma palavra aos ho-mens metodistas

    Pgina 14

    Novidades no ar

    Web Rdio est comnova programao

    Pgina 15

    Paul

    Jef

    frey

    /UM

    NS

  • Maio 20092 Palavra do leitor

    Presidente do Colgio Episcopal: Bispo Joo Carlos LopesConselho Editorial: Magali Cunha, Jos Aparecido, Elias Colpini, Paulo Roberto SallesGarcia e Zacarias Gonalves de Oliveira Jnior.Jornalista Responsvel: Suzel Tunes (MTb 19311 SP)Estagirio de comunicao: Jos Geraldo Magalhes JniorCorrespondncia: Avenida Piassanguaba n 3031 Planalto Paulista - So Paulo - SPCEP 04060-004 - Tel.: (11) 2813-8600 Fax: (11) 2813-8632home: www.metodista.org.br e-mail: sede.nacional@metodista.org.br

    A redao responsvel, de acordo com a lei, por toda matria publicada e, sendoassim, reserva a si a escolha de colaboraes para a publicao. As publicaes assinadasso responsabilidade de seus autores e no representam, necessariamente, a opiniodo jornal. Propriedade da Associao da Igreja Metodista.

    rgo oficial da Igreja Metodista, editado mensalmente sob a responsabilidade do Colgio EpiscopalFundado em 1 de janeiro de 1886 pelo missionrio Rev. John James Ransom

    A produo do Jornal Expositor Cristo realizada em convnio com oInstituto Metodista de Ensino Superior, que cuida da diagramao edistribuio do peridico. O contedo editorial definido pela Sede Nacionalda Igreja Metodista.Editorao eletrnica: Maria Zlia Firmino de SProjeto Grfico: Alexander Libonatto FernandezImpresso: Grfica e Editora RudcolorAssinaturas e RenovaesFone: (11) 4366-5537e-mail: editora@metodista.brRua do Sacramento n. 230 Rudge Ramos - So Bernardo do Campo - SPCEP 09640-000 www.metodista.br/editora

    Editorial

    Maio, Ms da Famlia, umms muito metodista... Comeacom o Dia do Seminarista, logono primeiro dia do ms; seguecom a comemorao do Dia dasMes, data criada pela meto-dista Anna Jarvis, h 101 anos;finaliza com a SemanaWesleyana, na qual recordamosa significativa experincia docorao aquecido de JohnWesley. Significativa para o te-logo ingls que, pela primeiravez na vida, sentia que Deusperdoava os seus pecados. Mas,tambm, significativa para omundo todo, pois a partir dessaexperincia individual, Wesleyiniciou um movimento quetransformou milhes de vidas.Desde o sculo 18, o metodismotem essas duas dimenses: aindividual e a social. O coraoque se aquece vai de encontroao prximo. A experinciavivificante do encontro comDeus se completa no servio.

    Essas duas dimenses estopresentes nas matrias destaedio do Expositor. Ao homena-gearmos a me Susana Wesley,lembramos de mulheres que,sejam ou no mes biolgicas,levam amor e cuidado a seussemelhantes. A prpria AnnaJarvis nunca teve filhos, masquis criar uma data para reco-nhecer a importncia das mesna famlia, igreja e comunidade.Espelhava-se no exemplo de suame, uma ativa metodista eorganizadora de sociedades desenhoras que se dedicavam amelhorar as condies de higienee sade da cidade. Quando es-tourou a Guerra Civil nos Esta-dos Unidos, essas sociedadestransformaram-se em enfermari-as que atendiam feridos dos doislados do conflito, sem distinoou preconceito. Corao aqueci-

    Coraes aquecidosJustia e direito so o fundamento do teu

    trono; graa e verdade te precedem.Salmo 89.14

    do ultrapassa barreiras. Porisso, nas Reflexes (pginas 12e 13), o Expositor tambm temo privilgio de contar com aparticipao de um seminaristae de uma pastora que estotransformando a sua experin-cia pessoal de incluso emexemplo e desafio para asigrejas. Eles alertam a Igrejapara a necessidade de pastoreiodas pessoas portadoras de ne-cessidades especiais, como asque eles mesmos apresentam ecom as quais convivem.

    Na matria de capa, maisum exemplo de um coraoatingido pela chama divina dajustia e do direito: uma en-trevista com o pastor AntnioOlmpio de SantAna, que temdedicado seu ministrio lutacontra o racismo. Essa matriatambm traz duas histriasque devem surpreender muitagente: duas personalidades ne-gras evanglicas, de granderelevncia para a sociedadebrasileira e praticamente es-quecidas pelas igrejas. Descu-bra quem so nas pginas 8 e9. E nas pginas de Misses,fique atento s aes da Cam-panha de Evangelizao de2009: aes que, espelhando-se na herana wesleyana,unem atos de misericrdia eatos de piedade.

    A edio de maio traz, ain-da, uma novidade: uma novaseo, Fala, Criana!, napgina 5. Criada pelo Departa-mento Nacional de Trabalhocom Crianas, a nova seo dvez e voz alegria e purezados(as) pequeninos(as), filhose filhas de nossa comunidade.Uma tima forma de comemo-rar o Ms da Famlia, no ?

    Suzel Tunes

    Imprensae Religio

    Prezados amigos, envio-lhesfotos e textos da revista CarosAmigos (Fascculo 9, sobre NE-GROS), onde fui entrevistado.O ttulo do artigo A ovelhanegra do rebanho. A revistaencontra-se em todas as ban-cas. O Fascculo vendido se-paradamente. Abraos,

    Rev. Antnio Olmpio deSantAna, por e-mail.

    Nesta edio, o reverendoSantAna est na matria decapa do Expositor e com ale-gria que recebemos a notciade que a relevncia de seutrabalho mais uma vez extra-pola os limites da Igreja e che-ga imprensa secular.

    Situao da UlbraA Igreja Evanglica Luterana

    do Brasil (IELB) faz o seguintepronunciamento a respeito dasituao vivida pela Universida-de Luterana do Brasil (Ulbra):

    1) Mantm o reconhecimen-to de sua posio em relao Universidade dentro da nossaestrutura de Igreja, ou seja, aIELB no possui ingerncia ad-ministrativa dentro da Ulbra, aqual deve ser exercida pelamantenedora, a CELSP - Comu-nidade Evanglica Luterana SoPaulo de Canoas.

    2) Estende ao novo reitor,Prof. Dr. Marcos FernandoZiemer, todo o apoio de que elenecessitar, colocando-se dispo-sio da nova Reitoria para qual-quer ao ou medida a favor daUniversidade, compatvel comos princpios confessionais eticos da f crist.

    3) Deseja Universidade,na pessoa do seu reitor e dos

    componentes da nova Reitoria,as graciosas bnos do SenhorDeus sobre as aes necessri-as para a recuperao da Ulbra,fazendo tal desejo ser acompa-nhado pelas constantes oraesda Igreja na confiana de se-rem ouvidas e atendidas porDeus, pois as promessas Delese cumprem.

    4) Espera poder continuar sevalendo de todas as oportunida-des para anunciar a Palavra deDeus por meio das portas que aUniversidade abriu para isso du-rante toda sua histria at aqui.

    5) Lamenta profundamenteos fatos que provocaram depre-ciao do nome da Igreja Lute-rana como instituio perantea opinio pblica e dentro daprpria Igreja; a repercussonegativa do nome luterano apartir da crise da Ulbra, uma vezque a Universidade est ligada Igreja; as consequncias de taisfatos sobre as vidas das pessoasque trabalham ou prestam servi-os Universidade, ou dela usu-fruem, como clientes do planode sade, pacientes dos hospi-tais e alunos.

    6) Declara que todas asaes passveis de suspeiono tm qualquer apoio daIgreja, devendo ser apuradaspelas autoridades competentes.

    7) Reafirma sua convico napropriedade da Universidade emmanter o nome luterana na suaidentificao, visto que h ra-zes doutrinrias, teolgicas eticas profundamente enraizadasna Palavra de Deus, as quaistranscendem mculas que foramprovocadas nesse nome durantetodos os acontecimentos conhe-cidos como crise da Ulbra.

    Pela Diretoria Nacional daIgreja Evanglica Luterana doBrasil,

    Pastor Paulo Moiss NerbasPRESIDENTE

  • Maio 2009 3Palavra Episcopal

    Arqu

    ivo:

    Sed

    e N

    acio

    nal

    Joo Alvesde Oliveira Filho

    Bispo Emrito da IgrejaMetodista 5RE.

    O ms de maio, especial-mente na tradio da nossaIgreja, tem sido lembrado comoo ms da famlia, pois alm denele se enaltecer a questo fa-miliar, comemora-se no segun-do domingo o Dia das Mes.H de se ressaltar que umms muito pouco para que oassunto famlia seja profun-damente debatido, estudado equestionado, pois h variveissignificativas que necessitamde um adorno mais profundo.

    A igreja, em sua ao docen-te, tem procurado se pautarpelo ensino bblico paraconscientizar sua membresiasobre o tema da famlia. Trata-se de uma luta desigual, poisenquanto ela, Igreja, se debateem temas que, para uma grandeparte da sociedade, j estosuperados, a precocidade de ou-tros temas avana a passoslargos. O desafio est nas mosda Igreja, que por meio deaes santificadoras, amorosas eteraputicas, dever dar conti-nuidade a projetos que visemfortalecer os laos da famlia.Contudo, o que Jesus espera decada um(a) de ns, em se tra-tando de: famlia chamado compromisso? Compartilho comvocs dois momentos, no muitoconvencionais, em que Jesusprotagoniza cenas referentes aoassunto da famlia, chegando acausar rudos em nossa forma-o cultural e religiosa.

    A primeira