FAE CENTRO UNIVERSITÁRIO MESTRADO ?· fae centro universitÁrio mestrado interdisciplinar em organizaÇÕes…

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  • FAE CENTRO UNIVERSITRIO

    MESTRADO INTERDISCIPLINAR EM ORGANIZAES E

    DESENVOLVIMENTO - PMOD

    POLITICA PBLICA PARA O CONSUMO CONSCIENTE: CONTRIBUIES

    DO COMRCIO JUSTO

    GRACE CHIARA SCHMIDT

    CURITIBA

    2011

  • GRACE CHIARA SCHMIDT

    POLTICA PBLICA PARA O CONSUMO CONSCIENTE: CONTRIBUIES

    DO COMRCIO JUSTO

    Dissertao apresentada como requisito parcial obteno do ttulo de Mestre em Organizaes e Desenvolvimento pelo Programa de Mestrado Acadmico em Organizaes e Desenvolvimento da FAE Centro Universitrio. Orientador: Prof. Jos Edmilson de Souza Lima, Dr.

    CURITIBA

    2011

  • Dedico este trabalho aos meus pais: Afonso Schmidt e Assunta Belinha Serraggio, grandes exemplos de garra e persistncia na vida. Ao meu marido Andr Juliano Bornancim, companheiro e amigo de todas as horas.

  • AGRADECIMENTOS

    No decorrer destes ltimos dois anos eu tenho muitas pessoas a quem

    agradecer pessoas que desempenharam papis importantes para que eu

    viesse a concluir este trabalho.

    Agradeo primeiramente a minha famlia que me deu apoio necessrio para

    iniciar e concluir mais esta etapa da minha formao acadmica.

    Aos meus amigos e colegas que foram incansveis e pacientes respeitando as

    ausncias e dividindo comigo as alegrias e frustraes decorrentes desta

    escolha.

    E por fim, ao meu orientador Jos Edmilson que me direcionou neste trabalho

    com maestria e sensibilidade e a todos os demais professores, que

    compartilharam comigo seus conhecimentos e reflexes.

  • EPGRAFE

    EU ETIQUETA

    [...]

    Estou, estou na moda. duro andar na moda, ainda que a moda

    Seja negar minha identidade, Troc-lo por mil, aambarcando Todas as marcas registradas,

    Todos os logotipos do mercado. Com que inocncia demito-me de ser

    Eu que antes era e me sabia To diverso de outros, to mim mesmo,

    Ser pensante sentinte e solitrio Com outros seres diversos e conscientes

    De sua humana, invencvel condio. Agora sou anncio

    Ora vulgar ora bizarro. Em lngua nacional ou em qualquer lngua

    (Qualquer, principalmente.) Global no corpo que desiste

    [...] Onde terei jogado fora

    meu gosto e capacidade de escolher, Minhas idiossincrasias to pessoais,

    To minhas que no rosto se espelhavam E cada gesto, cada olhar,

    Cada vinco da roupa Sou gravado de forma universal, Saio da estamparia, no de casa, Da vitrine me tiram, recolocam,

    Objeto pulsante mas objeto Que se oferece como signo de outros

    Objetos estticos, tarifados. Por me ostentar assim, to orgulhoso De ser no eu, mas artigo industrial,

    Peo que meu nome retifiquem. J no me convm o ttulo de homem.

    Meu nome novo Coisa. Eu sou a Coisa, coisamente.

    Carlos Drummond de Andrade

  • RESUMO

    Verifica-se atualmente as grandes transies pelas quais os sistemas de

    negociaes mundiais esto passando. A situao econmica dos pases

    encontra-se significativamente interligada. As grandes corporaes marcam

    presena em diversos pases, nas mais diversas nacionalidades, Neste

    contexto o consumo passa a ser a fora motriz que alimenta a sociedade

    contempornea apresentando incontveis prejuzos sociais, econmicos e

    ambientais. Em contraste a esta situao busca-se alternativas que

    possibilitem o ressurgimento dos valores ticos, socialmente positivos, e

    humanistas. Dentre essas alternativas podemos ressaltar o comrcio justo,

    fundamentado em uma tica que pretende se afastar do objetivo lucro como

    meta nica, uma vez que defende a criao de redes sustentveis e o

    fortalecimento dos ideais de proteo do homem e do meio ambiente. Contudo,

    para que esta nova proposta se consolide a necessidade de uma educao o

    para o consumo se faz eminente assim como a proposio de polticas

    publicas socioambientais que visem distribuir oportunidades idnticas para

    todos.

    PALAVRAS-CHAVE: consumo, sustentabilidade, politicas pblicas, comrcio justo

  • ABSTRACT

    Enormous transitions has been affecting and establishing new empirical order

    to understand international trade and negotiations. The economic situation of

    countries is significantly interconnected. Large corporations are present in

    several countries in several nationalities. In this context consumption becomes

    the driving force that fuels modern society untold damage presenting social,

    economic and environmental Among these newer models fair trade can be

    emphasized, based on a viewpoint that deviate from the objective "profit" as a

    single goal, since it advocates the creation of sustainable networks and

    strengthening the ideals of protection of man and the environment. However, for

    this new proposal to consolidate the need for an education for the consumer

    becomes imminent as well as social and environmental public policy proposals

    that aim to distribute equal opportunities for all.

    KEYWORDS: consumption, sustainability, public policies, fair trade

  • LISTA DE QUADROS

    QUADRO 01 Megacidade: 2003 - 2015........................................................ 38

    QUADRO 02 Gastos anuais em dlares - 1998............................................. 62

    QUADRO 03

    Evoluo do nmero de organizaes de produtores certificados 2005/2009..............................................................

    77

    QUADRO 04

    Valor estimado de venda por produto......................................

    78

    QUADRO 05

    Valor estimado de venda por pas 2008/2009..........................

    79

    QUADRO 06

    Retorno financeiro dos Worldshops na Europa (in 000 EUR). 83

    QUADRO 07

    Retorno financeiro dos membros da EFTA (in 000 EUR)........ 85

    QUADRO 08

    Valor mensal dos produtos da EES.......................................... 95

    QUADRO 09

    Organizaes Brasileiras registradas na FLO.................

    98

    QUADRO 10

    Organizaes Brasileiras registradas na IFAT.........................

    98

  • LISTA DE ILUSTRAES

    ILUSTRAO 01

    Consumo de recursos em diferentes sociedades (em kg por dia)..............................................................................

    26

    ILUSTRAO 02

    Consumo de recursos naturais por pessoa (em kg por dia)....................................................................................

    31

    ILUSTRAO 03

    Percentual da Populao Urbana em reas em 2007, 2025 e 2050......................................................................

    47

    ILUSTRAO 04

    Pegada Ecolgica de Importaes e Exportaes da UE 27 e 20 maiores parceiros.................................................

    50

    ILUSTRAO 05

    Pegada Ecolgica de Importaes e Exportaes da China e 20 maiores parceiros comerciais.........................

    51

    ILUSTRAO 06

    Pases ecologicamente credores e devedores, 1961 - 2005..................................................................................

    53

    ILUSTRAO 07 Nveis de distribuio da riqueza no ano 2000................

    58

    ILUSTRAO 08 Rendimento mundial.........................................................

    59

    ILUSTRAO 09 EES por municpio Brasil..............................................

    94

  • LISTA DE GRFICO

    GRFICO 01

    Exportaes Mundiais.............................................................

    43

    GRFICO 02

    Populao Urbana e Rural no mundo, 1950 2050...............

    46

    GRFICO 03

    Dificuldades dos EES no Brasil e em suas regies................

    96

    GRFICO 04

    Reconhecimento da marca Comrcio Justo............................

    100

  • LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

    ATO Alternative Trade Organisations

    AFTA Frum Asitico de Comrcio Justo

    CEPCO Coordenadora Estatal de Produtores de Caf de Oaxaca

    CES Comrcio Justo e Solidrio

    COFTA Coopration for Fair Trade in frica

    COMJUR Comisso Jurdica do Ministrio do Trabalho e Emprego

    CLAC Coordenadora Latino-Americana e Caribenha dos

    Pequenos Produtores

    DAWS Dutch Association of World Shops

    ECOTA Frum de Comrcio Justo, em Bangladesh

    EES Empreendimetos Econmicos e Solidrios

    EFTA European Fair Trade Association

    FACES do Brasil Frum de Articulao do Comrcio tico e Solidrio do

    Brasil

    FAO Food and Agriculture Organization

    FBES Frum Brasileiro de Economia Solidria

    FLO Fairtrade Labelling Organizations International

    FTF Fair Trade Federation

    FTO Faitrade Organizations

    FINE (FLO, IFAT, NEWS e EFTA)

    FSM Frum Social Mundial

    FTAO Fair Trade Advocacy Office

    GEM Global Entrepreneurship monitor

    GT- Brasileiro Grupo de Trabalho Brasileiro de Economia Solidria

    IFAT International Fair Trade Association

    IFATLA International Fair Trade Association Latinoamerica

    ISO International Organization Standardization

    ITC International Trade Centre

    KEFAT Federao do Qunia para o Comrcio Alternativo

  • MDA Ministrio do Desenvolvimento Agrrio

    MTE. Ministrio do Trabalho e Emprego

    NAATO North American Alternative Trade Organization

    NEF New Economics Foundation

    NEWS! Network of European World Shops

    ONG Organizaes no-governamentais

    ONU Organizao das Naes Unidas

    PNUD Programa