FB | Revista On Petrópolis #03

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Chegamos à On #3 com um profissional que tem o dom de fazer bem ao paladar. O chef Sormany Justen apresenta sua história, dificuldades e conquistas ao longo do caminho que o colocaram no topo das listas gastronômicas. Por falar em gastronomia, há a estreia da editoria “Sabores”, com Bernadete Mattos, Luiz César e pratos deliciosos para você fazer em casa. As dicas de decoração para o ano que ainda inicia estão nas próximas páginas. Sabe o que acontece nos jardins do Imperial? Fomos descobrir para te contar. No caminho, a força de pessoas que lutam pela vida quando se descobrem com câncer, nos motivou a contar essas outras histórias petropolitanas. Ah, a arte ainda tem espaço com um artista que utiliza a madeira como matéria prima para a criatividade. Delicie-se com as próximas páginas. Buon appetito!

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    Chegamos On #3 com um profissional que tem o dom de fazer bem ao paladar. O chef Sormany Justen apresenta sua histria, dificuldades e conquistas ao longo do caminho que o colocaram no topo das listas gastronmicas.

    Por falar em gastronomia, h a estreia da editoria Sabores, com Bernadete Mattos, Luiz Csar e pratos deliciosos para voc fazer em casa.

    As dicas de decorao para o ano que ainda inicia esto nas prximas pginas. Sabe o que acontece nos jardins do Imperial? Fomos descobrir para te contar. No caminho, a fora de pessoas que lutam pela vida quando se descobrem com cncer, nos motivou a contar essas outras histrias petropolitanas.

    Ah, a arte ainda tem espao com um artista que utiliza a madeira como matria prima para a criatividade. Delicie-se com as prximas pginas. Buon appetito!

    Editorial#3

    Direo e Produo GeralFelipe Vasconcellosfelipe@ obranco.com.br

    Produo Sabrina VasconcellosHeverton da Mata

    EdioRafael Moraesrafael@ obranco.com.br

    RedaoPriscila OkadaFrederico Nogueira

    ComercialIgor Pachigorpacha@ obranco.com.br(24) 8864-8524

    CriaoFelipe VasconcellosRobson Silva

    Colaborao Aline RicklyBernadete MattosFernanda TavaresJos ngeloKitty DAngeloLeonardo FarrocoLeticia KnibelLuiz Cezar

    EstagirioNelson Jnior

    DistribuioPetrpolis, Itaipava, Nogueira,Corras, Pedro do Rio e Posse

    Produo Gr caWalPrint

    Tiragem 5.000

    Foto de capa Ezio Philot | Cia Fotogr ca

    Fiobranco EditoraRua Prefeito Walter Francklin, 13/404 Centro | Trs Rios - RJ25.803-010

    Sugesto de pautaredacao@revistaon.com.br

    Trabalhe conoscorh@revistaon.com.br

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    Chegamos On #3 com um profissional que tem o dom de fazer bem ao paladar. O chef Sormany Justen apresenta sua histria, dificuldades e conquistas ao longo do caminho que o colocaram no topo das listas gastronmicas.

    Por falar em gastronomia, h a estreia da editoria Sabores, com Bernadete Mattos, Luiz Csar e pratos deliciosos para voc fazer em casa.

    As dicas de decorao para o ano que ainda inicia esto nas prximas pginas. Sabe o que acontece nos jardins do Imperial? Fomos descobrir para te contar. No caminho, a fora de pessoas que lutam pela vida quando se descobrem com cncer, nos motivou a contar essas outras histrias petropolitanas.

    Ah, a arte ainda tem espao com um artista que utiliza a madeira como matria prima para a criatividade. Delicie-se com as prximas pginas. Buon appetito!

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    Direo e Produo GeralFelipe Vasconcellosfelipe@ obranco.com.br

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    Tiragem 5.000

    Foto de capa Ezio Philot | Cia Fotogr ca

    Fiobranco EditoraRua Prefeito Walter Francklin, 13/404 Centro | Trs Rios - RJ25.803-010

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    Henrique um jovem contemporneo, de maneira que vive numa poca marcada por um profundo relativis-mo, onde tudo depende to somente de um ponto de vista. E como diz Leonardo Boff: todo ponto de vista a vista de um ponto. Se as-sim , ser a verdade apenas um ponto de vista, variante segundo a subjetividade de cada pessoa? Henrique um rapaz incomodado com o relati-vismo atual.

    Alguns de seus amigos que gostam de refletir e so poucos sustentam com ele que o relativis-mo atual positivo, ou seja, maravilhoso viver numa sociedade mltipla. No entanto, Henrique retruca dizendo que essa postura pode levar falsa ideia de que tudo vlido, o que fatalmente um retrocesso social. Infinitas discusses acadmicas nas muradas da Universidade Catlica de Petrpo-lis (UCP).

    Enfim, Henrique um intelectual. Em casa, cercado por pais tambm formados em universi-dade e que, assim como ele, curtem os avanos do mundo moderno, s que, curiosamente, no nu-trem os mesmos questionamentos do rapaz. Vivem a vida no aqui e agora, sem maiores indagaes fsicas ou metafsicas. Por exemplo, a me fre-quentadora assdua de academia e uma mulher de 47 anos, exuberante. Certa feita, Henrique pre-senciou o seguinte dilogo entre os pais. Ela recla-mava do marido: voc s est interessado em meu corpo! engano seu, tambm sou amarrado no meu, respondeu o marido. Estas eram as circuns-tncias do lar de Henrique.

    Virada de ano, famlia toda reunida, tios, tias, avs, sobrinhos e muita bebida. Todos co-memoravam o incio de mais um ano. No final

    da festa, os estragos eram visveis, havia gente deitada por todos os lados da casa, cada um mais ressaqueado que o outro. Logo ali, todavia, esta-va Henrique refletindo sobre o novo ano que se iniciara h pouco. Aproveitou que sua bela me se aproximou dele na varanda e, olhando para ela, falou-lhe: estou sentindo um vazio..., e a me disse: aproveite e v malhar. No sei bem me, acho que estou com uma sensao de insegurana..., a me: bobagem, v ao shop-ping dar um passeio com a namorada. Henrique, ento: estou sentindo uma angstia aqui no peito, me. J sei meu filho, tome um lexo-tan (medicamento usado, entre outras situaes, para ansiedade, tenso e outras queixas som-ticas ou psicolgicas associadas sndrome de ansiedade) e aps entre no twitter, no facebook e v bater um papo, que isso passa.

    Veja voc que Henrique era um chato, bus-cava no fundo no fundo: a verdade. Mas quem pode apresentar a verdade a ele num mundo onde sequer a questo da verdade posta em questo. Em meio a dvidas, foi se retirando da varanda com o cuidado de no pisotear as pessoas que ja-ziam mortas.

    Ao passar prximo v, sentada num confort-vel sof, lascou-lhe um beijo na testa. A v, meiga, segurou o brao do neto e, sem falar qualquer pa-lavra, puxou-lhe para perto, abriu carinhosamente sua mo e colocou em sua palma, um belo crucifi-xo de remota data, no sem antes sussurrar-lhe ao ouvido: foi de seu av que era lindo e inquieto como voc. Henrique, tocado com o gesto, e peito emproado, saiu a caminhar firme em meio a cor-pos cados pela varanda e sala, com o crucifixo apertado em suas mos.

    Henrique e suas circunstnciasVeja voc que Henrique era um chato, buscava no fundo no fundo, a verdade

    Roberto Wagner Lima Nogueira procurador do municpio de Areal,

    mestre em direito tributrio - UCAM-Rio,

    professor de direito tributrio da UCP

    Petrpolis e colunista do Trs Rios Online.

    rwnogueira@uol.com.br

    Roberto Wagner A insegurana na sociedade atual cons-titui um grande obstculo ao exerccio dos direitos de cidadania, de maneira que tarefas rotineiras como estacionar o carro tm se tornado cada vez mais rdua. Neste cenrio, percebe-se que a ao do famigerado flane-linha se tornou um grande problema em Petrpolis, principalmente em reas comerciais e nas proximi-dades de grandes eventos. Trata-se de um indivduo que se vale do medo natural do cidado diante da violncia urbana, para oferecer um suposto servi-o de vigilncia sobre os veculos estacionados em vias pblicas. Colocam os condutores em uma in-cmoda situao de constrangimento, de forma que o motorista deve optar entre pagar ao guardador ou ter seu veculo ou at mesmo sua integridade fsica atingida. Uma anlise atenta dos jornais locais ca-paz de evidenciar o catastrfico impacto da conduta sobre o municpio: loteamento de ruas, intimidao e extorso de motoristas, danos a veculos e dispu-tas por territrio, so apenas alguns dentre os mui-tos fatos abominveis j relatados pela mdia.

    O governo federal at tentou regulamentar esta atividade atravs da lei 6.242, editada na dca-da de 70, que condiciona o exerccio da suposta profisso ao preenchimento de uma srie de re-quisitos, dentre eles a ausncia de antecedentes criminais e registro em rgos pblicos compe-tentes. Por bvio, tal estratgia no funcionou e, hoje, esta norma mais uma letra morta na le-gislao ptria, afinal um absurdo tentar colocar fita colorida em um embrulho de marginalidade e violncia. No se trata de uma questo social ou trabalhista, mas sim uma matria relativa segu-rana pblica e a liberdade de ir e vir do cidado.

    Felizmente, a tendncia do legislador nacional a criminalizao da atividade dos flanelinhas, como pretende o projeto de lei 2.701, recentemente

    apresentado no Congresso Nacional pelo deputa-do Fbio Trad. Algumas cidades, como Belo Ho-rizonte, j se adiantaram, vedando expressamente a conduta em seu cdigo municipal de posturas. Em outras, como Vitria e Ribeiro Preto, j fo-ram ajuizadas aes civis pblicas com objetivo de pleitear, no judicirio, que o poder pblico seja obrigado a retirar todos os guardadores das ruas.

    Enquanto o projeto de criminalizao no aprovado, o motorista petropolitano, vtima desta conduta, poder requerer a represso policial com base em delitos j existentes. Via de regra, todos os guardadores que atuam sem a autorizao ex-pressa do poder pblico cometem a contraveno penal de exerccio irregular de profisso ou ati-vidade (mesmo que esteja apenas pedindo para tomar conta, tal delito estar configurado). Caso o flaneli