Feijão Vulgar

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  • Feijo Vulgar: Benefcios para os Agricultores envolvidos numa produo orientada para o Mercado

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    Projecto MOREP

    AntecedenteEm zonas como Dororo, no distrito de Manica, Regio centro de Moambique, a comercializao de feijo vulgar (Phaseolus vulgaris L.) uma das estratgias muito importante para os agricultores em a para melhoria das condies de vida. Especialmente os jovens agricultores incluindo as mulheres investem na produo de feijo vulgar como forma de aumentar seus bens e cobrir as necessidades das suas famlias. Com o envolvimento na Plataforma de Inovao (IP), estes agricultores aprenderam que podem ter mais bene cios a par r de feijo vulgar.

    Os agricultores observaram que a integrao de leguminosas (feijo vulgar e mucuna) e o gado em prol a gesto de fer lidade do solo atravs de rotao de culturas, culturas de cobertura e uso de excremento de gado bovino reduz a dependncia de uso de insumos externos. A combinao destas pr cas com o maneio de traco animal resultou em aumento da produ vidade e produo de feijo vulgar.

    A Plataforma de Inovao contribuiu no empoderamento dos agricultores em termos de par cipao nos mercados. Os produtores tornaram-se mais organizados. O aumento da produo e da produ vidade permi u que os agricultores passem a vender maiores volumes a granel ou em grandes quan dades.Os produtores agora decidem colec vamente em que momento podem vender o seu produto e a que preo e esperam receitas de cerca de 50% maiores do que podiam ganhar com a venda feita individual.

    Este folheto ilustra as pr cas de produo e de mercado de feijo vulgar geradas atravs das demonstraes no Projecto MOREP. Eles so teis para os agricultores que vivem em condies semelhantes as do distrito de Manica.

    Benefcios de produo de feijo vulgar para os pequenos agricultores

    Fonte de segurana alimentar e nutrio: O feijo vulgar tem protenas elevadas, hidratos de carbono complexos, componentes de vitamina B ( amina, niacina e cido flico) e micro-nutrientes (ferro e zinco). Para as ins tuies, como escolas e hospitais, os consumidores de baixa renda em zonas rurais e urbanas, o feijo uma fonte acessvel de nutrio de alta qualidade.

    Fonte de renda para os agricultores: O feijo vulgar proporciona uma oportunidade de mercado, com uma alta demanda em zonas urbanas e rurais em Moambique e em mercados internacionais. O feijo vulgar proporciona aos agricultores altos retornos dos seus inves mentos, a cultura exige menos

    trabalho e uso de insumos externos em relao a muitas outras culturas.

    Melhoramento da fer lidade do solo atravs da fi xao biolgica de nitrognio.

    Onde os agricultores tm recursos limitados e baixo acesso aos mercados de insumos, fontes orgnicos de nitrognio so vitais para melhorar a fer lidade e a estrutura do solo tambm para culturas compe vos como no caso de milho.

    Empoderamento das mulheres: Uma vez que as mulheres so principais responsveis pelo cul vo do feijo vulgar, o envolvimento da mulher nos mercados compe vos uma forma de seu empoderamento.

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  • Feijo Vulgar: Benefcios para os Agricultores22

    Tabela 1. Tipos de semente de feijo vulgar mais comuns em Moambique.

    Tipos de semente Propsito Caracters cas

    Vermelho Demanda local e consumo a nvel caseiro em especial no distrito de Angonia e nas zonas fronteirias com Malawi

    Tolerante baixa fer lidade (N, P), e baixo pH. Muitas vezes cul vado em misturas.

    Acar Alto mercado e potencial para exportao, se for de boa qualidade (no misturado).

    Normalmente tem baixo rendimento em condies com poucos insumos, suscep veis a stress bi cos. Actualmente so disponveis variedades mais tolerantes

    Calima (vermelho manchado)

    Alta demanda em reas urbanas e para a exportao (paladar popular, curto perodo de cozedura)

    Alto rendimento em condies com poucos insumos, especialmente em condies de baixa disponibilidade de fsforo

    Crme (manteiga) Alta demanda para o consumo doms co e nos mercados locais

    Sementes grandes em forma de rim. Cul vado principalmente nas provncias de Niassa e Nampula. Curto tempo de cozedura.

    Branca Menos consumido a nvel doms co, mas aceite em alguns mercados urbanos.

    Tipo de semente pode ser pequeno ou grande. O tempo de cozedura muito curto. As vezes suscep veis a pragas durante o armazenamento.

    Preto Menos consumido a nvel doms co por causa da "pintura" do alimento aps o cozimento.Cul vado principalmente para mercados urbanos

    Gro pequeno. Alta tolerncia a stresses bi cos e abi cos, incluindo doenas foliares, pragas de armazenamento.

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  • 3Feijo Vulgar: Benefcios para os Agricultores 3

    Preparao conjunta da terra em parcelas de demonstrao: o plan o de feijo em linhas.

    Foto: Jlio Onofre Rainde

    Como que os agricultores de pequena escala podem melhorar a produo de feijo vulgar?

    Condies agronmicas apropriadas para a cultura de feijo vulgar. O feijo vulgar cresce melhor em solos frteis. Porm, frequentemente mais cul vado em solos de baixa produ vidade. Feijo vulgar cresce melhor em solos com pH do solo entre 5,0 e 6,0. O fsforo um dos nutrientes com defi cincias mais frequentes do solo; baixo nitrognio do solo tambm um factor limitante.

    A cultura do feijo vulgar cresce bem em reas com precipitao anual entre 400 mm e 1.200 mm. A temperatura ideal deve ser entre 15-23 C, o perodo de crescimento deve estar em volta de 70 dias para variedades de curta durao e 110 dias de longa durao.

    Existem duas pocas dis ntas de produo em Moambique: A poca principal de Fevereiro a Junho, semeada aps outras culturas, para usar a humidade residual do solo e rar proveito de temperatura rela vamente baixas. O Segundo perodo de produo de Agosto para Setembro.

    Feijo vulgar em Moambique pode ser classifi cados em feijo de gros grandes ( po andino) e feijo de gro pequeno ( pos meso americanos), dependendo do centro de origem gen ca a que pertencem.

    Maneio da cultura de Feijo vulgar

    1. Preparao de soloA preparao do solo deve comear antes das primeiras chuvas, de forma a proporcionar condies adequadas para a germinao das sementes e o desenvolvimento das plantas, incluindo a circulao de ar, melhorar a infi ltrao, a temperatura do solo, bem como o controlo de ervas daninhas.

    A primeira lavoura u lizando traco animal deve ser realizada 30-45 dias antes da sementeira, para quebrar possveis camadas duras debaixo do canteiro e para a decomposio de resduos vegetais (de 25 a 35 cm). Solos pesados precisam de lavouras mais profundas, isto para permi r uma melhor penetrao da gua. A primeira gradagem deve contemplar 10 a 15 dias depois da lavoura. A segunda gradagem deve ser imediatamente antes da sementeira, para nivelar o canteiro.

    2. SementeiraOs agricultores devem escolher variedades que tem mercado. importante verifi car a qualidade da semente, consultando os servios de extenso rural e de inspeco de sementes. Antes da sementeira, a semente deve ser tratada com Thiram.

    A taxa de sementeira ou quan dade de semente por unidade de area pode variar de 45 a 65 kg /ha. O espaamento adequado 60cm x 15cm para mono

    culturas e 90cm x 25 cm para a consorciao, a fi m de minimizar a concorrncia entre as plantas pela luz, nutrientes e gua.

    3. Maneio de Fertilidade do SoloO feijo vulgar precisa de um bom maneio de fer lidade do solo para assegurar que as quan dades certas de macro e micro -nutrientes essenciais estejam disponveis no momento certo, para o estabelecimento das plantas, crescimento e processo reprodu vo. Sob maneio melhorado de fer lidade de solos, os pequenos agricultores devem aplicar certas quan dades de nutrientes essenciais, dependendo do po de solo e variedades a serem usadas.

    importante manter o pH do solo na faixa de 5,8 a 6,2 para um p mo crescimento do feijoeiro. A fi m de corrigir o pH do solo, a cal pode ser aplicado 6 meses antes do plan o em quan dades que dependem do nvel de acidez do solo. Para produzir feijo vulgar, o teor de nutrientes do solo deve ser reforado u lizando os seguintes fer lizantes e correc vos:

    Fer lizantes Inorgnicos:

    Cal (1-1,5 t / h, pelo menos 6 meses antes do plan o e repe da a cada 3-5 anos)

    Fer lizante basal (composto L, 150-300 kg/h, aps a sementeira)

    Gypsum (100 300 kg /h, 7-8 semanas aps a emergncia).

    Em solos arenosos dividir as aplicaes para 7 e 10 semanas cada.

    Fer lizante orgnico: Aplique 5.000 kg /ha de esterco de gado de boa qualidade (esta quan dade pode subs tuir a quan dades para fer lizantes inorgnicos acima indicado)

    Consorciao: Na consorciao, a densidade de plantas de ambas as culturas deve diminuir para reduzir a compe o. O espaamento deve ser, por exemplo, para o milho de 80 a x 120 cm entre linhas e 25 cm entre plantas na linha. O feijo deve ser plantado entre as linhas de sementeira de milho, num espaamento de 15

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  • Feijo Vulgar: Benefcios para os Agricultores4

    Uma mulher agricultora explica todos os passos para o cul vo e maneio da cultura do feijo vulgar em um dia de campo.

    Foto: Jlio Onofre Rainde

    a 20 cm entre plantas dentro da linha. O espaamento depende das variedades ambas as cultur