Fernanda Furuta t Ese

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Tese de Fernanda Furuta a respeito da lei SOx lei sarbanes

Text of Fernanda Furuta t Ese

  • UNIVERSIDADE DE SO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAO E CONTABILIDADE

    DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE E ATURIA PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM CONTROLADORIA E CONTABILIDADE

    A RELAO DAS CARACTERSTICAS DAS EMPRESAS COM A ADOO DO COMIT DE AUDITORIA X CONSELHO FISCAL ADAPTADO

    Fernanda Furuta

    Orientador: Prof. Dr. Ariovaldo dos Santos

    SO PAULO 2010

  • Prof. Dr. Joo Grandino Rodas Reitor da Universidade de So Paulo

    Prof. Dr. Carlos Roberto Azzoni Diretor da Faculdade de Economia, Administrao e Contabilidade

    Prof. Dr. Fbio Frezatti Chefe do Departamento de Contabilidade e Aturia

    Prof. Dr. Edgard Bruno Cornachione Junior Coordenador do Programa de Ps-Graduao em Cincias Contbeis

  • FERNANDA FURUTA

    A RELAO DAS CARACTERSTICAS DAS EMPRESAS COM A ADOO DO COMIT DE AUDITORIA X CONSELHO FISCAL ADAPTADO

    Tese apresentada ao Departamento de Contabilidade e Aturia da Faculdade de Economia, Administrao e Contabilidade da Universidade de So Paulo como requisito para a obteno de ttulo de Doutor em Cincias Contbeis.

    Orientador: Prof. Dr. Ariovaldo dos Santos

    SO PAULO 2010

  • FICHA CATALOGRFICA Elaborada pela Seo de Processamento Tcnico do SBD/FEA/USP

    Furuta, Fernanda A relao das caractersticas das empresas com a adoo do Comit de Auditoria x Conselho Fiscal adaptado / Fernanda Furuta. So Paulo, 2010. 179 p.

    Tese (Doutorado) Universidade de So Paulo, 2010 Orientador: Ariovaldo dos Santos

    1. Governana corporativa 2. Conselho fiscal 3. Conselho de administrao I. Universidade de So Paulo. Faculdade de Economia, Administrao e Contabilidade. II. Ttulo.

    CDD 658.4

    Tese defendida e aprovada no Departamento de Contabilidade e Aturia da Faculdade de Economia, Administrao e Contabilidade da Universidade de So Paulo - Programa de Ps-Graduao em Cincias Contbeis, pela seguinte banca examinadora:

  • i

    Aos meus pais, Elza e Sergio, ao meu irmo Gustavo,

    que mais uma vez me acompanharam nessa jornada.

  • ii

  • iii

    AGRADECIMENTOS

    Aos meus pais pela pacincia, apoio e compreenso durante todo o perodo do Doutorado. Ao meu irmo por todas as conversas com seus conselhos e incentivos.

    Ao Prof. Dr. Ariovaldo dos Santos, orientador sempre presente, que me guiou e apoiou em mais uma etapa da vida acadmica. Ao Prof. Dr. Werner Baer que possibilitou a realizao do doutorado sanduche na University of Illinois at Urbana-Champaign durante todo o ano de 2008. Aos Prof. Dr. Geoffrey Hewings e Prof. Dr. Edgard Bruno Cornachione, pelo apoio recebido durante minha estada na University of Illinois at Urbana-Champaign. Ao Prof. Dr. Gerlando Lima pelas contribuies dadas na tese e pela amizade desde o comeo das nossas vidas acadmicas. FAPESP, que tornou vivel este trabalho por meio da concesso de bolsa de estudos. FIPECAFI, pelo apoio financeiro para a realizao do doutorado sanduche na University of Illinois at Urbana-Champaign e por disponibilizar em seu site o questionrio online utilizado na pesquisa. A todos os professores do Departamento de Contabilidade e Aturia da FEA USP, em especial: Prof. Dr. Alexsandro Broedel Lopes, Prof. Dr. Bruno Meirelles Salotti, Prof. Dr. Fbio Frezatti, Prof. Dr. Geraldo Barbieri, Prof. Dr. Gilberto de Andrade Martins, Prof. Dr. Iran Siqueira Lima, Prof. Dr. Luiz Joo Corrar, Prof. Dr. L. Nelson Carvalho, Profa. Dra. Marina Yamamoto, Prof. Dr. Reinaldo Guerreiro, Prof. Dr. Valmor Slomski e Prof. Dr. Welington Rocha.

    Aos professores da University of Illinois at Urbana-Champaign que contriburam para o desenvolvimento da pesquisa: Prof. Dr. Theodore Sougiannis, Prof. Dr. Mark Peecher, Prof. Dr. Marion E. McHugh III, Prof. Dr. Scott Weisbenner e Prof. Dr. Geoffrey Peter Smith. Aos analistas de mercado que participaram das entrevistas, especialmente ao Reginaldo

    Alexandre e aos executivos das empresas que responderam ao questionrio. Aos amigos da Alianti e aqueles que me acompanharam durante esse perodo: Betty Lilian Chan, Birgit Aigner, Cssia Vanessa Olak Alves Cruz, Ctia Godinho, Evelyn Caporali, Fabiana Lopes da Silva, Fabricio Caprio Macastropa, Fernando Y. Asanuma, Gervasio F. dos Santos, Giovani Brito, Jorge Bispo, Ludmila de S Fonseca, Mariangela Antigo, Ozlem Asma Arikan, Patrcia Vieira, Salvo Cardamone e Sarah Salotti.

  • iv

    Feliz aquele que transfere o que sabe E aprende o que ensina

    Cora Coralina

  • v

    RESUMO

    Diversos trabalhos esto sendo desenvolvidos sobre o Comit de Auditoria nos Estados Unidos e outros pases, porm esse assunto ainda recente no Brasil. Esta pesquisa difere dos estudos anteriores, pois o foco est na anlise da exceo dada pela Securities and Exchange Comission - SEC Regra 10A-3 para as empresas estrangeiras com American Depositary Receipts - ADRs. A SEC permitiu que, no caso do Brasil, o Conselho Fiscal pudesse adaptar suas funes s do Comit de Auditoria. Todavia, h controvrsias em relao utilizao do Conselho Fiscal adaptado. Este estudo fornece evidncias empricas sobre o Comit de Auditoria e o Conselho Fiscal adaptado nas empresas que operam no Brasil. Alm de analisar as caractersticas das empresas que optaram por formar o Comit de Auditoria ou o Conselho Fiscal adaptado sob o ponto de vista da teoria da agncia e o impacto da formao desses rgos no retorno das aes das companhias, so apresentados tambm os resultados obtidos com aplicao de questionrios a executivos das empresas e entrevistas com analistas de mercado. Os resultados significantes dos testes estatsticos indicam que empresas com vendas inferiores a R$ 15.000 milhes tm menor probabilidade de constituir Comit de Auditoria e empresas com proporo de ativo imobilizado sobre vendas inferior a 60% tm maior probabilidade de constituir Comit de Auditoria, conforme esperado. Alm disso, empresas em que os gestores possuem algum percentual de participao tm maior chance de constituir o Comit de Auditoria. H indcios de uma relao positiva entre a formao do Comit de Auditoria e o ativo total da empresa, a classificao da empresa no novo mercado ou nvel 2 de governana corporativa, nmero de diretores e o retorno das aes, conforme esperado, ressalvando-se que o modelo no significante. No houve consenso dos analistas de mercado quanto influncia do nvel de governana corporativa na formao do Comit de Auditoria. Ao contrrio do esperado, no h indcios da existncia de uma relao positiva significante entre a empresa ter maior alavancagem e a presena do Comit de Auditoria. Alm disso, diferentemente do esperado, tanto a maioria das empresas que formaram o Comit de Auditoria quanto as que optaram pelo Conselho Fiscal adaptado foram auditadas por uma das Big4 e foram classificadas como large accelerated filer. J os analistas de mercado no souberam informar se a presena de uma Big4 poderia influenciar na escolha de um dos rgos. De acordo com os executivos das empresas que formaram o Comit de Auditoria, a maioria apontou que o nvel de governana corporativa foi um dos fatores que influenciou na deciso do Comit ou Conselho Fiscal adaptado, enquanto a maioria dos executivos das empresas que formou o Conselho Fiscal adaptado indicou o nvel de governana corporativa, o fato de ser auditada por uma das Big4 e a classificao da empresa conforme o valor agregado de mercado como fatores que influenciaram nas suas decises. Tanto a maioria dos executivos das empresas quanto a maioria dos analistas de mercado concordaram plenamente que o Comit de Auditoria pode ser visto como um mecanismo de monitoramento da gesto da companhia, e discordaram que no Brasil faltem executivos com perfil que se enquadre no Comit de Auditoria conforme definido pela SEC. No houve consenso de opinio entre os executivos das empresas e os analistas de mercado quanto ao Conselho Fiscal ser mais adaptvel que o Comit de Auditoria ao ambiente de negcios brasileiros, quanto s funes dos dois rgos serem distintas e quanto aos custos associados formao do Comit de Auditoria. Assim, percebe-se que, em alguns casos, o ponto de vista dos analistas diferente da opinio obtida com os executivos das empresas e com os resultados baseados nas informaes financeiras das companhias. Pode-se concluir que esse assunto precisar ser acompanhado de perto, afinal seu entendimento ainda divergente.

  • vi

    ABSTRACT

    Various works are being developed regarding Audit Committees in the United States and other countries, though the issue has only recently been introduced in Brazil. This research differs from previous studies given that its focus is on analysis of the exception made by the Securities and Exchange Commission (SEC) on Regulation 10A-3 regarding foreign companies possessing American Depositary Receipts (ADRs). In the case of Brazil, the SEC allowed the Fiscal Council to adapt its roles to those of the Audit Committee. However, there are controversies relative to the use of an adapted Fiscal Council. This study provides empirical evidence on Audit Committees and the adapted Fiscal Councils within companies operating in Brazil. Besides analyzing the characteristics of companies that opt to form an Audit Committee or an adapted Fiscal Council from the agency theory point of view, it also discusses the impact of building these agencies on the company's return on investment, along with the results obtained from questionnaires given to company executives and interviews with market analysts. The results of the statistical tests were significant, indicating that com

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