FIAT LUX - Comunidade Teúrgica Portuguesa .AS ESTÂNCIAS DE DZYAN Na literatura ocultista de nível

  • View
    212

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of FIAT LUX - Comunidade Teúrgica Portuguesa .AS ESTÂNCIAS DE DZYAN Na literatura ocultista de nível

Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 26 Roberto Lucola

1

FIAT LUX

ROBERTO LUCOLA

CADERNO 26 RAA ATLANTE DEZEMBRO 2000

Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 26 Roberto Lucola

2

PREFCIO

O presente estudo o resultado de anos de pesquisas em trabalhos consagrados de

luminares que se destacaram por seu imenso saber em todos os Tempos. Limitei-me a fazer

estudos em obras que h muito vieram a lume. Nenhum mrito me cabe seno o tempo

empregado, a pacincia e a vontade em fazer as coisas bem feitas.

A prpria Doutrina Secreta foi inspirada por Mahatms. Dentre eles, convm destacar

os Mestres Kut-Humi, Morya e Djwal Khul, que por sua vez trouxeram o tesouro do Saber

Arcano cujas fontes se perdem no Tempo. Este Saber no propriedade de ningum, pois tem a

sua origem no prprio Logos que preside nossa Evoluo.

Foi nesta fonte que procurei beber. Espero poder continuar servindo, pois tenciono, se os

Deuses ajudarem, prosseguir os esforos no sentido de divulgar, dentro do meu limitado campo

de aco, a Cincia dos Deuses. O Conhecimento Sagrado inesgotvel, devendo ser objecto de

considerao por todos aqueles que realmente desejam transcender a inspida vida do homem

comum.

Dentre os luminares onde vislumbrei a Sabedoria Inicitica das Idades brilhar com mais

intensidade, destacarei o insigne Professor Henrique Jos de Souza, fundador da Sociedade

Teosfica Brasileira, mais conhecido pela sigla J.H.S. Tal foi a monta dos valores espirituais

que proporcionou aos seus discpulos, que os mesmos j vislumbram horizontes de Ciclos

futuros. Ressaltarei tambm o que foi realizado pelos ilustres Dr. Antnio Castao Ferreira e

Professor Sebastio Vieira Vidal. Jamais poderia esquecer esse extraordinrio Ser mais

conhecido pela sigla H.P.B., Helena Petrovna Blavatsky, que ousou, vencendo inmeros

obstculos, trazer para os filhos do Ocidente a Sabedoria Secreta que era guardada a sete

chaves pelos sbios Brahmanes. Pagou caro por sua ousadia e coragem. O polgrafo espanhol

Dr. Mrio Roso de Luna, autor de inmeras e valiosas obras, com o seu portentoso intelecto e

idealismo sem par tambm contribuiu de maneira magistral para a construo de uma nova

Humanidade. O Coronel Arthur Powell, com a sua inestimvel srie de livros teosficos,

ajudou-me muito na elucidao de complexos problemas filosficos. Alice Ann Bailey, tesofa

inglesa que viveu nos Estados Unidos da Amrica do Norte, sob a inspirao do Mestre Djwal

Khul, Mahatma membro da Grande Fraternidade Branca, tambm contribuiu muito para a

divulgao das Verdades Eternas aqui no Ocidente. E muitos outros, que com o seu Saber e

Amor tudo fizeram para aliviar o peso krmico que pesa sobre os destinos da Humanidade.

Junho de 1995

Azagadir

Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 26 Roberto Lucola

3

RAA ATLANTE

NDICE

PREFCIO ..... 2 FUNO DA RAA ATLANTE ...................................... 5 AS ESTNCIAS DE DZYAN .. 6 O MISTRIO DOS FILHOS DE VNUS E DOS HERMAFRODITAS ... 7 SHAMBALLAH, CORAO DO MUNDO ..... 8 DIVISO ENTRE OS FILHOS DE DEUS ........ 9 VITRIA DO MATERIALISMO ..... 11 A TERRA IMPERECVEL .... 12 COMO O MANU FORMOU A RAA ATLANTE ............................... 13 AS SETE SUB-RAAS QUE FORMARAM A RAA-ME ATLANTE ......... 14 1. SUB-RAA RMOAHAL ....... 15 2. SUB-RAA TLAVATLI ........ 16 3. SUB-RAA TOLTECA ..... 17 SINARQUIA ENTRE OS TOLTECAS ........ 19 OS TOLTECAS NAS AMRICAS ... 20 TEOFAGIA NA ATLNTIDA .......... 21 CAUSAS DA DECADNCIA ATLANTE ........... 22 FIM DO GOVERNO DOS REIS DIVINOS ........................... 23 FIM DA CIVILIZAO TOLTECA ............................................................ 24 ADMINISTRAO PBLICA NA ATLNTIDA ........ 25 ASPECTO FSICO DOS ATLANTES ......... 27 FILOSOFIA RELIGIOSA NA ATLNTIDA .. 28 AS QUATRO FASES DA DESTRUIO ATLANTE . 29 PROFECIAS SOBRE A ATLNTIDA ....... 32 4. SUB-RAA TURNIA .......... 34 5. SUB-RAA SEMITA ..... 35 6. SUB-RAA AKDIA .... 35 7. SUB-RAA MONGOL ..... 36

Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 26 Roberto Lucola

4

REVOLTA NA QUARTA CIDADE ......... 36 MISTRIO DA QUEDA NO SEXO ......... 37 CONSPIRAO ASSRICA .... 37 DEGENERAO ATLANTE .... 38 AS RELQUIAS ATLANTES ESTO PROTEGIDAS .... 41 TERRAS SALVAS: PAMIR, EGIPTO, AMRICAS ... 43 REDENO DA ATLNTIDA 43

Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 26 Roberto Lucola

5

RAA ATLANTE

FUNO DA RAA ATLANTE

Diz Paulo Machado Albernaz sobre o fim da Atlntida:

O desaparecimento, por exploso, de um planeta que ocupava a 5. rbita planetria a

partir de Mercrio, onde hoje s vemos uma imensido de pequenos asterides, teria trazido

consequncias trgicas para a Terra, inclusive empurrando-a da 4. para a 3. rbita.

A Lua teria sido um planeta antes da Terra ter invadido a sua rbita. A condio de

planeta atribuda Lua ainda conservada nas tradies da Astrologia. Marte seria apenas

um grande fragmento do planeta desaparecido tendo assumido a 4. rbita que era ocupada

pela Terra.

A proximidade entre a Terra e a Lua teria provocado a deslocao ou transferncia

dos elementos gasosos e lquidos do nosso actual satlite para o nosso planeta. O dilvio e o

afogamento da chamada Atlntida tero sido consequncias desses fenmenos.

A 4. Raa-Me Atlante considerada a Raa Equilibrante por se situar entre as trs

primeiras e as trs ltimas Raas-Mes. A Humanidade da poca era constituda por deuses e por

homens comuns. Floresceu no continente tradicionalmente chamado de Kusha. Ocupava extensa

faixa equatorial formando um cinturo em torno da Terra. Foi na Atlntida que se desceu ao

mximo da materialidade dando incio subida para a espiritualidade.

Na Atlntida os deuses e os homens conviviam juntos. Os chamados Reis de Edon, que

eram Seres de natureza divina, formavam a casta dirigente. Cada um dos Reis de Edon era

Governanador de um dos setes Cantes Atlantes, sendo que existia uma Oitava Cidade que

sintetizava todos os valores espirituais da Raa. Ali vivia a Trindade Suprema que constitua a

prpria Divindade manifestada na Terra.

Na Atlntida estavam presentes todas as Hierarquias. Cada Hierarquia Criadora

expressava determinado valor e desenvolvia uma funo especfica de acordo com os diversos

princpios que constituem os seres humanos, conforme o abaixo descriminado:

Assuras Eram os Governadores Expressavam a Vontade

Agniswattas Eram os Instrutores Expressavam a Mente

Barishads Eram os Sacerdotes Expressavam a Emoo

Essas trs Hierarquias tinham a misso de desenvolver um novo estado de Conscincia

na Humanidade de ento. As Mnadas careciam de auto-orientao. Era preciso, por exigncia

do Ciclo, firmar na conscincia do Homem o princpio chamado Ahankara, a conscincia do Eu

Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 26 Roberto Lucola

6

sou que caracteriza o princpio do livre-arbtrio e destaca o ser humano de qualquer outra

criatura em evoluo.

A Lei exigia a manifestao do Plano Mental Csmico, o que s era possvel atravs do

desenvolvimento da Mente Humana. Foi necessrio activar inicialmente a Inteligncia prtica

para conseguir-se, com o decorrer do tempo, alcanar os altos nveis da Inteligncia abstracta

conectada Intuio.

AS ESTNCIAS DE DZYAN

Na literatura ocultista de nvel elevado fazem-se muitas referncias s Estncias de Dzyan.

Dzyan ou Dzyn em tibetano, escreve-se tambm Dzen que a corruptela do snscrito Dhyan ou

Dhyana, o 7. Passo da Yoga de Patanjali, cuja traduo hindu Jnana, Sabedoria ou

Conhecimento Divino. Talvez com este esclarecimento possamos entender porque Helena P.

Blavatsky afirmava que as Estncias eram um Livro Jina ou Livro Sagrado. Por falar nas

Estncias, vejamos o que elas dizem sobre a Raa Atlante que o objecto central do presente

Caderno:

Na Quarta (Ronda) os Filhos da Mente (Manasaputras) receberam ordem de criar as

suas imagens (veculos). A terceira parte deles (os Assuras ou Rebeldes) desobedeceu. As duas

outras partes (os Pitris Agniswattas e os Filhos de Vnus) respeitaram a ordem. Sofrero e

faro sofrer.

No obstante a linguagem enigmtica das Estncias, como sempre ocorre quando o

assunto de extrema transcendncia, no existe nenhuma inexactido ou erro nas suas assertivas.

No texto acima, o que consta entre parnteses visam dar-lhe maior clareza. A complexidade na

exposio de temas esotricos destina-se a que os no-Iniciados tenham que procurar explicaes

complementares para entend-los. A no observncia destes preceitos acautelados deu lugar aos

grandes males sobrevindos aos atlantes, por terem adquirido prematuramente conhecimentos

para os quais ainda no estavam preparados.

Aquela parcela que se rebelou reencarnou muitas

vezes na Atlntida, onde desempenhou papel importante.

Havia recusado encarnar numa ocasio favorvel